31 de outubro de 2014

Novamente o desemprego

Governo manipula a informação com os números do desemprego, não conta com a emigração e com milhares de desempregados (de facto) que não entram na contabilidade.

E se em vez de falarem em percentagem falassem em número de postos de trabalho que foram criados? E nos que desapareceram? Esse balanço seria certamente mais concreto.

28 de outubro de 2014

Com a política de direita tudo anda para trás

Mais especulação imobiliária e mais agressão ambiental em Monsanto

O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» criticou fortemente a política do PS na Câmara de Lisboa. Centrou as atenções na constante destruição do “pulmão verde” da Cidade o Parque Florestal de Monsanto. De facto muitos anos de política de direita na Câmara de Lisboa, têm estragado grandes áreas da Cidade. São conhecidos os exemplos da especulação imobiliária com a ocupação de espaços que deveriam ser destinados a zonas verdes, a estacionamentos, a equipamentos sociais. Terrenos que eram públicos, municipais ou do estado têm sido vendidos para a especulação imobiliária. Vendem-se Quarteis, Hospitais, Escolas, e muitos outros edifícios e terrenos para neles se implantarem blocos de cimento que têm desfigurado a cidade. Ainda não se vendeu o aeroporto mas… Agora São os Verdes a denunciar a ocupação de várias áreas do Parque florestal de Monsanto.

O desrespeito pela lei e pareceres de várias entidades


Dizem Os Verdes que “Lamentavelmente, ao longo de vários anos de gestão da cidade pelo PS, o PEV tem denunciado um vasto rol de atentados que têm ocorrido em Monsanto, nomeadamente os impactos bastante negativos, como a poluição sonora, a contaminação dos solos e dos lençóis freáticos resultantes do Campo de Tiro a Chumbo; a sub-estação de energia eléctrica da REN, que obrigou a uma suspensão parcial do PDM e ao abate de várias árvores, tendo inclusivamente contado com pareceres negativos por parte dos serviços jurídicos por ser contrária ao Regime Florestal Total a que se encontra submetido o Parque Florestal de Monsanto”
O verde recua e o cimento avança


Lisboa perdeu mais de 200 hectares de "Pulmão Verde"

Denunciou o PEV que, até 2009, se perderam 200 hectares em Monsanto e que “o “pulmão verde” de Lisboa tem encolhido a olhos vistos nas últimas décadas”.
É exemplo vergonhoso a cedência de quase uma dezena de hectares a uma empresa privada, que instalou em Caselas o Aquaparque, e que está há muito desativado e abandonado.
Também a Câmara da Amadora (PS) autorizou a construção de um hotel nos poucos milhares de metros quadrados do Parque Florestal que pertencem àquele concelho.


Exige-se!

Reivindicam Os Verdes que se atualize “o Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto (…) e que “se aumente a vigilância e segurança nos espaços verdes submetidos ao regime florestal através do reforço dos guardas florestais, que não se permita o licenciamento de novos usos e de actividades que são incompatíveis com a preservação da biodiversidade existente, que a manutenção e conservação dos vários espaços verdes em Monsanto seja assegurada”.
O comunicado dos Verdes pode ser lido na íntegra em http://osverdesemlisboa.blogspot.pt/

26 de outubro de 2014

Dilma foi reeleita

A vitória de Dilma Rousseff, ao ser reeleita neste domingo (26) para mais um mandato na Presidência da República, "desperta em primeiro lugar uma confortante sensação de alívio" diz o PC do B. De facto perante a ameaça do retrocesso, da "restauração conservadora e neoliberal" representada por Aécio Neves pode dizer-se que o povo ficará melhor servido.

