Uma política elitista que retira a liberdade aos que não são ricos
A Educação e a Escola Pública
A questão central está na política de classe que se serve da desvalorização da Escola Pública e da elitização da Educação e da Cultura. Tal como praticava Salazar, a política de direita conduz os filhos dos trabalhadores apenas para garantir o trabalho e os filhos dos ricos para mandar. A liberdade e igualdade que a Constituição consagra e que Abril nos trouxe, estão, também por esta via, a ser feridos.
É esta política que levou a reduzir a ação da Escola Pública e o orçamento para a Educação em mais de 3.000 milhões de euros, nos últimos quatro anos. Esta política desvalorizou a intervenção em projectos de promoção do sucesso e combate ao abandono, deixou milhares de professores com vínculo precário ao fim de muitos anos de serviço, reduziu milhares de assistentes operacionais e técnicos, criou as turmas com mais de 30 alunos, retirou os apoios a milhares de alunos com necessidades educativas, negou a igualdade de oportunidade na escola e na vida, desumanizou a vida das escolas, empobreceu os currículos escolares e distanciou as escolas dos locais de habitação.
A política de direita e os seus autores
Jerónimo de Sousa, em Coimbra, lembrou que estas políticas foram iniciadas pelo PS e prosseguidas pelo PSD e CDS. Nos últimos dois governos do PS foram encerradas mais de 3100 escolas do 1º ciclo do ensino básico, 37.000 docentes foram tornados precários, congeladas as carreiras, reduzidos os salários e o actual governo, nestes quatro anos, atirou mais de 20.000 destes para o desemprego.
É sabido que a Educação é o investimento mais importante e rentável de um país.
Nem o argumento de reduzir despesas é real pois, de que se trata é da opção de tirar a uns para dar a outros. Para além dos 20.000 milhões dados aos bancos e banqueiros, grande parte do que se reduziu foi dado aos privados que elevam os preços do ensino para garantir a elitização que impede as famílias mais pobres de pagar os cada vez mais elevados custos com a educação. É isto que levou a maioria a derrotar as propostas do PCP para, tal como preconisa a Constituição, tornar gratuitos os manuais escolares a todos os alunos do ensino obrigatório. Consequência, Portugal tem dos mais elevados níveis de abandono escolar e de insucesso da Europa.
Ensino Superior e Investigação
Mais de 60% dos alunos continuam a ficar para trás, por impossibilidade de continuar a estudar. É clara a discriminação e elitização que esta política promove. As famílias não têm os recursos financeiros necessários para fazer face a custos cada mais elevados. Como disse Jerónimo de Sousa, não têm 1000 euros para pagarem as propinas, nem podem pagar as fotocópias e os livros, as deslocações diárias, a alimentação e, em muitos casos, não conseguem suportar o custo com o alojamento quando as instituições onde estudam se situam longe da sua área de residência. Os «governos que entregaram 20 mil milhões de euros à banca, sempre para acudir os banqueiros, têm feito sucessivas reduções no financiamento das instituições de ensino superior».
Cultura e o empobrecimento do país
Esta política bloqueou o enorme potencial de democratização cultural aberto pela Revolução de Abril e impede a democratização cultural, tal como suprime a liberdade dos trabalhadores e da generalidade do povo de aceder à cultura. Nos últimos 5 anos, o apoio às artes perdeu 75% do seu orçamento. O Orçamento do Estado de 2015 quase que excluiu a Cultura e apenas reservou uns míseros 0.1% para o conjunto da política cultural. Simultâneamente intensificam-se os negócios da cultura ao serviço dos interesses privados e da hegemonia das classes dominantes. Cultura, tal como o ensino e a Educação são apenas para quem tem muito dinheiro.
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
30 de setembro de 2015
29 de setembro de 2015
A arte de bem enganar...
Mentir aldrabando ou mentir omitindo. Que preferem?
Máximos responsáveis do PS, PSD e CDS adquiriram, por mérito próprio, o estatuto de mentirosos por aldrabarem, dizerem antes das eleições uma coisa e depois no Governo fazerem o contrário. Houve até um membro do Governo, João Almeida, secretário de estado da Administração Interna e alto responsável do CDS que justificou no Programa da RTP Prós e Contras, a necessidade de mentir para ganhar eleições.
Se analisarmos com mais profundidade, a palavra mentir, recordamos que significa afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro.
Nestas eleições, os costumeiros mentirosos, por demais desmascarados, resolveram mudar um pouco a sua tática, de enganar. Passaram a mentir mais por omissão e menos descaradamente.
PS e António Costa não falam sobre questões estruturantes para o País, como o Tratado Orçamental, a renegociação da dívida, a submissão ao estrangeiro e ao poder financeiro, ou o «controlo público de sectores primordiais», como a banca, reposição de salários e pensões, política de impostos, etc. etc.
PSD e CDS, através de Passos e Portas, falam do que dizem ser sucesso da sua governação mas esquecem o fundamental, como a dívida, os juros que estamos a pagar, o PIB, o aumento da pobreza, os emigrantes e desemprego, etc. etc.
Tudo isto, mentir aldrabando ou mentir por omissão, é enganar.
Diz o dicionário que enganar é induzir ao erro; fazer cair em erro. Esse é o objectivo de quem mente, mesmo que não afirme o que é falso nem negue o que é verdadeiro. Simplificando não diz NÃO nem diz SIM. Nem sequer diz NIM ou SÃO. Engana muito melhor dizendo apenas ÃO ou IM de forma que os mais distraídos julguem ser Não ou Sim, ou o inverso.
Os mentirosos do costume adquiriram assim um novo estatuto a que correspondem um maior leque de sinónimos: embusteiro burlão caborteiro charlatão falaz impostor intrujão invencioneiro maranhoso pantomimeiro trampolineiro trapaceiro trapalhão velhaco bandoleiro batoteiro vigarista
ardiloso fraudulento farsante hipócrita tartufo tratante falso fingido traiçoeiro safardana malandro meliante traste tunante torpe e muitos mais que a riqueza da lingua portuguesa nos oferece.
Máximos responsáveis do PS, PSD e CDS adquiriram, por mérito próprio, o estatuto de mentirosos por aldrabarem, dizerem antes das eleições uma coisa e depois no Governo fazerem o contrário. Houve até um membro do Governo, João Almeida, secretário de estado da Administração Interna e alto responsável do CDS que justificou no Programa da RTP Prós e Contras, a necessidade de mentir para ganhar eleições.
Se analisarmos com mais profundidade, a palavra mentir, recordamos que significa afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro.
Nestas eleições, os costumeiros mentirosos, por demais desmascarados, resolveram mudar um pouco a sua tática, de enganar. Passaram a mentir mais por omissão e menos descaradamente.
PS e António Costa não falam sobre questões estruturantes para o País, como o Tratado Orçamental, a renegociação da dívida, a submissão ao estrangeiro e ao poder financeiro, ou o «controlo público de sectores primordiais», como a banca, reposição de salários e pensões, política de impostos, etc. etc.
PSD e CDS, através de Passos e Portas, falam do que dizem ser sucesso da sua governação mas esquecem o fundamental, como a dívida, os juros que estamos a pagar, o PIB, o aumento da pobreza, os emigrantes e desemprego, etc. etc.
Tudo isto, mentir aldrabando ou mentir por omissão, é enganar.
Diz o dicionário que enganar é induzir ao erro; fazer cair em erro. Esse é o objectivo de quem mente, mesmo que não afirme o que é falso nem negue o que é verdadeiro. Simplificando não diz NÃO nem diz SIM. Nem sequer diz NIM ou SÃO. Engana muito melhor dizendo apenas ÃO ou IM de forma que os mais distraídos julguem ser Não ou Sim, ou o inverso.
Os mentirosos do costume adquiriram assim um novo estatuto a que correspondem um maior leque de sinónimos: embusteiro burlão caborteiro charlatão falaz impostor intrujão invencioneiro maranhoso pantomimeiro trampolineiro trapaceiro trapalhão velhaco bandoleiro batoteiro vigarista
ardiloso fraudulento farsante hipócrita tartufo tratante falso fingido traiçoeiro safardana malandro meliante traste tunante torpe e muitos mais que a riqueza da lingua portuguesa nos oferece.
28 de setembro de 2015
Para refletirmos V
Lágrimas e dentes de crocodilo
A propósito de um "lamento" da Internacional Socialista (IS) «...A deslocação global de dezenas de milhares de seres humanos actualmente em curso, em resultado de conflitos, da repressão ou da fome...» e que "esquece" as causas desses mesmos conflitos, repressão e fome, Filipe Diniz no Avante, entre outras coisas, pergunta:
«... Tudo isto cai do céu? Governos com partidos que integram a IS – como o francês – não têm nada a ver com o assunto? Não participaram na destruição do Iraque e da Líbia, no ataque contra a Síria (no Líbano, o partido filiado na IS passou-se para o campo «anti-Assad»). A França de Hollande não empreende uma vasta acção neocolonial na região subsaariana?...»
e finaliza com as seguintes conclusões:
«A IS não deu por nada.
O PS português faz parte desta hipócrita engrenagem. Mobilizou-a e apoiou-se nela contra a revolução portuguesa, adquiriu nela todos os tiques do dizer uma coisa e fazer o contrário. Com o detalhe que estes documentos da IS ilustram: invocar os problemas mas ocultar as causas é utilizar os problemas para garantir a continuidade das causas.
As lágrimas de crocodilo podem ser comoventes. Mas os dentes do crocodilo são o problema a resolver.»
A propósito de um "lamento" da Internacional Socialista (IS) «...A deslocação global de dezenas de milhares de seres humanos actualmente em curso, em resultado de conflitos, da repressão ou da fome...» e que "esquece" as causas desses mesmos conflitos, repressão e fome, Filipe Diniz no Avante, entre outras coisas, pergunta:
«... Tudo isto cai do céu? Governos com partidos que integram a IS – como o francês – não têm nada a ver com o assunto? Não participaram na destruição do Iraque e da Líbia, no ataque contra a Síria (no Líbano, o partido filiado na IS passou-se para o campo «anti-Assad»). A França de Hollande não empreende uma vasta acção neocolonial na região subsaariana?...»
e finaliza com as seguintes conclusões:
«A IS não deu por nada.
O PS português faz parte desta hipócrita engrenagem. Mobilizou-a e apoiou-se nela contra a revolução portuguesa, adquiriu nela todos os tiques do dizer uma coisa e fazer o contrário. Com o detalhe que estes documentos da IS ilustram: invocar os problemas mas ocultar as causas é utilizar os problemas para garantir a continuidade das causas.
As lágrimas de crocodilo podem ser comoventes. Mas os dentes do crocodilo são o problema a resolver.»
27 de setembro de 2015
Para refletirmos IV
As mentiras e os mentirosos
Notas de um artigo de opinião de Henrique Custódio no Avante
«... Portas é um embuste em movimento e, como a esquecida mas buliçosa sex symbol Mamie Van Doren, acha que falarem mal dele é publicidade e «promoção».
Passos Coelho disse em Santarem:
«Nunca tivemos», disse ele, «um Serviço Nacional de Saúde tão capitalizado, tão pronto a responder aos portugueses».
«... nunca tivemos um serviço público de Educação que estivesse tão ao serviço da formação dos jovens portugueses».
