31 de dezembro de 2012

Ano Velho, Ano Novo

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Não é fácil em pouco espaço fazer um balanço de 2012. Foi um ano de grandes desgraças, mas também de grandes lutas. 

O desemprego bateu todos os recordes, atingindo mais de um milhão e trezentos mil trabalhadores. 
A maioria dos desempregados foi ficando sem subsídio de desemprego.
A pobreza alastrou a mais de 2,5 milhões de portugueses, (um quarto da população nacional).
A fome assumiu proporções nunca vistas em especial nas crianças.
Milhares de pequenas e médias empresas foram à falência. 
Os trabalhadores viram desaparecer direitos e aumentar a exploração com mais trabalho e menos dinheiro.

O avanço técnico e científico foi apenas para alguns

Tudo isto num período da história em que os avanços científicos e técnicos são enormes como nunca o foram. 
Tudo isto quando, com os meios de produção hoje existentes, seria fácil dar de comer a todos os habitantes do planeta, reduzir as horas de trabalho e aumentar a produção e a riqueza de cada um. 
Contudo os lucros alcançados com os baixos salários e aumento das horas de trabalho não pagas, são apropriados pelos grandes capitalistas e em especial pelos Bancos.

Os valores do 25 de Abril foram desrespeitados

As pensões e reformas foram brutalmente reduzidas e os subsídios roubados.
Os direitos laborais assaltados, foram rasgados.
Os serviços públicos essenciais na maioria fechados.
Foi o ano de maior ataque ao 25 de Abril, ao Poder Local democrático.
Foi o ano da ameaça de morte a mais de um milhar de freguesias.
Foi um ano em que continuou a impunidade para a corrupção dos políticos desta política de direita.

A civilização recuou 

A democracia foi ofendida mesmo na Assembleia da República pela maioria de direita.
A independência nacional foi humilhada e desprezada. A Constituição da República foi desrespeitada.
Por tudo isto:
Foi o ano em que mais aumentaram as desigualdades entre ricos e pobres.
Do ponto de vista de civilizacional foi o ano de maior retrocesso, nalgumas áreas só comparável ao fascismo e ao século XIX. 

Um Natal mais triste para a maioria.

Este Natal, para a imensa maioria dos portugueses, foi o pior desde o 25 de Abril de 1974. 

E 2013, como será? 
Será o que o povo quiser !

Acabou 2012, começa 2013 que a não travarmos esta política será pior que 2012. Há 36 anos que é assim, mas não há mal que sempre dure e, como o mundo é composto de mudança, troquemos-lhe as voltas... e acabemos com esta política de direita.

E com o inicio do poema de Camões aqui fica o registo desta passagem de ano.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

30 de dezembro de 2012

Euro - A moeda única

Há 15 anos o PCP avisou!

«A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»
disse em 1997 Carlos Carvalhas, Secretário-geral do PCP na Assembleia da República.

«Interpelação do PCP sobre
a Moeda Única», 1997

29 de dezembro de 2012

A crise do capitalismo

O Capitalismo num Beco Sem Saída


O Diário.info publica uma recensão do mais recente livro de Fred Goldstein, "O Capitalismo num Beco Sem Saída", donde retiro as seguintes notas: 
Trata-se de um livro publicado este ano nos EUA que analisa a presente crise do capitalismo mundial. "Uma obra que, a partir da actualidade, aborda não apenas os aspectos económicos da crise mas também os movimentos sociais e políticos que ela está a gerar".

"O Capitalismo num Beco Sem Saída" mostra alguns dados fundamentais para se compreender a crise. Passo a citar:

- Esta crise é de longa duração, estamos ainda nos seus primeiros estágios, e, pela sua natureza, não se compara aos normais altos e baixos da actividade económica.

- Na sua raiz está uma quebra na taxa de acumulação do capital, o que faz dos aspectos financeiros uma decorrência e não uma causa dos problemas presentes.

- A crise estalou depois de décadas de grande progresso tecnológico, de aumento da produtividade do trabalho e da concorrência, o que desmente a ideia espalhada de falta de produção e de competitividade, e mostra, pelo contrário, que o sistema rompe pelas costuras em resultado da sua própria capacidade de produzir em larga escala.

- Nos casos em que se pode falar de alguma retoma económica após o colapso de 2008 (como nos EUA), essa retoma faz-se sem recuperação do emprego entretanto destruído em números sem precedentes.

