ELEIÇÕES EUROPEIAS
Com este título recebi hoje um texto dos Jornalistas sem Fronteiras, escrito por José Goulão. Pela sua oportunidade aqui vão algumas das ideias transmitidas e alguns, poucos, C de... comentários. O texto pode ser visto aqui.
"Para que servem umas eleições europeias? Para eleger um Parlamento Europeu.
Para que serve um Parlamento Europeu? Para fazer de conta que existe uma Europa onde os cidadãos contam para alguma coisa, a tal mentira cada vez mais ridícula e insultuosa de que procuramos uma “Europa dos cidadãos” – o devir colectivo de trazer os céus à terra." A "Europa connosco" como nos foi vendida - por Mário Soares - e bem cara.
.../...
Mais adiante diz José Goulão:
"O Parlamento Europeu não decide, recomenda; não demite, adverte; não bloqueia, adia."
Não ajuda, faz negócio, digo eu.
"Deitados e contados os votos virão os dirigentes cantar a ladainha do costume de que a abstenção infectou os resultados, os eleitores preferem praia – se estiver sol – ou ficar em casa – se chover – ou futebol – se o houver – ou o cinema, ou outro pretexto qualquer, incapazes de tocar na razão autêntica: mais de metade dos cidadãos estão-se nas tintas para as eleições europeias e muitos dos que vão às urnas fazem-no na esperança de travar a avalancha de castigos que diariamente chega de Bruxelas através
dos seus agentes locais ou dos enviados em doses de troikas."
.../...
Os cidadãos estão longe e alheados porque isso convém a quem manda. A indiferença é uma variante de docilidade; o desinteresse é outra forma da sensação de impotência perante a força do poder instalado; a passagem amorfa e conformada das horas de cada dia é a novela real no meio das outras, tudo servido com a anestesia da propaganda mainstream."
"É claro que os cidadãos têm a culpa, mas não do que os culpam os senhores. Têm a culpa de não se revoltar, de não dizer que para ter esta Europa mais vale nenhuma, de não dizer que tanto valem os dirigentes que estão como os que vão a caminho com o selo de garantia de “oposição oficial”, de não dizer que para ter o modernaço marco travestido de euro mais valem os pobres e antiquados escudos, pesetas, francos, florins, coroas, patacos, o que seja".
.../...
É contra isto que temos de votar. Com a consciência absoluta de que só isso não chega."
Não chega mas é mais um passo na direcção certa. Se o voto é uma arma, usemo-la bem. Não para dar tiros nos pés.
Um voto a mais na alternativa patriótica e de esquerda, é um voto a menos na troika de cá. Um deputado a mais da CDU é um deputado a menos nas troikas de lá e de cá. A luta será cada vez mais forte. Então, a mudança será possível.
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
23 de maio de 2014
20 de maio de 2014
As eleições para o Parlamento Europeu
Um passo, possível, para a mudança
Creio que é por uma boa causa que tenho escrito pouco e falado mais. A luta em que me empenho, para mudar esta política, está a passar por momentos decisivos. Estas eleições são um factor que pode contribuir para isso.
A constante omissão por parte da Comunicação dita Social, pela Televisão, da maioria das manifestações populares em apoio à CDU, mostra que a direita está a usar todas as armas para manter muitos eleitores na ignorância.
Não podemos deixar para outros o que deve depender de nós. Se votar é uma arma, votar bem é defender os nossos justos interesses.
Como tem dito João Ferreira, votar na CDU é votar na verdadeira mudança. Votar na CDU é votar diferente! É votar para romper com este ciclo de destruição que dura há 38 anos.
A CDU é diferente dos que são todos iguais.
A CDU é diferente dos que levaram o País à ruína para defender interesses que nos são estranhos. Votar CDU é para defender o que é do País, e resgatar o Portugal da dependência.
Reforçar a CDU em número de votos é levar às urnas a exigência de demissão deste Governo, é abrir caminho para uma nova política. É construir a alternativa, patriótica e de esquerda.
Por isso C de... , mais do que aqui, tem estado na rua a Comunicar e Convencer os desiludidos a lutar votando, votando bem na alternativa que os defende.
Creio que é por uma boa causa que tenho escrito pouco e falado mais. A luta em que me empenho, para mudar esta política, está a passar por momentos decisivos. Estas eleições são um factor que pode contribuir para isso.
A constante omissão por parte da Comunicação dita Social, pela Televisão, da maioria das manifestações populares em apoio à CDU, mostra que a direita está a usar todas as armas para manter muitos eleitores na ignorância.
Não podemos deixar para outros o que deve depender de nós. Se votar é uma arma, votar bem é defender os nossos justos interesses.
Como tem dito João Ferreira, votar na CDU é votar na verdadeira mudança. Votar na CDU é votar diferente! É votar para romper com este ciclo de destruição que dura há 38 anos.
A CDU é diferente dos que são todos iguais.
A CDU é diferente dos que levaram o País à ruína para defender interesses que nos são estranhos. Votar CDU é para defender o que é do País, e resgatar o Portugal da dependência.
Reforçar a CDU em número de votos é levar às urnas a exigência de demissão deste Governo, é abrir caminho para uma nova política. É construir a alternativa, patriótica e de esquerda.
Por isso C de... , mais do que aqui, tem estado na rua a Comunicar e Convencer os desiludidos a lutar votando, votando bem na alternativa que os defende.
15 de maio de 2014
A irracionalidade do capitalismo (6)
Os desperdícios, os "luxos", os “gadgets”, os "descontinuados" a sociedade e o planeta.
No dia 11, referi de um modo geral as irracionalidades do capitalismo relacionadas as crises e o seu aproveitamento. Referi uma das contradições fundamentais do capitalismo, que levará à sua destruição. As desiguladades que cria levam a que grande parte do que o capitalismo produz, seja para deitar para o lixo. Por isso pagamos todos nós, a humanidade e o planeta.
Vou hoje abordar alguns exemplos.
Esta política subordinada ao poder económico
Critica-se o "desperdício" da "gratuitidade" dos serviços sociais, e esconde-se o desperdício social, provocado pelo desemprego, o das despesas individuais com inúmeros produtos e acessórios de inúmeros modelos, os chamados "gadjets", as modas e os luxos, bebidas alcoólicas, bebidas viciantes, drogas e o jogo.