Notas de um artigo de opinião de Henrique Custódio no Avante
«... Portas é um embuste em movimento e, como a esquecida mas buliçosa sex symbol Mamie Van Doren, acha que falarem mal dele é publicidade e «promoção».
Passos Coelho disse em Santarem:
«Nunca tivemos», disse ele, «um Serviço Nacional de Saúde tão capitalizado, tão pronto a responder aos portugueses».
«... nunca tivemos um serviço público de Educação que estivesse tão ao serviço da formação dos jovens portugueses».
26 de setembro de 2015
Para refletirmos III
A "campanha negra"
Notas de um artigo de opinião de Carlos Gonçalves no Avante
« - As «sondagens», concebidas como armas de mistificação de massas para «fazer cabeças» e fabricar resultados nos media dominantes, que, quanto muito, indiciam tendências e nunca o «score» eleitoral, de que estão muito longe, já que as margens de erro, no caso da RTP, podem somar ou retirar a qualquer força dois por cento ... Não são sondagens, são palpites e manipulações da política de direita, para impor os «resultados convenientes"...»
«... As calúnias do Expresso à Festa, ou as agressões cobardes de quatro fascistas são expressão do seu medo de que este povo tome nas suas mãos o futuro do País».
«- As tretas dos protagonistas da política de direita, que falsificam todas as estatísticas e convergem, à beira de eleições, com a revisão reles do «rating» de Portugal pela Standard & Poors – a tal que abichou centenas de milhões com notificações falsas no Lemhan Brothers e que o próprio governo USA fez pagar 1,5 mil milhões de dólares para suspender um processo crime por fraude...»
«São manobras da «campanha negra», insidiosa e perigosa...»
sublinhados meus.
Notas de um artigo de opinião de Carlos Gonçalves no Avante
« - As «sondagens», concebidas como armas de mistificação de massas para «fazer cabeças» e fabricar resultados nos media dominantes, que, quanto muito, indiciam tendências e nunca o «score» eleitoral, de que estão muito longe, já que as margens de erro, no caso da RTP, podem somar ou retirar a qualquer força dois por cento ... Não são sondagens, são palpites e manipulações da política de direita, para impor os «resultados convenientes"...»
«... As calúnias do Expresso à Festa, ou as agressões cobardes de quatro fascistas são expressão do seu medo de que este povo tome nas suas mãos o futuro do País».
«- As tretas dos protagonistas da política de direita, que falsificam todas as estatísticas e convergem, à beira de eleições, com a revisão reles do «rating» de Portugal pela Standard & Poors – a tal que abichou centenas de milhões com notificações falsas no Lemhan Brothers e que o próprio governo USA fez pagar 1,5 mil milhões de dólares para suspender um processo crime por fraude...»
«São manobras da «campanha negra», insidiosa e perigosa...»
sublinhados meus.
25 de setembro de 2015
Para refletirmos II
O euro e a situação a que chegamos
Notas de um artigo de opinião de Vasco Cardoso no Avante
«...Desde a adesão ao euro, Portugal é um dos países que menos cresce na Europa e no mundo, produzindo hoje menos riqueza do que quando se introduziu as notas de euro. Dentro do euro, o País não cresce, não se desenvolve, não recupera emprego...»
«...Recordamos aqui que os mesmos que dizem que a saída do euro conduz ao desastre foram os que que prometiam convergência com a UE, mais crescimento económico, mais emprego e melhores salários com o euro. Foi aquilo que se viu. O PCP, fortemente empenhado na libertação do domínio do euro entende que nesse processo é um imperativo a defesa dos rendimentos, das poupanças e do nível de vida da população...».
«... A dívida pública portuguesa, uma das maiores do mundo, é insustentável, reproduz-se de ano para ano e, sem renegociação, não é possível diminuí-la substancialmente, como prova o seu agravamento em mais de 50 mil milhões de euros nos últimos quatro anos. Em 2015, Portugal gastará quase nove mil milhões de euros em juros, mais do que o Estado gasta com a saúde, tudo isto para no final de cada ano a dívida ficar na mesma, quando não aumenta...»
«... Pensando tirar proveito da actual situação na Grécia, PS, PSD e CDS procuraram acenar com o papão grego para engrossar a tese de que não há alternativa. Mas se há coisa que a situação na Grécia veio provar é que o caminho para o desenvolvimento requer a ruptura com os constrangimentos e mecanismos de exploração que foram urdidos. O grande erro do governo grego não foi querer sair do euro ou renegociar a dívida, foi, ao contrário, ter alimentado ilusões de que era possível eliminar a austeridade e desenvolver o país dentro do euro e amarrado a uma dívida insustentável...»
Notas de um artigo de opinião de Vasco Cardoso no Avante
«...Desde a adesão ao euro, Portugal é um dos países que menos cresce na Europa e no mundo, produzindo hoje menos riqueza do que quando se introduziu as notas de euro. Dentro do euro, o País não cresce, não se desenvolve, não recupera emprego...»
«...Recordamos aqui que os mesmos que dizem que a saída do euro conduz ao desastre foram os que que prometiam convergência com a UE, mais crescimento económico, mais emprego e melhores salários com o euro. Foi aquilo que se viu. O PCP, fortemente empenhado na libertação do domínio do euro entende que nesse processo é um imperativo a defesa dos rendimentos, das poupanças e do nível de vida da população...».
«... A dívida pública portuguesa, uma das maiores do mundo, é insustentável, reproduz-se de ano para ano e, sem renegociação, não é possível diminuí-la substancialmente, como prova o seu agravamento em mais de 50 mil milhões de euros nos últimos quatro anos. Em 2015, Portugal gastará quase nove mil milhões de euros em juros, mais do que o Estado gasta com a saúde, tudo isto para no final de cada ano a dívida ficar na mesma, quando não aumenta...»
«... Pensando tirar proveito da actual situação na Grécia, PS, PSD e CDS procuraram acenar com o papão grego para engrossar a tese de que não há alternativa. Mas se há coisa que a situação na Grécia veio provar é que o caminho para o desenvolvimento requer a ruptura com os constrangimentos e mecanismos de exploração que foram urdidos. O grande erro do governo grego não foi querer sair do euro ou renegociar a dívida, foi, ao contrário, ter alimentado ilusões de que era possível eliminar a austeridade e desenvolver o país dentro do euro e amarrado a uma dívida insustentável...»
24 de setembro de 2015
A Internet rompe o bloqueio feito pela Comunicação Social
...mas os que dominam não gostam da liberdade de informação
É preciso despertar a atenção para a importância da Internet como meio de livre expressão indispensável para minimizar o controlo e censura que os grandes meios de comunicação fazem às notícias e informações que não agradam ao poder económico que manda na política em Portugal.
Sem a Internet livre não conheceríamos a maioria das coisas que a Televisão e Jornais nos escondem.
Sem Internet livre os leitores e expectadores são agentes passivos que ouvem e calam.
A Internet tem uma enorme importância na defesa da liberdade, da criatividade, da educação e cultura e, expressão e participação democrática de muitos que não têm acesso aos meios de comunicação.
Apesar de mais de 80% da população ainda se informar pelos grandes meios de comunicação, em especial pela televisão, a Internet é hoje uma luz no panorama cinzento da informação que nos dá alguma liberdade de comunicação.
A Internet livre e democrática, permite romper com as restrições da liberdade de expressão e criatividade dos cidadãos e é também indispensável para a Democracia, para a criatividade, para a cultura e a arte.
Uma das ameaças que paira sobre a Internet, como acontece a muitos meios de expressão e cultura, é o custo da sua utilização que, já hoje é interdito a uma grande percentagem da população mais pobre e, se aumentar, será apenas acessível a camadas que possam pagar.
Os que dominam não estão interessados nas denúncias da exploração e há forças poderosas que tentam estender à Internet a censura que fazem nos meios de comunicação tradicionais.
Para refletirmos I
A Televisão e os orgãos de comunicação controlados pelo "grande capital"
do editorial do Avante
«... o grande capital multiplica esforços para salvar e prosseguir a política de direita. Insiste na bipolarização, mas consciente das dificuldades crescentes em promover este esquema bipolar, serve-se dos órgãos da comunicação social, que controla e domina, para, pelas mais diversas formas, condicionar a opinião e a vontade da população: faz publicar um número indeterminável de amostras e barómetros a que chama sondagens; recorre insistentemente à desgastada ideia do «empate técnico»;
do editorial do Avante
«... o grande capital multiplica esforços para salvar e prosseguir a política de direita. Insiste na bipolarização, mas consciente das dificuldades crescentes em promover este esquema bipolar, serve-se dos órgãos da comunicação social, que controla e domina, para, pelas mais diversas formas, condicionar a opinião e a vontade da população: faz publicar um número indeterminável de amostras e barómetros a que chama sondagens; recorre insistentemente à desgastada ideia do «empate técnico»;
22 de setembro de 2015
Gente séria
Porquê confiar na CDU. Porque é gente séria
Jerónimo de Sousa caracterizou assim as pessoas que compõem a CDU:
Gente séria porque honramos a palavra dada. Com a CDU, os trabalhadores e o povo sabem com que podem contar, conhecem que o que dizemos cumprimos, que não andamos a semear promessas e mentiras para ganhar votos, porque na CDU o voto de cada um é integralmente respeitado.
Gente séria porque estamos na política não para nos servir, mas para servir os interesses dos trabalhadores, do povo e do país. Na CDU não fazemos dos cargos públicos uso para garantir privilégios. Os nossos eleitos e deputados recebem de remuneração o mesmo que ganhavam nas suas profissões e empresas. Gente reconhecida pelo seu trabalho, a sua honestidade, a sua competência.
Gente séria porque leva a sério os problemas dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos e médios empresários, dos jovens, porque na sua acção a CDU dá resposta às suas inquietações e justas aspirações, porque ligada à vida conhece e responde às suas preocupações e intervém na defesa de todos os que são atingidos pela política de direita.
Gente séria porque não vira a cara à luta. Porque como os portugueses sabem foi com a CDU que contaram nas horas más, foi na CDU que encontraram a coerência e a coragem quando mais difícil era resistir e combater a política de destruição das condições de vida, porque é na CDU que reside a garantia de pesar na hora de se bater por uma política patriótica e de esquerda.
Gente séria porque não precisa de esconder o seu percurso. Sim porque a CDU não precisa de disfarçar as suas posições passadas, mandar para trás das costas responsabilidades pelo rumo de declínio, porque precisa de se pôr em bico de pés para procurar apresentar-se agora como aquilo que não é. A CDU apresenta-se de cabeça levantada com a razão acrescida que vida lhe deu e dá razão, com a clareza de quem denunciou e combateu a política de desastre de sucessivos governos do PS, PSD e CDS, com a autoridade de quem tem afirmado e defendido soluções e medidas que se tivessem sido aprovadas teriam poupado os portugueses a tantas dificuldades e teriam contribuído para construir um país menos desigual e mais justo.
Gente séria com uma política a sério para dar resposta aos problemas nacionais. Gente que não se refugia na mentira, no semeio de desilusões e falsos fatalismos mas que pelo contrário afirma com confiança que há solução para os problemas do País, que Portugal tem recursos e meios para assegurar um futuro melhor, com mais produção e uma distribuição de riqueza que beneficie quem trabalha.
