Defender a Paz
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
17 de abril de 2012
15 de abril de 2012
BPN em Filme
Cartões, figurantes e figurões
Diz-me com quem andas...
No JN de 12/04 Jorge Fiel escreveu: "O BPN dava um filme indiano". Achei interessante e reproduzo alguns fragmentos acompanhados de comentários meus.
A triste realidade, o drama, centra-se na vergonha nacional que permite que governos e governantes produzam estes fenómenos de corrupção e roubo. Que democracia é esta?
Estante do IKEA
Jorge Fiel, ironiza com Processo do BPN no Tribunal e o facto do "juiz presidente do coletivo ter de fazer uma coleta para comprar no IKEA uma estante para arrumar o processo - que lhe foi negada pela DG da Justiça".
Ironiza com os personagens "um naipe tão rico, denso e variado" a começar pelo "protagonista, Oliveira e Costa, que por alguma razão era conhecido na sua terra (Esgueira) como Zeca Diabo, e que munido de um cartão laranja subiu na vida ao ponto de chegar a secretário de Estado".
Cartões Rosa e Laranja
De facto os Partidos não são todos iguais, mas alguns são muito parecidos. Cartões rosas e laranjas têm sido o salvo-conduto para, oportunistas, para ladrões e trapaceiros que equipam os governos e sustentam a política de direita do PS, do PSD e do CDS-PP.
Relembra Jorge Fiel que Oliveira e Costa saiu do Governo de Cavaco, "na sequência de um perdão fiscal mais que suspeito a empresas de Aveiro (Cerâmica Campos, Caves Aliança)". Enquanto muitos milhares de portugueses passam fome, muitos milhões vêem a sua vida a piorar dramaticamente, Oliveira e Costa "foi recompensado pelo seu amigo com uma vice-presidência do BEI".
As Boas e as Más Ações
"Amigo do seu amigo, Costa comprou, em 2001, um lote de ações da SLN (dona do BPN), a 2,4 euros cada, que revendeu com prejuízo (a um euro/ação)" ao amigo Aníbal, que hoje para vergonha de todos nós, mas mais dos que votaram nele, é Presidente desta desgraçada República. Democrática?
"Menos de dois anos depois, Cavaco e Patrícia [filha] venderam as ações com um lucro de 140% - ele ganhou 147 mil euros, ela 209 mil. Nada mau". Reformas de 10.000 euros não chegam para as despesas. E o filme continuaria com, Zeca Diabo no papel de Oliveira e Costa, "libertado devido "ao seu estado de saúde e por se encontrar em carência económica".
Uma prendinha de 2.5 milhões
Jorge Fiel mostra que "O elenco de atores secundários também é muito atraente e diversificado. Por exemplo, Manel Joaquim (Dias Loureiro), o filho de comerciantes de Linhares da Beira que chegou a ministro, conselheiro de Estado e administrador-executivo do BPN, carreira em que fez fortuna ao ponto de poder comprar, por 2,5 milhões de euros, à viúva de Jorge Mello, uma mansão no Monte Estoril".
Vítor Constâncio, outro figurante figurão, “que, apesar de usar óculos e ser o governador do Banco de Portugal, foi o último a ver a falcatrua, anos depois da Deloitte, Exame e Jornal de Negócios terem alertado para o assunto".
"Scolari, que recebia 800 mil euros/ano, Figo (apenas 400 mil/ano) e Vale e Azevedo, que sacou dois milhões (passaram-lhe o cheque antes de verificarem as garantias)".
Foram muitas as figuras e figurões que "lucraram com um banco que tinha balcões em gasolineiras e ativos tão extravagantes como 80 Mirós e uma coleção de arte egípcia".
Com eleitores a dormir o ladrão tem vida fácil
Foram cerca de 8.000 milhões de euros que estas negociatas levaram aos portugueses. Se os eleitores portugueses são tão beneméritos porquê reclamar subsídios de Férias e de Natal, valores muito menos volumosos? Por isso, os nossos governantes certos que os portugueses estão bem adormecidos, calmamente, vão-nos roubar mais 12.000 milhões para dar aos bancos privados. Coitados, precisam acautelar que terão empregos garantidos nesses Bancos.
Há cartões "classic", "gold", "rosa" e "laranja" que não são para todos. Para alguns terem sucesso, terão que roubar os muitos que trabalham. É preciso acordar muita gente.
14 de abril de 2012
Paradigmas, culturas e preconceitos
Refletir!
Esta experiência, já antiga, alerta-nos para tanta coisa que fazemos, em que acreditamos, e não sabemos porquê.
