10 de dezembro de 2014

A Nova Escravidão, uma das marcas do capitalismo

21 milhões de novos escravos e 168 milhões de crianças obrigadas ao trabalho infantil.

Pelo menos 21 milhões de seres humanos no planeta sofrem novas formas de escravatura, denunciaram no início deste mês, especialistas das Nações Unidas em direitos humanos, considerando que é necessário vontade política para combater o flagelo.

As mulheres e crianças do sexo feminino são as principais atingidas e encontram-se em situação idêntica a dos antigos escravos, afirmou a relatora especial para as Formas Modernas de Escravatura, Urmila Bhoola. Segundo a jurista sul-africana, as estatísticas sobre este flagelo não incluem os 168 milhões de menores submetidos ao trabalho infantil, metade das quais em trabalhos perigosos, o que revela bem a dimensão do problema.

Na declaração conjunta, exige-se que os estados cumpram as suas obrigações face às leis internacionais sobre direitos humanos e se empenhem mais para eliminar o flagelo da nova escravatura. Os três especialistas pedem ainda que as negociações em curso para fixar a agenda de desenvolvimento sustentável após 2015 tenham em conta a erradicação deste flagelo.

9 de dezembro de 2014

Voo MH17. As mentiras forjadas pelo imperialismo

Tal como as "armas de destruição maciça" que serviram de pretexto para invadir o Iraque, também o abate do Boing 777 da Malaysia Airlines, está desmascarado 

O cinismo e a hipocrisia das potências imperialistas ultrapassa o que podemos imaginar. 
Perante os crimes hediondos que praticam pelos cantos do mundo Presidentes, como Obama, Prémio Nobel da Paz, inventam situações e pretextos criminosos para fazer a guerra, como foi o que arranjaram para invadir o Iraque. Em julho passado conceberam destruir a vida de  298 passageiros mais a tripulação do voo MH17 abatendo o Boing 777 da Malaysia Airlines para justificar as agressões às populações da Ucrânia oriental, culpando a Rússia.

Está hoje provado à exaustão que foi tudo forjado com o governo fascista que assaltou o poder em Kiev.

Tanta desfaçatez só é possível porque o imperialismo controla a comunicação social, monopolizada pelos grandes grupos económicos. As grandes cadeias de informação que comandam a distribuição de notícias por todo o mundo dão as orientações para a comunicação social nos vários países como acontece em Portugal. As notícias da CNN da Fox, da BBC e muitas outras cadeias são passadas na nossa televisão e jornais, enquanto que as tentativas de contraditório são subtilmente censuradas muitas vezes pelos próprios jornalista que se submetem para não perderem o emprego. 

Vem isto a propósito das inúmeras confirmações já obtidas de que o Boing 777 da Malaysia Airlines, foi abatido por aviões a mando do governo fantoche, pró fascista declarado, de Kiev.



Os EUA tentaram durante muito tempo que as provas não fossem conhecidas. O governo de Kiev reteve ou destruiu as gravações dos relatos dos pilotos. As fotos, incluindo as de satélite e os resultados dos testes estiveram na posse dos Estados Unidos e do Reino Unido e da NATO durante meses enquanto as agências noticiosas faziam o seu papel de responsabilizar a Rússia.  

Já em 28 de julho o diário,info mostrava que o MH17 foi desviado 200 quilómetros para norte em relação à rota habitualmente seguida pela Malaysia Airlines e que inesplicavelmente "mergulhou" directamente para o meio da zona de guerra. Porquê? Que tipo de comunicação recebeu o MH17 da torre de controlo de tráfego aéreo de Kiev?

EUA e Kiev calados como ratos
  
Kiev tem permanecido silencioso acerca da questão. E no entanto a resposta teria sido simples, caso Kiev tivesse divulgado a gravação das comunicações entre a torre de controlo e o voo MH17.
Os SBU (serviços de segurança ucranianos) confiscaram a gravação. 

Passados 4 meses as evidências são reconhecidas. Contudo os EUA e Kiev mantêm-se em silêncio.
Há dias, o Conselho de Segurança da Holanda terminou a colecta de fragmentos do Boeing da Malaysia Airlines, que caiu em Julho no leste da Ucrânia. 
O antigo piloto da Lufthansa, Peter Haisenko, analisou diferentes versões da queda da aeronave na Ucrânia e garante após análise das muitas provas, de que o avião não foi abatido por um míssil terra-ar, mas por ataque directo de um avião militar.


As acusações contra a Rússia foram mal-alinhavadas desde o início contrariamente aos factos fidedignos, disse Haisenko. Todos os peritos que investigavam a catástrofe, inclusive da comissão holandesa, sabem que não foi um míssil, mas um caça. Isso é evidente.

Os jornais e televisões que transmitiram as informações organizadas pelos americanos, sabem bem que o que informaram foram falsidades. Contudo são raros os que corrigiram as mentiras. Na generalidade mantiveram-se calados revelando cumplicidade e falta de respeito pelos seus leitores.

Ver também RESISTIR INFO DE 21 DE JULHO  http://resistir.info/chossudovsky/mh17_21jul14.html
ou http://www.odiario.info/?p=3475
e muitas outras que os links indicam.




8 de dezembro de 2014

O Muro das Desigualdades

As cada vez maiores Desigualdades, é o mais ignóbil Muro da vergonha desta sociedade. Muro que impõe a maior das violências.