Gente séria porque não desiste de um Portugal a sério. Porque na CDU não prescindimos de lutar pelo direito inalienável do País a afirmar-se como nação soberana e independente, de colocar os interesses nacionais à frente dos projectos daqueles que querem manter o país submetido ao capital transnacional e ao directório de potências.
Jerónimo de Sousa caracterizou assim as pessoas que compõem a CDU:
Gente séria porque honramos a palavra dada. Com a CDU, os trabalhadores e o povo sabem com que podem contar, conhecem que o que dizemos cumprimos, que não andamos a semear promessas e mentiras para ganhar votos, porque na CDU o voto de cada um é integralmente respeitado.
Gente séria porque estamos na política não para nos servir, mas para servir os interesses dos trabalhadores, do povo e do país. Na CDU não fazemos dos cargos públicos uso para garantir privilégios. Os nossos eleitos e deputados recebem de remuneração o mesmo que ganhavam nas suas profissões e empresas. Gente reconhecida pelo seu trabalho, a sua honestidade, a sua competência.
Gente séria porque leva a sério os problemas dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos e médios empresários, dos jovens, porque na sua acção a CDU dá resposta às suas inquietações e justas aspirações, porque ligada à vida conhece e responde às suas preocupações e intervém na defesa de todos os que são atingidos pela política de direita.
Gente séria porque não vira a cara à luta. Porque como os portugueses sabem foi com a CDU que contaram nas horas más, foi na CDU que encontraram a coerência e a coragem quando mais difícil era resistir e combater a política de destruição das condições de vida, porque é na CDU que reside a garantia de pesar na hora de se bater por uma política patriótica e de esquerda.
Gente séria porque não precisa de esconder o seu percurso. Sim porque a CDU não precisa de disfarçar as suas posições passadas, mandar para trás das costas responsabilidades pelo rumo de declínio, porque precisa de se pôr em bico de pés para procurar apresentar-se agora como aquilo que não é. A CDU apresenta-se de cabeça levantada com a razão acrescida que vida lhe deu e dá razão, com a clareza de quem denunciou e combateu a política de desastre de sucessivos governos do PS, PSD e CDS, com a autoridade de quem tem afirmado e defendido soluções e medidas que se tivessem sido aprovadas teriam poupado os portugueses a tantas dificuldades e teriam contribuído para construir um país menos desigual e mais justo.
Gente séria com uma política a sério para dar resposta aos problemas nacionais. Gente que não se refugia na mentira, no semeio de desilusões e falsos fatalismos mas que pelo contrário afirma com confiança que há solução para os problemas do País, que Portugal tem recursos e meios para assegurar um futuro melhor, com mais produção e uma distribuição de riqueza que beneficie quem trabalha.
Gente séria porque não desiste de um Portugal a sério. Porque na CDU não prescindimos de lutar pelo direito inalienável do País a afirmar-se como nação soberana e independente, de colocar os interesses nacionais à frente dos projectos daqueles que querem manter o país submetido ao capital transnacional e ao directório de potências.
20 de setembro de 2015
Abertura da Campanha Eleitoral da CDU
O Comício Festa da CDU encheu o Coliseu em Lisboa, encheu com as pessoas, com o entusiasmo e com as intervenções da Juventude, da Intervenção Democrática, dos Verdes e do PCP.
Todos os intervenientes mostraram, cada um à sua maneira, que o voto útil é o que fortalece a política patriótica e de esquerda e consequentemente enfraquece a política de direita seja ela praticada pelo PSD/CDS ou pelo PS.
Heloísa Apolónia caraterizou esta política como um medicamento contra indicado para o povo e trabalhadores em que o PS é uma espécie de genérico, que tem o mesmo princípio activo do PSD e CDS.
Nos discursos ficou patente que nesta luta, de um lado está a CDU que tem defendido o povo e os trabalhadores e, do outro, os que aumentaram o desemprego, a dívida e a pobreza, implementaram medidas de austeridade, cortaram salários e pensões, destruíram o Estado social, depauperaram serviços públicos, como a saúde e a educação e continuam a submeter-se aos ditames da União Europeia, que representa os interesses dos Bancos e Banqueiros. Para esses há sempre dinheiro, dinheiro esse que é roubado aos trabalhadores aos pensionistas e que em vez de ser canalizado para desenvolver a economia é dado aos Bancos.
"Foram mais de 20 mil milhões de euros que desde 2008 os governos do PS e do PSD/CDS canalizaram para a banca e para os banqueiros! " disse Jerónimo.
"O PCP e o PEV levaram à AR o aumento do salário mínimo nacional, a defesa de um programa de combate à precariedade, um nova política fiscal e para reforço da solidez financeira da segurança social, o alargamento da atribuição do subsidio de desemprego, o fim dos cortes nos salários, o aumento das pensões de reforma, a renegociação da dívida. Propostas e iniciativas que se tivessem sido aprovadas significariam uma vida melhor, num Portugal mais desenvolvido mas que esbarraram sempre na oposição do PSD e CDS mas também, e temos de o lembrar, na oposição do PS, disse Jerónimo de Sousa que caracterizou esta política de direita do PS, PSD e CDS, que dura há 39 anos, lembrando: “Sim, chegámos onde chegámos em resultado das suas opções de política europeia e nacional, dos seus acordos tácitos, das suas conivências e arranjos, da sua política de submissão nacional e de restauração monopolista”[...] “Podem empurrar uns para os outros, dizerem e desdizerem tudo o que fizeram. Nada pode apagar a sua comum responsabilidade nas feridas sociais que abriram na sociedade portuguesa.” [...] “Aí estão todos tão empenhados a tentar limpar a folha das suas responsabilidades, a pôr o conta-quilómetros a zero, a encobrir as suas reais intenções em relação ao futuro”. Esses três partidos responsáveis insistem em continuar a mesma política de mais exploração e empobrecimento uma vez que os seus programas, nesses aspecto pouco diferem. Se um diz mata outro diz esfola, caricaturou Jerónimo, mostrando que PSD, CDS e PS em questões fundamentais dizem o mesmo com palavras diferentes.
Tanto o PS como a coligação de direita, pedem a maioria absoluta, para terem as mãos livres para poderem fazer o que quiserem.
Jerónimo insistiu que o voto na CDU é o que dá segurança e garantia […] que não acabará em qualquer uma das vielas da políticas de direita mas que, pelo contrário, esse voto somará para dar força a uma política patriótica e de esquerda.”
"Nestas eleições para a Assembleia da República está cada vez mais clara a opção que está colocada aos portugueses: permitir que se prossiga o rumo de afundamento, empobrecimento, exploração, dependência que PSD, CDS e PS têm imposto ao País [...] ou agarrar a oportunidade de, agora com o seu apoio e o seu voto na CDU, abrir caminho a uma ruptura com a política de direita..." disse Jerónimo que acrescentou: "não basta mudar de governo, é preciso também mudar de política!".
Todos os intervenientes mostraram, cada um à sua maneira, que o voto útil é o que fortalece a política patriótica e de esquerda e consequentemente enfraquece a política de direita seja ela praticada pelo PSD/CDS ou pelo PS.
Heloísa Apolónia caraterizou esta política como um medicamento contra indicado para o povo e trabalhadores em que o PS é uma espécie de genérico, que tem o mesmo princípio activo do PSD e CDS.
Nos discursos ficou patente que nesta luta, de um lado está a CDU que tem defendido o povo e os trabalhadores e, do outro, os que aumentaram o desemprego, a dívida e a pobreza, implementaram medidas de austeridade, cortaram salários e pensões, destruíram o Estado social, depauperaram serviços públicos, como a saúde e a educação e continuam a submeter-se aos ditames da União Europeia, que representa os interesses dos Bancos e Banqueiros. Para esses há sempre dinheiro, dinheiro esse que é roubado aos trabalhadores aos pensionistas e que em vez de ser canalizado para desenvolver a economia é dado aos Bancos.
"Foram mais de 20 mil milhões de euros que desde 2008 os governos do PS e do PSD/CDS canalizaram para a banca e para os banqueiros! " disse Jerónimo.
"O PCP e o PEV levaram à AR o aumento do salário mínimo nacional, a defesa de um programa de combate à precariedade, um nova política fiscal e para reforço da solidez financeira da segurança social, o alargamento da atribuição do subsidio de desemprego, o fim dos cortes nos salários, o aumento das pensões de reforma, a renegociação da dívida. Propostas e iniciativas que se tivessem sido aprovadas significariam uma vida melhor, num Portugal mais desenvolvido mas que esbarraram sempre na oposição do PSD e CDS mas também, e temos de o lembrar, na oposição do PS, disse Jerónimo de Sousa que caracterizou esta política de direita do PS, PSD e CDS, que dura há 39 anos, lembrando: “Sim, chegámos onde chegámos em resultado das suas opções de política europeia e nacional, dos seus acordos tácitos, das suas conivências e arranjos, da sua política de submissão nacional e de restauração monopolista”[...] “Podem empurrar uns para os outros, dizerem e desdizerem tudo o que fizeram. Nada pode apagar a sua comum responsabilidade nas feridas sociais que abriram na sociedade portuguesa.” [...] “Aí estão todos tão empenhados a tentar limpar a folha das suas responsabilidades, a pôr o conta-quilómetros a zero, a encobrir as suas reais intenções em relação ao futuro”. Esses três partidos responsáveis insistem em continuar a mesma política de mais exploração e empobrecimento uma vez que os seus programas, nesses aspecto pouco diferem. Se um diz mata outro diz esfola, caricaturou Jerónimo, mostrando que PSD, CDS e PS em questões fundamentais dizem o mesmo com palavras diferentes.
Tanto o PS como a coligação de direita, pedem a maioria absoluta, para terem as mãos livres para poderem fazer o que quiserem.
Jerónimo insistiu que o voto na CDU é o que dá segurança e garantia […] que não acabará em qualquer uma das vielas da políticas de direita mas que, pelo contrário, esse voto somará para dar força a uma política patriótica e de esquerda.”
"Nestas eleições para a Assembleia da República está cada vez mais clara a opção que está colocada aos portugueses: permitir que se prossiga o rumo de afundamento, empobrecimento, exploração, dependência que PSD, CDS e PS têm imposto ao País [...] ou agarrar a oportunidade de, agora com o seu apoio e o seu voto na CDU, abrir caminho a uma ruptura com a política de direita..." disse Jerónimo que acrescentou: "não basta mudar de governo, é preciso também mudar de política!".
Europa, União de quem? e... para quem?
A Europa deixou de o ser
por Baptista Bastos
Com este título, Baptista Bastos, publicou mais uma reflexão que, como é seu timbre, nos obriga a pensar, desta vez, sobre o que é esta dita "União Europeia".
Diz BB: «A Europa já não é. Deixou de o ser, ou, acaso, nunca o foi e vivemos na mentira de uma enorme mistificação. O que de ela sabíamos ou construíamos foi diluída com jactos de água, gás pimenta e gás lacrimogéneo, com pontapés e espancamentos, com rolos de arame farpado, muros altos e polícias por todos os lados. A Hungria abriu o precedente. Mas as condições estavam criadas para que a tragédia sobre a tragédia acontecesse».
