3 de fevereiro de 2013

Conjecturas

As preocupações de Marinho Pinho
 

Diz Marinho Pinho que,  “Quando um juiz de direito emite um mandado de busca em branco quanto ao seu objecto, ou seja, uma ordem para apreender todos os documentos e objectos que se encontrem no escritório de um advogado e que possam constituir prova contra os seus clientes, incluindo os computadores pessoais e profissionais do advogado, isto é um acto de terrorismo de Estado”.

Será? Ou, como sempre acontece depende dos interesses que estão em jogo?


Com estes argumentos não se estarão a defender grandes criminosos, que prejudicam uma sociedade, um país?


Qual o medo de Marinho Pinho que se apurem as verdades?
Diz o povo e com razão que “quem não deve não teme”.


Será legítimo advogados serem bem pagos para esconderem ou falsearem os factos?


É defensável que quem tem muito dinheiro (normalmente obtido por corrupção) possa pagar a advogados para impedirem que se faça justiça através de expedientes? 


Nesta sociedade capitalista o roubo, para alguns, compensa. Quem muito rouba pode bem pagar a advogados que usam as leis feitas pela burguesia para encobrir os criminosos. Dias Loureiros, Isaltinos, Coelhones, Soares, Penedos, Vales e Azevedos, Duartes Limas, e muitos outros que tais, brincam com a justiça graças aos advogados bem pagos para a boicotar? A Marinho Pinho isso parece não interessar desde que os advogados sejam bem pagos.


2 de fevereiro de 2013

A CIA na América Latina

Intervenções e democraCIA dos Estados Unidos

Há dias, relatei que, no passado dia 28, Cuba iria presidir à CELAC (Confederação da América Latina e Caribe). Tinha já também informado que, a secretária das Nações Unidas, Alicia Bárcena, qualificou como muito positivo o facto de que Cuba assumir a presidência da CELAC.

Informei também que os Deputados do PCP no Parlamento Europeu João Ferreira e Inês Zuber, defenderam que o Parlamento Europeu, deverá terminar urgentemente com a inaceitável "posição comum" contra Cuba, assumir uma posição de defesa do fim do bloqueio económico dos EUA a Cuba e estreitar relações com a CELAC.

Todas estas notícias foram escondidas nos nossos jornais e Televisão.

Vi entretanto na ARGENPRESS um artigo de Alberto Maldonado que relembra as intervenções da CIA no mundo e em especial na América Latina.


DemocraCIA, crimes e ingerênCIAs

Diz Maldonado que nos Estados Unidos da América (EUA) é um crime denunciar alguém que trabalha para a CIA. Quem o fizer pode acabar na prisão. E a propósito da Presidência de Cuba na CELAC, revela que, recentemente, apareceram em Santiago o "Sr. Ignacio Wolker e seu irmão Patrick, (agentes da CIA) que começaram a promover a CDAL (Centro de Abertura e Desenvolvimento), que é a contrapartida da CELAC".

Lembra ainda que a CIA é um aparelho que tem anualmente centenas de milhões de dólares de orçamento. Serve para garantir o neoliberalismo no mundo.

Há muitos casos na América Latina, que são bem conhecidos, como da intervenção da CIA. Anteriormente essa intervenção era do FBI, mas os governos consideraram que era mais prático ser o presidente do grande império a comandar diretamente essa ação através da CIA.

 
A "lei da bala"

Por alguma razão se diz que não há operação no mundo, que não envolva a CIA. Na américa latina, são constantes as intervenções da CIA como o assassinato de Salvador Allende, o ataque ao Panamá e a prisão de Piña, a agressão na República Dominicana, onde o povo elegeu um presidente que não era do agrado dos Estados Unidos, o bloqueio feroz e criminoso contra Cuba e muitas diversificadas agressões a países soberanos.

A CIA tentou o assassinato de Fidel e planeou o de Hugo Chávez Frias. Foram denunciadas verbas enormes para financiar a oposição aos presidentes ne América Latina, não do agrado dos Estados Unidos como Rafael Correa, Evo Morales e Chavez.

Tudo isto leva-nos a pensar o que virá a acontecer com as intervenções dos Ignacio Wolker, Patrick e a CDAL, peças da CIA.

É assunto que porventura virá ainda a fazer correr muita tinta, ou não caso a CIA consiga manter controlada, como tenta, a informação em todo o mundo.  

1 de fevereiro de 2013

As razões da Crise

Agora é o Banif. Os executantes da política de direita que sustenta o capitalismo, continuam a roubar

É preciso recordar os nomes dos maiores vigaristas que roubam quem trabalha e escapam à prisão. 
Hoje não há desculpas para os desconhecer.
São sempre os mesmos. A troika interna PS+PSD+CDS. É nestes que o povo enganado e, de curta memória, tem votado. 
Aqui estão eles!

