30 de novembro de 2014

Discurso de António Costa

António Costa e a rutura com a política de direita

O novo "líder" do PS, António Costa, faz um discurso de punho erguido, com clara linguagem de esquerda. Forma ou conteúdo? eis a questão.

Prometeu "Com a direita nunca", com a esquerda logo se vê. 
Usou as mesmas palavras e expressões do PCP. "Não é possível ser alternativa às actuais políticas com querer prosseguir as actuais políticas", disse.

Aproveitando o que disse Jerónimo Sousa, António Costa disse que os partidos não podem ser vistos como "farinha do mesmo saco".

A ruptura com a direita foi assumida por António Costa afirmando-se como Alternativa tal como há anos o PCP definiu para a sua política Alternativa, patriótica e de esquerda. Usou a mesma expressão do retrocesso "cultural e civilizacional". Usou a mesma ideia de que os Partidos não são todos iguais, como o PCP vem mostrando, para utilizar em seu benefício o que os portugueses começam a verificar. "Todos os dias há um exemplo do que nos distingue da direita", afirmou. A ideia é concentrar as atenções na corrupção e nos escândalos de responsáveis do PSD ou do CDS fazendo esquecer os do PS.

Temos que estar muito atentos à estratégia que está a ser seguida, claramente para captar votos à esquerda e não à direita.


às zero horas corrigido democrática <> patriótica

Eleições Presidenciais no Uruguai

Hoje - Em confronto dois candidatos duas políticas.
Tabaré Vázquez, da Frente Ampla, pelo processo democrático progressista.
Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, da direita neoliberal.

José Mujica, o "Pepe Legal", chega ao fim de seu mandato no Uruguai. Presidente desde 2010.
O presidente mais humilda da história, como é conhecido. 
Mujica, ou "Pepe" como lhe chamam, foi guerrilheiro tupamaro e passou 14 anos na prisão, onde foi torturado durante a ditadura. Nestes anos de mandato, reconhece que não fez tudo o que gostaria, disse "ficaram muitíssimas coisas na caneta, queria ter feito mais, mas pelo menos tentei criar uma imagem muito republicana, cultivar aquilo de que ninguém é mais do que ninguém e o presidente é igual a qualquer membro da sociedade". Esta humildade foi provada e reconhecida. 
Assim fossem os nossos governantes.
Mujica no seu famoso fusca Presidencial


28 de novembro de 2014

No Ano e Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino

Aumenta no Mundo o repúdio aos crimes israelitas e o apoio à Palestina

O dia 29 de novembro é o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano, no ano de 2014 dedicado também à causa da Palestina.
Este Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A ONU debateu a causa palestina e a ocupação em importante sessão nos passados dias 24 e 25. Tem vindo a crescer a solidariedade internacional à Palestina. O regime israelita isola-se a velociodade acelerada. Cada vez mais países tomam posições contra os massacres perpetrados por Israel.

A Palestina admitiu pedir ao Conselho de Segurança uma resolução estabelecendo um prazo para o fim da ocupação. Admite no entanto que, mais uma vez os EUA usem o veto contra a maioria.



Desde 2012, muitos paises, mais de 130 reconheceram o Estado palestino e condenaram as políticas de ocupação de Israel, com a construção de colónias ilegais no território da Palestina e o permanente massacre das populações. 

A União Europeia, aliada do regime sionista, teve recentemente a contrariedade de ver a Suécia votar pelo reconhecimento do Estado da Palestina. Há outros países que tentam seguir as pisadas da Suécia e, em França, Espanha e Reino Unido, vários partidos discutem a posição a tomar nos Parlamentos pressionados por milhões de pessoas que saíram às ruas em todo o mundo, exigindo o fim dos massacres sionistas. Os recentes bombardeamentos de populações civis, durante mais de 50 dias, na Faixa de Gaza (julho e agosto), a ofensiva militar contra a Cisjordânia e os confrontos em Jerusalém, aceleraram em todo o mundo a revolta contra a ocupação e as agressões sionistas. O Conselho de Direitos Humanos da ONU votou o inquérito sobre os crimes de guerra de Israel, com um único voto negativo, o dos EUA.  

