9 de janeiro de 2013

Os pobres que paguem a crise que não fizeram

Os muito ricos, cada vez mais ricos. Para alguns, sabe bem pagar tão pouco

A propósito do texto anterior deste blog:
Notícia de http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Artigo/CIECO089439.html

"Os ricos ficaram ainda mais ricos no ano passado. Se as 100 maiores fortunas do mundo aumentaram 15% para os 1,44 biliões de euros, de acordo com o índice dos milionários da Bloomberg, a riqueza das maiores fortunas em Portugal também cresceu em 2012. Mais concretamente 13%, o equivalente a um crescimento de 1,54 mil milhões de euros".


Esta informação publicada em "O Dinheiro Vivo" vem na sequência de outras de anos anteriores que mostram que a "crise" tem servido às mil maravilhas para os grandes capitalistas.
Diz ainda a notícia: "Contas feitas, no início de 2011 as sete maiores fortunas em Portugal estavam avaliadas em 11,61 mil milhões de euros. No entanto, a subida anual de 3% do PSI 20 e a consequente valorização da maior parte das 20 ações que integram o índice nacional fizeram com que, no final de 2012, as mesmas fortunas valessem 13,15 mil milhões. Na prática, as grandes fortunas em Portugal engordaram 1,54 mil milhões de euros no espaço de um ano".

Fruto de uma política
 
"A riqueza da família Soares dos Santos foi a que mais cresceu no ano passado. Fruto da valorização de 16% dos títulos da Jerónimo Martins, a posição detida pela sociedade Francisco Manuel dos Santos, que reúne as participações da família de Alexandre Soares dos Santos, valorizou em quase 714 milhões de euros".
 
Recordemos que Soares dos Santos e o seu Pingo Doce, que publicita que "Sabe bem pagar tão pouco", quase não paga impostos pois grande parte do seu dinheiro é transferido para a Holanda para onde foi a sede das suas empresas. 


Facilidades para os muito ricos e roubo aos trabalhadores


O Governo com esta sua política de direita continua a fechar os olhos às fugas aos impostos e à taxação das grandes fortunas. Contráriamente vai aumentando os impostos aos trabalhadores e reformados e reduzindo os seus salários. É aí que esta política insiste em ir buscar dinheiro. Aos mais pobres, para deixar engordar os mais ricos.
 
Continuem a votar nos partidos que há 36 anos vêm praticando a política dos grandes capitalistas PS+PSD+CDS, e depois queixem-se.




8 de janeiro de 2013

A falsificação do Socialismo

A Propaganda do capitalismo falsifica a história e os conceitos de socialismo
Um exemplo entre muitos:


Corre na Internet uma mensagem feita em nome de um Adrian Rogers dito professor de economia na universidade Texas Tech. Diz ele que nunca reprovou um só aluno mas, uma vez, reprovou uma classe inteira.
Relata então que essa classe tinha insistido que o socialismo funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."


A falsificação dos conceitos

"Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam "justas" pois todos receberiam as mesmas notas".
Depois desta patranha o professor continuou a história: "O que aconteceu foi que ninguém estudou e todos chumbaram". Concluiu esse professor de economia que "No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano" e explicou que "que o experimento socialista tinha falhado porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado". 


O encadeamento das mentiras

E no final, a mensagem chega ao cúmulo de afirmar:
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos PELO ESFORÇO e pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber”.
“O governo não pode dar o que não produz. Apenas, pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém”.
“Quando metade da população assimila a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade percebe que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a metade vadia, então chegamos ao começo do fim de uma nação"
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Assina: Adrian Rogers


Trabalhar para quem?

Depois desta história bem armadilhada, vamos à sua crítica:
O capitalismo quer criar a ideia de que “o socialismo é não trabalhar e dar a todos o mesmo”, criando a ideia de que uns têm que trabalhar para os outros não fazerem nada.
Esta ideia, apesar de absurda, é assimilada pela propaganda capitalista e cria a divisão entre as pessoas, dando a imagem que os ricos são os que mais trabalham. 

 
É a trabalhar que se fazem os muito ricos?


Vamos então analisar a realidade:
Na verdade é no capitalismo que, os que trabalham, nunca chegam a ser ricos e os ricos não precisam de trabalhar para serem cada vez mais ricos, pois vivem da exploração do trabalho de outros.
 

Quanto teria que trabalhar um rico como Américo Amorim ou Alexandre Soares dos Santos, para acumularem fortunas de 2.500 milhões de euros?
Se um bom professor trabalhar como muitos trabalham, 12 horas por dia todos os dias poderá ganhar por mês, na melhor das hipóteses, 3.000 euros por mês. Mesmo que só gaste um sexto do que ganha, ou seja 500 euros por mês ficaria com 2.500 euros todos os meses. Para chegar aos 2.500 milhões de euros do Américo Amorim precisaria de um milhão de meses de trabalho. Se falássemos de um bom profissional como um pedreiro, muito trabalhador, precisaria de muito mais que um milhão de meses para atingir a fortuna de Américo Amorim ou de Alexandre Soares dos Santos.

  
30.000 anos de trabalho com o ordenado do Presidente
 
Foi a trabalhar que os muito ricos ganharam essas fortunas? Quantos meses de trabalho com o ordenado do Presidente da República (cerca de 7.000 euros mensais) e sem roubar o BPN, seriam precisas para atingir a fortunas dos mais ricos de Portugal?
Mesmo que esses mais ricos não tivessem despesas, com um vencimento de 7.000 euros por mês, precisariam de 357.000 meses para acumular essa fortuna, ou seja 30.000 anos de trabalho com o ordenado do Presidente da República.


