18 de fevereiro de 2012

Onde está a novidade?

Noticiar que um cão mordeu uma pessoa, não é notícia

Com esta austeridade para quem trabalha, o desemprego a aumentar, os salários a diminuir e os preços dos transportes a subir, alguém poderia esperar maior utilização dos transportes e, consequentemente, mais receitas e mais lucros?


17 de fevereiro de 2012

Onde está o dinheiro?

O dinheiro não se evapora. Se sai dos bolsos e do trabalho de uns, para onde vai ele?



Um artigo de opinião o deputado Bernardino Soares, no Jornal Avante de ontem, responde à pergunta que tanta gente faz: Onde está o dinheiro?


É sabido que a grande maioria dos trabalhadores empobreçe, ganha menos e trabalha mais. Para onde vai esse dinheiro? 


Então Bernardino Soares dá alguns exemplos: 


Aponta que na "ajuda" a Portugal está incluido "12 mil milhões disponíveis para a recapitalização da banca – corresponderão mais de 35 mil milhões de euros de juros e comissões".


Mostra que os prejuizos apresentados são "manigâncias... para não pagar centenas de milhões de euros de impostos durante vários anos. Foi também por isso que o Governo aumentou no Orçamento para 2012 o prazo para reportar esses prejuízos no plano fiscal de 4 para 5 anos". 


Também o escandaloso negócio dos fundos de pensões da Banca "significa um encargo adicional para a Segurança Social" o que calcula "dará um benefício à Banca privada entre 6 a 8 mil milhões de euros".


O BPN, "beneficiou de garantias do Estado que ascendem já a 4 mil milhões de euros", "perspectivando-se para breve uma injecção directa de capital de 600 milhões (lembre-se que foi vendido ao BIC por 40 milhões de euros!)"


"No caso do BPP, o Estado prestou garantias no valor de cerca de 457 milhões de euros... que foram executadas quase na totalidade (cerca de 451 milhões)".


A despesa fiscal com o off-shore da Madeira é em 2012 de 1200 milhões de euros; 






Bernardino Soares aponta ainda os benefícios e redução de impostos aos grandes grupos, enquanto que, para o povo os impostos são aumentados. O PCP fez propostas realistas que permitiriam que os "sacrifícios" fossem melhor distribuidos:


"A rejeição da taxa de 0,2% sobre transacções financeiras, proposta pelo PCP, deita fora 200 milhões de euros por ano"; 


"A rejeição da taxa de 25% proposta sobre transferências para paraísos fiscais despreza uma receita de 4 mil milhões de euros anuais"; 


"Muitas centenas de milhões de euros seriam cobrados se as mais-valias bolsistas das SGPS pagassem imposto"; 


"O agravamento do imposto sobre bens e imóveis de luxo permitiria certamente uma receita importante para o Estado"; 


"A rejeição de uma proposta do PCP para tributar devidamente as SGPS que deslocalizam a sua sede fiscal permite a impunidade de operações como a do Grupo Jerónimo Martins/Pingo Doce e de outras empresas do PSI-20".


Na área da saúde em 2012 entregaram "320 milhões de euros aos grupos económicos através das parcerias público-privado. Para além disso, continua o regabofe do financiamento dos grandes hospitais privados com fundos públicos", isto é, cerca de 600 milhões de euros".


Muitos outros exemplos poderiam ser citados nos transportes, nas estradas, nos concursos públicos e nas obras que somariam muitos milhares de milhões de euros que saem do trabalho e sacrifícios do povo para os bolsos dos banqueiros, acionistas e administradores dos grandes grupos económicos. A maioria desse dinheiro está bem guardado no estrangeiro e serve para a especulação nos "mercados" onde arrecadam mais outros milhares de milhões com os juros dos empréstimos. 


Concluindo, como escrevi há três dias, eles causam a crise, obtém "ajudas" que empobrecem os estados e depois com o dinheiro que receberam emprestam-no a elevados juros ganhando milhares de milhões aos que lhes "deram" o dinheiro. 


Criam a doença, matam com a cura e pagam-se com a herança!

