14 de maio de 2012

Política, atos e atores


Quem são os executantes da política de direita?

A política de direita é caraterizada pela defesa de interesses da classe exploradora. Muitos dos atores desta política, para além da defesa dos interesse da sua classe, aproveiem o balanço e, por extensão, defendem-se a si próprios como representantes da burguesia.


Mulher de César pode ser... E parecer? Poderá?


Os exemplos têm sido muitos. Consta que Salazar dizia aos amigos que não tolerava corrupção que fosse conhecida publicamente. 
De facto nesses tempos, a corrupção era menos "democrática" e não era para todos. Salazar conhecia todos os esquemas e os corruptos mas, quando algum dos membros do governo a fazia "mal feita" e era públicamente descoberto, Salazar, de imediato, o demitia e arranjava-lhe um lugar de Administrador bem remunerado mas fora das vistas públicas. 


Hoje não existem tantas preocupações com as aparências. Hoje a mulher de César pode ser e pode parecer. Estamos em "democracia", dizem eles.


Duarte Lima, um exemplo entre muitos


Desde os anos 80 que Duarte Lima está envolto em negócios e "esquemas".
Em 1981, Ângelo Correia, ministro da Administração Interna, (o tal da Revolução dos Pregos), descobriu a habilidade e coêrencia política de Duarte Lima e nomeou-o seu assessor político. A política de direita do PSD saiu reforçada.


Em 1983 foi eleito Deputado do PSD onde se manteve, sempre a subir, até ser  Presidente do Grupo Parlamentar do PSD em 1991. Nessa altura devido ao seu brilhante perfil e apoio de Cavaco Silva, seu grande amigo, foi nomeado vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD.


Qualidades comprovadas


Devido ao reconhecimento dos seus méritos, o PSD, em 1998 elegeu-o Presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD, vencendo Passos Coelho e Pacheco Pereira.


Duarte Lima foi enriquecendo rapidamente. Apesar dos rendimentos inexplicados e de aparentes esquemas para esconder o património, nunca foi acusado pela Justiça. A direita sabe o que faz e faz as leis que defendam a classe (apesar de minoritária). É assim a nossa "democracia".


O enriquecimento ilícito


Em 1987 o deputado do PSD, compra um andar de luxo no edifício Via Venetto, na avenida João XXI. Nunca se soube ao certo o valor real. O advogado não celebrou o contrato de compra e venda e, aproveitando um
"buraco" na lei, também não pagou o imposto de sisa. 


Não declarou os rendimentos e o património ao Tribunal Constitucional em 1991. "Esqueceu-se" do Via Venetto.


É por isso que PS, PSD e CDS-PP sempre rejeitaram as propostas de lei do PCP para criminalizar o enriquecimento ilícito e a corrupção.


Soma e segue


Em 1993, mudou-se para um edifício, do mesmo construtor. Os dois apartamentos do Edifício Valmor foram avaliados em cerca de 230 mil contos. Duarte Lima declarou 45 mil contos.


Entre 1993 e 1994, Lima comprou seis terrenos em Nafarros, Sintra, juntando-os numa única propriedade de três hectares. As escrituras referiam 31 mil contos, mas, segundo "O Independente", terão sido gastos 141.500 contos. 


Com o cartão de crédito da Assembleia da República sem limite de gastos Duarte Lima só terá conseguido justificar um terço dos gastos feitos.



Ao fisco devia 800 contos de IVA


Foi apurado que, entre 1986 e 1994, recebeu um
milhão de contos em depósitos (750 mil em cash), valor muito superior ao declarado às finanças (entre 1987 e 1995 declarou 180 mil contos). 


Entre 2002 e 2003, construiu uma mansão na Quinta do Lago, que registou em nome de uma offshore com o valor de 5,8 milhões. Essa casa está agora à venda por 10 milhões.


Fiel cliente do BPN


Desde 2002 tem vindo a contrair empréstimos no BPN, mantendo uma relação próxima com o banqueiro Oliveira Costa. 


