10 de novembro de 2014

Novo Presidente da Comissão Europeia

A Europa governada por bando de criminosos

O eleito presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, mostra a verdadeira face do capitalismo neoliberal que domina o continente.

Sucedem-se os escândalos. Durão Barroso, o condecorado, em averiguações, pela sua submissão a lobbies tabaqueiros, e o seu sucessor envolvido nos benefícios fiscais dados pelos seus governos, no Luxemburgo, a monopólios transnacionais.

São estes senhores, a mando dos grandes capitalistas, que exigem aos trabalhadores europeus as políticas de austeridade para salvar o capitalismo de mais uma crise em que se afunda.

Caiem as múltiplas máscaras do capitalismo que escolhe para governar a Europa mafiosos que apenas trabalham para aumentar os lucros das grandes empresas sem pátria e para os seus acionistas cada vez mais ricos, enquanto quem trabalha está cada vez mais pobre.

São estes senhores os capatazes dos donos do mundo que estão sempre a retirar direitos a quem trabalha para eles aumentarem a exploração e as suas fortunas.



Pobre que rouba um pão vai preso, rico que rouba milhões é nomeado presidente e condecorado

Revelou-se ainda que o famigerado Deutsche Bank, da senhora Merkel, outra da pandilha, beneficia de impostos inferiores a 2% também negociados com o governo do Luxemburgo.

Estão ainda envolvidas no escândalo empresas como o IKEA, a Amazon, a Pepsi, o empório norte-americano de Tabaco British American Tobacco, a AIG, e também o consórcio Deutsche Bank. Foram descobertos pelo menos 548 acordos envolvendo mais de 340 empresas.

O PCP no Parlamento europeu tem vindo a exigir a presença do Presidente para esclarecer estes escândalos. Mas Juncker através da sua porta-voz, Margaritis Schinas, escusa-se a enfrentar os deputados. Manda dizer que “o Sr. Juncker está muito tranquilo”.

Ainda Merkel, Cavaco, Passos e os muitos licenciados

Agora os jornais vêm dizer e provar que Merkel estava errada

Mas pergunta-se: e que diz o Governo, se é que ainda existe?
O Governo nada disse quanto a mais uma vergonhosa ingerência, de Merkel e da Alemanha nos assuntos de Portugal.  
Cavaco e o "nosso" Governo aceitam a vassalagem, e não manifestam publicamente a indignação dos portugueses.

8 de novembro de 2014

A comunicação social no Brasil

Partidos que apoiaram Dilma exigem regras para responsabilizar os "mídia"

Com a vitória de Dilma no Brasil, os proprietários dos meios de “comunicação social” não se conformam e continuam a atuar como o principal partido da oposição (ver).

Em vésperas das eleições presidenciais, caluniaram a candidata Dilma e, depois, deram voz aos que pretendiam um golpe militar para derrubar a vencedora.

O vergonhoso "golpe" da Veja

O exemplo mais evidente foi o da revista semanal de direita "Veja" que estampou na capa uma falsa denúncia de que o ex-presidente Lula da Silva e Dilma “sabiam de tudo” acerca da corrupção na Petrobras.

Os patrões da Veja, responderam a um processo em Tribunal, que de imediato obrigou a um desmentido, tardio, contudo outros órgãos de comunicação como a Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e muitos outros jornais dos mesmos patrões, reproduziram as calúnias da Veja.

Os donos da comunicação social

No Brasil, como em Portugal, a dita “comunicação social” está nas mãos de meia dúzia de grandes grupos económicos.

Dilma reafirmou aos jornalistas, que defende a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, mas como acontece em muitos outros países como a Inglaterra, Estados Unidos, é preciso haver regras. 

De facto, no Brasil como em Portugal a imprensa, a televisão e a rádio, podem dizer as mentiras que entenderem sem que isso constitua grande problema. Tudo, ou quase tudo, fica impune.

No Brasil, as Organizações Globo, são o centro do cartel formado pelas grandes empresas de comunicação no país. Há muito tempo, já anterior à instauração da ditadura militar, a TV e jornais conservadores, recebem dos governos, inúmeros apoios económicos que originaram as maiores fortunas. 