Daí, todo o sistema capitalista se encontrar num beco sem saída. Ou, como diz o autor, “O capitalismo chegou a um ponto em que nada de natureza económica, só por si, poderá fazer o sistema avançar e crescer mais”.

Fred Goldstein, no seu livro "capitalismo de baixos salários” mostra que, após a derrocada dos países socialistas, o capitalismo quer recuperar o que na Europa do pós-guerra tal como no Portugal pós 25 de Abril era apresentado como um “ganho civilizacional”, supostamente irreversível.

Afirma o autor, “O sistema do lucro entra num estádio no qual só consegue arrastar para trás a humanidade”. Então, “As massas da população hão-de chegar a um ponto em que não poderão continuar a seguir o mesmo caminho porque o capitalismo lhes bloqueia todas as vias de sobrevivência”. E, chegada a este ponto, “a humanidade só pode avançar limpando a estrada da sobrevivência, o que significa nada menos do que destruir o próprio capitalismo”.

28 de dezembro de 2012

Paradigmas e preconceitos

Uma arma secreta, 
e bem disfarçada, do poder, para manipular as mentalidades

A cultura e a política de direita domina subtilmente as mentalidades das pessoas. É através de gerações de pais para filhos que se impregnam mentalidades caducas, por vezes, inexplicáveis. 

Normalmente essa cultura e mentalidade conservadoras, apoia-se em paradigmas que se apresentam sem que os reconheçamos como tal. Paradigma é aquilo que a sociedade em geral considera verdadeiro sem refletir sobre isso. De uma forma subtil, os paradigmas dominam os nossos pensamentos a partir de tradições que herdamos dos nossos pais, através da educação, da religião e dos preconceitos. 




Todos temos os nossos paradigmas que por vezes nos limitam, não nos deixam ver claro, condicionam o nosso raciocínio. 
É preciso aprender a identifica-los para nos libertarmos. Por vezes é difícil descobrir os nossos paradigmas porque eles estão nas profundezas do nosso subconsciente e camuflados. 

O paradigma ao serviço de uma classe

Porque é que o Marketing utiliza os paradigmas, preconceitos e ideias feitas, completamente irracionais?
Algumas casos:
- A maioria das pessoas compra um produto com embalagem mais bonita sem saber se é melhor.
- A etiqueta de umas calças pode "valer mais" que as calças.
- Muita gente avalia o estatuto social pelo que uma pessoa veste.
- Qual a razão para usar (ou mesmo ser obrigatório) usar gravata?
- A moda que sentido têm?
A moda escraviza as pessoas que sabem ser avaliadas pelo que vestem e não pelo que valem. 
A moda avalia não a qualidade do que se usa mas apenas se está de acordo com o estilo "oficial" para essa época.
- Qual a racionalidade desse paradigma?
O Marketing cria paradigmas e utiliza-os a favor de quem vende e não de quem compra.
O capitalismo alimenta paradigmas para impedir que as pessoas defendam os seus interesses.

A sociedade e a civilização avançam quando grandes homens rompem com os preconceitos 

Todos os grandes Homens da História, os que revolucionaram a nossa cultura e sociedade, venceram os paradigmas do seu tempo. Jesus rompeu paradigmas. Jesus quebrou as normas e preceitos humanos limitativos. Jesus, perdoou prostitutas, conviveu com pecadores. Jesus lutou contra muitas das regras da sociedade, regras das classes no poder.

Se queremos progredir, inovar, criar, seja na política, na sociedade, na cultura, é preciso alargar horizontes vencendo os paradigmas e preconceitos injustificados, que não servem as pessoas e a sociedade.


É preciso perguntar: PORQUÊ? PARA QUÊ? PARA SERVIR O QUÊ? QUEM?

Há sempre várias formas de ver as coisas. Mesmo em cada época há culturas diferentes que progridem por caminhos diferentes. Precisamos de acutilância na crítica na análise, de perceber o PORQUÊ das coisas. 
Sonhar é romper paradigmas e alargar horizontes. É ter a capacidade de sair dos estreitos limites que a cultura conservadora impõe. É preciso quebrar barreiras mentais, furar regras humanas, para que o sonho se torne realidade. 