Aprofunda-se o capitalismo, com o liberalismo e fundamentalismo de mercado. A política de direita algema o Estado, e entrega tudo aos privados. Os serviços criados para atenuar as desigualdades, passam a ser geridos pelo critério capitalista do máximo lucro, bem expresso na célebre a frase de um ministro "Quem quer saúde paga".

Esta sociedade capitalista reforça os muros que separam os que vivem do trabalho dos outros, dos que apenas têm como rendimento, a sua força para trabalhar.

Dum lado do Muro os muito ricos que tudo podem comprar e do outro os que nada têm e só sobrevivem enquanto trabalham. Se adoecem nem a saúde podem pagar. A sua alternativa é a morte.

Que liberdade tem quem vive desse lado do Muro? Os que não têm dinheiro, os 842 milhões de pessoas que passam fome e nem forças têm para as trocar por comida?

O Muros das desigualdades, acorrentam sonhos, encarceram a felicidade, violentam quem nasce filho de um pobre, enquanto do outro lado do Muro os filhos dos ricos nascem já ricos e com a liberdade que o dinheiro compra.

A ditadura do poder económico 
Um dos homens mais ricos da América, entrevistado por um jornalista que lhe perguntou quanto pagava de impostos, riu-se e com ar de desprezo disse: Eu já sou suficientemente rico para não ter que pagar impostos.
Os trabalhadores que produzem as riquezas que seguem directamente para os armazéns do outro lado do Muro, tudo o que compram com os tostões que recebem, nem sequer podem fugir ao IVA quando, para poderem continuar a trabalhar, têm que comprar pão para se alimentar. 

Um trabalhador que numa fábrica produz dezenas de sapatos por dia, ao fim dum mês não fica com o suficiente para comprar um par de sapatos dos milhares que produziu.


Deste lado do Muro morrem milhões de crianças, condenadas porque os pais não podem dar-lhes de comer nem pagar a sua saúde, nem obter água potável. Sim, 700 milhões de pessoas não têm água potável. Mil milhões defecam ao ar livre. As contaminações atingem em especial as crianças, deste lado do Muro. Do outro lado consomem-se milhões de litros de bebidas de todo o tipo e destoiem-se alimentos para que os preços não desçam. O mundo produz a quantidade suficiente para que não haja fome. Contudo, 842 milhões de pessoas passam fome.
85% da riqueza mundial pertence a 10% dos mais ricos que têm, em média, quarenta vezes mais que o cidadão médio do mundo. Na metade de baixo dessa pirâmide, metade da população mundial adulta tem que se conformar com 1% da riqueza mundial, distribuida por todos.
De um lado do Muro, algumas dezenas de pessoas mais ricas têm rendimento total superior ao total dos muitos milhões de pobres do outro lado.
Se os muito ricos trabalhassem, precisariam de centenas de vidas a trabalhar até aos 80 anos para acumular a sua riqueza.

Saltar o muro
Será possível um pobre saltar este muro das desigualdades. Não, esta desigualdade extrema retira a liberdade e a mobilidade. Quem nasce pobre está condenado a morrer pobre. E seus filhos e netos, nascidos ou por nascer, herdarão sua pobreza. 

Um outro Muro foi derrubado para o capitalismo conquistar mais espaço. Assim se estendeu a quase todo o mundo. De imediato, foram erguidos muitos outros muros. 7.500 quilómetros já estão acabados. Mais quase 10.000 estão a ser construídos. O Muro das desigualdades cresceu na mesma medida que a liberdade de um lado reduziu a do outro.


7 de dezembro de 2014

Homenagem a Urbano Tavares Rodrigues

Muito interessante, comovente, mas cheia de força, a homenagem onde participaram muitos intelectuais, grandes figuras da cultura do país, mas, onde também, mais uma vez, a comunicação social esteve quase ausente

A RTP fez uma referência interessante ao vídeo que foi feito e passou nesta homenagem.
"Sentado na sua sala, Urbano Tavares Rodrigues mantém-se o escritor, o resistente, o que acredita no melhor do Homem...  
Um homem fala sobre o seu passado, que se confunde com o da História do seu país. Num discurso comovente evoca a luta pela liberdade e a sua crença nas revoluções e na supremacia da Beleza. Sentado na sua sala, Urbano Tavares Rodrigues mantém-se o escritor, o resistente, o que acredita no melhor do Homem. E se as coisas em que acreditou nem sempre lhe corresponderam foi porque ainda não tinha chegado o tempo certo. Mas vai haver um mundo novo. Vai haver. No meio do Tempo, Urbano reflecte, enquanto a brisa do sul não cessa de soprar".

Alguns jornais fizeram breves alusões à Homenagem que ontem foi feita, no Auditório da Biblioteca Nacional. 

Urbano Tavares Rodrigues tem dezenas de livros publicados, desde o romance ao conto e aos poemas, passando pelo ensaio, a narrativa de viagens, a crítica e o teatro. Tem ainda alguns livros por publicar.

Urbano Tavares Rodrigues foi homem de  imensa coragem na sua vida de intervenção em muitos domínios. Homem de intensa actividade política, no seu partido, no movimento da Paz, na oposição democrática, enfrentando a prisão, as torturas e as represálias. Manteve sempre essa coragem, depois do 25 de Abril, até ao fim dos seus dias.

O escritor, jornalista e militante do PCP, Urbano Tavares Rodrigues morreu na manhã de sexta-feira, 9 de Agosto de 2013. Estava a poucos meses de completar 90 anos. Mas, Urbano Tavares Rodrigues continua connosco, sempre presente, mesmo para além da sua bela mensagem que nos deixou:

«Daqui me vou despedindo, pouco a pouco, lutando com a minha angústia e vencendo-a, dizendo um maravilhado adeus à água fresca do mar e dos rios onde nadei, ao perfume das flores e das crianças, e à beleza das mulheres. Um cravo vermelho e a bandeira do meu Partido hão-de acompanhar-me e tudo será luz.» 