Impor regras e responsabilizar

A intenção manifestada por Dilma de definir regras que responsabilizem os “mídia” pelas notícias que dão, está a provocar uma revolução nas redações dos órgãos de comunicação. As demissões foram já de algumas dezenas, em especial dos jornalistas mais bem pagos.

Em Portugal seria preciso um governo verdadeiramente democrático, ao serviço dos portugueses, para legislar no sentido de responsabilizar e impor pesadas indemnizações a quem transmitisse mentiras ou “meias verdades” para enganar as pessoas.

O que tem acontecido em Portugal

Como diz Fernando Correia no Jornal Avante, em Portugal "Comunicação social e recuperação capitalista têm sido duas realidades intimamente ligadas nos últimos 38 anos. A comunicação social dominante – isto é, a que é dominante na influência sobre a opinião pública e, simultaneamente, está nas mãos da classe dominante – tem constituído um apoio decisivo à política de recuperação capitalista, ao mesmo tempo que a recuperação capitalista se tem acentuado dentro da própria comunicação social, tanto em termos de natureza da propriedade e de lógica empresarial como do sentido da informação produzida".

Sobre estas situações, em Portugal, vale a pena ler o artigo completo de Fernando Correia.

7 de novembro de 2014

C de Cultura. Direito de todos e de cada um

Manifesto em Defesa da Cultura

O Manifesto em defesa da Cultura, em Lisboa, tem estado a realizar acções públicas de afirmação do direito de todos à cultura, consagrado na Constituição, da exigência de cumprimento de um serviço público de cultura, de reivindicação de trabalho com direitos na cultura, de defesa do valor sem preço da cultura, e, por isto tudo, de exigência de 1% para a cultura.
Ver em http://emdefesadacultura.blogspot.pt/











5 de novembro de 2014

Uma "conversa" f(r)iccionada

Merkel, Passos, Cavaco, Crato e todos os licenciados que estão a mais 

No separador conversas foi colocada uma "conversa" ficcionada ou friccionada dos nossos governantes licenciados (por quem e para quê?) Ver aqui.

Licenciados em demasia

A submissão, dos governos, aos que nos exploram até ao tutano

A vergonhosa e desprezível declaração de Merkel sobre os licenciados em demasia em Portugal, como muitas outras anteriormente feitas, caluniando os portugueses, não têm merecido resposta dos nossos governantes, sejam do PS sejam do PSD, figuras merdosas, cobardes e submissas, a quem a comunicação social chama de "arco do poder", mestres na arte de mentir e enganar papalvos para ganharem eleições e se autoapelidarem representantes dos portugueses.
Foto retirada do blog Ferroadas
Representantes dos portugueses ou representantes dos seus patrões, pretensamente donos do mundo capitalista, que governam com a cumplicidade, destes palhaços?
Estamos à espera de quê para correr de vez com esta escumalha que destrói o país e o vende em saldo? 
De que massa são feitos os portugueses que os aturam e não tomam em suas mãos a defesa dos seus direitos?

Hoje é claro, para a grande maioria, que esta política de direita, executada por esta gente não serve! Contudo parece não ser claro que temos as soluções nas mãos. Continuamos esperando por D. Sebastião que segundo dizem, e parece que acreditam, aparecerá numa manhã de nevoeiro para fazer por nós aquilo que já deveríamos, há muito, ter feito.
  
Não continuemos a ir na onda, agora com os muitos licenciados, desviando as atenções do que é importante. O que eles não querem que se saiba, e por isso dão ordens à "comunicação social" para esconder, é que temos bastantes portugueses, licenciados ou não, que sabem o que querem, que apresentam propostas e soluções, que mostram que existe uma política alternativa a esta miserável política de direita. Esses sim, para eles, são em demasia porque não servem os seus interesses. 

4 de novembro de 2014

No Brasil a democracia está a ser ameaçada

A direita e os setores mais reacionários não se conformam com a vitória popular

Após a vitória eleitoral de Dilma, a direita brasileira, inconformada manda às urtigas a democracia e pede um golpe militar para derrubar a presidente. Dilma que cometeu a falta grave de ter ganho as eleições mais renhidas desde há muitos anos, depara-se com um ambiente político extremamente hostil criado pela direita que não quer aceitar a derrota. 

