14 de setembro de 2012

A Alternativa

Uma política patriótica e de esquerda, uma política para o povo que não convém aos grandes capitalistas

Há muitos anos que o PCP insiste na necessidade de uma política alternativa. Desde 2008, perante a crise do capitalismo, os governos de direita prometem que no ano seguinte a crise será resolvida. 
 
Já lá vão quatro anos de sacrifícios para quem trabalha e os lucros dos mais ricos sempre a aumentar. 

A economia está francamente pior, em recessão.
 
Para que amanhã não haja quem diga que o PCP não avisou, vou relembrar algumas das medidas que têm sido "esquecidas", e contrariadas pela política de direita dos responsáveis do PS, PSD e CDS. O leitor poderá consultar vários documentos ou um resumo. Para isso clique aqui. 

A seguir relembro as propostas principais:

13 de setembro de 2012

Entrevista ao Primeiro Ministro


Passos Coelho o Sócrates II

Qual vendedor de banha da cobra nada disse. Falou, falou, falou para não revelar as verdadeiras intenções de aumentar a exploração dos trabalhadores e dos portugueses em geral. Sócrates II não consegue esconder que quer tornar Portugal um país do terceiro mundo, uma colónia do capitalismo financeiro, reduzindo salários aos trabalhadores. 



Foi pena que os entrevistadores não o questionassem sobre as reais alternativas para vencer a crise do capitalismo. É este modelo, é esta política, que está em causa e não os ajustes que constantemente se prometem e sempre falham. Como se, para ir de Lisboa para o Porto, discutíssemos se o melhor é uma carroça puxada a bois ou uma carroça puxada a mulas, esquecendo que há comboios.

Afinal, estamos no céu ou no inferno?

Anjinhos e Mafarricos


Milhares de textos, de análises, de críticas de muita gente séria e não comprometida com a política de direita, mesmo muitos do PS, PSD e CDS, mostram e provam que esta política é um desastre para o país e para os portugueses. 

Hoje, muitos desses, reconhecem que os avisos e denúncias do PCP e partidos de esquerda, foram acertados pois são confirmados pela realidade atual.

Então porque se insiste na mesma política, porque é que os partidos da maioria (da direita) tentam, desesperadamente, arranjar desculpas atrás de desculpas na tentativa de fazer crer que não há alternativa?

Há os que se afirmam de "ingénuos" e ganham com a sua ingenuidade (Vítor Constâncio). Há os que se mostram "anjinhos" e assim cativam outros anjinhos (Gasparinhos). 

Estaremos nós num país de anjinhos? 
Como certamente não estamos no céu, à nossa volta andam muitos mafarricos que se fazem passar por anjos e muitos anjinhos que continuam a acreditar nesses mafarricos - e bem ricos.

12 de setembro de 2012

FOTOGRAFIAS DA FESTA

A Festa do Avante é erguer bem alto os valores do trabalho, os valores de Abril

O prémio

Notícia do Público: 

O português Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE, e que admitiu a sua “ingenuidade” quando como governador do Banco de Portugal não deu pelo que se passava no BPN, tem sido dado como o provável presidente do futuro órgão de supervisão europeu.

Mais um corrupto que fez o "jeito" aos amigos banqueiros recebe o prémio dos favores que custaram aos portugueses mais de 9.000 milhões de euros. O valor dos subsídios roubados até 2015 (ver DN e ionline de 29/4/12).
É assim a política da direita e dos seus fieis representantes, que os ingénuos eleitores (esses sim) escolheram.


11 de setembro de 2012

Burla e mentira

Isto é a política da direita
Isto é a política capitalista 
Isto é a política PS, PSD e CDS-PP
36 anos a mentir aos portugueses

Só a luta organizada pode punir os exploradores, os que roubam e agridem os trabalhadores



Nota: Alterado o título às 23.30

Mentira ou burla


Responsabilização e castigo de quem é vigarista

Em 6 de Novembro de 2010, há menos de 2 anos, o líder do PSD defendeu a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos maus resultados da economia portuguesa. Pedro Passos Coelho considera que isso é necessário, para que não continuem "a andar de espinha direita, como se não fosse nada com eles". Disse ainda:
"Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções", referiu Pedro Passos Coelho.

Para o líder do PSD, "não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados "andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles". "Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?", questionou. 

Passos Coelho, PSD/CDS-PP continuam a mentir, a burlar

Como disse Jerónimo de Sousa, "Passos Coelho não disse tudo acerca das medidas que estão a ser congeminadas contra os trabalhadores e contra o povo para o Orçamento que preparam para 2013".