BPN conhecido como o Banco do PSD

BPN, por enquanto, o maior escândalo financeiro e político da história de Portugal.

O roubo e a falência custaram directamente aos portugueses 2.400 milhões de euros com a nacionalização dos prejuízos sem que ao menos o Estado tenha beneficiado dos activos de todo o grupo da SLN. A direita tem horror às nacionalizações porque isso prejudica os banqueiros. Nacionalizações só dos prejuízos, que os portugueses aguentam. Se contarmos com os custos indirectos esse valor chegará aos 9.000 milhões.

Os portugueses aguentam
Entretanto os Banqueiros que receberam os Bancos nacionalizados em 1975, esses, dizem "os portugueses aguentam, aguentam. Eles, os banqueiros, os privados, vão colocando o dinheiro que ganham com o que o Estado arranca a cada português, no estrangeiro ou nos paraísos fiscais.


Estamos apenas a falar da oferta que o Governo PS fez ao BPN com a nacionalização. Oferta, pois não exigiu aos banqueiros que ganharam o dinheiro que o fossem buscar onde o puseram. Em Gibraltar, no Brasil, nos offshores de Porto Rico, em Cabo Verde, na Suiça, nas ilhas Caimão e em todas as propriedades que compraram.
Que acontece a um português (que aguenta, aguenta) se não aguentar e falhar na prestação da casa?
Os Bancos, imediatamente os põe na rua e ficam com a casa.
Que aconteceu aos banqueiros que roubaram o Banco e não pagam para que os portugueses paguem o que eles roubaram? Nada!. 

Quem faz as leis

Foram movidos processos judiciais. Mas como foram eles que fizeram a Lei na Assembleia da República, PS, PSD e CDS, todos amigos dos seus amigos Banqueiros, os que lhes deram os Bancos Nacionalizados e os que nacionalizaram os prejuízos para os portugueses pagar, essas Leis tudo permitem a quem tem dinheiro para pagar a bons advogados. Ou seja: pagámos nós os advogados deles. Esses arrastam os processos, escondem as provas e coitado do Ministério Público tem uma falha qualquer, erro numa data, uma vírgula que ficou esquecida e então o Tribunal interpretando as leis do PS, PSD e CDS, marimba-se no apuramento da verdade e determina: Arquive-se o processo. Mas não arquivam o pagamento que os portugueses fazem ao Estado para o Estado pagar aos Bancos. 

Figuras ou figurões
  
Quem são as figuras que, desta forma, mostram que mandam no Governo, no Presidente (?), nos deputados do PS, do PSD e do CDS que lhes fizeram tudo o que eles mandaram fazer? 

O BPN foi criado em 1993 e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas, muitas delas, nebulosas sociedades, sediadas em paraísos fiscais e offshores o que lhes possibilitava as negociatas sem controlo e a fuga aos impostos. 
Não foi por acaso que esse Banco foi fundado. Não foi por acaso que era conhecido como o Banco do PSD.



O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado. Já não sabemos se Oliveira e Costa era o homem de confiança de Cavaco ou se Cavaco era o homem de confiança de Oliveira e Costa. Este assumiu a presidência do BPN em 1998. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos governos de Cavaco Silva, entrou para a política (PSD) com 40 contos e trabalhou tanto, tanto que passou para uma fortuna de 400 milhões. Vem depois o nome de Daniel Sanches, outro ex-ministro (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro. Outro foi Rui Machete, presidente do Congresso do PSD. Outros ainda foram os ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho um presidente Banco Europeu de Investimentos e outro pelo Finibanco.

Outro com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN. Também no Brasile está acusado de assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. 
Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco. 

Negócios com Cavaco
  
Os responsáveis por estas fraudes, tiveram também negócios com Cavaco. Ou seria que Cavaco teve negócios com eles? O que é certo é que Cavaco beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram a 1 euro por acção, preço combinado com Oliveira e Costa, 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros. Os portugueses que tudo aguentam acharam que Cavaco tinha um baixo ordenado e ofereceram-lhe, para além dos votos, mais estes 350.000 euros. Teria sido com esse dinheiro que Cavaco comprou uma casinha de férias na Aldeia da Coelha? Cavaco como não gosta de se afastar dos amigos, comprou a casinha mesmo ao lado da de Oliveira e Costa e de alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor da casinha é apenas 199.469,69 euros, mas fez uma permuta com o construtor Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento. 

Foram tantos os roubos que o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do Cavaco. Este descobriu um prejuízo de 1.800 milhões de euros, que os portugueses que aguentam tanto, aguentam e aguentaram.

Onde está o dinheiro?
  
Para onde foi o dinheiro do BPN? Oliveira e Costa repartiu-o pelos seus amigos e, como quem parte e reparte... ficou com a sua parte. Alguma razão haverá para que o BPN fosse conhecido como o Banco do PSD.
Já no governo de Sócrates, o BPN com o seu chorudo prejuízo, passou para a Caixa Geral de Depósitos, do Estado (paga português). A Caixa era liderada por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, ao lado de Norberto Rosa, ex-secretário de estado também de Cavaco. 