31 de janeiro de 2013

Para que servem os deputados?

Os deputados são todos iguais?

Há muito que circulam na Internet e nos mails mensagens e petições que parecem ser muito justas. Penetram em quem não reflete e é conduzido, ou facilmente manipulado pela demagogia  populista. Estão na linha da estratégia de diversão, para desviar as atenções do que é fundamental e conduzir a indignação para casos sem grande significado. Ao contrário do que parecem não são mensagens inocentes. Vejamos porquê. 
Com base num texto de que desconheço o autor, fiz a seguinte análise:


1. Regalias dos deputados
 

Exige-se que acabem as regalias dos deputados em nome da "justiça social". Fala-se em regalias e vencimentos em geral para desviar as atenções das regalias realmente injustas e até escandalosas que poucos têm mas que valem mais do que as dos outros todas juntas.

De facto há regalias de deputados que deveriam pura e simplesmente acabar como as pensões vitalícias de Ângelo Correia, Dias Loureiro e outros, que acumulam com vencimentos milionários que ganham.
 

Há também muitos casos de pensões vitalícias escandalosas, como as dos administradores do Banco de Portugal, obtidas ao fim de pouco tempo de trabalho. Essas somadas ultrapassam em muito as regalias dos deputados. (para ver clique aqui).
 

2. Vencimentos dos deputados
 

Exige-se a redução dos deputados para poupar nos vencimentos. Diz-se que ganham demais, tendo em conta a média nacional (cerca de 3.000 euros líquidos na Assembleia da República e um pouco menos na Assembleia Legislativa da Regiao Autónoma dos Açores). Será a melhor forma de fazer justiça social a redução de deputados ou dos seus vencimentos?

Quem pensar um pouco verá que, estas mensagens, visam desviar o descontentamento que alastra, para reduzir a participação e a discussão dos problemas realmente importantes.
 

Não dizem essas mensagens e petições que só António Mexia (EDP), com os seus 260.000 euros/mês, fora os extras, ganha quase o dobro do que ganham, por mês, TODOS OS 57 DEPUTADOS da Assembleia Legislativa da RAA.
 

Se somarmos ao vencimento principal deste senhor, os vencimentos principais de Zeinel Bava, da PT (208.333 euros/Mês), de Paulo Azevedo, da SONAE (100.830 euros/mês), de Ricardo Salgado, do BES (100.000 euros/mês), de Alexandre Santos, do Pingo Doce (94.166,67 euros/mês) e de Eduardo Catroga, da EDP (45.000 euros/mês, mais os cerca de 9.000 que recebe de pensão vitalícia da A.R.), teremos que estas 6 PESSOAS ganham juntas um rendimento principal, fora os extras, de cerca de 790.000 euros/mês, ou seja, mais do que ganham juntos TODOS OS 230 DEPUTADOS da Assembleia da República!

A estes rendimentos juntar-se-ão aqueles que outra meia dúzia como estes, aufere por terem simplesmente o nome como membro do Conselho de Administração ou como gestor noutras empresas ou instituições públicas.


3. Atuação dos deputados
 

Mas, tal como os partidos, e ao contrário da ideia simplista veiculada nas mensagens referidas, os deputados não são todos iguais e resultam da reconversão representativa dos votos dos eleitores em diferentes forças políticas. 
Sem representantes/deputados (bons ou maus…) das diferentes opiniões e interesses do país e da região, não há regime democrático.
 

E se há uns que pouco mais fazem que votar, ou usam o parlamento para tratar de negócios particulares, de mãos dadas com a corrupção, outros há que, pela sua dedicação e seriedade, se esforçam permanentemente pelos interesses do povo, do país ou da região. Desses há os que prescindem de regalias e até votam contra elas, nomeadamente contra aquelas que os textos referem mas, isso não dizem. 

Há os deputados que, quando se candidatam, se comprometem, por escrito, a não serem beneficiados pelo exercício do cargo. Disso também não falam os textos que dão a ideia que os deputados são todos iguais.

Há os que se candidatam por forças políticas actualmente maioritárias, para terem oportunidade de negócio ou de uma carreira. Mas também há os que se candidatam para lutar contra esses interesses instalados fazendo da sua luta, muito mais difícil, uma honra e um compromisso político de serviço à comunidade.
 

4. Responsabilidade e poder dos eleitores

São os eleitores que elegem os deputados. 

São os eleitores que deveriam fiscalizar a sua actuação. 
Seria conveniente que dessem maior atenção à origem partidária dos deputados que não cumprem a sua missão. 

Seria importante que os eleitores exercessem essa fiscalização para que nas próximas eleições não repetir o erro de eleger deputados que não defendem os seus interesses.
 