Quem mente, quem engana, quem vigariza,  não algumas pessoas mas a generalidade dos eleitores, para ganhar eleiçoes e, depois, faz o contrário do que disse, deveria ser duplamente penalizado. 
É urgente que a Assembleia da República responsabilize e faça leis que imponham a prisão dos políticos responsaveis. 
Basta de criminosos, de corruptos, de burlões, traidores, vigaristas que roubam o país e andam à solta a gastar o nosso dinheiro continuando a sua política de exploração.

Algumas notas sobre o Código Penal:

“Artigo 217.º

Burla
1 — Quem, com intenção de obter para si ou para terceiro enriquecimento ilegítimo, por meio de erro ou engano sobre factos que astuciosamente provocou, determinar outrem à prática de actos que lhe causem, ou causem a outra pessoa, prejuízo patrimonial é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.

“Artigo 218.º

Burla qualificada
1 — Quem praticar o facto previsto no n.º 1 do artigo anterior é punido, se o prejuízo patrimonial for de valor elevado, com pena de prisão até cinco anos ou com pena de multa até 600 dias.
2 — A pena é a de prisão de dois a oito anos se:
a) O prejuízo patrimonial for de valor consideravelmente elevado;
b) O agente fizer da burla modo de vida;
c) O agente se aproveitar de situação de especial vulnerabilidade da vítima, em razão de idade, deficiência ou doença; ou
d) A pessoa prejudicada ficar em difícil situação económica. 

Para que exista astúcia própria do crime de burla não basta qualquer mentira, é necessário um “especial requinte fraudulento”, ou uma “mentira qualificada”, só assim se garantindo a plena observância do princípio da legalidade, uma vez que «astúcia» significa «manha» ou «ardil»

Nos casos em que não é fácil estabelecer a linha divisória entre a burla e o simples ilícito civil, deve recorrer-se a índices, havendo burla:
- quando há propósito "ab initio" do agente de não prestar o equivalente económico;
- quando se verifica dano social e não puramente individual, com violação do mínimo ético e um perigo social, mediato ou indirecto;
- quando se verifica um violação da ordem jurídica que, por sua intensidade ou gravidade, exige como única sanção adequada a pena;
- quando há fraude capaz de iludir o diligente pai de família, evidente perversidade e impostura, má fé, "mise-en-scène" para iludir;
- quando há uma impossibilidade de se reparar o dano;

10 de setembro de 2012

FOTOGRAFIAS DA FESTA !

A Festa do Avante, é:

O resultado "do trabalho colectivo... um reflexo imenso da sociedade nova que queremos construir, uma sociedade liberta da exploração do homem pelo homem".

Montepio


"Golpe de Estado" no Montepio

Está a circular na Internet uma "Carta Aberta" do economista Eugénio Rosa, membro do Conselho Geral do Montepio que alerta para a tentativa do Presidente do Conselho de Administração (PCA) escapar ao controlo dos associados daquela instituição.

Diz Eugénio Rosa que o PCA pretende alterar os Estatutos e "concentrar ainda mais poder", "à custa da redução do controlo dos associados sobre os atos dos conselho de administração".

Eugénio Rosa apela aos mais de meio milhão de associados, na maioria trabalhadores, para se informarem e participem na Assembleia Geral extraordinária marcada para o dia 17 de Setembro, no Teatro da Trindade às 21H00 em Lisboa. Pede ainda para que os não associados ajudem a informar todos os que têm poupanças depositadas no Montepio. 

Esclarece que o Montepio não pertence ao conselho de administração, e muito menos ao seu presidente. O Montepio é de todos os associados. Por isso, é importante que sejam informados do que se está a passar, e que intervenham defendendo os seus direitos e interesses. Por isso apela à participação de todos na Assembleia Geral do próximo dia 17. 



9 de setembro de 2012

Contra a extinção de freguesias


A Plataforma Nacional Contra a Extinção de Freguesias propôs e a ANAFRE aceitou a realização do:

2º ENCONTRO NACIONAL DE FREGUESIAS
15 | setembro | 2012

1 4 h 0 0  – 1 9 h 0 0
Centro de Desportos e Congressos
MATOSINHOS

Os eleitos das autarquias locais não foram eleitos coveiros das suas freguesias.

Apelam para que todos os autarcas de freguesia, dirigentes associativos e representantes dos trabalhadores se mobilizem para este 2º Encontro de Freguesias.
 