Na sua condição de deputado, não incluiu a casa da Quinta do Lago e os créditos no BPN nas declarações de rendimentos entregues em 2002, 2005 e 2009. 


E o resto, o que falta apurar e o que foi apurado no Brasil, daria para um filme onde se juntariam muitos outros personagens da "família". É nesta gente e nesta política que os eleitores "enganados" desde Felgueiras a Isaltinos passando por Linos, Portas e janelas...

O Polvo alarga os tentáculos


Quem é Carlos Moedas, 
Adjunto do 1º Ministro

O adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, tem 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação, tendo tido como sócios, Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.
Como clientes tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros entre outros.

Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do Polvo Financeiro Mundial, tal como António Borges que agora está a “orientar” as Privatizações da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc.

Para conhecer mais pormenores aconselho a ver o trabalho publicado pelo Económico sobre a Goldman Sachs e os Donos do Mundo. Clique (aqui)

13 de maio de 2012

Cavaco e memória curta

A propaganda da direita e a memória curta

A intensa campanha ideológica da direita, noticiários, comentadores contratados, "jornalistas" comprados e o aparelho de estado ao serviço desta ideologia, esquece o que tem sido a política da direita que interrompeu o 25 de Abril para o destruir.
De um amigo recebi este "avivar de memória" para os que têm memória curta.
"Em 1980 Cavaco Silva, então ministro das Finanças, 
Sobe os gastos orçamentais, valoriza o escudo, aumenta as importações. O défice das transacções correntes sobe de 5% do PIB em 1980 para 11,5% em 1981 e 13,2% em 1982. A dívida externa aumenta de 467 milhões de contos em 1980 para 1199 milhões em 1982. Perante o descalabro, em 1983, o novo governo da AD sobe as taxas de juro 4 pontos e vende 50 toneladas de ouro para financiar as contas externas. O desnorte é total.
 Desmantelamento do sector das pescas, silvicultura e da agricultura em Portugal, a troco de "ajudas" financeiras da UE. A maioria dos agricultores e pescadores passaram a receber para não produzirem, para arrancarem árvores (vinhas, oliveiras, árvores de fruto, etc.) ou abandonarem a sua actividade piscatória, contribuindo desta forma para o aumento da dependência alimentar de Portugal de países como a Espanha e França.
Entrega de toneladas de ouro do Banco de Portugal a uma empresa norte-americana que terminou na falência, uma operação conduzida por Cavaco Silva e o ministro Tavares Moreira." 
A "Europa Connosco" de Mário Soares agradeceu!

Leis contra os trabalhadores

A política de classe em factos, não em palavras

A direita desmascara-se quando vota. Quando aprova leis contra os explorados, para agravar o roubo da classe exploradora aos trabalhadores





Corrigido às 14.00 h.

Razões processuais


As leis que a direita faz para proteger os corruptos, os vigaristas e ladrões de milhões

Em julho de 2010, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a condenação de Isaltino Morais, mas anulou a parte respeitante ao crime de corrupção, devido a uma "irregularidade processual".
As "irregularidades processuais" são uma das formas de "safar" os que têm muito dinheiro. 
O Tribunal mandou repetir o julgamento relativamente a esses factos.

Depois das habilidades habituais, passou o tempo e o crime de corrupção para acto ilícito imputado ao autarca estará prescrito.

A procuradora-geral adjunta, Cândida Almeida, atribuiu a culpa da prescrição aos "abusos" que foram praticados no ato da defesa.

Concluindo: Para não fugir à regra é mais um caso de crime provado que não é julgado por "razões processuais". 

Pergunto: Afinal os Tribunais servem para apurar a verdade ou para se enredarem em "questões processuais". 


Quem rouba um pão é ladrão
e vai para a prisão
  
Quem rouba um milhão 
não é julgado e é indemnizado.




