15 de julho de 2015

O que acontece na Grécia

Lições que temos que aprender

Cada vez mais se reforça a convicção de que, com esta “união europeia”, não é possível resolver a crise que o capitalismo criou. A austeridade que a EU está a impor à Grécia, a Portugal e a outros países visa exclusivamente ir buscar dinheiro aos povos, aos trabalhadores, para o transferir para os Bancos dominados pelo grande capital financeiro.
A Grécia, por ser o país onde a crise mais se adiantou em relação a outros, mostra-nos o caminho que, cedo ou tarde, nos espera.
E o caminho para servir o povo não passa por Bruxelas. É o povo que terá que o abrir.

nem se constrói com salamaleques



Os planos coloniais

Numa primeira fase os grandes banqueiros que, apesar de se concentrarem na Alemanha, não têm pátria, acenaram-nos com a cenoura dos subsídios e “empréstimos” para pôr os países mais atrasados em igualdade com os mais avançados. Diziam ser a Europa da solidariedade. Era, na realidade, mais um passo no programa do imperialismo para dominar os povos.
Esses subsídios e empréstimos visavam, em especial, destruir a nossa economia já frágil, para comprarem por tuta e meia empresas que produziam. Visavam, e conseguiram, destruir as nossas actividades da Pesca, da Agricultura e Indústrias. Paralelamente passaram a vender-nos o que deixamos de produzir.
Com os empréstimos e os chamados subsídios para o nosso desenvolvimento, levaram-nos a fazer estradas e obras de grande envergadura, obras não produtivas, mas que permitiram negócios fabulosos em especial para a Alemanha. Para as fábricas e outros meios de produção, não vieram subsídios.
Recordemos os avisos como os aqui publicados em texto anterior.

Consolidação da dominação

Depois de estarmos bem endividados, credores e “mercados”, passaram a mandar em nós. E esse mandar foi feito por etapas para não dar nas vistas. Graças aos seus agentes colocados em Portugal e noutros países, representados pelos governos, impediram que o povo se pronunciasse em referendo sobre os Tratados que assinaram. A dependência económica foi-se consolidando por tratados e leis que esses governos de direita assinaram em nome do povo.
Assim esses “mercados”, esses bancos, montaram o maior negócio de sempre, com o dinheiro de quem (o) produz. E quem o produz fica em dívida.
Esta Europa não é dos europeus! É a Europa dos grandes banqueiros dos grandes capitalistas.
Chegamos aos dias de hoje com uma Grécia a caminho de ser uma colónia da Alemanha. Portugal caminha na mesma direcção. Tudo o que era nosso foi vendido. Pouco nos resta.
Em 38 anos de governos do PS do PSD e do CDS, esses partidos armadilharam a nossa economia e destruíram o nosso futuro.


"austeridade" para quem?

A solução que nos impõem é aceitar mais “austeridade” ou, traduzindo, transferir dinheiro do povo, das pensões, dos salários, dos impostos, para os seus bancos chamados “mercados” que passaram a ser chamados credores para legitimarem o negócio leonino que fizeram e a quem ficamos a dever cada vez mais. Ficamos a dever e ainda agradecemos o que nos fizeram. É a isto que eles chamam “austeridade”.
Os governos PS, PSD e CDS assinaram tratados com esses grandes capitalistas, e contraíram as  dívidas que nos amaram, dívidas para todos nós pagarmos. Aqui, na Grécia, como na Espanha e outros países. Quando ouvimos Passos Coelho a defender a Alemanha e a condenar a Grécia ouvimos o que ele diz para os portugueses: “Temos que aceitar, temos que ser mansos”. Aceitar o poder dos ricos que enriqueceram a nossa custa porque governos PS, PSD e CDS assim o permitiram e ajudaram.
Eles, todos, os grandes capitalistas e os governos e partidos que os servem, sabem bem que a dívida contraída é impagável. A eles isso não importa. O que é preciso é receber os juros que valem muito mais que a dívida.  O que é preciso é ir recebendo cada vez mais enquanto o povo aguentar. E aguenta, aguenta, dizem.

12 de julho de 2015

Aprender com os erros. Aprender com o passado

Quem te avisa, teu amigo é!

Em 25 de Janeiro foi aqui deixada uma mensagem de esperança. O povo grego dando a expressiva vitória ao Syriza, mostrava que queria uma alternativa à política que tinha conduzido a Grécia ao desastre. Também em Portugal, e em muitos outros países, os partidos "do grande capital" vendem-se aos interesses dos banqueiros em nome de uma "Europa da solidariedade". Em Portugal foi o slogan da "Europa connosco" que Mário Soares utilizou para a nossa integração na CEE. Desde 1977 que os partidos da política de direita PS, PSD e CDS "trabalham", juntos ou separados, para destruir a marcha de esperança e libertação do povo trabalhador que o 25 de Abril iniciou. Já lá vão 38 anos de retrocesso para os trabalhadores, 38 anos de restauração dos monopólios e do capitalismo financeiro.

Na Grécia o povo reagiu. Apesar das chantagens, das campanhas de amedrontamento os gregos derrotaram a sua troika, os PS e PSDs de lá. Apostaram numa alternativa de esquerda, na insubmissão perante a Europa dos banqueiros e especuladores.
Resistirá o Syriza a ponto de não desiludir o povo que nele confiou? O Syriza não tem assumido que não é possível uma alternativa, verdadeiramente positiva para o povo, no quadro da UE, das suas regras e leis. O Syrisa bem deverá saber que não é possível agradar a gregos e a troianos.
A alternativa que o povo deu sinais de querer, exige a ruptura com as imposições da Alemanha. Não sendo possível alterar a política da UE, será preferível pensar no futuro e preparar a saída desta "União". Não será fácil mas não há outra solução que defenda o futuro e os interesses do povo trabalhador.

Que poderá o povo aprender com os erros e com o passado?

38 anos de política de direita, a destruir o caminho que o 25 de Abril abriu, deveriam chegar para termos aprendido. 38 anos de mentiras, de corrupção, de roubos, de desvios de dinheiro e de bens, de privatizações, da venda do país aos grandes grupos económicos, de aumento das desigualdades. Os muito ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais e mais pobres.
Para isto ser possível o poder financeiro dominou os meios de comunicação e serviu-se de politólogos, comentadores, pretensos jornalistas e tantos outros que se venderam para desinformar, para ajudar a enganar, para distrair, para fazer censura, para silenciar os que defendem outros interesses.
As pessoas para aprender precisam de estar informadas, de conhecer a realidade e as alternativas.
Avisos houve!
Dos muitíssimos exemplos repito um já aqui publicado:

Vídeo histórico e actual




25 de janeiro de 2015

Vitória do Syriza - A alternativa é possível

Uma derrota dos partidos do grande capital, derrota das pressões, chantagens e ingerências para condicionar a vontade de mudança política do povo grego.

O povo grego exprimiu a vontade de mudança de política e deu a vitória do SYRIZA, força política mais votada.


Pode ser o início das mudanças necessárias para a solução dos graves problemas económicos e sociais que afectam a generalidade dos países na União Europeia. Pode ser o início da ruptura com as políticas capitalistas subordinadas aos interesses dos grandes grupos financeiros.

Em Portugal, esse caminho está há muito tempo apontado com a ruptura com a política de direita da troika PS, PSD e CDS através de uma política patriótica e de esquerda.
A alternativa está delineada com a renegociação da dívida; por uma política de aposta na produção nacional; pelo reforço do poder de compra dos trabalhadores e do povo; pelo controlo público dos sectores estratégicos, nomeadamente o sector financeiro; pela defesa e promoção dos serviços públicos; pelo combate à injustiça fiscal; por uma política de defesa da soberania e independência nacionais.



18 de janeiro de 2015

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ (3)

Espionagem que pouco tem a ver com o terrorismo

A NSA é a maior agência deste tipo à escala mundial. A sua acção consiste em especial na interceptação e análise das comunicações. Até há pouco tempo as operações da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos eram realizadas de forma secreta e o governo norte-americano negava a sua existência.