A Associação Nacional de Freguesias - ANAFRE recorda que as CONCLUSÕES do Congresso, dos Encontros Distritais e Regionais, do  1º Encontro Nacional de Freguesias realizado em março de 2012, a vontade expressa pelos Autarcas de Freguesia, Associações Culturais,  Recreativas e Desportivas e Sociedade Civil na Manifestação Nacional contra a extinção de Freguesias que, a  31 de março passado se realizou  em Lisboa e as decisões do Conselho Diretivo da ANAFRE afirmaram sem margem para dúvidas a forte oposição à extinção de Freguesias. 

Contudo o Governo insiste na aplicação da Lei para acabar com a maioria das freguesias de Portugal.

Por isso os autarcas, as autarquias e a ANAFRE apelam à participação dos eleitos no ENCONTRO NACIONAL DE FREGUESIAS (associadas ou não da ANAFRE), sábado dia 15 em Matosinhos. 

7 de setembro de 2012

Jornalismo


Jornalismo é ficção?

Sylvia Debossan Moretzsohn, do Observatório da Imprensa (no Brasil) relata várias situações que mostram o que é a Comunicação Social. 

Entrevistas inventadas a partir de telefonemas, inversão ou deturpação de declarações, falsificação de textos, e muitos outros métodos vergonhosos, são vulgares na actividade jornalística.

Refere ainda que, alguns órgãos de comunicação, utilizam os meios que melhor servem para concluir o que previamente decidiram concluir. Parece mesmo que essa técnica é defendida pois, citando: “que mal faz inventar entrevistas, desde que elas sejam simpáticas às fontes?”

Em Notícias do Planalto, Mario Sergio Conti relata a esperteza de Elio Gaspari, então em início de carreira:

“[Gaspari] estava numa agência de notícias no Galeão. O aeroporto era o ponto de passagem dos poderosos da República (...) os jornalistas circulavam e faziam entrevistas. Os repórteres da agência tinham de falar com os passageiros famosos, redigir as matérias na sala de Imprensa, tirar cópias (…) e mandá-las para os jornais. Gaspari logo constatou que o tempo médio de embarque e desembarque, vinte minutos, era escasso. Enquanto entrevistava um deputado, perdia outros três que entravam no avião… Passou a acordar de madrugada para ler os jornais e, com base neles, escrever pequenas entrevistas de políticos comentando os assuntos do dia. Se concordavam com as respostas, passavam a ser os entrevistados de fato e de direito. Assim, podia mandar aos jornais três, quatro entrevistas, em vez de uma. Os entrevistados agradeciam porque, além de estarem nos jornais, às vezes pareciam mais inteligentes ou engraçados do que realmente eram.”

“Em Veja, o método foi refinado e usado anos a fio. Gaspari inventava um raciocínio para avivar uma matéria (…) e mandava um repórter achar alguém famoso que quisesse assumir a autoria”. 

E conclui: “inventar declarações e atribuí-las a terceiros faz parte das normas jornalísticas, desde que sejam favoráveis a essas fontes (…). Terão razão, afinal, certos teóricos que dizem que jornalismo é ficção?”.


Retirado do artigo do Portal Vermelho de 4 DE SETEMBRO DE 2012 - 18H39
Revista Veja e a longa tradição das “entrevistas” inventadas

6 de setembro de 2012

Festa do Avante

NÃO HÁ FESTA COMO ESTA

"Uma festa ímpar, ímpar porque, como um espelho multifacetado, aqui se revela aquilo que os comunistas portuguesas querem para o seu país, para o seu povo: uma sociedade solidária, liberta, democrática, onde os valores da cultura, da arte, onde o papel das massas, do trabalho colectivo visa, de facto, ser um reflexo imenso da sociedade nova que queremos construir, uma sociedade liberta da exploração do homem pelo homem"


disse Jerónimo de Sousa aos construtores da Festa

AMANHÃ SEXTA FEIRA, DIA 7, INÍCIO DA FESTA DO AVANTE

A MAIOR REALIZAÇÃO CULTURAL DO PAÍS

Informações sobre a festa do Avante:



5 de setembro de 2012

O que o capitalismo nos ensina


Os homens de sucesso

O capitalismo não vive sem o desemprego. Para chantagear os trabalhadores, para poder explorar precisa de um exército de desempregados, de famintos que aceitem todas as condições se quiserem sobreviver. As regras do liberalismo são simples: Tu és livre de escolher. Ou aceitas ou… desenrasca-te. Quem não aceitar que procure outras. Mas… neste sistema, há alternativas?
Aos trabalhadores desta sociedade, não se oferecem possibilidades para estudar, para serem eles a criar os seus próprios empregos, a criar empresas. Não têm capital para investir e muito menos para concorrer com as empresas capitalistas, porque nunca ganharam o suficiente só possível a explorar outros trabalhadores.