Talvez a propósito, ou talvez não, li um texto de Baptista Bastos de que extraio algumas passagens:


A mentira,a manipulação e o preconceito

(Baptista Bastos)


"... O capitalismo está mergulhado numa crise que será sangrenta se as forças progressistas se lhe não opuserem.  “O PCP e o Bloco de Esquerda cumprem o seu papel [...] de travão aos desmandos do poder. Dir-se-á que pouco podem fazer; talvez. Mas muitas coisas estariam pior não fosse a intervenção deles. E também constituem forças morais e éticas num período da História em que, parece, esses valores e padrões soçobram, ante as investidas actuais. Não é necessário ser comunista ou bloquista para se compreender a natureza de certos partidos. E o preconceito ideológico, sabiamente organizado e dirigido, prejudica, inclusive, o conhecimento dos factos e as verdades históricas. Até quando?”


Para relembrar:



27 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

A corrupção é uma das características da política de direita e em especial do capitalismo neo-liberal que nos domina. 

Eles pretendem controlar tudo e todos para benefício de alguns, poucos. 
Pisam quem puderem, não têm regras que não seja a de obter o máximo lucro sem olhar a meios.

É a política que cria os super ricos e destrói as vidas de centenas de milhões de pessoas.
É, com algumas variantes, a política do PS, PSD, e do CDS.


Continuem a votar neles e depois queixem-se



26 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal do Coelho

Uma mensagem desprezável de um primeiro ministro desprezível

Que interesse pode despertar um aldrabão, um fulano que faz da mentira a sua política, para mascarar a política de direita, essa bem real ?

Mente como mentiram os seus antecessores para ganhar eleições e enganar os eternos "arrependidos" e aqueles que dizem "eu não votei nele", tal é a vergonha que não querem admitir.

Mente como mentem os políticos da direita que dizem defender o país e os portugueses quando a sua política consiste na defesa de uma classe minoritária, uma classe de grandes capitalistas parasitas que ganham o dinheiro à custa de quem trabalha.
Por isso têm quer mentir. Não ganhariam eleições se falassem verdade.

São hoje raros os que se atrevem a defender um tal primeiro ministro fraude. Os raros que o fazem, fazem-no na mira de apanhar algumas migalhas ou rapar o tacho do saque aos portugueses.

Por tão vulgares, as mentiras do Coelho já não são notícia

Não ouvi a mensagem nem tive a mínima ponta de interesse em ouvir. Falei com muitas pessoas que também não a ouviram e manifestaram o mesmo desinteresse em perder tempo a ouvir o que se sabe à partida ser um chorrilho de mentiras. 
 
Pelo que vi nos jornais foi notícia mais interessante, por mais criativa, a entrevista de Artur Baptista da Silva ao Expresso e o programa em que participou no Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias.

Ao que chega um povo e um país que tem um Primeiro Ministro vigarista aldrabão, - ultrapassado por um Artur Baptista da Silva - desprezado por quem o elegeu, que não se atreve a aparecer em público, a sair à rua e, quando o faz, tem que o fazer a fugir das pessoas pelas portas das traseiras.
Que dignidade pode ter um homem que se presta a esta fraude? Será um homem? Nem sequer é um Coelho medroso e acossado por ser apetitoso repasto, mas é um rato que rouba, traz a peste, a doença e a desgraça a um navio à deriva e já sem mantimentos.
E que dizer de um Presidente da República do mesmo bando?

24 de dezembro de 2012

Boas Festas e muita solidariedade

Paz, Amor, Alegria, Saúde, Força e Solidariedade

A Luta continua!

A luta de Classes é o motor da História. Já vem de muito longe, desde que existe exploração. 
O Novo Ano será um ano de luta para a qual é preciso muita solidariedade de todos quantos têm vindo a ser vítimas desta política de direita.
Uma sociedade nova sem exploradores nem explorados é um sonho antigo que está sempre presente nos mais conscientes. Essa nova sociedade todos os dias se constrói.
A luta continua !
  

23 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

Mais um outro depoimento sobre a corrupção e política de direita nos Governos PS+PSD+CDS



Sobem os preços
Sobem os impostos
Sobe o desemprego
Descem os ordenados
O país está a arruinar-se para salvar meia dúzia de grandes capitalistas e banqueiros

Continuem a votar neles e depois queixem-se.



22 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

Mais um, entre os muitos exemplos, do que é a política de direita, exercida pela troika interna PS+PSD+CDS




Continuem a votar neles e depois queixem-se.
É hora de acordar!




