16 de dezembro de 2012

Grande Manifestação

A luta intensifica-se para defender a Constituição, para salvar a Democracia e o País.

Ontem, sábado 15, foi uma enorme manifestação com dois inícios, no Largo de Alcântara e no Largo do Calvário e terminou em Belém, bem longe da porta de entrada da residência oficial de Cavaco Silva. As ruas foram cortadas por muitas centenas de polícias e muitas dezenas de carros. Vedações de metal e grades impediram que as muitas dezenas de milhar de manifestantes se aproximassem do Palácio de Belém. 



Missão da Polícia: Não deixar acordar o Presidente.

Para proteger os ouvidos de Cavaco Silva dos fortes protestos e reivindicações, foi preciso guardar uma distancia de mais de um quilómetro. Eram já 16.00 horas. Havia quem dissesse que Cavaco estava a dormir a sesta e com tanta gente poderia acordar, coitado.
Um Presidente que trabalha tanto precisa de descansar. 

Aviso ao Presidente


Arménio Carlos deixou um conselho a Cavaco Silva: "Ouça o povo e exerça os poderes que a Constituição da República Portuguesa lhe confere." Os manifestantes aplaudiram e incentivaram o líder sindical a ir mais longe: "Não cometa o erro de promulgar um OE para depois solicitar a sua fiscalização sucessiva."


É preciso continuar a lutar, vamos ganhar!

Arménio Carlos realçou as "intensas lutas e acima de tudo de coragem e valentia que os trabalhadores e o povo têm demonstrado". Afirmou: "A luta não vai parar, vai prosseguir e intensificar-se". Lembrou ainda que  "hoje, mais do que nunca, é necessário engrossar este caudal de luta que é de todos e para todos" e acrescentou: "é para ganhar e vamos ganhar."

Travar o desastre

O Secretário Geral da CGTP criticou os que deixam andar à espera que o governo caia de podre e disse: "nós não defendemos a política do quanto pior melhor". O povo está a sofrer e cada dia que passa com este Governo no poder, é mais um dia de angústia e sofrimento para a esmagadora maioria dos que vivem e trabalham em Portugal"
Não podemos deixar que Portugal vá ao fundo para depois o recuperar com enormes sacrifícios. É preciso continuar a luta e para breve teremos novas e fortes lutas para travar o desastre que este Orçamento vai acentuar.

15 de dezembro de 2012

Igreja. Boa conselheira?

A Igreja está a revelar-se relativamente à pedofilia
Ainda não se revelou de que lado está, nesta luta entre ricos e pobres. 
A comunicação social ainda evita falar nisso

Aumentam os casos conhecidos de pedofilia na Igreja. E os que não conhecemos?
A Igreja tem feito declarações que mostra de que lado está. Está do lado dos muito ricos e apenas finge defender os pobres. Para a Igreja as esmolas são a sua preferência. A Igreja mostra estar mais interessada em perpetuar as esmolas do que defender uma política que acabe com a pobreza.

Coisas da Igreja

Já aqui neste blogue, revelei conselhos que muitos padres dão nas igrejas para os fieis votarem no partido das setinhas viradas para o céu.
Já aqui lembrei as declarações de Mário Soares que conspirou com a Igreja para que os Padres aconselhassem as pessoas a não apoiar o Partido Comunista.



14 de dezembro de 2012

A dureza das verdades


Um governo do "custe o que custar"

Estamos numa ditadura de um governo fora da lei.
Um governo que foi para o poder mentindo.
Um governo que, como os anteriores, de direita, enganou os eleitores.
Ganhou as eleições por fraude.
Depois de estar no poder não cumpre a Constituição. 
Não cumpre as leis do país e em conivência com o Presidente da República faz novas leis inconstitucionais.
As leis são aprovadas por uma maioria de deputados corruptos que subvertem o regime democrático do país e levam os portugueses à miséria.



No separador Conjecturas, mais algumas verdades politicamente não corretas.

Sábado 15 às 15 horas concentração no largo de Alcântara para ir ao Pastel de Belém. 

13 de dezembro de 2012

Perguntas


Idade de reforma

Se aumenta o desemprego, em especial para os jovens, porque é que o governo aumenta a idade de reforma? 
Será para ter velhos a trabalhar e jovens desempregados? 

Tempo de trabalho

Se um em cada cinco trabalhadores, um está no desemprego, porque é que aumentam as horas de trabalho?
Será para ter mais desempregados a receber dos trabalham?