À racionalidade isolada das empresas para normalizar e produzir em série, para baixar os custos, responde a sociedade capitalista global, com a irracionalidade de cada um ter os seus modelos, fabricar diferente proliferando-se acessórios e equipamentos com as mesmas funções e com pouca duração.
Lá se vai a racionalidade da normalização, lá se vai a poupança de recursos e a amortização de equipamentos.
E se falássemos das embalagens que muitas vezes são mais caras que os produtos que embalam, servindo apenas para vender o que não presta e logos deitadas para o lixo?
A proliferação de modelos, de obsoletos e "descontinuados"...
Telemóveis, computadores, tabletes, de modelos às centenas ou milhares, sempre diferentes, com carregadores diferentes, com peças de substituição diferentes e que mudam todos os anos, para dar lugar a outros iguais, destruindo-se milhões de rotulados obsoletos, artificialmente considerados "descontinuados", para serem destruídos e não colocados à venda? As montureiras de produtos, novos, "descontinuados", não vendidos e destruídos são de milhões de metros cúbicos, que afetam o ambiente e a saúde de povos dos países do terceiro mundo onde estão sediadas. É um duplo e miserável crime de lesa humanidade do capitalismo.
Reduzir para muitos e aumentar para alguns
O Governo, obedecendo aos interesses capitalistas, reduz o aparelho de estado, reduz o número de escolas, aumenta o número de alunos por turma, reduz os centros de saúde aumentando as distancias a percorrer e os custos de transporte, reduz os hospitais. Contudo, não reduz o número de bancos. Porquê? Para que servem mais de setenta bancos a operar em Portugal. Sim disse bem 70 (setenta). Quem paga os custos de funcionamento, os conselhos de administração e os lucros de toda essa gente?
No dia 11, referi de um modo geral as irracionalidades do capitalismo relacionadas as crises e o seu aproveitamento. Referi uma das contradições fundamentais do capitalismo, que levará à sua destruição. As desiguladades que cria levam a que grande parte do que o capitalismo produz, seja para deitar para o lixo. Por isso pagamos todos nós, a humanidade e o planeta.
Vou hoje abordar alguns exemplos.
Esta política subordinada ao poder económico
Critica-se o "desperdício" da "gratuitidade" dos serviços sociais, e esconde-se o desperdício social, provocado pelo desemprego, o das despesas individuais com inúmeros produtos e acessórios de inúmeros modelos, os chamados "gadjets", as modas e os luxos, bebidas alcoólicas, bebidas viciantes, drogas e o jogo.
À racionalidade isolada das empresas para normalizar e produzir em série, para baixar os custos, responde a sociedade capitalista global, com a irracionalidade de cada um ter os seus modelos, fabricar diferente proliferando-se acessórios e equipamentos com as mesmas funções e com pouca duração.
Lá se vai a racionalidade da normalização, lá se vai a poupança de recursos e a amortização de equipamentos.
E se falássemos das embalagens que muitas vezes são mais caras que os produtos que embalam, servindo apenas para vender o que não presta e logos deitadas para o lixo?
A proliferação de modelos, de obsoletos e "descontinuados"...
Telemóveis, computadores, tabletes, de modelos às centenas ou milhares, sempre diferentes, com carregadores diferentes, com peças de substituição diferentes e que mudam todos os anos, para dar lugar a outros iguais, destruindo-se milhões de rotulados obsoletos, artificialmente considerados "descontinuados", para serem destruídos e não colocados à venda? As montureiras de produtos, novos, "descontinuados", não vendidos e destruídos são de milhões de metros cúbicos, que afetam o ambiente e a saúde de povos dos países do terceiro mundo onde estão sediadas. É um duplo e miserável crime de lesa humanidade do capitalismo.
Reduzir para muitos e aumentar para alguns
O Governo, obedecendo aos interesses capitalistas, reduz o aparelho de estado, reduz o número de escolas, aumenta o número de alunos por turma, reduz os centros de saúde aumentando as distancias a percorrer e os custos de transporte, reduz os hospitais. Contudo, não reduz o número de bancos. Porquê? Para que servem mais de setenta bancos a operar em Portugal. Sim disse bem 70 (setenta). Quem paga os custos de funcionamento, os conselhos de administração e os lucros de toda essa gente?
11 de maio de 2014
A irracionalidade do capitalismo (5)
A irracionalidade e as crises do capitalismo, quem as paga?
As crises periódicas de superprodução são a expressão mais nítida da irracionalidade fundamental do capitalismo. A crise que estamos a pagar, à custa do aumento da exploração e do aumento do trabalho, dos que trabalham, é acompanhada do aumento dos que não trabalham porque não têm emprego. Apesar da necessidade do aumento constante do lucro em cada empresa que obriga a uma racionalidade do modo de produção, utilização da tecnologia para produzir mais em menos tempo, o sistema capitalista na busca da concorrência para eliminar as empresas mais fracas, conduz no plano global a uma irracionalidade que promove o desemprego, o desperdício e o consumo desnecessário dos recursos do planeta.
As necessidades de muitos e as de alguns
Apesar das necessidades de bem estar humano, da saúde e ambiente, do ensino e cultura, o capitalismo produz bens de consumo em excesso que não são consumidos por falta de dinheiro das sociedades empobrecidas pela concentração de riqueza em poucos. Nas crises periódicas do capitalismo impõe-se reduzir a produção apesar das imensas necessidades insatisfeitas. A redução da produção condena ao desemprego e à miséria milhões de homens "porque se produz demasiado" o que aumenta a crise por falta de capacidade para comprar os produtos necessários. Em Portugal, a entrada para a União Europeia capitalista, impôs-nos a destruição de milhares de fábricas e empresas para que os mais ricos continuassem a produzir e vender. O capitalismo destrói recursos e potencialidades de desenvolvimento de povos inteiros.
(Em breve continuarei a mostrar outras irracionalidades desta sociedade em degradação).
