3 de junho de 2011

Reflexão

Votar é um direito conquistado, mas é também uma responsabilidade social

Com o nosso voto, pouco que seja, influenciamos a política que se seguirá com os políticos que forem eleitos.
Votamos livremente de acordo com a nossa consciência. Contudo, bem ou mal a nossa consciência é um produto da sociedade em que vivemos. Da correcta ou incorrecta influência da família, dos amigos e colegas, da escola, dos camaradas de trabalho, dos jornais que lemos, da televisão que vimos, da publicidade que nos assola todas as horas, enfim de todo o ambiente que vivemos, na cidade, no bairro, na aldeia, nas colectividades e actividades que frequentamos. Esse ambiente é normalmente "conservador" pois procura "ensinar" aos mais novos, aquilo que cada um já tinha aprendido com os mais velhos.

...o mundo avança como bola colorida...

Contudo, a sociedade evolui. Não é conservadora porque o Homem aprende com os erros e deseja sempre fazer melhor. Já dizia o poema de Gedeão "o sonho comanda a vida, sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. ...". São os jovens quem mais sonha, quem mais  ambiciona um mundo melhor, um mundo mais justo sem o egoísmo de homens que exploram outros homens e os mantêm na ignorância.
São os que sonham, os que pensam, os que reflectindo, conseguem tirar ensinamentos da realidade, que ousam dizer e mostram que o mundo pode ser diferente. São poucos, é certo, como poucos foram os que mudaram o mundo com as suas descobertas e os seus estudos. Mas quando esses poucos acertam no que  dizem, arrastam multidões e mudam as consciências anestesiadas.


Um dia, mais cedo que tarde...

Retomando ao fio da meada, falava eu de votos, da possibilidade, e da responsabilidade de cada um de nós despertar a sua consciência e de acrescentar a essa consciência - do mundo injusto em que vivemos -  o sonho, a aposta na capacidade de o transformar. Então, um dia, tão cedo quanto a soma dessas consciências o permitir, o povo, os trabalhadores organizados decidirão mudar a política e aprenderão a tomar nas suas mãos o destino da sociedade onde vive.

O povo é quem mais ordena...

Cada acto eleitoral, cada votação, pode ser um passo na direcção de uma política nova, melhor, mais justa que defenda os trabalhadores e o povo, permitindo-lhe a participação nos destinos da sociedade. Teremos uma verdadeira democracia o que alguns denominam por democracia directa. 
Então poderemos, com propriedade, dizer: "O povo é quem mais ordena".

A grande maioria da população sabe que esta política afunda o país. Que pagamos uma crise que não criámos e dívidas que não contraímos. Que a crise não é para todos. Que o aumento do desemprego, conduz ao aumento da pobreza e da maior injustiça social. Que enquanto fecham empresas os bancos aumentam os lucros. E sabe que muitos dos políticos dos banqueiros e dos grandes capitalistas são corruptos e roubam o nosso dinheiro. 
Mas a maioria da população não acredita que seja possível mudar. Ou, mesmo que acredite na mudança não sabe quem fala verdade, depois de tantos anos a ouvir mentiras dos que nos governam.  


Mas... É possível mudar!

PS, PSD e CDS têm interesses e políticas quase iguais. Há 35 anos que governam o país e os resultados estão à vista. 
Precisamos de outra política. 
Precisamos de apoiar as empresas que produzem. Precisamos de apoiar a agricultura, as pescas, as industrias, o pequeno comércio e serviços. Precisamos de criar mais empregos. Desenvolver Portugal sem interferências dos interesses do capital financeiro estrangeiro.
Só assim poderemos defender os trabalhadores, com salários justos, com trabalho não precário, com direitos.

Qual a escolha mais acertada?

A responsabilidade da escolha, para encetar um caminho de mudança, cabe a cada um de nós. É natural que essa reflexão seja mais acertada se procurarmos quem defende os interesses dos trabalhadores e do povo em geral. Os que lá estão há 35 anos já deram provas que não defendem esses interesses. Isto é claro para a grande maioria dos eleitores que se recusam a votar. No entanto os que não votam por estarem desiludidos com esta política deveriam reflectir e concluir que, não votando, estão a, mais uma vez, a deixar que tudo fique na mesma. Lembremo-nos de Martin Luther King:


"O que mais me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".


Uma política patriótica e de esquerda


Precisamos de votar em quem defenda os trabalhadores, o desenvolvimento do país e não se submeta aos interesses dos grandes grupos estrangeiros ou banqueiros. Precisamos de uma política patriótica e de esquerda. A melhor solução é reforçar a CDU para que, na Assembleia da República, tenha mais força para defender o povo os trabalhadores e Portugal, e não deixar que os mesmos continuem a sacrificar quem trabalha.