11 de novembro de 2011

Jerónimo de Sousa em Évora

Governo faz jogo dos banqueiros enquanto arruína o país

O secretário-geral do PCP afirmou que "estes meses de aplicação do Pacto de agressão do FMI e União Europeia e de governo do PSD/CSD, mostram quão preocupante é o rumo que segue o país e quanto acertadas eram as nossas análises e os alertas do nosso Partido sobre as suas consequências para os portugueses e para o país".


"Vemos o país a caminhar para uma mais profunda recessão económica, a agravar todos os seus problemas com a destruição de mais emprego, de mais empresas e de mais produção nacional". Jerónimo de Sousa mostrou que com este caminho, esta política, a solução é cada vez mais difícil e os sacrificios cada vez maiores e sem resultado à vista.


" Vemos nestes meses de aplicação do Pacto de agressão quanto mentiram Portas e Passos para enganar os portugueses, ocultando as suas verdadeiras intenções" acusou Jerónimo de Sousa, que apelou para a luta organizada, contra as injustiças e para impedir o Pacto da direita que conduzirá o país à ruína, ao declínio e à perda da soberania nacional. 


Disse: "Por isso nos estamos a dirigir aos trabalhadores, ao povo, aos democratas e patriotas, para que com a sua acção contribuam para construir um grande movimento popular de exigência de rejeição desse Pacto de extorsão nacional" explicando ainda que é preciso romper "com as políticas que o moldam e que nada se distinguem das que conduziram o país à crise".


Jerónimo mostrou que esta operação é um negócio dos bancos que cínicamente chamam de "ajuda".
Em juros e comissões vamos pagar 35 mil milhões (34,4 de juros, mais 665 mil de comissões), o que "significa que se teria que pagar 113 mil milhões, pelos 78 mil milhões que não são sequer para aplicar no desenvolvimento do país, mas para garantir, numa grande medida, os interesses dos senhores do dinheiro. É claro que isto é um roubo ao país e ao povo".


"Não se vê nem Passos Coelho, nem Paulo Portas, nem o Presidente da República, nem o PS, nem a União Europeia ou o FMI, nem os comentadores que nos martelam todos os dias com a inevitabilidade de aceitar as medidas do pacto de agressão – não se vê nenhum deles a protestar. Não há problema. É para o capital, eles não levam a mal", disse Jerónimo de Sousa.


O País e os portugueses precisam de uma nova política, uma política patriótica e de esquerda, que tenha como objectivos o desenvolvimento económico, a elevação das condições de vida dos trabalhadores e das opulações, a defesa e promoção do interesse público e dos direitos dos cidadãos, o apoio efectivo às pequenas e médias empresas.


O secretário-geral do PCP concluiu com a "confiança nas nossas próprias forças e nas possibilidades que se podem abrir com a luta dos trabalhadores e do nosso povo".