As crises periódicas de superprodução são a expressão mais nítida da irracionalidade fundamental do capitalismo. A crise que estamos a pagar, à custa do aumento da exploração e do aumento do trabalho, dos que trabalham, é acompanhada do aumento dos que não trabalham porque não têm emprego. Apesar da necessidade do aumento constante do lucro em cada empresa que obriga a uma racionalidade do modo de produção, utilização da tecnologia para produzir mais em menos tempo, o sistema capitalista na busca da concorrência para eliminar as empresas mais fracas, conduz no plano global a uma irracionalidade que promove o desemprego, o desperdício e o consumo desnecessário dos recursos do planeta.
As necessidades de muitos e as de alguns
Apesar das necessidades de bem estar humano, da saúde e ambiente, do ensino e cultura, o capitalismo produz bens de consumo em excesso que não são consumidos por falta de dinheiro das sociedades empobrecidas pela concentração de riqueza em poucos. Nas crises periódicas do capitalismo impõe-se reduzir a produção apesar das imensas necessidades insatisfeitas. A redução da produção condena ao desemprego e à miséria milhões de homens "porque se produz demasiado" o que aumenta a crise por falta de capacidade para comprar os produtos necessários. Em Portugal, a entrada para a União Europeia capitalista, impôs-nos a destruição de milhares de fábricas e empresas para que os mais ricos continuassem a produzir e vender. O capitalismo destrói recursos e potencialidades de desenvolvimento de povos inteiros.
(Em breve continuarei a mostrar outras irracionalidades desta sociedade em degradação).
7 de maio de 2014
Saída da Troika? Um embuste, mais uma mentira!
As troikas cá continuam e é preciso combate-las
A política de direita, neoliberal, ao serviço do capital financeiro internacional, destruiu a nossa riqueza, destrói a nossa autonomia e coloca-nos na posição de país do terceiro mundo explorado pelos ricos.
A União Europeia foi o instrumento dessa política. "Venderam-nos" uma Europa solidária e de desenvolvimento, a "Europa Connosco" e, afinal, o que comprámos - e bem caro - foi uma "ajuda" que leva todo o dinheiro a quem trabalha.
Destruíram a nossa produção, baixaram salários, aumentaram horários de trabalho, criaram o desemprego para melhor explorar, colocando-nos na total dependência do poder financeiro dos bancos que dominam a economia e a política. Somos um "cliente" explorado até ao tutano. Pagamos mais em juros do que o dinheiro que nos emprestaram para as chamadas ajudas.
Estamos rapidamente a caminhar para o Terceiro Mundo.
País de mão de obra barata para exploração das empresas estrangeiras que nos invadiram.
País que está a ficar sem técnicos, sem cientistas, sem ensino qualificado.
Diz o Governo que a troika se vai embora.
Será verdade? De um Governo de traição nacional, de vendidos à troika estrangeira, de direita, só podemos esperar mentiras.
A troika estrangeira apenas mudou de "escritório" mas continua a mandar.
A troika de lá impõe novos cortes, nos salários e pensões para 2015. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige mais privatizações e transferência dos impostos arrecadados pelo Estado a quem trabalha, para salvar quem gerou a crise. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige mais benefícios fiscais e redução de impostos aos Bancos e às grandes fortunas que têm o dinheiro no estrangeiro. A troika de cá aceita.
A troika de lá quer aumentar o preço dos transportes e de outros serviços públicos. A troika de cá aceita.
A troika de lá quer uma nova taxa de caráter permanente, a Contribuição de Sustentabilidade para mais roubar trabalhadores e pensionistas e a troika de cá aceita.
A troika de lá não quer que o Estado faça investimentos. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige a destruição de empresas públicas, o encerramento de mais hospitais, maternidades, centros de saúde, escolas, tribunais e repartições de finanças. A troika de cá aceita.
A troika estrangeira não se foi embora! Tal como o dinheiro que nos levaram, está no estrangeiro a fazer o seu negócio de "ajuda". Com amigos destes quem precisa de inimigos?
A política de direita, neoliberal, ao serviço do capital financeiro internacional, destruiu a nossa riqueza, destrói a nossa autonomia e coloca-nos na posição de país do terceiro mundo explorado pelos ricos.
A União Europeia foi o instrumento dessa política. "Venderam-nos" uma Europa solidária e de desenvolvimento, a "Europa Connosco" e, afinal, o que comprámos - e bem caro - foi uma "ajuda" que leva todo o dinheiro a quem trabalha.
Destruíram a nossa produção, baixaram salários, aumentaram horários de trabalho, criaram o desemprego para melhor explorar, colocando-nos na total dependência do poder financeiro dos bancos que dominam a economia e a política. Somos um "cliente" explorado até ao tutano. Pagamos mais em juros do que o dinheiro que nos emprestaram para as chamadas ajudas.
Estamos rapidamente a caminhar para o Terceiro Mundo.
País de mão de obra barata para exploração das empresas estrangeiras que nos invadiram.
País que está a ficar sem técnicos, sem cientistas, sem ensino qualificado.
Diz o Governo que a troika se vai embora.
Será verdade? De um Governo de traição nacional, de vendidos à troika estrangeira, de direita, só podemos esperar mentiras.
A troika estrangeira apenas mudou de "escritório" mas continua a mandar.
A troika de lá impõe novos cortes, nos salários e pensões para 2015. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige mais privatizações e transferência dos impostos arrecadados pelo Estado a quem trabalha, para salvar quem gerou a crise. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige mais benefícios fiscais e redução de impostos aos Bancos e às grandes fortunas que têm o dinheiro no estrangeiro. A troika de cá aceita.
A troika de lá quer aumentar o preço dos transportes e de outros serviços públicos. A troika de cá aceita.
A troika de lá quer uma nova taxa de caráter permanente, a Contribuição de Sustentabilidade para mais roubar trabalhadores e pensionistas e a troika de cá aceita.
A troika de lá não quer que o Estado faça investimentos. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige a destruição de empresas públicas, o encerramento de mais hospitais, maternidades, centros de saúde, escolas, tribunais e repartições de finanças. A troika de cá aceita.
A troika estrangeira não se foi embora! Tal como o dinheiro que nos levaram, está no estrangeiro a fazer o seu negócio de "ajuda". Com amigos destes quem precisa de inimigos?
