25 de outubro de 2012

Incompetente ou vendido?


Vítor Gaspar: "Existe aparentemente um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar".

Não senhor Ministro! O desvio existe sim mas nos gastos que o Estado está a fazer para pagar aos Bancos privados. Nos negócios que o senhor e o seu governo faz.

O senhor ou é incompetente e uma vez que se reconhece responsável pelos desvios verificados nas contas do Estado, e deveria de imediato demitir-se, ou está a defender os interesses de quem nos rouba, contra os interesses dos portugueses e, nesse caso é um vendido, um traidor.

Negócios e fraudes

Eu explico. O senhor Ministro, retira aos portugueses o dinheiro do Estado para pagar aos BPN os roubos feitos pelos seus colegas. Mais de 6.000 Milhões de euros, endividando o Estado. 
Pede financiamentos aos Bancos privados a juros especulativos, endividando ainda mais o Estado. Capitaliza os Bancos com o nosso dinheiro. Depois critica os portugueses de exigirem ao Estado mais do que pagam de impostos. Contudo, não acusa os que gerem e roubam o Estado.

O senhor Ministro para emagrecer o estado vende o que é lucrativo e fica com o que dá prejuízo. Bons negócios para os privados. Depois queixa-se dos portugueses que não querem pagar duas vezes por serviços que deveria ser o Estado a prestar. 
Pagamos para o Estado e pagamos para os privados porque os serviços foram vendidos por si. Veja-se o que se passa com as PPP. 

Sempre os mesmos a pagar. Sempre os mesmos a lucrar

O senhor Ministro está a taxar as empresas que poderiam promover o desenvolvimento da economia. Mas não taxa os Bancos privados, que exportam o nosso dinheiro para os offshores, para os paraísos fiscais. 

O senhor Ministro nunca fala das fugas aos impostos das grandes grupos económicos, mas persegue os pequenos e médios empresários e os trabalhadores. Sempre os mesmos a pagar.

Nunca ouvi o senhor Ministro reclamar dos juros escandalosos que os bancos privados nos estão a cobrar pelos negócios que o senhor e o seu governo com eles faz, mas reclama por os portugueses não quererem pagar mais impostos.



Senhor Ministro. Está com Deus ou com o Diabo?

O Senhor Ministro não é um imbecil que atire atoardas sem motivo. O senhor Ministro acusa os portugueses para justificar o mau Ministro que é. Não por ser incompetente mas por estar do lado dos que nos exploram.
O povo sabe que não é possível estar com Deus e com o Diabo ao mesmo tempo. Pois o senhor é um mau Ministro porque é um bom defensor dos tais credores, dos bancos, dos especuladores, dos agiotas. É o povo que lhe paga mas são os seus amigos, chamados credores", os agiotas, que ganham com a sua actividade como Ministro de Portugal. 

O senhor Ministro não é gestor nem negociador, é um vendedor do seu país

O senhor ministro sabe, apesar de fingir não saber, que a o dinheiro dos impostos que os portugueses pagam para os serviços que o Estado deveria prestar, está a ser desviado para os Bancos, para os juros, dos negócios que com esses bancos faz. Está a ser desviado para os negócios ruinosos das Empresas Público Privadas. Desses o senhor Ministro não se queixa.

Porque é que eu não oiço o senhor ministro acusar esses que nos roubam e oiço queixar-se dos portugueses que lhe pagam? 

Se o senhor Ministro estivesse numa empresa, se fosse encarregado de negociar com os credores e se fizesse o mesmo que está a fazer aos portugueses, levava a empresa à rápida falência caso não fosse demitido a tempo. 
Qualquer empresário, qualquer gestor, sabe bem que negociar com os credores não é dar-lhes mais do que é possível para o pagamento da dívida. 
Os credores também sabem que o seu negócio é um risco e que não devem exigir mais do que é possível.
Negociar é encontrar o equilíbrio entre os justos interesses de ambas as partes. 
O senhor Ministro, a negociar com credores é um fracasso. Uma completa incompetência para não ter que o julgar de traidor, de vendido, pois está a vender Portugal e a dar o dinheiro que não é seu aos especuladores.

Senhor Ministro, tenha um pouco de dignidade, demita-se urgentemente. Não viu que, apesar desse seu ar de sonso, para os portugueses está já desmascarado o seu papel no Governo?


(alterado c/ subtítulos às 11.45h.)

24 de outubro de 2012

Greve Geral em Portugal e não só...


Jornada Europeia de Solidariedade no dia da Greve Geral - 14 de Novembro
 
A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) convocou, para dia 14 de Novembro, em toda a União Europeia, uma Jornada de Acção de Solidariedade por um Contrato Social para a Europa, para o mesmo dia da Greve Geral em Portugal. 
Esta Jornada assumirá formas de luta diversas: greves, manifestações, concentrações e muitas outras acções diversas.
O Secretário-geral, Arménio Carlos, chefia a delegação da CGTP-IN no Comité Executivo da Confederação Europeia dos Sindicatos.

Luta de classes, política de classe

O "Pacto de Agressão" é a expressão mais evidente da luta de classes

Bem dizia Marx que só existem duas classes fundamentais: a classe exploradora e a classe explorada. A luta de classes é acentuada pelo capitalismo nesta sua política de permanente exploração dos trabalhadores, em todos os domínios da vida social.
O capitalismo criou a crise económica e quem a paga são os trabalhadores. 

A política das troikas, interna e externa

O governo, apesar de eleito pelo povo enganado, é o representante da classe exploradora e como tal executa a política de direita, a política do grande capital financeiro. A política do FMI, do Banco Central Europeu e da União Europeia. A troika que nos colonizou. No fundo a política dos Bancos e dos banqueiros cada vez mais ricos.

O dinheiro não se evapora. Sai de um lado e entra noutro

Porque é que com a crise do capitalismo os muito ricos aumentam as suas fortunas, enquanto há cada vez mais pobres?
Porque os governos de direita executam uma política de classe que promove a transferência do dinheiro dos bolsos de quem trabalha para o grande capital.