No capitalismo só alguns ganham a explorar todos os outros

De onde vem o dinheiro que Américo Amorim ou Alexandre Soares dos Santos ganharam? Vem do seu trabalho? Será que trabalham milhões de vezes mais que um professor ou um bom pedreiro?
Esta é a falsidade da propaganda do capitalismo. "Os muito ricos são os que muito trabalham". No capitalismo não se ganha muito dinheiro a trabalhar.


Socialismo é trabalho e solidariedade

Vejamos as outras falsidades.
"No socialismo os que trabalham recebem o mesmo do que os que não trabalham". Mentira! No socialismo todos têm o dever de trabalhar e, para trabalho igual, há salário igual. No socialismo ninguém vive do trabalho de outros.
O socialismo recompensa o trabalho, mas também apoia quem não pode trabalhar por razões que não são da sua vontade ou por interesse de todos. Apoia na doença, apoia os inválidos, as mulheres que têm filhos a seu cargo, os jovens estudantes e todas as situações de justiça social.


Respeito por quem trabalha

Por isso é também falso que “numa sociedade socialista os que trabalham fiquem desmotivados por ter que apoiar os que não trabalham”. É falso que no socialismo se recompense a preguiça.
Essa mentira também falsifica a História dos países socialistas como a URSS. Antes de 1917 o país estava numa total miséria. Enfrentou a Primeira Grande Guerra que deixou o país na mais profunda miséria, fome e doença. 


O que mostra a História
 
O regime socialista implantado em 1917 começou a fazer renascer das cinzas um país devastado. Os países capitalistas que não queriam que o socialismo vencesse, invadiram a URSS para apoiar os czaristas, capitalistas, a burguesia e aristocracia, na Guerra Civil que se gerou. Foram anos de guerra civil destruidora que, apesar de todos os ataques externos, os socialistas venceram.
Passados poucos anos, veio a Segunda Grande Guerra Mundial, que apanhou os soviéticos a recuperar da miséria em que o país estava. Na guerra entre 1939 e 1945 morreram mais de 20 milhões de soldados e trabalhadores soviéticos que se mobilizaram para vencer os Nazi-Fascistas comandados por Hitler. Foram os homens e mulheres na força da vida que mais sofreram e morreram. A URSS foi o país que maior esforço fez para vencer a guerra e o que mais sofreu. Mais uma vez os socialistas tiveram que começar tudo de novo para reconstruir o país. 

 
Vinte anos para recuperar um país destruído  


Em vinte anos, depois de 1945, a URSS tinha alcançado o país mais rico do mundo, os Estados Unidos da América. As condições sociais dos trabalhadores foram de tal forma avançadas que estimularam os trabalhadores de todo o mundo a reivindicar novas regalias e obrigaram os países capitalistas a conceder mais direitos (o que, agora, sem os países socialistas, o capitalismo está a fazer voltar atrás).
A URSS em vinte anos depois da Guerra, atingiu os primeiros lugares do mundo em muitas áreas, da ciência da tecnologia, do ensino da assistência social, na conquista do espaço.
 

O fim do capitalismo aproxima-se

Achará o tal professor que chumbou a turma inteira, que foi com trabalhadores desmotivados que a URSS atingiu esses resultados?
O Capitalismo para continuar a explorar precisa de mentir, enganar e de acabar com as experiências socialistas. Para isso usa a falsidade, a mentira, a vigarice e se preciso for a guerra. São estas as características do capitalismo e da política de direita que o apoia. A verdade triunfará.

7 de janeiro de 2013

Não se queixem


O Governo não aceitou as medidas propostas pela CGTP para aumento das receitas do Orçamento.

Porquê ? Porque os "amigos" muito ricos que ganham com a crise não deixaram?

A CGTP tinha apresentado medidas alternativas, concretas, que não foram aceites porque elas atingiam a Oligarquia.

O Governo preferiu ir buscar o dinheiro aos trabalhadores e reformados. Fez um Orçamento inconstitucional que:

1 - Pela via do IRS, reduz salários e pensões, sejam do Estado ou do privado. Corta subsídios e direitos dos trabalhadores;

2 - Pretende reduzir em 4 mil milhões a despesa na saúde, na educação, na segurança social, ou seja reduzir os serviços públicos e aumentar os preços desses serviços.
  

Propostas da CGTP

A CGTP apresentou 4 propostas que permitiriam arrecadar cerca de 6 mil milhões que foram rejeitadas porque atingiam os privilegiados deste país. 

Estas propostas respeitavam o preceito constitucional do princípio da equidade.

Foram elas: 
1 - Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 2.038,9 milhões de euros.

2 - Introdução de progressividade no IRC pela criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, de forma a introduzir o critério de progressividade no imposto. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.099 milhões de euros

3 - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos incidindo sobre os grandes accionistas, com a suspensão da norma que permite a dedução constante sobre os lucros distribuídos (art. 51º do CIRC). Esta medida permitiria arrecadar uma receita adicional de 1.665,7 milhões de euros

4 - Combate à Fraude e à Evasão Fiscal, pela fixação de metas anuais para a redução da economia não registada. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.162 milhões de euros.

Isto não quis a direita como não quis acabar com o escândalo das PPP e das benesses para os Bancos privados que nos levam muitos milhares de milhões de euros e não servem para nada a não ser para encher os bolsos dos banqueiros.
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6 de janeiro de 2013

O país das liberdades


A DemocraCIA nos Estados Unidos 

Os Estados Unidos (EUA) que se autoproclamam país da democracia, são na realidade uma feroz ditadura não só para os países que não se entregam à exploração das suas riquezas, mas também para os próprios americanos que não fazem parte da classe dos muito ricos e poderosos.