Ao longo dos anos das "civilizações" a sociedade, sem se aperceber, comporta-se como os macacos reagindo ao chuveiro de agua gelada da repressão, do poder da classe dominante e mantém essas atitudes auto-reprimindo-se, de forma que se substitui à repressão do poder.
Alguns trabalhadores dizem coisas assim:
- Não peças aumento pois isso parece mal e o patrão pode não gostar.
- Se queres ter sucesso como vendedor tens que usar gravata e ter um bom carro.
- Não deves manifestar as tuas ideias políticas. Política é política, trabalho é trabalho.
- Trabalhador é para trabalhar, não é para pensar. O senhor doutor é que sabe.
- Filho de operário é operário, filho de doutor é doutor.
- A política é para os políticos.
Muitos exemplos poderiam ser dados. Pergunto: Porque é que as meninas tem que brincar com bonecas e os rapazes com pistolas espadas e carrinhos?
Só muito recentemente, após o 25 de Abril, se venceram muitos preconceitos como "as mulheres é para ficar em casa a tratar dos filhos, a coser meias e fazer bordados" e muitos outros socialmente injustos e repressivos.
O 25 de Abril proporcionou valores progressistas, mais justos mais humanos. Temos que os defender!
Nas várias épocas, as leis impostas pelos senhores esclavagistas, pelos senhores feudais, pela burguesia da revolução industrial, pelos liberais ou, mais recentemente, pelo neo-liberalismo, neste regime a que se chama de democracia, foram moldando as pessoas e levaram-nas a aceitar regras, que não têm justificação a não ser para a classe exploradora, manter o domínio sobre os explorados.
As nossas consciências estão influenciadas por conceitos (e preconceitos) que nos retiram a liberdade de pensar no novo, no avanço da humanidade.
Os macacos não falam uns com os outros, não refletem em conjunto, não fazem análises críticas mas, os homens, têm essa possibilidade.
Não aceitemos como justas muitas das medidas que as leis, as regras, a educação, nos impõem, sejam elas, ou não, sujeitas a castigos e a penalizações, das leis do Estado ao serviço da classe exploradora (duche frio), ou as regras "morais" ou conduta da sociedade e que nada têm a ver com os interesses e relacionamento coletivo da Humanidade.
Interroguemo-nos!
Refitamos!
Critiquemos!
Só assim, progressivamente, poderemos melhorar o mundo ao serviço da felicidade dos homens e mulheres, colectivamente.
Só assim poderemos tornar-nos mais livres.
Quem viu o filme "O Clube dos Poetas Mortos", têm ali ilustrado o que significa a repressão numa sociedade elitista, que impõe aos jovens, hábitos atitudes e conceitos que os (de)formam para, por sua vez, reprimirem as futuras gerações.
Peço aos leitores para nos comentários que poderão fazer abaixo, apontem opiniões e criticas de paradigmas, regras, conceitos e preconceitos que nos retiram a liberdade e não têm justificação na atual sociedade.
A luta de classes
O que a Direita, ao serviço da sua classe exploradora, não quer que se saiba
A classe exploradora foge a identificar-se com a chamada "classe dominante". Assim, quem na realidade domina, esconde que é também quem explora, quem reprime e causa a miséria de milhões. Quando o descontentamento é grande substituem-se os governantes por outros da mesma classe e, passado algum tempo, tudo volta ao mesmo.
A tal falsa "classe dominante" procura legitimar o seu domínio não como classe exploradora mas como representante da maioria explorada. É a tática do lobo com pele de cordeiro para se misturar no rebanho. Trabalhadores e pessoas com menos cultura ou menos politizadas, são as principais vítimas dos lobos disfarçados. Vão atrás da canção do bandido e julgam que o lobo, que tudo promete, é seu irmão.
A luta de classes é silenciada, não se aprende nas escolas, nem é acessível à compreensão da maioria das pessoas. Apenas sentem as injustiças quando são flagrantes. Outros reparam que produzem 100 mas só recebem o equivalente a 10. Outros ainda verificam que os muito ricos continuam a enriquecer e os pobres continuam a empobrecer - ainda que trabalhem mais.
Marx estudou as classes e luta de classes, sendo hoje a sua obra reconhecida como de grande atualidade. Muitos trabalhadores, embora não tenham acesso à aprendizagem teórica das obras de Marx de Engels e de Lenin, compreendem a luta de classes, pela prática da sua vida de trabalho.
Outros adquirem na luta de explorados a consciência de que pertencem a uma classe que, para sobreviver, tem que vender o seu trabalho.