Seria importante que os eleitores desiludidos com a actuação dos deputados que não servem, se não abstenham ou não votem. Os desiludidos que não votam estão a tirar a força aos deputados que trabalham e lutam pelos interesses dos eleitores e a deixar que a maioria permaneça a governar mal.

30 de janeiro de 2013

As mentiras do Governo

O FALSO DILEMA “MENOS SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA SOCIAL OU MAIS IMPOSTOS”
O Economista Eugénio Rosa, no seu último estudo, mais uma vez, desmonta as mentiras do governo para enganar os portugueses quanto às verdadeiras intenções de entregar ás grandes empresas privadas os negócios da Saúde, da Educação e Segurança Social.

Diz Eugénio Rosa que “O dilema de Vítor Gaspar, repetido por ele e por todo o governo, e papagueado nos media pelos seus defensores, de “Menos saúde, educação, e segurança social, ou mais impostos”, tem a mesma credibilidade que as previsões do governo e da “troika” que sempre falham, ou seja, não tem fundamento real nem credibilidade técnica. É mais uma mentira ideológica que tem como objetivo a manipulação da opinião pública para o governo e FMI poderem mais facilmente destruir os sistemas públicos de educação, saúde e segurança sociais fundamentais para os portugueses”.



Justifica o economista: “A “espiral recessiva”, de que falou Cavaco Silva, causada pela politica de austeridade… tem determinado uma diminuição enorme das receitas fiscais do Estado e das contribuições para a Segurança Social agravando as suas dificuldades financeiras”.

O estudo, que pode ser analisado em www.eugeniorosa.com, desmonta claramente esta política de ruína para os portugueses mas de grandes lucros para meia dúzia de grandes capitalistas em Portugal e no estrangeiro.

Reproduzo adiante um resumo do estudo



29 de janeiro de 2013

Cuba preside à CELAC

Contra o Bloqueio Económico dos EUA a Cuba e contra a "posição comum" da UE.

Cuba foi eleita para presidir à Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC)

Há dias publiquei o elogio feito pela secretária das Nações Unidas, a mexicana Alicia Bárcena, que qualificou como muito positivo o facto de que Cuba assumir a presidência da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

Como é sabido, o Conselho Europeu adoptou, em 1996, no que se refere às relações com Cuba, uma “Posição Comum”, assumindo um comportamento discriminatório inaceitável em relação a este país. Esta “Posição Comum” declara como objectivo a promoção de transformações políticas neste país, numa atitude de ostensiva ingerência neste país soberano.


Deputados do PCP no Parlamento Europeu


Tendo em conta a realização da Cimeira UE-CELAC, a que Cuba preside desde ontem, os Deputados Comunistas, João Ferreira e Inês Zuber, no Parlamento Europeu, tomaram posições contra as discriminações a Cuba.

Consideraram os deputados do PCP que o Parlamento Europeu, deverá terminar urgentemente com esta inaceitável "posição comum" contra Cuba, estreitar relações com a CELAC e assumir uma posição de defesa do fim do bloqueio económico dos EUA a Cuba, bloqueio que condiciona as possibilidades de desenvolvimento económico de Cuba, como tem sido sucessivamente reconhecido pela Assembleia Geral da ONU.

28 de janeiro de 2013

O Regresso aos Mercados

A nova fraude. A mentira para enganar tolos. Um novo roubo para dar aos bancos
 

O apregoado "regresso aos mercados" é fraude para enganar tolos. É uma manobra de diversão. Os juros baixam porque os grandes capitalistas financeiros (os mercados) começam a ter dificuldade em aplicar as imensas fortunas que estão a ganhar com o roubo que fazem a muitos milhões de pessoas. A quantidade de bancos (mercados) interessados em “comprar” dívida a estes juros está a aumentar, justamente porque o negócio é uma mina. Continuam a ir buscar dinheiro dos estados a menos de 1% (BCE) e emprestam aos estados a mais de 4%. É a moderna forma de roubo a somar à antiga exploração de quem trabalha. É o capitalismo especulativo financeiro.

Pagar dívida com mais dívidas e juros
 

Com o “regresso aos mercados” Portugal continua a afundar-se, pois os juros que pagamos aos “mercados” são superiores ao que se produz com esse dinheiro. É como ir ao banco pedir emprestado para comprar mais um carro que apenas vai trazer mais despesa. Pagar dívida com novas dívidas mais elevadas (dívida e mais juros) não leva a lado nenhum. É a espiral recessiva que os economistas falam.