Contudo o PCdoB alerta para a necessidade de Dilma Rousseff enfrentar grandes desafios, dado que "Num cenário internacional marcado pela crise, por ameaças à soberania das nações, aos direitos dos povos e à paz; e num quadro nacional em que as forças conservadoras e neoliberais sinalizam com torpes manobras golpistas e anunciam que tudo farão para impedir que a presidenta governe". Por isso é forçoso que "as forças progressistas que acabam de liderar a quarta vitória eleitoral consecutiva do povo brasileiro sejam chamadas agora a tomar em suas mãos a bandeira das reformas estruturais democráticas e da intensificação das mudanças".

Japão e EUA preparam-se para provocar a China

O imperialismo em crise, a ser derrotado na economia, acirra a guerra. 

Natalia Kasho, na Voz da Rússia, alerta para mais uma dupla manobra dos EUA com o Japão. Dupla manobra porque para além da manobra militar é uma manobra de provocação. 
"Japão e EUA irão realizar grandes exercícios militares navais que incluirão desembarque e conquista de ilhas. Essas manobras serão realizadas entre 8 e 19 de novembro nas águas do Japão. Tendo em conta a disputa entre a China e o Japão em torno das ilhas no mar da China Oriental, os exercícios Keen Sword têm um subentendido declaradamente antichinês, considera o primeiro vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos Konstantin Sivkov".

Natalia Kasho refere que "As manobras japoneso-americanas com esse tipo de cenário já são as segundas em menos de um ano e meio. As primeiras decorreram no início de junho do ano passado na costa dos EUA. Nessa altura, lá se encontrava de visita o presidente da República Popular da China Xi Jinping. Os próximos exercícios, que contarão com a participação de mais de 40 mil militares, 25 navios e 260 aviões, irão coincidir no tempo com a realização em Xangai da cúpula da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC)".
Ver texto completo em http://www.vermelho.org.br/noticia/252134-9

O papel da Comunicação Social

Em vésperas de eleições no Brasil a Revista Veja publica na capa difamação a Lula e Dilma

É conhecida a permanente "desinformação" feita pelos órgãos de comunicação social dominados pelos grandes grupos económicos. Mais uma vez, a revista Veja, nas vésperas das eleições no Brasil, lança, em grandes parangonas e na capa, acusações graves e sem provas a Dilma e a Lula. Pretendeu a revista favorecer o candidato da direita. Apresentada queixa em Tribunal, a revista foi obrigada a publicar o desmentido da candidata Dilma.

Também em Portugal, como na generalidade dos países, as grandes cadeias de difusão de notícias, aproveitam as grandes e pequenas coisas para mentir, para desinformar os seus leitores, sempre a favor das ideologias de direita por que se regem os seus patrões. Muitos jornalistas que ainda têm ética e se recusam a colaborar nessa política, são sistematicamente colocados na prateleira, afastados ou não conseguem que os seus artigos sejam publicados e, se ganham à peça, o trabalho não lhes é pago. É a censura moderna.  

Tudo combinado

Militantes do PSD Brasileiro distribuíram cópias da capa da "Veja" em frente ao metro em São Paulo. O PT acusou a Editora Abril de ter antecipado a distribuição da revista com o intuito de influenciar os eleitores em vésperas do segundo turno da eleição presidencial. 
A reportagem de capa da revista insinua que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam conhecimento do esquema de corrupção da Petrobras.
Militante do PSDB distribui fotocópias da Capa da Revista Veja (FotodeVermelho)

O “direito de resposta" concedido, obriga que a Editora Abril S.A insira imediatamente no sítio eletrónico da Revista Veja na internet (www.veja.com.br) o seguinte texto:

“A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação "Com a Força do Povo" vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Yousseff foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor”.

É claro que essa correção, apenas minimiza o mal causado, dado que não é a mesma coisa uma publicação em papel profusamente distribuída com apoio dos militantes do Partido da Social Democracia Brasileira PSDB e o desmentido na Internet.

Nota às 12.00 horas de hoje:
Por consulta ao sítio da revista Veja verifico que a decisão do Tribunal não foi cumprida. Continua a ser dado destaque à capa da Revista, com a difamação, e o desmentido que o Tribunal obrigou a que fosse feito com o mesmo destaque está escondido!
É assim o comportamento da direita!