12 de maio de 2012

Desemprego é oportunidade

1.220.000 oportunidades em Portugal.
Se a estupidez valesse euros a direita conseguia pagar a dívida que criou.

Passos Coelho insiste. Estar desempregado não é um sinal negativo.

Passos Coelho referiu, na sexta-feira, que "estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo".



Marx em Maio


Resultados de um primeiro Congresso Internacional 
Marx em Maio - Lisboa

O Congresso Marx em Maio, realizado nos dias 3, 4 e 5 e que a comunicação social "censurou", produziu boas reflexões sobre os problemas de Portugal e do Mundo e também foi um forte contributo para a interpretação do marxismo como ferramenta de trabalho científico, indispensável para compreender e interligar todas as ciências com o objectivo do progresso a caminho de uma sociedade melhor.
Estão de parabéns os organizadores, Grupo de Estudos Marxistas (GEM).
As sementes que este congresso lançou, começam já a resultar num conjunto de textos que vários blogues têm vindo a divulgar (e que a comunicação social, continua a silenciar).
São textos que revelam formas progressistas de analisar o que se passa em Portugal e no Mundo e que ao poder instalado não convém que se saiba.
Neste blog tenciono, brevemente, publicar algumas informações que me parecem relevantes extraídas das intervenções no Congresso.

11 de maio de 2012

Para onde estamos a ser levados


Troika não quer Portugal a crescer

E porque quem manda em Portugal é a Troika, dizem eles que não há "margem para adoptar medidas de crescimento que envolvam gastos públicos"(leia-se: investimentos públicos). Contudo, como tem sido denunciado, o negócio da Toika com o empréstimo agiota a Portugal, que vamos pagar bem caro, vai quase todo para "ajudar" a banca privada. 

Segundo o Diário Económico, as autoridades internacionais, (leia-se os nossos patrões) poderão estar dispostas a ajustar algumas metas orçamentais - sobretudo em percentagem do PIB e não em valores absolutos. Ora, como o PIB está a reduzir, os ajustes podem ser negativos. Isso não disseram eles.


O Diário Económico revela também que "o agravar da recessão, a escalada do desemprego e o impacto desta no saldo da Segurança Social será a grande questão da quarta revisão ao programa português. Mas, apesar de preocupada com a economia, a ‘troika' rejeita a ideia de Portugal adoptar medidas de crescimento que estimulem a procura, utilizando verbas públicas".

O Diário Económico não disse, mas imagino eu, esta foi a ordem que Passos Coelho, solícito e venerando, recebeu com rapa pé e servil genuflexão, quando foi a despacho da Troika.

Despacho complementado com ralhete: O Estado não tem nada que fomentar o crescimento. Os privados que o façam - se virem que lucram com isso! 
Cumpra-se!
A Bem do Capital


10 de maio de 2012

Os governantes da direita


Mário Lino, jamais

Crescem as evidências acerca da personalidade dos governantes que o PS - e outros da direita - escolhe.
A lista é já extensa e não se refere apenas a um Governo. É a prática constante dos partidos de direita que nos (des)governam há 36 anos. Mário Lino, já envolvido em vários casos crime, é agora confrontado com falsas declarações. O crime em questão é punível com uma pena de até cinco anos de prisão.

Em causa estão depoimentos assinaladas pelo procurador Marques Vidal e que se reportam aos contactos de Mário Lino com o presidente da Refer, Luís Pardal, sobre Manuel Godinho, principal arguido do processo “Face Oculta” e com o próprio sucateiro de Ovar.