Os partidos de direita são a "bomba" que bombeia o dinheiro de uns para outros

Em Portugal, os impostos agora previstos no Orçamento de Estado para 2013 são o claro exemplo dessa política, como foram o roubo dos subsídios, a redução de ordenados da função pública, como são os aumentos de preços dos bens essenciais.
Isto parece ser claro para a grande maioria das pessoas. Contudo não se traduz nas escolhas eleitorais. Porquê?

O capitalismo luta e ataca com meios poderosos

Os eleitores continuam a ser manipulados pelas mentiras que permanentemente os jornais, a televisão, os comentadores (sempre os escolhidos pela direita), pela constante propaganda que nos atinge a toda a hora. É isto a luta de classes que eles não querem reconhecer.

O caminho é a elevação da consciência da classe explorada

Como sair deste ciclo de permanente alternância dos partidos que fazem a mesma política e que competem entre si para servir o capital e melhor enganar os eleitores?
Certamente um dos caminhos é o esclarecimento para que os "enganados" ganhem consciência da sua responsabilidade ao votar sempre nos mesmos.

Criminosos!

Governo cria o desemprego e reduz os apoios sociais aos desempregados

A CGTP acusou ontem o Governo de "profunda desumanidade" e uma "enormíssima insensibilidade social" ao propor a redução dos subsídios de desemprego.

O Governo pretende baixar o valor mínimo do subsídio, dos atuais 419 euros para 377 euros.


O dinheiro não chega para tudo, dizem alguns. Se não chega é porque o roubaram e querem continuar a roubar para dar aos Bancos. O BPN continua a ser um coio de gatunos.

A fome continua a aumentar em Portugal. É urgente pôr fim ao desastre desta política de direita.


23 de outubro de 2012

É preciso pôr fim ao desastre. A alternativa existe!

Sim existem alternativas a esta política e a este governo! 

Uma adaptação do discurso do Deputado António Filipe, do PCP:

O governo já sem argumentos "repete até à náusea a enorme mentira em que assenta a sua governação. A mentira de que não há alternativa".
O Governo e os partidos "da maioria podem continuar a caricaturar as nossas propostas. Podem continuar a fugir à discussão séria das nossas propostas... Mas a evidência do fracasso da vossa política já se encarregou de demonstrar a fragilidade dos vossos argumentos".

Traição a Portugal

"E, mais uma vez em nome de supostas inevitabilidades, traíram os interesses nacionais nos braços da troika, e aceitaram levar à prática um programa humilhação nacional e de terrorismo social, assente na recessão forçada, no aumento do desemprego, na sobre-exploração dos trabalhadores, na venda ao desbarato do património público, na espoliação fiscal dos trabalhadores, dos reformados e das micro e pequenas empresas (como acontece com o sector da restauração e com as farmácias), no empobrecimento, na desproteção social, numa palavra, num programa de agressão ao povo português".

Não fui eu, foste tu...

"Tudo isto em nome de supostas inevitabilidades. O PSD e o CDS dizem que a culpa foi do PS. O PS diz que a culpa é do PSD e do CDS. E todos dizem que a culpa é da troika... Mas dizem, tristes e conformados, que não há alternativa"
Cobardolas, vendidos, traidores, diz o povo.
"O que caracteriza a política deste Governo é a submissão acéfala à troika, é a recessão, o desemprego e a espoliação dos portugueses", para servir a política da troika e o negócio dos juros dos Bancos.

É urgente renegociar a dívida e...

"Não nos digam que não há alternativa. Digam antes que a vossa receita falhou e que os Senhores não têm alternativa. É um facto que, com a vossa política, não há esperança nem alternativa. O programa de saque dos recursos nacionais às mãos da troika não é cumprível e este caminho não tem outra saída que não seja o desastre económico e social".
"Este Governo não tem alternativa, mas o povo português, tem-na".
"O PCP, ... pretendeu afirmar com toda a clareza, perante esta Assembleia e perante o país, que há alternativa!".
"A renegociação da dívida externa é... um imperativo nacional". 



A Alternativa existe!!!

"...passa pela valorização do trabalho e dos trabalhadores". 
"Passa por condições salariais dignas, que melhorem o poder de compra da maioria da população". 
"Não há alternativa que passe por uma política de baixos salários e de degradação das condições de vida dos trabalhadores e dos reformados".
"...passa pela criação de condições de viabilidade para as empresas portuguesas, através da redução dos custos de contexto não salariais, pelo incentivo à produção nacional, pela garantia de financiamento bancário a um preço justo".

Sempre os mesmos a pagar?

"... passa por uma política fiscal justa e progressiva, que alivie os encargos sobre os rendimentos do trabalho e que tribute de forma justa e sem subterfúgios, os rendimentos do capital, a especulação financeira, o património mobiliário e os bens de luxo". 
"... de modo a que paguem mais aqueles que mais têm e que mais podem pagar, em vez de como até aqui, fazer com que paguem mais aqueles menos têm, mas que não podem fugir".

Acabar com a corrupção e os parasitas

"O que o país precisa é de reduzir a despesa com a parasitagem dos recursos públicos pelos interesses privados. É de reduzir a engorda dos grupos económicos à custa do emagrecimento do Estado social. O que o país precisa é de acabar com as rendas excessivas do sector da energia, com a hemorragia dos recursos públicos em parcerias público-privadas, com as amnistias fiscais imorais às fugas de capitais ou com a complacência perante a evasão fiscal dos ricos e poderosos".

Submissão? Rendemo-nos aos chantagistas, aos ladrões, aos traidores?

A Alternativa existe e quase se pode dizer que passa por fazer o contrário do que as troikas estão a fazer.
Sim a Alternativa existe mas não convém a quem ganha com a "crise".
Por isso querem a submissão dos portugueses. Querem que baixemos os braços e nos convençamos que não há nada a fazer.

Se eles não querem uma alternativa que sirva os interesses de Portugal e dos portugueses, organizemo-nos para a impor!


22 de outubro de 2012

E porque não?