25 de outubro de 2014

23 de outubro de 2014

O Capitalismo europeu no seu melhor

ou uma forma de aumentar os PIB e "reduzir" os números da crise

A UE estabeleceu que, "para garantir comparações consistentes entre os membros", o computo do Produto Interno Bruto (PIB) de cada Estado deverá refletir os lucros vinculados às atividades ilegais, (narcotráfico e da prostituição) independentemente de considerações morais.

Em vários desses países os serviços sexuais e o comércio de determinadas drogas estão despenalizados, motivo pelo qual a direção da UE determinou sua incorporação para conseguir uma "partilha justa".


As regulações para acrescentar o comércio e a produção de drogas aos PIB correm a cargo do Sistema Europeu de Contas (ESSA).

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Turquia, país aspirante à UE, o conjunto da economia ilegal (não só a prostituição e o comércio de drogas) representa quase 18% do PIB desse grupo. Por sua vez, estimativas da Eurostat indicaram que com o novo regulamento o crescimento económico médio do bloco será de 2,4%, com a faixa mais elevada (4-5) para a Finlândia e Suécia, seguidas por Áustria, Reino Unido e Holanda (3-4).
O Escritório para Estatísticas Nacionais do Reino Unido estimou recentemente que os lucros do tráfico de drogas e da prostituição nesse país sobem para 12.810 milhões de euros anuais. Deles, 6.790 milhões correspondem ao negócio do sexo.
Notas retiradas do artigo de Camila Carduz, Jornalista da redação Europa da Prensa Latina

22 de outubro de 2014

Os EUA e os nazis

Parece ser uma opção política. Continuam os exemplos

Hoje no Jornal Público li:
Dezenas de suspeitos de crimes relacionados com o regime nazi receberam durante décadas milhões de dólares em pensões de reforma dos Estados Unidos e alguns continuam a receber, de acordo com uma investigação da Associated Press.

Na notícia anterior, neste blogue, mostrava-se que os EUA apoiam preferencialmente os países da extrema direita, os que não respeitam os direitos humanos e os que praticam a tortura. Aliás, à semelhança da prática que esse país usa, em especial para com os estrangeiros que lhes não são fieis.

Há tempos, neste blogue, foram publicados muitos exemplos da intervenção dos norte americanos no mundo. Derrotar democracias e implantar ditaduras tem sido frequente. A morte de Allende no Chile e a colocação em seu lugar de Pinochet foi emblemático. Agora foi a intervenção na Ucrânia, para substituir o Governo legítimo por um Governo marcadamente fascista. É mais um caso a juntar a imensa lista.

Novas publicações nos separadores:
- Consultar
- Conjecturas
- Cortes e recortes
- Coisas...

As notícias mais censuradas no mundo

Os Estados Unidos beneficiam mais os países que não respeitam os direitos humanos e praticam tortura

A Argenpress, publica regularmente informações sobre as notícias mais censuradas em todo o mundo. São notícias que os grandes grupos económicos detentores das principais cadeias a nível mundial, na maioria Norte Americanas, procuram esconder. De entre essas notícias destaco uma que me pareceu evidenciar as razões desse silenciamento, da censura. O jornalista Daniel Wickham publicou em Left Foot Forward um estudo que mostra que os EUA dão maiores apoios financeiros aos países que mais desrespeitam os direitos humanos, que praticam torturas e, sabemos bem, porque são aliados dos Estados Unidos. São eles e os respetivos apoios em milhões de dólares:

• Israel 3.100
• Afganistán 2.200
• Egipto 1.600
• Pakistán 1.200
• Nigeria 693
• Jordania 671
• Irak 573
• Kenia 564
• Tanzania 553
• Uganda 456
Para ver original clique aqui
foto de O Globo.com