Desde que Edward Joseph Snowden, analista de sistemas, ex-administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da NSA tornou público, em junho de 2013 detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA americana, revelados pelos jornais Washington Post e The Guardian não foi possível mais esconder a existência dessa Agência.

Especialistas afirmam que a NSA tem uma operação chamada Sistema Echelon em conjunto com agências de outros países como a "Government Communications Headquarters" (Reino Unido), a "Communications Security Establishment" (Canadá), a "Government Communications Security Bureau" (Nova Zelândia) e a "Defence Signals Directorate" (Austrália). 
O Echelon consiste na análise de comunicações do mundo inteiro, com o argumento de encontrar mensagens que possam ser uma ameaça à segurança de qualquer daquelas nações. Porém, o sistema, já foi acusado de promover também a espionagem industrial, uma vez que recolhe informações de todos os movimentos de empresas, de seus projectos e mercados.

Para terminar esta série de textos, volta-se a referir o perigo do controlo total da Internet, meio pela qual hoje é possível a livre circulação de informações, muitas das quais são a forma de contornar o controlo dos órgãos de comunicação social dominados pelos grandes grupos económicos e pelo imperialismo norte americano. Hoje a Internet representa a possibilidade do debate de ideias e o contraditório indispensável à democracia.

Acabando por onde comecei:
Estejamos prevenidos para que a luta pela liberdade de expressão, afirmada na solidariedade a Charlie Hebdo, não degenere na retirada da precária liberdade que ainda existe através da Internet, a pretexto do combate ao terrorismo.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_de_Segurança_Nacional
http://www.nsa.gov/about/index.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/PRISM_(surveillance_program)
http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/cia/page/2?print=print-page
http://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia)
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/09/metodos-de-espionagem-da-nsa-intrigam-especialistas.shtml
http://www.infoescola.com/estados-unidos/agencia-de-seguranca-nacional-nsa/
http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891
http://www.esquerda.net/dossier/quem-%C3%A9-edward-snowden/28576
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861#ixzz3Oo3AwW5I
http://www.ionline.pt/artigos/mais-livros/livro-sobre-ex-analista-da-cia-edward-snowden-publicado-portugal
http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2014/36422-snowden-0/
http://www.esquerda.net/dossier/ignacio-ramonet-%E2%80%9Csomos-todos-vigiados%E2%80%9D/28557



16 de janeiro de 2015

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ (2)

O polvo que tudo quer controlar

Continuando o assunto do pretexto do terrorismo para os EUA incrementarem os seus programas de espionagem em todo o mundo, e com base no relato de Greenwald a partir das denúncias do ex-administrador de sistemas da CIA, Edward Snowden, como foi referido na publicação anterior, diz o jornalista: «Ao longo das últimas décadas, os líderes norte-americanos têm tirado partido do medo do terrorismo – alimentado pelos constantes exageros da verdadeira ameaça que este constitui – para justificar uma série de políticas extremistas. Este medo tem levado a guerras de agressão, regimes de tortura por todo o mundo, e à detenção (e até homicídio) de cidadãos estrangeiros e norte-americanos sem acusação».

O livro, publicado em Portugal e já referido anteriormente, aborda ainda outros casos como o processo WikiLeaks, de Julian Assange, e as acções do soldado Maning, que forneceram as informações sobre acções ocorridas durante a invasão do Iraque e da intervenção militar no Afeganistão. Também nesses casos comprovámos que o Terrorismo no Afeganistão foi financiado pelos EUA e os métodos que a CIA utiliza são iguais aos dos terroristas.
Como a NSA infecta nos computadores para recolher informações
Além dos casos de vigilância, espionagem e ataques informáticos, contabilizados em mais de 50.000 infecções de redes, Greenwald relata o longo processo político que acompanha os actos de vigilância e a resposta da administração do Presidente norte-americano, Barack Obama, e do Governo britânico sobre Edward Snowden, acusado de espionagem, e que se encontra actualmente refugiado na Rússia.

Para além da CIA e do Programa de vigilância global PRISM, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), fundada em novembro de 1952, é o órgão responsável pela utilização do sistema SIGINT (Signals Intelligence), que consiste na interpretação e selecção a partir de sinais, o que inclui criptoanálise e interceptação. A NSA é responsável pela base de dados obtidos pelo SIGINT, tornando-se o maior órgão de dados de criptologia do mundo.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_de_Segurança_Nacional
http://www.nsa.gov/about/index.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/PRISM_(surveillance_program)
http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/cia/page/2?print=print-page
http://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia)
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/09/metodos-de-espionagem-da-nsa-intrigam-especialistas.shtml
http://www.infoescola.com/estados-unidos/agencia-de-seguranca-nacional-nsa/
http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891
http://www.esquerda.net/dossier/quem-%C3%A9-edward-snowden/28576
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861#ixzz3Oo3AwW5I
http://www.ionline.pt/artigos/mais-livros/livro-sobre-ex-analista-da-cia-edward-snowden-publicado-portugal
http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2014/36422-snowden-0/
http://www.esquerda.net/dossier/ignacio-ramonet-%E2%80%9Csomos-todos-vigiados%E2%80%9D/28557



14 de janeiro de 2015

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ (1)

Os pretextos para o controle global para impor a hegemonia

O ataque terrorista ao Charlie Hebdo veio, entre outras coisas, alimentar os que precisavam de argumentos para um, ainda maior, controle de comunicações, da Internet e da localização das pessoas, em todo o mundo.

Foi noticiado que na sexta os ministros da Administração Interna da UE vão começar a discutir que regras mudam no espaço Schengen. Discussão que já é longa EUA e no reino Unido. Obama tem vindo a argumentar com o ciberterrorismo para lançar mais ataques ciberterroristas que há muito utiliza e põe em causa a privacidade. David Cameron tenta forçar uma nova lei de escutas telefónicas e espionagem online. 

Isto leva-nos para as informações que o jornal i publicou a partir da Lusa, em 20 de Maio de 2014. 
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald destaca no livro “Sem Esconderijo – O Caso Snowden nas palavras de quem o revelou”, lançado em Portugal pela Bertrand Editora, “a coragem” do ex-analista dos serviços de informação norte-americanos Edward Snowden ao denunciar a espionagem global que os EUA praticam.

Vou portanto publicar em várias etapas, as informações que me pareceram mais importantes para tomarmos consciência do que é o imperialismo e as suas ramificações nos países do mundo. Note-se que estas denúncias referem-se apenas à espionagem dos EUA. Espionagem que serve para muitas das operações de desestabilização de governos e países que não se sujeitam à sua política. Sobre essas acções, golpes para depor governos, guerras em vários países e apoio a facções terroristas, já muita coisa foi dita neste blogue. No final destes artigos, são apresentadas as "fontes" e os links para as muitas publicações sobre este assunto.

Em abril de 2013 Snowden envia a Greenwald, por e-mail, os primeiros documentos classificados da NSA e que surpreenderam de imediato o jornalista.

O livro "Sem Esconderijo", relata a partir do encontro em Hong Kong, em que Greenwald foi acompanhado pela realizadora de documentários Laura Poitras, as teias que ligam um grande número de agências colocadas pelos EUA em todo o mundo.

Citando, “A coragem de Snowden, aliada à relativa facilidade em copiar informação digital, permitiu-nos ter uma visão, em primeira mão e sem paralelo, de como o sistema de vigilância efetivamente funciona”, sublinhou Greenwald, que ao longo do livro detalha as atividades do Programa PRISM, de vigilância de mensagens de correio eletrónico e ligações telefónicas em todo o mundo sob a justificação da luta contra o terrorismo».