Salário mínimo - Salário máximo
Perguntas:

Precisamos de baixar salários?
Então porque não baixam os salários escandalosamente altos?
Se há, e bem, um salário mínimo, porque não se fixa um salário máximo?
E se o salário máximo fosse indexado ao salário mínimo? Melhor.

Poderá alguém dizer:
- No que toca a salários tudo o que for para mais é bom.
- E se os salários escandalosamente altos existem à custa dos salários escandalosamente baixos?

Dá que pensar! E depois de pensar... há que agir!




31 de Outubro


21 de outubro de 2012

As escutas

Os telefones de Passos Coelho, de Sócrates e a distração dos portugueses

Não quero entrar na política dos telefonemas, na política do que este disse e aquele ouviu, ou na política para distrair os portugueses dos verdadeiros crimes da política da direita. Até o chamado "líder da oposição", não faz oposição no que deveria, e vem agora como D. Quixote cavalgar sobre as escutas de Passos Coelho. Será isto que é oposição a esta política? 
Será isto oposição às imposições da troika?
Será isto oposição aos impostos que afetam os mais pobres e libertam os mais ricos?
Será isto oposição à política dos "apoios" e dos juros que favorecem os Bancos?


Pensemos bem

Não tendo muita matéria para fazer oposição, porque o seu partido (PS) está metido na tramóia da mesma forma que os Partidos do Governo, Seguro - o "líder" - apanha todos os pretextos para se fingir da oposição, sem ferir o verdadeiro inimigo - a política de direita, executada pelas troikas. 
Não falando no acordo com a troika, grita contra a matéria das escutas.
Não nos distraiamos!.
A nossa luta é contra este orçamento e contra as medidas impostas a quem trabalha.
Contra a política de direita!

Quem tem o número de Passos Coelho?

Sem intenção de distrair, faço uma pergunta que julgo tem a ver com o que é a política de direita:
Porque é que os banqueiros têm o número de telefone de Passos Coelho, como tinham o de Sócrates?
Em nome de quê?
A generalidade dos empresários, para não falar de outros cidadãos, não têm acesso directo aos nossos governantes.
Mas os Banqueiros, pelos vistos, têm. Porquê? 

18 de outubro de 2012

"A visita da velha senhora"*

(ver comentário no final, publicado às 24.00h.)
Merkel visita Portugal
Comprar o resto do país ou pagar a dívida da Alemanha aos portugueses?

A visita da "velha" senhora, velha na política que representa, recordou-me os meus tempos de criança e a ajuda de Portugal à Alemanha durante a II Grande Guerra.
Creio ser útil recordar a nossa história, como o fiz no texto anterior, mas, agora, a propósito da Alemanha que não desistiu de subjugar o mundo. Primeiro com guerras militares e hoje com a guerra económica. 

A nossa memória

Servindo-me da memória, das buscas na história de Portugal e na história do Partido Comunista Português que fornece dados preciosos sobre a vida dos trabalhadores e da sociedade portuguesa, recordo: 


Salazar, apesar de se dizer neutral em relação à Guerra, estava ideologicamente com Hitler, quer no projecto de regime, quer na luta contra o comunismo. Discretamente, apoiou a Alemanha, com fornecimentos de minérios como o ferro e o volfrâmio, alimentos, roupas e calçado para o exército alemão.

Dois exemplos entre muitos:

Avante clandestino, de Abril de 1942, denunciava que Salazar e Franco estavam a enviar para a Alemanha, muitas toneladas de armas, munições, granadas, motos, que eram enviadas de Marvão, Vilar Formoso e Fontes de Onor para a Suiça. 
Informava ainda que para além das armas eram fornecidos alimentos, 
De Marvão seguiram muitos comboios carregados de feijão branco, caixas de sardinhas, peixe de salmoura, pevides e alfarroba.
De Lisboa (via Vilar Formoso) saíram 276 pipas com 278.000 litros de vinho licoroso.

Maio de 1942

Em Maio de 1942, novamente o Avante denunciava, as informações colhidas pelos seus militantes nos seus locais de trabalho.
Dizia o Avante: Por via marítima, no vapor espanhol “Cristina” seguiam para o porto italiano de Génova, donde seguirão para a Alemanha via Suiça, 2.600.000 quilos de trigo, 500.000 quilos de cacau.
No barco espanhol “Iraque”, seguiram com o mesmo destino, mais 1.999.500 quilos de cevada, 951.665 quilos de milho e 130.878 quilos de cacau.
No barco português “Alger” saíram com o mesmo destino 883 fardos de lã, 141.691 quilos de sebo, 30.000 quilos de óleo e 34.050 quilos de cacau.
No vapor espanhol “Carmen” seguiram para Tanger e Melila, destinadas às tropas alemãs no Norte de África, 128.872 quilos de feijão e 139 fardos com peças de roupa.

Por terra, seguiram 16.000 quilos de toucinho salgado. Segue-se a denúncia dos produtores que fazem negócio com o estado.

Por via aérea, um quadrimotor italiano, carrega diariamente, no Aeródromo da Granja do Marquês,  5.000 pães fornecidos pela Manutenção Militar, 
Etc. etc.

Relatório do Instituto Nacional de Estatística


Em Dezembro de 1942 o INE, elabora um relatório que revela que “a alimentação dos portugueses se baseia na broa com umas três ou quatro sardinhas salgadas, mais ou menos batatas, duas tigelas de caldo com legumes secos. Na população rural o problema agrava-se, achando-se a maioria das pessoas em estado de subalimentação, com regime insuficiente, tanto em qualidade como em quantidade”.
Este era o panorama do Natal desse ano e que se manteve muito tempo.

As senhas de racionamento e a fome

O Partido Comunista Português insistentemente denuncia que Salazar alarga o racionamento de bens essenciais, na proporção das ajudas a Hitler. Primeiro foi a gasolina e a electricidade, depois um conjunto grande de bens essenciais. . A sujeição dos produtos ao racionamento é progressiva: o arroz, açúcar, bacalhau, massa, sabão, azeite, óleo, manteiga, café, cacau, cereais, farinhas. Até o pão não escapa e passa a ser reduzido, o branco, a 120 gramas por dia e por pessoa ou, em alternativa, o pão escuro a 180 gramas. A batata é meio quilo por semana e por pessoa. O racionamento durou vários anos após a guerra. Eu que nasci em 1943 com 4 ou 5 anos de idade recordo o cuidado que em minha casa havia com a gestão das senhas de racionamento. 