A imprensa, e a comunicação social em geral, controlada pelos grandes grupos económicos, difundiu artigos de líderes da direita e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que declara não aceitar o veredito popular que, pela quarta vez consecutiva, derrotou as pretensões de restauração do regime que liderou – antidemocrático, antipopular e antinacional, regime conhecido como “ditadura de punhos de renda”. FHC apela a toda a direita brasileira para a radicalização da oposição em termos antidemocráticos e criando clima para um golpe militar para derrubar Dilma.
 
A imprensa tem veiculado a disposição da direita brasileira de não aceitar o resultado das eleições e pôr em prática uma estratégia para a derrocada da democracia há 12 anos iniciada por Lula e depois continuada com Dilma. 
Em S. Paulo a direita organizou uma manifestação que, apesar de ter apenas cerca de duas mil pessoas, apelaram aos militares para organizar um golpe para derrubar o regime. 
Responsáveis do PMDB que ocupam postos estratégicos no Congresso Nacional, e no aparelho de Estado, violam acordos estabelecidos e articulam uma candidatura francamente hostil ao Governo e ao próprio vice-presidente da República, Michel Temer, Presidente do PMDB, para tentarem conquistar posições de controlo da Câmara.

Dilma está de facto entre a espada e a parede. Por um lado a  brutal e antidemocrática ofensiva da direita com apoio de facções de partidos da base do governo e do imperialismo que espreita e acirra os conflitos à espera da oportunidade para se intrometer e por outro lado as expetativas legítimas do povo brasileiro que deseja que o país continue a caminhar no sentido da democracia e da justiça social. 
Se as forças de esquerda que apoiam Dilma, e ela própria, não tomarem a iniciativa e medidas corajosas para avançar fomentando a organização popular, de base sindical e local, desenvolvendo a participação, luta e apoio de todos os setores dos trabalhadores e das populações para continuar as reformas e conquistas que o povo anseia, é muito provável que os recuos sejam inevitáveis. 

3 de novembro de 2014

Tal pai tal filho

...ou, agora condecoras tu... agora condecoro eu

Quem se incomoda com a condecoração de Durão ou de Cavaco?
Quem se incomodou com a condecoração de Zeinal, o tal super gestor que empandeirou a PT?
Afinal eles condecoram-se uns aos outros!
Tudo isto é uma farsa e... parece que aceitamos.
Suave é este pano. Se é Durão com os fracos é Bosta, sabujo e cobarde, com os seus patrões. É assim a política de direita.

O discurso económico infantil de Passos Coelho

Mais um estudo de Eugénio Rosa

Diz Eugénio Rosa que "Numa das suas habituais tiradas, Passos Coelho expressou mais um dos seus “pensamentos profundos” sobre economia. E desta vez ultrapassou os limites". 
O discurso foi proferido na conferência do 36º aniversário da UGT. Em tom sarcástico, o economista regista que "nenhum dos presentes contestou esta infantilidade económica de Passos Coelho (estava-se numa conferencia da UGT e não era previsível outra reação)". Aponta também o dedo aos órgãos de comunicação que "nada disseram sobre isso".

Eugénio Rosa publica os dados do INE que revelam o investimento bruto e liquido em Portugal no período 1995-2013 e mostram que "o Investimento total realizado em Portugal a partir de 2010, portanto com a politica de austeridade imposta ao país pela “troika” e pelo governo PSD/CDS, nem tem sido suficiente para cobrir o desgaste (consumo de capital fixo) do “stock” de investimento total existente no país".

Foram-se os anéis e agora comem-nos os dedos

Por isso, "A partir de 2010, surgiu em Portugal uma situação inédita e altamente preocupante para o futuro do país e dos portugueses". Explica porquê e conclui "O país está a consumir já uma parcela da sua capacidade produtiva que constituiu no passado, não a renovando e muito menos não a ampliando e modernizando, colocando assim em perigo a capacidade de desenvolvimento futuro".
"Que um cidadão comum sem conhecimentos de economia não se aperceba desta situação dramática ainda é compreensível, mas que um 1º ministro diga aquela infantilidade económica sem provocar qualquer reação quer dos presentes na dita conferencia da UGT quer nos media, e nomeadamente dos comentadores habituais, é grave e mostra bem a que nível de submissão e de vassalagem ao poder politico o pensamento económico dominante nos media chegou".
O estudo completo pode ser visto aqui

2 de novembro de 2014

Estados Unidos mais uma vez isolados

Ver em http://c-de.blogspot.pt/p/cortes-e-recortes.html

O governo sueco reconheceu a Palestina como um Estado independente.