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_de_Segurança_Nacional
http://www.nsa.gov/about/index.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/PRISM_(surveillance_program)
http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/cia/page/2?print=print-page
http://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia)
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/09/metodos-de-espionagem-da-nsa-intrigam-especialistas.shtml
http://www.infoescola.com/estados-unidos/agencia-de-seguranca-nacional-nsa/
http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891
http://www.esquerda.net/dossier/quem-%C3%A9-edward-snowden/28576
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861#ixzz3Oo3AwW5I
http://www.ionline.pt/artigos/mais-livros/livro-sobre-ex-analista-da-cia-edward-snowden-publicado-portugal
http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2014/36422-snowden-0/
http://www.esquerda.net/dossier/ignacio-ramonet-%E2%80%9Csomos-todos-vigiados%E2%80%9D/28557


Atentados terroristas em Paris e manipulação da informação

No meio das campanhas mediáticas e, à parte os sentimentos emotivos justos, precisamos de um espaço de reflexão serena.

Estejamos à defesa com a actuação dos órgãos de comunicação, que jogam com a justa emotividade das pessoas, para impedir a reflexão serena sobre os factos.

O sensacionalismo intencional, tão ao gosto das nossas televisões e jornais é, como tudo o que fazem, para influenciar num determinado sentido. Para isso usam o método de empolar alguns factos e esquecer muitos outros.

É nossa obrigação, apesar dos parcos meios que temos, contrariar essa política de desinformação e raciocinar com mais cuidado.

Vamos aos factos:
O ataque contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo, que provocou 12 mortes e mais de uma dezena de feridos, é de repudiar e por isso, chocou a opinião pública mundial. É um facto!

O terrorismo é uma prática condenável e, mesmo para o que dizem defender não traz resultados que não sejam aumentar a indignação das pessoas e, porventura aumentar o medo.
Por isso seria legítimo que a comunicação social tivesse um papel pedagógico, assinalando estes factos.
Contudo, o que vimos é que, essa condenação do terrorismo internacional, é feita apenas quando convém a uma das partes dos interesses políticos que estão na origem dos acontecimentos.

Então se assim procede a comunicação social, temos que concluir que a intenção não é condenar o terrorismo mas apenas aproveitar alguns actos terroristas para esconder outros.

Vamos novamente a factos:
Que disse a comunicação social sobre actos terroristas tão atrozes como os assassinatos coletivos do grupo fascista Boko Haram? Esses assassinatos foram praticados há poucos dias, provocaram cerca de 2.000 mortos, mas foram esquecidos pelos governos e pela comunicação social. Porquê?
Que governantes são estes? Porque estiveram nesta marcha e impediram outras?

Na marcha "republicana" em Paris, contra o terrorismo, estiveram os governantes que "esqueceram" e até apoiaram outros actos terroristas mais atrozes e que vitimaram muitas mais pessoas. Vamos aos factos:
Na marcha esteve François Hollande que proibiu a manifestação pró-palestina quando do genocídio sionista, Hollande que continua a agredir o povo sírio e do Mali e a enviar armas para a al-Qaeda, Merkel com as mãos sujas de sangue nos Balcãs, o presidente ucraniano Poroshenko, tutor dos nazis que assassinaram milhares de Ucranianos civis, o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, condenado por massacres qualificados internacionalmente de terrorismo de Estado, nomeadamente a exterminação de populações na faixa de Gaza onde recentemente morreram mais de 2 mil homens mulheres e cerca de 500 crianças palestinas, e... muitos mais. 

Estes são apenas alguns exemplos. 

Reflictamos também sobre a quem interessa que surjam estes atentados para intensificar a campanha do medo, para justificar mais meios para limitar as liberdades, para conter protestos justos de trabalhadores ou populações? 
Imediatamente ao atentado de Paris, sugiram exigências nos EUA para reforçar os meios da CIA e da NSA (Agencia Nacional de Segurança) para espiar todas as comunicações de cidadãos de todo o mundo, como vem já acontecendo, retirando mais dos seus direitos à privacidade.

Vejamos agora do outro lado:
O presidente do Hezbollah, movimento de resistência islâmica no Líbano, condenou, de imediato, o ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, dizendo que, para o Islão, foi mais nocivo do que as caricaturas do Charlie.
Disse ainda Hassan Nasrallah:
“Através de seus atos imundos, violentos e desumanos, estes grupos atentaram contra o profeta e os muçulmanos mais do que fizeram seus inimigos (...) mais que os livros, os filmes e as caricaturas que injuriaram o profeta”.

Façamos pois uma reflexão, e procuremos os factos que a comunicação social omite.

10 de janeiro de 2015

O perigo da III Guerra Mundial

A estratégia dos EUA para se salvarem do declínio

Na publicação Carta Maior, Boaventura de Sousa Santos (BSS) fez uma análise à situação internacional que o levou a concluir poder estar em germinação uma Terceira Guerra Mundial.

Diz BSS essa guerra está a ser «provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da Europa. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia». Foca a aprovação pelo Congresso dos EUA da «Resolução 758 que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia». 

Refere BSS que «Os componentes da provocação ocidental são três: sanções para debilitar a Rússia; instalação de um governo satélite em Kiev; guerra de propaganda». 

A guerra da propaganda e domínio da informação

Sobre as sanções e o apoio ao governo fascista da Ucrânia, não vale a pena repetir o que é já conhecido. Sobre a terceira componente, salienta BSS que «os grandes media e seus jornalistas estão a ser pressionados para difundirem tudo o que legitime a provocação ocidental e ocultarem tudo o que a questione. Os mesmos jornalistas que, depois dos briefings nas embaixadas dos EUA e em Washington, encheram as páginas dos seus jornais com a mentira das armas de destruição massiva de Saddam Hussein, estão agora a enchê-las com a mentira da agressão da Rússia contra a Ucrânia». 
BSS dá exemplos com a ocultação da forma como foi formado o governo fantoche da Ucrânia, como foram noticiados e analisados os protestos em Kiev em fevereiro passado, e o relevo dado à declaração de Henri Kissinger de que é uma temeridade estar a provocar a Rússia. 
Cita o grande jornalista, John Pilger, que «dizia recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram até ao fim da semana passada 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos» e pergunta «Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?».

O esmagamento da Democracia

Lembra que 67% dos norte-americanos são contra a entrega de armas à Ucrânia, contudo os seus representantes votam a favor. Acusa a Europa de estar a seguir a pisadas dos EUA.

Na segunda parte do seu trabalho aponta «As razões da insanidade». 

Assim explica que os EUA estão em declinio, e o negócio altamente lucrativo da guerra, é essencial para salvar o poder hegemónico imperialista. «A Rússia e a China, os maiores credores dos EUA, têm vindo a vender os títulos do tesouro e em troca têm vindo a adquirir enormes quantidades de ouro». Entre parêntesis, recorda que Saddam e Kadafi, que procuraram usar o euro, em vez do dólar, foram vítimas da sua ousadia, eles e os seus países miseravelmente destruídos.
O segundo indício é o facto do FMI que se prepara «para que o dólar deixe de ser nos próximos anos a moeda de reserva e seja substituída por uma moeda global, os SDR (special drawing rights)».

Aponta BSS que tudo isto indica que um ataque aos EUA está próximo e que «têm de manter os petrodólares a todo o custo, assegurando o acesso privilegiado ao petróleo e ao gás. Para isso têm de conter a China e tem de debilitar a Rússia, idealmente provocando a sua desintegração, tipo Jugoslávia». 

Os lucros da guerra à custa de milhões de mortos

E ainda que «A guerra é altamente lucrativa devido à superioridade dos EUA na condução da guerra, no fornecimento de equipamentos e nos trabalhos de reconstrução». Citando Howard Zinn, «os EUA têm estado permanentemente em guerra desde a sua fundação». Diz ainda BSS que, «ao contrário da Europa, a guerra nunca será travada em solo norte-americano, salvo, claro, o caso de guerra nuclear». Mostra que em 14 de Outubro passado, «o New York Times divulgava o relatório da CIA sobre o fornecimento clandestino e ilegal de armas e financiamento de guerras nos últimos 67 anos» e recorda que Noam Chomsky disse em “The Laura Flanders Show” que aquele documento só podia ter o seguinte título: “Yes, we declare ourselves to be the world´s leading terrorist state. We are proud of it” (“Sim, declaramos que somos o maior estado terrorista do mundo e temos orgulho nisso”).

