C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
1 de maio de 2012
A irracionalidade do capitalismo (1)
OIT estima em mais de 202 milhões os desempregados em todo o mundo
Entretanto o sistema capitalista que provoca esta situação continua a querer aumentar os horários de trabalho o que por sua vez aumenta o desemprego.
A técnica e a ciência actuais, com a utilização de máquinas e equipamentos modernos, permitem que a produtividade seja muitas vezes superior. Para se produzir o que é necessário, utilizando os meios técnicos actuais, bastariam 4 horas de trabalho por dia. Só um sistema irracional e explorador como o capitalismo leva a que o horário de trabalho se mantenha nas 8 horas e metade dos trabalhadores, não necessários, vá para o desemprego.
É uma "irracionalidade programada" para explorar mais os trabalhadores, criar a miséria social que permite aos grandes capitalistas dominar a vida de quem trabalha e impor as condições de exploração que pretendem.
30 de abril de 2012
Marx em Maio
Congresso Internacional Marx em Maio na Faculdade de Letras de Lisboa
Entrevista a Sara Totta, membro do GEM from Grupo de Estudos Marxistas on Vimeo.
Entrevista a Sara Totta, membro do GEM from Grupo de Estudos Marxistas on Vimeo.
28 de abril de 2012
A denúncia global desta política, desta democracia (2)
A traição à nossa soberania
No discurso do PCP na cerimónia comemorativa do 25 de Abril na AR, que considerei mais profundo e abrangente, disse Agostinho Lopes:
(...) PS, PSD e CDS/PP, pretensamente para responder ao desastre nacional a que conduziram o País, subscreveram um Pacto de agressão e de traição a Portugal e aos portugueses.
Um Pacto que agride núcleos da soberania e independência nacionais. Aceitando imposições externas sobre a organização dos tribunais, um Órgão de Soberania...
Um Pacto, que agora com o dito Tratado Orçamental, pretende impor o visto prévio de potências e poderes estrangeiros, à soberana gestão das contas do Estado português. Impor a jurisdição de tribunais externos sobre o Tribunal Constitucional, sobre a Constituição da República.
Enquanto essa Troika interna que nos governa há 36 anos, subserviente, assina tratados que nos humilham, tratados que não faziam parte dos programas eleitorais que os portugueses votaram, e nem por isso os submeteram a referendo, todos os dias nos impõem medidas e leis contra a Constituição da República que juraram defender. O Presidente Cavaco, chapéu de chuva dessa troika, fecha os ouvidos aos dilúvios de protestos provenientes de todos os sectores da sociedade.
Continuando a análise do discurso de Agostinho Lopes:
Sabemos como alguns justificam a submissão ao Pacto. Seria a recuperação da soberania económica, pelo saneamento das contas do Estado.
É uma fraude política. As imposições económicas, as taxas de juro, os prazos e as condições da aplicação, não asseguram qualquer sustentabilidade presente ou futura das contas públicas.
E é uma blasfémia política. É como se o caminho para resistir a Castela em 1383/1385, passasse por fugir a Aljubarrota. Como se o caminho para afirmar a independência nacional em 1580, passasse pela aceitação do jugo filipino. Como se o caminho em 1808, fosse a fuga para o Brasil e a colaboração com os ocupantes e não a resistência às invasões napoleónicas.
Percebemos o afã no apagamento simbólico da história pátria, do 5 de Outubro, do 1º de Dezembro, ou da marca da história no desenho das freguesias e concelhos.
No discurso do PCP na cerimónia comemorativa do 25 de Abril na AR, que considerei mais profundo e abrangente, disse Agostinho Lopes:
(...) PS, PSD e CDS/PP, pretensamente para responder ao desastre nacional a que conduziram o País, subscreveram um Pacto de agressão e de traição a Portugal e aos portugueses.
Um Pacto que agride núcleos da soberania e independência nacionais. Aceitando imposições externas sobre a organização dos tribunais, um Órgão de Soberania...