12 de abril de 2012
Defender o Serviço Nacional de Saúde
Manifestações Sábado dia 14 nas principais cidades do País
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) mais as estruturas sindicais e movimentos sociais, CGTP-IN - Uniões Sindicais – Federação Nacional dos Médicos, Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública – Sindicato dos Enfermeiros Portugueses – Direcções Regionais do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses de Lisboa, Porto e Setúbal, MURPI e outras estruturas apelam a todos os cidadãos para a manifestação em defesa do SNS,
Sábado 14, nos seguintes locais:
Lisboa - Setúbal – Braga e Viana do Castelo juntos - Porto e Aveiro juntos – Coimbra,
Leiria e Viseu juntos- Covilhã - Santarém - Beja - Évora - Portalegre - Grândola e Seia.
Cumpra-se a Constituição!
Os Governos têm vindo a retirar direitos sociais e laborais a utentes e trabalhadores. A qualidade dos serviços de saúde piora e encarecem.
Aumentam as taxas moderadoras, o custo dos medicamentos. Acabam apoios ao
transporte de doentes. Encerram muitos serviços de proximidade. Aumentam as dificuldades para muitos portugueses no acesso aos cuidados de saúde.
Aumentam as mortes, o número de doentes e regressam doenças que tinham sido extintas
Tais medidas são também responsáveis pelo aumento de mortes no mês de Fevereiro. Mais quatro mil do que a média dos últimos dez anos.
O número de doentes em lista de espera no final de 2011 era superior a 175 mil, mais cerca de 14 mil em apenas um ano.
O número de utentes sem médico de família tem aumentado, sendo actualmente mais de um milhão e meio.
Os negócios dos privados
O governo empurra os doentes para os negócios dos privados. Os custos dos tratamentos privados são mais caros e custam mais ao país.
Estes são alguns dos resultados das políticas de direita e de privatizações que tornam os Serviços de Saúde Privados um negócio à custa de todos os portugueses.
Palmilha Dentada
O Medo que o General Não Tinha
O Teatro da Palmilha
Dentada apresenta “O guardião do rio” e “O medo que o general não tinha” no
Teatro Helena Sá e Costa de 12 de Abril a 6 de Maio, de terça a domingo, às
21h46 e 22h46 respectivamente.
“O Medo que o General Não Tinha” tem texto Ricardo Alves
e Rodrigo Santos, encenação de Ricardo Alves e interpretação de Rodrigo Santos.
Em Portugal tivemos um general que não teve medo. Hoje parece que temos medo. Do general ficou-nos a memória, o nome em algumas praças e
fotos. As fotos, onde o general emoldurado por uma multidão, provam que não foi
apenas o general, sem medo. Acreditou-se não ser necessário o medo. Foi um impulso que nos libertou.
Depois o tempo passou, assaltaram o paquete de Santa Maria, em Abril passearam
os cravos, chegamos à Europa e ao novo século.
Do general ficou-nos a memória e o nome em algumas praças.
11 de abril de 2012
Troikas e Baldroikas
Um ano de Troika estrangeira
37 anos de Troika portuguesa
Destruição da produção nacional
Destuição da agricultura
Destruição das pescas
Destruição das indústrias
Privatização das empresas públicas
Privatização da banca
Privatização dos serviços do Estado
Privatização da economia
37 anos de alternâncias sempre dos mesmos
37 anos de corrupção, de mentiras de oportunistas
37 anos de PS de PSD e CDS-PP
37 anos a virar o 25 de Abril de pernas para o ar
Ora agoras viras tu ora agora viro eu
37 anos, com pés de veludo, a chupar o sangue da manada.
Um ano de intervenção estrangeira ao serviço dos "mercados".
Um ano a destruir o que restava dos direitos dos trabalhadores
Um ano de mais sacrifícios em nome da "austeridade".
Um ano a roubar nos impostos, nos salários, nos subsídios, nos tempos de descanso.
Tudo isto para quê? Os resultados estão à vista!
Mais desemprego e pobreza
Mais falências de empresas
Mais dívidas ao estrangeiro
Mais retrocesso civilizacional
Quem ganha com tudo isto?
O dinheiro não se evapora!
Para onde foi?
Quem paga conhecemos bem!
E quem o recebe?
Recebe o Estado que o dá aos bancos, em juros especulativos, em "apoios", (12 mil milhões do empréstimo a Portugal), nos negócios das nacionalizações e privatizações, nos prejuízos do BPN e muitos outros.
Recebe o Estado ao serviço de Governos que o dão aos amigos, aos do BPN, aos das empresas Público Privadas, aos das Concessões das Auto-estradas, aos que compram em Saldo as empresas do Estado, aos administradores das empresas, etc.