«Um país em declínio tende a tornar-se caótico e errático na sua política internacional» a ponto de Immanuel Wallerstein dizer que «os EUA se transformaram num canhão descontrolado (a loose canon), um poder cujas ações são imprevisíveis, incontroláveis e perigosas para ele próprio e para os outros». 
Termina BSS com a demonstração de que a Europa «perde a relativa autonomia que tinha construído no plano internacional» e a sua economia é posta «ao serviço da política geoestratégica dos EUA» 

6 de janeiro de 2015

O poder económico e a direita intensificam a Censura

Práticas antidemocráticas dos donos dos órgãos de comunicação: Os jornais e a televisão escondem os problemas dos trabalhadores

O Professor Fernando Correia, mais uma vez abordou o problema da "desinformação" feita pelos órgãos de comunicação. O que escreveu foi publicado no jornal Avante e no sítio web o Diário.info. Apresenta-se aqui uma síntese desse importante artigo.

Diz o Prof Fernando Correia que «Se há algum factor que nos últimos anos melhor caracterize a situação dos media de grande audiência em Portugal, é o reforço e consolidação do domínio do poder económico neste sector, devidamente acolitado por um poder político a ele igualmente subordinado». Explica que as diferenças entre os vários órgãos de comunicação social de grande influência, não são ideológicas mas apenas de estratégias comerciais.

Exemplifica o Professor que «As teias da manipulação que pretendem tolher e desacreditar os sindicatos, o sindicalismo e os dirigentes sindicais, menorizar a luta dos trabalhadores e de todas as camadas e sectores vítimas da política de direita, concretizam-se essencialmente, no conteúdo dos media dominantes, por duas formas: naquilo que se aborda e como se aborda, e naquilo que se silencia» e mais adiante mostra que

«Nas páginas de opinião da imprensa ou nos tempos consagrados aos comentários radiofónicos ou televisivos, os dirigentes sindicais, os juristas e economistas especializados em direito do trabalho e outros técnicos que acompanham a vida sindical são praticamente ignorados».
Por outro lado «Os sindicalistas e os sindicatos são, subliminarmente, associados perante a opinião pública à existência de conflitos laborais, à chamada "desestabilização social", para utilizar uma terminologia cara à direita e ao grande capital. A sua presença no espaço público mediatizado só é "autorizada" quando da ocorrência de greves ou outras formas de luta. E os protestos e as greves não são apresentadas enquanto resultantes de políticas antidemocráticas e antipatrióticas, contrárias aos interesses do povo e do País, mas sim como insinuado reflexo de uma ânsia de contestação

por parte dos trabalhadores, pretensamente obcecados pela ambição de privilégios corporativos ou ao serviço de obscuras motivações partidárias.» diz o professor Fernando Correia dando inúmeros exemplos das tácticas de manipulação utilizadas, «uma das linhas mais importantes do ataque ao sindicalismo, enquanto instrumento de organização e luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, é a promoção da ideia de que lutar não vale a pena, tentando assim empurrar as pessoas para a passividade e o conformismo». 
São apresentados alguns exemplos recentes do que os jornais e a televisão esconderam para dar a ideia que os sindicatos, só fazem greves:

- A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, a Interjovem e a Inter-reformados promoveram uma Tribuna Pública sob o lema «Direito a Trabalhar com vida Pessoal e familiar», iniciativa esta realizada no âmbito do «Ano Europeu da Conciliação entre a vida profissional e a vida familiar»...

- A União dos Sindicatos de Lisboa, SPGL, CESP, STAL e SINTAB esteve junto à Cantina da Cidade Universitária dando a conhecer aos estudantes o Manifesto em Defesa das Funções Sociais do Estado, para o qual a CGTP-IN tem vindo a recolher um grande número de assinaturas junto dos trabalhadores, juventude, reformados, pensionistas e população em geral.

- Promoção de uma petição contra o roubo nas pensões e o aumento da idade da reforma, visando esclarecer os trabalhadores e o povo dos novos cortes que o Governo prevê nas pensões da Administração Pública e no Sector Privado. 

- No âmbito do Dia Mundial do Livro, o Departamento de Cultura e Tempos Livres da CGTP-IN organizou na sua sede uma Feira do Livro, disponibilizando para venda algumas edições publicadas pela CGTP-IN e outras para oferta, editadas ou não pela Central.

- Organização periódica de acções de formação, iniciativas de convívio e confraternização, provas desportivas em diversas modalidades, nomeadamente atletismo, futsal e cicloturismo.

Nada disto foi noticiado, salvo raras e pequenas referências. 

É sintomático que as recentes eleições para o próprio Sindicato dos Jornalistas não tiveram direito, e apenas em alguns casos, a mais do que curtas informações sobre os resultados finais…

São depois dados vários outros exemplos que poderão ser vistos no texto integral.

Denuncia ainda o professor Fernando Correia que os jornais não falam das lutas dos trabalhadores em empresas clientes de anúncios nesses jornais, evidenciando também a subordinação dos jornalistas aos seus patrões. Enfim vale a pena ler o artigo completo em http://avante.pt/pt/2144/temas/133603/

3 de janeiro de 2015

Que nos traz para 2015 a nova tática dos EUA com Cuba?

Estados Unidos, cada vez mais isolados, tentam novas formas de fazer o mesmo

Como foi amplamente noticiado, na quadra natalícia, Obama fez um solene discurso onde se dispôs a alterar as relações de hostilidade para com Cuba. Nesse discurso, Obama reconhece a derrota da táctica que há mais de meio século os EUA utilizaram, táctica que ele não referiu mas é sabido que viola todas as normas do direito internacional, e é cada vez mais contestada em todo o mundo. Táctica que também sabemos que visa submeter o povo da ilha a privações que forcem à sua submissão aos EUA.

No discurso de Obama não houve uma palavra de desculpa pelos crimes cometidos, nem uma expressão de remorso. Pelo contrário a tónica do discurso foi para dizer que a táctica até aqui utilizada pelos EUA, falhou e, portanto, deve ser alterada. Alterada para quê? Ele apenas disse, para melhor defender os nossos interesses. Ou seja para melhor atingirem o desde sempre sonhado, objectivo de derrotar a Revolução Cubana.

Mais que o fracasso da táctica é fracasso da política
Há muito que o poder económico que levou Obama à presidência, considera que a diplomacia da canhoneira não é a melhor, face à evolução do cenário mundial, que cada vez menos a aceita. É a velha táctica de que "é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma".

Obama por um lado, confirmou, diplomaticamente, a vontade de manter o poder hegemónico, arrogando o direito de se intrometer nos assuntos internos dos Estados, (neste caso de Cuba) para conseguir a influência na região (que está a perder - isso ele não disse). No entanto reconheceu o fracasso da estratégia utilizada há 50 anos, que não é hoje simpática. 
Cuba Vencerá!
No entanto as forças ultra reaccionárias dos Estados Unidos, continuaram a optar pela política da força. Consideram que os discursos de Obama, apesar de cínicos, dão uma imagem de fraqueza. Acabar com a prisão de Guantanamo e as torturas a presos que apesar de não terem culpa formada, sem julgamento, seria uma cedência.

O isolamento e desprestígio
Obama, e o país que representa, foram ficando cada vez mais desprestigiados, também perante a opinião pública mundial. Uma das expressões desse desprestígio e isolamento foram as constantes votações de todos os países do mundo na ONU, por quase unanimidade, que sempre condenaram o bloqueio a Cuba. 
O grande capital, estava a perder com isso. Sem alterar nada aos seus objectivos de derrotar a Revolução Cubana, insistiram numa política mais habilidosa. Retomaram a estratégia inicial e "deram instruções a Obama", para fazer o papel, não de arrependido, mas "de mais moderno". Assim no seu discurso Obama considerou que para atingirem os objectivos há muito pretendidos, era errado prosseguir com o bloqueio a Cuba. Para dar mais consistência aos seus propósitos, mandou libertar os 5 Cubanos presos.