Diz o povo que, quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Diz também o povo que, o exemplo vem de cima e quem sai aos seus não degenera. Foi assim que Mário Soares, o patriarca do oportunismo, aquele que disse que em política tudo serve para ganhar «Em política, feio, feio, é perder», começou e não degenerou. O problema do país e dos portugueses é que permitem que alguns ganhem para que todos os outros percam. 
Sabemos que todos os homens têm defeitos, uns mais outros menos, é claro. Mas, quando estes valores negativos são defendidos e estimulados por quem representa uma política, algo está mal que transcende os defeitos individuais. 
Serve bem a consigna "defender os valores de Abril" para que se retome a "revolução interrompida" por estes "senhores". 
Sobre isto, que caracteriza a política de direita, espero brevemente desenvolver mais alguns dados pouco conhecidos.



9 de maio de 2012

Paz? ou Guerra?


Segurança? que Segurança? Segurança Social?

O Governo português está a preparar a nossa participação na aventura belicista da NATO no Norte de África e Sahel que faz parte do plano dos EUA para o domínio das matérias primas daquele continente. Para isto já há dinheiro. Ou estão à espera de receber as migalhas do repasto saqueado aos povos africanos?

A irracionalidade do capitalismo (3)


O Deus lucro contra as necessidades humanas

O capitalismo é um sistema que tem por objectivo o máximo  lucro do proprietário dos meios de produção. Por isso tudo o que não seja para dar lucro é excluido desse sistema produtivo e económico ou financeiro.
A capacidade do ser humano para dar sentido à vida com dignidade, felicidade e liberdade, não se inscreve nos objectivos do capitalismo. 

Hoje o capitalismo na sua fase especulativa e financeira, atingiu o máximo da irracionalidade pois gera uma massa colossal de capital, fictício, virtual, sem aplicação produtiva. Apenas se destina a reproduzir-se sem criar riqueza.

O supremo objectivo do lucro, obriga a um constante aumento de produção de bens invendáveis, e a criação artificial de necessidades para aumentar o consumismo sem utilidade.


Por outro lado, à medida que aumenta a exploração das massas trabalhadoras, reduz o poder de compra e a possibilidade de escoar todos os bens produzidos

Por isso o capitalismo prefere destruir os bens não vendidos ou "descontinuados" para não baixar os preços face a uma oferta maior que a procura. Outra forma de tentar resolver essa contradição é destruir bens, destruir capital, destruir capacidade produtiva. Daí as falências, as fusões e encerramentos de empresas, os despedimentos em massa que se verificam por todo o mundo.

É evidente a aberração e a irracionalidade do capitalismo que prefere destruir produtos e reduzir a produção quando milhões de seres humanos carecem desses bens e podiam ver as suas necessidades satisfeitas.

O objectivo é o de produzir sempre mais lucro, para meia dúzia de grandes capitalistas, não o de satisfazer as necessidades humanas.

8 de maio de 2012

O "sem vergonha"


Faz o que eu digo, não faças o que eu faço
"O teatro das marionetas do Dr. Mário Soares"

Hoje no Expresso foi publicado um texto de Paulo Gaião que a partir da declaração de Mário Soares que "quer que o PS rompa com a troika", lembra que agora com Hollande, "É a nova versão de mon ami Mitterrand.  Mas, curiosamente, quando Mitterrand nacionalizava nos anos 80, estava Soares a desnacionalizar".

Lembra ainda que "Mário Soares sempre alinhou pela doutrina oficial. Como se sabe, foi ele quem cá pós o FMI duas vezes, em 1978 e 1983" e ainda que "há um ano foi ele quem, numa conversa de três horas, levou José Sócrates a pedir ajuda à UE, ao FMI e ao BCE". 

"Soares criou os bancos privados e apoiou a revogação do princípio da irreversibilidade das nacionalizações".  
"Há quinze dias, Mário Soares disse que Portugal está a privatizar a eito. Que se vão as jóias da coroa. Mas foi Soares, quando foi primeiro-ministro, que começou a vender o  Estado aos privados". 

"Foi também ele o responsável  pela primeira revisão constitucional de 1982, que iniciou o desmantelamento do sector económico do Estado e quem encorajou a seguinte revisão constitucional de 1989, assinada por Cavaco Silva e Vitor Constâncio".