Trabalhador é mercadoria que...

No esclavagismo a exploração era mais simples. O dono do escravo, alimentava-o e quando este não rendia, não o despedia. Matava-o.

No feudalismo, o senhor obrigava o servo a trabalhar nas suas terras para poder comer. Como todas as terras eram dos senhores…

Nesta sociedade, capitalista a exploração é mais elaborada. Os senhores feudais passaram a proprietários de fábricas e empresas. O trabalhador é mercadoria que se compra e se vende. O seu preço está sujeito às leis do mercado.

Para o capitalista, bons trabalhadores, que valem mais, são os que mais fazem produzir os outros. Dão mais lucro e aceitam as condições e regras da exploração. São os que têm regalias sem impor condições e impedem os outros trabalhadores de exigir direitos. São os que se submetem.

Tudo se compra ou vende. Assim haja mercado

O capitalismo ensina a trocar favores em vez de conquistar direitos. Ensina a corromper e ser corrompido. O capitalismo ensina que o mundo é dos “espertos” é dos que se sabem safar, dos que para subir na vida precisam de tombar os “competidores”. O capitalismo ensina que a solidariedade é uma treta e que o que conta é a competitividade. O mundo é dos mais fortes (com mais dinheiro) ou dos mais espertos para lixar o parceiro. 

O capitalismo ensina que tudo se compra e tudo se vende. O pai e a mãe incluídos. Assim haja mercado. 
No capitalismo os “homens de sucesso” são os não olham a meios para atingir os fins. No capitalismo o que conta são os resultados traduzidos em capital, em dinheiro.

Capitalistas de sucesso

Homens de sucesso são Valentins ou Dias Loureiros, Jorges Coelhos, Oliveiras e Costas, Ruis Machetes, Duartes Limas, Miras Amarais, Cavacos, Raposos, Isaltinos, Durões e outros que tais, mais ou menos graúdos.

O capitalismo ensina que, de acordo com as leis que faz, o que é preciso é ter bons advogados para que não seja qualquer “borra botas”, sem dinheiro, a competir com os homens de sucesso. Ladrão é o que rouba um pão! Não é o que rouba um milhão! E como o capitalismo ensina isso através de todos os meios que dispõe, comunicação social em primeiro lugar, os portugueses aprendem as lições e transformam-nas em cultura, em cultura de massas. 

Programas e concursos de televisão, cuja "cultura" é o ser esperto, dizer baboseiras e parvoíces para assim falar a linguagem que os telespectadores gostam, valorizam a competitividade, a violência, os baixos valores morais e aumentam as audiências.

...se eu pudesse fazia o mesmo

As frases batidas de “o mundo é dos espertos”, “bem fazem eles, se eu pudesse fazia o mesmo”, “eles é que as sabem fazer”, “parvo era ele se não roubasse”, e muitas outras que todos os dias se ouvem nas entrevistas de rua, mostram que séculos de confronto entre classes, ensinaram bem o povo. É por isso que o capitalismo tem tido o enorme sucesso de implantar uma “democracia” em que os explorados votam nos exploradores, reconhecendo neles a “esperteza” garantida para melhor (se) governarem. 

Por isso é natural que um Cavaco continue a ganhar eleições apesar de ter arruinado o país. Percebe-se porque Sócrates, Passos Coelhos, Relvas, Portas que sucederam a Soares, Melancias, Linos, Coelhones(1) e outros doutorados em mentiras, mais ou menos submarinas, trafulhices, espertezas, e outras especialidades em que foram diplomados, todos os dias inclusive aos fins de semana, continuem (eles e a sua política) a ser os escolhidos para bem governar este povo.

Mas existem outras sabedorias que dizem:
"Cada um colhe o que semeia"
(1) Outros "homens de sucesso" aqui não referidos por falta de espaço, são tantos, que me desculpem a omissão.


O papel da Comunicação Social

Depois de termos visto um dos papeis da Igreja vimos agora um dos papeis da Comunicação "Social"

Imagens que circulam no Facebook. Sem mais comentários...


Igreja e os seus papeis

Cá em Portugal são mais discretos. Os "aconselhamentos" nas sétinhas voltadas para o céu são recatados mas com a mesma eficiência. (ver aqui) (ou aqui) (ou em muitos outros locais).