16 de fevereiro de 2012

Três notícias

Uma política de classe
Saque aos trabalhadores para benefício dos bancos
Aumento do desemprego, da pobreza e das desigualdades



Greve uma forma de luta inevitável face a esta política da direita. Política que afunda o país, aumenta o desemprego e a fome nos trabalhadores e no povo. Greve, uma forma de luta que exige reforçar a unidade, organização e solidariedade dos trabalhadores. No momento, a única forma de enfrentar o poder dos que exploram e afundam o país. Uma luta que exige sacrifícios mas que é inevitável.


A "naturalidade" com que o Governo encara a greve é "estar nas tintas", pois esta política, tem que ser feita "custe o que custar", porque assim mandam os banqueiros e os interesses do grande capital. A essa "naturalidade" do Governo, os trabalhadores têm que opor a "coragem" o "empenho" para mais um sacrifício de um dia sem salário, de luta, para que não tenham que viver, e as próximas gerações, uma vida de submissão, sem direitos.




O desemprego continua a aumentar. A política de direita que está a ser seguida por ordem da Troika não é inocente. Não se trata de serem incompetentes. É a política que a classe dos exploradores precisa para submeter os trabalhadores às suas leis para melhor explorarem. A "crise" que provocaram, está a ser aproveitada para justificar a repugnante política que estão a fazer. Aumentam o desemprego e os horários de trabalho. Aumentam os preços e reduzem os salários. 
No século XXI em que se esperaria que as máquinas, a tecnologia e a ciência postas ao serviço da sociedade, proporcionassem mais produção com menos trabalho, o capitalismo está a aproveitar esses aumentos de produtividade para exclusivo benefício de alguns. O capitalismo mostra que já não serve os interesses da sociedade.


Para os que dizem que o que é preciso é trabalhar e não fazer greve, que raciocinem e vejam que esta política, faz com que mais de UM MILHÃO de trabalhadores estejam permanentemente  em "greve forçada" todo o ano, o que equivale a 365 milhões de dias de trabalho perdido. 
Só a luta poderá mudar esta política!

15 de fevereiro de 2012

70 milhões ganhos com o dinheiro dos outros


ROUBAM O POVO E AFUNDAM O PAÍS

O Estado obteve hoje três mil milhões de euros nos mercados financeiros em leilões de curto prazo. 
Apesar do recente corte da nota de crédito pela agência Moody's, as taxas de juro foram um pouco mais baixas.

Foram colocados 1500 milhões de euros a um ano, a uma taxa média de 4,943%. A ultima operação semelhante decorreu há cerca de um mês, com um leilão de títulos a 11 meses pelo qual Portugal pagou 4,986%.



Serviço combinado

A Moody's desclassifica para que os juros subam e facilitar a especulação dos Bancos. Mas, entretanto, como os "mercados", obtêm dinheiro do BCE a 1%, ou menos, e estão cheios de dinheiro, que conseguem com a especulação, não sabem o que fazer dele. Assim, aproveitam todas as oportunidades para ganhar ainda mais. A corrida ao leilão da dívida portuguesa foi grande apesar da nota baixa da Moody's a Portugal. 


Um bom negócio...
   
Os Bancos, ganharão com mais este empréstimo de 1.500 milhões, a módica quantia de 70 milhões num ano. Tudo isto com o nosso dinheiro, claro!
Portugal, no final do ano vai ter que pagar o empréstimo e mais os 70 milhões sem entretanto aumentar a sua riqueza, pois a austeridade leva à recessão e a não investir no setor produtivo. Isto significa que aumenta a dívida e a sua dependência. Amanhã terá que pedir mais, e pagar mais juros, para pagar o que pediu hoje e assim, de leilão em leilão, "ROUBAM O POVO E AFUNDAM O PAÍS"

14 de fevereiro de 2012

Relatório da Liga Árabe


Depois da Líbia, a ameaça paira sobre a Síria


Da rede Voltaire retirei estas notas:

Desde o início dos eventos que pairam sobre a Síria duas interpretações que se têm opostas uma a outra: para o Ocidente e seus aliados do Golfo, o regime esmagou de forma sangrenta a revolução popular, enquanto que para a Síria e seus aliados do BRICS, o país é atacado por grupos armados vindos do exterior.

Ver mais...

O negócio da crise

Como sair deste esquema de chantagem permanente

Os bancos que controlam a economia do mundo capitalista, concentram cada vez maiores riquezas com o negócio da crise.