37 anos de Troika portuguesa
Destruição da produção nacional
Destuição da agricultura
Destruição das pescas
Destruição das indústrias
Privatização das empresas públicas
Privatização da banca
Privatização dos serviços do Estado
Privatização da economia
37 anos de alternâncias sempre dos mesmos
37 anos de corrupção, de mentiras de oportunistas
37 anos de PS de PSD e CDS-PP
37 anos a virar o 25 de Abril de pernas para o ar
Ora agoras viras tu ora agora viro eu
37 anos, com pés de veludo, a chupar o sangue da manada.
Um ano de intervenção estrangeira ao serviço dos "mercados".
Um ano a destruir o que restava dos direitos dos trabalhadores
Um ano de mais sacrifícios em nome da "austeridade".
Um ano a roubar nos impostos, nos salários, nos subsídios, nos tempos de descanso.
Tudo isto para quê? Os resultados estão à vista!
Mais desemprego e pobreza
Mais falências de empresas
Mais dívidas ao estrangeiro
Mais retrocesso civilizacional
Quem ganha com tudo isto?
O dinheiro não se evapora!
Para onde foi?
Quem paga conhecemos bem!
E quem o recebe?
Recebe o Estado que o dá aos bancos, em juros especulativos, em "apoios", (12 mil milhões do empréstimo a Portugal), nos negócios das nacionalizações e privatizações, nos prejuízos do BPN e muitos outros.
Recebe o Estado ao serviço de Governos que o dão aos amigos, aos do BPN, aos das empresas Público Privadas, aos das Concessões das Auto-estradas, aos que compram em Saldo as empresas do Estado, aos administradores das empresas, etc.
Não há vergonha
Sempre que fala aos portugueses, Passos Coelho mente.
Afirma que o seu governo se preocupa mais com os pobres, dando a ideia que os mais penalizados são os ricos.
Na entrevista de ontem à noite à RTP, Passos Coelho fugiu a responder porque é que "para os trabalhadores o governo considera que não há direitos adquiridos, mas para os grandes grupos económicos já esses direitos não podem ser retirados".
O jornalista lembrou o caso das Empresas e Parcerias Público Privadas, mas foi também o caso da antecipação da distribuição de dividendos aos accionistas da Portugal Telecom. Aos trabalhadores, em contrapartida, retirou parte dos subsídios de Natal.
Muitos outros exemplos poderiam ser dados como os reduzidos impostos à banca, a fuga aos impostos para os paraísos fiscais os escandalosos ordenados dos Administradores, os contratos dos boys para os gabinetes dos ministros, e muitos mais. Contudo, para os trabalhadores é a subida de impostos sobre os rendimentos do trabalho e a redução de salários.
Os pobres mais pobres os muito ricos mais ricos
Num dos últimos estudos, o economista Eugénio Rosa, revela com números oficiais que em Portugal a austeridade está a ser aplicada de uma forma desigual, já que os pobres tinham sofrido uma redução de 6% no seu rendimento disponível, enquanto os ricos tinham registado uma diminuição de apenas 3%. Arriscaria a dizer que os muito ricos não tiveram redução de rendimentos havendo muitos exemplos de lucros mais elevados.
Quem está a ganhar com a crise? Os Bancos e os grandes grupos económicos.
Como revela Eugénio Rosa apenas 42,5% dos desempregados recebem um subsídio.
Apesar do desemprego continuar a aumentar, o governo PSD/CDS-PP reduziu a duração do período em que o desempregado tem direito ao subsídio de desemprego.
Cada vez é mais difícil arranjar emprego e o Governo provoca ainda mais desemprego facilitando os despedimentos, recusando reformas antecipadas e facilitando mais horas de trabalho sem pagamento de horas extraordinárias.
Sacrificando os que mais precisam, o governo reduziu o tempo do subsídio em cerca de metade para os desempregados de mais de 50 anos de idade, justamente os que têm maiores dificuldades em arranjar novo emprego.
10 de abril de 2012
9 de abril de 2012
Adriano connosco
Em 9 de Abril de 1942, nasceu Adriano Correia de Oliveira.
Um dos autores mais representativos da música de intervenção e da canção de Coimbra.
Com grande coragem, deu força à luta contra a tirania e ditadura fascista. Com enorme entusiasmo viveu e participou em muitas das conquistas populares no período revolucionário do 25 de Abril de 1974.
O facto de ter aderido ao Partido Comunista Português em 1960, onde se manteve sempre, é inseparável do seu percurso e das opções que tomou ao longo da vida. Foi determinante na força solidária que imprimiu ao enfrentar o fascismo.
Com as suas armas, cantou a liberdade e, cantando, antecipou o sonho de um novo mundo de amizade, de fraternidade, de solidariedade e justiça. Cantou com a vigorosa paixão da sua juventude. Foi uma bandeira da luta do Movimento Estudantil. Impulsionou a música de intervenção que deu força aos ideais de liberdade e justiça. Apoiou o lançamento e percurso de muitos músicos e cantores. Ajudou-os a trilhar o caminho que passou também pela sempre renovada Festa do «Avante!» de que Adriano era um dos construtores.