Resposta:

Sábado dia 15 às 15 horas concentração em Alcântara para marchar para o palácio de Belém  Vamos ver se o fantasma que jurou defender a Constituição, manda o Orçamento para o Tribunal Constitucional.

11 de dezembro de 2012

9 de dezembro de 2012

Os Mercados e os Mitos (conclusão)


De nada valem as justificações do Governo quando vimos fazerem ao contrário do que seria preciso


Os governos de direita justificam-se com a necessidade de recorrerem aos mercados. Contudo isso é consequência das políticas económicas e financeiras que destroem a nossa sustentabilidade e nos fazem perder a independência.



Primeiro foram as privatizações das empresas estratégicas. Depois foi a destruição da Agricultura das Pescas da Industria e de muitos sectores da produção nacional. Depois foi o uso e abuso dos subsídios que parecia serem uma ajuda e rapidamente se revelaram ser um negócio especulativo com altas vantagens para quem nos "ajudava". Assim acabamos por perder a nossa autonomia financeira.

Governo ao serviço do capitalismo e não dos trabalhadores e do povo

Carvalhas denuncia: Se "Portugal tivesse um governo patriótico ao serviço do povo e do país" nada disto acontecia. Impunha aos bancos que assumissem as suas responsabilidades e libertava dinheiro para financiar a economia nacional. "Na verdade, fala-se muito da dívida pública para se esconder a dívida privada e em particular a da Banca! Para se esconder que se está a resolver os problemas do sistema financeiro à custa da dívida pública, à custa do corte de subsídios, dos salários, das reformas e do aumento brutal de impostos".

Profetas da desgraça?

"Quando o PCP afirmava, que o governo estava errado e a criar falsas expectativas para fazer passar as suas medidas, que 2013 ainda seria pior do que 2012, e que ao contrário do que dizia o Ministro das Finanças e a troika, não haveria nenhuma recuperação em 2012, analistas, economistas e académicos chamaram-nos profetas da desgraça! Infelizmente tínhamos mais uma vez razão". 

É preciso avisar toda a gente

"O país precisa de romper com este rotativismo. Precisa de um governo de esquerda com uma nova política assente no crescimento económico que, para ter êxito, necessita da intervenção empenhada e criativa dos trabalhadores e das suas organizações de classe e deste grande Partido, patriota e internacionalista: o Partido Comunista Português".


Petição

CGTP LANÇA PETIÇÃO

EM DEFESA DAS FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO CONSAGRADAS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

Começa assim o "Abaixo-assinado" que a CGTP está a fazer circular:  "As funções sociais do Estado são indissociáveis da qualidade de vida dos cidadãos e do desenvolvimento do país. Foi com o 25 de Abril de 1974 que a generalidade das pessoas idosas passou a ter direito a pensões e reformas; foi construído um Serviço Nacional de Saúde assente na universalidade e qualidade, que permitiu ganhos substantivos em saúde, como o aumento da esperança de vida e a redução da mortalidade infantil; democratizou-se o ensino, foi prolongada a escolaridade obrigatória e desenvolveu-se o acesso gratuito a todos os níveis de ensino.



Estas funções sociais estão a ser postas em causa pelas políticas de austeridade do Governo do PSD-CDS. O anúncio de uma redução de 4.000 milhões de euros na Saúde, na Educação e na Segurança Social, a concretizar-se, porá em causa o próprio Estado Social. 

Portugal não está, apenas, confrontado com um problema de ordem financeira, mas, sobretudo, com uma questão marcadamente ideológica de subversão da C.R.P. no que respeita a direitos, garantias e princípios, nomeadamente os que consagram a coesão social e o bem-estar das pessoas.

É necessário sublinhar que o Estado Português está abaixo da média europeia no que respeita a gastos com as funções sociais, embora essa realidade seja frequentemente deturpada. É ainda necessário ter presente que a destruição das funções sociais do Estado e a privatização dos serviços públicos, a par do aumento do desemprego, da precariedade, de salários cada vez mais reduzidos e do agravamento das condições de vida da população, fariam eclodir desigualdades sociais ainda mais profundas e explodir rupturas sociais gravíssimas".

Ainda mais grave é sabermos que muito mais que o dinheiro que o Governo diz querer poupar, se destina a dar aos bancos para aumentar os seus lucros. 

Se não travarmos esta política de direita, só os ricos poderão ter acesso àquilo que deveria ser um direito de todos.

