29 de fevereiro de 2012

Função Pública - FP Mobil

Solução dos problemas da política de "flexibilização" do trabalho, da austeridade e do retrocesso das condições de vida.


Anda já a circular na Internet este curioso invento.
Criado para os funcionários públicos, que vão ser obrigados a viver e trabalhar em diversas zonas do país, escolhidas a bel-prazer pelos gestores, diretores e governantes, e sem que possam recusar ou negociar tal mobilidade.



Este invento pode ainda ser utilizado para resolver os problemas das novas leis dos despejos, os criados pelo aumento dos custos de transportes, os da suspensão de carreiras, os da "flexibilização dos horários de trabalho, os dos aumentos dos combustíveis, os do aumentos das rendas e muitos outros gerados por esta política de desrespeito pela vida das pessoas.


Ver mais (aqui) no separador "Curiosidades".


28 de fevereiro de 2012

A Justiça da falsa democracia

A Justiça Espanhola condenou quem lutou para averiguar os crimes do franquismo e se atreveu a acusar Pinochet: O juiz Baltasar Garzón. 
  
O famoso cineasta Almodovar apresentou um pequeno comentário à indigna decisão da Audiência Nacional espanhola contra o Juiz Baltazar Garzón. Esta “Justiça” impediu Garzón de investigar crimes contra a humanidade, não amnistiáveis, do regime franquista. Baltazar Garzón enfrentou o fascismo e acabou condenado.

O Supremo Tribunal de Espanha deliberou que Garzón terá de responder também no tribunal pela acusação formulada pela organização franquista "Falange" e pela organização de extrema-direita "Manos Limpias" relativamente à sua decisão de investigar os desaparecidos da Guerra Civil e do franquismo, a pedido das vítimas.

Baltazar Garzón tinha tido a coragem de perseguir judicialmente o general chileno Augusto Pinochet pelos crimes cometidos durante o seu regime ditatorial.
O fascismo não lhe perdoa tal atrevimento e moveu as suas influências na Justiça de Espanha para amordaçar Baltazar Garzón. 
É assim a justiça nestas chamadas democracias.




27 de fevereiro de 2012

Política de classe, do governo


Aumento disfarçado do IRS e das taxas de retenção


A taxa retenção de IRS, e consequentemente, esse imposto, tem grandes aumentos em 2012. Estes aumentos do imposto afetam todos os trabalhadores e ainda mais quem tem rendimentos mais baixos. 

No seu último estudo, o economista Eugénio Rosa, revela que no Orçamento para 2012, estão várias "medidas introduzidas à socapa pelo governo", o que faz aumentar a taxa de retenção de IRS este ano.

Facto também lamentável é que as famílias com mais filhos, vão passar a pagar mais IRS, em contradição com os apelos aos portugueses para aumentar o número de filhos. 
   
"O confisco pelo governo do subsidio de ferias e do Natal" e a redução do rendimento disponivel dos pensionistas, a "redução da dedução especifica que diminui de 6000 euros para 4190 euros" e a redução de “beneficios fiscais” nas despesas de saúde e da habitação, aumentam a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e sobre as pensões e agravam a penalização dos rendimentos mais baixos sujeitos a IRS. 

A política de classe, da direita, revela-se também nestes pormenores. Os mais pobres pagam mais, os de maiores rendimentos, pagam menos. 

A demonstração destes factos pode ser vista em:  http://www.eugeniorosa.com/


Incêndio do Reichstag


A ascensão de Hitler e o início da perseguição aos comunistas na Alemanha


Há 79 anos quando Hitler foi empossado como Chanceler da Alemanha, deu-se o incêndio do Reichstag (27 de Fevereiro) que serviu para o início da perseguição aos comunistas. 

Em 2008, 75 anos depois, o Supremo Tribunal Federal da Alemanha pronunciou-se pela absolvição, dos acusados, Marinus van der Lubbe, incriminado de comunista e ter sido o responsável pelo incêndio no Reichstag. 
O procurador Reinhard Hillebrand afirmou que esta posição é uma forma de repor a justiça histórica. Segundo a atual versão da história, teriam sido os nazis a incendiar o Reichstag, como forma de aumentar o medo face ao "perigo comunista".