21 de dezembro de 2012

Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal


Uma vida, pensamento e luta. 
Um exemplo que se projeta na atualidade e no futuro

As Comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal serão a justa homenagem ao homem, ao comunista, ao intelectual, ao artista, figura central do século XX, que se afirmou como referência na luta pelos valores da emancipação social e humana no país e no mundo. 

As comemorações do centenário realizam-se ao longo de todo o ano de 2013, ano em que se perfazem 100 anos do seu nascimento.

Álvaro Cunhal é uma das mais ricas e fascinantes personalidades do século XX português, um homem que se destacou na luta pelos valores da emancipação social e humana. Uma figura de forte projeção no plano mundial.

A vida, o pensamento e a obra de Álvaro Cunhal tornam indispensável esta homenagem, de inegável significado. 
Homenagem, ao seu exemplo, inserido na ação coletiva em que se integrou e na causa à qual dedicou toda a sua vida. 
Homenagem também ao seu legado, pensamento, acervo de análises e ação, que expressa um conteúdo a que a vida deu e dá razão. 
Homenagem que tem uma crescente projeção na atualidade e no futuro.

Álvaro Cunhal, militante e dirigente comunista. 
Uma vida inteiramente dedicada à luta pela liberdade, pela democracia e pelo socialismo.
Homem intelectual, artista com um apaixonado interesse por todas as esferas da vida.
Criador que se expressa nas suas obras, quer no plano da literatura, com o romance e o conto (“Até Amanhã, Camaradas”; “Cinco Dias; Cinco Noites”; “A Estrela de Seis Pontas”; “A Casa de Eulália”; “Fronteiras”; “Um Risco na Areia”; “Os Corrécios”; “Sala 3”; “Lutas e Vidas”) e a tradução (“Rei Lear” de Shakespeare), quer no plano das artes plásticas, com o desenho e a pintura ("Desenhos da Prisão", "Projetos"), quer ainda no plano da reflexão teórica sobre a estética e a criação cultural (“A Arte, o Artista e a Sociedade”).

A Álvaro Cunhal se deve uma intervenção notável na vida política, económica, social e cultural do seu tempo, uma invulgar atitude de constante observação, estudo e investigação da realidade social e histórica no supremo intuito, político e moral, de intervir, coletivamente, para a sua transformação. Ficaram célebres os estudos que fez sobre o aborto (“O Aborto Causas e Soluções”); sobre a história de Portugal, desde a Idade Média aos nossos dias (“ As Lutas de Classes em Portugal nos Finais da Idade Média”, “Rumo à Vitória”, “A Revolução Portuguesa O Passado e o Futuro”, “A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril”, entre tantos outros); sobre a questão agrária em Portugal (“Contribuição Para o Estudo da Questão Agrária”); sobre temas de eminente pendor político (Discursos Políticos e diversas outras obras).

Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra, em 10 de Novembro de 1913. Iniciou a sua atividade política quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Participou no movimento associativo estudantil, tendo sido eleito em 1934 como representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas (FJCP), sendo eleito seu secretário-geral em 1935. Membro do Partido Comunista Português desde 1931, passou, a partir de 1935, a integrar o quadro de militantes clandestinos. É preso neste período duas vezes, em 1937 e em 1940. Participa na reorganização do PCP, em 1940/41, e é membro do seu Secretariado de 1942 a 1949. Preso de novo em 1949 e levado a julgamento, faz em Tribunal uma contundente acusação à ditadura fascista e a defesa da política do seu Partido. Condenado, permanece 11 anos seguidos nas cadeias fascistas, cerca de 8 anos dos quais em completo isolamento. Transferido da penitenciária de Lisboa para a prisão-fortaleza de Peniche, evadiu-se em 3 de Janeiro de 1960 com um grupo de outros destacados militantes comunistas. Integrou de novo o Secretariado do Comité Central e foi eleito Secretário-geral do PCP em Março de 1961.

Álvaro Cunhal deu uma contribuição decisiva na análise da situação nacional, no traçar da orientação, na definição das tarefas e na direção da ação política do PCP, criando condições para a Revolução de Abril e influenciando o seu desenvolvimento.

Até ao fim da sua vida, Álvaro Cunhal manteve uma intervenção intensa na vida política, na atividade cultural e artística.