Os portugueses afinal não são piegas
  
Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. Estava previsto a venda ser por 180 milhões mas os portugueses fizeram um desconto e venderam por 40 milhões de euros. 
Os portugueses aguentaram mais 550 milhões de euros para além dos 2.400 milhões que já lá tinham enterrado. Mas como os portugueses afinal não são piegas e tudo aguentam, suportaram também os encargos dos despedimentos de 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é um famoso pensionista de Portugal com reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.

O julgamento do caso BPN já começou, mas pouco se sabe. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal. Parece que dessa lista não consta o nome de Cavaco. Porque será?




às 0.25 foi feito um corte ao texto original que continha incorrecções dos valores a pagar por cada português.







6 de dezembro de 2014

O papel de Fátima Campos Ferreira

Os "Prós e Prós" e a censura que domina a televisão e jornalistas

Dantes, "no antigamente", a Censura era exercida pela PIDE e por Censores da confiança dessa polícia.
Hoje tudo é mais subtil e até mais eficaz. As notícias não precisam de ir à Censura. Os próprios jornalistas a fazem e, bem feita. Fazem-na por convicção política, fazem-na por medo de ficar mal vistos ou sofrer represálias dos chefes e patrões, fazem-na ainda na expectativa de serem promovidos e terem a encomenda de mais trabalho e maior remuneração.
Isto vem a propósito do programa da RTP, chamado "Prós e Contras" mas que Fátima Campos Ferreira, transforma em Prós e Prós. Não sei em que categoria ela se inscreve. Censora por convicção, censora por medo ou censora oportunista.

Correia da Fonseca, num interessante artigo no jornal Avante, "Tudo Boa Gente", entre outras coisas que vale a pena ler, recordou que, no Programa da RTP de Fátima Campos Ferreira, os participantes ao analisarem os problemas da "Pobreza e Solidão", enveredaram por uma análise social, diversificada. Dos exemplos que Correia da Fonseca mostrou destaco o seguinte:
Eugénio Fonseca, presidente da Caritas, depois de denunciar «a artimanha de baixar a linha de definição da pobreza» e «a produção de riqueza que não foi distribuída», confirmou que «há fome em Portugal, distribuída por todo o país». O psiquiatra dr. José Gameiro deu voz à nossa indignação quando disse que «é inacreditável dizer que Portugal vivia acima das suas possibilidades». Henrique Pinto preconizou «o paradigma da dignidade» em vez da «idolatria do dinheiro» e afirmou que «a pobreza é uma questão estrutural». Sérgio Aires, que «a pobreza não é uma fatalidade, é uma opção política e económica», e Henrique Pinto que, «cabe ao Estado criar oportunidades». Fátima Campos Ferreira, assustada... acordou (digo eu) para o seu papel de censora e, de imediato, interrompeu: «-Já estamos a meter ideologia!» Corta! 
Como referi no início, hoje esta falsa democracia, já não precisa do velho censor, com lápis azul, nem da PIDE, pois Fátimas Campos Ferreiras há por aí aos montes, na Televisão e jornais, que se encarregam dessa tarefa para ficarem bem vistos pelos seus patrões.


4 de dezembro de 2014

A importância da nossa luta pela Paz

Guerra é uma arma do capitalismo, para ganhar com a crise

É um facto histórico que o capitalismo, quando se vê a braços com uma das suas cíclicas crises e, por ter o poder das armas, busca na guerra uma saída. 
O negócio da venda de armas é um dos mais prósperos do mundo. 
Ao capitalismo, na sua fase imperialista, a guerra é um escape para justificar intervenções e o aumento da exploração de povos e trabalhadores. 
Para o capitalismo não importa quem sofre e morre. Nas guerras não são os capitalistas que morrem. São os trabalhadores e seus filhos, é o povo. 
Para o capitalismo a guerra é também uma oportunidade de negócios.

Em Portugal o O Conselho Português para a Paz e Cooperação – CPPC tem feito um trabalho que a comunicação social, infelizmente, tem esquecido. São exemplos os recentes acontecimentos dos dias 12 e 22 passados. "Da Ucrânia ao Médio Oriente a Luta pela Paz" e o "Concerto pela Paz" com a participação de imensos Músicos, Cantores e outros artistas e intelectuais e que nos ofereceram uma bela tarde cultural. 
O CPPC teve um importante papel, ainda que não formalizado e reprimido, durante o regime fascista, como herdeiro dos movimentos da Paz em Portugal desde o início da década de 50 e desenvolve abertamente a sua actividade após o 25 de Abril de 1974. 

O CPPC tem contribuido para a sensibilização pública para a defesa da Paz, através de variadíssimas iniciativas e tem contado com a participação de muitas entidades. Têm contribuido para a cooperação internacional, e para a amizade e solidariedade entre os povos, de harmonia com o espírito da Carta das Nações Unidas.