"As contradições entre o que Soares não fez quando tinha poder como primeiro-ministro e Presidente da República  e o que hoje reclama aos outros fazer é abissal. Mas ninguém se atreve a dizer que o pai do regime que agora apodrece vai nu".              


Ver em http://expresso.sapo.pt/o-teatro-das-marionetas-do-dr-mario-soares=f724435

7 de maio de 2012

A irracionalidade do capitalismo (2)

A obsolescência programada e criação artificial de necessidades de consumo


Nesta sociedade capitalista, depois da Segunda Guerra Mundial, as indústrias desenvolveram-se imenso e saturaram os mercados mundiais de bens de consumo. 
O ritmo de produção do capitalismo precisa sempre de crescimento. Por isso, foi preciso "inventar" e criar novas necessidades para aumentar o consumo (consumismo). A publicidade e o Marketing encarregaram-se disso.

Mesmo assim, isso não era suficiente para a ambição de aumentar os lucros. 
Os produtos vendidos tinham na generalidade tempos de vida de 15 a 20 anos. Duravam demasiado.
Os empresários, capitalistas, viram que, para além da criação (muitas vezes artificial) de novas necessidades, deviam reduzir a qualidade e tempo de duração dos produtos para obrigar os consumidores a deitá-los para o lixo e comprar novos com mais frequência. Assim nasceu a obsolescência programada das mercadorias e um novo salto na passagem dos utilizadores a consumidores.


A "Obsolescência", atualmente é realizada de duas formas: 
A primeira, reduzindo artificialmente a vida do produto para o tempo de duração da garantia. 
A segunda, criando modas que renovam a aparência da mercadoria para induzir os consumidores a comprar os novos modelos, ou introduzindo inovações que já anteriormente eram conhecidas mas foram programadas para ser lançadas mais tarde. A publicidade induz o consumidor a comprar o novo para, assim, manter o seu "status social". 
  
Conhecemos bem a forma faseada como as grandes indústrias lançam o seus produtos apesar de terem a possibilidade de colocar neles um conjunto mais desenvolvido de inovações tecnológicas. Nos telemóveis, nos computadores, nas máquinas fotográficas, nos automóveis, sucedem-se lançamentos de novos produtos com tecnologias já conhecidas anteriormente ao lançamento de outros mais antigos e que, propositadamente, não as incluíram.


A economia capitalista precisa de um crescimento constante e sustentado cujo limite é o infinito. Isto colide frontalmente com os recursos limitados do planeta e da sociedade. Isto vai contra a lógica da natureza, gera enormes quantidades de desperdícios, de lixo, que a Terra não pode reciclar. 

As energias, matérias primas, tempo de trabalho, gastas na produção escusada de bens é enorme e não para responder às necessidades sociais mas para dar lucro ao capitalista.

Do ponto de vista social o capitalismo tende a concentrar a riqueza em cada vez menor número de pessoas, os que tudo podem comprar, mas, por sua vez, tende a reduzir o poder de compra da grande maioria dos consumidores. Isto leva às crises, ao encerramento de muitas empresas produtivas, ao desemprego e, cada vez mais acelerado aumento da pobreza. Assim se auto destroi o capitalismo e com ele a vida das pessoas. 



Eleições na Grécia


A Troika vê-se grega: derrotada em votos pela revolta da população

Sobre as eleições na Grécia, ainda não há informações detalhadas e seguras. Uma coisa é certa: os partidos que apoiam a troika saíram fortemente penalizados (em especial o Pasok e ND) tendo perdido mais de 40% de votos. 

O Syrisa, que se diz "radical de esquerda", conseguiu ascender graças às suas promessas de que iria renegociar o acordo com a Troika. Será assim? Muitas dúvidas pairam sobre esta coligação. 
   