Uma nota suplementar:


26 de novembro de 2014

A Criatividade e o que falta

Criatividade não falta e ainda bem

Mas, "o que faz falta é organizar a malta", romper com esta política apodrecida e construir a alternativa


Recebi esta hoje:
AVISO DE QUEM SABE

25 de novembro de 2014

Os Três Dias do Condor

A CIA, os governos dos Estados Unidos e o apoio às ditaduras militares

Quem se lembra do filme "os Três Dias de Condor" recorda um pacato investigador contratado pela CIA para ler livros e revistas, procurando significados escondidos e mensagens em código. Descobrira coisas que não devia e, um dia, ele sai comprar comida e quando regressa ao seu gabinete, numa dependência da CIA, encontra todos os seus colegas assassinados. Sente imediatamente que escapara por sorte e foge tentando descobrir quem está por detrás do crime antes que os assassinos cheguem até ele.

Hoje li em notícias do Brasil que o Ministério Público Federal (MPF/RJ) no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (24) ter encontrado documentos na casa coronel Paulo Malhães, assassinado em abril deste ano. Esses documentos comprovam a colaboração entre os regimes ditatoriais da América do Sul nas décadas de 1970 e 1980, conhecida como Operação Condor. 

A Operação Condor foi uma ação conjunta de repressão a opositores das ditaduras instaladas nos seis países do Cone Sul: Brasil, a Argentina, o Chile, a Bolívia, o Paraguai e Uruguai. A função principal era neutralizar e reprimir os grupos que se opunham aos regimes militares montados na América Latina, como os Tupamanos no Uruguai, os Montoneros na Argentina, o MIR no Chile, etc. Montada em meados dos anos 1970. Esta acção foi apoiada pela CIA e há fortes indícios de que essa ação conjunta entre os governos do Cone Sul contou não apenas com o conhecimento, mas também com o apoio do governo norte-americano, como demonstram documentos secretos divulgados pelo Departamento de Estado em 2001.
foto retirada do portal Vermelho

Em 1992, foi comprovada, através de documentos encontrados no Paraguai, a existência de um acordo costurado por todos os países do Cone Sul com o intento de facilitar a cooperação na repressão aos grupos e indivíduos opositores dos regimes militares que então governavam o Cone Sul. 

Já em 28 de Abril deste ano a Globo noticiou que o Ministério Público Federal (MPF) tinha feito uma busca e apreensão de documentos na casa do coronel-reformado Paulo Malhães, morto no dia 25 ao que tudo indica assassinado por estranhos que invadiram a sua casa e levaram dois computadores.
Dizia ainda a Globo que segundo a polícia a morte de coronel pode ser um ato de 'queima de arquivo' ou 'vingança'.

Agora o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, disse que a descoberta feita é uma marco histórico para revelar os responsáveis por crimes durante a ditadura. Na diligência na casa de Malhães, o Grupo de Trabalho de Justiça e Transição do MPF/RJ descobriu documentos relativos à Operação Gringo, que consistia no monitoramento, na vigilância e prisão de estrangeiros que demonstrassem qualquer atividade considerada ofensiva ao regime. 

Diz ainda a notícia que «Um informe em espanhol, denominado Operação Congonhas, detalha a estrutura de organizações de militância e guerrilha contra a ditadura argentina. Também explicava atividades de infiltração de militares argentinos no Brasil para monitorar, contatar e prender os "inimigos” do regime argentino. Os documentos agora encontrados são a maior prova da existência da Operação Condor e de que a Operação Gringo era um braço internacional».

23 de novembro de 2014

Saúde? Quem a quer, que a pague! pois então

A lógica das privatizações. Só quem tem dinheiro pode viver 

Nesta sociedade capitalista, onde o lucro comanda tudo, só quem tem dinheiro é livre. Livre para ter o que precisa para viver, para se divertir, para comprar o que lhe apetecer. Pobres, só são livres para trabalhar. Se para trabalhar precisarem de uma perna ou de um medicamento, ou pagam ou então é mais económico que morram.
Esta é a lógica desta virtuosa sociedade. Esta é a lógica dos privados que dizem, nada têm a ver com as necessidades das pessoas. São empresas e, como tal, o seu negócio é ter lucro.
Esta é a lógica da política de direita que,sabendo isto, entrega tudo aos privados. 
Exemplos destes não faltam. É frequente vermos nas farmácias pessoas a pedir informação dos preços dos medicamentos receitados. Muitos vão-se embora sem aviar as receitas porque, dizem, não podem pagar aqueles preços.