Enquanto movimento de opinião pública nacional, o CPPC procura interpretar as aspirações dos portugueses empenhados na luta pela paz, pelo respeito dos direitos humanos e dos povos, pelo desenvolvimento e o desanuviamento das relações internacionais. Por isso tem tido ao longo dos anos, um papel importante não só em Portugal como em muitas realizações internacionais.
O CPPC tem recebido inúmeros apoios de entidades e das muitas pessoas amantes da Paz que têm aderido como sócios deste Conselho Português. 
Como disse Ilda Figueiredo, Presidente da Direcção do Conselho, "Para defender a Paz, Todos não somos demais".
Ver em http://www.cppc.pt/



Fiscalidade Verde

Fiscalidade Laranja: Forma manhosa de cobrar mais impostos a quem não tem possibilidades de escolha

Do Conselho Nacional do PEV:

Fiscalidade Verde
Os Verdes reafirmam que a suposta fiscalidade verde não deixa de ser uma operação de engenharia para no fundo obter mais receita fiscal, o que nos leva a designar como fiscalidade laranja, porque ela é de facto ideológica. Por isso Os Verdes contestam veementemente esta fiscalidade, que em vez de incentivar os portugueses a alterar hábitos lesivos para o ambiente se impõe apenas pela penalização. E esta penalização é feita num país onde os cidadãos não têm escolha. Não há um mínimo incentivo à promoção do transporte colectivo. Não há estímulo para os cidadãos abandonarem o automóvel e usarem os transportes colectivos porque estes são cada vez menos atractivos e cada vez menos uma alternativa, são caros, muitas vezes não existem e são cada vez mais desconfortáveis.

http://osverdesemlisboa.blogspot.pt/

3 de dezembro de 2014

Estados Unidos da América, Canadá e Ucrânia do lado do Nazismo


Os Estados Unidos, o Canadá e a Ucrânia foram os únicos países que, numa reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, votaram contra o projecto russo de resolução condenando o nazismo. 
O documento é dedicado ao 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, que acontecerá no próximo ano.

A favor do documento apresentado pela Rússia votaram 115 dos 193 estados membros da ONU. Três países votaram contra: Canadá, EUA e Ucrânia. As restantes 55 delegações, incluindo a da União Europeia, abstiveram-se de expressar suas opiniões sobre este assunto.

A política do imperialismo, confirma-se constantemente. Exploração extrema, violação dos Direitos Humanos, tortura e prisões arbitrárias, constantes golpes para derrubar democracias, apoio aos mais tenebrosos ditadores como Pinochet, Mubarak, Somoza, Suharto, etc. etc. em África, América do Sul e na Ásia. 

Da Voz da Rússia, extraí alguns trechos da informação. A resolução, condena tentativas de negar o Holocausto, exorta a garantir a ratificação universal e a aplicação eficaz da Convenção internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial. O documento expressa preocupação com a glorificação do movimento nazista e dos antigos membros da organização Waffen-SS.

Tudo isso se baseia nos princípios adoptados pela ONU desde o fim da Segunda Guerra Mundial e dos Julgamentos de Nuremberg. Mas ultimamente alguns países têm-se afastado desses princípios. Na Ucrânia, soldados da Guarda Nacional põem suásticas em seus uniformes. Nos países bálticos, o dia da libertação dos ocupantes fascistas é declarado dia de luto. Estes e outros fatos causam preocupação em Moscovo e na maior parte do mundo. Mas não em Kiev, Ottawa e Washington, nota o vice-presidente do Comitê para assuntos internacionais do Conselho da Federação russo, Andrei Klimov.

O presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, declara publicamente que o país está preparado para uma guerra total com a Rússia. Total quer dizer por todos os meios e formas. Isto não é apenas uma ideologia, mas também uma terminologia hitleriana. Mas a Europa, como na década de 30 do século passado, está escondendo a cabeça na areia: espera o assunto seja resolvido sem ela, enquanto que ela, despercebida, defende seus interesses. Esta política de avestruz não vai levar a nada de bom, adverte o senador Andrei Klimov:

“Tal política já resultou em seu tempo na Segunda Guerra Mundial. Os europeus incentivavam o agressor durante muito tempo guiados por certas considerações racionais de que, supostamente, incentivando Hitler, eles poderiam assim pôr a União Soviética em seu devido lugar. E acabaram mal – praticamente todos foram vítimas de ocupação. Infelizmente, a história se repete”.

Hoje, na véspera do 70º aniversário da vitória sobre o fascismo, este monstro está a renascer. E existem Governos a apoiá-lo. A resolução visa lembrar aos países, as consequências de uma tal política e a inviolabilidade do veredicto dos Julgamentos de Nuremberg. É bom lembrar antes que seja tarde demais.

2 de dezembro de 2014

O que António Costa disse e não disse

No Congresso do PS, Costa afirma a ruptura com a política de direita e desafia a esquerda para se juntar às soluções. Mas que soluções? Não disse.

Costa não se definiu.
Não propõe uma política alternativa como fez o PCP. É certo que o PCP começou à muito tempo a debater e a construir uma solução para a Política Alternativa. Costa tem pouco tempo como líder do PS. Contudo apresentou-se como alternativa a Seguro, apresentou-se agora em Congresso e, seria lógico que, para além da pessoa, se conhecesse o seu projecto. Quanto ao Congresso é assunto que não me diz respeito. No entanto as suas palavras extravasaram o Congresso pois dirigiu desafios à esquerda.
Mas que desafios?

Que diz Costa da política fiscal ou da reposição dos salários?
Na Assembleia o PS votou contra soluções apresentadas pelo PCP. E Costa, que pensa disso? 

A direita, com que Costa quer romper, e muito bem, avança com as privatizações de sectores estratégicos para a nossa economia. Costa romperá com essa marca da política de direita? Não disse.

A direita prossegue o desinvestimento público, o atrofiamento do mercado interno, a destruição do papel fomentador de riqueza do Estado. Costa certamente discordará. Mas que propostas apresenta? Os comunistas apresentaram alternativas consistentes elaboradas em imensos debates. Será que Costa, concordará ou fará algo semelhante?

