16 de dezembro de 2011

Islândia e Argentina

Dois exemplos que devem ser estudados

Quer a Argentina e depois, recentemente, a Islândia sofreram dramáticamente as crises financeiras que os Bancos e grandes grupos económicos criaram. Tudo indica que estavam piores que Portugal. No primeiro caso por a Argentina ter sofrido muitos anos de roubos e de uma política subordinada ao imperialismo americano e com a intervenção do FMI. No segundo caso por a Islândia ser um país muito pequeno e sem poder para enfrentar as grandes potências económicas.
  
O Presidente da Islândia depois de recusar assinar o acordo para pagar as dívidas dos Bancos privados, obrigou o Governo a um referendo que mostrou que tinha razão. Os islandeses recusaram pagar as dívidas dos Bancos privados, recusaram pagar os juros agiotas e decidiram julgar e prender os banqueiros. 
  
Em ambos os casos, diziam os que defendiam o grande capital o que diz hoje o nosso governo, repetindo a senhora Merkel. Diziam que os mercados iriam reagir cortando as ajudas e financiamentos. Seria o desastre!
Contudo não foi isso que aconteceu. Renegociaram a dívida, reduziram os juros e afinal o "papão" dos mercados foi bluff. Não só continuam a ter acesso aos mercados como apresentam índices de crescimento económico e de desenvolvimento social muito superiores aos da maioria dos países europeus. 
  
Como sempre, valeu a pena lutar. O povo fez bem em não se assustar com as chantagens do capital financeiro nem com os seus servidores de Bruxelas. Esteve-se "marimbando" (palavra da moda) para os sábios da Europa, para os analistas, para os comentadores de serviço que repetiam como Passos Coelho: não há alternativa, temos que fazer o que manda a troika.