C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
30 de maio de 2012
Um pequeno balanço
Quase ano e meio de C de...
Momento para refletir
Ao fim de desassete meses de vida deste blogue, vou ausentar-me por um ou dois meses. É uma boa oportunidade para uma reflexão sobre o que foi feito e como continuar.
Foi quase ano e meio de duas lutas paralelas. Uma contra o tempo, e outra contra uma política injusta, de baixos valores humanos, de uma competição com a regras dos mais fortes, da lei da selva, do salve-se quem puder, da corrupção impune, da criminalidade sem olhar a meios para atingir os fins.
Ano e meio de muitos anos de luta de classes, de luta contra a exploração.
Nesta luta ideológica do C de... inscreveu-se a luta contra a "desinformação" e silenciamento que a Comunicação Social impõe a tudo o que é contra os interesses do poder económico e financeiro que domina os média.
Perante esta luta desigual, o C de... deixou para segundo plano muita coisa que merecia reflexão. O C de Comunicar foi por vezes subalternizado o que poderá ter prejudicado a qualidade das mensagens e a eficácia da comunicação.
Como "depressa e bem não há quem..." terei que sacrificar a quantidade para melhorar a qualidade. Eventualmente terei que me libertar da ambição de todos os dias ter, pelo menos, uma nova publicação.
A partir de 1 de junho, vou abrandar o ritmo das publicações neste blogue e repensar a forma de as melhorar e melhor Comunicar.
É com satisfação que verifico que nestes 17 meses de vida o C de... teve mais de 74.200 visitas, 120 seguidores, recebeu 353 comentários e publicou mais de 1.000 mensagens.
Até breve!
27 de maio de 2012
A nossa luta e a nossa consciência
Fiz parte dos 30 mil
Pela alegria e força que senti quando li o que escreveu Sérgio Ribeiro no blogue anónimo séc. xxi, não posso deixar de referir duas das suas reflexões:
A primeira
«Fiz parte dos 30 mil que se juntaram aos 12 mil do Porto, na semana passada. E é preciso que todos os que lá estiveram digam aos outros, aos familiares, aos vizinhos, o que os jornais não dizem nas primeiras páginas.
Que, em duas maniestações, promovidas por um partido, se esteve, ordeiramente e com a alegria de estarmos juntos e de muitos sermos, a dizer Basta!.
Por mais que nos calem, têm de nos ouvir. Até porque, com atrasos de custos sociais irreparáveis, se começa a ouvir, e se virá a dizer, o que oportunamente foi por nós dito e exigido, e é dito e exigido, mas a que se fizeram, e se faz, orelhas moucas».
A segunda
«E uma reflexão me assalta. A partir de uma imagem que trouxe de Lisboa..
Ao passar ao lado do edifício do Banco de Portugal, em cortejo consciente, determinado, encontrando e abraçando amigos, tropecei em enormíssimos contentores de lixo e me perguntei que confiança era aquela na nossa consciênciência que coloca, no caminho de uma manifestação de dezenas de milhares de pessoas em protesto indignado (mas calmo, consciente, vivo, alegre... sim!, alegre) pedregulhos, pedaços de cimento, tábuas, materiais de desconstrução?
Teria bastado arremessar contra um vidro de uma janela - logo do Banco de Portugal! - uma pedra, uma daquelas tantas ali oferecidas, para que, hoje, tivéssemos vindo, toda a manifestação que fomos e somos, nas primeiras páginas dos jornais.
Mas não é essa a nossa luta! A nossa luta é, sem tempo, sem prazos... mas com pressa e sempre, a tomada de consciência (também consciência da força que temos) e a sua transmissão a outros/nós. Para que seja maior, para que cresça, para que seja a força que é a nossa».
26 de maio de 2012
Jogos Olímpicos?
Que mundo é este? Os Jogos Olímpicos transformados num negócio e numa mega operação de propaganda.
Que mundo é este cada vez mais militarizado, com mais revoltas, com uma tensão social crescente e que, esta sociedade capitalista em decadência, resolve com mais repressão.
Londres prepara-se para os Jogos Olimpicos. Em cada esquina estão a ser montadas câmaras de vigilância. Quem percorrer Londres nos meses que antecedem e durante os Jogos Olímpicos, vai estar sempre vigiado. Cada cidadão, cada visitante é um potencial criminoso e por isso suspeito. Carros da polícia são mais que os tradicionais autocarros.
Forças militares e militarizadas estão convocadas para intervenção urbana.
Vão ser ensaiadas novas armas como o Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD), que não mata mas rebenta os tímpanos. O mêdo é tal que até está prevista a instalação de mísseis terra-ar nos telhados de edifícios.
O maior navio de guerra da Royal Navy vai estar no rio Tamisa em Londres. Aviões de combate Typhoon e helicópteros Linx estarão prontos para intervir. A Scotland Yard e a Polícia de Londres abasteceram-se com mais de 10.000 munições com balas de plástico. Estão previstas circular viaturas adaptadas para prisões rápidas. A Polícia prevê estabelecer "áreas de dispersão", donde poderá evacuar todas as pessoas que se concentrem.
Foram previstos 400 quilómetros de percursos especiais para uso exclusivo das personalidades, dos membros da "família olímpica", atletas, patrocinadores e outras entidades. O Comité Olimpico reservou cerca de 2.000 salas e os melhores hotéis para seu uso.
Quem paga tudo isto? Sempre os mesmos, certamente.
Quem ganha con tudo isto? Sempre os mesmos!
Os principais patrocinadores são McDonalds, BP e Dow Chemical. Todos alvo de forte contestação pela sua actividade. A presença da Dow Chemical é um insulto para a população sul-asiática vítima do gás que matou mais de 20.000 pessoas e causou graves doenças em centenas de milhares em Bhopal, na Índia.
Neste mundo olímpico, McDonald aparece como patrocinador da saúde, a BP da sustentabilidade.
As cidades devem reservar todos os locais de publicidade para os patrocinadores, durante os jogos e no mês anterior, de acordo com o programa de marketing estabelecido.
Informações recolhidas em: http://www.zcommunications.org/protests-are-coming-to-the-olympic-games-by-dave-zirin
25 de maio de 2012
Sábado, 26 mais um degrau
Um ano de Troika, BASTA!
Esta política agravou os problemas que diziam que iam resolver.
SÁBADO 26, dia de mobilizar, dia de manifestar a nossa indignação e subir um degrau na luta para a derrota desta política.
Esta política agravou os problemas que diziam que iam resolver.
SÁBADO 26, dia de mobilizar, dia de manifestar a nossa indignação e subir um degrau na luta para a derrota desta política.
Entrevista de Bernardino Soares na Antena 1
"Venham mais cinco" - apelo para a Manifestação de Sábado
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, classifica como uma hipocrisia a atitude do PS em relação ao ato adicional ao tratado orçamental europeu, afirmando que os socialistas quiseram apenas disfarçar a sua aprovação ao tratado, depois de a situação ter mudado com a eleição de François Hollande em França. Bernardino Soares lembra que o Presidente da República ainda não o promulgou, ou seja, não está em vigor.
