28 de outubro de 2014

Com a política de direita tudo anda para trás

Mais especulação imobiliária e mais agressão ambiental em Monsanto

O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» criticou fortemente a política do PS na Câmara de Lisboa. Centrou as atenções na constante destruição do “pulmão verde” da Cidade o Parque Florestal de Monsanto. De facto muitos anos de política de direita na Câmara de Lisboa, têm estragado grandes áreas da Cidade. São conhecidos os exemplos da especulação imobiliária com a ocupação de espaços que deveriam ser destinados a zonas verdes, a estacionamentos, a equipamentos sociais. Terrenos que eram públicos, municipais ou do estado têm sido vendidos para a especulação imobiliária. Vendem-se Quarteis, Hospitais, Escolas, e muitos outros edifícios e terrenos para neles se implantarem blocos de cimento que têm desfigurado a cidade. Ainda não se vendeu o aeroporto mas… Agora São os Verdes a denunciar a ocupação de várias áreas do Parque florestal de Monsanto.

O desrespeito pela lei e pareceres de várias entidades


Dizem Os Verdes que “Lamentavelmente, ao longo de vários anos de gestão da cidade pelo PS, o PEV tem denunciado um vasto rol de atentados que têm ocorrido em Monsanto, nomeadamente os impactos bastante negativos, como a poluição sonora, a contaminação dos solos e dos lençóis freáticos resultantes do Campo de Tiro a Chumbo; a sub-estação de energia eléctrica da REN, que obrigou a uma suspensão parcial do PDM e ao abate de várias árvores, tendo inclusivamente contado com pareceres negativos por parte dos serviços jurídicos por ser contrária ao Regime Florestal Total a que se encontra submetido o Parque Florestal de Monsanto”
O verde recua e o cimento avança


Lisboa perdeu mais de 200 hectares de "Pulmão Verde"

Denunciou o PEV que, até 2009, se perderam 200 hectares em Monsanto e que “o “pulmão verde” de Lisboa tem encolhido a olhos vistos nas últimas décadas”.
É exemplo vergonhoso a cedência de quase uma dezena de hectares a uma empresa privada, que instalou em Caselas o Aquaparque, e que está há muito desativado e abandonado.
Também a Câmara da Amadora (PS) autorizou a construção de um hotel nos poucos milhares de metros quadrados do Parque Florestal que pertencem àquele concelho.


Exige-se!

Reivindicam Os Verdes que se atualize “o Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto (…) e que “se aumente a vigilância e segurança nos espaços verdes submetidos ao regime florestal através do reforço dos guardas florestais, que não se permita o licenciamento de novos usos e de actividades que são incompatíveis com a preservação da biodiversidade existente, que a manutenção e conservação dos vários espaços verdes em Monsanto seja assegurada”.
O comunicado dos Verdes pode ser lido na íntegra em http://osverdesemlisboa.blogspot.pt/