Mais um incómodo para as (im)posições dos EUA e da União Europeia

São já 135 países os que reconheceram a Palestina como Estado Independente. Vários países da Europa de Leste já o tinham feito esse reconhecimento antes de terem aderia à UE, contudo a Suécia foi o primeiro país da União Europeia (UE) que tomou esta decisão. 

Em 2011 a Palestina anunciou que iria reivindicar na ONU a sua admissão como Estado Soberano. Tal anúncio incomodou vários países aliados dos EUA. Barack Obama disse que mesmo que haja votos suficientes para a aprovação da Palestina, usaria o seu veto para impedir que isso acontecesse.
Esta decisão condicionou outros países dependentes de interesses políticos e económicos. As discussões não se fundamentaram em critérios que definem um Estado, mas sim em jogos políticos e imposições de Israel e EUA. 

Então a Palestina reivindicou o território definido pelas fronteiras de 1967 que incluem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, área determinada por tratado internacional nesse ano.

A Palestina tem todas as condições exigidas internacionalmente para ser reconhecida como Estado Independente. O povo palestino, tem uma tradição cultural bem definida e distinta de seus vizinhos israelitas. Também neste caso a decisão dos EUA e de Israel tem-se sobreposto às normas e Direito Internacional.

1 de novembro de 2014

Ainda as noticias mais censuradas

Hoje é dia de todos os santos
O drama da falta de água potável na faixa de Gaza

Hoje, dia de todos os santos, continuam a morrer inocentes e crianças na Faixa de Gaza.

Como já foi referido, a ARGENPRESS tem vindo a seleccionar as notícias que as grandes cadeias de informação para todo o mundo, mais têm censurado. (ver aqui)
O problema da falta de água em Gaza é uma delas.
Os Crimes Contra a Humanidade praticados por Israel, com a ajuda dos EUA, não são apenas o lançamento de mísseis e bombas que matam as populações civis e em especial as crianças. Ernesto Carmona (especialmente para ARGENPRESS.info) em Gaza informou que "actualmente 1,7 milhões de palestinos vivem sem água potável". 

Revelou ainda que "95% da água em Gaza não atende aos padrões para consumo humano pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A água contaminada causa problemas crónicos de saúde e contribui para as altas taxas de mortalidade infantil. Um estudo estima que 26% das doenças em Gaza são o resultado de abastecimento de água contaminada". 

Que mundo querem estes monstros formar com estas crianças?

A água contaminada também afecta agricultura em Gaza. 
A guerra que Israel pratica de permanente matança de populações agrava os problemas de quem escapa às bombas. Essa política de permanente boicote e destruição dos bens essenciais à vida, constitui uma componente do genocídio que Israel pratica. 


Por isso esta é uma das notícias mais censuradas pelas grandes cadeias de informação controladas pelo grande capital e imperialismo dos EUA. 
Ver notícia em http://www.argenpress.info/2014/10/las-25-noticias-mas-censuradas-2013_31.html

Imagens que dizem o que as palavras não conseguem






31 de outubro de 2014

Novamente o desemprego

Governo manipula a informação com os números do desemprego, não conta com a emigração e com milhares de desempregados (de facto) que não entram na contabilidade.

E se em vez de falarem em percentagem falassem em número de postos de trabalho que foram criados? E nos que desapareceram? Esse balanço seria certamente mais concreto.

28 de outubro de 2014

Com a política de direita tudo anda para trás

Mais especulação imobiliária e mais agressão ambiental em Monsanto

O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» criticou fortemente a política do PS na Câmara de Lisboa. Centrou as atenções na constante destruição do “pulmão verde” da Cidade o Parque Florestal de Monsanto. De facto muitos anos de política de direita na Câmara de Lisboa, têm estragado grandes áreas da Cidade. São conhecidos os exemplos da especulação imobiliária com a ocupação de espaços que deveriam ser destinados a zonas verdes, a estacionamentos, a equipamentos sociais. Terrenos que eram públicos, municipais ou do estado têm sido vendidos para a especulação imobiliária. Vendem-se Quarteis, Hospitais, Escolas, e muitos outros edifícios e terrenos para neles se implantarem blocos de cimento que têm desfigurado a cidade. Ainda não se vendeu o aeroporto mas… Agora São os Verdes a denunciar a ocupação de várias áreas do Parque florestal de Monsanto.