A nova estratégia surtiu algum efeito nos mais crédulos. No entanto não confundamos as coisas. Os Estados Unidos não alteraram um milímetro da sua política imperialista. Pelo contrário pretendem desta forma reforçá-la. Entrar em Cuba, alargar o "mercado" para aumentar o lucro dos grandes monopólios americanos, e sabotar a economia de Cuba.

Não bastam as palavras
Contudo Cuba exige o desmantelamento total da hostilidade política para com o governo de Cuba, que acabem as acções terroristas contra Cuba e a entrega do espaço do território cubano ocupado, ilegalmente, pela Base norte americana e prisão de Guantanamo.  Os 5 cubanos presos foram libertos. Essa foi uma grande vitória da solidariedade internacional para com Cuba. No entanto Obama nada disse sobre a extinção das elevadíssimas verbas destinadas a apoiar dissidentes cubanos, nem dos programas da CIA e departamentos especializados para promover a desestabilização política de Cuba, nem sequer de medidas para acabarem as acções terroristas contra Cuba pela minoria que ainda sonha em Miami restaurar o velho regime em Cuba. 

Portanto:
- Os EUA foram obrigados a mudar de táctica face ao crescente isolamento e condenação da sua política.
- Essa atitude é uma vitória da luta que se expandiu em todo o mundo em defesa de Cuba, tal com a que se está a gerar em defesa da Palestina.
- Os EUA não mudaram de política. Pelo contrário, ao mudar de táctica reconhecendo o falhanço da táctica anterior, querem experimentar formas mais sofisticadas de alcançar os seus objectivos.



2 de janeiro de 2015

Privatização da TAP

A venda da TAP é uma vergonha, um escândalo e mais um desastre para a nossa economia, que a maioria dos portugueses repudiam. 

O PCP apresentou na Assembleia da República uma proposta para impedir a privatização da TAP. 
Com base na fundamentação da proposta destaca-se o seguinte:

A TAP é o maior exportador nacional, com mais de dois mil milhões de euros em vendas ao exterior, assegurando mais de sete mil postos de trabalho diretos na companhia aérea e, no seu conjunto, mais de doze mil postos de trabalho diretos no Grupo TAP e mais dez mil postos de trabalho indiretos. 
Trata-se de uma empresa que faz entrar anualmente na Segurança Social quase 100 milhões de euros só da TAP SA, e outro tanto no Orçamento de Estado via IRS.
A TAP é uma Empresa que prestigia o país, e que, além disso, é fator de soberania. A TAP está ligada às empresas do grupo, SPdH, Lojas Francas de Portugal, PGA Portugália Airlines, Cateringpor.

A privatização da TAP é um velho objetivo que as multinacionais europeias têm tentado impor ao nosso país, para a concentração monopolista que está a ser imposta aos povos da Europa. Essa é a causa dos problemas nacionais.
As tentativas de privatização da TAP vêm desde 1998 - Governo PS/Guterres. 
Nessa altura era intenção vendê-la à Swissair que entretanto faliu. Se o Governo PS a tivesse vendido, hoje não existiria a TAP. 

A TAP não é uma empresa qualquer. É uma empresa que dá grande contributo para o desenvolvimento e para a sobrevivência das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. O papel da transportadora aérea nacional deve ser valorizado pelo seu caráter estratégico para o desenvolvimento regional e nacional. Privatizar a TAP traria gravíssimas consequências, não só para a empresa e para os seus trabalhadores e suas famílias, mas igualmente para os utentes, que dependem do serviço público essencial prestado pela transportadora aérea nacional. 
O próprio Governo reconhece essa importância a ponto de a referir para justificar a ilegal e antidemocrática requisição civil, contra a Greve dos trabalhadores da TAP, que querem impedir a venda da empresa. 

O PCP propôs recentemente na Assembleia da República, medidas para defender e melhorar o funcionamento da TAP que está a ser estrangulada pelo Governo para facilitar a vida às empresas concorrentes. Se a TAP interessa tanto às empresas internacionais porque é que não interessa a Portugal?

No País tem crescido enormemente o número dos que defendem a TAP, contra a sua privatização. O Governo está cada vez mais isolado e fragilizado. 
A Proposta do PCP termina assim:
Nestes termos, e ao abrigo do disposto na alínea c) do artigo 169.o da Constituição da República Portuguesa e ainda dos artigos 189.o e seguintes do Regimento da Assembleia da República, os Deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PCP, vêm requerer a Apreciação Parlamentar do Decreto-Lei n.o 181-A/2014, de 24 de dezembro, que «aprova o processo de reprivatização indireta do capital social da TAP, Transportes Aéreos Portugueses, S. A.».

1 de janeiro de 2015

manual da CIA para assassinatos políticos

Wikileaks revela manual da CIA para assassinatos políticos

Um manual secreto da Agência Central de Inteligência (CIA) que define o assassinato político como forma de limitar a ação de grupos insurgentes circula atualmente na internet, após ter sido revelado pelo site Wikileaks.

A REUTERS/Petar Kujundzic reproduziram partes de um relatório secreto da CIA que analisa diversas operações de assassinato em vários países. Estão referenciados os alvos entre os quais está a Organização para a Libertação de Palestina (OLP), Exército Republicano Irlandês (IRA), a Frente de Libertação Nacional de Argélia (FLN) e as FARC.

A publicação do Wikileaks foi divulgada na Internet dez dias depois do Comitê de Inteligência do Senado norte americano ter apreciado o relatório secreto, só parcialmente divulgado, sobre o emprego da tortura contra prisioneiros supostamente vinculados a acções terroristas, sem acusações formais nem julgamento em Tribunal.

O manual revelado pelo Wikileaks data de 7 de julho de 2009, seis meses depois de Leon Panetta assumir a direção da CIA e pouco depois de que o agente John Kiriakou – atualmente preso – denunciasse pela primeira vez a prática de crueis torturas por parte de oficiais interrogadores.

Segundo o Wikileaks, o relatório da CIA inclui estudos de casos no Afeganistão (2001-2009), Argélia (1954-1962), Colômbia (2002-2009), Iraque (2004-2009), Israel (de 1972 a 2009), Peru (1980-1999), Irlanda do Norte (1969-1998) e Sri Lanka (1983-2009).

As operações descritas nos planos da CIA incluem: assassinatos políticos, sequestros, remoção de lideranças, neutralização e marginalização de dirigentes guerrilheiros.

Ademais, encontram-se evidências sobre a participação da CIA na luta contra as guerrilhas na Colômbia durante o mandato de Álvaro Uribe, através de ataques a objetivos de alto valor combinando operações militares e de informação e programas para provocar e tratar desertores.

Não são referidas as acções em Portugal após o 25 de Abril, em conluio com Mário Soares e Carlucci. Essas estão noutros documentos.



31 de dezembro de 2014

UM ZOO HUMANO II - Miguel Urbano

«Os comentadores e politólogos – quase todos políticos reaccionários – competem na tarefa de ocultar a realidade social, política e económica». 

Como foi dito no artigo anterior, o problema da Comunicação Social controlada pelo grande capital, permite manter a política de direita e "alienar" a generalidade da população enganada.

Como diz Miguel Urbano «A chusma dos formadores de opinião mais influentes simula isenção. Criticam o acessório, mas ignoram o fundamental. Falam de tudo, desde as fofocas do governo às falências e roubalheiras, passando pelo futebol, a literatura, a corrupção galopante, o BPN, a situação dos professores, o descalabro da saúde e da Justiça, a prisão de Sócrates, os gastos sumptuários dos ministros e o aquecimento global, mas não põem em causa o sistema». 