Morreu aos 92 anos em 13 de Junho de 2005 e o seu funeral (no dia 15 de Junho), com a participação de centenas de milhar de pessoas, uma extraordinária homenagem dos comunistas, dos democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo a quem Álvaro Cunhal dedicou a sua vida, constituiu uma manifestação que foi em si mesma uma afirmação de determinação, empenho e confiança na continuação da luta pela causa que abraçou.

Defender o Poder Local e as Freguesias



Contra tudo e contra todos, o Governo quer impor a extinção de 1165 freguesias em todo o País.

As populações, os trabalhadores e os autarcas não pararam a sua luta em defesa do Poder Local democrático.  

Para sábado, às 14 horas, está prevista uma concentração, promovida pela Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), frente ao Palácio de Belém, onde se apelará à «reflexão» do Presidente da República sobre uma Lei que estabelece critérios cegos para a reorganização do território das freguesias, impondo um modelo desadequado da realidade portuguesa.

A hora é de solidariedade, refere a ANAFRE, que apela à participação de todas as freguesias no protesto de Lisboa, mesmo daquelas que supostamente não serão extintas ou agregadas.

O projecto de liquidação das freguesias e as ameaças ao futuro de muitos municípios faz parte de uma política de destruição do Poder Local tal como acontece com muitas outras conquistas de Abril que a direita está a liquidar.

Esta política da direita está a empobrecer a vida democrática, a afastar as populações dos assuntos que lhes dizem respeito e a destruir os valores de Abril e a democracia.

Não baixemos os braços. O momento é de lutar.


20 de dezembro de 2012

Ordenados secretos

É assim a política de direita disfarçada de democracia.

Ordenados de 300.000 euros


O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, tem recusado divulgar os vencimentos auferidos por altos cargos na Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, que, segundo o Correio da Manhã, rondam os 300 mil euros anuais.



João Moreira Rato e Cristina Casalinho, beneficiam de um regime de excepção no IGCP. 

Regime de excepção e ilegal

Ambos os gestores do IGCP não entregaram as declarações de rendimentos junto do Tribunal Constitucional, o que deviam ter efectuado até 18 de Agosto.
Em 10 de Setembro o Correio da Manhã, questionou Vítor Gaspar. O ministro não respondeu.

É isto a política de direita, política de classe do capitalismo.

19 de dezembro de 2012

Defender a Constituição

DEFENDER AS FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO E A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

A CGTP lançou um manifesto e está a recolher assinaturas para a Defesa das Funções Sociais do Estado consagradas na Constituição. 

A Constituição da República Portuguesa assenta em três pilares essenciais da Democracia: Económica, Social e Cultural. Incumbe ao Estado assegurar a coesão social e o bem-estar dos cidadãos, através da prestação e garantia da satisfação das suas necessidades colectivas na estrita observância dos princípios da Universalidade, Solidariedade e Justiça Social.

O ataque sistemático que tem vindo a ser feito às conquistas alcançadas com o 25 de Abril, está agora a atingir As Funções Sociais do Estado. 
O governo pretende limitar ou mesmo anular o princípio da Universalidade dos direitos sociais.

Estão agora mais que nunca, em perigo os direitos básicos da população ao ensino à saúde, bem como à protecção social.
O governo está a atacar esses direitos essenciais, com vista à sua privatização. 




O Governo não fala verdade

O Estado Português gasta menos que a generalidade dos países europeus com as suas funções sociais. 
A despesa pública era, em 2011, de 48,9% do PIB, sendo de 49,4% na zona euro. 
Por sua vez, a despesa com protecção social por pessoa, em Portugal, era, em 2010, apenas 2/3 do valor médio na zona euro.   

O Capitalismo cria as crises
A política de direita destroi a Economia
O Povo é que paga

A dívida pública, que era de 68,8% em 2007, com esta política chegará aos 124% em 2013. A austeridade não resolveu os problemas das contas públicas, antes os agravou.

Destruir as Funções Sociais do Estado é aumentar de uma forma brutal a pobreza, diminuir a esperança média de vida e pôr em causa a coesão social.

As Funções Sociais estão próximas do precipício, havendo já racionamentos na Saúde, cortes de prestações na Segurança Social e um criminoso desinvestimento na Educação. 
Estes são sectores vitais para o desenvolvimento do país e para garantir a qualidade de vida das populações. 

Aumento brutal das desigualdades sociais

A destruição e privatização das Funções Sociais do Estado, a par de salários cada vez mais reduzidos e do aumento de desempregados vão aumentar as desigualdades sociais já muito graves.