21 de outubro de 2014

Orçamento para 2015

Em 2015 os portugueses pagarão mais
2 mil milhões de impostos

No último estudo de Eugénio Rosa, este economista mostra que com o Orçamento proposto pelo Governo, as desigualdades serão acentuadas. Eugénio Rosa denuncia as manobras de desinformação e mentira promovida pelo Governo "com o objetivo de convencer a opinião pública que se verificará em 2015 uma redução da carga fiscal. Infelizmente vários órgãos de comunicação social e mesmo jornalistas têm colaborado nessa campanha de engano dos portugueses". Mostra ainda Eugénio Rosa que em 2015 irá haver mais "impostos sobre os trabalhadores, pensionistas e outras classes que não auferem rendimentos de capital". Diz ainda o economista que as grandes empresas vão sair beneficiadas com uma redução de quase 900 milhões de euros.
Para ter acesso ao estudo completo clique aqui.


Reflexão

Redução do número de deputados ou redução dos seus vencimentos?

Há quem defenda que, para reduzir custos, a Assembleia da República deve reduzir o número de deputados. Avançam que, de 230 devem passar a ser 181, menos 21%. 
Então pergunto:
Porque não reduzir o seu vencimento para a média nacional ou para o salário mínimo?
A poupança seria quatro vezes maior do que a redução do número de deputados. Façam as contas.

Essa medida traria ainda as seguintes vantagens:
- Os deputados trabalhariam por dedicação e não por interesse. 
- Aqueles que não sabem, passavam a sentir o que custa a vida da grande maioria dos portugueses.
- Talvez assim a maioria ficasse sensibilizada para subir os salários.

E que tal a aprovação das propostas de lei para penalizar fortemente o enriquecimento ilícito e a corrupção? 

Destas medidas não falam os que querem a redução de deputados para afastar as minorias. 

20 de outubro de 2014

PONTO DA SITUAÇÃO

Nestes meses de ausência, que aconteceu?

No essencial nada de novo. Agravaram-se os problemas criados pela política de direita que nos tem desgovernado há quase 40 anos.

Os embustes continuam

O Primeiro Ministro anunciou a saída da troika, e a “saída limpa”. Mais uma mentira. 
Continua a política das troikas, nacional e estrangeira. 

Tem vindo a piorar os serviços de saúde num claro boicote para favorecer os serviços privados que custam fortunas ao Estado.
Prossegue o desinvestimento público para facilitar as privatizações.
Alastra a pobreza que atinge um quarto da população do país. 
Aumentou a emigração o que tendo reduzido a percentagem de desemprego, na realidade não aumentou o número de postos de trabalho. É por isso necessário que passemos a contar a evolução dos postos de trabalho e não as percentagens manipuladas pelo Governo. 

Os mesmos sempre a pagar

Continua o ataque aos salários e pensões agravados com o aumento do custo de vida. 
Revelou-se o caos a que a justiça foi conduzida com a chamada reforma judicial e o novo mapa judiciário. 
Foi vergonhosa a degradação das condições de ensino, o desrespeito pelos professores e o caos criado nas escolas no início do ano lectivo.
Prosseguiram as tentativas de redução e liquidação de novos serviços públicos, para entregar aos negócios privados sectores como o das águas e tratamento dos lixos. 
Prosseguiu a política fiscal que penaliza quem trabalha e protege o grande capital. 

Os grandes negócios dos privados

No domínio dos negócios da banca privada, continuaram os escândalos, como no BPN, agora com o maior banco privado do país, o Espírito Santo e o grupo GES. Conhecida a falência do Banco Espírito Santo/GES, que o Governo garantia que estava de boa saúde, foi dito que os portugueses não teriam que suportar os custos. Contudo, apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo. Pouco tempo depois o Governo teve de confessar os valores que o estado despendeu e vai transferir, para os privados, fazendo o povo e ao País pagar os custos da especulação e da gestão danosa dos grandes grupos financeiros.
A Portugal Telecom, empresa estratégica, apresentada como exemplo de afirmação nacional no sector das telecomunicações, tal como outras grandes empresas nacionais, está a ser entregue a grupos estrangeiros.