Estas eleições decorreram num ambiente de grande divisão dos partidos, (32 concorrentes) e sobre uma forte atemorização dos trabalhadores em situação muito difícil, causada pelos setores ligados ao poder económico. 
Também a lei eleitoral grega é muito peculiar pois dá 50 deputados extras ao partido mais votado, sem corresponderem à percentagem de votos. Este facto permite que os orgãos de comunicação estejam já a referir-se à uma vitória da direita que na realidade não corresponde à votação dos eleitores. 

Na realidade a esquerda garante uma grande subida de votos.

A vitória previsível da ND (direita) é conseguida com menos de 19% de votos e representa uma queda enorme dos seus apoiantes (menos 12%). 
O PASOK (socialista que estava no governo) perdeu cerca de 28% de votos, devendo ficar com cerca de 16% muito próximo do Syrisa. 
O Syrisa (esquerda radical) parece ser a segunda força mais votada. 
O KKE (comunista) parece ter uma ligeira subida podendo ser o 4º mais votado do conjunto de 32 partidos que concorreram.

6 de maio de 2012

Desemprego a aumentar


A hipocrisia dos partidos da Troika e da sua política de direita


O Economista Eugénio Rosa, publicou mais um estudo sobre o desemprego em Portugal.


Diz Eugénio Rosa "Nos últimos dias, após a divulgação da taxa de desemprego em Portugal pelo Eurostat,  tem-se verificado por parte de membros do governo, e da "troika estrangeira", e mesmo por Cavaco Silva assim como pelos  seus defensores nos órgãos de comunicação social portuguesa, a multiplicação de declarações manifestando a sua surpresa pelo facto do desemprego ter aumentado tanto, como isso não fosse a consequência inevitável e previsível da politica de austeridade violenta que está a ser imposta ao país".


Apresenta o Estudo e mostra que no "Documento de Estratégia Orçamental para 2012-2016 apresentado recentemente na Assembleia da República", está a confirmação desta tendência de aumento do desemprego e por isso "essas declarações só revelam ignorância ou a intenção deliberada de enganar". Eugénio Rosa, acusa o Governo de promover  uma "gigantesca operação de manipulação da opinião pública com o objectivo de tornar mais "aceitável" a politica de destruição da economia e da sociedade em curso".


No Estudo divulgado, verifica-se que apesar do Governo apresentar como números oficiais 842.495 desempregados, número que não incluiu “inactivos disponíveis” e o “subemprego visível” (desempregados que não procuraram emprego ou que fazem pequenos biscates para sobreviver e muitos outros não registados nos centros de emprego) na realidade o desemprego ultrapassa os 1.232.000, atingindo os 21,6 %. 

4 de maio de 2012

Prós e Contras

Notícia excepcional Uma raridade que não pode ser perdida

No próximo dia 7 de Maio, 2ª Feira, o Secretário Geral do PCP Jerónimo de Sousa irá participar no Programa «Prós e Contras», que irá ser transmitido na RTP1, cerca das 22h30.

3 de maio de 2012

Crime de Camarate (1)

Atentado ou Acidente? 

Está a circular na net uma carta do confesso co-autor do crime de Camarate. 
Duvido que seja tudo verdade o que ele diz. Contudo há muita coisa que coincide com vários acontecimentos reais descritos em outros documentos mais fidedignos e que espero vir a analisar brevemente.
Vale a pena ler esta carta para termos uma ideia das tramas que se desenvolveram nos primeiros anos desta tão atacada revolução do 25 de Abril de 1974.

A direita, o imperialismo, o capitalismo que controla a vida política de muitos países, conseguiu interromper a Revolução do 25 de Abril, destruir grande parte das conquistas civilizacionais que foram então alcançadas. 
Em nome de uma falsa liberdade e democracia retiraram-nos a liberdade e a democracia real. 

Retiraram-nos a participação popular e dos trabalhadores, a democracia directa, a solidariedade e a justiça social, os salários justos, o salário mínimo digno, pensões de reforma merecidas. 