As autoridades norte-americanas, e em particular o presidente dos EUA, Barack Obama, vão poder continuar a deter cidadãos por tempo indeterminado e sem direito à presunção de inocência, apesar dessa norma ter sido considerada ilegal pelo Tribunal Constitucional. 

Associações de defesa dos direitos humanos e jornalistas – visados na medida em que podem ser presos se expressarem apoio a grupos ou indivíduos considerados terroristas pelo regime, mesmo sem provas e sem processos judiciais – já vieram repudiar esta iniciativa.
  

Recordamos os presos que apesar das promessas eleitorais de Obama, continuam presos indiscriminadamente, como os patriotas cubanos, os raptados em Guantanamo e o célebre Bradley Manning, acusado sem provas, de vazar mais de 150 mil documentos ao site WikiLeaks. Até hoje a acusação não foi provada.
Glenn Greenwald escreveu um artigo crucial em 15 de dezembro de 2010, descrevendo as condições de detenção de Manning desumanas e ilegais na base militar de Quantico. Apesar de ter sido acusado, não lhe é permitido falar com um juiz, e em vez disso, é mantido preso, contra o princípio de habeas corpus, em total isolamento. Artigos e entrevistas confirmaram as denúncias de Greenwald.

Lá tal como cá: É esta a democraCIA do capitalismo.

5 de janeiro de 2013

Drones & Os senhores da Guerra


A Arte de Bem Matar em Toda a Parte

Os EUA são incontestavelmente o país que detém o vergonhoso recorde de intervenções militares em todo o mundo. É o país que provoca mais guerras e conflitos para delas retirar benefício.

É de longe o país com o maior negócio de armas de guerra e o que, apesar da crise e fome que enfrenta o povo americano, tem o maior orçamento militar (1.531.000.000.000 de dólares em 2011) metade do total de todos os países do mundo e 6 vezes mais do que o maior país a China.
A justificação dada, para americano ver, até 1991, foi a ameaça do comunismo em tempos de guerra fria. Depois da derrocada dos países socialistas, acabou a guerra fria, com o fim da URSS em dezembro de 1991 e foi preciso inventar outra justificação. Veio o 11 de setembro de 2001. Todos os anos aumentam os orçamentos militares, agora para combater o terrorismo!

Israel, o Aprendiz de Feiticeiro

Os EUA e Israel inventaram novas armas de destruição maciça. Entre elas os "drones" ou robots ou "unmanned aerial vehicle" (UAV) ou em Português, "Veículo Aéreo Não Tripolado (VANT) ou ainda "Veículo Aéreo Remotamente Pilotado" (VARP). Estes aparelhos têm um papel importante no Médio Oriente. 



Os drones, como são melhor conhecidos, são máquinas telecomandadas, normalmente aviões sem piloto, que transportam mísseis e bombas e atingem alvos inimigos, sem risco para quem ataca, mas que, muitas vezes erram os alvos e atingem inocentes.

Os drones são responsáveis por invadirem espaço aéreo de muitos países e, à socapa, cobardemente, fazerem as suas vítimas. Tem sido assim no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, no Iémen, no Paquistão, na Somália, e outros.

Israel que é um dos principais exportadores mundiais de drones.
Pretende dominar toda a região do Médio Oriente mas, recebeu há semanas um revés que foi também uma lição, a lição do “aprendiz de feiticeiro”.

O monopólio de drones, israelita

Num artigo publicado no Diario.info , Arieh O’Sullivan revela que  um drone de fabrico iraniano voou ao longo da costa de Israel e depois penetrou fundo no país. Sobrevoou, perigosamente, a zona do complexo nuclear israelita. Este feito, conseguiu abalar a auto confiança de Israel.
Israel de imediato instalou baterias antiaéreas Patriot fabricadas nos EUA para reforçar as defesas e chegou a tomar a medida extrema de fechar o espaço aéreo e anular todos os voos comerciais. 

Fontes militares israelitas viram nesse acontecimento um alerta inesperado para o país que tem tido o monopólio de drones operacionais na região.

O tiro saiu pela culatra

O chefe do Hezbollah, Sheikh Hassan Nasrallah, que promoveu o voo, gozou com a situação e inalteceu na TV Al-Manar os peritos da sua organização que montaram e enviado para Israel o drone.  “Não foi a primeira vez e não será a última,” disse o líder da organização paramilitar e política xiíta no Líbano conhecida como “Partido de Deus”, uma das organizações terroristas na lista dos EUA.

Arieh O’Sullivan relata ainda as palavras do director do Instituto Árabe de Estudos de Segurança Ayman Khalil que considera “A utilização de drones em qualquer conflito é antes de mais não-ética. Os drones têm sido um factor de desestabilização. Têm sido usados efectivamente no Paquistão para combater a Al Qaida, mas as consequências têm sido dramaticamente negativas. E o mesmo se passa no Iémen,”.

Um negócio lucrativo ou a arma de dois gumes?

A força aérea israelita utiliza com grande frequência drones, principalmente no Líbano e na faixa de Gaza. Unger, presidente da conferência sobre veículos não-tripulados em Israel, disse: “A realidade é que a utilização de veículos não-tripulados alastra e a questão é só a que velocidade isso vai acontecer”. 

Israel é uma das potências mundiais de fabrico de UAV’s, vendendo-os em todo o mundo. Jacques Chemia, engenheiro-chefe da divisão de UAV’s da IAI, disse aos jornalistas “Israel é o primeiro exportador mundial de drones, com mais de 1000 vendidos em 42 países.”