De 117% para 120% de dívida


A dívida pública portuguesa continua a aumentar. Atingiu o seu valor mais alto de sempre. No terceiro trimestre de 2012, a dívida passou de 117,4% para 120,3% do PIB, sendo a terceira mais elevada da UE, a seguir à Grécia e à Itália. Comparativamente com o terceiro trimestre de 2011, o aumento estimado da dívida foi de 10%. Mais 25 mil milhões de euros de dívida desde que este Governo iniciou o seu mandato, mais 11 mil milhões do que aquilo que estava previsto no memorando com a troika. 
Comparem-se estes milhões todos com os 4 mil milhões que o governo quer retirar à Saúde, Educação e Serviço Social (pensões, etc.).
 

Ricos mais ricos, pobres mais pobres

É esta a situação a que nos conduz esta política de austeridade para dar dinheiro aos Bancos. É esta política que faz com que 10 milhões de portugueses estejam a empobrecer para os mais ricos continuarem a enriquecer com a crise. Os 7 mais ricos de Portugal aumentaram as suas fortunas em mais de 1540 milhões de euros em 2012 ou seja tiveram um aumento de 13% enquanto 10 milhões de portugueses baixam ordenados e pensões.

É o regresso da política de Salazar. “Roubar aos pobres porque eles são muitos e já estão habituados”.


De quem é a responsabilidade?


No tempo de Salazar não havia escolha pois as eleições não eram livres. Agora não há desculpa pois os pobres podem* escolher quem governa. Não se deixem enganar pois os exemplos duram há 36 anos, com os mesmos sempre no poder PS, PSD e CDS. Os que assinaram o pacto com a troika.

Os indignados, os revoltados, os desiludidos que não arranjem novas desculpas para dizer que não vão votar. Isso é o que eles querem. Não votar* é entregar as armas ao inimigo.

Se todos os que discordam desta política não votarem, apenas votam os da direita, os mais ricos. Então, esses, continuam a ganhar as eleições com a abstenção a aumentar. Continuam a poder roubar-nos. Acordem!


*Correções às 9.00h de 29/01

27 de janeiro de 2013

O exemplo de Cuba

Declarações da secretária executiva da Comissão Económica para América Latina e Caribe (Cepal) das Nações Unidas

Fonte: Prensa Latina 

Em entrevista exclusiva para a Prensa Latina, a secretária das Nações Unidas, a mexicana Alicia Bárcena, qualificou como muito positivo o fato de que a ilha assuma, no dia 28 de janeiro, a presidência da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), até o momento presidida pelo Chile.

A importância da Educação

A presidência de "Cuba, vai permitir-nos abordar os temas do investimento social, a importância da educação como a grande ponte para combater as desigualdades e romper os círculos viciosos de pobreza", disse Bárcena.

Outra temática à qual a ilha dará especial atenção na próxima etapa serão as experiências da América Latina e do Caribe para tentar tirar da pobreza mais de 57 milhões de pessoas e zelar pelo futuro destas. Bárcena recordou que Cuba é um dos países que está a fazer mudanças estruturais profundas e, portanto, tem muito a dizer. 

Objectivo: Combate às desigualdades

"Acho que o resto da região sabe pouco dos avanços de Cuba e dos problemas e desafios que enfrenta para fazer a mudança estrutural da produtividade, (...) e conseguir que os trabalhadores do Estado vão a áreas rentáveis, mas sem perder de vista o horizonte da igualdade e que isso não é negociavel", destacou a máxima diretora da Cepal, acrescentando que a América Latina tem feito da igualdade um de seus principais paradigmas, e portanto tem muito que aprender com Cuba. 

"Cada país tem modelos diferentes e, portanto, há uma grande diversidade de estratégias de desenvolvimento, mas eu acho que há um intercâmbio muito positivo que deve ser acontecer para atingir níveis de igualdade como existem em Cuba, em educação, em saúde", acrescentou. 

Mais de 50 anos de bloqueio contra Cuba 

"Cuba tem feito grandes avanços neste período, talvez e, até em certa medida, incentivada pelo próprio bloqueio. Bloqueio injusto, porque é o povo quem tem pago as consequências", considerou. 
O dano econômico ocasionado ao povo cubano pela aplicação do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, ascende a 1,66 trilhão de dólares. 

O Planeamento está de volta

"Porque acreditamos que o planeamento está de volta, planificar é governar, quem não planifica não governa e, portanto, não é somente celebrar os 50 anos de Planeamento em Cuba, mas sim recobrar o Planeamento na América Latina e no Caribe", expressou. "Parece-nos sumamente importante que tenhamos sempre uma representação de Cuba em tudo o que a Cepal faz na região", concluiu.

26 de janeiro de 2013

Acordai!

A FACE OCULTA DA CORRUPÇÃO DA DIREITA

O caso BPN tem estado muito silenciado. Cavaco e governo PSD movem as suas influências. Os jornais e Televisão cumprindo as vontades dos chefes esquecem o assunto.