8 de abril de 2012
O PCP propõe
Urgente! Renegociar a dívida;
Romper com a política de direita;
Pôr o país a produzir.
Ontem, num acto público, o Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, mostrou como eram correctas as propostas apresentadas pelo PCP, a necessidade imediata de uma política alternativa e apresentou a proposta de urgente renegociação da dívida pública, como única forma de libertar meios financeiros para pôr Portugal a produzir e entrar pelo caminho do crescimento.
Disse Jerónimo de Sousa: "Há precisamente um ano – face à degradação da situação económica e social e à espiral especulativa que arrasava o país – o PCP propôs, em alternativa, a renegociação imediata da divida pública portuguesa a par de outras medidas que, em ruptura com o rumo ruinoso da política de direita, assegurasse um outro caminho que, não isento de dificuldades, garantiria a inversão da dependência externa no quadro de uma política de promoção da produção nacional, de dinamização do mercado interno e de valorização dos rendimentos do trabalho.
Passado um ano...
Lembrou que "Há precisamente um ano", o PCP alertou e denunciou os perigos que viriam da política de direita, neoliberal, que os partidos PS, PSD e CDS/PP teimavam em prosseguir. "Um ano depois, a situação do país aí está para provar a razão dos alertas, das denúncias e das propostas do PCP", disse Jerónimo de Sousa que concvretizou: "Um ano depois, Portugal está mais endividado e dependente, afundado numa recessão económica sem precedentes traduzida num aumento exponencial do desemprego e do encerramento de empresas, saqueado nos seus recursos e riquezas, marcado por crescentes injustiças e pelo empobrecimento da generalidade da população".
Contra factos...
Como o PCP previra e prevenira esta política serve apenas a especulação financeira, os bancos, "que, depois da construção de lucros milionários alcançados (...) é contemplada com mais de 12 mil milhões de euros em nome da sua recapitalização e beneficiária de mais 35 mil milhões de euros disponibilizados a título de garantias" e ainda os chamados mercados que associados ao BCE e ao FMI vêem garantidos, à conta do empréstimo de 78 mil milhões de euros, um acrescento em juros e comissões superior a 35 mil milhões de euros".
7 de abril de 2012
Adriano Correia de Oliveira
"Adriano Correia de Oliveira
Um Trovador da Liberdade"
9 de Abril | 2ª feira| 21h 30m | Sede da AJA norte
70 Anos de Adriano| MÁRIO CORREIA
6 de abril de 2012
A "nova" Europa
Da “Europa Connosco” para a “Europa da Heterogeneidade”
O Presidente do BCE, Mario Draghi disse que os valores da
solidariedade e da inclusão são eixos do modelo social europeu, mas, "esse
modelo está morto". Não deu explicações.
Dos poucos argumentos produzidos, Mario Draghi justificou com a crise a necessidade de cada
um "se desenrascar". Justificou a ausência de coesão (aquilo que nos
"venderam" para entrarmos na CEE) e a realidade de “uma época de
heterogeneidade” (ou seja desigualdades). Assim abriu caminho para, à moda dos
tecnocratas nacionais e da troika, preparar o "pessoal" para deixar
de pensar em solidariedades e outros valores, "antiquados", e sujeitarmo-nos
a uma revisão moderna “desse modelo”.
Recordar, é preciso
Raciocinando na base dos valores desta sociedade: Fomos
assediados pela publicidade de uma “Europa da Solidariedade”, da “Europa
Connosco”. Ainda me recordo de Mário Soares, como delegado da propaganda para
Portugal, a vender o seu produto aos portugueses. De comissões nada sei. Só sei
que pelos seus bons serviços de vendedor, foi justamente promovido e
remunerado.
Veio o Cavaco e aproveitando o "mercado", aviou os
produtos que Soares tão bem vendeu. Não teve mãos a medir. Entregas ao balcãoe
ao domicílio pelos seus marçanos que carregavam cestos de subsídios para
destruir a agricultura, para abater as oliveiras e as vinhas, para matar as
vacas produtoras de leite, para afundar os barcos de pesca, enfim para acabar
com a produção nacional.
5 de abril de 2012
Mafia e roubo organizado
Tudo combinado
A "família" protege-se para continuar o roubo legal
Os corruptos, os grandes ladrões, aqueles que roubam milhões, continuam defendidos pelas leis da "família".