«Os milhares, vão ser milhões, de refugiados que procuravam uma azinhaga, um caminho tortuoso que os levasse a um certo destino, neste caso a Alemanha, defrontaram-se com estes imensos obstáculos. Os governantes da Hungria (da família política do PSD português), como outros, europeus da "União", não querem dar passagem aos desesperados das novas desgraças nacionais. E estes, acossados pela fome, pelo desespero, com os filhos ao lado ou às cavalitas, enfrentam os terrores com o denodo e a coragem de quem nada tem a perder. A mortandade, com números elevadíssimos no Mediterrâneo, também atinge índices assustadores por esses caminhos».
«Ninguém sabe como resolver este problema, o mais grave depois da segunda grande guerra. Uma coisa, porém, ficámos a saber: a União Europeia como traço de união, território da fraternidade e da solidariedade já não existe, acaso nunca existiu, foi uma construção do capitalismo mais desaforado, com a Alemanha a chefiar, a França a servir de aia, e o resto a obedecer. Assistimos a esse desfile de subalternidades. E lá estiveram ou estão o José Sócrates e o Pedro Passos Coelho, curvados a escutar o que a chanceler lhes ciciava, e a entregar o que a decisão nos pertencia».
Tenho pena que Baptista Bastos não dissesse que este grave problema foi originado pelas guerras que os EUA, a NATO e a União Europeia, fizeram nesses países, formando e armando grupos terroristas, para combaterem governos legítimos. Assim o imperialismo que desencadeou essas guerras para conseguirem controlar o petróleo desses países, bombardearam, mataram milhões de civis, homens mulheres, crianças e velhos, e acabaram por destruir países onde se vivia bem como foi o caso da Líbia, o segundo de África com maior índice de desenvolvimento humano, e está agora a ser a Síria.
... mas continuemos a ler Baptista Bastos:
«A crise dos refugiados veio repor a questão da existência da União Europeia. Para que serve, se não serve nos momentos cruciais? A estrutura foi muito bem montada e cerceou qualquer resquício de contestação, como no caso da Grécia. O que se passou, naquele país, foi uma conspiração de chantagistas, os quais não permitem sequer que se belisque o sistema criado como uma nova ideologia. A verdade é que a União Europeia não passa de um imenso mercado que apenas favorece, e de que maneira!, os grandes países produtores, sobretudo a Alemanha, cada vez mais rica, mas que, para manter essa prosperidade, precisa de muitos milhares de trabalhadores. Talvez se explique, dessa forma, a alteração nas decisões de Merkel: a princípio recusou aceitar refugiados; a seguir, foi uma porta escancarada. Alguém lhe disse a natureza mais profunda da situação, e ela mudou de agulha».
«Tudo se resume a uma questão de dinheiro, e deparamos que a falácia da "fraternidade" não passa de isso mesmo. Penso, porém, que ninguém, nenhum povo pode viver, para sempre, isolado dos outros povos, e que os muros, as correntes de rolos de arame farpado não são eternos. Eterna, essa sim, é a ânsia de liberdade que alimenta a condição humana. Ao que temos assistido, nas fronteiras húngaras, a violência nunca fica sem resposta, e as declarações dos dirigentes daquele país configuram uma ignomínia. A cena das autoridades a atirar sacos de pão, indiscriminadamente, para uma densa multidão de esfomeados, é lancinante pelo que demonstra de desprezo pela condição humana. As coisas, assim, não podem nem devem continuar. Nem a União Europeia».
«Assistimos ao esmagamento do projecto do Syriza. Bom ou mau, não está, agora, em causa. A verdade é que despertou a ira das forças mais reaccionárias da Europa, chefiadas pelo sinistro ministro Wolfgang Schäuble, que liquida a mais ligeira veleidade de independência».
«Vivemos no interior de outra guerra, mas parece que não damos por isso; se damos, comportamo-nos com indiferença».
por Baptista Bastos
Com este título, Baptista Bastos, publicou mais uma reflexão que, como é seu timbre, nos obriga a pensar, desta vez, sobre o que é esta dita "União Europeia".
Diz BB: «A Europa já não é. Deixou de o ser, ou, acaso, nunca o foi e vivemos na mentira de uma enorme mistificação. O que de ela sabíamos ou construíamos foi diluída com jactos de água, gás pimenta e gás lacrimogéneo, com pontapés e espancamentos, com rolos de arame farpado, muros altos e polícias por todos os lados. A Hungria abriu o precedente. Mas as condições estavam criadas para que a tragédia sobre a tragédia acontecesse».
«Os milhares, vão ser milhões, de refugiados que procuravam uma azinhaga, um caminho tortuoso que os levasse a um certo destino, neste caso a Alemanha, defrontaram-se com estes imensos obstáculos. Os governantes da Hungria (da família política do PSD português), como outros, europeus da "União", não querem dar passagem aos desesperados das novas desgraças nacionais. E estes, acossados pela fome, pelo desespero, com os filhos ao lado ou às cavalitas, enfrentam os terrores com o denodo e a coragem de quem nada tem a perder. A mortandade, com números elevadíssimos no Mediterrâneo, também atinge índices assustadores por esses caminhos».
«Ninguém sabe como resolver este problema, o mais grave depois da segunda grande guerra. Uma coisa, porém, ficámos a saber: a União Europeia como traço de união, território da fraternidade e da solidariedade já não existe, acaso nunca existiu, foi uma construção do capitalismo mais desaforado, com a Alemanha a chefiar, a França a servir de aia, e o resto a obedecer. Assistimos a esse desfile de subalternidades. E lá estiveram ou estão o José Sócrates e o Pedro Passos Coelho, curvados a escutar o que a chanceler lhes ciciava, e a entregar o que a decisão nos pertencia».
Tenho pena que Baptista Bastos não dissesse que este grave problema foi originado pelas guerras que os EUA, a NATO e a União Europeia, fizeram nesses países, formando e armando grupos terroristas, para combaterem governos legítimos. Assim o imperialismo que desencadeou essas guerras para conseguirem controlar o petróleo desses países, bombardearam, mataram milhões de civis, homens mulheres, crianças e velhos, e acabaram por destruir países onde se vivia bem como foi o caso da Líbia, o segundo de África com maior índice de desenvolvimento humano, e está agora a ser a Síria.
... mas continuemos a ler Baptista Bastos:
«A crise dos refugiados veio repor a questão da existência da União Europeia. Para que serve, se não serve nos momentos cruciais? A estrutura foi muito bem montada e cerceou qualquer resquício de contestação, como no caso da Grécia. O que se passou, naquele país, foi uma conspiração de chantagistas, os quais não permitem sequer que se belisque o sistema criado como uma nova ideologia. A verdade é que a União Europeia não passa de um imenso mercado que apenas favorece, e de que maneira!, os grandes países produtores, sobretudo a Alemanha, cada vez mais rica, mas que, para manter essa prosperidade, precisa de muitos milhares de trabalhadores. Talvez se explique, dessa forma, a alteração nas decisões de Merkel: a princípio recusou aceitar refugiados; a seguir, foi uma porta escancarada. Alguém lhe disse a natureza mais profunda da situação, e ela mudou de agulha».
«Tudo se resume a uma questão de dinheiro, e deparamos que a falácia da "fraternidade" não passa de isso mesmo. Penso, porém, que ninguém, nenhum povo pode viver, para sempre, isolado dos outros povos, e que os muros, as correntes de rolos de arame farpado não são eternos. Eterna, essa sim, é a ânsia de liberdade que alimenta a condição humana. Ao que temos assistido, nas fronteiras húngaras, a violência nunca fica sem resposta, e as declarações dos dirigentes daquele país configuram uma ignomínia. A cena das autoridades a atirar sacos de pão, indiscriminadamente, para uma densa multidão de esfomeados, é lancinante pelo que demonstra de desprezo pela condição humana. As coisas, assim, não podem nem devem continuar. Nem a União Europeia».
«Assistimos ao esmagamento do projecto do Syriza. Bom ou mau, não está, agora, em causa. A verdade é que despertou a ira das forças mais reaccionárias da Europa, chefiadas pelo sinistro ministro Wolfgang Schäuble, que liquida a mais ligeira veleidade de independência».
«Vivemos no interior de outra guerra, mas parece que não damos por isso; se damos, comportamo-nos com indiferença».
18 de setembro de 2015
A Ditadura disfarçada
Atiram-nos poeira para os olhos
Várias vezes, neste blogue, se mostrou o papel da Comunicação dita Social, na manipulação das ideias, na censura imposta pelos interesses dos grupos económicos que dominam o país.
Neste último número do Jornal Avante, Filipe Diniz, em artigo de opinião relembra o que significa «A palavra ditadura», dominação, exemplificando «o comportamento dos grandes órgãos de comunicação social (públicos e privados) na actual campanha eleitoral». Não é só na presente Campanha Eleitoral, mas na vida diária que a dominação é «uma discriminação sem precedentes, um obstinado e implacável alinhamento a uma só voz e face a um único bloco de interesses: os do grande capital, nacional e transnacional».
A Ditadura exerce-se na realidade através da «obsessiva promoção da falsa bipolarização entre PSD-CDS e PS, com o respectivo cortejo de comentadores, politólogos, sondagens» com «uma inédita propaganda encapotada na programação de entretenimento, atingindo públicos mais desprevenidos» e também com a censura ou silenciamento «da actividade e das posições do PCP e da CDU».
Também, nesse mesmo Jornal, Carlos Gonçalves denuncia «A maior das mistificações» que é a Campanha Eleitoral transmitida nos jornais e Televisão. Trata-ser de «uma deriva de "ditadura mediática" e "pensamento único" contra os interesses dos trabalhadores, do povo e do País». «O sistema mediático e os partidos da política de direita montaram o grande espectáculo do debate Coelho-Costa. O duelo de western, com um marketing avassalador, uma encenação de luxo, guiões de fuga a temas de que PS e PSD/CDS nem querem falar – renegociação da dívida, ou trabalho com direitos. A grande mistificação, para afastar a possibilidade de uma ruptura, forçar a bipolarização e a alternância sem alternativa e garantir os interesses do grande capital».
Os jornais, a Televião, os jornalistas, fogem a questionar os representantes dos partidos sobre os grandes problemas do País, como a Dívida, o Desemprego, os cortes nos Salários e Pensões, a criação de Postos de Trabalho. Carlos Gonçalves denuncia que dos Debates «fica escassa substância», no entanto, para quem estiver atento pode verificar que «um quase nada diferencia as políticas de PS e PSD/CDS – na Segurança Social» que vão continuar os cortes e os roubos aos trabalhadores.
Costa e Passos Coelho desviam as atenções acusando-se mutuamente pela desgraça do País, mas não conseguem iludir que foram o PS, o PSD e CDS os responsáveis desde há 39 anos nos governos. Carlos Gonçalves acusa: o «poder económico-mediático, no rescaldo deste embuste, joga tudo no PS e no Costa, como líder para a política de direita, sobrando para o PSD/CDS todos os apoios necessários às manobras e alianças futuras», concluindo que, para uma verdadeira Alternativa de esquerda, é preciso que «em 4 de Outubro, o povo reforce o PCP e a CDU e trace o rumo para um Portugal com futuro».
Várias vezes, neste blogue, se mostrou o papel da Comunicação dita Social, na manipulação das ideias, na censura imposta pelos interesses dos grupos económicos que dominam o país.