Um Pacto, que agora com o dito Tratado Orçamental, pretende impor o visto prévio de potências e poderes estrangeiros, à soberana gestão das contas do Estado português. Impor a jurisdição de tribunais externos sobre o Tribunal Constitucional, sobre a Constituição da República.
Enquanto essa Troika interna que nos governa há 36 anos, subserviente, assina tratados que nos humilham, tratados que não faziam parte dos programas eleitorais que os portugueses votaram, e nem por isso os submeteram a referendo, todos os dias nos impõem medidas e leis contra a Constituição da República que juraram defender. O Presidente Cavaco, chapéu de chuva dessa troika, fecha os ouvidos aos dilúvios de protestos provenientes de todos os sectores da sociedade.
Continuando a análise do discurso de Agostinho Lopes:
Sabemos como alguns justificam a submissão ao Pacto. Seria a recuperação da soberania económica, pelo saneamento das contas do Estado.
É uma fraude política. As imposições económicas, as taxas de juro, os prazos e as condições da aplicação, não asseguram qualquer sustentabilidade presente ou futura das contas públicas.
E é uma blasfémia política. É como se o caminho para resistir a Castela em 1383/1385, passasse por fugir a Aljubarrota. Como se o caminho para afirmar a independência nacional em 1580, passasse pela aceitação do jugo filipino. Como se o caminho em 1808, fosse a fuga para o Brasil e a colaboração com os ocupantes e não a resistência às invasões napoleónicas.
Percebemos o afã no apagamento simbólico da história pátria, do 5 de Outubro, do 1º de Dezembro, ou da marca da história no desenho das freguesias e concelhos.
As classes dominantes, grande parte das suas elites, sempre foram, com excepções, permeáveis à colaboração com o estrangeiro opressor e explorador, em defesa dos seus interesses de classe. Foram as forças do capital monopolista restaurado e as forças políticas, PS, PSD e CDS, que impulsionaram a sua restauração, que transformaram o Estado Português no processo de integração comunitária, numa enorme junta de freguesia. As mesmas forças, que agora aceitam a sua transformação num protectorado da Alemanha.
Países mais pequenos ou em pior situação que Portugal como a Islândia, ou a Argentina, souberam bater o pé à União Europeia ou ao FMI e, com dignidade, superaram sozinhos a crise a que foram conduzidos.
Ao capitalismo, não interessa a defesa da soberania de Portugal, se tiver mais lucros aliando-se ao poder económico estrangeiro.
Vale a pena ver o documentário a seguir:
27 de abril de 2012
O mundo de hoje
O retrocesso da civilização
(Eduardo Galeano, Patas arriba. La escuela del mundo al revés. 1998).
26 de abril de 2012
A denúncia global desta política, desta democracia (1)
ABRIL OPTOU!
Decidiu o salário mínimo. Optou pelos direitos dos trabalhadores contra os interesses do capital. Optou pelos que não tinham escola nem saúde. Optou pelos sem terra contra os que a tinham em demasia. Optou pela paz contra os interesses dos que faziam a guerra. Optou pela liberdade de todos os povos como fundamento da nossa própria liberdade.
Decidiu o salário mínimo. Optou pelos direitos dos trabalhadores contra os interesses do capital. Optou pelos que não tinham escola nem saúde. Optou pelos sem terra contra os que a tinham em demasia. Optou pela paz contra os interesses dos que faziam a guerra. Optou pela liberdade de todos os povos como fundamento da nossa própria liberdade.
E OPTAR É TOMAR PARTIDO
Uma crise profunda brutaliza a pátria portuguesa. Uma crise encaixada, embebida na crise do capitalismo.
Uma crise que é doença congénita de um sistema injusto, irracional, destrutivo, mas que serve para enriquecer alguns. Uma crise que é também a opção de alguns, imposta à grande maioria que trabalha e produz. Uma crise que é inerente ao sistema capitalista, que Portugal de Abril poderia ter evitado. Uma crise que em Portugal foi o resultado de uma opção política contra os valores de Abril que, aos poucos e com traições, restituiu o poder económico às "famílias" sem pátria mas "donas do mundo". O grande capital financeiro, vestido com pele de cordeiro, em nome de uma falsa democracia, está a vingar a afronta que o povo e militares lhes fizeram, quando tomaram partido a favor dos trabalhadores e do povo.