Desde 2007 que o PCP faz propostas de lei para criminalizar a corrupção. PS, PSD e CDS, têm vindo a obstruir a aprovação destas propostas e leis. Perante os escândalos de Valentins e Dias Loureiros, do BPN, Duartes Limas e muitos outros, PSD e CDS (os do Governo) desta vez aceitaram votar favoravelmente uma lei contra a corrupção. PS viu o rabo a arder e votou contra.
Gato escondido com rabo de fora
Porque é que PSD e CDS desta vez votaram a favor? Tinham conseguido a garantia de Cavaco, que não deixaria passar a lei?. De facto Cavaco não estava nada interessado em remexer no BPN, Coelhas e outros assuntos em que está metido. Assim aconteceu. O presidente remeteu a lei para o Tribunal Constitucional que a chumbou.
Vamos agora ver como reaje PSD e CDS. Irão lavar as mãos e atirar a responsabilidade para outros? Continuar a fazer o que sempre fizeram?
Não foi ainda desta vez que o PCP viu aprovada a lei porque luta há muitos anos.
Não foi ainda desta vez que os corruptos ladrões que roubam milhões, se viram em perigo.
Quem rouba um pão vai para a prisão.
Quem rouba um milhão não é ladrão. É o quê, então?
É FARTAR VILANAGEM. O povo a pagar e eles a engordar.
Ver mais (aqui) e (aqui) e (aqui)
A "família" protege-se para continuar o roubo legal
Os corruptos, os grandes ladrões, aqueles que roubam milhões, continuam defendidos pelas leis da "família".
Desde 2007 que o PCP faz propostas de lei para criminalizar a corrupção. PS, PSD e CDS, têm vindo a obstruir a aprovação destas propostas e leis. Perante os escândalos de Valentins e Dias Loureiros, do BPN, Duartes Limas e muitos outros, PSD e CDS (os do Governo) desta vez aceitaram votar favoravelmente uma lei contra a corrupção. PS viu o rabo a arder e votou contra.
Gato escondido com rabo de fora
Porque é que PSD e CDS desta vez votaram a favor? Tinham conseguido a garantia de Cavaco, que não deixaria passar a lei?. De facto Cavaco não estava nada interessado em remexer no BPN, Coelhas e outros assuntos em que está metido. Assim aconteceu. O presidente remeteu a lei para o Tribunal Constitucional que a chumbou.
Vamos agora ver como reaje PSD e CDS. Irão lavar as mãos e atirar a responsabilidade para outros? Continuar a fazer o que sempre fizeram?
Não foi ainda desta vez que o PCP viu aprovada a lei porque luta há muitos anos.
Não foi ainda desta vez que os corruptos ladrões que roubam milhões, se viram em perigo.
Quem rouba um pão vai para a prisão.
Quem rouba um milhão não é ladrão. É o quê, então?
É FARTAR VILANAGEM. O povo a pagar e eles a engordar.
Ver mais (aqui) e (aqui) e (aqui)
4 de abril de 2012
Marinaleda merece reflexão
Sim, se quisermos, é possível!
Esta experiência merece ser estudada. Não é a Comuna de Paris, mas tem características que mostram os resultados da coragem e tenacidade de uma população para alcançar a "utopia". O objetivo de uma sociedade de igualdade, fraternidade, solidariedade onde prevalecem os valores humanos. Sim, é possível!
Apesar de ser uma experiência muito limitada, a um município, é de destacar consciência das pessoas que venceram os preconceitos egoístas e retrógrados fomentados ao longo de séculos, e hoje encaram a vida comunitária, colectiva, a solidariedade, como um avanço para uma vida melhor.
Dizem eles (aqui):
- Esta terra é de todos os que a trabalham.
- Há 30 anos era só de um, que dava trabalho apenas a 4 pessoas e só produziam trigo e girassol.
- Apesar de terem muitas oliveiras, o latifundiário nem as tratava nem deixava colher as azeitonas que se estragavam.
- O povo morria à fome e não podia produzir porque [os meios de produção] tudo era propriedade de um.
- Hoje trabalham quatrocentos e produzem riqueza que é distribuida por todos.
Diz um cartaz pintado à mão:
- O Sindicato és tu. Defendendo-o, defendes-te!
Fizeram greve da fome, lutaram várias vezes durante mais de dois meses seguidos, eram repelidos pela Guarda Civil, mas voltavam. Voltavam sempre. Passaram muita fome pois não tinham trabalho.
Conseguiram fazer a Reforma Agrária e defendê-la até hoje. A Terra é de quem a trabalha.
Diz o presidente da Câmara, o Alcaide:
- Hoje a terra e os meios de produção pertencem a todos os trabalhadores.