Neste último número do Jornal Avante, Filipe Diniz, em artigo de opinião relembra o que significa «A palavra ditadura», dominação, exemplificando «o comportamento dos grandes órgãos de comunicação social (públicos e privados) na actual campanha eleitoral». Não é só na presente Campanha Eleitoral, mas na vida diária que a dominação é «uma discriminação sem precedentes, um obstinado e implacável alinhamento a uma só voz e face a um único bloco de interesses: os do grande capital, nacional e transnacional».
A Ditadura exerce-se na realidade através da «obsessiva promoção da falsa bipolarização entre PSD-CDS e PS, com o respectivo cortejo de comentadores, politólogos, sondagens» com «uma inédita propaganda encapotada na programação de entretenimento, atingindo públicos mais desprevenidos» e também com a censura ou silenciamento «da actividade e das posições do PCP e da CDU».
Também, nesse mesmo Jornal, Carlos Gonçalves denuncia «A maior das mistificações» que é a Campanha Eleitoral transmitida nos jornais e Televisão. Trata-ser de «uma deriva de "ditadura mediática" e "pensamento único" contra os interesses dos trabalhadores, do povo e do País». «O sistema mediático e os partidos da política de direita montaram o grande espectáculo do debate Coelho-Costa. O duelo de western, com um marketing avassalador, uma encenação de luxo, guiões de fuga a temas de que PS e PSD/CDS nem querem falar – renegociação da dívida, ou trabalho com direitos. A grande mistificação, para afastar a possibilidade de uma ruptura, forçar a bipolarização e a alternância sem alternativa e garantir os interesses do grande capital».
Os jornais, a Televião, os jornalistas, fogem a questionar os representantes dos partidos sobre os grandes problemas do País, como a Dívida, o Desemprego, os cortes nos Salários e Pensões, a criação de Postos de Trabalho. Carlos Gonçalves denuncia que dos Debates «fica escassa substância», no entanto, para quem estiver atento pode verificar que «um quase nada diferencia as políticas de PS e PSD/CDS – na Segurança Social» que vão continuar os cortes e os roubos aos trabalhadores.
Costa e Passos Coelho desviam as atenções acusando-se mutuamente pela desgraça do País, mas não conseguem iludir que foram o PS, o PSD e CDS os responsáveis desde há 39 anos nos governos. Carlos Gonçalves acusa: o «poder económico-mediático, no rescaldo deste embuste, joga tudo no PS e no Costa, como líder para a política de direita, sobrando para o PSD/CDS todos os apoios necessários às manobras e alianças futuras», concluindo que, para uma verdadeira Alternativa de esquerda, é preciso que «em 4 de Outubro, o povo reforce o PCP e a CDU e trace o rumo para um Portugal com futuro».
14 de setembro de 2015
O drama dos refugiados
Algumas notas para ajudar a compreender mais esta crise
(notas baseadas em textos de Jorge Cadima)
1. Todos os anos cresce a lista dos países destruídos pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União Europeia.
2. Os dois principais países de origem dos refugiados eram o Afeganistão, vítima da invasão dos EUA em 2001, com três milhões de refugiados no exterior, e o Iraque, vítima em 2003 com 1,7 milhões. Naquela altura, a Síria era o terceiro maior país de acolhimento, depois do Paquistão e do Irão, dando abrigo a mais de um milhão de refugiados.
3. A Líbia, país que tinha em 2010 o maior Índice de Desenvolvimento Humano de África, acolhia então milhares de trabalhadores africanos na sua economia. Síria e Líbia foram entretanto destruídas pelas guerras NATO/EUA/UE.
4. A Líbia tornou-se na maior porta de acesso de refugiados africanos para a Europa, atravessando o Mediterrâneo onde frequentemente encontram a morte.
5. A Síria, reduzida a escombros pelos bandos ao serviço dos auto-proclamados «amigos da Síria» os terroristas apoiados pelos EUA, tornou-se o segundo maior país de origem de refugiados, com valores muito próximos do Afeganistão, ambos com 2,5 milhões.
6. Nesse ano, continuavam a ser os países em vias de desenvolvimento a acolher a grande maioria dos refugiados: 86% do total, E a comunicação social “ocidental” continuava calada.
7. A comunicação social que esconde o que interessa ao imperialismo, fala muito do drama dos refugiados sírios que chegam à Europa. A comunicação social "esquece" quem decidiu intervir militarmente na Síria, arrasando o país.
8. A comunicação social, controlada pelos poderes imperialistas, "esquece" que os terroristas armados pelos EUA, a que chamam "exército insurgente" está a ser coordenado a partir da Turquia [país da NATO] para depor o presidente Assad.
9. A nossa comunicação dita "social" esquece o que diz (Telegraph, 3.11.11); «A CIA acusada de auxiliar no envio de armas para a oposição síria» ou (New York Times, 21.6.12); «Navio espião alemão auxilia os "rebeldes" sírios» ou (Deutsche Welle, 20.8.12); «Estados do Golfo pagam os salários do Exército Sírio Livre» (ABCnews, 1.4.12).
10. Há que estar atentos ao que se pode esconder por detrás do súbito interesse da comunicação social pelo tema dos refugiados. O primeiro-ministro inglês Cameron quer «uma intervenção militar para resolver a crise síria» e um ex-Arcebispo de Cantuária (chefe espiritual da Igreja de Estado em Inglaterra) defende «ataques aéreos e outro tipo de assistência militar para criar enclaves seguros e pontos de abrigo na Síria» (Telegraph, 5.9.15).
11. Um dos maiores patrocinadores dos bandos fundamentalistas que destroem a Síria, o Rei Salman da Arábia Saudita, encontrou-se na semana passada com o Nobel da Paz Obama, para ouvir que «o Pentágono está a ultimar um acordo armamentista no valor de mil milhões de dólares com a Arábia Saudita, para lhe fornecer armas para o seu esforço de guerra contra [???] o Estado Islâmico e o Iémen» (New York Times, 4.9.15).
7 de setembro de 2015
Os monopólios farmaceuticos
A vergonhosa política das multinacionais farmacêuticas
Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos.
Privatização da saúde
A propósito recordemos uma entrevista em 2011 com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que acusa os grandes monopólios farmacêuticos de não considerarem rentáveis os medicamentos que curam. Por isso não os desenvolvem. Em troca, preferem que as doenças sejam crónicas e desenvolver medicamentos que sejam consumidos de forma constante.
Diz Roberts, que medicamentos que poderiam curar doenças não são investigados. É aquilo que conhecemos bem: a indústria privada da saúde rege-se pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, a ponto de se assemelhar ao da máfia.
É mais rentável não curar
Diz Richard J. Roberts: «Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender». E acrescenta «A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas». E explica «as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas». Em Portugal o povo conta o caso do médico que não retirava a carraça para manter o doente sempre dependente dos seus tratamentos.
Tornar crónicas doenças que poderiam ser curadas
Richard J. Roberts, diz ainda que a investigação «é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação». E ainda: «é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo».
Exemplos
A seguir dá exemplos: «Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas».
A corrupção dos políticos
A terminar a entrevista fala dos políticos: «Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos. Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…»
Publicado originalmente no La Vanguardia. 18 de junho de 2011
Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos.
Privatização da saúde
A propósito recordemos uma entrevista em 2011 com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que acusa os grandes monopólios farmacêuticos de não considerarem rentáveis os medicamentos que curam. Por isso não os desenvolvem. Em troca, preferem que as doenças sejam crónicas e desenvolver medicamentos que sejam consumidos de forma constante.
Diz Roberts, que medicamentos que poderiam curar doenças não são investigados. É aquilo que conhecemos bem: a indústria privada da saúde rege-se pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, a ponto de se assemelhar ao da máfia.
É mais rentável não curar
Diz Richard J. Roberts: «Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender». E acrescenta «A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas». E explica «as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas». Em Portugal o povo conta o caso do médico que não retirava a carraça para manter o doente sempre dependente dos seus tratamentos.
Tornar crónicas doenças que poderiam ser curadas
Richard J. Roberts, diz ainda que a investigação «é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação». E ainda: «é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo».
Exemplos
A seguir dá exemplos: «Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas».
A corrupção dos políticos
A terminar a entrevista fala dos políticos: «Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos. Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…»
Publicado originalmente no La Vanguardia. 18 de junho de 2011
5 de setembro de 2015
Comunismo
Uma lição interessante
Do texto editado em Brasil Escola, publico uma súmula para quem não quiser ler o texto integral no link indicado.
«De forma geral, a maioria dos livros didáticos costuma atrelar o surgimento do comunismo em função da reflexão teórica apontada por Karl Marx e Friedrich Engels. Entretanto, essa ideia de que o comunismo seria fruto de uma mera reflexão de dois teóricos do século XIX pode ser vista sobre outro prisma. Basta compreendermos o comunismo enquanto experiência socialmente vivida e, ao mesmo tempo, buscarmos enxergar traços dessa mesma experiência na fala de outros pensadores».
Na Antiguidade
Por Rainer Sousa
Mestre em História
«De forma geral, a maioria dos livros didáticos costuma atrelar o surgimento do comunismo em função da reflexão teórica apontada por Karl Marx e Friedrich Engels. Entretanto, essa ideia de que o comunismo seria fruto de uma mera reflexão de dois teóricos do século XIX pode ser vista sobre outro prisma. Basta compreendermos o comunismo enquanto experiência socialmente vivida e, ao mesmo tempo, buscarmos enxergar traços dessa mesma experiência na fala de outros pensadores».
Na Antiguidade
«O comunismo pode ser compreendido como
certo tipo de ordenação social, política e económica onde as
desigualdades seriam sistematicamente abolidas. Por meio dessa premissa,
a experiência comunista parte de um pressuposto comum onde a
desigualdade social gera problemas que se desdobram em questões como a
violência, a miséria e as guerras. A intenção de banir as diferenças
entre os homens acaba fazendo com que muitos enxerguem o comunismo como
uma utopia dificilmente alcançada».
Rainer Sousa fala seguidamente das conjecturas de Platão, dos ideais da Igreja na luta pela abolição das desigualdades, que na Idade Média serviram para a crítica da sociedade daquele tempo e até a defesa da supressão da classe nobiliárquica e
a revolta camponesa como mecanismos de justiça social.
A ascenção da burguesia
A ascenção da burguesia
«No período de ascensão da burguesia
mercantil, outros pensadores também se preocuparam em criticar os
valores de seu tempo em favor de uma sociedade ideal. No século XVI, o
filósofo britânico Thomas Morus redigiu a obra “Utopia”, lançou novas
bases onde o comunismo seria vivido por meio de mecanismos que
subordinassem a individualidade em prol do coletivismo. Contrariando uma
tendência do pensamento renascentista (o individualismo), Morus buscou
uma maior comunhão social».
O advento da «Revolução Inglesa» incentivou «práticas
comunistas». Diz Rainer Sousa, «Em meio às reivindicações da nascente burguesia britânica,
trabalhadores urbanos e camponeses reivindicavam o fim das propriedades
privadas e coletivização igualitária das riquezas. Nessa época, um grupo
conhecido como “diggers” (do inglês, cavadores) plantava em lotes
públicos e distribuía os alimentos colhidos entre a população inglesa».