A fome para os pobres e o negócio dos ricos

A fruta e o peixe não chegam ao povo. O leite é falsificado com água e o açúcar com farinha e a farinha com pó de pedra, o azeite com óleo, a manteiga com banha, o café com chicória e cevada torrada. 
Quem tem um palmo de terra, planta legumes, e cria galinhas, coelhos ou patos. Por vezes em casa, em gaiolas improvisadas, criam-se animais para comer. Os cães vadios rareiam nas ruas, comidos como cabrito. 

Nota sobre o título: Recebi alguns comentários no Facebook e por email, estranhando o título deste texto. De facto fez-me lembrar a peça de teatro com o mesmo nome. Se forem à página do Teatro SãoLuiz http://www.teatrosaoluiz.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=329 poderão veralgumas semelhanças que achei curiosas. Em resumo, é uma peça fulgurante sobre uma cidade arruinada que espera a visita da mulher mais rica do mundo para encontrar o seu resgate económico. Exactamente cinquenta e seis anos depois, seria difícil encontrar um texto que nos devolvesse com maior precisão a confusão ética e política em que o estado de necessidade financeira lança uma comunidade que sempre se regeu por valores convencionais. Claire Zachanassian (Angela Merkel) é o arquétipo do poder, da sua discricionariedade e do seu lado pulsional.

17 de outubro de 2012

Está na hora!

Pensar e aprender com a História

48 anos de obscurantismo, 1 ano a aprender a fazer uma revolução, e 37 anos a destruir o pouco que aprendemos. 
É uma síntese da história recente, da formação das nossas consciências coletivas, de povo espezinhado por quem explora e que, para explorar, precisa de manter os explorados na dependência política e económica.

Nos 48 anos que vivemos do fascismo, ensinaram-nos que "a política é para os políticos" e o povo não tem que pensar. Para pensar bastavam os políticos da Assembleia Nacional e o Senhor Presidente do Conselho. A Bem da Nação.
Houve quem resistisse e pensasse. O "contraditório", como agora se diz, dessa "lição" de Salazar, fazia-se em segredo, nas casas e locais recatados por quem queria pensar de outra forma. Era difícil. Homens e mulheres enfrentaram o monstro, uns pagaram com a vida, outros foram presos e torturados mas, todos venceram.

O povo é quem mais ordena!

No ano depois dos 48, metade de 1974 e metade de 1975, uma explosão cultural foi desencadeada. O Povo é quem mais ordena! O povo? Perguntavam muitos. O povo é para trabalhar, diziam outros. 
Se o povo é quem mais ordena, que vamos nós ordenar? Perguntavam muitos. 
Cada um por si não tinha resposta, ou pior, tinham muitas respostas. Boas e más. Por isso, aqueles que há muito, em segredo para não serem presos e torturados, discutiam o "que fazer" para libertar o povo, vieram à luz do dia, comunicar, transmitir o que sabiam fruto da sua discussão organizada no Partido que tinham e que, assim, resistiu.

Da discussão nasce a luz

Esses homens e mulheres do povo, oprimidos e segregados, não sabiam tudo. Sabiam o que sabiam. Mas era um saber colectivo. Como diz o povo, duas cabeças a pensar pensam melhor que uma.
Nesse ano, fizeram-se muitas reuniões, comícios, elegeram-se comissões de trabalhadores, comissões de moradores, substituíram-se os sindicatos e as autarquias fascistas, formou-se o Poder Local Democrático e fez-se a Reforma Agrária. A terra é de quem a trabalha.
Era a participação popular, a melhor escola política e da cidadania.

A "reação" assustada e atenta

Estávamos todos a aprender. Foram cometidos erros. Certamente. Mas, o que era fundamental, era o objectivo: Liberdade. Com dedicação todos davam o que podiam e sabiam. Sem reparar-mos estava a ser cumprido o lema: "Povo é quem mais ordena".
Mas houve quem reparasse. Houve quem sentisse que, os poderosos, estavam a perder o poder e os privilégios. Os bancos foram nacionalizados. Os acionistas deixaram de ter os frutos da sua exploração. O capitalismo internacional estava a perder o controlo do "mercado" português.

Mário Soares, o mais bem colocado...

Como sempre, os americanos intervieram. Democracias participativas e populares não era o que lhes convinha. Nixon e Ford tomaram as suas providências. Colocaram cá em força a CIA. Veio o Kissinger. Veio o Carlucci. A NATO pôs-se em alerta e não permitiu que os militares do 25 de Abril participassem nas suas reuniões. Escolheram Mário Soares como o "mais bem colocado" para impedir que o povo tomasse o poder. Sá Carneiro era anti-americano e tinha que ser afastado. Era preciso retomar os preconceitos que Salazar foi inculcou nas mentes das pessoas. O perigo dos comunistas. Os comunistas comem criancinhas, os comunistas matam os velhos, dizia-se nas igrejas. Mário Soares conspirou com o apoio da Igreja e do Cardeal D. António Ribeiro, confessou ele, agora, em 10 de junho de 2011. 
Fez-se o 25 de Novembro. 
A Revolução do 25 de Abril foi interrompida.

A "Europa Connosco"

Vieram os Governos de direita que se alternaram durante 36 anos.
Mas os desígnios do capitalismo internacional não estavam suficientemente assegurados. Portugal mesmo governado por governos de direita era demasiado autónomo. Qualquer dia poderia acontecer que fosse eleito um governo que defendesse em demasia os interesses nacionais. Esta "democracia representativa" é muito segura para quem tem o poder económico mas... 
Em 1 de janeiro de 1986 Portugal é integrado na Comunidade Económica Europeia - CEE.