Administração do Hospital Amadora-Sintra pergunta ao médico, o que é mais barato: amputar perna ou colocar prótese?


Biofarmacêutica exigiu 400.000 euros para tratar 4 doentes
   

22 de novembro de 2014

Concerto pela paz

Foi hoje o Concerto pela Paz anunciado

Ilda Figueiredo disse belas palavras
Os mais variados artistas solidarizaram-se e proporcionaram-nos um belo espectáculo.

E A TELEVISÃO ONDE ESTEVE? E OS ORGÃOS DE COMUNICAÇÃO?

No separador "Coisas" foi publicado:

Wikileaks revela relatório secreto americano sobre Portugal. O país que compra “brinquedos caros e inúteis”. (ver aqui)

21 de novembro de 2014

Será uma questão de "bom senso" o que tem faltado?

Esta é a política de classe deste governo e do PS 

Depois de vigorosos protestos, que parte da Comunicação Social escondeu, em especial os protestos do PCP, a proposta da subvenção dos políticos foi retirada.
Fica o registo de mais uma tentativa marcadamente "política de classe" tão constante nos partidos do chamado "arco do poder", PS, PSD e CDS. 
Fica ainda confirmado que vale a pena lutar, pois se nem sempre a luta vence, o que é certo é que sem luta perde-se sempre.
Fica também provado que o que tem faltado é uma política alternativa patriótica e de esquerda.


do Jornal de Notícias de hoje











Política de direita - Aprovação das subvenções aos políticos

Mais um escândalo e cinismo na política
PSD e CDS aprovam subvenções douradas e PS deixa passar

Vergonha para o PSD e CDS que roubam os trabalhadores e dão subvenções aos políticos.
Vergonha para o PS que deixa passar
Vergonha para a comunicação social que esconde que o PCP protesta e vota contra.



19 de novembro de 2014

Ainda o Muro de Berlim e os Muros do mundo.

18 mil quilómetros de muros

Depois do que escrevi no poste do dia 11, volto a falar de muros.  

Hoje existem mais de 7,5 mil quilómetros de muros construídos pelo capitalismo para isolar países e povos. Muros físicos, bem sólidos, que fazem parte da política de exploração e subjugação de países e populações, à estratégia imperialista. Estão projetados e em construção mais de 10 mil quilómetros de outros muros todos construídos pelo capitalismo e nomeadamente pelos EUA, como o que acontece para isolar o México. Só esse tem 3.000 quilómetros. Quando todos os muros em construção estiverem acabados, e se entretanto o capitalismo não projetar novos, atingirão mais de 18 mil quilómetros. 

Os muros mais famosos

Deixando para outra ocasião os outros tipos de muros que o capitalismo usa para limitar a liberdade a quem lhes interessa, falemos apenas dos muros puros e duros. Os muros mais conhecidos são o que separam os EUA do México, o muro de Ceuta e Melilla, o muro da Cisjordânia e faixa de Gaza (construído pelo Governo de Israel que vai roubar mais 10% do território da Cisjordânia, que ficará dividida e isolada do resto do país), o muro da Irlanda do Norte (eufemisticamente "Linha de Paz"), o muro que divide as Coreias, O Muro da Arábia Saudita que atingirá 9.000 km e será o mais longa do mundo, altamente sofisticado com tecnologias de segurança, o muro de Chipre (Nicósia que divide a capital em duas partes, e tem 180 km.), o Wall Bagdad, construído pelo exército americano (iniciado em 2007) e tem 5 km., O Muro da Índia e do Paquistão com 2,9 mil quilómetros de arame farpado, o Muro Caxemira, o Wall Botswana e Zimbabwe com 500 km. de comprimento, o Muro Irão e Paquistão, o Muro da Tailândia e da Malásia, o Muro do Iraque e Kuwait, o Muro da Índia e Bangladesh com 4.000 km., o Muro Uzbequistão, eletrificado e minado que isola em parte o Afeganistão, o Muro Egito-Gaza e ainda outros como o do Rio de Janeiro para separar a cidade Olímpica das favelas.

Bloqueio. Muro à volta de Cuba.