O esquema é simples. Forçam a crise, impõem a austeridade e a dependência dos países, criando maiores dificuldades e maiores dependências, num ciclo sem fim. É como se um laboratório criasse um vírus para o qual só ele tem o remédio. Contudo o remédio contém novos vírus para manter o doente sempre a precisar de novas doses de remédio.

Os donos do mundo capitalista

Os bancos como o Goldman Sachs, americano, que é um dos maiores bancos de investimento mundial, faz equipa com a agência de notação financeira Moody's. 
A Moody's aumenta ou diminui as notações dos países para que o Goldman Sachs e outros bancos intermediários, chamados "mercados" aumentem ou diminuam os juros dos empréstimos que fazem, forçando pagamentos até onde for possível.

Para melhor inocular os vírus e para receitar o seu remédio o Goldman Sachs infiltra os seus especialistas nos vários Governos e Bancos de muitos países, na União Europeia e nas Troikas. São estes, os "médicos" que impõem os remédios para tratar os vírus que eles criam. 

Alguns exemplos
Papademos, actual primeiro-ministro grego, é um homem do Goldman Sachs, imposto, (não eleito), para chefiar o Governo grego. Inoculou o vírus entre 1994 e 2002 quando exerceu a governação do Banco Central da Grécia. Falseou as contas do défice público do país com o apoio activo da Goldman Sachs. 

Na Itália o esquema foi semelhante. O primeiro ministro imposto (não eleito),  Mariano Monti, é também um homem da Goldman Sachs e da direcção do Grupo Bilderberg. 

O actual presidente do Banco Central Europeu, Mario

12 de fevereiro de 2012

A nostalgia...

As promessas e a realidade hoje

Na televisão russa, foi transmitido um documentário de Dmitri Kiselev, chamado “URSS, o naufrágio”. Recordou o autor que, uma vez, fomos pessoas que viveram num grande país, onde ninguém se apontava com o dedo, nem se discriminavam as várias etnias: "todos nós éramos soviéticos".

Nostalgia
A nostalgia pela União Soviética só não é sentida por aqueles que tiveram tempo de roubar. Nós, seguíamos tranquilos para a cama e, calmamente, despertávamos pela manhã, sabendo que no dia seguinte teríamos trabalho, que no dia 10 receberíamos o pagamento e, no dia 25, o antecipado.
  
O que era importante
Não era preciso pagar pela escola e pela universidade, recebíamos uma boa educação, com a qual podíamos encontrar facilmente trabalho no exterior. Tínhamos a saúde tratada de forma gratuita. Hoje as pessoas morrem por não terem dinheiro para se tratar. Eis aqui os encantos do rico capitalismo!

Padrão de vida
Na URSS, histórias terríveis na rádio e na televisão não nos assustavam. Escutávamos com alegria notícias de que, surgiam novas fábricas, sobre a conquista do espaço. Hoje, a história do dia é: "uma casa para idosos foi incendiada", "um pesquisador foi assassinado", ou um deputado... Vivemos atrás de portas de ferro, temendo os vizinhos. A moral e os valores cairam por terra. O roubo e a fraude são negócios vulgares. Os ladrões estão no poder. O assassinato já não surpreende ninguém, é um padrão de vida.

11 de fevereiro de 2012

Vídeo La doctrina del shock


A crise e a doutrina de choque


Baseado no livro de Naomi "doutrina de choque" Klein, conta como os chamados "Chicago boys", de Milton Friedman, usaram a descoberta da psicologia do electrochoque para apagar memórias e dominar as pessoas. Tal descoberta permitiria criar as condições para reescrever a história, eliminar a experiência passada e redefinir uma cultura e ideologia à medida dos interesses do poder económico. 
O desenvolvimento sócio-económico dos países em desenvolvimento, mostrou alternativas ao capitalismo imperialista. Era preciso apagar das mentes, tais experiências. O efeito de choque económico (crise, impostos mais altos, eliminação de direitos, de subsídios e políticas sociais, aumento dos preços, o desemprego e a ameaça de fome, etc.), poderia proporcionar efeitos idênticos aos do electrochoque e permitir a "domesticação" das pessoas e torná-las capazes de aceitar as injustiças. 
O objectivo foi melhor saquear os recursos naturais, enriquecer as multinacionais e o capital financeiro, à medida que empobrecia a população. Crises foram artificialmente criadas, umas para ensaiar a teoria, outras para permitir ao poder dominante impor medidas de submissão das populações.