A destruição da nossa produção, da nossa independência

Então, em troca dos subsídios, Portugal começa a destruição da economia para ser um "comprador" de produtos europeus. Reforçam-se as privatizações. Os estrangeiros compram a maioria das nossas empresas para encerrar grande parte delas.
Destrói-se a Agricultura, as Pescas as Indústrias. O desemprego aumenta.
Portugal fica mais dependente. Estavam reunidas as condições para a Europa impor a Portugal as suas leis.
A troika portuguesa (PS+PSD+CDS) que sempre governou, pede mais dinheiro.

O "polvo" da especulação dos Bancos

Esse era o primeiro grande objectivo dos Bancos. É o seu negócio. Emprestar dinheiro a juros elevados.
A crise do capitalismo internacional acelerou o desastre. Os juros subiram graças ao que chamaram "nervosismo dos mercados". 
A troika portuguesa aceitou o jogo da troika estrangeira. Pedir "ajuda" externa segundo as regras de jogo que os Bancos da Europa decidiram. O Banco Central Europeu, empresta o dinheiro aos bancos privados a  baixos juros para os bancos privados emprestarem ao Estado a altos juros. Os lucros passam directamente para os acionistas que os guardam bem guardados nos Bancos suiços para a seguir voltarem a emprestar a juros mais elevados. O negócio do capitalismo financeiro que manda nos governos.

O "papão" da alternativa

Compreende-se pois porque eles, e os fantoches da nossa troika, dizem que não há alternativa. 
Através da Televisão e dos jornais que eles controlam, com os comentadores bem pagos e nos programas de Prós e Prós repetem a toda a hora que não há alternativa a esta política. 
O povo, que é quem mais ordena, começa a desconfiar.

Mentir para ganhar eleições

Foi preciso que os partidos da troika portuguesa aumentassem as promessas eleitorais para acalmar os mais revoltados. Das promessas passaram às mentiras depois de instalados no poder.
Tal como dizem que não há alternativa, espalham o boato que são todos iguais. Mas o povo depois de enganado várias vezes sempre pelos mesmos começa a desconfiar. Serão todos iguais? Ou, iguais são sempre os mesmos?

Estamos a acordar. A alternativa, constrói-se!

Passamos 48 anos de obscurantismo, de "educação" à obediência aos poderosos.
O 25 de Abril disse-nos que é o povo quem mais ordena.
36 anos de troikas e política de direita, não conseguiram fazer esquecer os valores de Abril, que é o povo quem mais ordena.

Acordai! é um dos hinos mais cantados nas manifestações... Estamos a acordar.

16 de outubro de 2012

Uma explicação

Para não ter que fazer um desenho, aqui vai uma explicação, simplificada, do negócio dos bancos


Como todos sabemos o dinheiro não se evapora. Se não está nos bolsos dos trabalhadores, que produzem e criam a riqueza, está nos cofres de alguns.
Os trabalhadores produzem. Recebem no salário uma pequena parte do valor que produzem. Do que lhes resta o Estado cobra em impostos uma outra parte significativa.
Esses impostos deveriam ser para pagar os serviços que o Estado (todos nós) precisamos, Saúde Educação, Segurança, etc.
Contudo esse dinheiro vai na maioria para os bancos. Como?
Simplificando:
O Estado pede financiamentos aos bancos privados.
Os "intermediários"
Os Bancos que se servem do dinheiro dos depositantes, emprestam-no a juros elevados. Quando o dinheiro não chega os bancos vão ao Banco Central Europeu (BCE) buscar o dinheiro que lá está e que também é de todos nós. Das transacções de bens produzidos entre a Europa e os países.
O  BCE não empresta o dinheiro aos países que lá o puseram. Empresta-o aos bancos (privados) a juros de 0.75% (menos de 1%). Então os bancos com esse dinheiro que é nosso, emprestam-no aos estados (a todos nós) a juros que atingem por vezes os 10% ou 20% como é o caso da Grécia.
1.000% de lucro, com o dinheiro dos outros
Isto significa que se Portugal precisa de 100.000 Milhões de euros e o vai buscar aos bancos privados, vai ter que pagar os 100.000 Milhões mais os juros que podem ser da ordem dos 10.000 milhões por ano.
Os bancos privados pagam de juros ao BCE cerca de 750 milhões de euros (0.75%) e ficam a lucrar cerca de 9.250 Milhões por ano. Tudo isto com o dinheiro que é produzido por todos nós. Os que trabalham e produzem.
Quer dizer que se Portugal não tem dinheiro e precisa de o pedir emprestado, vai buscar aos trabalhadores (que já só ficaram com uma ínfima parte do que produziram), o dinheiro para pagar aos bancos privados. Trata-se de um claro roubo mascarado de complexa transferência de dinheiro de quem produz para os que nada produzem.
Marx, desmascarou o sistema
Foi esta mecânica que Marx bem demonstrou nos seus trabalhos em especial em “O Capital”. É isto que os grandes capitalistas escondem, dizendo que tem que ser assim. Dizem eles que não há alternativas. Mas bem sabemos que há.
Se os bancos fossem nacionalizados, estes lucros agiotas, ou não existiam e os trabalhadores pagavam menos, ou, se existissem, serviam para o Estado amortizar a dívida que o sistema capitalista criou.
Se o Banco Central Europeu (BCE), que tem o dinheiro ganho com que os trabalhadores produziram, emprestasse directamente ao estado, estes 9.250 Milhões de euros por ano que vamos ter que pagar (neste exemplo simplificado) não teriam que ser pagos - e os bancos privados nada tinham que ganhar com isso.
Roubar até poderem
Este é o negócio do século, que o grande capital financeiro não quer perder. Por isso, antes que o capitalismo acabe - e todo o sistema passe a ser directamente gerido pelos trabalhadores que tudo produzem - eles tentam sacar tanto quanto podem e, quem vier atrás, que feche a porta.
A CGTP foi directa ao cerne do negócio do capitalismo internacional gerido pela troika e, no conjunto de propostas alternativas a esta política, apresentou valores concretos, que têm em conta a realidade dos juros que estamos a pagar:
Uma das propostas
“Exigimos que o Governo português, em conjunto com outros, exija a revisão do Regulamento do BCE, para que este passe a financiar directamente os Estados a 0,75%, tal como hoje faz ao sector financeiro.
Num quadro em que em 2012, os juros da dívida atingem os 7,5 mil milhões de euros, a concretização desta medida levaria a que Portugal pagasse apenas 3 mil milhões de euros, poupando mais de 4.500 milhões de euros”.