Não aconteceu por acaso. É o resultado de opções políticas. Tem responsáveis: PS, PSD e CDS/PP, os partidos, os seus dirigentes políticos, os seus governos, que assumiram ao longo dos últimos 36 anos a política de recuperação capitalista, latifundista e imperialista e golpearam o regime de Abril, com sucessivas contrarrevoluções legislativas e revisões constitucionais.
25 de abril de 2012
25 de Abril - Discursos na AR
Algumas notas a quente dos discursos que acabei de ouvir
Os Verdes falaram com simplicidade, em casos concretos que exemplificam as opções políticas desastrosas.
O BE denunciou algumas das políticas de desastre e a corrupção na política de direita. Um discurso também simples e normal.
O PCP fez um discurso em profundidade focando as causas dos problemas e as políticas responsáveis pela crise. Importante discurso ideológico. Merece ser relido e analisado.
O CDS fez um discurso à sua medida. Intragável. Na forma e no conteúdo.
O PS fez um discurso de esquerda, como costuma fazer quando está na oposição. "Esqueceu" as suas responsabilidades e as opções de direita que tomou nas várias vezes que foi governo. Um discurso que pretendeu ser politicamente correto mas falso - por quem o fez. Falso e com fins eleitoralistas. Falso porque não é como nunca foi para cumprir. Merece ser guardado para mais tarde analisar.
O PSD foi ainda mais hipócrita no seu discurso. Alicerçou-se em frases de esquerda, de autores e intelectuais de esquerda, cheias de conteúdo na defesa da justiça social, mas a que o PSD inverteu o significado. Foi uma fraude, para desviar as intenções da sua ideologia e da política que serve interesses dos grandes capitalistas, e agrava os problemas sociais. Merece ser desmascarado.
O Presidente da República não surpreendeu. Foi o mesmo medíocre de sempre. Um discurso de chefe de Marketing, para "vender" Portugal no estrangeiro. Falou, sem o dizer, nas nossas potencialidades que ele e a sua política destruíram. Falou no aumento de diplomados e estudantes universitários e científicos, só que se "esqueceu" de dizer que estão no desemprego. Falou dos nossos "grandes feitos" como a Via Verde e os Cartões de telemóveis, o Fado e a Moda, mas não falou daquilo que dá de comer e emprego aos portugueses. Elogiou a lingua portuguesa muito falada no Twiter mas não disse que a direita está a trocar o português pelo inglês.
Numa das raras frases ideológicas, "não é combatendo-nos uns aos outros que combatemos a crise" enganou como engana a direita, esquecendo que o combate à crise exige o combate aos autores da crise, aos que dela se aproveitam, aos traidores internos que aumentam a crise. É discurso para o lixo, tóxico, não reciclável.
Este texto foi revisto e rectificado às 13.30h.
Os Verdes falaram com simplicidade, em casos concretos que exemplificam as opções políticas desastrosas.
O BE denunciou algumas das políticas de desastre e a corrupção na política de direita. Um discurso também simples e normal.
O PCP fez um discurso em profundidade focando as causas dos problemas e as políticas responsáveis pela crise. Importante discurso ideológico. Merece ser relido e analisado.
O CDS fez um discurso à sua medida. Intragável. Na forma e no conteúdo.
O PS fez um discurso de esquerda, como costuma fazer quando está na oposição. "Esqueceu" as suas responsabilidades e as opções de direita que tomou nas várias vezes que foi governo. Um discurso que pretendeu ser politicamente correto mas falso - por quem o fez. Falso e com fins eleitoralistas. Falso porque não é como nunca foi para cumprir. Merece ser guardado para mais tarde analisar.
O PSD foi ainda mais hipócrita no seu discurso. Alicerçou-se em frases de esquerda, de autores e intelectuais de esquerda, cheias de conteúdo na defesa da justiça social, mas a que o PSD inverteu o significado. Foi uma fraude, para desviar as intenções da sua ideologia e da política que serve interesses dos grandes capitalistas, e agrava os problemas sociais. Merece ser desmascarado.