Ver vídeo em http://c-de.blogspot.com/p/imagens.html

Não nos calam

10 de fevereiro de 2012

É preciso reagir


Amanhã SÁBADO às 15 horas 
Vamos encher o Terreiro do Paço 
ACORDAR os adormecidos e dar força aos desiludidos
Um dever de cidadania

As contradições do sistema

SEM CRESCIMENTO ECONÓMICO O PROBLEMA DA DÍVIDA PORTUGUESA É IRRESOLÚVEL, E 
NÃO É POSSIVEL TER CRESCIMENTO COM ESTA POLITICA DE AUSTERIDADE  

No seu último estudo, o economista Eugénio Rosa mostra como é impossível resolver os problemas económicos com esta política. 
Podemos então perguntar. A troika e os que se submetem à troika são burros?
Nada disso. Não são burros. O que na realidade querem é defender os interesses da classe que representam, a do capital financeiro.

Austeridade para quê e para quem?
  
A dado passo, ER diz: "Aqueles que, por um lado, afirmam que é preciso cumprir o acordo e, por outro lado, dizem que é necessário crescimento económico, como isso fosse possível simultaneamente, como se ouve muitas vezes, ou não percebem nada de economia ou têm a intenção deliberada de manipular e enganar a opinião pública com o objectivo de a levar a aceitar passivamente os sacrifícios brutais que lhe estão a ser impostos que, no fim, se vão revelar inúteis porque o país ficará ainda pior".

Satisfazer os apetites dos "mercados"
  
Tem sido repetidamente afirmado pelos Governos do PS e agora do PSD/CDS, que estamos a cumprir os acordos com as medidas de austeridade que impõem aos trabalhadores. Primeiro dizia-se que era para tranquilizar os "mercados" agora diz-se que é para dar confiança aos mercados. Contudo por cada medida de austeridade e por cada verificação elogiosa do cumprimento do acordo, os mercados sobem os juros. Então como se explica isso? 
Diz ER: "O valor do “spread”de títulos do Estado a 10 anos face à Alemanha, que é um indicador de risco utilizado pelos chamados “mercados”, em Janeiro de 2012, atingiu, em relação a Portugal, mais 15,6 pontos percentuais tendo aumentado em apenas num mês 4,1 pontos percentuais, quando no mesmo mês (Janeiro de 2012), o “spread” não aumentou para Espanha, e diminuiu para a Grécia, Itália, França e Irlanda, países que também estão na linha da frente a sofrer a chantagem dos chamados “mercados”.
  
O negócio dos juros
              
Pelos vistos o aumento dos juros parece ser indiferente ao cumprimento deste "acordo". Na realidade os mercados estão mais interessados em receber os juros do que beneficiar quem cumpre o acordo com a troika.
ER no final do resumo refere que o Nobel da economia, Joseph Stiglitz, afirma que "o objectivo principal do FMI, e agora da “troika estrangeira”, não é defender os interesses do país ou da população, mas sim garantir o reembolso dos empréstimos aos credores. 

Aproveitar enquanto é tempo. Quem vier atrás que feche a porta
  
Creio que se poderá concluir que esta política visa aproveitar a crise do capitalismo para aumentar as transferências de dinheiro de quem trabalha, para o capital financeiro. Para isso agrava-se a austeridade, retiram-se direitos, aumentam os preços e os juros até onde puderem, mesmo que depois o país fique de rastos. 