O desrespeito pela lei e pareceres de várias entidades


Dizem Os Verdes que “Lamentavelmente, ao longo de vários anos de gestão da cidade pelo PS, o PEV tem denunciado um vasto rol de atentados que têm ocorrido em Monsanto, nomeadamente os impactos bastante negativos, como a poluição sonora, a contaminação dos solos e dos lençóis freáticos resultantes do Campo de Tiro a Chumbo; a sub-estação de energia eléctrica da REN, que obrigou a uma suspensão parcial do PDM e ao abate de várias árvores, tendo inclusivamente contado com pareceres negativos por parte dos serviços jurídicos por ser contrária ao Regime Florestal Total a que se encontra submetido o Parque Florestal de Monsanto”
O verde recua e o cimento avança


Lisboa perdeu mais de 200 hectares de "Pulmão Verde"

Denunciou o PEV que, até 2009, se perderam 200 hectares em Monsanto e que “o “pulmão verde” de Lisboa tem encolhido a olhos vistos nas últimas décadas”.
É exemplo vergonhoso a cedência de quase uma dezena de hectares a uma empresa privada, que instalou em Caselas o Aquaparque, e que está há muito desativado e abandonado.
Também a Câmara da Amadora (PS) autorizou a construção de um hotel nos poucos milhares de metros quadrados do Parque Florestal que pertencem àquele concelho.


Exige-se!

Reivindicam Os Verdes que se atualize “o Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto (…) e que “se aumente a vigilância e segurança nos espaços verdes submetidos ao regime florestal através do reforço dos guardas florestais, que não se permita o licenciamento de novos usos e de actividades que são incompatíveis com a preservação da biodiversidade existente, que a manutenção e conservação dos vários espaços verdes em Monsanto seja assegurada”.
O comunicado dos Verdes pode ser lido na íntegra em http://osverdesemlisboa.blogspot.pt/

26 de outubro de 2014

Dilma foi reeleita

A vitória de Dilma Rousseff, ao ser reeleita neste domingo (26) para mais um mandato na Presidência da República, "desperta em primeiro lugar uma confortante sensação de alívio" diz o PC do B. De facto perante a ameaça do retrocesso, da "restauração conservadora e neoliberal" representada por Aécio Neves pode dizer-se que o povo ficará melhor servido.

Contudo o PCdoB alerta para a necessidade de Dilma Rousseff enfrentar grandes desafios, dado que "Num cenário internacional marcado pela crise, por ameaças à soberania das nações, aos direitos dos povos e à paz; e num quadro nacional em que as forças conservadoras e neoliberais sinalizam com torpes manobras golpistas e anunciam que tudo farão para impedir que a presidenta governe". Por isso é forçoso que "as forças progressistas que acabam de liderar a quarta vitória eleitoral consecutiva do povo brasileiro sejam chamadas agora a tomar em suas mãos a bandeira das reformas estruturais democráticas e da intensificação das mudanças".

Japão e EUA preparam-se para provocar a China

O imperialismo em crise, a ser derrotado na economia, acirra a guerra. 

Natalia Kasho, na Voz da Rússia, alerta para mais uma dupla manobra dos EUA com o Japão. Dupla manobra porque para além da manobra militar é uma manobra de provocação. 
"Japão e EUA irão realizar grandes exercícios militares navais que incluirão desembarque e conquista de ilhas. Essas manobras serão realizadas entre 8 e 19 de novembro nas águas do Japão. Tendo em conta a disputa entre a China e o Japão em torno das ilhas no mar da China Oriental, os exercícios Keen Sword têm um subentendido declaradamente antichinês, considera o primeiro vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos Konstantin Sivkov".