O Presidente da República não surpreendeu. Foi o mesmo medíocre de sempre. Um discurso de chefe de Marketing, para "vender" Portugal no estrangeiro. Falou, sem o dizer, nas nossas potencialidades que ele e a sua política destruíram. Falou no aumento de diplomados e estudantes universitários e científicos, só que se "esqueceu" de dizer que estão no desemprego. Falou dos nossos "grandes feitos" como a Via Verde e os Cartões de telemóveis, o Fado e a Moda, mas não falou daquilo que dá de comer e emprego aos portugueses. Elogiou a lingua portuguesa muito falada no Twiter mas não disse que a direita está a trocar o português pelo inglês.
Numa das raras frases ideológicas, "não é combatendo-nos uns aos outros que combatemos a crise" enganou como engana a direita, esquecendo que o combate à crise exige o combate aos autores da crise, aos que dela se aproveitam, aos traidores internos que aumentam a crise. É discurso para o lixo, tóxico, não reciclável.
Este texto foi revisto e rectificado às 13.30h.
Defender Abril é defender Portugal
A importância das comemorações do 25 de Abril
A direita já várias vezes tentou acabar com as comemorações oficiais do 25 de Abril.
Foi a indignação de muitos portugueses que os levou a recuar.
Sabemos bem que governos que querem desrespeitar os valores de Abril, que pretendem rever a Constituição da República, querem também apagar da memória o que foi a libertação do fascismo.
É a contragosto que a direita celebra o 25 de Abril.
Bem sabemos que o Presidente da República, Governantes, e muitos dos deputados da direita quando discursam nestas comemorações estão a representar um papel de hipócritas.
É compreensível que a Associação 25 de Abril e os militares tenham decidido não participar nestas comemorações oficiais. O Manifesto que subscreveram, é uma justa e dura crítica à política que estes governos têm seguido contra a Constituição de Abril e contra os valores que Povo e MFA conseguiram reconquistar.
Mário Soares e outros “históricos”, aproveitaram esta atitude para se afirmarem também muito pesarosos e solidários com esta posição. Mário Soares não é digno de tal atitude, nem ela nos faz esquecer que foi ele que esteve na origem da política de direita que arruinou o país e os portugueses.
Mário Soares, na sua cega fúria anticomunista, aliado à CIA, Carlucci, Kissinger e outras forças da extrema direita e reacionárias - como ele próprio se gaba - encetou um plano de divisionismo dos portugueses e da unidade dos trabalhadores, para se aliar ao poder capitalista e financeiro. Traindo o próprio Partido Socialista e a confiança que muitos socialistas tinham nele, meteu o socialismo na gaveta.
A partir de então, foi o que se viu.
A adesão à Europa, aquela Europa que nos foi vendida como uma Europa Solidária, a Europa a que Mário Soares chamou a Europa Connosco. A Europa que nos faria enriquecer mas que exigiu a destruição da Agricultura, das Pescas, das Indústrias e nos obrigou a comprar o que eles vendiam. A Europa agiota que agora nos cobra juros especulativos impossíveis de aguentar.
Vieram as privatizações e o roubo ao Estado e aos portugueses daquilo que era a sua riqueza. Em substituição das empresas destruídas Mário Soares ofereceu às grandes multinacionais, possibilidades de investimentos em Portugal a troco de mão de obra barata e muitas outras benesses.
Muitas multinacionais exigiram que se aumentasse o desemprego e se retirassem direitos aos trabalhadores como referiu explicitamente o patrão da Sony japonesa.
Assim se iniciou o aumento do desemprego, friamente calculado, para submeter os trabalhadores às exigência do capital estrangeiro. Criaram a UGT para “partir a espinha à Intersindical” e aos sindicatos, condição necessária para o poder económico retirar os direitos dos trabalhadores. Dividir para reinar foi a política imposta por Soares e executada por Gonelha.