Cavaco agora quer esquecer o tem feito
Bernardino Soares aponta também críticas ao Presidente da República, Cavaco Silva, que compara ao guarda-redes Rui Patrício. O deputado comunista reprova que Cavaco Silva tenha dito na Indonésia que finalmente não está sozinho na ideia do crescimento económico, porque é como se Rui Patrício dissesse que não era o único goleador da seleção portuguesa de futebol. “Se não fosse tão sério dava vontade rir”, remata.
Outra política e renegociação da dívida
Em entrevista à jornalista da Antena1 Maria Flor Pedroso, Bernardino Soares considera absolutamente necessário uma outra política e que seja aprovado o projeto do PCP para a renegociação da dívida. “Se esta maioria não quiser aceitar, acabará por ruir”, diz, acrescentando que não está certo de que o governo cumpra o mandato até ao fim.
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, classifica como uma hipocrisia a atitude do PS em relação ao ato adicional ao tratado orçamental europeu, afirmando que os socialistas quiseram apenas disfarçar a sua aprovação ao tratado, depois de a situação ter mudado com a eleição de François Hollande em França. Bernardino Soares lembra que o Presidente da República ainda não o promulgou, ou seja, não está em vigor.
Cavaco agora quer esquecer o tem feito
Bernardino Soares aponta também críticas ao Presidente da República, Cavaco Silva, que compara ao guarda-redes Rui Patrício. O deputado comunista reprova que Cavaco Silva tenha dito na Indonésia que finalmente não está sozinho na ideia do crescimento económico, porque é como se Rui Patrício dissesse que não era o único goleador da seleção portuguesa de futebol. “Se não fosse tão sério dava vontade rir”, remata.
Outra política e renegociação da dívida
Em entrevista à jornalista da Antena1 Maria Flor Pedroso, Bernardino Soares considera absolutamente necessário uma outra política e que seja aprovado o projeto do PCP para a renegociação da dívida. “Se esta maioria não quiser aceitar, acabará por ruir”, diz, acrescentando que não está certo de que o governo cumpra o mandato até ao fim.
Há muitas razões para dizer BASTA!
No final da entrevista Bernardino Soares, fazendo referência à música escolhida, "venham mais cinco" de José Afonso, apelou para que no próximo Sábado também venham muitos mais cinco à manifestação convocada pelo PCP para Lisboa.
24 de maio de 2012
Um alerta que vem da Alemanha
Mais uma eloquente demonstração de como funcionam as multinacionais e o capitalismo
Pena não estar legendado em português
Pena não estar legendado em português
23 de maio de 2012
Flexibilização do Trabalho
Manual do trabalhador flexível
A Flexibilidade é como uma Deusa ao serviço do Deus Lucro.
A flexibilidade é o "objectivo" do trabalhador para servir o lucro objectivo do capitalista.
É desta complementaridade de objetivos que nasce a paz social.
Desde a antiguidade que se reconhece a Deusa "flexibilidade do trabalhador" e se enaltece a rigidez do Deus austeridade cujo fruto é o Lucro.

A explicação vem da Grécia.
Da flexibilidade de Hera e austeridade de Zeus nasceu o lucro Dionísio gasto em grandes farras.
Também em Portugal, brandos costumes, sempre se abrigaram em mentes e corpos brandos, flexíveis, que se deixam vergar bem, que se ajustam às cargas, ao peso de qualquer afronta.
A flexibilidade treina-se. Exercita-se.
Aos poucos, o corpo e a mente nem dão por isso
Todos os dias se carrega um pouco mais no trabalhador.
Primeiro 200 quilos de vexames.
Ao fim de alguns dias já o trabalhador aguenta os 500 quilos de injustiças.
Uns meses depois já não repara quando a carga aumenta para os 800 quilos mais algumas percas de ordenado.

Alguns dias antes do termo do contrato o trabalhador, que o quer ver renovado, para alcançar os objectivos da flexibilidade total, está apto para carregar uma tonelada de injustiças, de humilhações e trabalho não pago.
Contudo há que prevenir efeitos perversos que poderão provocar danos colaterais. O fortalecimento dos músculos e do cérebro podem provocar uma consciência que induza a rebeldia e o regresso à posição rígida e vertical do trabalhador.
Salvo essas situações, que exigem a interrupção dos exercícios de flexibilização, a crescente carga física e psicológica é benéfica para a conservação e habituação a esta sociedade de paz e de brandos costumes.
Também os trabalhadores beneficiam de uma vida mais pacata e sem chatices, próprias de quem não se submete a estes tratamentos e anda sempre revoltado. Com a flexibilização, os trabalhadores ficam mais calmos, mais brandos, mais maleáveis e os seus costumes também.
A posição de curvatura dorsal, facilita a vénia aos superiores uma vez que passa a ser a posição natural adquirida. O respeito aos superiores é permanente pela habituação da cabeça baixa.
Como complemento destes exercícios recomenda-se que as deslocações de casa para o trabalho e vice versa sejam feitas numa marcha agachada com a cintura tão baixa quanto possível e as pernas fletidas. O olhar para o chão evita tropeções e tentações de ver coisas que não convêm. Em casa o descanso faz-se a ver televisão.
Boa flexibilidade!
A Flexibilidade é como uma Deusa ao serviço do Deus Lucro.
A flexibilidade é o "objectivo" do trabalhador para servir o lucro objectivo do capitalista.
É desta complementaridade de objetivos que nasce a paz social.
Desde a antiguidade que se reconhece a Deusa "flexibilidade do trabalhador" e se enaltece a rigidez do Deus austeridade cujo fruto é o Lucro.

A explicação vem da Grécia.
Da flexibilidade de Hera e austeridade de Zeus nasceu o lucro Dionísio gasto em grandes farras.
Também em Portugal, brandos costumes, sempre se abrigaram em mentes e corpos brandos, flexíveis, que se deixam vergar bem, que se ajustam às cargas, ao peso de qualquer afronta.
A flexibilidade treina-se. Exercita-se.Aos poucos, o corpo e a mente nem dão por isso
Todos os dias se carrega um pouco mais no trabalhador.
Primeiro 200 quilos de vexames.
Ao fim de alguns dias já o trabalhador aguenta os 500 quilos de injustiças.
Uns meses depois já não repara quando a carga aumenta para os 800 quilos mais algumas percas de ordenado.

Alguns dias antes do termo do contrato o trabalhador, que o quer ver renovado, para alcançar os objectivos da flexibilidade total, está apto para carregar uma tonelada de injustiças, de humilhações e trabalho não pago.