A denúncia de Dimitrov

Em 1933, o incêndio serviu para prender muitos comunistas entre os quais, três búlgaros, George Dimitrov, Vasil Tanev e Blagoi Popov. 

Dimitrov, afirmou categoricamente perante o acusador, Goering, que os nazis foram os autores do incêndio, com o objectivo de destruir o Partido Comunista.
A acusação de Dimitrov, foi aceite como verdadeira pela generalidade das pessoas no mundo. O Supremo Tribunal Federal da Alemanha, em 2008, finalmente, repôs a verdade histórica. Contudo ainda hoje muitos anticomunistas pretendem difundir a acusação de Hitler.
Na Foto: A queima dos livros. 
  
Com a perseguição aos comunistas veio a perseguição à cultura. Joseph Goebbels, diretor de Propaganda Política do Terceiro Reich, braço direito de Hitler, disse a frase que ficou célebre: "Cada vez que ouço falar em cultura, eu puxo o revólver".

25 de fevereiro de 2012

Defender o Poder Local Democrático


A Associação Nacional de Freguesias rejeita as intenções do Governo para extinguir Freguesias

Comunicado do Conselho Directivo da ANAFRE, publicado em 16 de Fevereiro de 2012 por plataforma235


O Conselho Diretivo da ANAFRE, reunido no dia 15 de fevereiro, em Lisboa, na sede da ANAFRE, debateu a Proposta de Lei nº 44/XII sobre a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica e, comungando do sentimento generalizado manifestado pelas Freguesias, DELIBEROU:
1º – Rejeitar a Proposta de Lei nº 44/XII, por, na sua substância, impor a agregação de Freguesias com caráter obrigatório, segundo o critério da aplicação de percentagens.
2º – Preparar parecer crítico que vai ser remetido a todos os Órgãos de Soberania.
3º – Solicitar, com caráter de urgência, audiências aos Líderes Partidários e aos Grupos Parlamentares.
E, dando voz ao descontentamento das Freguesias,
4º – Agendar um ENCONTRO NACIONAL de AUTARCAS de FREGUESIA, para discussão da Proposta de Lei, a realizar no dia 10 de Março, em local a anunciar, para o qual, desde já, deixa convidados todos os Eleitos de Freguesia, Autarcas de Município e Deputados da Assembleia da República.
  
Lisboa, 15 de fevereiro de 2012
O Conselho Diretivo da ANAFRE

A «Plataforma 235º – Defender e Valorizar o Poder Local Democrático» foi apresentada publicamente no passado dia 13

Esta Plataforma nasce na sequência do Encontro Regional “Defender e Valorizar o Poder Local Democrático


A Plataforma assume a designação de «Plataforma 235º – Defender e Valorizar o Poder Local Democrático», numa referência ao artigo da Constituição da República Portuguesa, sobre o Poder Local, o artigo 235º.


Como é sabido o Governo tenciona extinguir freguesias e alterar a legislação conforme consta do Livro Verde para a Reforma da Administração Local. Esta plataforma 235º pretende envolver "os órgãos autárquicos, os eleitos,  os trabalhadores,  o conjunto dos agentes regionais e as populações na defesa e valorização do Poder Local Democrático".


A Plataforma criou o site (plataforma235.amrs.pt) onde está o Manifesto que simbolicamente foi subscrito pelos Presidentes de Câmara, que fazem o apelo à sua subscrição, por todos os autarcas e pessoas que com ele concordem. É preciso defender as nossas Autarquias enquanto órgãos que servem as populações.


A assinatura do Manifesto pode ser feita (aqui) http://plataforma235.amrs.pt/?page_id=133

24 de fevereiro de 2012

O cavalo do inglês

Hoje vou contar uma história que me acompanha há muito

Conheço a história como a "do cavalo do inglês", contudo, já me disseram que, na Inglaterra, é conhecida como a "do cavalo do escocês".
Em Inglaterra são vulgares as histórias dos escoceses como em Portugal proliferam as anedotas dos alentejanos.