O Estudo completo pode ser visto em:
http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2011/7-2012-Austeridade-VS-CrescimentoF.pdf

9 de fevereiro de 2012

As infâmias da guerra


Líbia: A verdade acabará por ser descoberta

De um artigo de opinião de Jorge Cadima na Crónica Internacional do Avante, acabei de ler:
O New York Times (21.1.12) agora confessa que o linchamento de Kadafi teve a participação dos drones (aviões não tripulados) dos EUA, que estiveram em acção «até ao último dos ataques, que atingiu a caravana do Coronel Kadafi no dia 20 de Outubro e levou à sua morte». A imprensa ocidental confessa agora (só agora) que os «rebeldes» que a NATO colocou no poder torturam sistematicamente. Até a organização Médicos sem Fronteiras se retirou da «livre» cidade líbia de Misrata por achar que «a nossa missão é dar cuidados médicos a feridos de guerra ou presos doentes, e não tratar repetidamente os mesmos doentes por entre sessões de tortura» (Independent, 27.1.12).

7 de fevereiro de 2012

50.000 visitas

Um ano e um mês a "Conversar"


C de... atingiu 50.000 visitas num ano e um mês de vida. 82 amigos aderiram e seguem este blogue.

Tem sido seu objectivo Comunicar, Conversar, Comentar, Criticar, despertar Consciências... sempre de forma despretensiosa, simples. 

Dirije-se a todas as pessoas que, tal como eu, se interessam por Compreender o mundo em que vivemos e Cooperar para o tornar melhor. 
Compreender, sem aceitar como verdades absolutas, aquilo que nos amarra a culturas do passado, culturas e preconceitos que são transmitidas, sem crítica, por gerações. Culturas que tiveram o seu tempo mas que envelheceram, como tudo na vida. Compreende-las é, também, importante para avançar na luta para vencer as crendices que sustentam este mundo de injustiças e desigualdades.


Creio nesse Conhecimento que Cresce e Cria nova Consciência, Cívica e Cultural e a "C de..." de Justiça, Solidariedade e Paz.

Diz o poeta: “Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades”. 

Foram 50.000 as visitas, num ano e um mês de trabalho para manter este diálogo quase diário. Um ano de trabalho, mas com gosto.

Gostaria de corrigir os, certamente muitos, erros de conteúdo e de forma, nas abordagens que fiz. 
Gostaria ter aprendido, mais, com os erros em que não reparei e que não me foram apontados. 
Para isso preciso da ajuda dos vossos comentários.
Aprender, aprender sempre é um lema que procuro seguir.

A todos os visitantes deste blogue, a todos os amigos, amigas, camaradas, companheiros e companheiras de luta, um sincero e caloroso abraço.

6 de fevereiro de 2012

Duas frases

De mão estendida, custe o que custar

Vamos tomar duas das frases que ontem aqui reproduzi.

O autor é Passos Coelho.
  
Ele é o "rosto" de uma política com duas caras. Uma antes das eleições, quando sabia que mentia para caçar votos, outra a verdadeira, a que com sorrisos acata as ordens dos Banqueiros e da Senhora Merkel, atravez da Troika estrangeira.

Com a primeira cara diz Passos Coelho: 
  
"Nação que tem amor próprio não anda de mão estendida". 
  
Que quer ele dizer com isto? Ele sabe que, com esta frase "bonita", está a puxar ao sentimento de orgulho dos portugueses para não "pedirmos" a renegociação da dívida. Já anteriormente tinha, também de forma manhosa, dito que a renegociação da dívida era coisa de caloteiros. Foi neste contexto que fez esta sonora afirmação. Lembrou-me algumas das frases de Salazar tipo "orgulhosamente sós". 
Eu sei que ele sabe que a renegociação ou  reestruturação da dívida não é "pedir", não é pôr a mão estendida nem ser caloteiro. Renegociar a dívida é um ato de quem é responsável e honesto, pois é a forma de pagar as dívidas que os governos PS, PSD e CDS contraíram, sem arruinar o país. Foi por isso que ele usou a cara da campanha eleitoral. Manhoso continua a enganar.

Vamos cumprir as ordens “custe o que custar”. 

Com a cara de primeiro ministro e de presidente do PSD, disse "Vamos cumprir o programa custe o que custar". Esta frase, dita com a cara que usou, tem um caráter de dureza, tocando a ditadura. Ele assim quer, assim vai ser, apesar de não ter sido isso que prometeu aos eleitores quando usava a cara de candidato à pesca de votos.
Mas a manha de candidato, mantêm-se na cara de primeiro ministro. 
Omite que, com a cara de primeiro ministro, continua a servir os interesses dos banqueiros obrigando o povo que nele votou, bem enganado, a pagar os "custos que custarem". Nem nos diz quais são esses custos. 