A direita, no passado com a colaboração do PS, destruiu sectores da nossa produção, como as pescas, a agricultura, as grandes indústrias e vendeu o que restou ao capital estrangeiro. Costa não seguirá, certamente, esta política de desastre e anti-patriótica. Mas que apresenta? Fará como o PCP que apresentou propostas para "Pôr Portugal a Produzir", sistematicamente derrotadas na Assembleia da República?

É sabido que, sem aumentar os postos de trabalho, sem criar riqueza, sem a imposição de medidas e políticas que fomentem a produção nacional, sem que o poder de compra seja melhorado, sem que o país produza aquilo que poderia em vez de importar, a economia não cresce e o desemprego aumenta. Costa apresentará medidas no mesmo sentido das que os comunistas têm proposto? Apresentará outras ou mantêm o silêncio sobre como fará para contrariar a política de direita?

Está na ordem do dia a promiscuidade entre poder político e poder económico e a teia de interesses e dependências, a corrupção, as saídas de dinheiro para paraísos fiscais, a lavagem de dinheiros, que corroem a democracia o prestígio das instituições. Os comunistas apresentaram propostas para impedir e penalizar a corrupção. O PS, juntamente com a direita, rejeitou-as. Sendo matéria tão importante e chocante não mereceria uma posição de Costa?

Que sabemos afinal de Costa para além das bonitas palavras, e boas intenções que tem manifestado? Não é que seja desconfiado, nem que esteja a admitir que essas palavras e discursos não sejam sinceros ou bem intencionados. Mas... não seria lógico que Costa desse a conhecer o "Como" vai romper com a política de direita? Sendo certo aquilo que disse, e o PCP já havia dito várias vezes, não se pode pedir o apoio da esquerda, sem dizer para quê, e muito menos para fazer política de direita. 

Nesta matéria teria particular significado um plano para combater a dívida, pública e externa, tal como fez o PCP com o Projecto de Resolução apresentado na Assembleia da República visando uma solução integrada para resgatar o País da dependência e do declínio.
Tal como é importante dizer algo sobre as propostas que os comunistas apresentaram para a política fiscal, o aumento e reposição dos salários, a defesa da saúde e da educação públicas e a proposta de convocação de uma conferência intergovernamental para a revogação e suspensão do Tratado Orçamental e análise do “Tratado Transatlântico de Comércio e Investimentos” que está a ser negociado entre a União Europeia e os EUA sem conhecimento e sem consulta pública.

Costa fala, vagamente, da "Agenda para a Década", de uma “Agenda Europeia” de “defender os interesses de Portugal na Europa”.
Mas o que é isso e o que significa no novo estilo de política do PS de ruptura com a direita? Não sabemos.

A estas questões muitas outras podiam ser acrescentadas.
Tendo Costa desafiado a esquerda para se juntar às soluções. E não tendo avançado com qualquer proposta, ou está a criar suspense ou, então o que disse foi gratuito. Quando saberemos?
Costa não pode desafiar a esquerda para ser parte da solução e ele próprio não apresentar soluções nem dizer "o que" e "como" propõe fazer a para a sua parte.

Actualização às 23.00 horas
Em complemento das referências à Política Alternativa que o PCP propôs pode ser consuldada aquihttp://www.pcp.pt/politica-patriotica-esquerda 

1 de dezembro de 2014

Os Muros continuam

PSD e CDS, com o apoio do PS nas autarquias, estão a distribuir moções sobre o Muro de Berlim

Goebbels, o propagandista de Hitler, defendeu que: "Uma mentira repetida mil vezes, acaba sendo uma verdade ..." Nas últimas semanas, a direita em Portugal, seguindo as orientações provenientes do imperialismo europeu e americano, lançaram uma campanha sobre o Muro de Berlim, que está a prosseguir. 
Grandes cadeias privadas de televisão, em particular as dos EUA, estão a difundir essa campanha que tem o objectivo combater o apoio aos movimentos populares que crescem, para construção de alternativas socialistas ao capitalismo. Têm também o fito de desviar as atenções da crise capitalista e o aumento da exploração que está a arrastar para a miséria muitos milhões de pessoas. 
Muro que separa os EUA do México e as mais de 6.000 cruzes de mortos

A essa campanha é associada a falsa ideia da "morte do socialismo" que " o capitalismo é o fim da história" e que  portanto não vale a pena lutar por uma nova sociedade". 
Essa campanha é emotiva, procura apoiar-se em preconceitos e falsas ideias, fugindo a uma análise séria da realidade. Porquê? Vamos ver:
a - Esconde que foi o capitalismo (EUA, França e Inglaterra) que dividiu a Alemanha que criou a fronteira em Berlim, contra a posição da URSS.
b - Esconde as razões que levaram ao muro de Berlim, Inventam-nas.
c - Oculta a situação social a que foram conduzidos os povos depois da "Queda do Muro".
d - Omite as intenções do imperialismo que levou à queda do Muro, a dissolução do Pacto de Varsóvia e a expansão da NATO a todo o Mundo e em especial às fronteiras com a China e Rússia, reprimindo pela força militar as pretensões de povos se auto-determinarem. A NATO é hoje o braço armado do imperialismo que explora mercados e matérias-primas dos países. Um claro exemplo é a Ucrânia onde apoiaram as organizações nazis, derrubaram pela força o Governo eleito e substituíram-no por uma ditadura pró-nazi. (Recordemos o abate do avião) Exemplo que se repete em dezenas de situações na América Latina, em África e no Médio Oriente.  
e - Encobre os quase 18 mil quilómetros de muros que os países capitalistas estão a construir para isolar povos. Exemplos: Faixa de Gaza, México/EUA, Coreia do Sul, Ceuta e Melilla, Irlanda do Norte, Arábia Saudita, etc, etc.
f - Esconde os muitos milhares de mortos que o capitalismo fez nas outras tantas tentativas de os passar. Só no muro do México os americanos, mataram mais de 6.000 pessoas. Em Berlim morreram 136. 
g - Oculta que, para além dos 7.500 quilómetros já construídos, estão em perspectiva mais 10.000 entre os quais o que o presidente ucraniano Poroshenko pretende ao longo da fronteira com a Rússia, e com a ajuda da Alemanha.
De muitos outros muros poderíamos falar e que se ergueram depois da queda do Muro de Berlim, como os já referidos e na Eslováquia para isolar 14 bairros ciganos, os do Chile, impedindo a passagem de pobres para áreas ricas, já para não falar de muros invisíveis que segregam as pessoas no "dia a dia", na sua vida de trabalhadores explorados.