Enfim, vamos à história: 
  
Era uma vez, um inglês que tinha um cavalo que o ajudava nos trabalhos da sua propriedade agrícola. Vá-se lá saber porquê mas, a "crise", atingiu-o e as dívidas começaram a aumentar perigosamente. 
O inglês dirigiu-se aos seus três banqueiros e expôs a sua situação. 
- Não consigo pagar as dívidas, disse ele. Preciso de um conselho.
Os três banqueiros disseram-lhe que reduzisse as despesas, para que sobrasse algum dinheiro para as amortizar.
   
O desgraçado do inglês que já quase não fazia despesas, as alfaias estavam antiquadas e pouco rendimento davam, não as mandou reparar. O trabalho tornou-se ainda mais difícil, ele e o cavalo lá iam conseguindo o essencial para comerem. No entanto nada sobrava para pagar as dívidas.
Os três banqueiros, insistiam:
- Tem que reduzir as despesas.
Já não era um conselho mas uma imposição.
O infeliz inglês, deu voltas à cabeça e só encontrou uma despesa para reduzir. A da ração do cavalo.




Então pensou:
- Para que o cavalo não se aperceba de que lhe vou reduzir a ração, todos os dias reduzo apenas 100 gramas. 
E assim passaram os dias e até os meses. O inglês estava satisfeito pois o cavalo comia cada vez menos e não refilava. É certo que tinha um pouco menos força mas, lá ia fazendo o seu trabalho.
Até que um dia, satisfeito, a ração chegou a zero. Podia agora amortizar um pouco da dívida. Não o valor da ração, mas um pouco menos, pois o cavalo trabalhava também menos e a sua produção era inferior.
Apesar disso os três banqueiros, incentivavam-no.
- Muito bem. Verificamos que está a cumprir e até já conseguiu economizar na ração do animal.
Satisfeito voltou a casa e encontrou o cavalo morto. Desesperado exclamou.
- Ah! malandro! Agora que te tinhas habituado a não comer é que morreste!


Do restante da vida do inglês vamos saber... também aos poucos...

23 de fevereiro de 2012

José Afonso sempre presente!


José Afonso, poeta, cantor, revolucionário, uma das vozes mais significativas do século XX em Portugal.

Completam-se hoje 25 anos da morte de José Afonso. 
Nasceu no dia 2 de Agosto de 1929. Viveu a sua infância em Angola.

Em Coimbra, onde estudou, integrou-se no Orfeão Académico e na Tuna Académica da Universidade. Foi nessa altura que se revelou como um excelente intérprete do Fado de Coimbra. Na década de 60, período de grande agitação social em Portugal, com o início da Guerra Colonial e as lutas estudantis, José Afonso, manifestou "a inutilidade de se cantar o cor-de-rosa e o bonitinho, muito em voga nas nossas composições radiofónicas e no nosso music­haIl de exportação". Por isso, decidiu fazer das suas canções uma arma de combate por valores mais dignos. Foi, então, percussor do movimento de renovação da música portuguesa da década de 1960.

As suas canções de intervenção, de conteúdo revolucionário, contra o fascismo, arrebataram todos os democratas e anti-fascistas que se opunham à política comandada por Salazar, que explorava e mantinha o povo português na ignorância e subserviência. Para isso o regime impunha o terror da PIDE, da Censura e proibição de tudo o que criticasse o “estado Novo”. José Afonso e as suas canções afrontaram o fascismo.

Lançou, em 1960, o seu quarto disco, Balada do Outono. Em 1962 segue atentamente a crise académica de Lisboa. É editado o álbum Coimbra Orfeon of Portugal. Nesse disco José Afonso rompe com o acompanhamento das guitarras de Coimbra, trocando-o pelas violas de José Niza e Durval Moreirinhas.

Em 1963 foram editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro, o primeiro contra a exploração do capitalismo, o segundo, denunciando a miséria em que grande parte dos trabalhadores viviam, nos imensos bairros de barracas e inspirado no Bairro do Barredo, no Porto. Canção de grande ternura e de esperança do sol nascente, da luz do novo dia, que simboliza a confiança numa sociedade mais justa.

Como era de esperar, esse disco, foi proibido pela censura e apreendido nas lojas que o vendiam. Nesse disco, Baladas de Coimbra, participou também Adriano Correia de Oliveira, outro famoso cantor que acompanhou José Afonso e, com ele, também se transformou num símbolo da resistência contra o regime de Salazar.

