1 de novembro de 2012

Comunicação do espetáculo

A manifestação contra o orçamento de Estado.
A televisão privilegia
o espectáculo. 
Esconde o conteúdo da indignação dos trabalhadores organizados

A manifestação contra o Orçamento foi muito mais do que fazer fogueiras, insultar os deputados da direita, lançar petardos e derrubar as grades. Estas foram manifestações que mostram o desespero e a revolta de muitos trabalhadores e que devem ser compreendidas como tal. Mas, o essencial, o que incomoda a direita, que assusta o capitalismo, é a força organizada dos trabalhadores que se traduz no aumento da consciência política das massas.

Não há machado que corte... não há morte para o vento...

Dessa força organizada é que a direita tem medo e tenta esconder.
Uma fogueira apaga-se com alguns baldes de água. Mas o incêndio das consciências, a força do vento e do pensamento não se apaga. Não há machado que corte, a raiz ao pensamento, não há morte para o vento, não há morte para certeza e a confiança, não há morte para o sonho de justiça.
É isso que a direita teme. Que os trabalhadores percam o medo e, organizados, adquiram a força que é muitas vezes maior que a soma da força de cada um.
É disso que a comunicação social evita falar.