C de... contesta, convida todos os seus leitores a subscreverem este Manifesto. 

8 de dezembro de 2012

Manifestação no Porto "Contra o Orçamento"


Foi, como se esperava, uma grande manifestação

Muitos milhares de trabalhadores, reformados e desempregados compareceram à chamada da CGTP para dar mais um empurrão a este governo ilegítimo.

A Moção aprovada no final mostra o sentimento das populações:

"Decorrido um ano e meio de Governo do PSD/CDS, o país está mais atrasado no seu desenvolvimento, mais endividado e dependente, mais desigual, e menos democrático. Portugal está, hoje, muito pior".
(...)
O chamado “memorando de entendimento” assinado entre o PS, PSD e CDS com a tróica estrangeira – autêntico programa de exploração dos trabalhadores e empobrecimento do povo e do país – é o principal instrumento que os grupos económicos e financeiros têm utilizado para desferir um ataque sem precedentes aos [trabalhadores]...
(...)
O Orçamento do Estado para 2013 intensifica e amplia o ataque do Governo em todas as frentes,
(...)

A política de direita é uma política criminosa. Sob o plano expressamente anunciado da “refundação” do papel do Estado, o Governo anseia por atingir o objectivo supremo do grande capital económico e financeiro, que é o de subverter o regime democrático (...) a extinção de autarquias, no quadro de uma enorme ofensiva contra o Poder Local Democrático, bem como a destruição das Funções Sociais do Estado.
(...)
É um imperativo nacional prosseguir o combate sem tréguas contra esta política que subverte os ideais, direitos, liberdades e garantias constitucionais, princípios fundamentais que enformam uma sociedade Democrática, Solidária e Progressista. 
(...)
A CGTP-IN, exorta todos os trabalhadores a intensificarem a acção reivindicativa nos locais de trabalho, condição necessária e decisiva para defender os direitos e melhorar as condições de trabalho; alargar o campo da luta mais geral contra a promulgação ou aplicação das medidas gravosas contidas no Orçamento do Estado...
(...)
Hoje, aqui no Porto, no dia 15 em Lisboa, todos os dias nos locais de trabalho, vamos:
Defender os Direitos! Defender Abril! Defender um Portugal de Progresso, Solidário e Soberano!

Os Mercados e os Mitos (1)


Capitalismo especulativo. Um capitalismo que nada produz. 

Carlos Carvalhas, no Congresso do PCP falou sobre os Mercados e os Mitos, ou como ele disse os «chamados mercados». Carvalhas frisou que «esses ditos mercados tem bilhete de identidade e são Bancos, companhias de seguro e fundos especulativos em que assenta a economia de casino».

Os Mercados são uma "identidade mítica que nos é apresentada como algo que decide pelos povos, pelas nações, apesar de não ter sido eleita nem escrutinada", disse Carlos Carvalhas.

O Deus Mercado

"Para que o mito funcione – os mercados são sempre referenciados de forma abstracta, “divina”.

Os Mercados dizem-nos que temos que cumprir, "isto é, pagar os juros usurários" e sujeitar-mo-nos às "medidas de extorsão!"

Carvalhas mostrou que "com a decisão ditada pela Alemanha de o Banco Central Europeu não financiar os Estados (o que não acontece nos EUA, Japão, Inglaterra) ... Portugal deixou de poder contar com o Banco de Portugal para se financiar e... ficou dependente dos ditos "mercados". Meteram a raposa no galinheiro".
(...)
"É necessário sublinhar e recordar que Portugal antes da crise (2007) não só tinha uma dívida pública inferior a boa parte dos países europeus (França, Bélgica, Itália …) como se financiava a taxas de juro inferiores à média europeia".

Os nossos impostos vão para os Bancos privados

Explicou Carvalhas que o Estado se transformou "em rede de segurança dos Bancos privados à custa dos contribuintes".  "O Estado transformou-se de facto em prestamista de último recurso dos Bancos, devendo injectar 3 400 milhões de euros até ao fim do ano no BPN, o Banco das figuras gradas do PSD e de Cavaco Silva".
*

Lembrou ainda que do "empréstimo da troika, 12 mil milhões de euros são para a Banca. O BCP já ficou com 3 mil milhões e o BPI com 1 500 milhões. E há ainda 7 mil milhões que estão a vencer juros – pagos pelos contribuintes, isto é, pelos trabalhadores – e que o governo não os injecta na economia porque diz estarem de precaução no caso de a Banca vir a precisar!". E somos nós que pagamos os juros!