Os EUA só não construíram um muro à volta de Cuba porque é uma ilha. Contudo sujeitam esse país a um bloqueio económico que infringe as leis internacionais e pela 23ª vez foi condenado na ONU por 188 países. Apenas Israel e EUA votaram contra.
Se há tantos muros, muitos deles maiores que o de Berlim, outros que criam situações dramáticas entre habitantes que estão isolados e até condenados à sede por cortes do abastecimento de água como é o caso de Gaza, porque é que só o de Berlim (com motivações que não vale a pena repetir) é que é citado? Da parte da propaganda e da censura controlada pelo imperialismo não admira. Admira sim que, democratas e pessoas que deveriam lutar por uma sociedade melhor, se coloquem do lado do imperialismo para, com ele, fazer coro contra o Muro de Berlim que deveriam saber, foi construído justamente para defesa do socialismo contra as permanentes guerras, conflitos, invasões e ingerências para criar dificuldades.

A derrota dos países socialistas

O imperialismo venceu e acabou por derrotar os países socialistas. Mas que aconteceu depois disso?
O Pacto de Varsóvia foi extinto. Mas a NATO logo estendeu os seus domínios e guerras a quase todo o mundo. O tratado de Lisboa consolidou esse expansionismo.
Os EUA e a Europa trataram de lançar as suas multinacionais aos novos mercados. Meia dúzia de grandes multimilionários dominaram o poder económico e o poder político. 
Lançaram o desemprego, a fome, a miséria com o nome de liberdade.
Vencida a resistência dos países socialistas, os EUA lançaram-se em novas guerras que destruíram países e mataram milhares de pessoas, civis, mulheres e crianças inocentes, para dominarem o Médio Oriente e as suas riquezas como o petróleo.
Fomentaram golpes militares e o terrorismo para derrubar governos legítimos substituindo-os por ditaduras dando apoio e abrindo o caminho ao fascismo declarado.

Da guerra fria para a guerra quente

O mundo passou da guerra fria para a guerra quente, violenta e assassina, sem controlo, à revelia da ONU e das leis internacionais.
Os EUA nunca respeitaram os direitos humanos, mas agora, de mãos livres a CIA (Agência Nacional de Inteligência) pratica os mais hediondos crimes e torturas, discricionariamente, em qualquer lugar do mundo capitalista. O orçamento da CIA, e militar, atinge verbas incalculáveis enquanto grande parte do povo americano vive com fome e na miséria (46,2 milhões).
Em 2013, o orçamento da CIA equivalia a mais de 52,6 mil milhões de dólares. 
A NSA (Agência Nacional de Segurança), cuja missão é interceptar todas as conversas telefónicas, e-mails e mensagens de rádio no planeta. gasta muito mais. 
Por sua vez a NRO (Serviço Nacional de Reconhecimento), gasta ainda mais do dobro destes valores.
Os serviços secretos do exército que tem também orçamentos equivalentes. Existem mais de 15 agências de inteligência dedicadas a áreas específicas, com mais de 107.000 funcionários que desestabilizam governos ou oposições, formam terroristas, para em seguida intervirem de acordo, exclusivamente, com os interesses dos EUA e do imperialismo.

Foi isto que a queda do Muro de Berlim facilitou. Festejem que o imperialismo e o fascismo, agradecem.


18 de novembro de 2014

A Crise e o Euro

O que é que o euro tem a ver com a crise da economia portuguesa?

Este título e esta pergunta estão publicadas no blog Ladrões de Bicicletas. Trata-se de um interessante estudo que foi iniciado e vai continuar a ser editado.
Para aguçar a curiosidade, faço aqui um pequeno apanhado de ideias chave e conclusões que se demonstram.

Revela o estudo que a economia portuguesa foi das que mais cresceu na Europa de antes do euro. Depois da adesão de Portugal ao euro iniciou-se a queda. Portanto muito antes da crise americana em 2008 que se espalhou a todos os países capitalistas. Estas afirmações estão fundamentadas em números e dados objectivos. Conclui-se que Portugal é hoje mais pobre do que era no ano 2000 e portanto também mais pobre depois de ter aderido ao Euro.