E o futuro? Será o que nós quisermos!

A proposta de Orçamento do Estado para 2015,  confirma a política de desastre da direita, das troikas, e o roubo aos portugueses.

Prosseguiu a promiscuidade entre poder político e poder económico e a impunidade do tráfico de influências e os casos de corrupção. Continuam as fugas de capitais, os offshores e a sangria dos já poucos recursos dos portugueses.

Continuamos a ser enganados pela contra-informação lançada pelo Governo e grupos económicos que dominam a Comunicação Social, como aconteceu com o Salário Mínimo Nacional. 

Também no domínio do embuste, o PS inventou uma eleição para primeiro-ministro forma de iludir a sua política. 
A direita, não tendo possibilidade de salvar um governo desacreditado, está agora a preparar o PS para, com outras caras, prosseguir a mesma política. É conhecida a táctica: "é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma".

Existem alternativas. Sim, existem!

Tudo isto só prova que o que é preciso é a alternativa às políticas e não a pessoas. Na realidade precisamos de uma política patriótica e de esquerda. Patriótica que trave a submissão e venda do país aos grupos monopolistas estrangeiros e, de esquerda, para defender quem trabalha e quem está interessado em pôr Portugal a produzir.  

C de Continuar

Após mais esta interrupção nas publicações deste blog, interrupções forçadas por outras actividades que se revelaram incompatíveis, vou relançar a edição no C de...

Entretanto descobri que muitas das imagens que acompanhavam os textos, pura e simplesmente, desapareceram. Não sei porquê. Suspeito que foi alguma operação de limpeza que fiz no computador ou nas páginas do Google +.
Decidi não perder muito tempo a investigar.

Tal como uma poda de rejuvenescimento numa árvore se faz no período de menor actividade vegetativa, no inverno e, dizem os anciãos da minha zona, em fase de quarto minguante, vou rever a imagem e o conteúdo do blog para lhe dar novo vigor. Espero que seja útil e durável este novo período.

25 de maio de 2014

Votantes e abstencionistas condenaram a política de direita

Se os todos os descontentes com esta política tivessem votado, em vez de se absterem, os partidos da troika estariam definitivamente condenados.

Como foi dito no texto anterior deste blogue,  "Para que servem umas eleições europeias" transcrevendo José Goulão, "Os cidadãos estão longe e alheados porque isso convém a quem manda. A indiferença é uma variante de docilidade; o desinteresse é outra forma da sensação de impotência perante a força do poder instalado; a passagem amorfa e conformada das horas de cada dia é a novela real no meio das outras, tudo servido com a anestesia da propaganda mainstream."

Se temos tido os governos que tivemos - e temos - a culpa é dos portugueses que não se revoltam e preferem abster-se, quer da luta quer de votar.

Contudo, apesar da abstenção - ou até por isso - foi clara a condenação desta política. Foi claro a esperança numa mudança, prometida, - mais uma vez - pelo PS, como foi claro o apoio a uma política alternativa e de esquerda, corporizada pela CDU.

23 de maio de 2014

Uma imagem simples...

...que comunica

Aproveito para transcrever a última frase do texto anterior:

"Se o voto é uma arma, usemo-la bem. Não para dar tiros nos pés.
Um voto a mais na alternativa patriótica e de esquerda, é um voto a menos na troika de cá. Um deputado a mais da CDU é um deputado a menos nas troikas de lá e de cá. A luta será cada vez mais forte. Então, a mudança será possível."



Para que servem umas eleições europeias?

ELEIÇÕES EUROPEIAS

Com este título recebi hoje um texto dos Jornalistas sem Fronteiras, escrito por José Goulão. Pela sua oportunidade aqui vão algumas das ideias transmitidas e alguns, poucos, C de... comentários. O texto pode ser visto aqui.