Contudo há que prevenir efeitos perversos que poderão provocar danos colaterais. O fortalecimento dos músculos e do cérebro podem provocar uma consciência que induza a rebeldia e o regresso à posição rígida e vertical do trabalhador. Salvo essas situações, que exigem a interrupção dos exercícios de flexibilização, a crescente carga física e psicológica é benéfica para a conservação e habituação a esta sociedade de paz e de brandos costumes.
Também os trabalhadores beneficiam de uma vida mais pacata e sem chatices, próprias de quem não se submete a estes tratamentos e anda sempre revoltado. Com a flexibilização, os trabalhadores ficam mais calmos, mais brandos, mais maleáveis e os seus costumes também.A posição de curvatura dorsal, facilita a vénia aos superiores uma vez que passa a ser a posição natural adquirida. O respeito aos superiores é permanente pela habituação da cabeça baixa.
Como complemento destes exercícios recomenda-se que as deslocações de casa para o trabalho e vice versa sejam feitas numa marcha agachada com a cintura tão baixa quanto possível e as pernas fletidas. O olhar para o chão evita tropeções e tentações de ver coisas que não convêm. Em casa o descanso faz-se a ver televisão. Boa flexibilidade!
22 de maio de 2012
A estratégia da submissão
Por cada vez que Sócrates tomava uma medida para acalmar os mercados, os mercados desvalorizavam a nota de Portugal e aumentavam os juros.
Passos, faz os trabalhos de casa e diz que Portugal está a cumprir (as ordens da Alemanha, dos Banqueiros e da Troika). Cada vez que Portugal cumpre, a situação económica piora e o roubo aumenta.
Deverão os trabalhadores que estão a ser assaltados fazer o mesmo?
Vamos deixar que eles roubem tudo e não deixem nada?
Não! O povo bem sabe que quanto mais uma pessoa se abaixa mais lhe aparece o cú.
Se o povo não luta eles mais nos pisam e roubam.
Ninguém respeita os submissos e os cobardes!
21 de maio de 2012
Manifestação em Lisboa
Um ano de Troika, que resultados teve?
Esta política, feita em nome da solução para a crise, nada resolveu e ainda agravou os problemas que diziam que ia resolver.
Aumentou o desemprego
Aumentaram a pobreza e as desigualdades
Aumentou a dívida e o défice público
Aumentaram as falências
Aumentou a exploração e o trabalho não pago
Diminuíram os salários e os direitos
Diminuiu a produção
Diminuiu o poder de compra
36 anos de política de direita, de roubos e corrupção deram nisto!
Não é com esta política que se resolvem os problemas por ela criados.
É preciso continuar a revolução interrompida pela direita. É preciso continuar Abril.
SÁBADO, dia de luta, dia de mobilizar, dia de mostrar a força dos trabalhadores, de mostrar que é o povo quem mais ordena.
Esta política, feita em nome da solução para a crise, nada resolveu e ainda agravou os problemas que diziam que ia resolver.
Aumentou o desemprego
Aumentaram a pobreza e as desigualdades
Aumentou a dívida e o défice público
Aumentaram as falências
Aumentou a exploração e o trabalho não pago
Diminuíram os salários e os direitos
Diminuiu a produção
Diminuiu o poder de compra
36 anos de política de direita, de roubos e corrupção deram nisto!
Não é com esta política que se resolvem os problemas por ela criados.
É preciso continuar a revolução interrompida pela direita. É preciso continuar Abril.
SÁBADO, dia de luta, dia de mobilizar, dia de mostrar a força dos trabalhadores, de mostrar que é o povo quem mais ordena.
20 de maio de 2012
Mundo velho e novo mundo
O que julgamos ser verdade e as ideias erradas.
A sociedade, ao longo de muitas gerações, foi "formatada" pelas classes no poder.
Os conceitos, preconceitos, leis, regras, e cultura têm vindo a ser ajustados no interesse de quem domina.
O capitalismo, herdeiro da última das transformações sociais, a revolução burguesa, ajustou, em seu proveito, a cultura e a religião imposta pelas classes anteriormente dominantes.
Marxismo. Uma ciência para a transformação desta sociedade
Os (verdadeiros) socialistas, apoiam-se nos ramos da ciência, em especial, na filosofia, sociologia e economia, que Marx teve o grande mérito de fundir, para lhes dar uma coerência e estrutura, científicas. Por isso, têm o gigantesco trabalho de, neste novo ciclo da História, reformular os conceitos injustos e caducos que ainda perduram e mostrarem a viabilidade de novas ideias que sirvam à grande maioria, a classe trabalhadora.
É a classe trabalhadora, que terá que mostrar que o capitalismo não serve quem trabalha e, por isso, será substituído por um outro sistema, o socialismo, onde as regras, os conceitos e as leis, se ajustem aos interesses e necessidades da grande maioria da sociedade, os trabalhadores que tudo produzem.
O mundo é composto de mudança...
É uma tarefa difícil. Trata-se de fazer entender novos conceitos a quem sempre viveu raciocinando da forma como aprendeu, com conceitos e preconceitos das classes dominantes. Essas ideias erradas e que têm que ser substituidas: A política é para os políticos. Eles é que sabem. Se o senhor Doutor (ou o senhor Prior) diz é porque é verdade. Foi sempre assim e assim sempre será. Etc., etc.
Recordemos que todos os cientistas, intelectuais e homens com pensamento de vanguarda, foram incompreendidos nos seus tempos. Galileu, por um triz, escapou à fogueira da Inquisição, por dizer que a Terra se movia em torno do Sol.
A exploração: menos trabalhadores a trabalhar mais e desemprego a aumentar.
Compreendem-se as desconfianças e as inimizades que Marx provoca ao introduzir conceitos que, para além de serem novos, abalam as convicções instaladas.
Quando Marx prova que o capitalista se apropria da Mais Valia produzida pelo trabalhador, quando mostra que o trabalhador trabalha mais horas que o socialmente necessário, a ideologia capitalista tudo faz para combater essas verdades.
Neste blogue foram diversas vezes mostrados os conceitos “errados” que por vezes temos na cabeça. São por exemplo os conceitos de “Democracia”, de “Ditadura” ou de “Liberdade”. A sociedade burguesa e capitalista conseguiu “convencer-nos” que estamos numa democracia por haver eleições e podermos falar sem irmos presos. Sabemos bem, como é falsa esta noção de democracia quando as pessoas votam condicionadas por tantos factores, como as mentiras dos candidatos, a propaganda dos jornais e televisão, medos e ideias criadas pelos padres, pelos caciques locais, ameaças dos patrões, etc. etc. Nesta "democracia" nem todos têm o mesmo “tempo de antena” ou acesso à televisão para as desmentir.
Sempre que há classes antagónicas há ditadura
Marx concluiu, que numa sociedade de classes, exploradores e explorados, nunca pode haver democracia. Existe sempre uma ditadura de classe. Neste momento a ditadura da classe que explora a classe explorada.
A generalidade das pessoas, sem pensar a quem serve a Ditadura ou a Democracia, apenas aprendeu: “Ditadura é mau”, “Democracia é bom”.