O estudo mostra mesmo que «Nenhum país registou um contraste tão grande entre os períodos pré e pós-euro no que toca ao crescimento do PIB»

Estas são as conclusões que mereceram ser analisadas no trabalho bastante detalhado e interessante que pode ser visto aqui.

17 de novembro de 2014

A informação pimba

Que critérios usa a comunicação dita “social” para a informação?

Quem queira pensar vê que a "nossa" comunicação dita social, a toda a hora nos impinge informações de qualidade e interesse muito duvidoso.
Será por falta de capacidade dos jornalistas?

Notícias que mostram um incêndio que destrói uma habitação e deixa uma família desalojada, com reportagem e auscultação dos dramas daquela família. Tudo bem, mas então porque pouco falam milhares de famílias sem habitação e das que a estão a perder diariamente por terem que as entregar aos bancos?

Assistimos a folhetins, ou "verdadeiras telenovelas", de dramas individuais de interesse muito duvidoso mas que rendem por terem "mercado" assente na especulação que muita gente gosta. Será esta a função da nossa comunicação?

Vimos manifestações de uma população que não quer o padre, mas pouco se fala das muitas populações que lutam para manter os centros de saúde o posto dos correios ou os tribunais.

A toda a hora vimos festas e festinhas, nos mais variados locais. Algumas enchendo programas inteiros de várias horas, mobilizando caras equipas de reportagem. Certamente é sempre bom haver referências a essas expressões populares. Mas, então porque é que quase não falam de actividades como a Festa do Avante que mobiliza centenas de milhar de pessoas de todas as ideologias e é a maior Festa cultural do país? Para essa o tempo ou o espaço é sempre limitado.


Assistimos a notícias de um cantor que cai da bicicleta e parte o braço. De um baterista que ultrapassa recorde do Guinness na maratona de bateria, de outros que se zangou com a namorada, contudo pouco se fala no Orçamento de Estado que dedica ao apoio da Cultura em Portugal menos de 1%.
Afinal parece que não são apenas os jornais e televisão que não dão importância à cultura. Isto vem de mais fundo. Será "serviço" combinado?
Muitas pessoas, artistas, intelectuais, professores, subscreveram um manifesto exigindo pelo menos 1% para a Cultura. Sim um por cento! O Orçamento pode ter muitos por cento para as Forças Armadas e para participarmos na NATO. Para comprar submarinos e armas de guerra. Mas para a Cultura não há dinheiro. Milhares de pessoas têm-se manifestado nas ruas e em actividades culturais a exigir apenas 1% para a Cultura. Que aparece na nossa comunicação dita social?

Fernando Correia, diz no o Diário, que  “os critérios jornalísticos tornaram-se cada vez mais dependentes das «leis do mercado» e da busca do máximo lucro. Lucro este que, no caso da comunicação social, é financeiro mas também político e ideológico.”

De facto isso explica tudo: Interesses de Mercado somados aos interesses políticos e ideológicos.
Razão suficiente para justificar as "lavagens de cérebros" com programações ditas de entretenimento, por vezes de nível verdadeiramente degradante, ou uma informação dirigida não para o aumento do conhecimento da realidade mas para a distracção do que é essencial, alienando com o espectacular e o superficial, em detrimento das causas e dos contextos, numa óptica de melhorar a cultura e a consciência social dos leitores ou espectadores. Enfim jornalismo para estupidificar e desviar do que é importante.

Achei curioso este vídeo: http://youtu.be/DiNPxZdemTg

15 de novembro de 2014

Faleceu José Casanova


José Casanova um grande Homem que dedicou toda a sua vida à luta por uma sociedade melhor em defesa dos trabalhadores e do povo, pelo socialismo e comunismo. 

Do comunicado do PCP retirei o seguinte: José Casanova nasceu no Couço em 1939, onde desde muito novo viveu acontecimentos da luta antifascista nesta terra de resistência dos trabalhadores e do povo contra a exploração e a opressão, pela liberdade e a democracia.

Aderiu ao Partido Comunista Português em 1958, com 19 anos, e as suas primeiras actividades políticas foram desenvolvidas na União da Juventude Portuguesa, de cuja Direcção fez parte.

Assumiu como jovem comunista papel destacado nas candidaturas democráticas de Arlindo Vicente e Humberto Delgado em 1958. Desempenhou tarefas partidárias em vários pontos do País nas décadas de 50 e 60 do século XX.