É manhoso a ponto de, com a sua cara de primeiro ministro, utilizar a política salazarenta da austeridade. Política de "pobres mas honestos" ou de "pobres mas trabalhadores", ou "é dos pobres o reino dos céus". Política que muito convém aos, ricos, banqueiros e outros que continuam a "chupar" o nosso dinheiro. Esses não precisam do reino dos céus pois já o têm na Terra.

Não ser curado nem morrer, para o negócio render

É preciso manter o sistema, que vive da doença, tal como o médico espertalhão que não cura o doente para manter o cliente, ou o advogado desonesto que complica o que é simples para aumentar a factura.

Duas perguntas para quem souber responder:

1. Quanto é que, só em juros, receberam os bancos com as "ajudas" que nos deram? Quanto mais "ajudam" mais ganham. 

2. De onde vem o dinheiro dos Bancos?

Passos Coelho anda permanentemente, de mão estendida, agachado, dobrado, perante os banqueiros que lhes dão as ordens e perante a Troika que manda mais em Portugal que os portugueses. 

Temos um governo que já não esconde que tudo o que faz é porque a Troika quer que se faça. As Leis, a eliminação das Freguesias, a extinção de feriados, a entrega de empresas lucrativas do Estado ao estrangeiro, a redução das reformas dos trabalhadores para que outros possam ter muitos tachos e reformas acumuladas. 
  
O encarecimento da saúde, dos medicamentos e a redução das reformas será ordem da Troika, para matar os idosos que já não dão lucro aos capitalistas?

Recuperar a nossa dignidade
  
Os eleitores desta "democracia" foram e continuam a ser bem enganados. 
A crise do capitalismo está a ser aproveitada para espezinhar os trabalhadores e retirar todos os direitos que conseguiram.
  
Temos que recuperar a dignidade, deixar de andar de "mão estendida", e ir para a rua lutar "custe o que custar"?


Não há desculpas
  
Sábado, dia 11 não há desculpa para faltar à Manifestação da CGTP às 15 horas no Terreiro do Paço. 

A manifestação não é o fim da luta, mas um degrau que vamos subir para conseguirmos melhores posições.



5 de fevereiro de 2012

Reagir, lutar

As previsões "meteorológicas" 

Cada uma destas frases dá que pensar, mais pelo que não dizem, do que pelo que dizem.

O Acordo com a Troika tem que ser cumprido custe o que custar - Passos Coelho
A Austeridade não nos leva a lado nenhum - Mário Soares
Madeira: vai ser feito o alargamento dos prazos de pagamento da dívida para 21 anos. - Alberto João Jardim
Nação que tem amor próprio não anda de mão estendida - Passos Coelho.
Bancos anunciam que vão buscar dinheiro ao Estado para se recapitalizar. - dos jornais
Os portugueses entregaram, aos bancos 19 casa por dia durante 2011 - dos jornais
“se nada for feito, há cem por cento de certeza de que Portugal irá à falência e reeditar-se-á a situação da Grécia” - Paul De Grauwe
«Tocar no Gaspar é tocar no Passos» - Núcleo duro do PSD
Pobres já nós estamos. Há é pessoas que ainda não se deram conta disso - Passos Coelho
O país "está numa situação muito difícil por dez anos de políticas erradas"- Passos Coelho
“a receita” do Governo não resolve os problemas". - Seguro
A taxa de desemprego ultrapassou os 13,6% - Eurostat
Ministro Alvaro Santos Pereira viu com "muita preocupação" os dados da Eurostat. - Jornal Público
«Só vejo o Governo arregaçar as mangas para nomear o seu aparelho» - Seguro
Sem abrigo é condenado no tribunal em 24 horas ao pagamento de 250 euros pela tentativa de roubo de um champô e uma lata de polvo. - dos jornais
Pingo Doce não precisou de pagar tribunal nem advogado, pois obrigou o Ministério Público a avançar com um acusação. "sabe bem pagar tão pouco".- dos jornais
“Existe em Portugal uma justiça para ricos e outra para pobres. O pobre, se rouba um pão, vai preso. Um rico, se rouba um milhão, sai ileso”. Advogado.
Isaltino Morais mais uma vez consegue adiamento da prisão.- dos jornais
Os deputados da maioria PS+PSD+CDS mais uma vez recusaram a proposta de Lei do PCP para criminalizar a corrupção.- dos jornais

Primeiro paga-se aos credores e as migalhas que sobrarem vão para o povo. - Viriato Marques
Primeiro paga-se aos bancos, e se sobrar alguma coisa é para os portugueses que ainda não tiverem morrido de fome. - blog C de...