O aparecimento do capitalismo
O aparecimento do capitalismo
«O desenvolvimento da sociedade
capitalista trouxe novas inspirações ao pensamento comunista. O auge
dessas tentativas de explicação das desigualdades surgiu com os
pressupostos do socialismo científico de Karl Marx e Friedrich Engels.
Inspirados pela dialética hegeliana e uma interpretação histórica das
sociedades, esse pensadores buscaram na realidade material a construção
de um argumento que colocou no antagonismo das classes sociais as bases
de transformação do mundo».
«Dessa maneira, o socialismo lançou uma
ousada proposta de transformação ao buscar na luta de classes e no
materialismo histórico, meios racionais de mudança. Segundo o pensamento
marxista, as desigualdades seriam suprimidas no momento em que as
classes subordinadas tomassem o controle do Estado. Controlando esta
instituição teriam a missão histórica de promover mudanças favoráveis ao
fim das desigualdades sociais e económicas».
A etapa socialista
A etapa socialista
«Esse governo guiado pelo interesse dos
trabalhadores, ao longo do tempo, reforçaria práticas e costumes em
favor do comunismo. De acordo com o pensamento socialista, a real
instituição do comunismo somente aconteceria no momento em que o Estado
(compreendido como uma instituição de controle) fosse extinto em favor
de uma sociedade na qual as riquezas fossem igualitariamente divididas a
todos aqueles que contribuíssem com sua força de trabalho».
De uma "aula" de Rainer SousaMestre em História
O texto integral pode ser visto em:
SOUSA, Rainer Gonçalves. "Comunismo"; Brasil Escola. Disponível em http://www.brasilescola.com/historiag/comunismo.htm.
4 de setembro de 2015
3 de setembro de 2015
Crimes contra a Humanidade
Os que rotulam os revolucionários de terroristas, são os maiores terroristas do planeta
Este texto vem a propósito da acusação das FARC como organização terrorista. (Ver publicação de 31 de agosto).
Por diversas vezes foram aqui indicados relatórios que mostram os crimes contra a humanidade dos norte americanos e ainda o desrespeito pelos Direitos Humanos.
O Senado norte-americano discutiu um relatório de 6000 páginas, sobre a actividade da CIA no cumprimento da sua política de terrorismo internacional.
No entanto "o país das Liberdades da Democracia" e da transparência, só permitiu que se divulgassem 524 páginas. As restantes 5.476 não foram divulgadas.
Mesmo as 524 páginas divulgadas foram escondidas pela maioria da comunicação social, controlada pelas grandes cadeias americanas.
Os Estados Unidos intervêm em todo o mundo. Aberta ou secretamente. Não dão a conhecer o que fazem e muito menos como o fazem.
Todo o mundo está a ser espiado, secretamente manipulado e, sujeito às mais abomináveis intervenções directas ou indirectas.
Os que denunciam essas atrocidades são presos sem culpa formada e mantidos na prisão sem julgamento.
Do pouco que se conhece do relatório confirma aquilo que já se sabia: a CIA, desenvolveu um chamado «programa de detenção e interrogatório» que incluía «técnicas reforçadas de interrogatório», ou seja as mais abjectas torturas praticadas em Guantanamo e em vários outros campos de detenção espalhados pelo mundo. No sumário do relatório é possível identificar práticas como tortura do sono durante semanas a fio, alimentação e hidratação forçada por via rectal, simulação de afogamento, isolamento, iminência de assassinato, humilhações de variada espécie, estátua, entre outras. Técnicas de tortura, algumas das quais muitos comunistas e outros democratas portugueses conhecem bem praticadas pela PIDE.
Os EUA, potência imperialista que quer controlar o mundo, tem uma política criminosa e coloca-se acima da lei e de quaisquer obrigações do direito internacional.
A História dos EUA está feita de crimes, brutais crimes, de terrorismo de Estado, de crimes contra a Humanidade que numa outra qualquer situação já teriam sido motivo de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e muito possivelmente de uma agressão militar em nome da «liberdade» mas sem apoio internacional. O maior factor de instabilidade, de ameaça à Paz, de perigo para os povos, são os EUA, o seu governo, as suas forças armadas, as bases militares e as suas agências de terrorismo organizado, espalhadas por todo o mundo.
Este texto vem a propósito da acusação das FARC como organização terrorista. (Ver publicação de 31 de agosto).
Por diversas vezes foram aqui indicados relatórios que mostram os crimes contra a humanidade dos norte americanos e ainda o desrespeito pelos Direitos Humanos.
O Senado norte-americano discutiu um relatório de 6000 páginas, sobre a actividade da CIA no cumprimento da sua política de terrorismo internacional.
No entanto "o país das Liberdades da Democracia" e da transparência, só permitiu que se divulgassem 524 páginas. As restantes 5.476 não foram divulgadas.
Mesmo as 524 páginas divulgadas foram escondidas pela maioria da comunicação social, controlada pelas grandes cadeias americanas.
Os Estados Unidos intervêm em todo o mundo. Aberta ou secretamente. Não dão a conhecer o que fazem e muito menos como o fazem.
Todo o mundo está a ser espiado, secretamente manipulado e, sujeito às mais abomináveis intervenções directas ou indirectas.
Os que denunciam essas atrocidades são presos sem culpa formada e mantidos na prisão sem julgamento.
Do pouco que se conhece do relatório confirma aquilo que já se sabia: a CIA, desenvolveu um chamado «programa de detenção e interrogatório» que incluía «técnicas reforçadas de interrogatório», ou seja as mais abjectas torturas praticadas em Guantanamo e em vários outros campos de detenção espalhados pelo mundo. No sumário do relatório é possível identificar práticas como tortura do sono durante semanas a fio, alimentação e hidratação forçada por via rectal, simulação de afogamento, isolamento, iminência de assassinato, humilhações de variada espécie, estátua, entre outras. Técnicas de tortura, algumas das quais muitos comunistas e outros democratas portugueses conhecem bem praticadas pela PIDE.
Os EUA, potência imperialista que quer controlar o mundo, tem uma política criminosa e coloca-se acima da lei e de quaisquer obrigações do direito internacional.
A História dos EUA está feita de crimes, brutais crimes, de terrorismo de Estado, de crimes contra a Humanidade que numa outra qualquer situação já teriam sido motivo de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e muito possivelmente de uma agressão militar em nome da «liberdade» mas sem apoio internacional. O maior factor de instabilidade, de ameaça à Paz, de perigo para os povos, são os EUA, o seu governo, as suas forças armadas, as bases militares e as suas agências de terrorismo organizado, espalhadas por todo o mundo.
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2 de setembro de 2015
Opiniões dos Nobel da economia
Joseph Stiglitz: "A União
Europeia está a destruir o seu futuro"
Le Monde | 01.09.2015 às 10:09 • às 12h39 | Entrevista por Marie Charrel
Krugman e Joseph Stiglitz Prémios Nobel de Economia, têm vindo a manifestar-se contra as políticas de austeridade e o acentuar das desigualdades que a União Europeia está a desenvolver.
De uma entrevista do jornal Le Monde,
retirei as seguintes opiniões de Joseph Stiglitz Prémio Nobel de
Economia que trabalhou durante anos sobre as causas das desigualdades
económica nos Estados Unidos e as suas consequências, tanto a nível
político como social. Em 2 de setembro, publicou um livro sobre o
assunto, The Great Divide.
Sobre as causas das desigualdades,
disse que «em primeiro lugar, são frequentemente o resultado dos
lucros de monopolistas e a paralisação da economia. Mas, acima de
tudo, porque as desigualdades são uma terrível armadilha.../... sem
o aumento da renda, não há aumento no consumo, e enfraquece o
crescimento».
Disse ainda «as desigualdades não são
inevitáveis, eles são o resultado de escolhas políticas. Estados
conseguiram combinar o crescimento com equidade, porque fizeram deste
duplo objectivo uma prioridade. É o caso dos países escandinavos,
mas também Singapura ou Ilhas Maurícias, que conseguiram
diversificar as suas economias, focando a educação de sua
população».
À pergunta de como é possível isso
com a dívida pública em níveis recordes, Joseph Stiglitz disse que
isso é «uma desculpa muito pobre. Nos EUA, as taxas de juro reais
são negativas, e muito baixas na Europa. Nunca a conjuntura foi tão
propícia para o investimento». Disse ainda que os investimentos
alimentam o crescimento nos próximos anos e, portanto, as receitas
fiscais adicionais que irão equilibrar as contas públicas. E mais
adiante que «uma coisa é clara: os Estados têm um papel a
desempenhar neste contexto, investir em investigação para promover
o desenvolvimento dessas inovações. Porque o único investimento
das empresas não é suficiente».
Quanto ao crescimento o Nobel
considerou que «não é dramático se, ainda que fraco, for
acompanhado de políticas de redução das desigualdades».
Sobre a recuperação da economia dos
Estados Unidos disse que «é uma miragem». Apesar da taxa de
desemprego ser baixa (5,3%), faltam 3 milhões de empregos no país.
Para permitir um desenvolvimento
saudavel é preciso «investimento na investigação, educação,
infra-estrutura para promover o acesso ao ensino superior.
Estabelecer um salário mínimo parece-me um bom caminho. Nos últimos
anos, os lucros aumentaram de forma desproporcionada face aos
salários. Esta distorção de distribuição de rendimentos é uma
fonte de desigualdade e potencial de crescimento fraco. Outra maneira
de corrigi-lo seria fazer nossa tributação progressiva e
equitativa».
No final a entrevista incidiu sobre a
Europa e o terceiro pacote de ajuda à Grécia. Joseph Stiglitz foi
perentório. «Este plano é a garantia de que a Grécia vai afundar
numa depressão longa e dolorosa. Eu não sou muito otimista».
Relativamente à dívida disse o Nobel
da Economia que a dívida é considerada um freio no crescimento mas,
também pode ser um motivo para «a prosperidade futura, quando utilizada para financiar investimentos essenciais. Os europeus têm
esquecido isso. … uma parte da direita do Velho Continente alimenta
a histeria em torno da dívida, a fim de atingir o estado
providencia. Seu objetivo é simples: reduzir o papel dos Estados.
Isto é muito preocupante. Com essa visão de mundo, a obsessão com
a austeridade e fobia de dívida, a UE está a destruir o seu futuro.
En savoir plus sur
http://www.lemonde.fr/economie/article/2015/09/01/joseph-stiglitz-l-union-europeenne-est-en-train-de-detruire-son-futur_4742246_3234.html#YqkhruhCX1d3cTQY.99
1 de setembro de 2015
O negócio das "ajudas"
Os cérebros do capitalismo, engendraram um lucrativo negócio:
Vamos ver como, nesta conversa
- Como sabemos a melhor forma de obter dinheiro é montar um Banco.
Com o dinheiro dos outros, e são muitos, fazem-se os melhores negócios.
Se o Banco a fundar tiver bons propagandistas, está garantida a entrada de dinheiro. Muitos poucos fazem muito.
Vou-vos explicar o esquema:
Nome do Banco: Banco Central Europeu.
A quem pertence o Banco: A uma Holding chamada União Europeia.
Accionistas: Os do costume. Os grandes capitalistas, aqueles que já acumularam muito dinheiro.
Marketing: O plano está a ser organizado.
Tema base da propaganda: A Europa connosco, a Europa solidária que "ajuda" os mais fracos.