Foram 36 anos de política de direita, sempre com a Troika PS, PSD e CDS-PP juntos ou “à vez”. Cada um destes partidos prometia fazer melhor do que o anterior. Mentiram sempre para ganhar votos.
Uma vez no poder, compraram submarinos para encher as carteiras de alguns.
Privatizaram e “desprivatizaram” bancos e empresas. Por cada operação o Estado e os portugueses eram roubados em milhões de euros.
Os negócios privados e a corrupção levou milhares de milhões de euros ao país. Dinheiro pago com as reduções de salários, das pensões de reforma dos trabalhadores e tantos outros sacrifícios de todo o povo.
Governantes do PS, do PSD e do CDS-PP deixavam os cargos, com elevadíssimas reformas e bons lugares milionários nos Conselhos de Aministração de muitas empresas. Nessas empresas, com a sua “experiência” continuaram os negócios para roubar o Estado, como nas Parcerias Público Privadas (PPP).
Estes partidos PS, PSD e CDS-PP com a sua política de direita, encheram os bolsos de uma minoria de grandes capitalistas e colocaram na miséria milhões de portugueses.
Não são punidos pois as leis foram feitas por eles.
Arruinaram o país para as próximas décadas.
É tempo de dizer BASTA!
É tempo de defender os valores e conquistas de Abril.
É tempo de rejeitar o Pacto de Agressão!
É tempo de exigir a renegociação da dívida!
É tempo de defender a nossa soberania!
É tempo de lutar!
24 de abril de 2012
Salários em Portugal e na Europa
Custo de trabalho em Portugal é menos de metade da média da Zona Euro*
O custo de trabalho por hora em Portugal é de 12,1 euros e continua 15,5 euros mais baixo do que a média da Zona Euro.
Na Zona Euro, a média do custo de trabalho por hora é de 27,6 euros e na União Europeia a 27 é de 23,1 euros.
Entre os 17 países da Zona Euro, só a Estónia, Malta e a Eslováquia registam custos de trabalho inferiores aos de Portugal.
Na Bélgica, França e Luxemburgo, o custo de trabalho é de 39,3 euros, 34,2 euros e 33,7 euros, respectivamente.
Entre os países que receberam apoio financeiro internacional, Portugal também é o país com custos laborais mais baixos. Na Grécia, o custo médio é de 17,5 euros por hora e na Irlanda é de 27,4 euros.
Contudo os salários dos administradores das grandes empresas e dos bancos são dos mais elevados da Europa.
Tudo isto confirma a falsidade dos argumentos destes governos para continuarem a baixar os salários dos trabalhadores em nome da competitividade.
*Informação recolhida do Jornal de Negócios e Eurostat de hoje.
O custo de trabalho por hora em Portugal é de 12,1 euros e continua 15,5 euros mais baixo do que a média da Zona Euro.
Na Zona Euro, a média do custo de trabalho por hora é de 27,6 euros e na União Europeia a 27 é de 23,1 euros.
Entre os 17 países da Zona Euro, só a Estónia, Malta e a Eslováquia registam custos de trabalho inferiores aos de Portugal.
Na Bélgica, França e Luxemburgo, o custo de trabalho é de 39,3 euros, 34,2 euros e 33,7 euros, respectivamente.
Entre os países que receberam apoio financeiro internacional, Portugal também é o país com custos laborais mais baixos. Na Grécia, o custo médio é de 17,5 euros por hora e na Irlanda é de 27,4 euros.
Contudo os salários dos administradores das grandes empresas e dos bancos são dos mais elevados da Europa.
Tudo isto confirma a falsidade dos argumentos destes governos para continuarem a baixar os salários dos trabalhadores em nome da competitividade.
*Informação recolhida do Jornal de Negócios e Eurostat de hoje.
23 de abril de 2012
Manifesto da Associação 25 de Abril
O poder político que governa Portugal está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores
Pela primeira vez, a Associação 25 de Abril não participará nas comemorações oficiais do 25 de Abril. Acusam os militares de Abril que “a linha política seguida pelo atual poder político deixou de refletir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril” e que “as medidas e sacrifícios impostos” à população “ultrapassaram os limites do suportável”. Criticam muito justamente que "Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes.