Israel continuou a penetrar no mercado dos UAV’s, mesmo junto de potenciais clientes dos EUA. 
A Alemanha operou o Heron 1 da IAI para missões no Afeganistão. 
O projecto Watchkeeper do Reino Unido baseia-se no UAV Hermes-450 da Elbit. 
A Polónia anunciou recentemente estar a substituir o avião de combate Sukhoi-22 por UAV’s e planeia adquirir entre 125 a 200 drones. 
Este lucrativo negócio é uma fonte de grandes perigos e de aumento da instabilidade no mundo. Para alguns é mesmo muito lucrativo.

4 de janeiro de 2013

"Socialismo Democrático"


Foi com o "Socialismo Democrático" que o PS abriu as portas ao capitalismo financeiro e ultraliberal que começou a destruir a nossa economia

Mário Soares, com Carlucci, chefe da CIA, e Kissinger, recebeu dinheiro dos Americanos para por em marcha um plano para destruir o 25 de Abril. Esse plano contou com a colaboração de D. António Ribeiro, chefe da Igreja para, como o próprio Mário Soares confessou, dar instruções aos Padres para, nas missas, influenciarem os fieis contra os comunistas reforçando assim os preconceitos criados por Salazar.


Agora, o Deputado do PS, Francisco Assis, num artigo no Jornal Público, diz estar preocupado com o crescimento "das ideias comunistas".

Irá também Assis conspirar activamente com a Igreja para preparar novas cruzadas contra o socialismo verdadeiro e contra os comunistas?

Assis aponta Gianni Vattimo, filósofo e político italiano contemporâneo que proclama a pertinência atual do marxismo-leninismo, defendendo que só o comunismo enquanto ideal forte, nos poderá salvar da tirania imposta pelo capitalismo e da sua ordem social injusta. O ideal comunista, nas palavras de Vattimo referidas por Assis, pode impor-se como "um novo horizonte de esperança em sociedades descrentes e desesperadas".

Assis sabe, que o "Socialismo Democrático" de Socialismo nada tem, é uma farsa enganosa para suavizar o capitalismo que tem arruinado o nosso País, e provocado as crises que aumentam a exploração dos trabalhadores. Foi este "Socialismo" que permitiu Portugal perder a sua independência económica e ficar nas mãos dos grandes capitalistas e dos Bancos através da troika estrangeira com o apoio do PS. 
Foi assim que chegámos ao Governo PS de Sócrates e à situação que vivemos hoje, com um outro, PSD, que nos levará à miséria mais profunda se não derrotarmos esta política de direita seja ela chamada de "socialismo democrático" ou de "social democracia". 

3 de janeiro de 2013

Reformados mais uma vez enganados

E agora? Continuam votar na direita? 
E agora? Quem os tira do poleiro? 
Agora, só com luta organizada os poderemos vencer.  

Na Mensagem de Natal, Pedro Passos Coelho continuou a mentir ao afirmar que 9 em cada 10 reformados escaparam ao corte das pensões. 
O governo não cumpre a lei (Decreto Lei nº. 496/80) que no seu art.º 17, diz que os Subsídios de Férias e de Natal são inalienáveis e impenhoráveis. 

O economista Eugénio Rosa num dos seus últimos estudos mostra que "440.000 PENSIONISTAS VÃO PAGAR IRS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE SOLIDARIEDADE, OU SEJA, DE UM RENDIMENTO QUE NÃO RECEBEM.

Presidente que não cumpre o que jurou

O Presidente da República promulgou o Orçamento apesar de confessar ter dúvidas sobre a sua constitucionalidade. 
Agora, depois de promulgado e estar em vigor, enviou 3 alíneas para o Tribunal Constitucional para fingir que fez alguma coisa e fazer de nós parvos. 

O Primeiro Ministro, afirma que os reformados auferem pensões generosas demais, que não correspondem às contribuições por eles subscritas para a Segurança Social, pelo que considera justa a taxa que lhes vai ser aplicada (CES). 


PS+PSD+CDS a direita oportunista
  
Passos Coelho devia ter vergonha e olhar para os colegas do seu Partido, para a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, que recebe para além de vários "bonus" subvenção vitalícia de mais de 5.000 euros mensais aos 42 anos. O Primeiro Ministro não fala dos seus parceiros como Duarte Lima, que se reformou aos 39 anos, ou Mira Amaral, ou Catroga que se "reformou" ao abrigo da lei aplicável aos  políticos e recebe 9.000 euros mensais, lei que lhes permite a reforma ao fim de 8 anos ou dois mandatos. Esquece-se que dos Governadores do Banco de Portugal, que ao fim de 5 anos têm chorudas reformas. Esquece que os governos de direita têm feito milionários à custa do povo.


Esta é a política de direita que nos tem levado ao desastre há 36 anos. 
Não deveriam ser precisos tantos anos para termos aprendido que não podemos confiar nestes partidos da direita. Partidos que prosseguem uma política que se caracteriza pela corrupção, pela mentira, pela defesa de interesses pessoais e dos grandes capitalistas. Esses sim, continuam a ter grandes reformas e a não pagar impostos do dinheiro que levam para bancos no estrangeiro. Eles continuam a enriquecer enquanto os portugueses empobrecem.

A "democracia" que serve a direita

Temos uma democracia, armadilhada, para que o povo apenas tenha um voto de 4 em 4 anos. Uma vez eleitos eles fazem tudo o que querem, ao contrário do que prometeram, com o argumento que foi o povo que os escolheu. 
Não cumprem as leis, não cumprem a constituição. Só a luta os poderá fazer sair do poleiro. Vamos à luta.

