15 de janeiro de 2013

Comunicação como meio de ofensiva ideológica

A ofensiva ideológica, a mentira, a criação do medo e a exploração dos preconceitos, são armas do capitalismo para dominar

É intenso e "científico" o plano em curso para retirar direitos aos trabalhadores e ao povo para aumentar a exploração do poder capitalista. 
Para isso, os partidos de direita e o Governo precisam de acabar com tudo o que o 25 de Abril construiu.

Para conseguirem levar os seus planos por diante, e reduzir a capacidade de luta organizada dos trabalhadores e do povo, apoiam-se na guerra ideológica feita através de todos os meios de comunicação que dominam. 

Os eixos principais dessa ofensiva

São objectivos desta política:
- valorizar as virtudes do capitalismo, dos mercados e de uma falsa liberdade individual.
- dar a ideia de que todos podem ser capitalistas ricos se seguirem os exemplos dos grandes exploradores.
- convencer que a sociedade não muda. Sempre foi assim e sempre assim será.
- quando não for possível defender os efeitos do capitalismo, dizer que são todos iguais e portanto todos têm os mesmos defeitos.
- estimular o anticomunismo, de forma a afastar a ideia de que é possível uma sociedade melhor. 
- o desacreditar as sociedades que conseguiram libertar-se do capitalismo e imperialismo. Confundir democracia com ditadura de "homens não poderem explorar outros homens".
- esquecer as possibilidades e vitórias da resistência dos povos, da luta dos trabalhadores ou da afirmação de opções de desenvolvimento soberano.


Os meios de comunicação

Os meios utilizados para a "lavagem dos cérebros" para a mentira, para lançar a dúvida e a confusão, para "dividir para reinar", são os meios de comunicação quase todos controlados pelos grandes grupos económicos, a publicidade, o Marketing (comercial e político), actividades ditas "culturais" e de distração, etc

As formas que utilizam são muito variadas e científicamente estudadas através de Sondagens, de Estudos de Mercado e Marketing, da Internet, de Redes Sociais e são aplicados nos mais variados meios como: 
Notícias seleccionadas, notícias deturpadas, informação escondida e subtimente "censurada". Programas de telenovelas que veiculam conteúdos que visam injectar conceitos e preconceitos retrógrados. Concursos televisivos quer iludem as pessoas com o sucesso fácil e "acessível a todos". Comentários políticos e sociais de pessoas "uniformizadas" ou formatadas com o pensamento "oficial" da direita. O controlo e formatação das notícias é feito pelo recurso ao comentário e análise sistemáticamente direccionados, para levar os ouvintes os telespectadores e leitores à ideia errada.

Esta "lavagem" de cérebros, esta ofensiva ideológica, é feita de forma subtil, como referi no texto anterior, com uma simples ausência ou troca de legendas, e pela formatação das notícias. 

Formatar jovens para aceitar sem crítica a ideologia do capitalismo
 
Esta operação de formatação das consciências, é também feita, nas Escolas e Universidades com a seleção de professores e manuais escolares que obedecem ao pensamento único. Assim a produção ideológica nos meios académicos, ajuda a formatar os estudantes, desde o início da escolaridade, para assegurar a prevalência absoluta dos valores do capitalismo, dois conceitos e preconceitos que o servem fazendo esquecer outras alternativas. Essa formatação ideológica é especialmente intensa nas areas da filosofia, da sociologia, da economia e na promoção de uma cultura "pimba" sem conteúdo mas de "fácil" acesso e aceitação acéfala. Assim se formam pessoas dóceis e fácilmente domesticáveis, que aceitam ser exploradas.