Independentemente da controversa atitude de recusa a estarem presentes nas cerimónias oficiais, os militares de Abril, explicam as suas razões com justas e duras críticas ao "poder político" expressas no seguinte:
Manifesto "Abril Não Desarma", da Associação 25 de Abril
"Há 38 anos, os Militares de Abril pegaram em armas para libertar o Povo da ditadura e da opressão e criar condições para a superação da crise que então se vivia.
Fizeram-no na convicta certeza de que assumiam o papel que os Portugueses esperavam de si.
Cumpridos os compromissos assumidos e finda a sua intervenção directa nos assuntos políticos da nação, a esmagadora maioria integrou-se na Associação 25 de Abril, dela fazendo depositária primeira do seu espírito libertador.
Hoje, não abdicando da nossa condição de cidadãos livres, conscientes das obrigações patrióticas que a nossa condição de Militares de Abril nos impõe, sentimos o dever de tomar uma posição cívica e política no quadro da Constituição da República Portuguesa, face à actual crise nacional.
A nossa ética e a moral que muito prezamos, assim no-lo impõem!
Fazemo-lo como cidadãos de corpo inteiro, integrados na associação cívica e cultural que fundámos e que, felizmente, seguiu o seu caminho de integração plena na sociedade portuguesa.
Porque consideramos que:
Portugal não tem sido respeitado entre iguais, na construção institucional comum, a União Europeia.
Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes.
O nosso estatuto real é hoje o de um “protectorado”, com dirigentes sem capacidade autónoma de decisão nos nossos destinos.
O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder. As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana.
Sem uma justiça capaz, com dirigentes políticos para quem a ética é palavra vã, Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.
O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.
Entendemos ser oportuno tomar uma posição clara contra a iniquidade, o medo e o conformismo que se estão a instalar na nossa sociedade e proclamar bem alto, perante os Portugueses, que:
- A linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa;
- O poder político que actualmente governa Portugal, configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores;
Em conformidade, a A25A anuncia que:
- Não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril;
- Participará nas Comemorações Populares e outros actos locais de celebração do 25 de Abril;
- Continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspectiva de festa pela acção libertadora e numa perspectiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões.
Porque continuamos a acreditar na democracia, porque continuamos a considerar que os problemas da democracia se resolvem com mais democracia, esclarecemos que a nossa atitude não visa as Instituições de soberania democráticas, não pretendendo confundi-las com os que são seus titulares e exercem o poder.
Também por isso, a Associação 25 de Abril e, especificamente, os Militares de Abril, proclamam que, hoje como ontem, não pretendem assumir qualquer protagonismo político, que só cabe ao Povo português na sua diversidade e múltiplas formas de expressão.
Nesse mesmo sentido, declaramos ter plena consciência da importância da instituição militar, como recurso derradeiro nas encruzilhadas decisivas da História do nosso Portugal. Por isso, declaramos a nossa confiança em que a mesma saberá manter-se firme, em defesa do seu País e do seu Povo. Por isso, aqui manifestamos também o nosso respeito pela instituição militar e o nosso empenhamento pela sua dignificação e prestígio público da sua missão patriótica.
Neste momento difícil para Portugal, queremos, pois:
1. Reafirmar a nossa convicção quanto à vitória futura, mesmo que sofrida, dos valores de Abril no quadro de uma alternativa política, económica, social e cultural que corresponda aos anseios profundos do Povo português e à consolidação e perenidade da Pátria portuguesa.
2. Apelar ao Povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia.
Viva Portugal!
ASSOCIAÇÃO 25 de ABRIL"
Manifesto "Abril Não Desarma", da Associação 25 de Abril
"Há 38 anos, os Militares de Abril pegaram em armas para libertar o Povo da ditadura e da opressão e criar condições para a superação da crise que então se vivia.
Fizeram-no na convicta certeza de que assumiam o papel que os Portugueses esperavam de si.
Cumpridos os compromissos assumidos e finda a sua intervenção directa nos assuntos políticos da nação, a esmagadora maioria integrou-se na Associação 25 de Abril, dela fazendo depositária primeira do seu espírito libertador.