Importa registar, que a taxa de pobreza era de 18% em 2010, mas seria de 43% se não fossem as ajudas sociais.
Se hoje forem eliminadas as Funções Sociais do Estado, a pobreza poderá disparar para mais de 50% da população.
A Segurança Social, a Saúde e a Educação são áreas onde os ataques mais tendem a avolumar-se. 

O negócio das privatizações para os ricos

A privatização da Segurança Social poria em causa o princípio da Universalidade e da Solidariedade e significaria que os grupos sociais de maior rendimento e riqueza fossem empurrados para aderir a sistemas privados, reduzindo as receitas da Segurança Social, deixando os desempregados e os de menores rendimentos, entregues à sua sorte.

Na Saúde, estudos realizados mostram que a esperança de vida decresce, com doenças e a morte prematura a aumentar nos mais pobres. Só políticas públicas fortes podem evitar tais efeitos dramáticos.     

Na Educação, está em marcha um ataque à Escola Pública. A “importação” do modelo organizacional alemão revela já a opção pela elitização do ensino, condicionando o acesso ao ensino superior e à formação global do individuo para as famílias mais pobres.

Continua o ataque ao 25 de Abril

Foi com o 25 de Abril que a generalidade das pessoas idosas passou a ter direito a pensões e reformas.
Foi o 25 de Abril que criou o Serviço Nacional de Saúde, que permitiu o aumento da longevidade e a redução da mortalidade infantil
Foi o 25 de Abril que alargou o Ensino a todos os jovens. Que promoveu a Democratização do Ensino, o alargamento da escolaridade obrigatória e uma forte expansão no Ensino Superior.
Hoje tudo isto está a regredir.

É mentira que seja por falta de dinheiro que estas políticas são aplicadas.

O Estado tem vindo a transferir o dinheiro, de nós todos, para os Bancos Privados. Com a política de austeridade imposta pelo Governo, os portugueses estão a ter um aumento brutal dos impostos e ao mesmo tempo menos Segurança Social, menos Saúde, menos Educação e menos apoios sociais. O Governo quer reduzir 4.000 milhões de euros.
Só para o BPN foi o dobro do que querem reduzir às Funções Sociais do Estado.
Estão cativos para "apoio" aos Bancos, e nós a pagarmos os juros, três vezes mais (12.000 milhões) do que o que o Governo quer reduzir no Orçamento para as Funções Sociais.

É preciso mudar de política

Por estas razões, é indispensável e urgente mudar de política. Promover o crescimento e o desenvolvimento económico, apoiar a produção nacional, criar mais emprego e distribuir melhor a riqueza que está concentrada nas mãos de meia dúzia e a fugir do país.

18 de dezembro de 2012

Vamos brincar à caridadezinha

Susaninha a heroina de Jonet

(Jonet não é chonet. Sabe bem o que faz)

Desenho retirado De fotos de Sérgio Lavos
http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=fL5AJz4ltGIZIqd3NYEf



DONA ABASTANÇA

«A caridade é amor» 
Proclama dona Abastança 
Esposa do comendador 
Senhor da alta finança. 

Família necessitada 
A boa senhora acode 
Pouco a uns a outros nada 
«Dar a todos não se pode.» 

Já se deixa ver 
Que não pode ser 
Quem 
O que tem 
Dá a pedir vem. 

O bem da bolsa lhes sai 
E sai caro fazer o bem 
Ela dá ele subtrai 
Fazem como lhes convém 
Ela aos pobres dá uns cobres 
Ele incansável lá vai 
Com o que tira a quem não tem 
Fazendo mais e mais pobres. 

Já se deixa ver 
Que não pode ser 
Dar 
Sem ter 
E ter sem tirar. 

Todo o que milhões furtou 
Sempre ao bem-fazer foi dado 
Pouco custa a quem roubou 
Dar pouco a quem foi roubado. 

Oh engano sempre novo 
De tão estranha caridade 
Feita com dinheiro do povo 
Ao povo desta cidade. 

(Manuel da Fonseca)

17 de dezembro de 2012

Dignidade e Humanismo

Isabel Jonet. Uma Tia intelectual do Séc XIII.


A presidente do Banco Alimentar Isabel Jonet, deu mais uma entrevista onde afirmou ser "mais adepta da caridade do que da solidariedade".