Segundo relata José Afonso, Os Vampiros, canção contra a exploração capitalista, foi pensada pela necessidade de tratar temas, políticos e educativos, de se "repercutirem no espírito narcotizado do público, molestando-lhe a consciência adormecida em vez de o distrair”. Foi essa a intenção que orientou a génese de "Vampiros", imagem da "fauna hiper­nutrida de alguns parasitas do sangue alheio".

Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa, viriam a tornar-se símbolos de resistência anti-fascista da época. Os Vampiros anda hoje é sentida como actual. Canção com enorme força e de grande simplicidade utilizando a metáfora para denunciar o capital ávido, explorador.

Muito cedo, José Afonso, começou a participar, em festas de estudantes, festas populares, em colectividades, ou com grupos de amigos.

Tive a felicidade de ter participado, assistindo a muitas, nesses tempos de resistência de solidariedade.

Em Maio de 1964, José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção Grândola, Vila Morena. A música viria a ser a senha do Movimento das Forças Armadas na Revolução do 25 de Abril de 1974, permanecendo como a música mais significativa do período revolucionário.

José Afonso foi professor em 1967, mas por pouco tempo. A PIDE que o perseguia, obrigou à sua expulsão do ensino oficial. Mais tarde foi preso pela polícia política. No entanto veio a receber vários prémios da Casa da Imprensa pelo Melhor Disco do Ano, e o prémio da Melhor Interpretação. Para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado em muitos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.

Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro e grava o álbum Venham mais Cinco. Entre abril e maio de 1973 esteve preso pela PIDE/DGS no Forte-prisão de Caxias.

Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, participa entusiasticamente no processo revolucionário, e realiza várias sessões de apoio a diversos movimentos, democráticos em Portugal e no estrangeiro. Publicou o LP Coro dos Tribunais, e participou em muitas sessões do Canto Livre. A sua intervenção política intensificou-se depois de alcançada a liberdade.

Os seus últimos espectáculos foram realizados nos coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983. Estava já em fase avançada da sua doença que o impediu de continuar a cantar e o vitimou. No final desse mesmo ano é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas Zeca recusa a distinção.

Faleceu em 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada.

Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial.

Passaram 25 anos da sua morte. Zeca é admirado e lembrado pelo nosso povo. No entanto, é miserável o silenciamento a que assistimos por parte dos meios de comunicação e das entidades responsáveis pela cultura em Portugal. Este regime não utiliza a censura de Salazar mas, com métodos diferentes, impõe o esquecimento, de um homem que foi, e é, uma figura impar da canção popular portuguesa, da canção de protesto, canção livre, canção de resistência ao fascismo, da história de Portugal e da liberdade alcançada com a Revolução do 25 de Abril. 

Hoje, como no fascismo, José Afonso é preciso e está actual.


22 de fevereiro de 2012

Nome do cão

O mundo está salvo! A crise desapareceu. As guerras e a fome acabaram.
 
A imprensa trabalha arduamente para espalhar a notícia
  
  
Mundo Cão...
  
  
Mundo de lobos!

21 de fevereiro de 2012

Grécia e Portugal, a mesma luta


"Se os povos da Europa não se levantarem, os bancos trarão o fascismo de volta."
 - por Mikis Theodorakis -

Míkis Theodorákis, é um compositor e político grego mundialmente conhecido Em 1980-1982 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz.

Theodorákis é conhecido pelas suas posições políticas de esquerda, que nem a ditadura da junta militar que governou a Grécia conseguiu calar. 
Theodorákis foi um activo defensor dos direitos humanos, nos conflitos do Chipre, nas tensões entre a Turquia e a Grécia, nos ataques da NATO à Sérvia, no sequestro de Abdullah Öcalan no conflito israelo-palestino e em todas as acções contra os trabalhadores e os povos. 

Foi um resistente contra a ocupação nazi e fascista, foi combatente republicano na guerra civil, foi torturado durante o regime dos coronéis, mas nunca deixou de lutar pelo seu país e pelos povos contra a tirania. 

Grécia vítima da ocupação nazi-fascista
  
A Grécia foi vítima do fascismo e da destruição provocada pela Alemanha e hoje é vítima da mesma Alemanha e do ataque feroz do capitalismo financeiro e especulativo europeu. 
Está subordinada à tutela da Troika com um governo não eleito mas imposto pela União Europeia. 
Mikis Theodorakis fez mais um apelo aos gregos e aos povos da Europa para impedirem os bancos de voltarem a implantar o fascismo.