Hoje, não abdicando da nossa condição de cidadãos livres, conscientes das obrigações patrióticas que a nossa condição de Militares de Abril nos impõe, sentimos o dever de tomar uma posição cívica e política no quadro da Constituição da República Portuguesa, face à actual crise nacional.
A nossa ética e a moral que muito prezamos, assim no-lo impõem!
Fazemo-lo como cidadãos de corpo inteiro, integrados na associação cívica e cultural que fundámos e que, felizmente, seguiu o seu caminho de integração plena na sociedade portuguesa.
Porque consideramos que:
Portugal não tem sido respeitado entre iguais, na construção institucional comum, a União Europeia.
Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes.
O nosso estatuto real é hoje o de um “protectorado”, com dirigentes sem capacidade autónoma de decisão nos nossos destinos.
O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder. As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana.
Sem uma justiça capaz, com dirigentes políticos para quem a ética é palavra vã, Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.
O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.
Entendemos ser oportuno tomar uma posição clara contra a iniquidade, o medo e o conformismo que se estão a instalar na nossa sociedade e proclamar bem alto, perante os Portugueses, que:
- A linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa;
- O poder político que actualmente governa Portugal, configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores;
Em conformidade, a A25A anuncia que:
- Não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril;
- Participará nas Comemorações Populares e outros actos locais de celebração do 25 de Abril;
- Continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspectiva de festa pela acção libertadora e numa perspectiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões.
Porque continuamos a acreditar na democracia, porque continuamos a considerar que os problemas da democracia se resolvem com mais democracia, esclarecemos que a nossa atitude não visa as Instituições de soberania democráticas, não pretendendo confundi-las com os que são seus titulares e exercem o poder.
Também por isso, a Associação 25 de Abril e, especificamente, os Militares de Abril, proclamam que, hoje como ontem, não pretendem assumir qualquer protagonismo político, que só cabe ao Povo português na sua diversidade e múltiplas formas de expressão.
Nesse mesmo sentido, declaramos ter plena consciência da importância da instituição militar, como recurso derradeiro nas encruzilhadas decisivas da História do nosso Portugal. Por isso, declaramos a nossa confiança em que a mesma saberá manter-se firme, em defesa do seu País e do seu Povo. Por isso, aqui manifestamos também o nosso respeito pela instituição militar e o nosso empenhamento pela sua dignificação e prestígio público da sua missão patriótica.
Neste momento difícil para Portugal, queremos, pois:
1. Reafirmar a nossa convicção quanto à vitória futura, mesmo que sofrida, dos valores de Abril no quadro de uma alternativa política, económica, social e cultural que corresponda aos anseios profundos do Povo português e à consolidação e perenidade da Pátria portuguesa.
2. Apelar ao Povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia.
Viva Portugal!
ASSOCIAÇÃO 25 de ABRIL"
21 de abril de 2012
Só não vêm quem não quer
Que quer então o Governo e a Troika?
Como se verifica, os argumentos da necessidade de reduzir o défice eram e são falsos. Perante os resultados de aumento do défice e da destruição do aparelho de estado, da destruição da nossa economia, pergunta-se:
Que é que a Troika PS+PSD+CDS-PP querem com esta política?
Só não vê quem não quer ou é muito ingénuo.
A crise do capitalismo está a ser aproveitada para retirar todos os direitos dos trabalhadores, recuando a história para os Séc. XVIII e XIX.
Quer acabar com o Estado ao serviço do povo para o entregar aos privados contra o povo (explorando-o sempre mais).
Quer acabar com todas as conquistas do 25 de Abril de 1974.
Para o Governo quanto pior for a vida do povo, melhor domina. Lembre-mo-nos da história da rã (ver aqui).
20 de abril de 2012
A morte lenta dos trabalhadores(2)
Redução da indemnizações por despedimento.
Em confronto CGTP e CIP
O texto que publiquei ontem suscitou alguns comentários, com a publicação de notícias contraditórias. É natural. Estamos numa sociedade de classes e há interesses que são contrários.