Esta senhora é um bom exemplo do retrocesso civilizacional que esta política de direita está a gerar no nosso país. Um exemplo vergonhoso da mentalidade salazarenta das esmolas e dos coitadinhios dos pobrezinhos. Para ela é bom que existam muitos pobres para que se pratique a caridadezinha.

Explicou ainda que não está preocupada com os casos de idosos que aparecem mortos em casa, mas sim com as carências por que passam enquanto são vivos. 

Quantos mais pobrezinhos, mais agradecidos há pela caridadezinha.

No mesmo estilo de Marketing comercial, um morto deixa de ser um cliente da caridadezinha. Para ela é preferível que se aguente um velho com fome mas sem o deixar morrer para que continue a haver um bom mercado de pobrezinhos para dar esmolas.

Depois de ter sido alvo de generalizadas críticas de toda a sociedade, Jonet, afirmou não estar nada preocupada com o que dela se escreve. Ela, tal como Salazar, mantém-se orgulhosamente só e estúpidamente convencida que é uma intelectual fora de tempo. Sim ela nasceu com oitocentos anos de atraso. Já não pode assistir à cura pelas fogueiras da Idade Média ou aos exorcismos da inquisição.

No vídeo abaixo, Pacheco Pereira, políticamente correcto, numa análise bem feita, não se atreve a desmascarar a política de direita e a cultura sem valores que a suporta. Sim estamos a atravessar um abjeto retrocesso civilizacional. A direita, o capitalismo, tem que destruir a solidariedade e os valores humanos para justificar a exploração do homem pelo homem, a luta pela sobrevivência, a competitividade e tudo o mais que faz esquecer o progresso por uma vida mais justa.  

Mas vale a pena ouvir Pacheco Pereira, na sua defesa asséptica dos valores humanos. Ai Pacheco Pacheco, forque falas tão bem mas foges à causa desse vírus que o capitalismo espalha pelo mundo. Os baixos valores humanos que matam a solidariedade para gerar a competitividade e, neste caso, a caridadezinha, têm responsáveis. A política de direita, o capitalismo e a sociedade que geram. 






16 de dezembro de 2012

100.000 visitas

C de...  100.000 visitas, 154 seguidores, 787 mensagens e mais de 500 comentários


Com menos de dois anos de existência, C de… tem o redondo número de 100.000 visitas. Dizem as estatísticas que foram publicados 787 artigos aos quais foram feitos mais de 500 comentários.
154 seguidores dão-nos forte estímulo para C de... Continuar.

Mostrar e refletir sobre a realidade

Como disse em 7 de Fevereiro deste ano quando o blogue atingiu as 50.000 visitas, C de… Comunicar, Conversar, Comentar, Criticar, despertar Consciências... sempre procurou mostrar a realidade, particularmente a realidade que é muitas vezes esquecida ou encoberta. Procurou fazê-lo de forma despretensiosa, simples, acessível. 
 

Não baixar os braços. Reagir!

Os tempos que vivemos são dramáticos para a maioria dos portugueses. São tempos, duros, complexos e por isso peço uma atenuante pela forma por vezes exaltada, ou de revolta mais sofrida, como desabafei a minha indignação pelas injustiças que vi. 
Procurei, como disse em Fevereiro, escrever de forma clara, para pessoas que, tal como eu, se interessam por compreender o mundo em que vivemos e cooperar para o tornar melhor. 

C de... Compreender, adquirir Consciência!

Novamente, em 2012, por ter estado ausente e com muitas outras atividades, tive que interromper as publicações durante três meses. 
Aproxima-se um novo ano, certamente mais difícil, mais exigente. Sei que tenho insuficiências e luto comigo mesmo por objectivos mais elevados. Por isso preciso de opiniões de sugestões para que o C de… possa melhor prosseguir o objectivo de ajudar a compreender o mundo e a política que nos oprime. Essa compreensão, essa consciência é indispensável para uma luta convicta, estimulante, só possível a quem sabe o que quer e que caminhos tomar, para uma sociedade melhor, mais justa e mais humana.

Amor, Camaradagem, Solidariedade, Unidade, Organização.

Grande Manifestação

A luta intensifica-se para defender a Constituição, para salvar a Democracia e o País.