E se houvesse (e há) uma “ditadura de uma grande maioria” que não deixasse alguns capitalistas explorar os trabalhadores?
E se houvesse (e há) democracias em que os candidatos prometem e mentem e, depois de eleitos, exploram, roubam, matam, prendem e torturam?
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A sociedade, ao longo de muitas gerações, foi "formatada" pelas classes no poder.
Os conceitos, preconceitos, leis, regras, e cultura têm vindo a ser ajustados no interesse de quem domina.
O capitalismo, herdeiro da última das transformações sociais, a revolução burguesa, ajustou, em seu proveito, a cultura e a religião imposta pelas classes anteriormente dominantes.
Marxismo. Uma ciência para a transformação desta sociedade
Os (verdadeiros) socialistas, apoiam-se nos ramos da ciência, em especial, na filosofia, sociologia e economia, que Marx teve o grande mérito de fundir, para lhes dar uma coerência e estrutura, científicas. Por isso, têm o gigantesco trabalho de, neste novo ciclo da História, reformular os conceitos injustos e caducos que ainda perduram e mostrarem a viabilidade de novas ideias que sirvam à grande maioria, a classe trabalhadora.
É a classe trabalhadora, que terá que mostrar que o capitalismo não serve quem trabalha e, por isso, será substituído por um outro sistema, o socialismo, onde as regras, os conceitos e as leis, se ajustem aos interesses e necessidades da grande maioria da sociedade, os trabalhadores que tudo produzem.
O mundo é composto de mudança...
É uma tarefa difícil. Trata-se de fazer entender novos conceitos a quem sempre viveu raciocinando da forma como aprendeu, com conceitos e preconceitos das classes dominantes. Essas ideias erradas e que têm que ser substituidas: A política é para os políticos. Eles é que sabem. Se o senhor Doutor (ou o senhor Prior) diz é porque é verdade. Foi sempre assim e assim sempre será. Etc., etc.
Tribunal da Santa Inquisição Julga Galileu
As referências da grande maioria das pessoas são as incutidas pela família, pelos mais velhos, pelos padres, pelos professores e que por sua vez já provinham das ideias antigas da religião, impostas pela inquisição, pela aristocracia. Recordemos que todos os cientistas, intelectuais e homens com pensamento de vanguarda, foram incompreendidos nos seus tempos. Galileu, por um triz, escapou à fogueira da Inquisição, por dizer que a Terra se movia em torno do Sol.
A exploração: menos trabalhadores a trabalhar mais e desemprego a aumentar.
Compreendem-se as desconfianças e as inimizades que Marx provoca ao introduzir conceitos que, para além de serem novos, abalam as convicções instaladas.
Quando Marx prova que o capitalista se apropria da Mais Valia produzida pelo trabalhador, quando mostra que o trabalhador trabalha mais horas que o socialmente necessário, a ideologia capitalista tudo faz para combater essas verdades.
Neste blogue foram diversas vezes mostrados os conceitos “errados” que por vezes temos na cabeça. São por exemplo os conceitos de “Democracia”, de “Ditadura” ou de “Liberdade”. A sociedade burguesa e capitalista conseguiu “convencer-nos” que estamos numa democracia por haver eleições e podermos falar sem irmos presos. Sabemos bem, como é falsa esta noção de democracia quando as pessoas votam condicionadas por tantos factores, como as mentiras dos candidatos, a propaganda dos jornais e televisão, medos e ideias criadas pelos padres, pelos caciques locais, ameaças dos patrões, etc. etc. Nesta "democracia" nem todos têm o mesmo “tempo de antena” ou acesso à televisão para as desmentir.
Sempre que há classes antagónicas há ditadura
Marx concluiu, que numa sociedade de classes, exploradores e explorados, nunca pode haver democracia. Existe sempre uma ditadura de classe. Neste momento a ditadura da classe que explora a classe explorada.
A generalidade das pessoas, sem pensar a quem serve a Ditadura ou a Democracia, apenas aprendeu: “Ditadura é mau”, “Democracia é bom”.
E se houvesse (e há) uma “ditadura de uma grande maioria” que não deixasse alguns capitalistas explorar os trabalhadores?
E se houvesse (e há) democracias em que os candidatos prometem e mentem e, depois de eleitos, exploram, roubam, matam, prendem e torturam?
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18 de maio de 2012
Ainda a Líbia
As mentiras e a manipulação da informação
Ainda ontem escrevi sobre a Líbia a proposito de uma notícia do "The Telegraph". Hoje, uma notícia do Público inverte as informações e pretende dar uma imagem a favor da intervenção da NATO, escondendo os verdadeiros mercenários.
(ver: http://www.publico.pt/Mundo/onu-vai-investigar-recrutamento-de-mercenarios-por-khadafi--1546626)
O Público começa por afirmar em título "ONU vai investigar recrutamento de mercenários por Khadafi". A afirmação é perentória. Contudo logo a seguir deixa uma dúvida:"O suposto recrutamento de mercenários durante o conflito na Líbia, que culminou na morte do líder líbio, Muammar Khadafi, vai ser investigado pelas Nações Unidas". Qual suposto?
No corpo da notícia o Jornal Público, volta a baralhar para confundir. Cita os objectivos da investigação: “apurar os factos” e “avaliar as alegações sobre o recurso a mercenários no conflito recente”, assim como “as medidas tomadas pelo Governo para combater esse fenómeno”. Como se verifica não volta a afirmar que se trata de "mercenários de Khadafi" nem se sabe bem a que Governo se refere, deixando no ar a dúvida. Diz mais adiante o Público: "Para além da questão dos mercenários, o grupo de trabalho pretende obter “informações directas e em primeira mão” sobre “as actividades das empresas privadas que ofereceram assistência militar e serviços de consultoria e de segurança na Líbia” e avaliar o impacto que essas actividades tiveram no gozo dos direitos humanos, adiantou Faiza Patel, que preside ao painel que fará a investigação". Continuamos sem saber a que empresas e a que serviços de consultoria se referem. Fica no ar a curiosidade do leitor.
Seguidamente o Público avança uma informação de há um ano difundida pelos rebeldes "A presença de mercenários de países africanos a combater do lado do ex-líder líbio Muammar Khadafi foi denunciada pela oposição ainda durante o conflito". Esta informação "relembrada agora pretende reforçar o inicialmente dito pelo Público no seu título: "os mercenários são de Khadafi" e iludir o leitor que ficou curioso para saber a que mercenários e serviços de consultoria se refere o Público. Esta pulhice é reforçada por uma afirmação de setembro do ano passado que o Público cita: "Pater disse que os mercenários tinham cometido “graves violações aos direitos humanos”. Afirmação que não atrasa nem adianta. Contudo o Público ligando estas duas informações pretende que os seus leitores concluam que sempre que fala de mercenários estes são pagos por Khadafi. E assim termina a notícia do Público, nunca referindo os mercenários introduzidos pela CIA e pela NATO, nem os consultores e conselheiros de guerra ingleses, americanos e franceses, e cobardemente, sem o afirmar no corpo da notícia, engana os seus leitores com a ideia que introduziu no título. Os mercenários são de Khadafi.