Apelo de Míkis Theodorákis
  
Numa recente entrevista na Grécia, Theodorakis advertiu que, se o país se submeter às exigências dos que se dizem "parceiros" europeus será "o nosso fim quer como povo quer como nação". Se esta política continuar, "não poderemos sobreviver … a única solução é levantarmo-nos e combatermos". 
   
O seu apelo aos povos da Europa tem sido publicado em numerosos jornais… 
"O nosso combate não é apenas o da Grécia, mas aspira a uma Europa livre, independente e democrática. Não acreditem nos vossos governos quando eles alegam que o vosso dinheiro serve para ajudar a Grécia. (…) Os programas de "salvamento da Grécia" apenas ajudam os bancos estrangeiros, precisamente aqueles que, por intermédio dos políticos e dos governos a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à actual crise. 

20 de fevereiro de 2012

Perigo da III Guerra Mundial


A tensão no Médio Oriente e o conflito dos EUA com o Irão

Em conversa sobre os perigos duma III Guerra Mundial, provocada pelo conflito dos EUA com o Irão, António Bica enviou-me um texto que fez em 2010 e que se mantem actual. 

Resumo:
  
Nesse texto António Bica, recorda que em 1953 a CIA provocou o derrube do regime constitucional do Irão e impôs o Xá Reza Pahlevi, que lhe assegurou o controlo do petróleo. Há 30 anos o Irão libertou-se da ditadura de Reza Pahlevi e é hoje muito mais progressista. 
"Ao contrário do que a máquina de informação global dos EUA, (...) quer fazer acreditar à opinião mundial, o Irão não é uma ditadura militar. É um regime republicano constitucional embora confessional islâmico xiita, em que o poder a todos os níveis é conferido por eleições periódicas" e "as mulheres não são discriminadas no Irão".  "O Irão está a avançar política e socialmente em consequência do desenvolvimento do ensino generalizado em todos os graus a toda a população e do consequente desenvolvimento económico". 

Diz o roto ao nu... 
António Bica mostra que este processo tem avanços e recuos e as tensões criadas em especial pelas "intransigentes posições de Israel, que dispõe de numerosas bombas atómicas e defende a destruição por bombardeamento das instalações nucleares que o Irão sempre afirmou destinarem-se a fins pacíficos" tem dificultado o processo de desenvolvimento progressista do Irão. 
  

Jogos escondidos
"Como os EUA e a UE querem privar o Irão do material radioactivo de que dispõe" exigiram que o Irão "provasse sem lugar a dúvidas não ter intenção de o utilizar para fins militares, prova que, sendo de facto subjectivo e negativo, é impossível de fazer". As imposições e depois as represálias dos EUA e da UE têm vindo a criar uma enorme tensão "para enfraquecer o Irão, porque o Irão no mundo islâmico, apesar de religião xiita e de os palestinianos serem sunitas, é o mais destacado e firme defensor do direito de os palestinianos viverem na sua terra, a Palestina, livres de Israel".

Os pretextos das armas de destruição maciça
A "atitude dos EUA e da UE em relação ao Irão" é comparada com a "que foi adoptada pelo presidente Bush em relação ao Iraque no início da década de 2000 – provem que não têm meios militares de destruição maciça para não haver guerra. Sendo a prova negativa, os EUA e a Inglaterra sempre a consideraram insuficiente", para lhes dar o pretexto de "ocupar militarmente o Iraque e apropriar-se do seu petróleo", diz António Bica que termina com a esperança de que "A amarga lição da insensata guerra contra o Iraque" possa ter sido aprendida e nem os EUA nem Israel ataquem o Irão.


Neste resumo omiti muitos e importantes dados que António Bica apresenta. Por isso, para quem queira aprofundar a informação, aqui vai o texto completo:

18 de fevereiro de 2012

Onde está a novidade?

Noticiar que um cão mordeu uma pessoa, não é notícia

Com esta austeridade para quem trabalha, o desemprego a aumentar, os salários a diminuir e os preços dos transportes a subir, alguém poderia esperar maior utilização dos transportes e, consequentemente, mais receitas e mais lucros?


