15 dezembro 2025

Seis presos políticos foram hospitalizados no Reino Unido após 39 dias em greve de fome. Governo não responde.

Os presos, apoiantes da Palestina, iniciaram a greve de fome no dia 2 de Novembro para exigirem um julgamento justo, a libertação sob fiança, o encerramento da prisão, o levantamento da proibição da organização Palestine Action e o fim da censura à sua correspondência. O protesto tornou-se na maior greve de fome coordenada nas prisões britânicas desde 1981, na Irlanda.

Dos oito grevistas, um já foi hospitalizado duas vezes, e outros cinco continuam hospitalizados e estão em estado crítico. Apesar disso, o Ministro da Justiça, David Lammy, não respondeu aos pedidos de diálogo nem aos apelos de várias organizações de solidariedade.

A campanha de apoio aos grevistas da fome já reuniu mais de 5.000 assinaturas e conta com o apoio do Partido Verde, do Your Party, do Partido Nacional Escocês, do Plaid Cymru, de parlamentares trabalhistas e de grupos de solidariedade para com a Palestina. As famílias e os activistas exigem que o Ministro da Justiça se reúna imediatamente com os representantes dos grevistas da fome antes da suspensão das actividades parlamentares.

Os co-líderes e parlamentares do Partido Verde escreveram-lhe publicamente ao ministro, enquanto o Your Party solicitou uma reunião há mais de um mês, sem ainda receberem resposta. A causa dos grevistas da fome é apoiada pelo Partido Verde, pelo Your Party, pelos membros do SNP, pelo Plaid Cymru e por vários deputados trabalhistas, bem como pela Campanha de Solidariedade com a Palestina e por grupos de solidariedade com a Palestina em todo o Reino Unido.

Na quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, John McDonnell apresentou uma moção de emergência no Parlamento, assinada por 40 deputados, manifestando preocupação com os maus-tratos na prisão e com a rápida deterioração do estado de saúde dos presos.
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