5 de maio de 2014
II Congresso Internacional Marx em Maio
8, 9 e 10 de Maio de 2014 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
"Há 170 anos, Marx escrevia os famosos Manuscritos Económico-Filosóficos de 1844. No quadro de um materialismo novo em elaboração, era o arranque de uma longa investigação da estrutura económica da sociedade que viria a resultar, em 1867, na publicação do Livro Primeiro da sua obra magna, O Capital".
Assim começa o texto de apresentação do II Congresso Internacional Marx em Maio organizado pelo Grupo de Estudos Marxistas - GEM.
Os organizadores indicam que o I Congresso, em 2012, foi um sucesso e que os acontecimentos históricos que marcam a vida social e política do presente, em especial "a violenta crise cíclica de acumulação do capitalismo e a consequente intensificação das lutas dos trabalhadores", formam o contexto do II Congresso Internacional Marx em Maio.
Acrescentam que "a obra de Marx e o marxismo continuam a ser, do nosso ponto de vista, os mais penetrantes instrumentos de análise do real. O caminho percorrido por Marx até ao desvendamento da lei da mais-valia, âmago do capitalismo, ofereceu às ciências particulares novas perspectivas de fundo e novos campos de pesquisa. A própria filosofia ganhou novas pernas e outros trilhos para andar".
Anunciam que, "no II Congresso Internacional Marx em Maio, voltaremos a contar com a participação de filósofos, de historiadores, de economistas, de sociólogos, de físicos, de geógrafos, de sindicalistas, de militantes e activistas sociais e políticos. Estes quadrantes de investigação e intervenção não se justapõem extrinsecamente, a sua razão de ser reside na própria envergadura e amplitude do trabalho de Karl Marx, na unidade multifacetada do marxismo".
"Face aos ataques à racionalidade, à ciência e à cultura que acompanham, como complemento, as políticas de regressão social acelerada dos últimos anos, continuaremos a procurar cultivar um pensar ancorado numa racionalidade crítica e dialéctica".
O Congresso inicia-se no dia 8 (quinta feira) pelas 9.30 horas na Faculdade de Letras de Lisboa e continua à tarde atá cerca das 20.00 horas. Prossegue nos dias 9 e 10 de Maio no mesmo local e horário. A entrada é livre e sem necessidade de inscrição.
"Há 170 anos, Marx escrevia os famosos Manuscritos Económico-Filosóficos de 1844. No quadro de um materialismo novo em elaboração, era o arranque de uma longa investigação da estrutura económica da sociedade que viria a resultar, em 1867, na publicação do Livro Primeiro da sua obra magna, O Capital".
Assim começa o texto de apresentação do II Congresso Internacional Marx em Maio organizado pelo Grupo de Estudos Marxistas - GEM.
Os organizadores indicam que o I Congresso, em 2012, foi um sucesso e que os acontecimentos históricos que marcam a vida social e política do presente, em especial "a violenta crise cíclica de acumulação do capitalismo e a consequente intensificação das lutas dos trabalhadores", formam o contexto do II Congresso Internacional Marx em Maio.
Acrescentam que "a obra de Marx e o marxismo continuam a ser, do nosso ponto de vista, os mais penetrantes instrumentos de análise do real. O caminho percorrido por Marx até ao desvendamento da lei da mais-valia, âmago do capitalismo, ofereceu às ciências particulares novas perspectivas de fundo e novos campos de pesquisa. A própria filosofia ganhou novas pernas e outros trilhos para andar".
Anunciam que, "no II Congresso Internacional Marx em Maio, voltaremos a contar com a participação de filósofos, de historiadores, de economistas, de sociólogos, de físicos, de geógrafos, de sindicalistas, de militantes e activistas sociais e políticos. Estes quadrantes de investigação e intervenção não se justapõem extrinsecamente, a sua razão de ser reside na própria envergadura e amplitude do trabalho de Karl Marx, na unidade multifacetada do marxismo".
"Face aos ataques à racionalidade, à ciência e à cultura que acompanham, como complemento, as políticas de regressão social acelerada dos últimos anos, continuaremos a procurar cultivar um pensar ancorado numa racionalidade crítica e dialéctica".
O Congresso inicia-se no dia 8 (quinta feira) pelas 9.30 horas na Faculdade de Letras de Lisboa e continua à tarde atá cerca das 20.00 horas. Prossegue nos dias 9 e 10 de Maio no mesmo local e horário. A entrada é livre e sem necessidade de inscrição.
4 de maio de 2014
A censura e a manipulação discretas
La
guerra mediática y el “golpe suave”
No sítio da Argenpress, foi publicado um interessantíssimo artigo sobre a manipulação da “Comunicação Social”. O estudo, fundamentado em muitas obras de credibilidade, mostra que todos os dias, a toda a hora, somos “bombardeados” através dos poderosos meios de comunicação, que apresentam uma só versão de factos, muitas vezes interpretada de forma parcial e distorcida, com o que se “alimenta” a população. O estudo mostra que as pessoas na generalidade, “não tem tempo” nem se interessa por investigar sobre outras versões dos assuntos descritos. Por isso a maioria das pessoas toma como verdadeira a informação que recebem desses poderosos meios de comunicação. Essa informação, muitas vezes falsa ou distorcida, é repetida de forma mecânica e emocional, sem crítica.
Mostra ainda o artigo que esse “bombardeamento” dos nossos cérebros, não é casual nem devido a caprichos ou erros. É isso sim uma acção de manipulação consciente e programada pelos meios de comunicação e pelas grandes empresas transnacionais que são proprietárias.
Esses meios poderosos ligados ao capital financeiro, têm uma estratégia de combate aos governos que não conseguem controlar e combatem-nos através de uma guerra psicológica, sabotagens e acções de desestabilização, para que se convertam na mente das pessoas em nações “ingovernáveis”, “violadoras” dos direitos humanos, justificando assim a intervenção armada e o derrube de governos legais e constitucionais. Criado o clima propício entram em acção os exércitos dos Estados Unidos, da ONU, da NATO, para “salvar” a esse país das garras da “ditadura” em que vive.
O resultado final são milhares de mortos, a destruição e sofrimento de povos inteiros, que passam a estar dominados pelos exércitos estrangeiros, enquanto as multinacionais roubam as matérias primas e os recursos desse país invadido.