17 de fevereiro de 2012

Onde está o dinheiro?

O dinheiro não se evapora. Se sai dos bolsos e do trabalho de uns, para onde vai ele?



Um artigo de opinião o deputado Bernardino Soares, no Jornal Avante de ontem, responde à pergunta que tanta gente faz: Onde está o dinheiro?


É sabido que a grande maioria dos trabalhadores empobreçe, ganha menos e trabalha mais. Para onde vai esse dinheiro? 


Então Bernardino Soares dá alguns exemplos: 


Aponta que na "ajuda" a Portugal está incluido "12 mil milhões disponíveis para a recapitalização da banca – corresponderão mais de 35 mil milhões de euros de juros e comissões".


Mostra que os prejuizos apresentados são "manigâncias... para não pagar centenas de milhões de euros de impostos durante vários anos. Foi também por isso que o Governo aumentou no Orçamento para 2012 o prazo para reportar esses prejuízos no plano fiscal de 4 para 5 anos". 


Também o escandaloso negócio dos fundos de pensões da Banca "significa um encargo adicional para a Segurança Social" o que calcula "dará um benefício à Banca privada entre 6 a 8 mil milhões de euros".


O BPN, "beneficiou de garantias do Estado que ascendem já a 4 mil milhões de euros", "perspectivando-se para breve uma injecção directa de capital de 600 milhões (lembre-se que foi vendido ao BIC por 40 milhões de euros!)"


"No caso do BPP, o Estado prestou garantias no valor de cerca de 457 milhões de euros... que foram executadas quase na totalidade (cerca de 451 milhões)".


A despesa fiscal com o off-shore da Madeira é em 2012 de 1200 milhões de euros; 






Bernardino Soares aponta ainda os benefícios e redução de impostos aos grandes grupos, enquanto que, para o povo os impostos são aumentados. O PCP fez propostas realistas que permitiriam que os "sacrifícios" fossem melhor distribuidos:


"A rejeição da taxa de 0,2% sobre transacções financeiras, proposta pelo PCP, deita fora 200 milhões de euros por ano"; 


"A rejeição da taxa de 25% proposta sobre transferências para paraísos fiscais despreza uma receita de 4 mil milhões de euros anuais"; 


"Muitas centenas de milhões de euros seriam cobrados se as mais-valias bolsistas das SGPS pagassem imposto"; 


"O agravamento do imposto sobre bens e imóveis de luxo permitiria certamente uma receita importante para o Estado"; 


"A rejeição de uma proposta do PCP para tributar devidamente as SGPS que deslocalizam a sua sede fiscal permite a impunidade de operações como a do Grupo Jerónimo Martins/Pingo Doce e de outras empresas do PSI-20".


Na área da saúde em 2012 entregaram "320 milhões de euros aos grupos económicos através das parcerias público-privado. Para além disso, continua o regabofe do financiamento dos grandes hospitais privados com fundos públicos", isto é, cerca de 600 milhões de euros".


Muitos outros exemplos poderiam ser citados nos transportes, nas estradas, nos concursos públicos e nas obras que somariam muitos milhares de milhões de euros que saem do trabalho e sacrifícios do povo para os bolsos dos banqueiros, acionistas e administradores dos grandes grupos económicos. A maioria desse dinheiro está bem guardado no estrangeiro e serve para a especulação nos "mercados" onde arrecadam mais outros milhares de milhões com os juros dos empréstimos. 


Concluindo, como escrevi há três dias, eles causam a crise, obtém "ajudas" que empobrecem os estados e depois com o dinheiro que receberam emprestam-no a elevados juros ganhando milhares de milhões aos que lhes "deram" o dinheiro. 


Criam a doença, matam com a cura e pagam-se com a herança!

16 de fevereiro de 2012

Três notícias

Uma política de classe
Saque aos trabalhadores para benefício dos bancos
Aumento do desemprego, da pobreza e das desigualdades



Greve uma forma de luta inevitável face a esta política da direita. Política que afunda o país, aumenta o desemprego e a fome nos trabalhadores e no povo. Greve, uma forma de luta que exige reforçar a unidade, organização e solidariedade dos trabalhadores. No momento, a única forma de enfrentar o poder dos que exploram e afundam o país. Uma luta que exige sacrifícios mas que é inevitável.