A censura discreta
De facto "a censura discreta", inteligente mas cínica, faz com que a quase totalidade do que se diz ou escreve, tenha a ideologia, a marca da política de direita, reaccionária, que vai entrando nos cérebros dos telespectadores, dos ouvintes ou leitores, sem que se apercebam disso. E assim, fingindo ser democráticos por falarem de tudo, na realidade tudo o que falam é distorcido e apresentado na versão da ideologia capitalista, como se fosse a única interpretação das coisas. 

Miguel Urbano acusa essa táctica: «Nas suas intervenções, mesmo quando manifestam discordância de medidas da equipa no poder, abstêm-se de condenar a engrenagem que as gera. A maioria trata aliás com deferência banqueiros como Ricardo Salgado e Ricciardi e outros financistas mafiosos responsáveis por fraudes de milhares de milhões de euros. O capitalismo é, para eles, sagrado».

Mesmo quando permitem que alguém de esquerda diga alguma coisa, o que é transmitido é seleccionado, cortado e por vezes apresentado com comentários ou títulos que distorcem as verdades ou as ideias ditas.  

Uma falsa democracia
«Na selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta - o discurso triunfalista do governo atinge o povo como um pesadelo. Nessa cantoria repulsiva, Passos, Portas & Companhia cultivam um refrão indecoroso: "os portugueses aprovam" os seus desmandos» disse Miguel Urbano. Chamam eles "aprovar" ao facto de terem votado neles. Esta é uma falsidade manhosa, cínica de convencer que o que eles fazem foi a maioria do povo que quis. 

Já no final do seu artigo Miguel Urbano mostra que quem vir com seriedade «programas televisivos como, entre outros, o Opinião Pública da SIC» repara que «o fascismo tenta capitalizar o descontentamento popular [...] Insultos aos sindicatos e à luta de massas, apelos à proibição da greve e a despedimentos colectivos, brados de saudosismo da ditadura, são agora frequentes. Mas isolados, porque o fascismo não encontra em Portugal atmosfera para se impor».

"Informação" - Alienação
«A indignação popular cresce, mas não é ainda torrencial, permanente. A grande maioria desaprova e condena a política do governo, mas o sentimento de revolta que começa a gerar desespero não se expressa num combate organizado». 

Daí o que já foi referido por Miguel Urbano «A definição que Marx nos ofereceu da "alienação" ajusta-se bem à atitude de uma ampla faixa da população que não está ainda preparada para transformar o protesto em luta organizada».

Miguel Urbano termina com a célebre frase: O que fazer então? A resposta foi dada com os exemplos da História de Portugal. «As revoluções, ... não têm data no calendário». Surgem quando surgirem oportunidades para isso como foi referido no artigo anterior.  Para isso é necessário o esforço da elevação da consciência que se adquire na luta, na intervenção do dia a dia, nos locais de trabalho e nas ruas. Miguel Urbano Termina com a sua força habitual:  «A maré da indignação e do protesto sobem a cada dia. Os inimigos do povo que exercem o poder serão varridos!».

Vale a pena ler o artigo completo em : http://www.odiario.info/?p=3505

em 03/01 às 11.30 acrescentados os subtítulos e a imagem


30 de dezembro de 2014

UM ZOO HUMANO - Miguel Urbano

A selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta 

O Diário.info publicou um texto de Miguel Urbano Rodrigues, fundamental para abanar a imobilidade de muitos. 
Miguel Urbano caracteriza a política de direita dando o exemplo da «tentativa de impedimento do direito à greve na TAP» referindo que «a questão já não é apenas a ostensiva ilegalidade. É a utilização, tal como nos tempos do salazarismo, do argumento das "motivações ideológicas" da greve». Concluindo que «Este bando fascizante torna o país irrespirável».

Mostra, Miguel Urbano, o ridículo da arrogância, do absurdo, fascizante «Passos, Portas & Companhia ignoram a Constituição e as leis da República e, invocando "o interesse nacional" para imporem ao país «medidas brutais que o empobrecem cada vez mais».

«A destruição do aparelho produtivo e a ofensiva contra a função pública e a classe média é devastadora. Arruinou Portugal sem atingir os objectivos. As dívidas interna e externa subiram brutalmente, excedendo muito o PIB, que caiu. O desemprego atingiu um patamar sem precedentes. Com uma peculiaridade: a "austeridade" que empobreceu o povo trabalhador contribuiu para o enriquecimento daqueles que o exploram» apontando «Soares dos Santos, Amorim, Belmiro, aos banqueiros e outros magnates que são os donos de Portugal» e muitos outros que «exibem com despudor fortunas colossais que amontoaram em tempo mínimo» e como consequência «A miséria alastra pelo país, a fome é já uma realidade em milhares de famílias».

Por outro lado os escândalos, rotineiros, «Envolvem a banca, as privatizações, as chamadas parcerias público-privadas, as escuras negociatas de políticos e empresários, as fraudes de aventureiros instalados pelo governo em postos-chave da Administração Pública. O regabofe asfixia e humilha o país».

Portas «Recolheu das cinzas um partidinho de saudosistas do fascismo e fez dele o apêndice do PSD que lhe garante a maioria no Parlamento». É «um farsante perigoso que tripudia sobre a ética política, envolvido em compromissos escuros, negócios sujos (submarinos) e ligações perigosas (uma universidade fantasmática)».

Caracterizando o Zoo, Miguel Urbano refere «A terceira figura do bando que desgoverna Portugal» a ministra Maria Luís Albuquerque, que «Difere do chefe e dos colegas pela suavidade das falas». 
«O ministro da Economia é o rosto de uma ultra-direita mascarada» referindo as suas declarações sobre a requisição civil imposta pelo governo para neutralizar a greve da TAP «lembram as de alguns ministros de Salazar». Outro membro do Zoo é Montenegro, o líder da bancada parlamentar do PSD, «imagem da direita cavernícola».

Miguel Urbano aborda o papel da Comunicação Social e a desinformação. Diz «O sistema mediático é controlado pelo grande capital. O noticiário nos jornais de "referência" é mau, mas a reflexão sobre a política do Executivo é muito pior».
«Os comentadores e politólogos – quase todos políticos reaccionários – competem na tarefa de ocultar a realidade social politica e económica». Sobre esta questão penso, em breve, fazer uma abordagem mais pormenorizada. Miguel Urbano alarga a sua destemida análise a muitas outras figuras do Zoo que actuam na «selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta»

Como resultado do controlo dos órgãos de comunicação, e em termos de conclusões Miguel Urbano lembra que a «definição que Marx nos ofereceu da "alienação" ajusta-se bem à atitude de uma ampla faixa da população que não está ainda preparada para transformar o protesto em luta organizada, acompanhando a minoria dos trabalhadores que saem às ruas, mobilizados pela CGTP, e desafiam o governo nos locais de trabalho» e por isso não estão ainda reunidas as «condições subjectivas» o que «inviabiliza em tempo previsível rupturas» capazes promer a ruptura com esta política. Mas, diz Miguel Urbano «não sou pessimista» lembrando os momentos da História de Portugal, em que o povo se levantou contra a opressão. Por isso, diz, «Os inimigos do povo que exercem o poder serão varridos!».

Vale a pena ler o artigo na íntegra em http://www.odiario.info/?p=3505

29 de dezembro de 2014

Breve balanço de 2014

Portugal precisa de uma política alternativa.
O Mundo está em mudança

Aproxima-se o final de 2014, fecundo em acontecimentos - para o bem e para o mal. 
Não querendo fazer um balanço, que certamente seria incompleto, aponto assuntos, avulso, mas que me parecem importantes a não esquecer em 2015. 
A nível nacional, 2014 foi mais uma dramática confirmação de que esta política de direita não serve. Não serve o País, os portugueses mas serve - e bem - para alguns.

As desigualdades aumentaram, tal como aumentou a pobreza e a fome.
Apesar dos sacrifícios a dívida não parou de crescer a ponto de ser impagável.
A direita, mais uma vez, anunciou que, agora com a saída da troika, tudo começaria a ser melhor. Mentira! Tal como se previa a situação piora com esta política.