O texto de Eugénio Rosa pode ser visto (aqui)

2 de janeiro de 2013

Um presidente inconstitucional que jura falso

Estamos numa República das bananas, com um Cavaco a fisgar nos portugueses

Cavaco, horas depois de ter promulgado o Orçamento de Estado para 2013, reparou que tem "fundadas dúvidas" quando à “justiça”, (note-se que ele não quis dizer constitucionalidade), de vários aspectos do documento que promulgou horas antes. 
Uma coisa ficamos a saber: Este fulano à medida que envelhece vai ficando com dúvidas. Ele que nunca tinha dúvidas nem errava.

Cobarde que foge aos seu atos

Este fulano que jurou cumprir a Constituição não é sequer "homem" para admitir que promulgou um Orçamento anti-constitucional. A sua "coragem" foi dizer que tem "fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios". Se é um problema de "justiça", como ele disse, então porque é que decidiu enviar o Orçamento para o Tribunal Constitucional? 
O Tribunal Constitucional serve para avaliar o cumprimento da Constituição. 

Mentiroso tal como os outros

Este fulano, que jurou cumprir a Constituição, esperou até ao último minuto para promulgar um documento tão grave sobre o qual tem dúvidas. 
Porque não o enviou logo para o Tribunal Constitucional? 
Ele várias vezes explicou: Foi para não deixar o País numa situação difícil, sem Orçamento. 
Pois, este fulano, para alem jurar falso é mentiroso. Ele bem sabe que o País não ficava sem Orçamento. Continuava com o Orçamento de 2012, em duodécimos pois é assim que manda a lei. 

É isto a Democracia?

Este fulano, considerou que é preferível um Orçamento Inconstitucional, a funcionarmos com o Orçamento aprovado em 2012. Quem lhe conferiu os poderes para ser ele a decidir contra a Constituição que jurou defender?
O que ele fez, e não disse, e por isso é mentiroso como a generalidade dos políticos da direita, foi obrigar os portugueses a partir de 1 de janeiro, a suportar as imposições anticonstitucionais do Orçamento. 
O que ele fez, por opção sua e ilegal, foi criar factos consumados para que os portugueses tenham que suportar as medidas do Governo que todos sabem serem anti-constitucionais.

A política de classe, para defender uma minoria, enganando a maioria

Aquele fulano (como eu tenho resistido a tratá-lo pelo nome que merece...) achou-se no direito de não cumprir a Constituição e penalizar todos os portugueses, com as consequências ilegais do Orçamento.
É esta a sua Democracia. Estaremos nós num estado de direito? Para alem de jurar falso, o fulano que os portugueses puseram naquele poleiro, vai penalizar todos, e o país, com medidas que sabe serem ilegais. 
Foi assim com o roubo do BPN, foi assim com a sua governação. É assim que a direita funciona. Continuem a votar neles, pois, o que mais precisamos é de Portugal em cavacos. E de quem é a responsabilidade?

1 de janeiro de 2013

O Pastel de Belém

Cavaco de compreensão lenta

Mensagem de Ano Novo que retrata um Presidente fantoche ao serviço de uma classe que nos explora 

Para só falar, numa das questões centrais da sua Mensagem: 
Depois de 5 anos de crise, depois de o PCP e vários economistas terem alertado para a necessidade de "Pôr Portugal a Produzir", Cavaco, que destruiu a nossa produção, que afundou as nossas Pescas, que subsidiou a destruição da Agricultura, descobre a solução para os nossos problemas: A necessidade de Pôr Portugal a Produzir  “É aí, no crescimento económico, que temos de concentrar esforços. Caso contrário, de pouco valerá o sacrifício que os portugueses estão a fazer”, disse esse traidor que não tem vergonha na cara, esse paspalho.



Em 2010 o PCP lançou a campanha: Pôr Portugal a Produzir
O PCP sempre disse (cassete) que só uma política de defesa da nossa produção, dos postos de trabalho e do emprego pode salvar Portugal. 
Cavaco descobriu isso agora, porque já toda a gente o tinha descoberto. Entretanto entregou o nosso património ao estrangeiro para servir os grandes capitalistas que levam daqui o nosso dinheiro.


31 de dezembro de 2012

Ano Velho, Ano Novo

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Não é fácil em pouco espaço fazer um balanço de 2012. Foi um ano de grandes desgraças, mas também de grandes lutas. 

O desemprego bateu todos os recordes, atingindo mais de um milhão e trezentos mil trabalhadores. 
A maioria dos desempregados foi ficando sem subsídio de desemprego.
A pobreza alastrou a mais de 2,5 milhões de portugueses, (um quarto da população nacional).
A fome assumiu proporções nunca vistas em especial nas crianças.
Milhares de pequenas e médias empresas foram à falência. 
Os trabalhadores viram desaparecer direitos e aumentar a exploração com mais trabalho e menos dinheiro.

O avanço técnico e científico foi apenas para alguns

Tudo isto num período da história em que os avanços científicos e técnicos são enormes como nunca o foram. 
Tudo isto quando, com os meios de produção hoje existentes, seria fácil dar de comer a todos os habitantes do planeta, reduzir as horas de trabalho e aumentar a produção e a riqueza de cada um. 
Contudo os lucros alcançados com os baixos salários e aumento das horas de trabalho não pagas, são apropriados pelos grandes capitalistas e em especial pelos Bancos.

Os valores do 25 de Abril foram desrespeitados

As pensões e reformas foram brutalmente reduzidas e os subsídios roubados.
Os direitos laborais assaltados, foram rasgados.
Os serviços públicos essenciais na maioria fechados.
Foi o ano de maior ataque ao 25 de Abril, ao Poder Local democrático.
Foi o ano da ameaça de morte a mais de um milhar de freguesias.
Foi um ano em que continuou a impunidade para a corrupção dos políticos desta política de direita.