- Foram 12 anos de lutas, enfrentando as prisões, a Guardia Civil, os tribunais mas, acabamos por vencer.
Em 1991 conseguiram as terras para trabalhar, terras que passaram a produzir e a distribuir mais riqueza dividida igualmente por todos.
Aqui mesmo ao lado...
no nosso Portugal, a Reforma Agrária permitiu, de igual, forma criar riqueza nas terrras abandonadas do Alentejo.
É preciso refletir sobre a política que destruiu a nossa Reforma Agrária, não para nos envolvermos em análises intermináveis que nos esgotem as energias, mas para encontrar a forma de erguer, de novo, os valores do 25 de Abril.
Organização, consciência, convicção e firmeza, são indispensáveis.
Em Marinaleda, os trabalhadores e população, precisaram disso para aguentar uma luta de 12 anos. Conseguiram.
Como testemunham:
- Temos trabalho, para nós e para muitos que vêm de fora. Cada um ganha 47 euros por dia.
- Aqui senti-mo-nos seguros, pois tudo o que criamos é dividido por todos.
- Quando há menos trabalho cada casal trabalha à vez para que, em cada lar, nunca falte ordenado. Ganham sempre entre 800 a 1000 euros por mês.
Todos a produzir.
- Não precisamos de Polícia, é dinheiro que se poupa.
Esta ideia de que todos estão ocupados a produzir e a criar riqueza, está bem solidificada nas mentalidades e convicções.
As pessoas para além do que cultivam nas suas terras cultivam também valores humanos, de igualdade, de fraternidade, de solidariedade, de paz, valores do Socialismo, pela educação e cultura.
Democracia, Participação permanentes.
- Tudo é decidido por todos em assembleias da população.
- Assim todos aprendem, assumem a responsabilidade com os erros e todos estão solidários com as decisões.
Como afirmam:
"En una sociedad dividida en clases sociales, en ricos y en pobres, en explotadores y explotados creer que el poder es neutro es una tremenda ingenuidad."
Marinaleda é um oásis num país de desigualdades que sofre com mais de 20% de desemprego e, tal como em Portugal, aumenta a exploração.
Em Portugal...
a nossa Reforma Agrária foi destruída como foram destruidas a agricultura, as pescas e as nossas indústrias. Hoje compramos as coisas no estrangeiro e não produzimos, não criamos riqueza e temos mais de 1 milhão e 200 mil desempregados.
Estudemos esta experiência, com os seus erros e virtudes, com a convição de que é possível viver melhor, se lutarmos por uma sociedade mais justa e, através de um verdadeiro socialismo, alcançarmos a "utopia" da sociedade comunista.
Para ver o vídeo clique (aqui)
2 de abril de 2012
Um exemplo aqui tão perto
Vale a pena lutar
Uma experiência que evidencia as possibilidades do Socialismo verdadeiro, para uma sociedade Comunista
Há que ter em conta que é uma experiência que está fortemente condicionada às leis do país, leis que estão feitas para uma sociedade capitalista.
Vislumbram-se nas palavras das pessoas um rompimento com os preconceitos retrógrados e egoístas, uma forma sã de ver o futuro e a vida colectiva.
Imaginemos o que poderia ser feito se não tivessem esses espartilhos e a necessidade de terem que se relacionar e se submeter aos mercados dominados pelos grandes capitalistas.
É também interessante analisar os perfis e argumentação dos "socialistas sociais democratas" e saudosistas do tempo dos latifundiários.
Parabéns aos jornalistas e à SIC que por vezes conseguem romper o cerco da "censura" e divulgar políticas alternativas da gestão e participação de trabalhadores e populações.
Uma experiência que evidencia as possibilidades do Socialismo verdadeiro, para uma sociedade Comunista
Há que ter em conta que é uma experiência que está fortemente condicionada às leis do país, leis que estão feitas para uma sociedade capitalista.
Vislumbram-se nas palavras das pessoas um rompimento com os preconceitos retrógrados e egoístas, uma forma sã de ver o futuro e a vida colectiva.
Imaginemos o que poderia ser feito se não tivessem esses espartilhos e a necessidade de terem que se relacionar e se submeter aos mercados dominados pelos grandes capitalistas.
É também interessante analisar os perfis e argumentação dos "socialistas sociais democratas" e saudosistas do tempo dos latifundiários.
Parabéns aos jornalistas e à SIC que por vezes conseguem romper o cerco da "censura" e divulgar políticas alternativas da gestão e participação de trabalhadores e populações.
O 1º de Abril e a verdade
Como se ganham eleições
Procurei nas notícias dos Jornais e Televisão qual a mentira de 1 de Abril e, vi tantas que, fiquei sem saber qual escolher.