O texto contêm vários links que reportam a textos mais completos.

30 de novembro de 2014

Discurso de António Costa

António Costa e a rutura com a política de direita

O novo "líder" do PS, António Costa, faz um discurso de punho erguido, com clara linguagem de esquerda. Forma ou conteúdo? eis a questão.

Prometeu "Com a direita nunca", com a esquerda logo se vê. 
Usou as mesmas palavras e expressões do PCP. "Não é possível ser alternativa às actuais políticas com querer prosseguir as actuais políticas", disse.

Aproveitando o que disse Jerónimo Sousa, António Costa disse que os partidos não podem ser vistos como "farinha do mesmo saco".

A ruptura com a direita foi assumida por António Costa afirmando-se como Alternativa tal como há anos o PCP definiu para a sua política Alternativa, patriótica e de esquerda. Usou a mesma expressão do retrocesso "cultural e civilizacional". Usou a mesma ideia de que os Partidos não são todos iguais, como o PCP vem mostrando, para utilizar em seu benefício o que os portugueses começam a verificar. "Todos os dias há um exemplo do que nos distingue da direita", afirmou. A ideia é concentrar as atenções na corrupção e nos escândalos de responsáveis do PSD ou do CDS fazendo esquecer os do PS.

Temos que estar muito atentos à estratégia que está a ser seguida, claramente para captar votos à esquerda e não à direita.


às zero horas corrigido democrática <> patriótica

Eleições Presidenciais no Uruguai

Hoje - Em confronto dois candidatos duas políticas.
Tabaré Vázquez, da Frente Ampla, pelo processo democrático progressista.
Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, da direita neoliberal.

José Mujica, o "Pepe Legal", chega ao fim de seu mandato no Uruguai. Presidente desde 2010.
O presidente mais humilda da história, como é conhecido. 
Mujica, ou "Pepe" como lhe chamam, foi guerrilheiro tupamaro e passou 14 anos na prisão, onde foi torturado durante a ditadura. Nestes anos de mandato, reconhece que não fez tudo o que gostaria, disse "ficaram muitíssimas coisas na caneta, queria ter feito mais, mas pelo menos tentei criar uma imagem muito republicana, cultivar aquilo de que ninguém é mais do que ninguém e o presidente é igual a qualquer membro da sociedade". Esta humildade foi provada e reconhecida. 
Assim fossem os nossos governantes.
Mujica no seu famoso fusca Presidencial


28 de novembro de 2014

No Ano e Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino

Aumenta no Mundo o repúdio aos crimes israelitas e o apoio à Palestina

O dia 29 de novembro é o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano, no ano de 2014 dedicado também à causa da Palestina.
Este Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A ONU debateu a causa palestina e a ocupação em importante sessão nos passados dias 24 e 25. Tem vindo a crescer a solidariedade internacional à Palestina. O regime israelita isola-se a velociodade acelerada. Cada vez mais países tomam posições contra os massacres perpetrados por Israel.

A Palestina admitiu pedir ao Conselho de Segurança uma resolução estabelecendo um prazo para o fim da ocupação. Admite no entanto que, mais uma vez os EUA usem o veto contra a maioria.



Desde 2012, muitos paises, mais de 130 reconheceram o Estado palestino e condenaram as políticas de ocupação de Israel, com a construção de colónias ilegais no território da Palestina e o permanente massacre das populações. 

A União Europeia, aliada do regime sionista, teve recentemente a contrariedade de ver a Suécia votar pelo reconhecimento do Estado da Palestina. Há outros países que tentam seguir as pisadas da Suécia e, em França, Espanha e Reino Unido, vários partidos discutem a posição a tomar nos Parlamentos pressionados por milhões de pessoas que saíram às ruas em todo o mundo, exigindo o fim dos massacres sionistas. Os recentes bombardeamentos de populações civis, durante mais de 50 dias, na Faixa de Gaza (julho e agosto), a ofensiva militar contra a Cisjordânia e os confrontos em Jerusalém, aceleraram em todo o mundo a revolta contra a ocupação e as agressões sionistas. O Conselho de Direitos Humanos da ONU votou o inquérito sobre os crimes de guerra de Israel, com um único voto negativo, o dos EUA.  