Corruptos!
Pela primeira vez um Primeiro Ministro de Portugal (PS) foi preso.
Muitos iguais ou piores que Sócrates, dos que passaram pelos governos, desde há 38 anos, há muito que deviam estar presos.
Tinha já sido condenado Isaltino (PSD)
Foi também o Duarte Lima (PSD). Condenado e preso. E Dias Loureiro e seus amigos? 

Assinale-se que as leis deveriam ser muito mais duras para os crimes económicos, para quem rouba o país e todos os portugueses. No entanto a direita, ou os chamados partidos do "arco do poder" ou, mais prosaicamente a "troika interna", PS, PSD, e CDS, não deixam que as leis penalizem devidamente os corruptos, sabendo eles que é no seu seio que estão os criminosos. Tudo gente fina.
Este ano foi preso o banqueiro Ricardo Salgado. 

O juiz, Carlos Alexandre, que já tinha deixado passar situações graves, parece estar determinado a corrigir a incapacidade da justiça. Foi figura importante dos casos Monte Branco, das Operações Furacão, Portucale, Processo Face Oculta, Álvaro Sobrinho, Caso BPN, Processo Remédio Santo, Operação Labirinto, Caso Vistos Gold, Ricardo Salgado e Operação Marquês. Pena é que fiquem de fora tantos do BPN, como Dias Loureiro (PSD).
Também Paulo Portas (CDS) apesar da reconhecida corrupção dos Submarinos está em liberdade e no Governo. Klaus Lesker, o administrador da MPC Ferrostaal que vendeu os submarinos, foi preso preso na Alemanha. E cá?
E os vistos Gold?
A extenção de fraudes, roubos, corrupção e outros crimes é enorme e todos envolvem PS, PSD e CDS.

São todos iguais?
Da falência do BES e do GES ainda estão à solta muitos.
Do BPN (banco do PSD) nunca mais se soube nada.
Somam a muitos milhares de milhões de euros as fraudes e os prejuízos para o país e para os portugueses.
A direita, desesperadamente, tenta dizer que são todos iguais.
Por isso, os jornais que nunca falam da Festa do Avante, inventaram que o BES subsidiou a Festa do jornal do PCP! Ridículo mas sintomático. Não! Não são todos iguais!

Durão Barroso saíu da CE e a direita colocou outro igual, o Juncker organizador das fugas fiscais de muitas multinacionais e grandes empresas.
Zeinal Bava, com as trafulhices que fez, pôs a PT nas mãos de interesses estrangeiros. Ele e Durão Barroso foram condecorados pelo "Padrinho" que ocupa o lugar de Presidente da República.  

Continuam as criminosas privatizações e a venda de Portugal a retalho. 
É um escândalo o caso da TAP. A maior empresa exportadora de Portugal.

A Alternativa existe!
Num outro plano convém saber quais as alternativas.
O novo "líder" do PS, António Costa, para o público diz que vai romper com a política de direita mas, na prática, ainda nada se viu. Pelo contrário, o que faz é o mesmo que se fez. 
Propostas, como as que apresentou o PCP, para uma política alternativa, o PS não avança. Que lutas promove o PS para travar as políticas de direita? Serão lutas de gabinete que não se sabe o que tramam? Estaremos atentos no novo ano.

Censura e liberdades? Que liberdades?
Neste blogue muito se tem falado da Censura da Comunicação social e em especial da Televisão. De facto, cada vez mais, o poder financeiro controla os órgãos de comunicação. Governo, políticos de direita, comentadores, jornalistas contratados para o efeito, preenchem todos os espaços não deixando que se conheçam as alternativas e as propostas apresentadas, como soluções patrióticas e de esquerda.
Essa censura atinge não só o conhecimento da realidade portuguesa como da internacional.
O mundo piorou depois da Guerra Fria, da queda do Muro de Berlim e da derrota dos países socialistas, no final da década de 80. As guerras provocadas pelos EUA, NATO e Israel, tem dizimado muitos milhares de pessoas, destruído países e economias. 
O capitalismo em decadência, depois desta crise económica e financeira, a maior de sempre, tenta salvar-se através da força bruta das armas, e do domínio de países e das suas matérias primas, em especial o petróleo.

O capitalismo na sua fase imperialista, tem apoiado governos fascistas (Ucrânia) e ditaduras em África e América do Sul em contrapartida do domínio económico das riquezas desses países.
Os EUA através da CIA treinam e fornecem grandes quantidades de armas modernas e poderosas a terroristas. Essa política tem funcionado como o feitiço contra o feiticeiro. Os grupos terroristas, depois de armados e treinados pela CIA, muitas vezes fogem ao controlo norte americano, como foi o caso da Al-Quaeda e agora com o "Estado Islâmico" para afrontar a Síria.

Nunca o Mundo esteve tão violento, com tantas guerras com tantas vítimas, em especial civis, mulheres, crianças e idosos. Nalgumas regiões assistimos a autênticos genocídios como na faixa de Gaza e Palestina.
A lei internacional e os Direitos Humanos não são respeitados.

Decadência do capitalismo
É evidente o isolamento cada vez maior dos Estados Unidos. Todos os países na ONU condenam sistematicamente acções o bloqueio de Cuba e a invasão da Palestina por Israel. Em todo o mundo os povos fizeram inúmeras manifestações e protestos. A libertação dos Cinco Cubanos foi uma vitória dessas lutas.

O recente relatório sobre as torturas de presos nos Estados Unidos da América, foi escondido e apenas é conhecida uma pequeníssima parte. Mesmo essa pequena parte revela os crimes monstruosos que os Estados Unidos praticam, crimes só comparáveis aos de Hitler e dos ditadores que os Estados Unidos apoiam,

Esse isolamento dos Estados Unidos foi evidenciado ainda nas decisões da ONU, nas eleições no Brasil e Uruguai, pelas Organizações de apoio mútuo criadas pelos países que fogem ao domínio dos Estados Unidos. Caso dos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e ainda das Organizações da América do Sul e Cuba.

Os BRICS estão a estudar moeda alternativa ao Dólar e a formar um Banco Internacional.

A China ultrapassou economicamente, os Estados Unidos em 2014. Está "de olho" nos fundos do tesouro dos EUA, pedra de toque da economia global. Está a redefinir a sua estratégia de investimento no estrangeiro e a promover o Renmimbi como moeda internacional, libertando do domínio do dólar vários países do BRICS e outros com quem está já a negociar nas moedas locais.
O apoio à Rússia é expressivo.  

Só com luta conseguiremos mudar
Nestes países a fome e a pobreza diminuiu fortemente enquanto nos EUA e outros países dominados pelo capitalismo aumenta, como aumentam as desigualdades, o crime, o desemprego, o trabalho escravo. O mundo está mais injusto e violento por acção do capitalismo mas, simultâneamente, está a aprender e a mudar.
Nós em Portugal, também haveremos de aprender com o desastre destes 38 anos de política de direita. 
Nós também haveremos de mudar. Depende dos trabalhadores e do povo. 
A luta continua em 2015.

22 de dezembro de 2014

Estamos no Natal e Aproxima-se 2015

Natal começou por ser a festa do sol, da luz, do crescimento dos dias contra a escuridão.

O sol quando nasce é para todos. E todos, é mesmo todo o mundo.
Mais uma vez o mundo está em complexa convulsão reflexo das mudanças de ordem mundial.
Vimos guerras e conflitos em sucessão cada vez mais globais.
Poderosos interesses económicos de grupos reduzidos, dominam a política e pisam direitos humanos, a paz, a justiça internacional até aqui respeitada.
Os Estados Unidos, vencedores da Guerra Fria, acentuaram a sua hegemonia no mundo. Esta terminou mas reacenderam-se guerras muito mais dolorosas. Guerras onde morrem centenas de milhar de pessoas, incluindo mulheres, crianças e idosos. Guerras que têm reflexos em todos nós.
A lei internacional é permanentemente desprezada e substituída pela lei do mais forte. Povos inteiros são dominados e subjugados aos interesses das grandes economias e das multinacionais sem pátria.