Vejamos agora uma análise feita pelo Jornal Avante de ontem. (Ver: http://www.avante.pt/pt/2007/internacional/120110/)
Título: "Tortura denunciada na ONU"
Diz a notícia: "O enviado especial das Nações Unidas para a Líbia confirmou, sexta-feira, 11, que a tortura é uma prática disseminada no país após o derrube do anterior regime.
Sete mil pessoas estão em cárceres onde a tortura é frequente".
"Perante o Conselho de Segurança da ONU (CS), Ian Martin admitiu que os dados recolhidos pela sua equipa indicam que os maus-tratos e a tortura são frequentes nos 31 cárceres administrados pelo autoproclamado Conselho Nacional de Transição (CNT), nos quais se calculam que estejam detidas cerca de três mil pessoas".
"«Persistem os casos de maus-tratos e tortura», disse Martin, para quem a «resposta a estas práticas devia ser uma prioridade do governo no caminho da construção de uma nova cultura de direitos humanos e de Estado de direito no país» (EFE 11.05.2012)".
"O responsável instou ainda as novas autoridades a assumirem o controlo das dezenas de centros de detenção, muitos dos quais ilegais, que permanecem nas mãos dos grupos de mercenários. Calcula-se que nestas prisões estejam outros quatro mil supostos apoiantes do regime derrubado pela agressão imperialista, sujeitos a igual tratamento."
"Martin exemplificou a situação com a morte, a 13 de Abril, de três pessoas num centro de detenção em Misrata, casos sobre os quais a missão da ONU no território diz ter «informações confiáveis»."
"As mesmas provas indicam que «pelo menos outras sete pessoas foram torturadas até à morte no mesmo centro» (Telesur 11.05.2012)".
"O enviado das Nações Unidas notou ainda que os relatos respeitantes aos maus-tratos e às torturas, e os «sérios obstáculos no acesso dos cidadãos à justiça», contrastam com as promessas feitas pelo CNT... (EFE)"...
O leitor deste blogue que veja as notícias e conclua.
Minha conclusão: O Jornal Público, como a generalidade dos Jornais propriedade dos grupos económicos, tentam mostrar-se independentes mas na realidade mentem (com mais ou menos subtileza) e são dependentes dos interesses do poder económico.
O Jornal Avante, assumidamente, defende os interesses dos trabalhadores e para isso não precisa de mentir. Basta que informe o que os outros escondem ou deturpam.
Como disseram grandes revolucionários "Só a verdade é revolucionária".
Ainda ontem escrevi sobre a Líbia a proposito de uma notícia do "The Telegraph". Hoje, uma notícia do Público inverte as informações e pretende dar uma imagem a favor da intervenção da NATO, escondendo os verdadeiros mercenários.
(ver: http://www.publico.pt/Mundo/onu-vai-investigar-recrutamento-de-mercenarios-por-khadafi--1546626)
O Público começa por afirmar em título "ONU vai investigar recrutamento de mercenários por Khadafi". A afirmação é perentória. Contudo logo a seguir deixa uma dúvida:"O suposto recrutamento de mercenários durante o conflito na Líbia, que culminou na morte do líder líbio, Muammar Khadafi, vai ser investigado pelas Nações Unidas". Qual suposto?
No corpo da notícia o Jornal Público, volta a baralhar para confundir. Cita os objectivos da investigação: “apurar os factos” e “avaliar as alegações sobre o recurso a mercenários no conflito recente”, assim como “as medidas tomadas pelo Governo para combater esse fenómeno”. Como se verifica não volta a afirmar que se trata de "mercenários de Khadafi" nem se sabe bem a que Governo se refere, deixando no ar a dúvida. Diz mais adiante o Público: "Para além da questão dos mercenários, o grupo de trabalho pretende obter “informações directas e em primeira mão” sobre “as actividades das empresas privadas que ofereceram assistência militar e serviços de consultoria e de segurança na Líbia” e avaliar o impacto que essas actividades tiveram no gozo dos direitos humanos, adiantou Faiza Patel, que preside ao painel que fará a investigação". Continuamos sem saber a que empresas e a que serviços de consultoria se referem. Fica no ar a curiosidade do leitor.
Seguidamente o Público avança uma informação de há um ano difundida pelos rebeldes "A presença de mercenários de países africanos a combater do lado do ex-líder líbio Muammar Khadafi foi denunciada pela oposição ainda durante o conflito". Esta informação "relembrada agora pretende reforçar o inicialmente dito pelo Público no seu título: "os mercenários são de Khadafi" e iludir o leitor que ficou curioso para saber a que mercenários e serviços de consultoria se refere o Público. Esta pulhice é reforçada por uma afirmação de setembro do ano passado que o Público cita: "Pater disse que os mercenários tinham cometido “graves violações aos direitos humanos”. Afirmação que não atrasa nem adianta. Contudo o Público ligando estas duas informações pretende que os seus leitores concluam que sempre que fala de mercenários estes são pagos por Khadafi. E assim termina a notícia do Público, nunca referindo os mercenários introduzidos pela CIA e pela NATO, nem os consultores e conselheiros de guerra ingleses, americanos e franceses, e cobardemente, sem o afirmar no corpo da notícia, engana os seus leitores com a ideia que introduziu no título. Os mercenários são de Khadafi.
Vejamos agora uma análise feita pelo Jornal Avante de ontem. (Ver: http://www.avante.pt/pt/2007/internacional/120110/)
Título: "Tortura denunciada na ONU"
Diz a notícia: "O enviado especial das Nações Unidas para a Líbia confirmou, sexta-feira, 11, que a tortura é uma prática disseminada no país após o derrube do anterior regime.Sete mil pessoas estão em cárceres onde a tortura é frequente".
"Perante o Conselho de Segurança da ONU (CS), Ian Martin admitiu que os dados recolhidos pela sua equipa indicam que os maus-tratos e a tortura são frequentes nos 31 cárceres administrados pelo autoproclamado Conselho Nacional de Transição (CNT), nos quais se calculam que estejam detidas cerca de três mil pessoas".
"«Persistem os casos de maus-tratos e tortura», disse Martin, para quem a «resposta a estas práticas devia ser uma prioridade do governo no caminho da construção de uma nova cultura de direitos humanos e de Estado de direito no país» (EFE 11.05.2012)".
"O responsável instou ainda as novas autoridades a assumirem o controlo das dezenas de centros de detenção, muitos dos quais ilegais, que permanecem nas mãos dos grupos de mercenários. Calcula-se que nestas prisões estejam outros quatro mil supostos apoiantes do regime derrubado pela agressão imperialista, sujeitos a igual tratamento."