Lembrei-me então que nesta nossa "democracia" ganham eleições, não os que têm mais mérito, mas, os que mais mentem e conseguem enganar. Para isso não precisam de esperar pelo 1º de Abril. Mentem todos os dias. Por isso sugiro que o 1 de Abril passe a ser o dia da verdade. Ao menos que haja um dia no ano em que a vergonha recorde que a verdade existe.
Onde e em que dias, ouvi isto:
" O IVA, já o referi, não é para subir"
"Se vier a ser primeiro-ministro, a minha garantia é que a carga fiscal será canalizada para os impostos sobre o consumo e não sobre o rendimento das pessoas"
"Do nosso lado não contem com mais impostos"
"Dizer que o PSD quer acabar com o 13º mês é um disparate"
"Eu não quero ser primeiro-ministro para proteger os mais ricos"
"Quando for preciso apertar o cinto, não fiquem aqueles que têm a barriga maior a desapertá-lo e a folgá-lo"
"Tributaremos mais o capital financeiro, com certeza que sim"
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam"
"Não quero ser eleito para dar emprego aos amigos"
"etc, etc, etc....
Que legitimidade para governar pode ter quem ganha eleições por muito mentir?
Procurei nas notícias dos Jornais e Televisão qual a mentira de 1 de Abril e, vi tantas que, fiquei sem saber qual escolher.
Lembrei-me então que nesta nossa "democracia" ganham eleições, não os que têm mais mérito, mas, os que mais mentem e conseguem enganar. Para isso não precisam de esperar pelo 1º de Abril. Mentem todos os dias. Por isso sugiro que o 1 de Abril passe a ser o dia da verdade. Ao menos que haja um dia no ano em que a vergonha recorde que a verdade existe.
Onde e em que dias, ouvi isto:
" O IVA, já o referi, não é para subir"
"Se vier a ser primeiro-ministro, a minha garantia é que a carga fiscal será canalizada para os impostos sobre o consumo e não sobre o rendimento das pessoas"
"Do nosso lado não contem com mais impostos"
"Dizer que o PSD quer acabar com o 13º mês é um disparate"
"Eu não quero ser primeiro-ministro para proteger os mais ricos"
"Quando for preciso apertar o cinto, não fiquem aqueles que têm a barriga maior a desapertá-lo e a folgá-lo"
"Tributaremos mais o capital financeiro, com certeza que sim"
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam"
"Não quero ser eleito para dar emprego aos amigos"
"etc, etc, etc....
Que legitimidade para governar pode ter quem ganha eleições por muito mentir?
1 de abril de 2012
Os espertos...
A ética e os valores dos governantes
O Conselho de Doutores da Universidade de Medicina "Semmelweis", de Budapeste, retirou hoje o título de doutor ao Presidente húngaro, Pál Schmitt, por plágio, na sua tese de doutoramento, noticia a agência Efe.
Schmitt, por sua parte, afirmou na quarta-feira, em Seul, onde participa numa cimeira internacional sobre segurança nuclear, que "não pensa" demitir-se, apesar de toda a oposição húngara exigir a sua renúncia, porque o plágio ensombra a honestidade exigida a um chefe de Estado.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2392016&seccao=Europa
Cá, no nosso Portugal, os tribunais não funcionam, as leis são só para os pobres, Sócrates fez provas ao Domingo, Passos Coelho não precisa de plagiar, porque apenas faz o que lhe mandam e Cavaco também não pensa em demitir-se apesar de todos so escândalos de fraudes e corrupção em que está envolvido. É assim que funciona a direita nesta "Democracia" virtual.
E, os parvos que votam neles, gostam de ser enganados e fingem que não sabem nada.
O Conselho de Doutores da Universidade de Medicina "Semmelweis", de Budapeste, retirou hoje o título de doutor ao Presidente húngaro, Pál Schmitt, por plágio, na sua tese de doutoramento, noticia a agência Efe.
Schmitt, por sua parte, afirmou na quarta-feira, em Seul, onde participa numa cimeira internacional sobre segurança nuclear, que "não pensa" demitir-se, apesar de toda a oposição húngara exigir a sua renúncia, porque o plágio ensombra a honestidade exigida a um chefe de Estado.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2392016&seccao=Europa
Cá, no nosso Portugal, os tribunais não funcionam, as leis são só para os pobres, Sócrates fez provas ao Domingo, Passos Coelho não precisa de plagiar, porque apenas faz o que lhe mandam e Cavaco também não pensa em demitir-se apesar de todos so escândalos de fraudes e corrupção em que está envolvido. É assim que funciona a direita nesta "Democracia" virtual.
E, os parvos que votam neles, gostam de ser enganados e fingem que não sabem nada.
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