A civilização recuou 

A democracia foi ofendida mesmo na Assembleia da República pela maioria de direita.
A independência nacional foi humilhada e desprezada. A Constituição da República foi desrespeitada.
Por tudo isto:
Foi o ano em que mais aumentaram as desigualdades entre ricos e pobres.
Do ponto de vista de civilizacional foi o ano de maior retrocesso, nalgumas áreas só comparável ao fascismo e ao século XIX. 

Um Natal mais triste para a maioria.

Este Natal, para a imensa maioria dos portugueses, foi o pior desde o 25 de Abril de 1974. 

E 2013, como será? 
Será o que o povo quiser !

Acabou 2012, começa 2013 que a não travarmos esta política será pior que 2012. Há 36 anos que é assim, mas não há mal que sempre dure e, como o mundo é composto de mudança, troquemos-lhe as voltas... e acabemos com esta política de direita.

E com o inicio do poema de Camões aqui fica o registo desta passagem de ano.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

30 de dezembro de 2012

Euro - A moeda única

Há 15 anos o PCP avisou!

«A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»
disse em 1997 Carlos Carvalhas, Secretário-geral do PCP na Assembleia da República.

«Interpelação do PCP sobre
a Moeda Única», 1997

29 de dezembro de 2012

A crise do capitalismo

O Capitalismo num Beco Sem Saída


O Diário.info publica uma recensão do mais recente livro de Fred Goldstein, "O Capitalismo num Beco Sem Saída", donde retiro as seguintes notas: 
Trata-se de um livro publicado este ano nos EUA que analisa a presente crise do capitalismo mundial. "Uma obra que, a partir da actualidade, aborda não apenas os aspectos económicos da crise mas também os movimentos sociais e políticos que ela está a gerar".

"O Capitalismo num Beco Sem Saída" mostra alguns dados fundamentais para se compreender a crise. Passo a citar:

- Esta crise é de longa duração, estamos ainda nos seus primeiros estágios, e, pela sua natureza, não se compara aos normais altos e baixos da actividade económica.

- Na sua raiz está uma quebra na taxa de acumulação do capital, o que faz dos aspectos financeiros uma decorrência e não uma causa dos problemas presentes.

- A crise estalou depois de décadas de grande progresso tecnológico, de aumento da produtividade do trabalho e da concorrência, o que desmente a ideia espalhada de falta de produção e de competitividade, e mostra, pelo contrário, que o sistema rompe pelas costuras em resultado da sua própria capacidade de produzir em larga escala.

- Nos casos em que se pode falar de alguma retoma económica após o colapso de 2008 (como nos EUA), essa retoma faz-se sem recuperação do emprego entretanto destruído em números sem precedentes.

Daí, todo o sistema capitalista se encontrar num beco sem saída. Ou, como diz o autor, “O capitalismo chegou a um ponto em que nada de natureza económica, só por si, poderá fazer o sistema avançar e crescer mais”.

Fred Goldstein, no seu livro "capitalismo de baixos salários” mostra que, após a derrocada dos países socialistas, o capitalismo quer recuperar o que na Europa do pós-guerra tal como no Portugal pós 25 de Abril era apresentado como um “ganho civilizacional”, supostamente irreversível.

Afirma o autor, “O sistema do lucro entra num estádio no qual só consegue arrastar para trás a humanidade”. Então, “As massas da população hão-de chegar a um ponto em que não poderão continuar a seguir o mesmo caminho porque o capitalismo lhes bloqueia todas as vias de sobrevivência”. E, chegada a este ponto, “a humanidade só pode avançar limpando a estrada da sobrevivência, o que significa nada menos do que destruir o próprio capitalismo”.

28 de dezembro de 2012

Paradigmas e preconceitos

Uma arma secreta, 
e bem disfarçada, do poder, para manipular as mentalidades

A cultura e a política de direita domina subtilmente as mentalidades das pessoas. É através de gerações de pais para filhos que se impregnam mentalidades caducas, por vezes, inexplicáveis. 

Normalmente essa cultura e mentalidade conservadoras, apoia-se em paradigmas que se apresentam sem que os reconheçamos como tal. Paradigma é aquilo que a sociedade em geral considera verdadeiro sem refletir sobre isso. De uma forma subtil, os paradigmas dominam os nossos pensamentos a partir de tradições que herdamos dos nossos pais, através da educação, da religião e dos preconceitos. 




Todos temos os nossos paradigmas que por vezes nos limitam, não nos deixam ver claro, condicionam o nosso raciocínio. 
É preciso aprender a identifica-los para nos libertarmos. Por vezes é difícil descobrir os nossos paradigmas porque eles estão nas profundezas do nosso subconsciente e camuflados. 

O paradigma ao serviço de uma classe

Porque é que o Marketing utiliza os paradigmas, preconceitos e ideias feitas, completamente irracionais?
Algumas casos:
- A maioria das pessoas compra um produto com embalagem mais bonita sem saber se é melhor.
- A etiqueta de umas calças pode "valer mais" que as calças.
- Muita gente avalia o estatuto social pelo que uma pessoa veste.
- Qual a razão para usar (ou mesmo ser obrigatório) usar gravata?
- A moda que sentido têm?
A moda escraviza as pessoas que sabem ser avaliadas pelo que vestem e não pelo que valem. 
A moda avalia não a qualidade do que se usa mas apenas se está de acordo com o estilo "oficial" para essa época.
- Qual a racionalidade desse paradigma?
O Marketing cria paradigmas e utiliza-os a favor de quem vende e não de quem compra.
O capitalismo alimenta paradigmas para impedir que as pessoas defendam os seus interesses.

