10 de dezembro de 2014

A Nova Escravidão, uma das marcas do capitalismo

21 milhões de novos escravos e 168 milhões de crianças obrigadas ao trabalho infantil.

Pelo menos 21 milhões de seres humanos no planeta sofrem novas formas de escravatura, denunciaram no início deste mês, especialistas das Nações Unidas em direitos humanos, considerando que é necessário vontade política para combater o flagelo.

As mulheres e crianças do sexo feminino são as principais atingidas e encontram-se em situação idêntica a dos antigos escravos, afirmou a relatora especial para as Formas Modernas de Escravatura, Urmila Bhoola. Segundo a jurista sul-africana, as estatísticas sobre este flagelo não incluem os 168 milhões de menores submetidos ao trabalho infantil, metade das quais em trabalhos perigosos, o que revela bem a dimensão do problema.

Na declaração conjunta, exige-se que os estados cumpram as suas obrigações face às leis internacionais sobre direitos humanos e se empenhem mais para eliminar o flagelo da nova escravatura. Os três especialistas pedem ainda que as negociações em curso para fixar a agenda de desenvolvimento sustentável após 2015 tenham em conta a erradicação deste flagelo.