"Martin exemplificou a situação com a morte, a 13 de Abril, de três pessoas num centro de detenção em Misrata, casos sobre os quais a missão da ONU no território diz ter «informações confiáveis»."
"As mesmas provas indicam que «pelo menos outras sete pessoas foram torturadas até à morte no mesmo centro» (Telesur 11.05.2012)".
"O enviado das Nações Unidas notou ainda que os relatos respeitantes aos maus-tratos e às torturas, e os «sérios obstáculos no acesso dos cidadãos à justiça», contrastam com as promessas feitas pelo CNT... (EFE)"...
O leitor deste blogue que veja as notícias e conclua.
Minha conclusão: O Jornal Público, como a generalidade dos Jornais propriedade dos grupos económicos, tentam mostrar-se independentes mas na realidade mentem (com mais ou menos subtileza) e são dependentes dos interesses do poder económico.
O Jornal Avante, assumidamente, defende os interesses dos trabalhadores e para isso não precisa de mentir. Basta que informe o que os outros escondem ou deturpam.
Como disseram grandes revolucionários "Só a verdade é revolucionária".
Coisas que andam esquecidas
São raras e muito "selecensuradas" as notícias que aparecem sobre a Líbia depois da morte de Kadaffi.
Seria lógico que depois de uma tão violenta guerra, se tivessem notícias das prometidas eleições, após dez dias como chegou a afirmar o CNT (Conselho Nacional de Transição), ou sobre as averiguações das "valas comuns de milhares de mortos" como os jornais profusamente divulgaram há um ano.
Li hoje no jornal inglês "The Telegraph" a noticia que resumo:
NATO acusada de não investigar as mortes civis na Líbia
A Human Rights Watch (HRW) acusou a NATO de não reconhecer o alcance dos danos colaterais que causou durante a campanha que ajudou a derrubar Muammar Gaddafi.
Fred Abrahams, assessor especial da HRW, disse num comunicado que "Os ataques foram permitidos somente para alvos militares, e sérias questões permanecem por apurar, em incidentes provocados pela NATO".
O relatório afirma ser a investigação mais extensa até à data de vítimas civis da campanha aérea da NATO, apresenta uma estimativa de maior número de mortes do que o da Amnistia Internacional que em março documentou 55 mortes de civis, incluindo 16 crianças e 14 mulheres.
Em resposta, a NATO considera que a sua operação Líbia foi de grande sucesso, ilustrando a capacidade dos aliados para trabalhar bem juntos numa campanha.
A NATO realizou mais de 26.000 incursões, incluindo mais de 9.600 missões de ataque e destruiu cerca de 5.900 alvos até 31 de outubro do ano passado.
Abrahams, principal autor do relatório da HRW, disse que os cuidados que a NATO tomou durante a campanha foram "minados pela sua recusa em examinar as dezenas de mortes de civis" e que as mortes na Líbia podem prejudicar a capacidade da NATO para realizar futuras operações fora dos territórios dos seus membros, na América do Norte e Europa.
A HRW destacou o ataque à aldeia de Majer, 160 km a leste de Tripoli, em 08 de agosto, quando bombardeamentos aéreos da NATO mataram 34 civis e feriram mais de 30.
"Durante quatro visitas a Majer, incluindo um dia depois do ataque, a única prova possível de uma presença militar encontrada pela Human Rights Watch foi uma camisa estilo militar - roupa comum para muitos libaneses - sob os escombros das casas ", disse.
A NATO disse, sem provar, que os alvos atingidos eram "alvos militares legítimos, selecionados de forma consistente com o mandato da ONU".
Para alem destas investigações por fazer, dos números apresentados serem muito duvidosos, ficam as perguntas essenciais.
Que ganhou a população da Líbia com esta guerra?
Para quando a democracia na Líbia?
Quando termina a ditadura que persegue, mata, tortura etnias e os apoiantes de Kadaffi, civis e militares?
17 de maio de 2012
Os Direitos Humanos nos EUA
O Jornal Argenpress, publicou um trabalho com o título:
Estados Unidos: Hegemonía en el oficio de la tortura(1)
Esse artigo assinado por Jorge V. Jaime, resumidamente, revela o seguinte:
Uma década se passou e os casos de Abu Ghraib, da prisão Bagram e o massacre de Dasht-e-Leili, conhecido como o Comboio da Morte, permanecem sem conclusão das investigaçõe pelo governo dos EUA .
Em junho de 2004, três jornais influentes, Wall Street Journal, Washington Post e The New York Times revelaram cópias de uma análise preparatória descrita no Departamento de Justiça e a Agência Central de Inteligência (CIA).
Cada soldado dos EUA recebeu instruções precisas fornecidas para atos discricionários, em nome da segurança nacional.
Com essa filosofia, em 2002 os guardas da Bagram Air Base, no Afeganistão, fizeram experiências com "combatentes inimigos" de sessões especiais de procedimentos.
Dois civis afegãos, identificados como Habibullah e Dilawar, eram acorrentados até o teto da instalação no norte da província de Parwan e espancado com paus. Acabaram por morrer.
No massacre de Dasht-i-Leili em dezembro de 2001, cerca de 850 supostos insurgentes talibãs foram sufocados até a morte em recipientes metálicos transportados por caminhões.
A operação foi supervisionada por oficiais dos EUA e da CIA.
Em dezembro de 2009, os médicos do grupo para os Direitos Humanos (PHR) enviaram à Casa Branca um grande arquivo sobre estes casos, mas até agora o presidente Barack Obama não moveu um dedo para os esclarecer.
Presos políticos em Israel
A greve de fome dos presos políticos palestinos nas prisões israelitas:
Grito de alerta sobre a condição do martirizado povo palestino.
Cerca de vinte organizações nacionais, apelam à participação no acto simbólico de solidariedade, com os presos políticos palestinos em prisões israelitas.
Esse ato simbólico decorre hoje, 17 de Maio, pelas 18h00, em frente à Embaixada de Israel, em Lisboa.
Cerca de 5.000 presos palestinos, muitos dos quais encarcerados há vários anos sem que contra eles tenha sido pronunciada uma única acusação, estão sujeitos a desumanas e indignas condições, ao isolamento, por vezes durante anos, à proibição de visitas de familiares ou dos próprios advogados, a espancamentos, sevícias e chantagens. Apesar de Israel informar que estiveram em greve da fome 1.600 presos, na Palestima afirma-se que essa luta foi travada por mais de 2.500 presos. Tal facto levou as autoridades israelitas a aceitar o fim das «detenções administrativas», o fim do confinamento ao isolamento na prisão e as visitas de familiares dos detidos, entre outras reivindicações.
Como refere o documento a ser entregue na Embaixada de Israel, sem a libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas não haverá uma solução justa para a questão palestiniana. É o seguinte o texto do documento:
"A greve de fome dos presos políticos palestinos nas prisões israelitas constituiu um grito de alerta sobre a condição do martirizado povo palestino.