A sociedade e a civilização avançam quando grandes homens rompem com os preconceitos 

Todos os grandes Homens da História, os que revolucionaram a nossa cultura e sociedade, venceram os paradigmas do seu tempo. Jesus rompeu paradigmas. Jesus quebrou as normas e preceitos humanos limitativos. Jesus, perdoou prostitutas, conviveu com pecadores. Jesus lutou contra muitas das regras da sociedade, regras das classes no poder.

Se queremos progredir, inovar, criar, seja na política, na sociedade, na cultura, é preciso alargar horizontes vencendo os paradigmas e preconceitos injustificados, que não servem as pessoas e a sociedade.


É preciso perguntar: PORQUÊ? PARA QUÊ? PARA SERVIR O QUÊ? QUEM?

Há sempre várias formas de ver as coisas. Mesmo em cada época há culturas diferentes que progridem por caminhos diferentes. Precisamos de acutilância na crítica na análise, de perceber o PORQUÊ das coisas. 
Sonhar é romper paradigmas e alargar horizontes. É ter a capacidade de sair dos estreitos limites que a cultura conservadora impõe. É preciso quebrar barreiras mentais, furar regras humanas, para que o sonho se torne realidade. 

Talvez a propósito, ou talvez não, li um texto de Baptista Bastos de que extraio algumas passagens:


A mentira,a manipulação e o preconceito

(Baptista Bastos)


"... O capitalismo está mergulhado numa crise que será sangrenta se as forças progressistas se lhe não opuserem.  “O PCP e o Bloco de Esquerda cumprem o seu papel [...] de travão aos desmandos do poder. Dir-se-á que pouco podem fazer; talvez. Mas muitas coisas estariam pior não fosse a intervenção deles. E também constituem forças morais e éticas num período da História em que, parece, esses valores e padrões soçobram, ante as investidas actuais. Não é necessário ser comunista ou bloquista para se compreender a natureza de certos partidos. E o preconceito ideológico, sabiamente organizado e dirigido, prejudica, inclusive, o conhecimento dos factos e as verdades históricas. Até quando?”


Para relembrar:



27 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

A corrupção é uma das características da política de direita e em especial do capitalismo neo-liberal que nos domina. 

Eles pretendem controlar tudo e todos para benefício de alguns, poucos. 
Pisam quem puderem, não têm regras que não seja a de obter o máximo lucro sem olhar a meios.

É a política que cria os super ricos e destrói as vidas de centenas de milhões de pessoas.
É, com algumas variantes, a política do PS, PSD, e do CDS.


Continuem a votar neles e depois queixem-se



26 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal do Coelho

Uma mensagem desprezável de um primeiro ministro desprezível

Que interesse pode despertar um aldrabão, um fulano que faz da mentira a sua política, para mascarar a política de direita, essa bem real ?

Mente como mentiram os seus antecessores para ganhar eleições e enganar os eternos "arrependidos" e aqueles que dizem "eu não votei nele", tal é a vergonha que não querem admitir.

Mente como mentem os políticos da direita que dizem defender o país e os portugueses quando a sua política consiste na defesa de uma classe minoritária, uma classe de grandes capitalistas parasitas que ganham o dinheiro à custa de quem trabalha.
Por isso têm quer mentir. Não ganhariam eleições se falassem verdade.

São hoje raros os que se atrevem a defender um tal primeiro ministro fraude. Os raros que o fazem, fazem-no na mira de apanhar algumas migalhas ou rapar o tacho do saque aos portugueses.

Por tão vulgares, as mentiras do Coelho já não são notícia

Não ouvi a mensagem nem tive a mínima ponta de interesse em ouvir. Falei com muitas pessoas que também não a ouviram e manifestaram o mesmo desinteresse em perder tempo a ouvir o que se sabe à partida ser um chorrilho de mentiras. 
 
Pelo que vi nos jornais foi notícia mais interessante, por mais criativa, a entrevista de Artur Baptista da Silva ao Expresso e o programa em que participou no Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias.

Ao que chega um povo e um país que tem um Primeiro Ministro vigarista aldrabão, - ultrapassado por um Artur Baptista da Silva - desprezado por quem o elegeu, que não se atreve a aparecer em público, a sair à rua e, quando o faz, tem que o fazer a fugir das pessoas pelas portas das traseiras.
Que dignidade pode ter um homem que se presta a esta fraude? Será um homem? Nem sequer é um Coelho medroso e acossado por ser apetitoso repasto, mas é um rato que rouba, traz a peste, a doença e a desgraça a um navio à deriva e já sem mantimentos.
E que dizer de um Presidente da República do mesmo bando?

24 de dezembro de 2012

Boas Festas e muita solidariedade

Paz, Amor, Alegria, Saúde, Força e Solidariedade

A Luta continua!

A luta de Classes é o motor da História. Já vem de muito longe, desde que existe exploração. 
O Novo Ano será um ano de luta para a qual é preciso muita solidariedade de todos quantos têm vindo a ser vítimas desta política de direita.
Uma sociedade nova sem exploradores nem explorados é um sonho antigo que está sempre presente nos mais conscientes. Essa nova sociedade todos os dias se constrói.
A luta continua !
  

23 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

Mais um outro depoimento sobre a corrupção e política de direita nos Governos PS+PSD+CDS



Sobem os preços
Sobem os impostos
Sobe o desemprego
Descem os ordenados
O país está a arruinar-se para salvar meia dúzia de grandes capitalistas e banqueiros

Continuem a votar neles e depois queixem-se.



22 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

Mais um, entre os muitos exemplos, do que é a política de direita, exercida pela troika interna PS+PSD+CDS




Continuem a votar neles e depois queixem-se.
É hora de acordar!