A teia da corrupção alargou-se com o caso IPO/Duarte Lima, que envolve também Isaltino Morais que se tem escapado da justiça. 
O PSD tenta a todo o custo travar as investigações.
O filho de Duarte Lima, Vítor Raposo e Cia. são peças importantes no processo. Foram buscar dinheiro ao BPN, nacionalizado por Sócrates para os portugueses pagarem os prejuizos. 


Cavaco Silva protegia os negócios dos amigos a ponto de pressionar o ministro Correia de Campos do PS, para não aceitar os terrenos da Câmara de Lisboa para o IPO. Correia de Campos acabou por pedir a demissão. Contudo Cavaco não conseguiu que o negócio dos terrenos fosse por diante. 

Duarte Lima e Isaltino de Morais ficaram pendurados, mas não foram presos, como não foram os corruptos do PS, do PSD e do CDS. Quando é que o povo acorda?

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!


(José Gomes Ferreira)

23 de janeiro de 2013

A arte de bem enganar (1)

As estratégias do capitalismo para manipular, enganar, iludir

Noam Chomsky, linguista norte-americano, é considerado um dos grandes intelectuais da actualidade. Entre outros estudos, ele investigou o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. 

Os jornais, a rádio, a televisão e muitos outros meios de comunicação todos os dias nos poluem o cérebro, sem o notarmos. São instrumentos de grandes grupos económicos para moldar as nossas consciências no sentido de nos "amolecer" a capacidade crítica.  
Sem darmos por isso estamos a ser manipulados. 
 
Do estudo de Chomsky “10 estratégias de manipulação” fiz as seguintes adaptações resumidas:

1 - A estratégica da distração


Creio que reparámos que quando surgem graves problemas sociais ou políticos e começam a surgir manifestações ou lutas de trabalhadores a Televisão encontra sempre notícias que distraem as pessoas. Seja o futebol, o caso Maddie. o caso Carlos Castro. No entanto isto acontece permanentemente com os mais variados "Faits divers" que nos desviam as atenções do que é importante e não convem quer se discuta ou que se conheça.
 
Assim o elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção.

Fazem, também, parte desta estratégia, os programas televisivos para entreter, sem qualqur conteúdo, os concursos, as notícias de crimes, de acidentes, que ocupam dias nos telejornais para distrair a atenção do públicoÉ também a técnica de manter o público ocupado, ocupado e distraído, sem tempo para pensar no que é importante
Esta técnica aproveita a preguiça das pessoas que dizem estar fartas de coisas sérias e que apenas se querem distrair. E assim de facto conseguem que o público não reaja às políticas que nos roubam, que aumentam as desigualdades e tornam a nossa vida num inferno.
Salazar dizia, o povo precisa é de Fátima, Futebol e Vinho. Assim se evitam as revoluções.
(continua)

22 de janeiro de 2013

Submarinos e política de direita

Corrupção submarina, desvios de dinheiro do Estado para o CDS, escandalo do BPN PSD e Cavaco, casos de Isaltino, de Sócrates, Jorge Coelho, Mário Lino e outros do PS mostram o que é a política de direita.

Esta troika PS+PSD+CDS têm vindo há vários anos a impedir legislação proposta pelo PCP para penalizar a corrupção. Eles lá sabem porquê.
O caso dos submarinos continua submerso tal como os outros. Para quando o julgamento e prisão dos corruptos? Estão a ver se nos esquecemos?

21 de janeiro de 2013

BPN será o maior escândalo? Não. Há piores!

Dizem que a maior burla de sempre em Portugal foi a do BPN que nos leva 9.710.539.940,09 euros.  
Mas a maior burla não será a política de direita que nos leva à ruina?

ESTE ROUBO E ESTA POLÍTICA ESTAMOS A PAGÁ-LA COM O DESEMPREGO, CORTES NA SAÚDE, NA EDUCAÇÃO, NOS SALÁRIOS, AUMENTOS DE IMPOSTOS... A CONTA ESTÁ A AUMENTAR PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS, POR NOSSA RESPONSABILIDADE

Cada bebé que nasce agora tem já uma dívida de mais de 10.000 euros e que aumenta com os juros que temos que pagar.     

No caso do BPN, o PS deixou que o património e os lucros ficassem na posse dos acionistas privados e nacionalizou os prejuizos do banco privado.


BPN o Banco do PSD

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando, a nossa custa, "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas.
O BPN foi formado por gente do PSD para as negociatas e financiamentos obscuros e ilegais. É assim que funciona a política de direita. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.

O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva.

Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.


A "nacionalização" para português pagar

Em 2008, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva.

