9 de novembro de 2015

Sai PSD/CDS ficam os seus publicistas

Uma das tarefas prioritárias:
Desmascarar os que há anos manipulam as consciências, desinformam, mentem e têm conseguido enganar.

Apesar das mentiras e manipulações foi conseguido o resultado das eleições que permitiu eleger uma maioria de deputados que se recusa a continuar a política do PSD/CDS que arruinou o país. Apesar das vergonhosas campanhas e chantagens tão difundidas na Comunicação Social, foi conseguido o acordo para viabilizar um governo do PS que se compromete a romper com a já extenuante política de direita. Agora é preciso, é urgente, curar a peste que as forças reacionárias propagaram nos órgãos de comunicação social, em especial na Televisão. Comentadores, cronistas e politólogos, ao serviço dos interesses que arruinaram o país e, com isso bem se governaram, transmitem todos o pensamento único, mascarado de várias linguagens, sem permitirem o verdadeiro contraditório em igualdade de condições. A generalidade dos meios de comunicação e em especial os privados, propriedade de grandes grupos económicos, foi sistematicamente invadida por gente com opções de classe bem definidas, que servem a ideologia da direita, muitas vezes da extrema direita fascizante. O que deveria ser um instrumento da democracia, de debate onde as opiniões contraditórias se expressassem em igualdade de oportunidades, passou a ser um instrumento de uma ideologia, de uma classe dominante que pretende eternizar o seu domínio para bem explorar e ainda fazer com que os explorados agradeçam a exploração, como lei de divina ou, natural.
A maioria dos meios de comunicação, Televisões em especial, são hoje um instrumento de domínio das consciências, quase sempre pago com o dinheiro dos manipulados.
O papel de informação e formação que os meios de comunicação social deveriam ter inverteu-se para promover a mentira, a desinformação, a "distração" e a deformação.


Diz a Constituição da República que:
"A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão..."
"Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações".
"O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura".
"A estrutura e o funcionamento dos meios de comunicação social do sector público devem salvaguardar a sua independência perante o Governo, a Administração e os demais poderes públicos, bem como assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião."
É isto que se impõe.