Preso pela PIDE em 1960, julgado e condenado a dois anos de prisão, foi sujeito às chamadas “medidas de segurança” que o forçaram a permanecer cerca de seis anos nas prisões fascistas.

Entre 1971 e 1974, José Casanova esteve exilado na Bélgica, prosseguindo aí a sua actividade partidária, quer junto dos emigrantes portugueses – foi Presidente da Associação dos Portugueses Emigrados na Bélgica – quer em contactos com os movimentos de libertação das ex-colónias: MPLA, PAIGC e FRELIMO.

Regressado a Portugal em Abril de 1974, assumiu tarefas partidárias na Organização Regional de Lisboa.

Membro do Comité Central do PCP desde 1976. Foi membro da Comissão Política de 1979 a 2008. Entre outras tarefas foi responsável pela Organização Regional de Lisboa de 1989 a 1996 e pela Organização Regional de Santarém entre 1997 e 1998.

José Casanova foi director do “Avante!”, Órgão Central do PCP, entre 1997 e Fevereiro de 2014. Actualmente era responsável pela Comissão Nacional da Cultura.

Salienta-se ainda a sua produção no campo literário, com os romances “Aquela Noite de Natal”, “O Caminho da Aves” e “O Tempo das Giestas”, bem como com outras obras, nomeadamente o livro sobre Catarina Eufémia, recentemente editado, e diversos trabalhos e participações.

José Casanova faleceu. Deixa-nos a sua intervenção dedicada como militante e dirigente do PCP nas mais diversas tarefas e responsabilidades e a sua sensibilidade e contribuição no plano cultural. A melhor homenagem que lhe podemos prestar é prosseguir a luta do seu Partido de sempre, o Partido Comunista Português, ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, pelo ideal e projecto comunista.

14 de novembro de 2014

A direita no seu melhor

Corrupção, roubo, fuga ao fisco, lavagem de dinheiro, offshores, etc. Os escândalos sucedem-se a ritmo alucinante.

É assim a direita que sustenta o capitalismo. Capitalismo que, com a voga do neoliberalismo, não olha a meios para atingir o seu fim: o Lucro à custa do que for preciso. É assim o ADN, ou se quiserem de forma mais prosaica, a massa de que são feitos os políticos da direita.  Os políticos do "arco do poder", da troika, dos partidos que nos têm governado há 38 anos. 
38 anos a ser assim governados por responsabilidade de quem vota sem responsabilidade.
Resultado: 38 anos de escândalos, com ricos cada vez mais ricos e pobres, cada vez mais e, mais pobres.



12 de novembro de 2014

Prisões e presos nos EUA

Mais uma notícia que tem sido abafada

Recorde Mundial de presos e prisões 

Todos os dias me chegam da Argenpress informações das notícias mais censuradas no Mundo. Sobre isto tenho escrito alguns comentários a propósito de algumas que me parecem mais relevantes. (ver aqui). Como já disse, as grandes cadeias mundiais de difusão de informações estão nas mãos de meia dúzia de grupos económicos de grande dimensão. Não estranhemos, pois, que as notícias difundidas tenham uma marca da ideologia capitalista dominante e muitas outras sejam abafadas pela censura.

Desta vez, no separador “Comentários” faço uma síntese das informações transmitidas pela Argenpress acerca de uma notícia que não é difundida pelos órgãos de comunicação. 

A notícia censurada é o recorde mundial de presos nos Estados Unidos da América. Números que impressionam tanto pelos seus valores absolutos quer em relação à população desse país ou de cada Estado.

Para aceder ao "Comentário" e restante artigo, clique aqui.

11 de novembro de 2014

Derrubemos os muros e cantemos alto

Muros de pedra, muros do dinheiro, muros de injustiças

Sobre muros não diria mais nada se não fosse uma minha revisão pela leitura dos comentários do texto Berlim, 25 anos – a festa, mas não para todos  no blogue "entre as brumas da memória".