4 de setembro de 2012

Em defesa da Cultura


SEMANA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA DA CULTURA
de 24 a 30 de Setembro de 2012. 

Esta iniciativa tem como objectivo denunciar a situação de catástrofe, social, cultural e civilizacional que as políticas de austeridade do Governo e da Troika estão a provocar; 

Esta semana de luta, organizada em cada região será voltada para a rua, para a agitação, mobilização e consciencialização dos cidadãos. 

O Manifesto em defesa da Cultura apela a todos os cidadãos, trabalhadores da cultura e das artes, a todas as estruturas de criação e produção culturais que partilham e lutam por estes objectivos, que se juntem a esta semana de luta, participando nas suas diversas iniciativas locais. 



3 de setembro de 2012

Eurodesemprego


O desemprego na zona do euro, em julho atingiu 18 milhões

De acordo com a Eurostat, isso é equivalente a 11,3 por cento da população ativa e a um aumento de 88 mil em relação a junho.

Os números incluem 3,4 milhões de menos de 25 anos, o que significa que a taxa de desemprego nos jovens da Zona Euro, é de 22,6 por cento.



Recomenda-se


No canal franco-alemão ARTE,
na versão francesa, só disponível na ZON:

Na próxima terça-feira, dia 4 de Setembro, vai passar às 19H50, hora de Lisboa, o documentário "Goldman Sachs, la banque qui dirige le monde", que chega muito a propósito dos tempos que vão correndo e dos Antónios Borges que nos aparecem pela frente. 

É seguido de dois outros subordinados ao tema "La face caché du pétrol" e de um terceiro que nos leva até ao Corno de África ao petróleo e aos piratas.
Recomenda-se.

A propósito das privatizações
 
No atual panorama audiovisual, as TVs públicas ainda são a exceção de programas de qualidade. 
A comercialização de tudo, gerida pelas leis do mercado e pela ditadura das audiências, têm degradado a qualidade das televisões privadas. A programação das baboseiras, da vulgaridade universal, uniformizada e americanizada é o modelo que afeta todas as televisões privadas. Só televisões públicas se podem dar ao "luxo" de programação voltada para a cultura, para a educação, para altos níveis de qualidade de ficção e informação. 

ARTE

O canal cultural Arte, sigla de "Associação relativa às televisões européias", foi inaugurado em 1991 como uma televisão binacional com duas entidades: Arte France e Arte Deutschland TV GmbH. 
Arte é um canal franco-alemão "de serviço público com vocação cultural européia". 

O canal "Arte", é um dos raros casos de fuga à mediocridade, ao mau gosto e intoxicação das mentalidades que dominam as televisões cada vez mais americanizadas. 
O canal "Arte" é um refúgio para quem dá valor à inteligência, à cultura, arte e bom gosto.


2 de setembro de 2012

Jornalismo de hoje


Notas de um Noticiário (das 20.00 da RTP1)

Informa-se que aumenta o tempo de trabalho como se isso fosse uma novidade.
Refere-se que aumenta o desemprego. Normal.
Não se nota que aumenta a exploração. O telespectador que conclua.

Entrevistam uma trabalhadora que testemunha ser vítima do aumento acentuado do horário de trabalho. Trabalha sem receber e não o pode dizer. A trabalhadora não mostra a cara e disfarça a voz. A censura e a perseguição está patente na grande quantidade de trabalhadores que se recusam a prestar informações e nos que o fazem sem mostrar a cara. Disso a televisão não fala. O telespectador que conclua.

Durante o noticiário falou Passos Coelho, falou Cavaco Silva e António José Seguro. Louçã teve algum tempo de antena, para que se diga que a oposição também fala.
O PCP, principal inimigo dos "situacionistas", desta política e da troika, mais uma vez foi calado pela censura. É como se não existisse, é como se não houvessem alternativas.

Manipulação da informação, medo e censura como no fascismo mas sem PIDE. Os "agentes da PIDE", agora, são os que fazem a auto-censura e preferem acobardar-se.
A "PIDE de hoje" é o "salve-se quem puder", é a lei da selva, é a cobardia que atua na sombra através da "competitividade desleal", da desonestidade, da falta de ética, da chantagem e do oportunismo para ter sucesso.


Corrigido às 01.25 de 3/9

1 de setembro de 2012

Cogitações

O PAULO DOS SUBMARINOS É TÃO CATÓLICO, TÃO CATÓLICO QUE NÃO ASSINA UM CONTRATO SEM LEVAR UM TERÇO.