O imperialismo tem não só a força das armas, mas também o controle total dos meios de comunicação globais, reescrevendo a história de acordo com os seus interesses para manipular as consciências e a opinião pública e colectiva. Esse controlo é total na medida que controla a quase totalidade dos agentes da informação.
Hoje com a "realidade" virtual, criam-se factos, inventam-se situações para deturpar a realidade objectiva e o conhecimento. Para distrair a humanidade desviando, e escondendo crimes e acções repugnantes praticadas para que o imperialismo consolide o seu poder. Poder que domina pelas armas e pela informação, pela destruição de valores humanos e sua substituição por uma cultura globalizada que introduz valores que facilitam a aceitação do domínio do mais forte.
Cultura que conforma, que não perspectiva a autonomia e capacidade colectiva da mudança.

A soberania nacional, a autonomia, foi substituída pelos mercados que fazem a lei. Passou-se a um novo tipo de colonização dos mais fracos, acompanhado de cultura da aceitação dessa perda de independência face ao poder financeiro dos bancos internacionais.
Os que não aceitam essas imposições são sujeitos a boicote e bloqueio dos poderosos, como tem sido o caso de Cuba. É paradigmática esta situação. Mais de cinquenta anos de bloqueio condenado internacionalmente por resoluções quase unânimes de todos os países do mundo, não tiveram qualquer efeito na decisão de um único país.
Israel, com a cumplicidade dos EUA, faz uma guerra e ocupação ilegal, da Palestina, matando muitos milhares de civis, de mulheres e crianças inocentes.

Há muito que poderosas agências de espionagem como a CIA, com mais de 170.000 agentes espalhados pelo mundo, fomentam conflitos, armam, treinam e financiam seitas e grupos terroristas, para derrubar governos legítimos que não obedeçam às suas ordens.
Apoiam o nazismo e fascismo em vários países. Apoiam ditadores que lhes entreguem as riquezas do país à exploração das empresas americanas. Fomentam a guerra entre religiões de acordo com o princípio "dividir para reinar" e assim intervirem do lado que lhes interessar.

Um relatório recentemente aparecido ao conhecimento público mostra uma pequena parte dos métodos de intervenção mais escabrosos, torturando até à morte muitos presos, muitas vezes sem qualquer culpa, apenas para obter informações.

Usam a chantagem directa em relação a Governos e Presidentes da República de vários países. Fazem espionagem e vigiam empresas de todo o mundo. Gastam milhares de milhões de dólares para manter o mundo inteiro sob sua vigilância, incluindo os seus mais próximos aliados.
Muito do dinheiro vem da droga, cuja produção aumentou várias vezes, com as forças que controlam o Afeganistão. Outra fonte de financiamento é a venda de petróleo produzido em território controlado pelos terroristas.

Quase tudo isto tem acontecido depois da queda do Muro de Berlim e da destruição dos países socialistas.
Estará o mundo melhor?
Assistimos a cada vez mais conflitos que se generalizam no interior do mundo dito civilizado. Mortes, assassínios em massa, feitos por crianças, jovens ou adultos em escolas. É esta a cultura fomentada. O exemplo vem de cima. Os EUA têm o recorde mundial de presos. 
A fome assola o mundo . A pobreza cresce no mesmo ritmo que crescem as grandes fortunas. O trabalho escravo aumenta tal como o tráfico humano e o tráfico de droga.

Aumenta o perigo de as guerras se alastrarem às grandes potências podendo caminhar para uma guerra mundial. Hoje muitos tipos de armas de alta precisão estão já próximo das armas de destruição em massa em termos de capacidade mortal. Os riscos são cada vez maiores.

Haverá quem julgue despropositado falar disto em época natalícia. Haverá quem prefira não conhecer esta negra realidade.
No entanto, não ficaria bem com a minha consciência limitar-me às bonitas mensagens de Natal sem pensar nos que sofrem.
Tentarei intervir e evitar ser dominado pela cultura que nos querem impingir: "não há nada a fazer". "Sempre foi assim e sempre há-de ser".

21 de dezembro de 2014

Portas e os submarinos

É ditadura ou democracia uma minoria enganar a maioria?
E se essa classe no poder, depois de eleita, fizer as leis que impedem a sua condenação?

Paulo Portas roubou a Portugal e aos portugueses mais de 15 milhões de euros. 

O despacho do Ministério Público (MP), que arquivou o processo, reconhece as vigarices que Paulo Portas fez e que levou ao roubo a todos os portugueses.
As investigações mostraram as ilegalidades, mas essas ilegalidades não foram crimes (de acordo com a lei, feita para defender ladrões).
Não se pode chamar roubo ao "desvio" de mais de 15 milhões de euros?

Se o despacho do MP reconhece os factos, mas considera que o processo tem que ser arquivado, então o que está em causa é o sistema político de gatunos que, para se defender, aprova leis que impedem os tribunais de actuar.

É a isto que se pode chamar "democracia"? 
Democracia porquê? Porque o povo votou neles confiando que não eram gatunos. E, o povo ao votar neles permite que eles façam as leis. Mesmo que sejam contra a Constituição. 
O Presidente da República que tem o dever de fazer cumprir a Constituição, também foi eleito pelos portugueses. Portanto isto é tudo uma democracia.

Voltando aos submarinos e aos factos provados

É um facto provado que Portugal e os portugueses foram roubados.
Na Alemanha os que venderam os submarinos foram condenados. 
O Tribunal e MP reconhecem as responsabilidades e as ilegalidades de Paulo Portas. Confirmam que Paulo Portas “excedeu o mandato” que lhe foi conferido.
O MP verifica que, Paulo Portas celebrou um contrato de compra diferente dos termos definidos na adjudicação.
Diz, as negociações “decorreram de forma opaca”.
Confirma que foi detectada “a violação de princípios e normas de natureza administrativa”.
Diz que houve a "incúria", "negligência" e "falta de cuidado pelo bem público". 

Mas, a somar a isto, e apesar das responsabilidades, da negligência, da incúria, da violação dos princípios, do desaparecimento de mais de 15 milhões de euros, o Paulo Portas continua no Governo (Vice Primeiro Ministro). 
Este governo confirma que é um bando de criminosos chamados "irresponsáveis", forma legal de não irem todos presos como foi Sócrates (por enquanto).

Como estamos numa democracia e os eleitores votaram neles, (para fazerem as leis) os portugueses, para além de aceitarem ser roubados ainda vão pagar milhões aos advogados que os defendem, para que todos fiquemos com as consciências tranquilas e o "PROCESSO ARQUIVADO".

Solstício de inverno. Dia mais curto do ano

Dia 21 de Dezembro. Solstício de inverno, hoje às 17.11 horas

Amanhã os dias começam gradualmente a ser maiores. 
Hoje o sol nasceu às 07:51 e esconde-se às 17:19. 
Amanhã o dia será quase um minuto maior.
É por isso que desde a antiguidade se celebra o solstício, que simbolizava o renascimento, o reinício, o dia em que sol, a luz vencia a escuridão. 
Celebração com festa , porque os dias começam a ser maiores. Porque o sol não desaparecerá. Porque os dias não se transformarão numa noite contínua e a vida continuará.
Na longinqua história há imensas referências ao solstício de inverno. Foi uma das datas mais importantes na Roma antiga. Tal como na Europa pré-cristã, na China, na América do Sul, e em muitos lugares do mundo, em outras datas as comemorações do solstício de inverno.
Festa dos Rapazes
No hemisfério sul, as datas são trocadas entre os soltícios de verão e de inverno. O de verão ocorre em dezembro e o solstício de inverno em junho.
Na zona de Bragança, a festa dos caretos, ou “festa dos rapazes”, é uma exemplo das festas pagãs para a comemoração do solstício de inverno.
A partir do século IV, essas festas foram aproveitadas para celebrar o Natal, festa cristã que assinala o nascimento de Jesus Cristo.

Natal
...
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão 

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Ary dos Santos