Sugiro a leitura desse interessante estudo que, obviamente, não passa nos meios de comunicação. http://www.argenpress.info/2014/05/la-guerra-mediatica-y-el-golpe-suave.html
3 de maio de 2014
A irracionalidade do capitalismo (4)
Com este título, escrevi há dois anos três curtos comentários.
O primeiro referia o desemprego, o aumento da exploração e a desperdício da atividade
humana.
O segundo abordava o desperdício e a eliminação de produtos propositadamente
considerados obsoletos.
O terceiro de certo modo complementava o anterior mostrando a permanente produção de coisas
que não correspondem às necessidades sociais e humanas, apenas para satisfazer o Deus Lucro
de alguns.
capitalismo estes absurdos são racionais pois visam exclusivamente o seu lucro.
Do ponto de vista da sociedade, das pessoas tornadas consumidoras, estas realidades são a prova de que o sistema económico que controla a sociedade está a tornar-se obsoleto.
![]() |
| O aumento da carga e da exploração |
A irracionalidade do sistema capitalista é hoje uma fonte inesgotável de evidências que muitas vezes nos passam despercebidas face à cultura que nos rodeia, a tradições e modos de viver que passam de geração em geração e aceites como verdades, sem questionamento.
Olhamos à nossa volta e, se aguçarmos o nosso espírito crítico, vimos o peso das irracionalidades que, para o sistema capitalista, funcionam como meios de aumentar a exploração e o lucro de alguns mas, para a sociedade e para o planeta, são absurdos.
Em breve publicarei algumas "curiosidades".
Olhamos à nossa volta e, se aguçarmos o nosso espírito crítico, vimos o peso das irracionalidades que, para o sistema capitalista, funcionam como meios de aumentar a exploração e o lucro de alguns mas, para a sociedade e para o planeta, são absurdos.
Em breve publicarei algumas "curiosidades".
2 de maio de 2014
Ciclos da Vida
Hoje ao recomeçar o C de..., recordo um blogue, um companheiro, que cessou as suas publicações, o "Cantigueiro". Disse o Samuel que "Todas as coisas têm um tempo de vida".
É verdade. Neste caso o ciclo da Vida do "Cantigueiro" está justificado no desabafo do Samuel de 2 de Dezembro passado.
Despediu-se o Cantigueiro, não se despediu Samuel que, como ele disse, estará presente no facebook e nos espectáculos "de voz e braços abertos!". Lá estaremos!
É verdade. Neste caso o ciclo da Vida do "Cantigueiro" está justificado no desabafo do Samuel de 2 de Dezembro passado.
Despediu-se o Cantigueiro, não se despediu Samuel que, como ele disse, estará presente no facebook e nos espectáculos "de voz e braços abertos!". Lá estaremos!
Retomar o C de... contacto
Interrompi a publicação deste blogue há um ano.
Muitas tarefas prioritárias impediram-me de o retomar mais cedo.
Espero, agora, ter mais disponibilidade para recomeçar a sua edição e o contacto com os leitores.
Até breve!
14 de abril de 2013
A "renegociação" ao contrário
Aumentou o roubo
A "renegociação" da dívida que o governo fez, agrava a nossa dependência
Temos o futuro mais comprometido. Mais juros para pagar durante mais tempo. Esta política compromete as gerações vindouras, a vida dos nossos netos. Quem tolera esta política de direita, é conivente.
Milhares de milhões que desaparecem chamados "ajuda"
Os juros da dívida pública continuam a aumentar mais do que aquilo que produzimos. Para a capitalização dos Bancos estão previstas fatias de muitos milhares de milhões o que também faz disparar os juros que vamos ter que pagar.
A divida vai aumentar ainda mais. Pedir emprestado para pagar os juros. Paga o povo ganham os bancos. Este é o negócio dos que nos "ajudam". Eles ganham mais em juros do que o valor que nos emprestaram.
O capitalismo está numa crise profunda
Os bancos, que nada produzem, têm sido a máquina de enriquecimento de grandes capitalistas internacionais. Essa máquina alimenta-se do nosso dinheiro. Dinheiro roubado às reformas de quem trabalhou e descontou. Dinheiro retirado aos ordenados que diminuem. Dinheiro desviado ao Serviço Nacional de Saúde para o qual descontamos. Dinheiro roubado aos contribuintes que pagam para serviços que o Estado extingue.
Ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres
A classe média está a desaparecer, a empobrecer.
Os milionários, os banqueiros, aumentam as suas fortunas. De onde lhes vêm o dinheiro?
Esta geração é responsável pelo empobrecimento dos nossos filhos e netos. É responsável por permitir que governos há muitos anos a fazer esta política de direita, continuem a destruir o nosso país. Será isto tão difícil de perceber?
A desculpa que "não há alternativa"
A direita, a troika PS+PSD+CDS às ordens da troika FMI+BCE+UE, dizem que não há alternativa.
Isto é uma grande mentira e uma desculpa para não estragar o negócio dos bancos.
A alternativa é coisa que não convém aos bancos. Por isso a silenciam.
A alternativa é investir na produção nacional. A alternativa é não canalizar os recursos para os bancos mas para a produção. A alternativa é produzir e reduzir as importações. A alternativa é reduzir o desemprego e criar postos de trabalho. A alternativa é renegociar a dívida, não aceitar os juros especulativos dos bancos.
Exemplos e alternativas
Os países em desenvolvimento, Brasil, Rússia, Índia China, África do Sul, (BRICS) mostram estão a construir a alternativa para se libertarem da tirania deste capitalismo terrorista comandado pelo FMI.
A Islândia, um pequeno país na Europa, mostrou a dignidade do povo que não se submeteu e está em grande progresso.
Todos temos o dever de apelar à consciência de quem se cala, de quem "deixa andar" - e por isso é também responsável pelo futuro de Portugal. Pelo futuro dos seus filhos e netos que não nos perdoarão.
Este blogue C de...
...bem ou mal, tem tentado chamar à realidade as consciências adormecidas, os "eternamente enganados", os que teimam em desculpar quem nos rouba.
Não tenho conseguido dedicar o tempo que esta "missão" deveria exigir.