A "naturalidade" com que o Governo encara a greve é "estar nas tintas", pois esta política, tem que ser feita "custe o que custar", porque assim mandam os banqueiros e os interesses do grande capital. A essa "naturalidade" do Governo, os trabalhadores têm que opor a "coragem" o "empenho" para mais um sacrifício de um dia sem salário, de luta, para que não tenham que viver, e as próximas gerações, uma vida de submissão, sem direitos.




O desemprego continua a aumentar. A política de direita que está a ser seguida por ordem da Troika não é inocente. Não se trata de serem incompetentes. É a política que a classe dos exploradores precisa para submeter os trabalhadores às suas leis para melhor explorarem. A "crise" que provocaram, está a ser aproveitada para justificar a repugnante política que estão a fazer. Aumentam o desemprego e os horários de trabalho. Aumentam os preços e reduzem os salários. 
No século XXI em que se esperaria que as máquinas, a tecnologia e a ciência postas ao serviço da sociedade, proporcionassem mais produção com menos trabalho, o capitalismo está a aproveitar esses aumentos de produtividade para exclusivo benefício de alguns. O capitalismo mostra que já não serve os interesses da sociedade.


Para os que dizem que o que é preciso é trabalhar e não fazer greve, que raciocinem e vejam que esta política, faz com que mais de UM MILHÃO de trabalhadores estejam permanentemente  em "greve forçada" todo o ano, o que equivale a 365 milhões de dias de trabalho perdido. 
Só a luta poderá mudar esta política!

15 de fevereiro de 2012

70 milhões ganhos com o dinheiro dos outros


ROUBAM O POVO E AFUNDAM O PAÍS

O Estado obteve hoje três mil milhões de euros nos mercados financeiros em leilões de curto prazo. 
Apesar do recente corte da nota de crédito pela agência Moody's, as taxas de juro foram um pouco mais baixas.

Foram colocados 1500 milhões de euros a um ano, a uma taxa média de 4,943%. A ultima operação semelhante decorreu há cerca de um mês, com um leilão de títulos a 11 meses pelo qual Portugal pagou 4,986%.



Serviço combinado

A Moody's desclassifica para que os juros subam e facilitar a especulação dos Bancos. Mas, entretanto, como os "mercados", obtêm dinheiro do BCE a 1%, ou menos, e estão cheios de dinheiro, que conseguem com a especulação, não sabem o que fazer dele. Assim, aproveitam todas as oportunidades para ganhar ainda mais. A corrida ao leilão da dívida portuguesa foi grande apesar da nota baixa da Moody's a Portugal. 


Um bom negócio...
   
Os Bancos, ganharão com mais este empréstimo de 1.500 milhões, a módica quantia de 70 milhões num ano. Tudo isto com o nosso dinheiro, claro!
Portugal, no final do ano vai ter que pagar o empréstimo e mais os 70 milhões sem entretanto aumentar a sua riqueza, pois a austeridade leva à recessão e a não investir no setor produtivo. Isto significa que aumenta a dívida e a sua dependência. Amanhã terá que pedir mais, e pagar mais juros, para pagar o que pediu hoje e assim, de leilão em leilão, "ROUBAM O POVO E AFUNDAM O PAÍS"

14 de fevereiro de 2012

Relatório da Liga Árabe


Depois da Líbia, a ameaça paira sobre a Síria


Da rede Voltaire retirei estas notas:

Desde o início dos eventos que pairam sobre a Síria duas interpretações que se têm opostas uma a outra: para o Ocidente e seus aliados do Golfo, o regime esmagou de forma sangrenta a revolução popular, enquanto que para a Síria e seus aliados do BRICS, o país é atacado por grupos armados vindos do exterior.

Ver mais...

O negócio da crise

Como sair deste esquema de chantagem permanente

Os bancos que controlam a economia do mundo capitalista, concentram cada vez maiores riquezas com o negócio da crise.

O esquema é simples. Forçam a crise, impõem a austeridade e a dependência dos países, criando maiores dificuldades e maiores dependências, num ciclo sem fim. É como se um laboratório criasse um vírus para o qual só ele tem o remédio. Contudo o remédio contém novos vírus para manter o doente sempre a precisar de novas doses de remédio.