Perante este "estado do tempo"... Que fazer?


Ficar de braços caídos? Deixar que nos comprometam o futuro e o do país? As novas gerações não nos perdoarão a indiferença e cobardia.

No próximo Sábado dia 11 de Fevereiro, a CGTP vai realizar uma grande Manifestação no Terreiro do Paço em Lisboa. Os mais conscientes têm que mobilizar e dar ânimo aos que acham que nada há a fazer. A Manifestação é, neste momento de desânimo, a forma mais consensual para juntar, unir e dar força aos mais desmotivados. É a forma de conter os ataques que estamos a sofrer e que não resolvem o desenvolvimento económico do país, antes o agravam para continuar a servir esta política.
É o caminho para novas formas de luta.
É urgente levantarmos a cabeça e reagir.


1 de fevereiro de 2012

Desemprego continua a aumentar

Estaremos num país de atrasados mentais?


Há quanto tempo se alerta para que a política de direita PS+PSD+CDS está a levar o país para o desastre?
Há anos que sabemos que, a continuar assim, só os muito ricos é que se safam. Contudo, os nossos governantes, escolhidos (e pelos vistos, bem!) pelos eleitores, fingem desconhecer e apresentam-se surpreendidos com o aumento do desemprego e com a recessão. É preciso ter lata! Por isso:
É preciso aumentar os preços dos Transportes!
É preciso aumentar o preço do Gás, da Electricidade! 
É preciso continuar a ir buscar os impostos a quem trabalha! 
É preciso continuar a aumentar os horários de trabalho!
Deixemos os ricos levar o dinheiro para os paraísos fiscais, pois então!




"Façamos de conta" que não sabemos que os processos de corrupção morrem nos tribunais e deixemos levar o que resta!
Continuemos a vender as empresas do Estado para os muito ricos ficarem ainda mais ricos e fugirem com o dinheiro criado pelas nossas empresas com o trabalho dos trabalhadores que trabalham mais e ganham menos!

A "receita"
  
Depois, quando já não é possível esconder os resultados, FAÇAMOS DE CONTA QUE FICAMOS SURPREENDIDOS. 
Na notícia, o Secretário Geral do PS tem a lata de dizer:  “a receita” do Governo não resolve os problemas". 
Mas então porque é que aprovaram a "receita" do Governo ?. 

Se é que ainda há alguém que não saiba, a "receita" que tem vindo a ser aplicada pelo PS+PSD+CDS tem sido encomendada pelos senhores do dinheiro, os Banqueiros. Esses estão mais ricos com o negócio dos juros sobre os empréstimos que fazem. É a esses senhores que não convém que a crise acabe enquanto não sugarem tudo o que podem. 
A crise está para os Bancos, como o negócio da guerra para a Indústria de Armamento. Se deixar de haver Guerra abrem falência. É assim o capitalismo!



O patriótico PS

PS continua a querer Portugal mandado



Segundo li nos jornais de hoje, "o PS considera que um referendo sobre matéria europeia apenas se deverá concretizar em Portugal se for realizado em simultâneo em todos os Estados-membros e se estiverem em causa alterações relevantes ao Tratado da União Europeia".

Quer dizer: Se algum dos outros não quiser fazer referendo, nós também não deveremos fazer. Contudo, devemos aceitar as imposições que nos venham a fazer, mesmo sem consultar os portugueses. Ah! ganda PS.
Que quererá dizer o "S" do PS?
  

O fascismo levanta cabeça com ajuda da direita

Baltasar Gárzon 
O Tribunal Supremo de Madrid rejeitou as questões prévias apresentadas pela defesa e pelo ministério público e começou, esta segunda-feira, a julgar o juiz Baltasar Gárzon, por ter investigado crimes do franquismo.