Vou estar ausente, no estrangeiro e, interromper por mais tempo as publicações neste blogue. Não abandonarei a luta, a luta pelo esclarecimento, a luta contra a passividade que permite os vampiros comer tudo e não deixar nada.
Até já!
A "renegociação" da dívida que o governo fez, agrava a nossa dependência
Temos o futuro mais comprometido. Mais juros para pagar durante mais tempo. Esta política compromete as gerações vindouras, a vida dos nossos netos. Quem tolera esta política de direita, é conivente.
Milhares de milhões que desaparecem chamados "ajuda"
Os juros da dívida pública continuam a aumentar mais do que aquilo que produzimos. Para a capitalização dos Bancos estão previstas fatias de muitos milhares de milhões o que também faz disparar os juros que vamos ter que pagar.
A divida vai aumentar ainda mais. Pedir emprestado para pagar os juros. Paga o povo ganham os bancos. Este é o negócio dos que nos "ajudam". Eles ganham mais em juros do que o valor que nos emprestaram.
O capitalismo está numa crise profunda
Os bancos, que nada produzem, têm sido a máquina de enriquecimento de grandes capitalistas internacionais. Essa máquina alimenta-se do nosso dinheiro. Dinheiro roubado às reformas de quem trabalhou e descontou. Dinheiro retirado aos ordenados que diminuem. Dinheiro desviado ao Serviço Nacional de Saúde para o qual descontamos. Dinheiro roubado aos contribuintes que pagam para serviços que o Estado extingue.
Ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres
A classe média está a desaparecer, a empobrecer.
Os milionários, os banqueiros, aumentam as suas fortunas. De onde lhes vêm o dinheiro?
Esta geração é responsável pelo empobrecimento dos nossos filhos e netos. É responsável por permitir que governos há muitos anos a fazer esta política de direita, continuem a destruir o nosso país. Será isto tão difícil de perceber?
A desculpa que "não há alternativa"
A direita, a troika PS+PSD+CDS às ordens da troika FMI+BCE+UE, dizem que não há alternativa.
Isto é uma grande mentira e uma desculpa para não estragar o negócio dos bancos.
A alternativa é coisa que não convém aos bancos. Por isso a silenciam.
A alternativa é investir na produção nacional. A alternativa é não canalizar os recursos para os bancos mas para a produção. A alternativa é produzir e reduzir as importações. A alternativa é reduzir o desemprego e criar postos de trabalho. A alternativa é renegociar a dívida, não aceitar os juros especulativos dos bancos.
Exemplos e alternativas
Os países em desenvolvimento, Brasil, Rússia, Índia China, África do Sul, (BRICS) mostram estão a construir a alternativa para se libertarem da tirania deste capitalismo terrorista comandado pelo FMI.
A Islândia, um pequeno país na Europa, mostrou a dignidade do povo que não se submeteu e está em grande progresso.
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| Bancos e banqueiros |
Este blogue C de...
...bem ou mal, tem tentado chamar à realidade as consciências adormecidas, os "eternamente enganados", os que teimam em desculpar quem nos rouba.
Não tenho conseguido dedicar o tempo que esta "missão" deveria exigir.
Vou estar ausente, no estrangeiro e, interromper por mais tempo as publicações neste blogue. Não abandonarei a luta, a luta pelo esclarecimento, a luta contra a passividade que permite os vampiros comer tudo e não deixar nada.
Até já!
6 de abril de 2013
Uma inovação revolucionária
Governo e a direita, que não cumprem a lei, culpam o Tribunal
O ladrão que rouba, o criminoso que não cumpre a lei, culpa o tribunal pelas penas que lhe foram aplicadas. A justiça da direita é roubar o explorado para dar ao explorador.
Dizia o religioso e filósofo francês Henri Lacordaire no séc. XIX
"Entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o patrão e o operário, é a liberdade que oprime e, a lei que liberta"
O Governo ao serviço da direita que explora, considera que a melhor forma de obter dinheiro não é ir buscá-lo a quem rouba mas, tirá-lo a quem trabalha.
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| A justiça da direita: Criminosos em liberdade e Juizes na prisão |
A Mafia em acção
Os Governos têm desrespeitado a Constituição, têm impedido a penalização da corrupção das fraudes. Os Governos têm alimentado fortunas e reformas milionárias, têm fechado os olhos às fugas de capitais e aos impostos para os paraísos fiscais e para os Offshores que prejudicam o país em dezenas de milhares de milhões de euros.
Se a tudo isto juntarmos a destruição da nossa economia e o desemprego de mais de um milhão de trabalhadores podemos ver a dimensão dos crimes económicos da direita em Portugal.
Nada disto tem sido falado. Isto não dizem os jornalistas e comentadores que agora criam uma imagem de culpa ao Tribunal e à Constituição da República, para desculpar os criminosos.
Tribunal Constitucional
Quando a lei não agrada à direita...
Braga de Macedo volta, expressamente, à mentalidade de "antigamente" e diz que o problema não é do Governo é um problema da Nação.
Defende ainda que não pode haver "uma atitude legalista"(defender a Constituição) sem olhar às consequências.
Não lhe agradam as consequências, certamente para a política da direita, e para o seu governo e, Braga de Macedo, dá a entender que é mais importante respeitar o memorando do que a Constituição.
Bem sabemos que o Tribunal Constitucional tem um "forte pendor" de direita, pois é eleito pela maioria da Assembleia da República, já ela de direita, mas os Juízes mostraram uma grande independência face às pressões da direita. Diz o Tribunal, com muita razão, que são as leis que têm que respeitar a Constituição e não a Constituição que tem que se sujeitar a qualquer lei.
...é preciso defender a Constituição
Espero que muitos dos que defendiam a alteração da Constituição, a pretexto de medidas populistas e sem significado real, percebam que é à direita que não interessa respeitar a Constituição para continuar a fazer o que quer sem olhar a meios.
Desde 1976 que a Constituição da República vem sendo desrespeitada pela direita. Não deixemos quer o continue a ser.
4 de abril de 2013
A cultura do Pimba e as nódoas
Vou ser politicamente incorrecto.
Nesta "democracia" políticos correctos não têm "sucesso". E eu, cruzes canhoto, não sou político.