Os donos do mundo capitalista

Os bancos como o Goldman Sachs, americano, que é um dos maiores bancos de investimento mundial, faz equipa com a agência de notação financeira Moody's. 
A Moody's aumenta ou diminui as notações dos países para que o Goldman Sachs e outros bancos intermediários, chamados "mercados" aumentem ou diminuam os juros dos empréstimos que fazem, forçando pagamentos até onde for possível.

Para melhor inocular os vírus e para receitar o seu remédio o Goldman Sachs infiltra os seus especialistas nos vários Governos e Bancos de muitos países, na União Europeia e nas Troikas. São estes, os "médicos" que impõem os remédios para tratar os vírus que eles criam. 

Alguns exemplos
Papademos, actual primeiro-ministro grego, é um homem do Goldman Sachs, imposto, (não eleito), para chefiar o Governo grego. Inoculou o vírus entre 1994 e 2002 quando exerceu a governação do Banco Central da Grécia. Falseou as contas do défice público do país com o apoio activo da Goldman Sachs. 

Na Itália o esquema foi semelhante. O primeiro ministro imposto (não eleito),  Mariano Monti, é também um homem da Goldman Sachs e da direcção do Grupo Bilderberg. 

O actual presidente do Banco Central Europeu, Mario

12 de fevereiro de 2012

A nostalgia...

As promessas e a realidade hoje

Na televisão russa, foi transmitido um documentário de Dmitri Kiselev, chamado “URSS, o naufrágio”. Recordou o autor que, uma vez, fomos pessoas que viveram num grande país, onde ninguém se apontava com o dedo, nem se discriminavam as várias etnias: "todos nós éramos soviéticos".

Nostalgia
A nostalgia pela União Soviética só não é sentida por aqueles que tiveram tempo de roubar. Nós, seguíamos tranquilos para a cama e, calmamente, despertávamos pela manhã, sabendo que no dia seguinte teríamos trabalho, que no dia 10 receberíamos o pagamento e, no dia 25, o antecipado.
  
O que era importante
Não era preciso pagar pela escola e pela universidade, recebíamos uma boa educação, com a qual podíamos encontrar facilmente trabalho no exterior. Tínhamos a saúde tratada de forma gratuita. Hoje as pessoas morrem por não terem dinheiro para se tratar. Eis aqui os encantos do rico capitalismo!

Padrão de vida
Na URSS, histórias terríveis na rádio e na televisão não nos assustavam. Escutávamos com alegria notícias de que, surgiam novas fábricas, sobre a conquista do espaço. Hoje, a história do dia é: "uma casa para idosos foi incendiada", "um pesquisador foi assassinado", ou um deputado... Vivemos atrás de portas de ferro, temendo os vizinhos. A moral e os valores cairam por terra. O roubo e a fraude são negócios vulgares. Os ladrões estão no poder. O assassinato já não surpreende ninguém, é um padrão de vida.

11 de fevereiro de 2012

Vídeo La doctrina del shock


A crise e a doutrina de choque


Baseado no livro de Naomi "doutrina de choque" Klein, conta como os chamados "Chicago boys", de Milton Friedman, usaram a descoberta da psicologia do electrochoque para apagar memórias e dominar as pessoas. Tal descoberta permitiria criar as condições para reescrever a história, eliminar a experiência passada e redefinir uma cultura e ideologia à medida dos interesses do poder económico. 
O desenvolvimento sócio-económico dos países em desenvolvimento, mostrou alternativas ao capitalismo imperialista. Era preciso apagar das mentes, tais experiências. O efeito de choque económico (crise, impostos mais altos, eliminação de direitos, de subsídios e políticas sociais, aumento dos preços, o desemprego e a ameaça de fome, etc.), poderia proporcionar efeitos idênticos aos do electrochoque e permitir a "domesticação" das pessoas e torná-las capazes de aceitar as injustiças. 
O objectivo foi melhor saquear os recursos naturais, enriquecer as multinacionais e o capital financeiro, à medida que empobrecia a população. Crises foram artificialmente criadas, umas para ensaiar a teoria, outras para permitir ao poder dominante impor medidas de submissão das populações.


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