Estes 4.500 milhões de euros poderiam ter sido poupados em 2012. Podemos imaginar à medida que os juros sobre juros vão aumentando, quanto estamos a dar, de mão beijada, aos bancos.

O dinheiro que sai de um lado vai para o outro
No fim de contas como a matemática não é uma batata, estamos a dar aos bancos quase tudo o que nos roubam. As migalhas ficam para os "lacaios" da troika interna, que mantêm esta política a funcionar.
As outras propostas da CGTP podem ser vistas aqui http://www.cgtp.pt/ 

15 de outubro de 2012

Alternadores e alternativas

Uma discussão com alto nível

Raramente acontece mas, desta vez, aconteceu numa discussão no 12º piso num dos muitos Prós & Prós a que a televisão nos habituou. 
Comentadores de áreas tão variadas como do CDS, do PSD do PS, do CDS/PP do PSD/PPD, e vários independentes como Marcelo, Cavaco Silva, Proença, Relvas e Escalrachos, e outros que não tomei nota, proporcionaram um importante debate sobre as alternativas a esta política. 
Pergunta o jornalista:
Como é sabido e o governo tem afirmado, não há alternativa a esta política de austeridade. Qual a vossa opinião?
- Eu discordo. O IRS do primeiro escalão deveria ser de 20%. É um número que facilita as contas. Isso permitiria reduzir os funcionários públicos que têm que fazer essas contas complicadas.
- Eu estou de acordo e também discordo. 
- Eu creio que não têm razão, mas concordo com a discordância.


Um comentador que eu nunca tinha visto aparecer na televisão, e que já tinha feito vários sinais para falar, diz:
- Eu acho...
De imediato o jornalista interrompe:
- Desculpe mas o senhor está aqui por engano e por isso não pode falar.
- Mas... 
- Não interrompa, interrompeu o jornalista e logo dá a palavra a outro comentador.
- Desculpem os meus colegas que falaram. A verdadeira alternativa está no imposto ao tabaco de enrolar.
- Essa agora... então como? - Desafia o jornalista.
- O tabaco de enrolar não devia ter aumento de imposto. Assim, as pessoas de poucos recursos, acabam por perder o vício e depois não pagam imposto.
- Excelente observação. Como é que o Gaspar não viu isso?
- Então concorda com a crítica que faço ao governo!
- Sim o governo, poder, pode. Mas também não pode deixar um imposto por cobrar. Pode mas não deve. É um erro crasso desta governação, que pode e deve ser corrigido - aproveitou o Marcelo para dizer.
Cavaco não quiz ficar calado e disse:
- Eu já tinha comentado no facebook que não acho correto exigir este imposto a todo o custo. Ainda se fosse a meio custo... Eu com a minha reforma... estava a pensar enrolar tabaco... 
O comentador que foi impedido de falar, muito nervoso, tenta dizer alguma coisa. O jornalista impede-o e, discretamente, faz sinal ao técnico para lhe desligar o microfone.
O debate continua muito enrolado à volta do imposto do tabaco de enrolar.
Uma hora depois, o comentador-por-engano, puxa do microfone do parceiro do lado e grita: 
- Se querem uma alternativa mudem de política e deixem-me trabalhar!!!
O programa é de imediato interrompido e um outro locutor pede desculpa aos senhores telespectadores:
É lamentável. Pedimos desculpa. Convidámos por engano um comunista que se aproveitou do nosso lapso para vir apelar à violência.

Nota de última hora: Depois de um inquérito sumário aos serviços da televisão, concluíram os inquiridores que o comentador-por-engano era o electricista que, por engano, foi sentado à mesa com os verdadeiros e competentes comentadores.



Confirma-se o que já estava confirmado

É preciso e urgente impedir o desastre para que este governo está a conduzir o país
As troikas empurram Portugal para o caminho da Grécia 

Este caminho só interessa aos bancos que nos levam todo o dinheiro nos juros das chamadas ajudas.
Se isto são ajudas não precisamos delas, obrigado.

Perguntas e respostas:

Os impostos são para pagar os serviços do Estado aos portugueses. Se os serviços estão a ser reduzidos a ponto de quase não existirem para onde vão os impostos cada vez maiores? Para os Bancos? para os negócios das PPPs e muitos outros do género?

Porque é que as subidas do IRS são maiores para os rendimentos mais baixos?

Porque é que o governo recusa aumentar as taxas dos Bancos, dos negócios financeiros especulativos, etc?

Se precisamos dos Bancos porque é que o governo os vende aos privados?

Se o governo não têm margem de manobra para que é que serve? Apenas para cobrar impostos?
Se apenas faz o que outros decidiram, qualquer repartição pública faria o mesmo com ordenados muito mais baixos.

Porque é que a troika interna se recusa a criminalizar o enriquecimento ilícito e os corruptos?
Será que têm medo de ser criminalizados?

Muitas perguntas por responder. Ou já sabemos as respostas?




Estamos a ser violentamente atacados e roubados.
Como nos defendemos?

14 de outubro de 2012

Dom Policarpo revela-se

Não é competente para falar de política
Mas... fá-la

Dom Policarpo, como altos responsáveis da igreja, à socapa, faz política, dizendo que não é competente para falar de política.
Aliás fala mais da política profana do que da política da hierarquia da igreja, que tem sido pródiga em "bons exemplos".

Ontem revelou-se preocupado com as manifestações. Mas não se mostrou preocupado com os trabalhadores, com os desempregados, com os pobres e com a fome a aumentar. Pelo contrário mostrou não está preocupado com a política que o governo está a fazer, considerando que "estes sacrifícios levam a resultados positivos".

Estamos mesmo a ver, não estamos?