Natalia Kasho refere que "As manobras japoneso-americanas com esse tipo de cenário já são as segundas em menos de um ano e meio. As primeiras decorreram no início de junho do ano passado na costa dos EUA. Nessa altura, lá se encontrava de visita o presidente da República Popular da China Xi Jinping. Os próximos exercícios, que contarão com a participação de mais de 40 mil militares, 25 navios e 260 aviões, irão coincidir no tempo com a realização em Xangai da cúpula da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC)".
Ver texto completo em http://www.vermelho.org.br/noticia/252134-9

O papel da Comunicação Social

Em vésperas de eleições no Brasil a Revista Veja publica na capa difamação a Lula e Dilma

É conhecida a permanente "desinformação" feita pelos órgãos de comunicação social dominados pelos grandes grupos económicos. Mais uma vez, a revista Veja, nas vésperas das eleições no Brasil, lança, em grandes parangonas e na capa, acusações graves e sem provas a Dilma e a Lula. Pretendeu a revista favorecer o candidato da direita. Apresentada queixa em Tribunal, a revista foi obrigada a publicar o desmentido da candidata Dilma.

Também em Portugal, como na generalidade dos países, as grandes cadeias de difusão de notícias, aproveitam as grandes e pequenas coisas para mentir, para desinformar os seus leitores, sempre a favor das ideologias de direita por que se regem os seus patrões. Muitos jornalistas que ainda têm ética e se recusam a colaborar nessa política, são sistematicamente colocados na prateleira, afastados ou não conseguem que os seus artigos sejam publicados e, se ganham à peça, o trabalho não lhes é pago. É a censura moderna.  

Tudo combinado

Militantes do PSD Brasileiro distribuíram cópias da capa da "Veja" em frente ao metro em São Paulo. O PT acusou a Editora Abril de ter antecipado a distribuição da revista com o intuito de influenciar os eleitores em vésperas do segundo turno da eleição presidencial. 
A reportagem de capa da revista insinua que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam conhecimento do esquema de corrupção da Petrobras.
Militante do PSDB distribui fotocópias da Capa da Revista Veja (FotodeVermelho)

O “direito de resposta" concedido, obriga que a Editora Abril S.A insira imediatamente no sítio eletrónico da Revista Veja na internet (www.veja.com.br) o seguinte texto:

“A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação "Com a Força do Povo" vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Yousseff foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor”.

É claro que essa correção, apenas minimiza o mal causado, dado que não é a mesma coisa uma publicação em papel profusamente distribuída com apoio dos militantes do Partido da Social Democracia Brasileira PSDB e o desmentido na Internet.

Nota às 12.00 horas de hoje:
Por consulta ao sítio da revista Veja verifico que a decisão do Tribunal não foi cumprida. Continua a ser dado destaque à capa da Revista, com a difamação, e o desmentido que o Tribunal obrigou a que fosse feito com o mesmo destaque está escondido!
É assim o comportamento da direita!

25 de outubro de 2014

23 de outubro de 2014

O Capitalismo europeu no seu melhor

ou uma forma de aumentar os PIB e "reduzir" os números da crise

A UE estabeleceu que, "para garantir comparações consistentes entre os membros", o computo do Produto Interno Bruto (PIB) de cada Estado deverá refletir os lucros vinculados às atividades ilegais, (narcotráfico e da prostituição) independentemente de considerações morais.

Em vários desses países os serviços sexuais e o comércio de determinadas drogas estão despenalizados, motivo pelo qual a direção da UE determinou sua incorporação para conseguir uma "partilha justa".


As regulações para acrescentar o comércio e a produção de drogas aos PIB correm a cargo do Sistema Europeu de Contas (ESSA).

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Turquia, país aspirante à UE, o conjunto da economia ilegal (não só a prostituição e o comércio de drogas) representa quase 18% do PIB desse grupo. Por sua vez, estimativas da Eurostat indicaram que com o novo regulamento o crescimento económico médio do bloco será de 2,4%, com a faixa mais elevada (4-5) para a Finlândia e Suécia, seguidas por Áustria, Reino Unido e Holanda (3-4).
O Escritório para Estatísticas Nacionais do Reino Unido estimou recentemente que os lucros do tráfico de drogas e da prostituição nesse país sobem para 12.810 milhões de euros anuais. Deles, 6.790 milhões correspondem ao negócio do sexo.
Notas retiradas do artigo de Camila Carduz, Jornalista da redação Europa da Prensa Latina