23 de outubro de 2014

O Capitalismo europeu no seu melhor

ou uma forma de aumentar os PIB e "reduzir" os números da crise

A UE estabeleceu que, "para garantir comparações consistentes entre os membros", o computo do Produto Interno Bruto (PIB) de cada Estado deverá refletir os lucros vinculados às atividades ilegais, (narcotráfico e da prostituição) independentemente de considerações morais.

Em vários desses países os serviços sexuais e o comércio de determinadas drogas estão despenalizados, motivo pelo qual a direção da UE determinou sua incorporação para conseguir uma "partilha justa".


As regulações para acrescentar o comércio e a produção de drogas aos PIB correm a cargo do Sistema Europeu de Contas (ESSA).

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Turquia, país aspirante à UE, o conjunto da economia ilegal (não só a prostituição e o comércio de drogas) representa quase 18% do PIB desse grupo. Por sua vez, estimativas da Eurostat indicaram que com o novo regulamento o crescimento económico médio do bloco será de 2,4%, com a faixa mais elevada (4-5) para a Finlândia e Suécia, seguidas por Áustria, Reino Unido e Holanda (3-4).
O Escritório para Estatísticas Nacionais do Reino Unido estimou recentemente que os lucros do tráfico de drogas e da prostituição nesse país sobem para 12.810 milhões de euros anuais. Deles, 6.790 milhões correspondem ao negócio do sexo.
Notas retiradas do artigo de Camila Carduz, Jornalista da redação Europa da Prensa Latina