Com a sua corajosa acção, mais de dois mil presos políticos palestinos denunciaram a violência da ocupação israelita e a sua determinação em prosseguir a luta pela realização dos seus legítimos direitos.
Cerca de 5000 presos palestinos, muitos dos quais encarcerados há vários anos sem que contra eles tenha sido pronunciada uma única acusação, estão sujeitos a desumanas e indignas condições, ao isolamento, por vezes durante anos, à proibição de visitas de familiares ou dos próprios advogados, a espancamentos, sevícias e chantagens.
O estado de saúde de muitos dos prisioneiros palestinos - alguns tendo ultrapassado os setenta dias de privação de alimentos - é de extrema gravidade.
A condição dos prisioneiros políticos palestinos nas cadeias israelitas ilustra o drama do povo palestino sob a ocupação israelita, a violência de um quotidiano feito da repressão sistemática, da contínua espoliação das terras, da destruição das casas e dos campos de cultivo, das expulsões, do alargamento contínuo dos colonatos, da meticulosa aplicação de uma política que visa o esmagamento da sua identidade e da supressão dos seus direitos, como a constituição de um estado nos territórios ocupados em 1967, com Jerusalém Oriental como capital, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos.
Deste modo, as organizações signatárias:
- Expressam a sua solidariedade com os presos políticos palestinos que realizaram a greve de fome e, através deles, com todo o povo palestino vítima da ocupação israelita
- Reclamam dos órgãos de soberania portugueses uma intervenção firme e determinada que responsabilize Israel pela situação dos presos políticos palestinos e que exija o cumprimento, por aquele estado, dos princípios e normas do direitos internacional e humanitário a que está obrigado pela sua condição de membro das Nações Unidas
- Apelam à opinião pública portuguesa para que se mobilize na denúncia dos crimes da ocupação israelita e na afirmação da sua solidariedade com o povo e os presos políticos palestinos, pugnando pela sua libertação
- Decidem promover um acto público de solidariedade para entrega desta tomada de posição, dia 17 de Maio, pelas 18h00, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa".
Grito de alerta sobre a condição do martirizado povo palestino.
Cerca de vinte organizações nacionais, apelam à participação no acto simbólico de solidariedade, com os presos políticos palestinos em prisões israelitas.
Esse ato simbólico decorre hoje, 17 de Maio, pelas 18h00, em frente à Embaixada de Israel, em Lisboa.
Cerca de 5.000 presos palestinos, muitos dos quais encarcerados há vários anos sem que contra eles tenha sido pronunciada uma única acusação, estão sujeitos a desumanas e indignas condições, ao isolamento, por vezes durante anos, à proibição de visitas de familiares ou dos próprios advogados, a espancamentos, sevícias e chantagens. Apesar de Israel informar que estiveram em greve da fome 1.600 presos, na Palestima afirma-se que essa luta foi travada por mais de 2.500 presos. Tal facto levou as autoridades israelitas a aceitar o fim das «detenções administrativas», o fim do confinamento ao isolamento na prisão e as visitas de familiares dos detidos, entre outras reivindicações.
Como refere o documento a ser entregue na Embaixada de Israel, sem a libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas não haverá uma solução justa para a questão palestiniana. É o seguinte o texto do documento:
"A greve de fome dos presos políticos palestinos nas prisões israelitas constituiu um grito de alerta sobre a condição do martirizado povo palestino.
Com a sua corajosa acção, mais de dois mil presos políticos palestinos denunciaram a violência da ocupação israelita e a sua determinação em prosseguir a luta pela realização dos seus legítimos direitos.
Cerca de 5000 presos palestinos, muitos dos quais encarcerados há vários anos sem que contra eles tenha sido pronunciada uma única acusação, estão sujeitos a desumanas e indignas condições, ao isolamento, por vezes durante anos, à proibição de visitas de familiares ou dos próprios advogados, a espancamentos, sevícias e chantagens.
O estado de saúde de muitos dos prisioneiros palestinos - alguns tendo ultrapassado os setenta dias de privação de alimentos - é de extrema gravidade.
A condição dos prisioneiros políticos palestinos nas cadeias israelitas ilustra o drama do povo palestino sob a ocupação israelita, a violência de um quotidiano feito da repressão sistemática, da contínua espoliação das terras, da destruição das casas e dos campos de cultivo, das expulsões, do alargamento contínuo dos colonatos, da meticulosa aplicação de uma política que visa o esmagamento da sua identidade e da supressão dos seus direitos, como a constituição de um estado nos territórios ocupados em 1967, com Jerusalém Oriental como capital, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos.
Deste modo, as organizações signatárias:
- Expressam a sua solidariedade com os presos políticos palestinos que realizaram a greve de fome e, através deles, com todo o povo palestino vítima da ocupação israelita
- Reclamam dos órgãos de soberania portugueses uma intervenção firme e determinada que responsabilize Israel pela situação dos presos políticos palestinos e que exija o cumprimento, por aquele estado, dos princípios e normas do direitos internacional e humanitário a que está obrigado pela sua condição de membro das Nações Unidas
- Apelam à opinião pública portuguesa para que se mobilize na denúncia dos crimes da ocupação israelita e na afirmação da sua solidariedade com o povo e os presos políticos palestinos, pugnando pela sua libertação
- Decidem promover um acto público de solidariedade para entrega desta tomada de posição, dia 17 de Maio, pelas 18h00, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa".
16 de maio de 2012
Desemprego continua a aumentar
Governo finge que não percebe e diz mostrar-se preocupado
O INE (Instituto Nacional de Estatística) revela que o desemprego atingiu os 14,9 %.
O Governo diz que é uma surpresa e uma preocupação. Contudo sabemos que não é surpresa pois tem sido alertado para esse resultado da política de direita que há anos é a opção dos governos da Troika (PS+PSD+CDS-PP). Vejam-se os dados apresentados pelo PCP, na Assembleia nda República que Passos Coelho desmentiu.
Mas o mais grave é que esses números não correspondem à realidade que é muito pior.
A LUSA, como se tivesse descoberto a pólvora, indica que "a taxa de desemprego para Portugal poderia ter disparado para 17,9 por cento" ou, mesmo para 21,5 por cento.
Explica o comunicado da LUSA que "a diferença resulta de, aos 819,3 mil desempregados “oficiais”, a realidade crua da rua associar 202,1 mil inativos disponíveis e 203 mil portugueses em situação de subemprego visível".
A RTP informa que "os cálculos da contabilidade que escapa aos livros do Governo foram feitos esta tarde pela Agência Lusa". Assim o número de desempregados ultrapassou "a barreira do milhão (1.021.400)" ou mesmo "de 1.224.400".
Há meses a CGTP informou que o número de desempregados tinha ultrapassado o 1.200.000 e recentemente já tinha alertado que era mais de 1.220.000.
O Governo tem sempre desmentido estes números na procura de iludir a realidade.