Argumento principal: Portugal vai passar para o pelotão da frente e juntar-se aos mais ricos.
Propagandistas: Os partidos da Social Democracia. Vocês e o PSD com quem também já falámos.
Condições a criar: Uma moeda única para que ninguém possa fugir, nem alterar as condições cambiais. (chamemos-lhe Euro).
Esquema do negócio: Idêntico ao de todos os bancos. Se tem dado certo, noutros sítios com o FMI é melhor não inovar. O Banco recebe uma renda fixa para as despesas e dinheiro de outros para o guardar, Entretanto empresta a quem precisa, com juros, claro.
A grande novidade está na forma de fazer com que precisem de ajuda. Sim porque se um Banco não tiver a quem emprestar dinheiro, não faz negócio.
Então que pensaram os nossos cérebros?
Fazer acordos e regulamentos na seguinte base:
O Banco está aqui para ajudar e pôr os mais fracos no pelotão da frente (lembram-se?), mas para isso é preciso que obedeçam às nossas regras.
- Nossas de quem?
- Nossas de todos nós. Isto é democracia. Os nossos amigos sociais democratas, garantem-nos que as regras de todos são as que nós precisamos que sejam.
- Nós quem?
- Nós, os que temos o vosso dinheiro bem guardado.
- E quais são essas regras?
- Primeiro, vamos atribuir subsídios aos mais fracos.
- Isso é bom com os subsídios os mais fracos investem na produção para ficar mais fortes.
- Não, não e não! Aqui é que está uma das grandes descobertas. Nós damos subsídios para destruírem os vossos meios de produção. Para afundar barcos de pesca, para destruir culturas, para não produzirem mais leite, nem vinho, para acabar com estaleiros navais para não fazerem mais barcos, não vão vocês querer substituir os que foram afundados, acabar com indústrias, com as fábricas que já existam nos países mais ricos da União, para não terem que trabalhar. Não precisamos de concorrência. Nós, os mais ricos trabalhamos para vocês que em contrapartida recebem subsídios.
- Sempre?
- Não, isso é só para ganhar clientes, depois acaba.
- Então e depois.
- Depois vocês vendem os bens do Estado, porque o Estado precisa de emagrecer, para nós engordarmos. Vendem os bancos para os nossos accionistas, vendem os Hospitais, vendem as grandes empresas estratégicas, os transportes a energia e a água e tudo o resto que tiverem. Assim vocês não precisam de se preocupar a gerir isso tudo. E como o Estado fica sem nada, as reclamações dos utentes passam para os privados. É ou não uma boa ideia? Vocês ganham o dinheiro dos ordenados de Ministros e quase que não precisam de fazer nada pois o estado fica apenas com o que não pode dar lucro.
- Isso parece boa ideia mas não sei se o povo vai aceitar.
- Aceita, aceita. Esse é o vosso trabalho. Fazer com que o povo aceite.
- Os nossos amigos do PSD e do CDS não devem ter problemas. Mas nós somos socialistas e não sei se os nossos sócios aceitam.
- A primeira coisa que têm a fazer, e já, é pôr o Socialismo na gaveta e bem escondido. Isso do socialismo poderia ser perigoso e estraga-nos o negócio.
- Mas se não temos actividade produtiva o desemprego aumenta muitíssimo.
- Isso faz parte do Plano. Como o desemprego aumenta podem baixar os ordenados e aumentar as horas de trabalho. O aumentar os horários de trabalho vai fazer com que os trabalhadores não tenham tempo para nada nem para se organizar. E quando os ordenados estiverem bastante baixos e haja muita gente a viver do subsídio de desemprego, que é pago pelos que trabalham, nós aceitamos imigrantes. Vêm trabalhar para nós com salários baixos mas ainda assim superiores aos que têm no vosso país. Assim conseguimos também reduzir os sindicalizados e dar cabo dos sindicatos.
- Então o país vai ficar despovoado.
- Não. Como o vosso país têm um bom clima vamos nós viver para lá. Compramos as vossas casas, que devem estar ao desbarato porque vazias, e os terrenos para belas quintas devem estar também a bom preço.
- Vocês têm tudo pensado.
- Nós não brincamos em serviço!
- Mas depois de acabarem os subsídios vamos ficar aflitos.
- Aí está a função central do Banco Central Europeu que vamos criar. O Banco empresta dinheiro a juros razoáveis.
- Mas como vamos pagar os juros?
- Com novos empréstimos.
- Assim aumentamos a dívida.
- Nessa altura, vocês aumentam os impostos para pagar os juros. Calculamos que podemos captar dos trabalhadores cerca de 800 milhões de euros mensais o que pode dar 10.000 milhões anuais. Depois ainda há o que pagam indirectamente nos impostos sobre o que compram, incluindo a electricidade, a água, o gás e a gasolina e muitas outras coisas. Não se importem com a dívida. O que é preciso é pagarem os juros para que as nossas receitas sejam certas e regulares de cerca de 10 a 15 mil milhões de euros anuais. Temos ainda as receitas das empresas que foram privatizadas o que, depois da distribuição aos respectivos accionistas, nos permitirá arrecadar mais 10 mil milhões de euros anuais.
- Mas se os trabalhadores ganham menos e a maioria está desempregada, o povo não aguenta.
- Ai aguenta, aguenta.
- Mas o descontentamento aumenta muito e o negócio acaba por dar para o torto. Lembrem-se que o Partido Comunista tem muita força e não nos deixa fazer tudo o que queremos.
- Esse é o único problema que nós não temos solucionado. Não podemos controlar os comunistas. Por isso estamos a tomar medidas para comprar toda a comunicação social para vos ajudar na propaganda e a esquecer os comunistas. Depois sabem bem que Salazar fez um bom trabalho durante 50 anos, com a campanha anti-comunista que ficou na cabeça das pessoas. A Igreja faz essa campanha há muitos mais anos e pode aí dar também uma ajuda importante pois o povo mais ignorante, principalmente, é muito religioso. O que é necessário é que nas eleições vocês sejam imaginativos. Não se importem de mentir pois isso dá sempre resultado. É preciso que vão mudando as pessoas. Uma vez governam vocês outras vezes governa o PSD e depois cada um atira as culpas para o anterior. Isso pega sempre. O povo é de memória curta e a comunicação social vai entretendo as pessoas com as discussões entre vocês. Bem sabem que estamos aqui para vos ajudar, tal como ajudamos no 25 de Novembro.
- Mesmo assim a revolta será cada vez maior.
- Não se preocupem. Temos um plano B que é inventar uma crise para que sirva de desculpa para tudo. Mas, simultâneamente, nós vamos tomando medidas legais e repressivas para impedir que estale a revolução. O que é preciso é atrasar a consciência dos trabalhadores. Aí têm que ser vocês a trabalhar. Seja com UGT, seja com Futebol, ou outras coisas, o trabalho aí vai ser vosso.
Vamos ver como, nesta conversa
- Como sabemos a melhor forma de obter dinheiro é montar um Banco.
Com o dinheiro dos outros, e são muitos, fazem-se os melhores negócios.
Se o Banco a fundar tiver bons propagandistas, está garantida a entrada de dinheiro. Muitos poucos fazem muito.
Vou-vos explicar o esquema:
Nome do Banco: Banco Central Europeu.
A quem pertence o Banco: A uma Holding chamada União Europeia.
Accionistas: Os do costume. Os grandes capitalistas, aqueles que já acumularam muito dinheiro.
Marketing: O plano está a ser organizado.
Argumento principal: Portugal vai passar para o pelotão da frente e juntar-se aos mais ricos.
Propagandistas: Os partidos da Social Democracia. Vocês e o PSD com quem também já falámos.
Condições a criar: Uma moeda única para que ninguém possa fugir, nem alterar as condições cambiais. (chamemos-lhe Euro).Esquema do negócio: Idêntico ao de todos os bancos. Se tem dado certo, noutros sítios com o FMI é melhor não inovar. O Banco recebe uma renda fixa para as despesas e dinheiro de outros para o guardar, Entretanto empresta a quem precisa, com juros, claro.
A grande novidade está na forma de fazer com que precisem de ajuda. Sim porque se um Banco não tiver a quem emprestar dinheiro, não faz negócio.
Então que pensaram os nossos cérebros?
Fazer acordos e regulamentos na seguinte base:
O Banco está aqui para ajudar e pôr os mais fracos no pelotão da frente (lembram-se?), mas para isso é preciso que obedeçam às nossas regras.
- Nossas de quem?
- Nossas de todos nós. Isto é democracia. Os nossos amigos sociais democratas, garantem-nos que as regras de todos são as que nós precisamos que sejam.
- Nós quem?
- Nós, os que temos o vosso dinheiro bem guardado.
- E quais são essas regras?
- Primeiro, vamos atribuir subsídios aos mais fracos.
- Isso é bom com os subsídios os mais fracos investem na produção para ficar mais fortes.
- Não, não e não! Aqui é que está uma das grandes descobertas. Nós damos subsídios para destruírem os vossos meios de produção. Para afundar barcos de pesca, para destruir culturas, para não produzirem mais leite, nem vinho, para acabar com estaleiros navais para não fazerem mais barcos, não vão vocês querer substituir os que foram afundados, acabar com indústrias, com as fábricas que já existam nos países mais ricos da União, para não terem que trabalhar. Não precisamos de concorrência. Nós, os mais ricos trabalhamos para vocês que em contrapartida recebem subsídios.
- Sempre?
- Não, isso é só para ganhar clientes, depois acaba.
- Então e depois.- Depois vocês vendem os bens do Estado, porque o Estado precisa de emagrecer, para nós engordarmos. Vendem os bancos para os nossos accionistas, vendem os Hospitais, vendem as grandes empresas estratégicas, os transportes a energia e a água e tudo o resto que tiverem. Assim vocês não precisam de se preocupar a gerir isso tudo. E como o Estado fica sem nada, as reclamações dos utentes passam para os privados. É ou não uma boa ideia? Vocês ganham o dinheiro dos ordenados de Ministros e quase que não precisam de fazer nada pois o estado fica apenas com o que não pode dar lucro.
- Isso parece boa ideia mas não sei se o povo vai aceitar.
- Aceita, aceita. Esse é o vosso trabalho. Fazer com que o povo aceite.
- Os nossos amigos do PSD e do CDS não devem ter problemas. Mas nós somos socialistas e não sei se os nossos sócios aceitam.
- A primeira coisa que têm a fazer, e já, é pôr o Socialismo na gaveta e bem escondido. Isso do socialismo poderia ser perigoso e estraga-nos o negócio.
- Mas se não temos actividade produtiva o desemprego aumenta muitíssimo.
- Isso faz parte do Plano. Como o desemprego aumenta podem baixar os ordenados e aumentar as horas de trabalho. O aumentar os horários de trabalho vai fazer com que os trabalhadores não tenham tempo para nada nem para se organizar. E quando os ordenados estiverem bastante baixos e haja muita gente a viver do subsídio de desemprego, que é pago pelos que trabalham, nós aceitamos imigrantes. Vêm trabalhar para nós com salários baixos mas ainda assim superiores aos que têm no vosso país. Assim conseguimos também reduzir os sindicalizados e dar cabo dos sindicatos.
- Então o país vai ficar despovoado.