Como não acredito que Dom Policarpo seja assim tão ignorante como se classificou, só encontro como justificação ele estar a pensar em alguns que beneficiam desta política, destes sacrifícios. Esses sim querem um povo manso, obediente e sacrificado.
Recordemos que ainda há pouco tempo Dom Policarpo disse que "é necessário aprender a viver com menos".

Porque não aprende Dom Policarpo a viver com menos?
Dom Policarpo não se revelou preocupado com os sacrifícios que fazemos. Não teve uma palavra de apoio aos que têm sido sempre sacrificados.
Não o disse mas, a acreditar no meu dedinho que adivinha, calculo que esteja muito mais preocupado que o povo desperte e um dia queira uma democracia de verdade em que seja "o povo quem mais ordena".

Quer Dom Policarpo queira ou não, isto desta "democracia representativa", em que o povo de quatro em quatro anos, é enganado por promessas, por quem melhor mente, e depois mais rouba, é coisa que tem os dias contados.


12 de outubro de 2012

Marcha contra o desemprego

A Marcha Contra o Desemprego, após uma semana a percorrer o país, com manifestações populares de apoio e solidariedade, chega a Lisboa amanhã sábado dia 13. As colunas sul e norte, partindo, já em Lisboa, do Cais do Sodré (15.45 h) e da Alameda D. Afonso Henriques (15.30 h), desfilam para a Assembleia da República onde o Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos intervirá.

Hoje na Reunião da Concertação Social:
O Governo empurra Portugal pelo mesmo caminho da Grécia

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, reiterou que o povo português tem direito à resistência e afirmou que o Governo deixou de ter legitimidade.

«Este é o filme que já vimos há seis meses na Grécia e que agora se está a repetir em Portugal. Se não resultou na Grécia, não resulta em Portugal. Só há uma coisa a fazer é o povo levantar-se e exercer o direito consignado no art. 21º da Constituição da República Portuguesa, que diz que o povo português tem direito a resistir a todas as medidas ilegítimas que ponham em causa os seus direitos, liberdades e garantias», afirmou Arménio Carlos.

Disse ainda que «aquilo que este Governo está a fazer é uma medida ilegítima do ponto de vista moral e político. O primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros ainda recentemente juravam a pés juntos que não iam aumentar os impostos. Estão a aumentar os impostos e de uma forma brutal como nunca aconteceu em Portugal».


3 de outubro de 2012

Exemplos (3)

Os Vampiros

Nos textos anteriores, comecei por referir que António Borges, (António Mendo de Castel-Branco do Amaral Osório Borges), filho de boas famílias, que nunca precisou de trabalhar para comer, tem sido muito falado pelo que menos importa. 

Procurei por isso relacionar o seu serviço para as troikas, com o seu papel de cruzado pela imposição do capitalismo financeiro no domínio do mundo. Socorrendo-me das informações de vários jornais e jornalistas que investigaram organizações, de que ele é uma peça*, pretendi mostrar a verdadeira face de uma feroz ditadura que não hesita na destruição da vida de milhões de pessoas.
A propósito da Goldman, disse Matt Taibbi: “um grande vampiro que se alimenta da humanidade, com um apetite sanguinário implacável”

Os donos do mundo

Essa “máquina”que explora povos do terceiro mundo, rouba-lhes as matérias primas condenando-os à fome, é a mesma que provoca as guerras, derruba governos legítimos para apoiar ditadores ao seu serviço. É a que não hesita em ensaiar produtos químicos, transgénicos, nas populações africanas, tornando-as suas cobaias ou lançar epidemias para vender medicamentos de que tem a patente. É a máquina que gera as crises económicas e se serve delas para retirar direitos aos trabalhadores nos países mais desenvolvidos.

Reduzir salários... medida inteligente

Esse vampiro que se alimenta do trabalho da humanidade, tem os Antónios Borges ao seu serviço a chupar os trabalhadores e defender a redução de salários para que os banqueiros aumentem as suas riquezas. 

António Borges, social-democrata, quadro do PSD, foi claro na definição da política de direita que serve: “Diminuir salários, não é uma política, é uma urgência” ou transferir sete por cento da taxa social única (TSU) dos trabalhadores para os patrões, é uma medida muito inteligente. Será isto a austeridade inteligente?

Democracia?

António Borges é uma das faces do capitalismo financeiro, do poder económico que comanda os governos, as ditaduras, sejam elas impostas pela força das armas ou eleitas através de eleições manipuladas e ditas democráticas.

Os patrões de António Borges, como os da Goldman Sachs, intervêm directamente em Portugal. Sobre esta matéria também o jornal Económico aborda alguns exemplos. Recomendo a leitura em http://economico.sapo.pt/noticias/afinal-o-goldman-sachs-manda-no-mundo_129099.html. 

Bicho peçonhento

Recorde-se que este “vampiro” (capitalismo) não suga apenas o trabalho e as energias dos povos. Como bicho peçonhento, inocula o veneno nas mentes através das escolas e universidades, nos jornais, nas televisões, na publicidade (ideológica e comercial), na cultura, nos hábitos e na degradação dos valores humanos. 
É assim que "domestica" as pessoas, tornando-as dóceis, controláveis, incapazes de defender os seus interesses. 

A ética, a moral e os valores

O “vampiro” mata a solidariedade, a justiça social e inocula a competitividade, a violência, a concorrência, a lei da selva, o salve-se quem puder. Nas escolas ensina que o mundo é dos mais fortes, que a justiça é a lei (feita por quem tem o poder), que quem quer saúde tem que a pagar, que o dinheiro é o objectivo da vida e, para o obter com fartura, só através da exploração em massa.

António Borges é professor na Universidade Católica. 
Disse que os empresários que não concordavam com a redução de salários através da TSU para as empresas, se fossem seus alunos chumbavam! 
Que ensina este professor na sua Universidade? 
É fácil de imaginar!
António Borges é um exemplo da ética, da moral, do capitalismo que representa.