Uma nota suplementar:


26 de novembro de 2014

A Criatividade e o que falta

Criatividade não falta e ainda bem

Mas, "o que faz falta é organizar a malta", romper com esta política apodrecida e construir a alternativa


Recebi esta hoje:
AVISO DE QUEM SABE

25 de novembro de 2014

Os Três Dias do Condor

A CIA, os governos dos Estados Unidos e o apoio às ditaduras militares

Quem se lembra do filme "os Três Dias de Condor" recorda um pacato investigador contratado pela CIA para ler livros e revistas, procurando significados escondidos e mensagens em código. Descobrira coisas que não devia e, um dia, ele sai comprar comida e quando regressa ao seu gabinete, numa dependência da CIA, encontra todos os seus colegas assassinados. Sente imediatamente que escapara por sorte e foge tentando descobrir quem está por detrás do crime antes que os assassinos cheguem até ele.

Hoje li em notícias do Brasil que o Ministério Público Federal (MPF/RJ) no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (24) ter encontrado documentos na casa coronel Paulo Malhães, assassinado em abril deste ano. Esses documentos comprovam a colaboração entre os regimes ditatoriais da América do Sul nas décadas de 1970 e 1980, conhecida como Operação Condor. 

A Operação Condor foi uma ação conjunta de repressão a opositores das ditaduras instaladas nos seis países do Cone Sul: Brasil, a Argentina, o Chile, a Bolívia, o Paraguai e Uruguai. A função principal era neutralizar e reprimir os grupos que se opunham aos regimes militares montados na América Latina, como os Tupamanos no Uruguai, os Montoneros na Argentina, o MIR no Chile, etc. Montada em meados dos anos 1970. Esta acção foi apoiada pela CIA e há fortes indícios de que essa ação conjunta entre os governos do Cone Sul contou não apenas com o conhecimento, mas também com o apoio do governo norte-americano, como demonstram documentos secretos divulgados pelo Departamento de Estado em 2001.
foto retirada do portal Vermelho

Em 1992, foi comprovada, através de documentos encontrados no Paraguai, a existência de um acordo costurado por todos os países do Cone Sul com o intento de facilitar a cooperação na repressão aos grupos e indivíduos opositores dos regimes militares que então governavam o Cone Sul. 

Já em 28 de Abril deste ano a Globo noticiou que o Ministério Público Federal (MPF) tinha feito uma busca e apreensão de documentos na casa do coronel-reformado Paulo Malhães, morto no dia 25 ao que tudo indica assassinado por estranhos que invadiram a sua casa e levaram dois computadores.
Dizia ainda a Globo que segundo a polícia a morte de coronel pode ser um ato de 'queima de arquivo' ou 'vingança'.

Agora o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, disse que a descoberta feita é uma marco histórico para revelar os responsáveis por crimes durante a ditadura. Na diligência na casa de Malhães, o Grupo de Trabalho de Justiça e Transição do MPF/RJ descobriu documentos relativos à Operação Gringo, que consistia no monitoramento, na vigilância e prisão de estrangeiros que demonstrassem qualquer atividade considerada ofensiva ao regime. 

Diz ainda a notícia que «Um informe em espanhol, denominado Operação Congonhas, detalha a estrutura de organizações de militância e guerrilha contra a ditadura argentina. Também explicava atividades de infiltração de militares argentinos no Brasil para monitorar, contatar e prender os "inimigos” do regime argentino. Os documentos agora encontrados são a maior prova da existência da Operação Condor e de que a Operação Gringo era um braço internacional».

23 de novembro de 2014

Saúde? Quem a quer, que a pague! pois então

A lógica das privatizações. Só quem tem dinheiro pode viver 

Nesta sociedade capitalista, onde o lucro comanda tudo, só quem tem dinheiro é livre. Livre para ter o que precisa para viver, para se divertir, para comprar o que lhe apetecer. Pobres, só são livres para trabalhar. Se para trabalhar precisarem de uma perna ou de um medicamento, ou pagam ou então é mais económico que morram.
Esta é a lógica desta virtuosa sociedade. Esta é a lógica dos privados que dizem, nada têm a ver com as necessidades das pessoas. São empresas e, como tal, o seu negócio é ter lucro.
Esta é a lógica da política de direita que,sabendo isto, entrega tudo aos privados. 
Exemplos destes não faltam. É frequente vermos nas farmácias pessoas a pedir informação dos preços dos medicamentos receitados. Muitos vão-se embora sem aviar as receitas porque, dizem, não podem pagar aqueles preços.

Administração do Hospital Amadora-Sintra pergunta ao médico, o que é mais barato: amputar perna ou colocar prótese?


Biofarmacêutica exigiu 400.000 euros para tratar 4 doentes
   

22 de novembro de 2014

Concerto pela paz

Foi hoje o Concerto pela Paz anunciado

Ilda Figueiredo disse belas palavras
Os mais variados artistas solidarizaram-se e proporcionaram-nos um belo espectáculo.

E A TELEVISÃO ONDE ESTEVE? E OS ORGÃOS DE COMUNICAÇÃO?

No separador "Coisas" foi publicado:

Wikileaks revela relatório secreto americano sobre Portugal. O país que compra “brinquedos caros e inúteis”. (ver aqui)

21 de novembro de 2014

Será uma questão de "bom senso" o que tem faltado?

Esta é a política de classe deste governo e do PS 

Depois de vigorosos protestos, que parte da Comunicação Social escondeu, em especial os protestos do PCP, a proposta da subvenção dos políticos foi retirada.
Fica o registo de mais uma tentativa marcadamente "política de classe" tão constante nos partidos do chamado "arco do poder", PS, PSD e CDS. 
Fica ainda confirmado que vale a pena lutar, pois se nem sempre a luta vence, o que é certo é que sem luta perde-se sempre.
Fica também provado que o que tem faltado é uma política alternativa patriótica e de esquerda.


do Jornal de Notícias de hoje