"Para que servem umas eleições europeias? Para eleger um Parlamento Europeu.
Para que serve um Parlamento Europeu? Para fazer de conta que existe uma Europa onde os cidadãos contam para alguma coisa, a tal mentira cada vez mais ridícula e insultuosa de que procuramos uma “Europa dos cidadãos” – o devir colectivo de trazer os céus à terra." A "Europa connosco" como nos foi vendida - por Mário Soares - e bem cara.
.../... 
Mais adiante diz José Goulão:
"O Parlamento Europeu não decide, recomenda; não demite, adverte; não bloqueia, adia."
Não ajuda, faz negócio, digo eu.
"Deitados e contados os votos virão os dirigentes cantar a ladainha do costume de que a abstenção infectou os resultados, os eleitores preferem praia – se estiver sol – ou ficar em casa – se chover – ou futebol – se o houver – ou o cinema, ou outro pretexto qualquer, incapazes de tocar na razão autêntica: mais de metade dos cidadãos estão-se nas tintas para as eleições europeias e muitos dos que vão às urnas fazem-no na esperança de travar a avalancha de castigos que diariamente chega de Bruxelas através 
dos seus agentes locais ou dos enviados em doses de troikas." 
.../... 

Os cidadãos estão longe e alheados porque isso convém a quem manda. A indiferença é uma variante de docilidade; o desinteresse é outra forma da sensação de impotência perante a força do poder instalado; a passagem amorfa e conformada das horas de cada dia é a novela real no meio das outras, tudo servido com a anestesia da propaganda mainstream."

"É claro que os cidadãos têm a culpa, mas não do que os culpam os senhores. Têm a culpa de não se revoltar, de não dizer que para ter esta Europa mais vale nenhuma, de não dizer que tanto valem os dirigentes que estão como os que vão a caminho com o selo de garantia de “oposição oficial”, de não dizer que para ter o modernaço marco travestido de euro mais valem os pobres e antiquados escudos, pesetas, francos, florins, coroas, patacos, o que seja".
.../...
É contra isto que temos de votar. Com a consciência absoluta de que só isso não chega."

Não chega mas é mais um passo na direcção certa. Se o voto é uma arma, usemo-la bem. Não para dar tiros nos pés.
Um voto a mais na alternativa patriótica e de esquerda, é um voto a menos na troika de cá. Um deputado a mais da CDU é um deputado a menos nas troikas de lá e de cá. A luta será cada vez mais forte. Então, a mudança será possível.

20 de maio de 2014

As eleições para o Parlamento Europeu

Um passo, possível, para a mudança

Creio que é por uma boa causa que tenho escrito pouco e falado mais. A luta em que me empenho, para mudar esta política, está a passar por momentos decisivos. Estas eleições são um factor que pode contribuir para isso.
A constante omissão por parte da Comunicação dita Social, pela Televisão, da maioria das manifestações populares em apoio à CDU, mostra que a direita está a usar todas as armas para manter muitos eleitores na ignorância.

Não podemos deixar para outros o que deve depender de nós. Se votar é uma arma, votar bem é defender os nossos justos interesses.
Como tem dito João Ferreira, votar na CDU é votar na verdadeira mudança. Votar na CDU é votar diferente! É votar para romper com este ciclo de destruição que dura há 38 anos.

A CDU é diferente dos que são todos iguais. 

A CDU é diferente dos que levaram o País à ruína para defender interesses que nos são estranhos. Votar CDU é para defender o que é do País, e resgatar o Portugal da dependência.

Reforçar a CDU em número de votos é levar às urnas a exigência de demissão deste Governo, é abrir caminho para uma nova política. É construir a alternativa, patriótica e de esquerda.

Por isso C de... , mais do que aqui, tem estado na rua a Comunicar e Convencer os desiludidos a lutar votando, votando bem na alternativa que os defende.