Ontem, sábado 15, foi uma enorme manifestação com dois inícios, no Largo de Alcântara e no Largo do Calvário e terminou em Belém, bem longe da porta de entrada da residência oficial de Cavaco Silva. As ruas foram cortadas por muitas centenas de polícias e muitas dezenas de carros. Vedações de metal e grades impediram que as muitas dezenas de milhar de manifestantes se aproximassem do Palácio de Belém. 



Missão da Polícia: Não deixar acordar o Presidente.

Para proteger os ouvidos de Cavaco Silva dos fortes protestos e reivindicações, foi preciso guardar uma distancia de mais de um quilómetro. Eram já 16.00 horas. Havia quem dissesse que Cavaco estava a dormir a sesta e com tanta gente poderia acordar, coitado.
Um Presidente que trabalha tanto precisa de descansar. 

Aviso ao Presidente


Arménio Carlos deixou um conselho a Cavaco Silva: "Ouça o povo e exerça os poderes que a Constituição da República Portuguesa lhe confere." Os manifestantes aplaudiram e incentivaram o líder sindical a ir mais longe: "Não cometa o erro de promulgar um OE para depois solicitar a sua fiscalização sucessiva."


É preciso continuar a lutar, vamos ganhar!

Arménio Carlos realçou as "intensas lutas e acima de tudo de coragem e valentia que os trabalhadores e o povo têm demonstrado". Afirmou: "A luta não vai parar, vai prosseguir e intensificar-se". Lembrou ainda que  "hoje, mais do que nunca, é necessário engrossar este caudal de luta que é de todos e para todos" e acrescentou: "é para ganhar e vamos ganhar."

Travar o desastre

O Secretário Geral da CGTP criticou os que deixam andar à espera que o governo caia de podre e disse: "nós não defendemos a política do quanto pior melhor". O povo está a sofrer e cada dia que passa com este Governo no poder, é mais um dia de angústia e sofrimento para a esmagadora maioria dos que vivem e trabalham em Portugal"
Não podemos deixar que Portugal vá ao fundo para depois o recuperar com enormes sacrifícios. É preciso continuar a luta e para breve teremos novas e fortes lutas para travar o desastre que este Orçamento vai acentuar.

15 de dezembro de 2012

Igreja. Boa conselheira?

A Igreja está a revelar-se relativamente à pedofilia
Ainda não se revelou de que lado está, nesta luta entre ricos e pobres. 
A comunicação social ainda evita falar nisso

Aumentam os casos conhecidos de pedofilia na Igreja. E os que não conhecemos?
A Igreja tem feito declarações que mostra de que lado está. Está do lado dos muito ricos e apenas finge defender os pobres. Para a Igreja as esmolas são a sua preferência. A Igreja mostra estar mais interessada em perpetuar as esmolas do que defender uma política que acabe com a pobreza.

Coisas da Igreja

Já aqui neste blogue, revelei conselhos que muitos padres dão nas igrejas para os fieis votarem no partido das setinhas viradas para o céu.
Já aqui lembrei as declarações de Mário Soares que conspirou com a Igreja para que os Padres aconselhassem as pessoas a não apoiar o Partido Comunista.



14 de dezembro de 2012

A dureza das verdades


Um governo do "custe o que custar"

Estamos numa ditadura de um governo fora da lei.
Um governo que foi para o poder mentindo.
Um governo que, como os anteriores, de direita, enganou os eleitores.
Ganhou as eleições por fraude.
Depois de estar no poder não cumpre a Constituição. 
Não cumpre as leis do país e em conivência com o Presidente da República faz novas leis inconstitucionais.
As leis são aprovadas por uma maioria de deputados corruptos que subvertem o regime democrático do país e levam os portugueses à miséria.



No separador Conjecturas, mais algumas verdades politicamente não corretas.

Sábado 15 às 15 horas concentração no largo de Alcântara para ir ao Pastel de Belém. 

13 de dezembro de 2012

Perguntas


Idade de reforma

Se aumenta o desemprego, em especial para os jovens, porque é que o governo aumenta a idade de reforma? 
Será para ter velhos a trabalhar e jovens desempregados? 

Tempo de trabalho

Se um em cada cinco trabalhadores, um está no desemprego, porque é que aumentam as horas de trabalho?
Será para ter mais desempregados a receber dos trabalham?

Resposta:

Sábado dia 15 às 15 horas concentração em Alcântara para marchar para o palácio de Belém  Vamos ver se o fantasma que jurou defender a Constituição, manda o Orçamento para o Tribunal Constitucional.