Derrubar um muro pode ser um motivo de alegria, de festa, mas, como o título indica, numa sociedade de classes nem todos terão os mesmos motivos para a festa. 
Se esse derrube significar, como significou, abrir o caminho para alguns erguerem novos muros, creio que deveremos refletir e procurar ver a floresta e não apenas a árvore.
Na realidade, objectivamente, após o derrube do muro, cresceu a ofensiva exploradora com que os trabalhadores hoje estão confrontados, deu-se uma regressão social de dimensão civilizacional, aumentou a fome e a miséria da maioria dos trabalhadores enquanto alguns, aumentaram escandalosamente as suas fortunas. Cresceu a corrupção, os crimes, fizeram-se e continuam a fazer-se guerras em vários cantos do mundo. Destruíram-se países e regiões inteiras, mataram-se milhares de mulheres e crianças inocentes, o fascismo que estava encoberto saiu à rua, mata e tortura, ergue muros de forças de segurança, tomou conta de governos. 

Muro construído pelos EUA na fronteira com o México. Cruzes assinalando os mortos que tentaram passar

Metáforas para fazer pensar

As metáforas utilizando, palavras ou expressões em sentido figurado, alargam-nos a visão e fazem-nos pensar. Com a queda do muro de Berlim puderam os berlinenses comprar jeans, frequentar os centros comerciais do lado ocidental, enquanto perdiam empregos, as casas os transportes gratuitos.
A liberdade de comprar, comprar, comprar tudo o que quiserem (desde que tenham dinheiro) estendeu-se aos direitos das pessoas também colocados à venda. Hoje quem quer saúde paga-a, quem quer assistência social compra seguros ou PPRs. Os que tiverem dinheiro. 
Para que alguns possam ter grandes fortunas a crescer, outros tiveram que ir para o desemprego, coisa que não conheciam, e tiveram que baixar os salários. Hoje tudo é mercado. Tudo se compra e tudo se vende livremente, para quem puder, claro. A liberdade é comprada. A segurança, o usufruto da cultura, do lazer, é negócio que custa muitos euros. Os berlinenses conseguiram alcançar a sociedade onde tudo é negócio, do salve-se quem puder ou tiver dinheiro.

Muro Espanha - Marrocos

Preconceitos: Muros opacos em que não reparamos

Continuando com as metáforas que nos fazem pensar, vamos pois derrubar todos os muros. Não só o da faixa de Gaza, o do México que separa os mexicanos dos Estados Unidos, e todos os outros que foram erguidos graças à queda do Muro de Berlim, como também os muros dentro dos países que separam os ricos dos pobres, muros de condomínios fechados onde só tem liberdade os que têm dinheiro. Derrubemos também os muros das clínicas e hospitais privados, que separam os que precisam de cuidados de saúde dos que têm dinheiro para ter saúde. Derrubemos também muros, portas e portagens que retiram liberdade e direitos. Mais importante ainda; derrubemos também os muros dos nossos preconceitos que nos tapam a visão e nos impedem de conhecer o que está para lá desta sociedade desumana e injusta em que alguns (sempre os alguns) exploram quem trabalha e produz.
Derrubemos todos os muros, excepto os que ergamos com a nossa luta e consciência para nossa defesa e impedir alguns de explorar todos os outros.

Nota: Depois de ter publicado este texto vi no FOICEBOOK :
http://foicebook.blogspot.pt/2014/11/os-25-anos-do-derrube-do-muro-de-berlim.html

10 de novembro de 2014

Novo Presidente da Comissão Europeia

A Europa governada por bando de criminosos

O eleito presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, mostra a verdadeira face do capitalismo neoliberal que domina o continente.

Sucedem-se os escândalos. Durão Barroso, o condecorado, em averiguações, pela sua submissão a lobbies tabaqueiros, e o seu sucessor envolvido nos benefícios fiscais dados pelos seus governos, no Luxemburgo, a monopólios transnacionais.

São estes senhores, a mando dos grandes capitalistas, que exigem aos trabalhadores europeus as políticas de austeridade para salvar o capitalismo de mais uma crise em que se afunda.

Caiem as múltiplas máscaras do capitalismo que escolhe para governar a Europa mafiosos que apenas trabalham para aumentar os lucros das grandes empresas sem pátria e para os seus acionistas cada vez mais ricos, enquanto quem trabalha está cada vez mais pobre.

São estes senhores os capatazes dos donos do mundo que estão sempre a retirar direitos a quem trabalha para eles aumentarem a exploração e as suas fortunas.