Retiraram-nos o subsídio de Natal e de férias. Impuseram-nos mais tempo de trabalho com menos salário e aumentaram o desemprego. 

Obrigaram-nos a horas extraordinárias sem remuneração. Impuseram-nos a precariedade no trabalho para que os patrões possam aplicar as suas regras e despedir.

O ensino, a saúde, os transportes públicos, passaram a ser só para quem tem dinheiro.

Retiraram-nos a liberdade conquistada para todos terem direito às condições de vida digna. Só há liberdade para uma minoria de ricos, que a podem comprar. 

A democracia está a ser substituída por um estado policial e repressivo para quem trabalha. Polícias violentam manifestantes e jornalistas. Ameaçam impunemente. Tolerância Zero para o 25 de Abril. 

Os trabalhadores são ameaçados e despedidos se usarem os seus direitos. Neste 1º de Maio muitos trabalhadores foram intimidados e obrigados a trabalhar.

Na comunicação social foi imposta uma censura discreta, subtil, que impede que os trabalhadores e suas organizações se exprimam. Muitos jornalistas abdicam da ética profissional e são “obrigados a colaborar” nesta farsa para não serem despedidos.

O povo deixou de escolher em liberdade os seus representantes. Como já tem sido afirmado os representantes eleitos pelo povo não têm legitimidade para fazer o contrário daquilo que prometeram para ser eleitos.
 “Quem mente aos eleitores perde todas as legitimidades democráticas, incluindo - diria mesmo: sobretudo - a de governar. Em rigor não se pode representar aqueles que foram enganados. A mentira ou até a simples omissão da verdade gera um vício de representação que esvazia o mandato político de toda a legitimidade democrática."
Marinho Pinho 
É uma fraude esta "democracia". 
Estamos de facto numa ditadura, cínica, disfarçada que substituiu a democracia alcançada com o 25 de Abril.

Uma ditadura que faz as leis e os tribunais para defender os corruptos, os que roubam e exploram, os muito ricos. Uma ditadura de uma minoria que oprime e retira aos pobres o produto do seu trabalho. Uma ditadura dos Bancos e banqueiros e dos seus discípulos corruptos, que roubam e auferem ordenados milionários para governar e gerir o Estado que eles comandam.

A história julgará quem interrompeu o 25 de Abril.
Os trabalhadores hão-de acordar e retomar a Revolução Interrompida.

Entretanto juntemos as peças do puzzle para percebermos a quem interessaria o (eventual) atentado de Camarate que vitimou Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. Leia aqui:      http://pastebin.com/DFR398ZM   

2 de maio de 2012

Os Donos de Portugal

Uma boa contribuição para compreendermos o papel de alguns partidos e políticos

E assim chegamos aos dias de hoje, com a miséria a relembrar os tempos de Salazar.
  
25 de Abril: A revolução interrompida
No vídeo podemos recordar quem e porquê interrompeu a esperança do 25 de Abril.


Donos de Portugal from Donos de Portugal on Vimeo.

Temos hoje que prosseguir a revolução interrompida.

1 de maio de 2012

A irracionalidade do capitalismo (1)


OIT estima em mais de 202 milhões os desempregados em todo o mundo

Entretanto o sistema capitalista que provoca esta situação continua a querer aumentar os horários de trabalho o que por sua vez aumenta o desemprego.


A técnica e a ciência actuais, com a utilização de máquinas e equipamentos modernos, permitem que a produtividade seja muitas vezes superior. Para se produzir o que é necessário, utilizando os meios técnicos actuais, bastariam 4 horas de trabalho por dia. Só um sistema irracional e explorador como o capitalismo leva a que o horário de trabalho se mantenha nas 8 horas e metade dos trabalhadores, não necessários, vá para o desemprego.


É uma "irracionalidade programada" para explorar mais os trabalhadores, criar a miséria social que permite aos grandes capitalistas dominar a vida de quem trabalha e impor as condições de exploração que pretendem.

Dia do Trabalhador