Os números do Governo são também desmentidos pela Comissão Europeia, que anunciou uma taxa de desemprego para Portugal de 15,3 por cento.
14 de maio de 2012
Política, atos e atores
Quem são os executantes da política de direita?
A política de direita é caraterizada pela defesa de interesses da classe exploradora. Muitos dos atores desta política, para além da defesa dos interesse da sua classe, aproveiem o balanço e, por extensão, defendem-se a si próprios como representantes da burguesia.
Mulher de César pode ser... E parecer? Poderá?
Os exemplos têm sido muitos. Consta que Salazar dizia aos amigos que não tolerava corrupção que fosse conhecida publicamente.
De facto nesses tempos, a corrupção era menos "democrática" e não era para todos. Salazar conhecia todos os esquemas e os corruptos mas, quando algum dos membros do governo a fazia "mal feita" e era públicamente descoberto, Salazar, de imediato, o demitia e arranjava-lhe um lugar de Administrador bem remunerado mas fora das vistas públicas.
Hoje não existem tantas preocupações com as aparências. Hoje a mulher de César pode ser e pode parecer. Estamos em "democracia", dizem eles.
Duarte Lima, um exemplo entre muitos
Desde os anos 80 que Duarte Lima está envolto em negócios e "esquemas".
Em 1981, Ângelo Correia, ministro da Administração Interna, (o tal da Revolução dos Pregos), descobriu a habilidade e coêrencia política de Duarte Lima e nomeou-o seu assessor político. A política de direita do PSD saiu reforçada.
Em 1983 foi eleito Deputado do PSD onde se manteve, sempre a subir, até ser Presidente do Grupo Parlamentar do PSD em 1991. Nessa altura devido ao seu brilhante perfil e apoio de Cavaco Silva, seu grande amigo, foi nomeado vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD.
Qualidades comprovadas
Devido ao reconhecimento dos seus méritos, o PSD, em 1998 elegeu-o Presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD, vencendo Passos Coelho e Pacheco Pereira.
Duarte Lima foi enriquecendo rapidamente. Apesar dos rendimentos inexplicados e de aparentes esquemas para esconder o património, nunca foi acusado pela Justiça. A direita sabe o que faz e faz as leis que defendam a classe (apesar de minoritária). É assim a nossa "democracia".
O enriquecimento ilícito
Em 1987 o deputado do PSD, compra um andar de luxo no edifício Via Venetto, na avenida João XXI. Nunca se soube ao certo o valor real. O advogado não celebrou o contrato de compra e venda e, aproveitando um
"buraco" na lei, também não pagou o imposto de sisa.
Não declarou os rendimentos e o património ao Tribunal Constitucional em 1991. "Esqueceu-se" do Via Venetto.
É por isso que PS, PSD e CDS-PP sempre rejeitaram as propostas de lei do PCP para criminalizar o enriquecimento ilícito e a corrupção.
Soma e segue
Em 1993, mudou-se para um edifício, do mesmo construtor. Os dois apartamentos do Edifício Valmor foram avaliados em cerca de 230 mil contos. Duarte Lima declarou 45 mil contos.
Entre 1993 e 1994, Lima comprou seis terrenos em Nafarros, Sintra, juntando-os numa única propriedade de três hectares. As escrituras referiam 31 mil contos, mas, segundo "O Independente", terão sido gastos 141.500 contos.
Com o cartão de crédito da Assembleia da República sem limite de gastos Duarte Lima só terá conseguido justificar um terço dos gastos feitos.
Ao fisco devia 800 contos de IVA
Foi apurado que, entre 1986 e 1994, recebeu um
milhão de contos em depósitos (750 mil em cash), valor muito superior ao declarado às finanças (entre 1987 e 1995 declarou 180 mil contos).
Entre 2002 e 2003, construiu uma mansão na Quinta do Lago, que registou em nome de uma offshore com o valor de 5,8 milhões. Essa casa está agora à venda por 10 milhões.
Fiel cliente do BPN
Desde 2002 tem vindo a contrair empréstimos no BPN, mantendo uma relação próxima com o banqueiro Oliveira Costa.
Na sua condição de deputado, não incluiu a casa da Quinta do Lago e os créditos no BPN nas declarações de rendimentos entregues em 2002, 2005 e 2009.
E o resto, o que falta apurar e o que foi apurado no Brasil, daria para um filme onde se juntariam muitos outros personagens da "família". É nesta gente e nesta política que os eleitores "enganados" desde Felgueiras a Isaltinos passando por Linos, Portas e janelas...
O Polvo alarga os tentáculos
Quem é Carlos Moedas,
Adjunto do 1º Ministro
O adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, tem 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação, tendo tido como sócios, Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.
Como clientes tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros entre outros.
Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do Polvo Financeiro Mundial, tal como António Borges que agora está a “orientar” as Privatizações da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc.
Para conhecer mais pormenores aconselho a ver o trabalho publicado pelo Económico sobre a Goldman Sachs e os Donos do Mundo. Clique (aqui)
13 de maio de 2012
Cavaco e memória curta
A propaganda da direita e a memória curta
A intensa campanha ideológica da direita, noticiários, comentadores contratados, "jornalistas" comprados e o aparelho de estado ao serviço desta ideologia, esquece o que tem sido a política da direita que interrompeu o 25 de Abril para o destruir.
De um amigo recebi este "avivar de memória" para os que têm memória curta.
"Em 1980 Cavaco Silva, então ministro das Finanças,
Sobe os gastos orçamentais, valoriza o escudo, aumenta as importações. O défice das transacções correntes sobe de 5% do PIB em 1980 para 11,5% em 1981 e 13,2% em 1982. A dívida externa aumenta de 467 milhões de contos em 1980 para 1199 milhões em 1982. Perante o descalabro, em 1983, o novo governo da AD sobe as taxas de juro 4 pontos e vende 50 toneladas de ouro para financiar as contas externas. O desnorte é total.
Desmantelamento do sector das pescas, silvicultura e da agricultura em Portugal, a troco de "ajudas" financeiras da UE. A maioria dos agricultores e pescadores passaram a receber para não produzirem, para arrancarem árvores (vinhas, oliveiras, árvores de fruto, etc.) ou abandonarem a sua actividade piscatória, contribuindo desta forma para o aumento da dependência alimentar de Portugal de países como a Espanha e França.
Entrega de toneladas de ouro do Banco de Portugal a uma empresa norte-americana que terminou na falência, uma operação conduzida por Cavaco Silva e o ministro Tavares Moreira."
A "Europa Connosco" de Mário Soares agradeceu!
Leis contra os trabalhadores
A política de classe em factos, não em palavras
A direita desmascara-se quando vota. Quando aprova leis contra os explorados, para agravar o roubo da classe exploradora aos trabalhadores
Corrigido às 14.00 h.
A direita desmascara-se quando vota. Quando aprova leis contra os explorados, para agravar o roubo da classe exploradora aos trabalhadores
Corrigido às 14.00 h.
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