O BPN faliu e o governo PS de Sócrates decidiu "nacionalizar" os prejuizos do banco privado, passando para os portugueses as dívidas dos seus acionistas privados e que ganharam fortunas. É assimk o Socialismo do PS. Nacionaliza os prejuizos e privatiza os lucros. O BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco Silva e também hoje na CGD.


Duarte Lima mais um amigo de Cavaco

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco BPN por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho, o Governo PSD vendeu o BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O Governo vendeu o Banco mas os portugueses ficam a pagar as dívidas.

Mira Amaral o reformado milionário


O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, por ter sido 18 meses administrador da CGD.

Para além do Estado ter ficado com os prejuizos do banco privado, o banco foi vendido ao desbarato e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O Estado suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros). São assim os negócios dos partidos da direita. Primeiro o PS e depois o PSD.

Cavaco. o sem vergonha


As relações pessoais e partidárias de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito faladas. Mas Cavaco não teve vergonha e manteve-se candidato à Presidência da República. Pelos vistos os eleitores quiseram ter como Presidente um dos principais implicados no escândalo do BPN. Agora não se queixem por ter que pagar o que eles roubaram. Os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas amigos e colaboradores políticos de Cavaco Silva. Tiveram também negócios com ele.

Cavaco Silva fez também negócios com o BPN dos quais beneficiou directamente. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%. Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor declarado da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

Os espertos - e os parvos que continuam a pagar


Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento.

Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

É nestes políticos da direita, da troika que nos rouba todos os dias e que afunda Portugal que os portugueses tem vindo a votar há 36 anos. Quando é que acordam. Alguns dizem que não vão votar. é a mesma asneira disfarçada. Não votar é deixar que eles continuem a roubar-nos e aos nossos filhos e netos. Não votar é cobardia. É deixar tudo na mesma. Precisamos de lutar para derrubar este governo e votar numa alternativa patrioticas e de esquerda.
 

20 de janeiro de 2013

EDP ou FDP? (adenda)

Finalmente, até ver...

Cheguei a casa. Depois de ter publicado a mensagem anterior, já tinha electricidade em casa. Revi o que escrevi "a quente" e pareceu-me justo acrescentar meia dúzia de notas:

1. Os trabalhadores que trabalham para a FDP não são irmãos dos FDP. Sacrificaram-se para ultrapassar as dificuldades criadas pela FDP e lá vão resolvendo o que podem. Trabalham e são mal pagos.
2. As falhas de corrente continuam. Há 20 anos que estou a viver fora de Lisboa e o serviço da FDP não melhora.
3. As redes aéreas continuam presas por arames piores que num país do terceiro mundo. Os acionistas FDP não abdicam dos seus lucros e evitam investimentos em zonas que dão menos lucro. 
4. A FDP cobra o mesmo aos seus clientes quando há interrupções de corrente, quando a tensão está abaixo dos 200 voltes mesmo que os aparelhos se estraguem ou tenham menos vida.
5. Por isso não vale a pena gastar dinheiro a melhorar a qualidade quando o lucro é o mesmo para os FDP.
6. Em Lisboa, nas cidades e zonas nobres estes problemas quase não existem. Nas casas dos acionistas FDP muito menos.



EDP ou FDP?

A EDP privatizada entregue a FDP

Um temporal mostra a queda de postes, de linhas, e da perna do E. De EDP passou a FDP
Antes do 25 de Abril de 1974 menos de metade do país tinha electicidade.
Após o 25 de Abril, a electricidade foi nacionalizada e criada a saudosa EDP que honrou o seu nome e electrificou todo o país.
Veio a política de direita, com o PS à frente e começaram as privatizações.
As empresas que serviam os portugueses passaram a servir os accionistas e a procurar o lucro à custa do sacrifício dos seus clientes.


Aumentaram os preços reduzem a qualidade
 

Reduziram os investimentos apenas ao que lhes dava mais lucro. É assim o capitalismo e o seu Deus Lucro.
Estou há 30 horas (quase dia e meio) sem electricidade na zona de Sobral de Monte Agraço, a 40 quilómetros de Lisboa. Tive que agarrar no portátil e ir à procura de um local com Internet para colocar isto que escrevo, indignado e a quente, neste blogue.
Ao longo dessas horas, fiz mais de trinta tentativas, a horas diferenciadas muitas delas entre as 3 e 6 da manhã para contactar a FDP. A todas elas me respondiam "devido a um fluxo anormal de chamadas não nos é possível colocar a sua chamada em fila de espera".


A FDP mostra que deixou de estar preparada para situações anormais


A FDP só está preparada para dias de sol (normal). Já quando nevou na zona de Lisboa tinha sido o mesmo. Devido a queda de neve (o que não é normal) as avarias nas linhas e as interrupcções de fornecimento foram "AsNORMAIS". Quando faz um vento anormal os anormais da FDP respondem logo que o vento foi anormal o que desculpa as falhas de fornecimento.
As reclamações para quem é pago para defender os clientes, a ERSE, são tão normais como dizerem que "as condições metereologicas foram anormais" pelo que a FDP está desculpada. Será a ERSE uma filial do Grupo FDP?