O que está a dar é a cultura Pimba. Na política, "palhaços", Tiriricas, Beppes Grillos, e outros que tais, são a "cultura oficial" desta "democracia". São a bebida que adormece os cérebros para que as pessoas não precisem de pensar. E, não pensando não precisam de agir, de se incomodar. Esquecem os problemas e a falta de dinheiro. Basta-lhes rir que é mais saudável.
Pensar é perigoso para esta "democracia"
A "comunicação social", alimenta esta cultura. O que é preciso é contentar as audiências. Isto é o que parece ser correto dizer. Mas, como prometi ser politicamente incorrecto, vou dizer a verdade que incomoda alguns:
Os responsáveis da Televisão, os "jornalistas", os "comentadores" lá colocados, de cultura nada percebem. Talvez de futebol. Talvez, ou, provavelmente, nem isso. Mas como foram lá colocados pelos amigos que, quando ouvem falar de cultura, sacam a pistola, são os tipos certos nos lugares certos. Seria perigoso que esses tipos fossem cultos, no sentido progressista da palavra. Não vá o cão morder o dono.
As nódoas e...
Esses (ir)responsáveis, esses que se apelidam de jornalistas, como jornalistas são umas nódoas. Não estão lá para utilizar benzina para limpar o Governo, (como dizia o Eça) mas, ao contrário, estão nesses cargos para espalhar as nódoas, disfarçando assim o contraste que evidencia a nódoa num tecido limpo.
Segundo a sua teoria, de alimentadores de nódoas, o pano deixa de ser branco para ser uma nódoa pegada. Está então conseguida a sua função. Fica o povo sem perceber que a grande nódoa é nódoa e passa a acreditar que é a cor normal do tecido. Há nódoas como a do Relvas que só cortando o tecido conseguem saír. Mas fica o buraco no tecido já esgarçado.
O mérito de Mário Soares
É esta a "democracia" porque tanto lutou Mário Soares quando conseguiu meter o socialismo na gaveta. Trancou-o bem escondido, para que ninguém mais se lembrasse desses seus maus exemplos de juventude. Assim, com a indispensável ajuda de Kissinger e Carlucci, lançou aos ventos o Socialismo Moderno, o Socialismo "democrático" forma camuflada de espalhar a nódoa para que não se perceba qual a cor original do tecido.
Do povo que engoliu esta "cultura" e comprou como novo o tecido sujo, velho impregnado de nódoas, como sendo uma modernidade, do tal povo que referiu Guerra Junqueiro, espero falar brevemente.
Por agora, mais não digo, pois quero ir ouvir as notícias do Relvas.
Uma nódoa saiu mas deixou um buraco...
Nesta "democracia" políticos correctos não têm "sucesso". E eu, cruzes canhoto, não sou político.
O que está a dar é a cultura Pimba. Na política, "palhaços", Tiriricas, Beppes Grillos, e outros que tais, são a "cultura oficial" desta "democracia". São a bebida que adormece os cérebros para que as pessoas não precisem de pensar. E, não pensando não precisam de agir, de se incomodar. Esquecem os problemas e a falta de dinheiro. Basta-lhes rir que é mais saudável.
Pensar é perigoso para esta "democracia"
A "comunicação social", alimenta esta cultura. O que é preciso é contentar as audiências. Isto é o que parece ser correto dizer. Mas, como prometi ser politicamente incorrecto, vou dizer a verdade que incomoda alguns:
Os responsáveis da Televisão, os "jornalistas", os "comentadores" lá colocados, de cultura nada percebem. Talvez de futebol. Talvez, ou, provavelmente, nem isso. Mas como foram lá colocados pelos amigos que, quando ouvem falar de cultura, sacam a pistola, são os tipos certos nos lugares certos. Seria perigoso que esses tipos fossem cultos, no sentido progressista da palavra. Não vá o cão morder o dono.
As nódoas e...
Esses (ir)responsáveis, esses que se apelidam de jornalistas, como jornalistas são umas nódoas. Não estão lá para utilizar benzina para limpar o Governo, (como dizia o Eça) mas, ao contrário, estão nesses cargos para espalhar as nódoas, disfarçando assim o contraste que evidencia a nódoa num tecido limpo.
Segundo a sua teoria, de alimentadores de nódoas, o pano deixa de ser branco para ser uma nódoa pegada. Está então conseguida a sua função. Fica o povo sem perceber que a grande nódoa é nódoa e passa a acreditar que é a cor normal do tecido. Há nódoas como a do Relvas que só cortando o tecido conseguem saír. Mas fica o buraco no tecido já esgarçado.
O mérito de Mário Soares
É esta a "democracia" porque tanto lutou Mário Soares quando conseguiu meter o socialismo na gaveta. Trancou-o bem escondido, para que ninguém mais se lembrasse desses seus maus exemplos de juventude. Assim, com a indispensável ajuda de Kissinger e Carlucci, lançou aos ventos o Socialismo Moderno, o Socialismo "democrático" forma camuflada de espalhar a nódoa para que não se perceba qual a cor original do tecido.
Do povo que engoliu esta "cultura" e comprou como novo o tecido sujo, velho impregnado de nódoas, como sendo uma modernidade, do tal povo que referiu Guerra Junqueiro, espero falar brevemente.
Por agora, mais não digo, pois quero ir ouvir as notícias do Relvas.
Uma nódoa saiu mas deixou um buraco...
1 de abril de 2013
Recordando Guerra Junqueiro
Em 1896 Guerra Junqueiro caracterizava a justiça “ao arbítrio da Política”.
As suas duras palavras são hoje muito repetidas por atuais.
Nessa altura a burguesia estava no poder há um século. Passou outro século e a burguesia mantém-se no poder.
Dois séculos na história não é muito. Contudo na vida das pessoas, é caso para dizer: Basta!
Estamos nós numa democracia? Numa República? onde o poder pertence ao povo?
Hoje, a burguesia não controla apenas a Justiça como denunciava Guerra Junqueiro.
A burguesia controla todo o Aparelho de Estado. Controla a Justiça, como então, faz as leis, domina o sistema económico, dirige a informação, forja uma educação que deforma as mentalidades, estimula a anticultura do espetáculo sem conteúdo, das telenovelas, do “pimba”, dos programas que deformam as mentalidades e mentem naquilo que informam.
E a Igreja? Será diferente?