Pobre que rouba um pão vai preso, rico que rouba milhões é nomeado presidente e condecorado

Revelou-se ainda que o famigerado Deutsche Bank, da senhora Merkel, outra da pandilha, beneficia de impostos inferiores a 2% também negociados com o governo do Luxemburgo.

Estão ainda envolvidas no escândalo empresas como o IKEA, a Amazon, a Pepsi, o empório norte-americano de Tabaco British American Tobacco, a AIG, e também o consórcio Deutsche Bank. Foram descobertos pelo menos 548 acordos envolvendo mais de 340 empresas.

O PCP no Parlamento europeu tem vindo a exigir a presença do Presidente para esclarecer estes escândalos. Mas Juncker através da sua porta-voz, Margaritis Schinas, escusa-se a enfrentar os deputados. Manda dizer que “o Sr. Juncker está muito tranquilo”.

Ainda Merkel, Cavaco, Passos e os muitos licenciados

Agora os jornais vêm dizer e provar que Merkel estava errada

Mas pergunta-se: e que diz o Governo, se é que ainda existe?
O Governo nada disse quanto a mais uma vergonhosa ingerência, de Merkel e da Alemanha nos assuntos de Portugal.  
Cavaco e o "nosso" Governo aceitam a vassalagem, e não manifestam publicamente a indignação dos portugueses.

8 de novembro de 2014

A comunicação social no Brasil

Partidos que apoiaram Dilma exigem regras para responsabilizar os "mídia"

Com a vitória de Dilma no Brasil, os proprietários dos meios de “comunicação social” não se conformam e continuam a atuar como o principal partido da oposição (ver).

Em vésperas das eleições presidenciais, caluniaram a candidata Dilma e, depois, deram voz aos que pretendiam um golpe militar para derrubar a vencedora.

O vergonhoso "golpe" da Veja

O exemplo mais evidente foi o da revista semanal de direita "Veja" que estampou na capa uma falsa denúncia de que o ex-presidente Lula da Silva e Dilma “sabiam de tudo” acerca da corrupção na Petrobras.

Os patrões da Veja, responderam a um processo em Tribunal, que de imediato obrigou a um desmentido, tardio, contudo outros órgãos de comunicação como a Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e muitos outros jornais dos mesmos patrões, reproduziram as calúnias da Veja.

Os donos da comunicação social

No Brasil, como em Portugal, a dita “comunicação social” está nas mãos de meia dúzia de grandes grupos económicos.

Dilma reafirmou aos jornalistas, que defende a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, mas como acontece em muitos outros países como a Inglaterra, Estados Unidos, é preciso haver regras. 

De facto, no Brasil como em Portugal a imprensa, a televisão e a rádio, podem dizer as mentiras que entenderem sem que isso constitua grande problema. Tudo, ou quase tudo, fica impune.

No Brasil, as Organizações Globo, são o centro do cartel formado pelas grandes empresas de comunicação no país. Há muito tempo, já anterior à instauração da ditadura militar, a TV e jornais conservadores, recebem dos governos, inúmeros apoios económicos que originaram as maiores fortunas. 

Impor regras e responsabilizar

A intenção manifestada por Dilma de definir regras que responsabilizem os “mídia” pelas notícias que dão, está a provocar uma revolução nas redações dos órgãos de comunicação. As demissões foram já de algumas dezenas, em especial dos jornalistas mais bem pagos.

Em Portugal seria preciso um governo verdadeiramente democrático, ao serviço dos portugueses, para legislar no sentido de responsabilizar e impor pesadas indemnizações a quem transmitisse mentiras ou “meias verdades” para enganar as pessoas.

O que tem acontecido em Portugal

Como diz Fernando Correia no Jornal Avante, em Portugal "Comunicação social e recuperação capitalista têm sido duas realidades intimamente ligadas nos últimos 38 anos. A comunicação social dominante – isto é, a que é dominante na influência sobre a opinião pública e, simultaneamente, está nas mãos da classe dominante – tem constituído um apoio decisivo à política de recuperação capitalista, ao mesmo tempo que a recuperação capitalista se tem acentuado dentro da própria comunicação social, tanto em termos de natureza da propriedade e de lógica empresarial como do sentido da informação produzida".

Sobre estas situações, em Portugal, vale a pena ler o artigo completo de Fernando Correia.