O resto do seu currículo pode ser visto em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Borges

*Recomendo também a leitura d o livro "O Banco. Como o Goldman Sachs dirige o Mundo", o jornalista belga, Marc Roche, correspondente do Le Monde em Londres, refere que o banco norte-americano "está por detrás da atual crise financeira" e do artigo de Vítor Rios em Dinheiro Vivo http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO044780.html  ou o de Rita Leça (Agência Financeira) http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/goldman-sachs-marc-roche-privatizacoes-antonio-borges-crise-agencia-financeira/1352598-1729.html
Mais informações em 
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2364755
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/geral/antonio-borges-jeronimo-martins-administracao/1333413-5238.html
http://economico.sapo.pt/noticias/os-negocios-do-goldman-sachs-com-portugal_129105.html

Enfim há muito por onde escolher, para quem ainda tiver dúvidas.

A troika mantém-se

PS não censura o Governo

Na hora da verdade PS decide não censurar o governo e assim se considera alternativa
Alternativa a quê?
A troika interna mantém-se PS+PSD+CDS/PP

2 de outubro de 2012

Exemplos (2)

Antónios Borges e os "donos do mundo"


Continuando uma modesta descrição do que é o capitalismo financeiro, a propósito do vergonhoso papel de António Borges no Governo e nos interesses que representa, vou agora relembrar um artigo do jornal Económico de 28/10/2011.

A Goldman Sachs, patrões americanos de António Borges, “Coloca ex-funcionários nos lugares de topo que decidem o rumo da economia global, o que leva muitos a dizerem que domina o mundo”. Cita ainda o Económico a célebre frase do seu presidente: "Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus" contudo “na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos”, diz o jornal.

Wall Street domina Casa B(r)anca

Continuando a citar, "Não há dúvida que Wall Street tem uma força cada vez mais poderosa no governo americano. Não são apenas os milhões que vão para os bolsos de políticos atrás de políticos para ajudá-los a ganhar as eleições, mas os banqueiros de Wall Street são frequentemente escolhidos para posições de poder na Casa Branca, no Tesouro, na SEC [regulador dos mercados financeiros] e noutros reguladores", observa William D. Cohan, que passou 16 anos a trabalhar na banca de investimento antes de se dedicar ao jornalismo de investigação”.

Os Antónios Borges no mundo

“O banco reconhece no seu site que os antigos colaboradores contribuíram para a rica história e tradição da empresa e "orgulhamo-nos de muitos continuarem activamente ligados. Isto não ajuda apenas a validar a nossa cultura mas também a fornecer um valor real e tangível que transcende uma geração…  Um dos exemplos é o futuro presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que desempenhou o cargo de director-geral do Goldman International entre 2002 e 2005, levando-o mesmo a ser questionado no Parlamento Europeu sobre as ligações do banco de investimento à Grécia”.



Esta é a ética do capitalismo

Ainda de acordo com as informações recolhidas pelo jornal, “o Goldman Sachs, a partir de 2002, interveio na Grécia para encobrir os reais números do défice, através de ‘swaps' cambiais com taxas de câmbio fictícias”. Segundo o "Der Spiegel", o banco cobrou uma elevada comissão para fazer esta engenharia financeira e, em 2005, vendeu os ‘swaps' a um banco grego, protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas".

"No início de 2010, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a apostar em ‘credit-default swaps' sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis. Os CDS são instrumentos que permitem ganhar dinheiro com o agravamento das condições financeiras de determinado país”. 

As "ajudas" são um pacto de agressão das máfias

Vimos pois, nestas actuações na Grécia, Espanha e em Portugal como interessa aos capitalistas financeiros que os países precisem de “ajuda financeira”.

Diz ainda o jornal que “Petros Christodoulou, um antigo empregado na divisão de derivados do Goldman, assumiu em Fevereiro de 2010 o cargo de director da entidade que gere a dívida pública grega. Além disso, o Goldman tem "ajudado"* o Fundo Europeu de Estabilização Financeira a colocar dívida para financiar Portugal e Irlanda ao abrigo do programa de assistência financeira”.

Esta "assistência financeira", também chamada de “ajuda” é o grande negócio do século que as troikas estão a impor aos países, através do roubo a milhões de trabalhadores.

Espero, em breve, continuar esta "estória", aqui, neste blogue.

* Destaque meu

1 de outubro de 2012

Exemplos (1)


Quem é António Borges?

Não valeria a pena perder tempo com esta sinistra figura, não fosse ele um exemplo do capitalismo financeiro que nos explora.

Fala-se muito em António Borges porque chamou ignorantes aos empresários portugueses. No entanto o seu papel perverso é muito mais grave que esse seu insulto. 

António Borges, o conselheiro do Governo para as privatizações, joga vários papeis na política do governo, como mentor ideológico na equipa de Miguel Relvas e traficante mafioso dos banqueiros donos do mundo.



Segundo disse Miguel Sousa Tavares, António Borges ganha nestas suas funções "oficiais", 240.000 euros anuais. Note-se que é apenas a pequena parte visível do icebergue.

A TSF informou em 15 de Maio que “António Borges acumula Jerónimo Martins e equipa governamental”. Disse ainda que “O ex-homem forte do FMI para a Europa, ex-Goldman Sachs, ex-vice-governador do Banco de Portugal, passou também por bancos internacionais, como o Citybank, e o BNP Paribas. Para além disso António Borges já desempenhou cargos na Petrogal, Sonae, Cimpor, Vista Alegre, e Jerónimo Martins, para onde deverá agora regressar (…) vai acumular o cargo de administrador não executivo da empresa dona do Pingo Doce com a de líder da equipa governamental que vai acompanhar os processos de privatizações e renegociações das Parcerias Público-Privadas”.

O fundo financeiro criado pela Stratfor e o Goldman Sachs viu no memorando da troika a hora certa para comprar obrigações da Parpública. A holding detém participações do Estado nas empresas a privatizar sob orientação de António Borges, que já fora o escolhido pela Goldman Sachs para prestar serviços de consultoria à Parpública em 2004, no âmbito da privatização da GALP e EDP.

António Borges, não é uma pessoa. É uma obediente peça de uma máquina chamada Golden Sachs, uma organização mafiosa que pretende controlar o mundo. É a peça da máquina que explora, que rouba e sacrifica milhões de pessoas.

Amanhã darei mais algumas informações aqui neste blogue.