Por isso apresento a seguir um debate entre Arménio Carlos da CGTP e Rafael Campos Pereira, da CIP, na Edição da Noite, SIC Noticias, 18 Abril, 22h00. Os leitores que julguem de acordo com as suas consciências e interesses de classe.
Em confronto CGTP e CIP
O texto que publiquei ontem suscitou alguns comentários, com a publicação de notícias contraditórias. É natural. Estamos numa sociedade de classes e há interesses que são contrários.
Por isso apresento a seguir um debate entre Arménio Carlos da CGTP e Rafael Campos Pereira, da CIP, na Edição da Noite, SIC Noticias, 18 Abril, 22h00. Os leitores que julguem de acordo com as suas consciências e interesses de classe.
19 de abril de 2012
Resultados da política de direita
Da mentira ao silêncio
O governo, depois de desmascarado, por tantas mentiras, parece estar agora, falho de imaginação e prefere não falar.
Preparam-se às escondidas mais medidas contra os portugueses. Há fortes indícios de manobras do Relvas com dirigentes e eleitos do PSD e do CDS-PP para levarem por diante a Reforma Administrativa para a eliminação de freguesias e alterações da lei eleitoral. Estas conversas, em segredo, só para "amigos", por vezes estendem-se a alguns eleitos do PS a quem são prometidas algumas compensações de cargos.
No mundo do trabalho, também surgem as mesmas táticas como se depreende pela fraude do Relatório sobre as Indemnizações de despedimentos.
Sabe-se que os governos de direita têm que mentir, pois se falassem verdade não seria fácil convencer a maioria dos portugueses (que não defende, mas que diz defender) para ganhar as eleições. Compete aos trabalhadores mais conscientes, denunciar as mentiras e esclarecer os camaradas para que se saibam defender.
Exemplo:
O PCP confrontou o Primeiro-Ministro com a degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, com os lucros escandalosos que o grande capital continua a realizar.
O governo, depois de desmascarado, por tantas mentiras, parece estar agora, falho de imaginação e prefere não falar.
Preparam-se às escondidas mais medidas contra os portugueses. Há fortes indícios de manobras do Relvas com dirigentes e eleitos do PSD e do CDS-PP para levarem por diante a Reforma Administrativa para a eliminação de freguesias e alterações da lei eleitoral. Estas conversas, em segredo, só para "amigos", por vezes estendem-se a alguns eleitos do PS a quem são prometidas algumas compensações de cargos.
No mundo do trabalho, também surgem as mesmas táticas como se depreende pela fraude do Relatório sobre as Indemnizações de despedimentos.
Sabe-se que os governos de direita têm que mentir, pois se falassem verdade não seria fácil convencer a maioria dos portugueses (que não defende, mas que diz defender) para ganhar as eleições. Compete aos trabalhadores mais conscientes, denunciar as mentiras e esclarecer os camaradas para que se saibam defender.
Exemplo:
O PCP confrontou o Primeiro-Ministro com a degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, com os lucros escandalosos que o grande capital continua a realizar.
Jerónimo de Sousa classificou como "colapso da mentira e da propaganda" as sucessivas medidas que vão sendo tomadas contrariando tudo o que o governo prometeu.
18 de abril de 2012
A morte lenta dos trabalhadores
Para além dos salário mais baixos e do tempo de trabalho superior, agora também as indemnizações por despedimento, são inferiores à média europeia
As atuais indemnizações por despedimento em Portugal já estão abaixo da média da União Europeia.
Em Portugal, a nova lei estipula indemnizações de 20 dias por cada ano de trabalho, com um limite máximo correspondente a 12 meses de salários e estão previstas novas reduções para satisfazer a 'Troika'.
Até outubro passado os trabalhadores portugueses tinham direito a 30 dias de salário por cada ano de trabalho em caso de despedimento.
A média de 23.3 dias de indemnização na Europa refere-se aos valores praticados nos 27 países da UE.
A Troika nacional continua a agredir os trabalhadores. Continuamos a deixar?
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