Remendar e manter tudo na mesma


Os postes electricos são endireitados, os partidos remendados, as linhas cosidas e tudo fica na mesma à espera de uma nova anormalidade de tempo. É assim que funcionam os FDP da FDP. Servir os accionistas para lhes dar o máximo lucro e não gastar dinheiro em investimentos na modernização das linhas. Estamos num país do Terceiro Mundo que os políticos FDP do PS privatizaram e a Troika PS+PSD+CDS entrega a estrangeiros para que o dinheiro dos clientes do povo de Portugal vá para os accionistas estrangeiros (que eles dizem que nos ajudam). 

Temos direitos? Para que servem?

A FDP é o espelho das privatizações e da política FDP dos FDP dos políticos que nos vendem.
Continuo à espera de poder reclamar e que me atendam o telefone da FDP. Esta ditadura disfarçada de democracia é assim que funciona. Posso falar mas nada ganho com isso é exactamente o mesmo que na ditadura de Salazar em que podia falar sózinho e comigo mesmo. Ninguém me atende o telefone. A ERSE responde o mesmo que diz a FDP. Dizem que tenho direitos mas não tenho como exercê-los. FDP. 

19 de janeiro de 2013

O "caso" da Presidente de Palmela

A mentira, a deturpação, o "jornalismo" ao serviço da direita

No blogue "Praça do Bocage", Demétrio Alves publica um importante esclarecimento e denúncia de uma política da direita e da comunicação dita social.


Nestes últimos dias tem sido "notícia" a reforma da Presidente comunista da Câmara de Palmela. Jornalistas ao serviço da direita, tentam, desesperadamente, desviar as atenções do que realmente afecta a vida de milhões de portugueses, das fraudes dos crimes e dos roubos aos trabalhadores e povo português e "fabricam casos", para acusar comunistas.
Infelizmente, jornalistas que escondem esses crimes da direita e escondem também o trabalho e luta de quem os combate, não perdem oportunidade para fazer notícia de "um caso" que só é noticia por ser de uma presidente de autarquia comunista.

Não reparam, ou não querem reparar que, com esta sua actuação, só confirmam a máxima do jornalismo "um cão morder numa pessoa não é notícia mas uma pessoa morder num cão já o pode ser".
Ao tentarem, tão desesperadamente, apontar uma crítica a um eleito comunista estão a confirmar quão difícil é encontrarem críticas a fazer aos comunistas. Confirmam também que, fraudes, roubos, vigarices, dos eleitos do PS do PSD ou do CDS já não são notícia por tão vulgares que são. São os cães que mordem as pessoas.
 

O que dizem e o que escondem

Mais grave ainda é quando deturpam a verdade e agarram numa meia verdade e a distorcem para denegrir um eleito comunista e o seu trabalho. Neste caso, dada a dificuldade de encontrar uma crítica a apontar à presidente comunista, agarram num caso que nada deveria ter de criticável e transformam-no em "caso condenável" como, e bem, o artigo de Demétrio Alves o mostra. Esses pretensos jornalistas, vendidos aos patrões que dominam a comunicação social, na procura de umas benesses, fazem da situação relatada, uma notícia para denegrir em vez de divulgarem o bom trabalho que a autarquia de Palmela tem feito e que tanto tem ajudado as populações tão maltratadas pela política destes governos que nos entroikam a vida há 36 anos.
É assim  a política de direita, é assim a nossa comunicação dita social.


Para confirmar cliquem (aqui)

18 de janeiro de 2013

Centenário de Álvaro Cunhal

Sessão Pública - Abertura das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal
Sábado 19 de janeiro de 2013, 15:30, no auditório da Faculdade de Medicina Dentária, em Lisboa.
Participa e intervém Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.


O 18 de Janeiro de 1934

A revolta e tomada do poder dos operários vidreiros na Marinha Grande

O 18 de Janeiro de 1934, foi uma revolta dos operários vidreiros da Marinha Grande contra o Estado Novo e contra as duras condições de vida acentuadas pela crise do capitalismo de 1929. Pretendiam os revoltosos que a luta se estendesse a todo o país mas tal não sucedeu. Apenas algumas lutas, sem grande significado, não impediram que a revolta fosse dominada.

Na Marinha Grande, esta luta tomou proporções de forte Insurreição Armada. A classe operária vidreira estava bem organizada e consciente, pois tinha participado ao longo dos últimos anos, em muitas lutas sociais.
A fome, a miséria e a falta de liberdade, foram as razões para a sua unidade, organização e luta.