- Não. Como o vosso país têm um bom clima vamos nós viver para lá. Compramos as vossas casas, que devem estar ao desbarato porque vazias, e os terrenos para belas quintas devem estar também a bom preço.
- Vocês têm tudo pensado.- Nós não brincamos em serviço!
- Mas depois de acabarem os subsídios vamos ficar aflitos.
- Aí está a função central do Banco Central Europeu que vamos criar. O Banco empresta dinheiro a juros razoáveis.
- Mas como vamos pagar os juros?
- Com novos empréstimos.
- Assim aumentamos a dívida.
- Nessa altura, vocês aumentam os impostos para pagar os juros. Calculamos que podemos captar dos trabalhadores cerca de 800 milhões de euros mensais o que pode dar 10.000 milhões anuais. Depois ainda há o que pagam indirectamente nos impostos sobre o que compram, incluindo a electricidade, a água, o gás e a gasolina e muitas outras coisas. Não se importem com a dívida. O que é preciso é pagarem os juros para que as nossas receitas sejam certas e regulares de cerca de 10 a 15 mil milhões de euros anuais. Temos ainda as receitas das empresas que foram privatizadas o que, depois da distribuição aos respectivos accionistas, nos permitirá arrecadar mais 10 mil milhões de euros anuais.
- Mas se os trabalhadores ganham menos e a maioria está desempregada, o povo não aguenta.
- Ai aguenta, aguenta.
- Mas o descontentamento aumenta muito e o negócio acaba por dar para o torto. Lembrem-se que o Partido Comunista tem muita força e não nos deixa fazer tudo o que queremos.
- Esse é o único problema que nós não temos solucionado. Não podemos controlar os comunistas. Por isso estamos a tomar medidas para comprar toda a comunicação social para vos ajudar na propaganda e a esquecer os comunistas. Depois sabem bem que Salazar fez um bom trabalho durante 50 anos, com a campanha anti-comunista que ficou na cabeça das pessoas. A Igreja faz essa campanha há muitos mais anos e pode aí dar também uma ajuda importante pois o povo mais ignorante, principalmente, é muito religioso. O que é necessário é que nas eleições vocês sejam imaginativos. Não se importem de mentir pois isso dá sempre resultado. É preciso que vão mudando as pessoas. Uma vez governam vocês outras vezes governa o PSD e depois cada um atira as culpas para o anterior. Isso pega sempre. O povo é de memória curta e a comunicação social vai entretendo as pessoas com as discussões entre vocês. Bem sabem que estamos aqui para vos ajudar, tal como ajudamos no 25 de Novembro.
- Mesmo assim a revolta será cada vez maior.
- Não se preocupem. Temos um plano B que é inventar uma crise para que sirva de desculpa para tudo. Mas, simultâneamente, nós vamos tomando medidas legais e repressivas para impedir que estale a revolução. O que é preciso é atrasar a consciência dos trabalhadores. Aí têm que ser vocês a trabalhar. Seja com UGT, seja com Futebol, ou outras coisas, o trabalho aí vai ser vosso.
31 de agosto de 2015
A festa do Avante e as FARC
Quem são os terroristas?
A comunicação social, que pouco fala da maior iniciativa política e cultural do país, volta novamente, como no ano passado, a interessar-se pela presença de representantes das FARC na Festa do Avante.
Foi notícia o facto do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ter admitido a presença na festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O embaixador colombiano em Lisboa, Plínio Mendoza, pediu explicações ao Governo português sobre a presença na festa do Avante de activistas das FARC, uma organização classificada como terrorista pela União Europeia.
Jerónimo de Sousa disse que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos.
O terrorismo dos poderosos
Os que dominam, os que exploram, o imperialismo, considera terroristas os que se opõem à sua política mas, apoia como "libertadores" os que lutam contra os que não se submetem aos Estados Unidos. A história recente mostra dezenas desses exemplos, desde a Al-Quaeda para lutar no Afeganistão, passando pelos que destruíram a Líbia , pela origem do Estado Islâmico até aos fascistas que derrubaram o Governo legítimo na Ucrânia, como Pinochet, como... como... recordemos ainda o apoio que os EUA dão a Israel para matar milhares de palestinianos inocentes. Todos esses "libertadores" matam e destroem países como o Iraque e a Líbia (para não falar do Vietname). Os próprios EUA são mais terroristas que todos os terroristas juntos quando, "à lei da bomba", matam milhões de pessoas inocentes, mulheres, crianças e velhos em todos esses países. Os Estados Unidos que usam bombas atómicas para destruir cidades como Hiroshima e Nagasaqui e pussuem o maior poderio apoiado nas mais violentas armas de destruição maciça no seu arsenal nuclear, para defender os seus próprios interesses e manter a supremacia, arrogam-se no direito de chamar terroristas a quem entendem. Para os Estados Unidos da América e União Europeia, terroristas são os que como Che Guevara, Fidel de Castro e tantos outros lutaram e lutam pela liberdade e independência.
As iniciativas para o diálogo
As FARC têm feito inúmeras tentativas de diálogo com o Governo da Colômbia. Promoveu à quase três anos, os chamados "Diálogos de Paz de Havana que ainda decorrem. Pela segunda vez, este ano decretaram o cessar-fogo unilateral em todas as frentes de combate, apesar de não ter sido feito o mesmo pelo exército colombiano. Estes gestos de paz, foram anteriormente interrompidos quando o governo, ignorando esta boa vontade, bombardeou acampamentos da guerrilha.
O presidente Juan Manuel Santos, considerou, agora, positivo o cessar-fogo mas, apenas prometeu uma «desescalada das ações militares» do Exercito colombiano e ameaçou pôr termo aos diálogos de paz de Havana. Ainda assim o presidente colombiano admitiu, pela primeira vez, um cessar-fogo definitivo antes da assinatura de um acordo de paz que assinalaria o fim de 50 anos de um conflito em que pereceram milhões de colombianos. O respeito pelo cessar-fogo será acompanhado por um representante da ONU e outro da UNASUR. Estas promessas de Juan Manuel Santos, não são seguras tendo em atenção o seu passado de ter concebido e organizado, com a colaboração da CIA e da MOSSAD, o bombardeamento pirata do acampamento do comandante Raul Reyes, no Equador.
Agora, Jerónimo de Sousa disse aos jornalistas que, apesar da forma de intervenção das FARC, existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou. Quem não cumpre os Direitos Humanos é o Estado Colombiano como, reconhecidamente os EUA. Jerónimo de Sousa deplorou a iniciativa do diplomata colombiano, retorquindo que caberia ao embaixador da Colômbia "dar contas das razões que levam ao assassinato, por exemplo de 70 sindicalistas comunistas, atitudes terroristas contra o movimento sindical". Disse ainda "Pensamos que esta operação e esta deriva em relação à nossa festa procura esconder a responsabilidade deste Governo em relação a actos de terrorismo de Estado, designadamente em relação à facilidade que permitiu que em território nacional se cometam como os voos da CIA, transportando prisioneiros à revelia do Direito Internacional".
De facto o PCP, tem uma concepção diferente. Para os EUA, UE, e neste caso também a Colômbia, que não cumprem a Declaração Universal dos Direitos do Homem, os terroristas são os que se querem libertar da exploração dos monopólios.
A comunicação social, que pouco fala da maior iniciativa política e cultural do país, volta novamente, como no ano passado, a interessar-se pela presença de representantes das FARC na Festa do Avante.
Foi notícia o facto do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ter admitido a presença na festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O embaixador colombiano em Lisboa, Plínio Mendoza, pediu explicações ao Governo português sobre a presença na festa do Avante de activistas das FARC, uma organização classificada como terrorista pela União Europeia.
Jerónimo de Sousa disse que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos.
Os que dominam, os que exploram, o imperialismo, considera terroristas os que se opõem à sua política mas, apoia como "libertadores" os que lutam contra os que não se submetem aos Estados Unidos. A história recente mostra dezenas desses exemplos, desde a Al-Quaeda para lutar no Afeganistão, passando pelos que destruíram a Líbia , pela origem do Estado Islâmico até aos fascistas que derrubaram o Governo legítimo na Ucrânia, como Pinochet, como... como... recordemos ainda o apoio que os EUA dão a Israel para matar milhares de palestinianos inocentes. Todos esses "libertadores" matam e destroem países como o Iraque e a Líbia (para não falar do Vietname). Os próprios EUA são mais terroristas que todos os terroristas juntos quando, "à lei da bomba", matam milhões de pessoas inocentes, mulheres, crianças e velhos em todos esses países. Os Estados Unidos que usam bombas atómicas para destruir cidades como Hiroshima e Nagasaqui e pussuem o maior poderio apoiado nas mais violentas armas de destruição maciça no seu arsenal nuclear, para defender os seus próprios interesses e manter a supremacia, arrogam-se no direito de chamar terroristas a quem entendem. Para os Estados Unidos da América e União Europeia, terroristas são os que como Che Guevara, Fidel de Castro e tantos outros lutaram e lutam pela liberdade e independência.
As iniciativas para o diálogo
As FARC têm feito inúmeras tentativas de diálogo com o Governo da Colômbia. Promoveu à quase três anos, os chamados "Diálogos de Paz de Havana que ainda decorrem. Pela segunda vez, este ano decretaram o cessar-fogo unilateral em todas as frentes de combate, apesar de não ter sido feito o mesmo pelo exército colombiano. Estes gestos de paz, foram anteriormente interrompidos quando o governo, ignorando esta boa vontade, bombardeou acampamentos da guerrilha.
O presidente Juan Manuel Santos, considerou, agora, positivo o cessar-fogo mas, apenas prometeu uma «desescalada das ações militares» do Exercito colombiano e ameaçou pôr termo aos diálogos de paz de Havana. Ainda assim o presidente colombiano admitiu, pela primeira vez, um cessar-fogo definitivo antes da assinatura de um acordo de paz que assinalaria o fim de 50 anos de um conflito em que pereceram milhões de colombianos. O respeito pelo cessar-fogo será acompanhado por um representante da ONU e outro da UNASUR. Estas promessas de Juan Manuel Santos, não são seguras tendo em atenção o seu passado de ter concebido e organizado, com a colaboração da CIA e da MOSSAD, o bombardeamento pirata do acampamento do comandante Raul Reyes, no Equador.
Agora, Jerónimo de Sousa disse aos jornalistas que, apesar da forma de intervenção das FARC, existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou. Quem não cumpre os Direitos Humanos é o Estado Colombiano como, reconhecidamente os EUA. Jerónimo de Sousa deplorou a iniciativa do diplomata colombiano, retorquindo que caberia ao embaixador da Colômbia "dar contas das razões que levam ao assassinato, por exemplo de 70 sindicalistas comunistas, atitudes terroristas contra o movimento sindical". Disse ainda "Pensamos que esta operação e esta deriva em relação à nossa festa procura esconder a responsabilidade deste Governo em relação a actos de terrorismo de Estado, designadamente em relação à facilidade que permitiu que em território nacional se cometam como os voos da CIA, transportando prisioneiros à revelia do Direito Internacional".
De facto o PCP, tem uma concepção diferente. Para os EUA, UE, e neste caso também a Colômbia, que não cumprem a Declaração Universal dos Direitos do Homem, os terroristas são os que se querem libertar da exploração dos monopólios.
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