A igreja colabora nesta deformação intelectual das gerações. Corrompe. É preciso criar pobres porque é deles o reino dos céus. É preciso que os explorados se deixem explorar mais, sejam humildes e, se receberem uma bofetada, como todos os dias recebem, que deem a outra face para receber outras tantas. Nada de revoltas.
É preciso que hajam alguns muito ricos para dar esmolas aos muitos, muito pobres. É preciso que os pobres fiquem agradecidos e queiram que os ricos roubem mais para continuarem a dar esmolas.
Esta é a cultura que vem sendo criada e que levou Guerra Junqueiro a dizer que temos “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”.
Povo de cobardes?
Numa palavra: teremos um povo de cobardes que finge que não sabe pensar para justificar a cobardia, aceitar as injustiças, em vez de procurar a energia para dar o coice a quem lhes dá as pauladas?
A burguesia no poder, deforma as pessoas, estimula os mais baixos valores, o consumismo, o desperdício, cria necessidades artificiais, as marcas, as etiquetas, as modas, para sujeitar as pessoas a uma pressão que as obriga a gastar, a consumir, a deitar fora, a comprar mais e mais. O capitalismo destrói o planeta, explora todos os recursos naturais sem limites, apenas para os lucros das grandes multinacionais, como tão bem caracterizou Hugo Chaves no seu “discurso silenciado”.
Alternância sem Alternativa?
Dizia Guerra Junqueiro, que temos um povo imbecilizado que aceita “um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País”, pela estúpida repetição de 37 anos de “erros” dos que dizem não haver alternativa. Desculpa estafada de quem nada quer mudar. Não viveu Guerra Junqueiro nos tempos do capitalismo de hoje. Certamente por isso não disse que o poder legislativo é cúmplice do Governo e este é criado de quarto dos banqueiros seus patrões.
Continuará o povo a eleger pantomineiros?
Tal como antes, a burguesia procura criar trabalhadores inconscientes, que sejam explorados e aceitem a exploração de uma “burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, … sem palavra, sem vergonha, sem carácter,… pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro”.
A política de direita com novas caras, novos disfarces
Guerra Junqueiro caracterizava a política de direita e a alternância política exatamente como se passa hoje entre PS e PSD (com ou sem CDS). Dizia ele: “Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar" ou com receio que a comida falte para todos se empanturrarem do mesmo tacho, acrescento eu.
31 de março de 2013
O que é a CRISE?
Uma maldição de Deus?
Uma tempestade da natureza?
Um demónio dos infernos?
Algo que ninguém conhece e, por isso, não se pode responsabilizar?
Sócrates, o comentador, falou muito da crise.
A crise foi a culpada de tudo. Até das suas mentiras. Mas o que é a crise?
Quem são os responsáveis da crise?
A quem aproveita a crise?
Com a crise os muito ricos ficaram mais ricos. Aumentaram os mais pobres que ficaram ainda mais pobres.
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| A crise |
Sócrates falou muito das culpas da direita. Mas não foi ele um dos executantes da política de direita?
Porque é que tanta gente da direita fala na crise e não revela o que é a crise?
A crise tem responsáveis. A crise tem pais e uma mãe que a pariu.
Chamemos os bois pelos nomes e, o Partido Socialista, o PS, o envergonhado da troika, o que traiu o Socialismo para se entregar ao Capitalismo, que não esconda que a Crise, o Capitalismo e a política de direita, são a mesma coisa, filhos do mesma mãe, a sociedade capitalista.
22 de março de 2013
21 de março de 2013
EUA continuam a financiar planos golpistas contra Cuba
Os Estados Unidos destinaram 205 milhões de dólares, para propaganda dedicada a promover um golpe de Estado em Cuba.
Durante o mandato de Obama, a USAID e o Departamento de Estado Americano patrocinaram programas contra Cuba em valores que ultrapassam os 205 milhões de dólares.
O Gabinete de Auditoria dos Estados Unidos (GAO), informou que Washington utilizou este dinheiro para “programas subversivos feitos por instituições oficiais, para buscar a queda do Governo” de Cuba.
Para alem desta quantia, foram usados 30 milhões de dólares para financiar as transmissões ilegais para Cuba através da Rádio e TV Martí e ainda muitos outros milhões, não revelados, para fundos orçamentais dirigidos secretamente para atividades que o Executivo norte-americano usa em segredo.
A soma de todos esses fundos daria uma ideia dos esforços que o governo dos Estados Unidos ainda faz para sustentar uma política fracassada, a custa do contribuinte.
O relatório do Gabinete de Auditoria, evita identificar quais são as organizações ou programas financiados, dando a entender que se trata de operações ilegais e secretas.
São também referidos "projetos vinculados ao uso das tecnologias das comunicações, a criação de blogs e uso das redes sociais, via internet” e influenciar nos círculos não mencionados no relatório, e que se crê serem homossexuais, intelectuais e artistas.
Pergunta-se até quando o Governo Americano vai continuar a gastar o dinheiro dos contribuinte em planos golpistas?
Fontes: TeleSur e Boletim o Vermelho
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Cuba,
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EUA
20 de março de 2013
Defesa da Constituição
Sessão pública sobre a CONSTITUIÇÃO da REPÚBLICA PORTUGUESADia 21 de Março, na Casa do Alentejo, pelas 18h00,com a participação do Juíz Jubilado do Tribunal Constitucional Guilherme da Fonseca e Ilda Figueiredo da direcção do CPPC.
19 de março de 2013
Sessão Cultural - Convite
A dimensão intelectual, artística, humana e militante de Álvaro Cunhal
Sessão onde se fala daquele que foi um dos mais consequentes lutadores pela liberdade, a democracia, o socialismo.
Homenagem à figura que mais se destacou, na luta pelos valores da emancipação social e humana que, pela sua dimensão e riqueza de conteúdo, ganhou assinalável projeção no plano mundial. Um intelectual, um artista, um pensador, um revolucionário.
O seu pensamento e reflexão sempre foram postos ao serviço da intervenção no combate à repressão, à censura e ao obscurantismo. Deu valioso contributo para a reflexão sobre a arte, sobre a estética, sobre a atividade criativa.
23 de Março pelas 15.00 horas na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa
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