7 de maio de 2012

A irracionalidade do capitalismo (2)

A obsolescência programada e criação artificial de necessidades de consumo


Nesta sociedade capitalista, depois da Segunda Guerra Mundial, as indústrias desenvolveram-se imenso e saturaram os mercados mundiais de bens de consumo. 
O ritmo de produção do capitalismo precisa sempre de crescimento. Por isso, foi preciso "inventar" e criar novas necessidades para aumentar o consumo (consumismo). A publicidade e o Marketing encarregaram-se disso.

Mesmo assim, isso não era suficiente para a ambição de aumentar os lucros. 
Os produtos vendidos tinham na generalidade tempos de vida de 15 a 20 anos. Duravam demasiado.
Os empresários, capitalistas, viram que, para além da criação (muitas vezes artificial) de novas necessidades, deviam reduzir a qualidade e tempo de duração dos produtos para obrigar os consumidores a deitá-los para o lixo e comprar novos com mais frequência. Assim nasceu a obsolescência programada das mercadorias e um novo salto na passagem dos utilizadores a consumidores.


A "Obsolescência", atualmente é realizada de duas formas: 
A primeira, reduzindo artificialmente a vida do produto para o tempo de duração da garantia. 
A segunda, criando modas que renovam a aparência da mercadoria para induzir os consumidores a comprar os novos modelos, ou introduzindo inovações que já anteriormente eram conhecidas mas foram programadas para ser lançadas mais tarde. A publicidade induz o consumidor a comprar o novo para, assim, manter o seu "status social". 
  
Conhecemos bem a forma faseada como as grandes indústrias lançam o seus produtos apesar de terem a possibilidade de colocar neles um conjunto mais desenvolvido de inovações tecnológicas. Nos telemóveis, nos computadores, nas máquinas fotográficas, nos automóveis, sucedem-se lançamentos de novos produtos com tecnologias já conhecidas anteriormente ao lançamento de outros mais antigos e que, propositadamente, não as incluíram.


A economia capitalista precisa de um crescimento constante e sustentado cujo limite é o infinito. Isto colide frontalmente com os recursos limitados do planeta e da sociedade. Isto vai contra a lógica da natureza, gera enormes quantidades de desperdícios, de lixo, que a Terra não pode reciclar. 

As energias, matérias primas, tempo de trabalho, gastas na produção escusada de bens é enorme e não para responder às necessidades sociais mas para dar lucro ao capitalista.

Do ponto de vista social o capitalismo tende a concentrar a riqueza em cada vez menor número de pessoas, os que tudo podem comprar, mas, por sua vez, tende a reduzir o poder de compra da grande maioria dos consumidores. Isto leva às crises, ao encerramento de muitas empresas produtivas, ao desemprego e, cada vez mais acelerado aumento da pobreza. Assim se auto destroi o capitalismo e com ele a vida das pessoas.