21 de dezembro de 2012

Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal


Uma vida, pensamento e luta. 
Um exemplo que se projeta na atualidade e no futuro

As Comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal serão a justa homenagem ao homem, ao comunista, ao intelectual, ao artista, figura central do século XX, que se afirmou como referência na luta pelos valores da emancipação social e humana no país e no mundo. 

As comemorações do centenário realizam-se ao longo de todo o ano de 2013, ano em que se perfazem 100 anos do seu nascimento.

Álvaro Cunhal é uma das mais ricas e fascinantes personalidades do século XX português, um homem que se destacou na luta pelos valores da emancipação social e humana. Uma figura de forte projeção no plano mundial.

A vida, o pensamento e a obra de Álvaro Cunhal tornam indispensável esta homenagem, de inegável significado. 
Homenagem, ao seu exemplo, inserido na ação coletiva em que se integrou e na causa à qual dedicou toda a sua vida. 
Homenagem também ao seu legado, pensamento, acervo de análises e ação, que expressa um conteúdo a que a vida deu e dá razão. 
Homenagem que tem uma crescente projeção na atualidade e no futuro.

Álvaro Cunhal, militante e dirigente comunista. 
Uma vida inteiramente dedicada à luta pela liberdade, pela democracia e pelo socialismo.
Homem intelectual, artista com um apaixonado interesse por todas as esferas da vida.
Criador que se expressa nas suas obras, quer no plano da literatura, com o romance e o conto (“Até Amanhã, Camaradas”; “Cinco Dias; Cinco Noites”; “A Estrela de Seis Pontas”; “A Casa de Eulália”; “Fronteiras”; “Um Risco na Areia”; “Os Corrécios”; “Sala 3”; “Lutas e Vidas”) e a tradução (“Rei Lear” de Shakespeare), quer no plano das artes plásticas, com o desenho e a pintura ("Desenhos da Prisão", "Projetos"), quer ainda no plano da reflexão teórica sobre a estética e a criação cultural (“A Arte, o Artista e a Sociedade”).

A Álvaro Cunhal se deve uma intervenção notável na vida política, económica, social e cultural do seu tempo, uma invulgar atitude de constante observação, estudo e investigação da realidade social e histórica no supremo intuito, político e moral, de intervir, coletivamente, para a sua transformação. Ficaram célebres os estudos que fez sobre o aborto (“O Aborto Causas e Soluções”); sobre a história de Portugal, desde a Idade Média aos nossos dias (“ As Lutas de Classes em Portugal nos Finais da Idade Média”, “Rumo à Vitória”, “A Revolução Portuguesa O Passado e o Futuro”, “A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril”, entre tantos outros); sobre a questão agrária em Portugal (“Contribuição Para o Estudo da Questão Agrária”); sobre temas de eminente pendor político (Discursos Políticos e diversas outras obras).

Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra, em 10 de Novembro de 1913. Iniciou a sua atividade política quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Participou no movimento associativo estudantil, tendo sido eleito em 1934 como representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas (FJCP), sendo eleito seu secretário-geral em 1935. Membro do Partido Comunista Português desde 1931, passou, a partir de 1935, a integrar o quadro de militantes clandestinos. É preso neste período duas vezes, em 1937 e em 1940. Participa na reorganização do PCP, em 1940/41, e é membro do seu Secretariado de 1942 a 1949. Preso de novo em 1949 e levado a julgamento, faz em Tribunal uma contundente acusação à ditadura fascista e a defesa da política do seu Partido. Condenado, permanece 11 anos seguidos nas cadeias fascistas, cerca de 8 anos dos quais em completo isolamento. Transferido da penitenciária de Lisboa para a prisão-fortaleza de Peniche, evadiu-se em 3 de Janeiro de 1960 com um grupo de outros destacados militantes comunistas. Integrou de novo o Secretariado do Comité Central e foi eleito Secretário-geral do PCP em Março de 1961.

Álvaro Cunhal deu uma contribuição decisiva na análise da situação nacional, no traçar da orientação, na definição das tarefas e na direção da ação política do PCP, criando condições para a Revolução de Abril e influenciando o seu desenvolvimento.

Até ao fim da sua vida, Álvaro Cunhal manteve uma intervenção intensa na vida política, na atividade cultural e artística.

Morreu aos 92 anos em 13 de Junho de 2005 e o seu funeral (no dia 15 de Junho), com a participação de centenas de milhar de pessoas, uma extraordinária homenagem dos comunistas, dos democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo a quem Álvaro Cunhal dedicou a sua vida, constituiu uma manifestação que foi em si mesma uma afirmação de determinação, empenho e confiança na continuação da luta pela causa que abraçou.

Defender o Poder Local e as Freguesias



Contra tudo e contra todos, o Governo quer impor a extinção de 1165 freguesias em todo o País.

As populações, os trabalhadores e os autarcas não pararam a sua luta em defesa do Poder Local democrático.  

Para sábado, às 14 horas, está prevista uma concentração, promovida pela Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), frente ao Palácio de Belém, onde se apelará à «reflexão» do Presidente da República sobre uma Lei que estabelece critérios cegos para a reorganização do território das freguesias, impondo um modelo desadequado da realidade portuguesa.

A hora é de solidariedade, refere a ANAFRE, que apela à participação de todas as freguesias no protesto de Lisboa, mesmo daquelas que supostamente não serão extintas ou agregadas.

O projecto de liquidação das freguesias e as ameaças ao futuro de muitos municípios faz parte de uma política de destruição do Poder Local tal como acontece com muitas outras conquistas de Abril que a direita está a liquidar.

Esta política da direita está a empobrecer a vida democrática, a afastar as populações dos assuntos que lhes dizem respeito e a destruir os valores de Abril e a democracia.

Não baixemos os braços. O momento é de lutar.