A crise do capitalismo em 1929

No final dos anos 20 e início dos anos 30 do século XX os tempos foram particularmente difíceis para a classe operária em geral e especialmente na Marinha Grande. A grande crise do capitalismo iniciada em 1929 teve efeitos devastadores na indústria vidreira. Muitas empresas faliram ou encerraram, deixando muitos operários no desemprego. Mas a classe operária não baixou os braços e o número de greves e manifestações foi imenso. «Não sei se houve alguma zona do País em que as lutas atingissem o grau que atingiram na Marinha Grande.» (Avante! n.º 1572, de 15 de Janeiro de 2004). Merecem destaque as «marchas da fome» e a grande greve de nove meses na Guilherme Pereira Roldão, que culminaria com uma vitória dos operários. Ao mesmo tempo, reforçava-se a unidade e organização da classe operária marinhense. 

A classe operária organizou-se no seu partido e sindicatos

As associações sindicais de classe – dos garrafeiros, vidraceiros, cristaleiros e lapidários – unificam-se, dando lugar a uma única organização da indústria vidreira, de âmbito nacional, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria do Vidro, criado em 1931. No plano político, o PCP era já a força determinante junto dos operários vidreiros
Também em 18 de Janeiro de 1934, O movimento e as lutas foram organizadas e dirigidas pelo Partido Comunista Português. Durante algumas horas, na Marinha Grande, o poder esteve nas mãos dos operários vidreiros. Contudo a insurreição não alastrou e as forças repressivas do fascismo conseguiram dominar os revoltosos. Foram feitas dezenas de prisões, em especial comunistas e a maioria dos presos foram deportados para o campo de concentração do Tarrafal.

Desenho de Dias Coelho, dirigente comunista, morto pela PIDE
 
A luta continua

No seu conjunto, as condenações ultrapassaram os 250 anos de prisão. António Guerra e Augusto Costa morreram no Tarrafal e Francisco da Cruz não resistiu às condições prisionais em Angra do Heroísmo. Os estragos provocados pela repressão na organização sindical e partidária na Marinha Grande foram profundos, mas acabaram por ser ultrapassados. Em breve, o Partido tinha reconstruído a sua organização nas principais empresas. A solidariedade com as famílias dos operários presos, que se viram privadas do salário, foi outra coisa que o fascismo não matou. Grupos organizados recolhiam contribuições à saída das fábricas.
Apesar de vencida, a revolta dos operários marinhenses permanece como um exaltante exemplo de heroísmo da classe operária portuguesa.

17 de janeiro de 2013

Quem criou o problema que o resolva

Na pressa de acabar com as freguesias o Governo cria problemas graves. Quem os resolve?

A Lei da Reforma Admnistrativa, e que elimina mais de mil freguesias, elimina também todas as freguesias que se alteraram por junção de outras.


Muitos autarcas estão agora a braços com uma lei injusta, mal feita, que vai trazer graves problemas, às populações e às próximas eleições.
É preciso alterar cadernos eleitorais e toda a burocracia de quase todas as freguesias. Das que se extinguiram e das que se juntaram. 
"O Relvas que resolva o problema", dizem muitos autarcas que não querem colaborar na morte das suas freguesias. 

É uma lei que foi repudiada pela quase totalidade das autarquias e das populações.  A lei obriga a alterações profundas, para pior, das freguesias e tem grandes implicações aos mais diversos níveis. Moradas, registos de propriedades, documentação, correios, etc.

Obriga de imediato a uma revisão do processo eleitoral e dos cadernos eleitorais, o que não está salvaguardado.

O Presidente da República promulgou a lei apesar de saber os graves problemas que vai trazer. Quem os resolve? Os que lutaram e ainda lutam contra a lei? 
Que os resolva o Relvas como dizem muitos dos autarcas.

16 de janeiro de 2013

Mentir, prometer e não cumprir

Quem aprende com quem?

Em 2009 Barack Obama na campanha eleitoral, prometeu encerrar a prisão de Guantanamo, no prazo de um ano. Quatro anos passados a promessa continua por cumprir. 
A técnica de mentir nas campanhas eleitorais é uma característica da direita. Lá como cá. 


Os eleitores americanos têm feito inúmeras manifestações reclamando a libertação imediata dos 166 detidos ou a realização de julgamentos justos. 

Desde 2002 que 779 homens passaram por Guantanamo, muitos dos quais presos durante anos, sem que tenham sido acusados ou julgados. É assim que funciona o país da democracia e da liberdade.
 

Em 2010, Barack Obama informou que 48 detidos não poderiam ser acusados nem libertados e continuam presos por tempo indeterminado sem acusação nem julgamento.