Uma dívida perpétua

"Em Portugal e na Europa, os Estados aumentam os seus défices orçamentais por causa do sistema financeiro, aumentaram a sua dívida pública para salvar a Banca, melhor dizendo, os banqueiros e os seus principais accionistas".

"Este governo está a enredar Portugal numa dívida perpétua e numa repetição de medidas de austeridade. Ao contrário do que diz o Ministro dos submarinos (...) a política que está a ser seguida não vai levar a que Portugal recupere a sua soberania, mas sim a que o País fique cada vez mais endividado e dependente", disse Carvalhas..

Renegociar, palavra maldita que lhes estraga o negócio

Lembrou ainda que "Quando o PCP denunciava as PPP's e as rendas excessivas, e quando foi pioneiro ao afirmar que era necessário renegociar a dívida, a resposta dos economistas e comentadores enfeudados ao sistema foi a do silêncio, da indiferença, ou da negação sobranceira".

"Depois de negarem a evidência começaram então a conjugar o re, de reavaliação, de reanálise, de revisitação da dívida e dos termos acordados com a troika, para evitarem chamar os bois pelos nomes: renegociação!"
(...)
Pôr Portugal a produzir, para a nossa economia

"Quando o PCP afirmou e afirma que era e é necessário pôr Portugal a produzir, que a questão central do país era e é o crescimento económico e a sua reindustrialização durante muito tempo fizeram de conta que não ouviam".

"Agora, até o PS o afirma em voz grossa e o Ministro da Economia, pelo menos em palavras, parece que também descobriu a necessidade de reindustrializar o país!"
(...)
Os patrões do Governo mandam privatizar, privatizar tudo o que dá lucro

"Sempre afirmámos também, que as privatizações (a venda dos anéis) levariam a entregar ao estrangeiro a preços de saldo, alavancas fundamentais da economia, acentuando a nossa dependência".

"Os dados aí estão a evidenciá-lo. (...)
Ainda no tempo de Sócrates foi afirmado pelo então presidente do AICEP, que por cada mil euros de lucros das empresas detidas por investidores estrangeiros só cá ficavam 19, os restantes, saíram em lucros e dividendos. A situação não melhorou, piorou!"

Uma política de classe. Uma traição a Portugal e aos trabalhadores

Será que os nossos governos são estúpidos? Não! Eles sabem bem que o PCP tem razão. Mas, com a razão do PCP não se governam eles e os amigos "mercados".

Dentro de alguns dias espero abordar novas ideias da pedagógica intervenção de Carlos Carvalhas.

* troca de fotografia em 08/12 às 22.30

7 de dezembro de 2012

Duas histórias


A política de direita. Os seus valores e moral

Neste blogue tenho relatado  várias situações que considero caracterizarem a política de direita.
Bem sei que a política de direita é fundamentalmente caracterizada pela exploração de quem trabalha (a grande maioria) em benefício de uma pequena minoria. 

Contudo, a política de direita processa-se disfarçadamente em muitos domínios da nossa vida, manipula as consciências, conjugando-se para manter uma ideologia que sustenta a exploração e para amansar os explorados.

Por isso, na tentativa de alertar algumas consciências, sempre que posso, denuncio essas subtilezas que a toda a hora nos anestesiam e retiram a capacidade crítica.


1ª História
Um Presidente de Câmara

Um presidente de Câmara do Partido Socialista, que eu conheci, pessoalmente, bem, uma vez levou à Assembleia Municipal uma proposta que parecia aceitável, mas… vinda de onde vinha fez-me desconfiar. Numa reunião pública fiz-lhe várias perguntas, no sentido de esclarecer as minhas desconfianças. A todas elas me respondeu mostrando as melhores intenções. Fiquei convencido e a proposta foi aprovada.

Poucos meses depois verifiquei que os objetivos declarados não foram os seguidos na prática, mas, exactamente ao contrário, no sentido das minhas desconfianças. 
Numa outra reunião pública confrontei o presidente da Câmara com as informações que tinha prestado na Assembleia que aprovou a sua proposta. 
Fiquei perplexo com a sua resposta, em alto e bom som para todos ouvirem, acompanhada de um riso alarve:

- O que é que o senhor queria que eu dissesse? Se eu tivesse dito a verdade os senhores não aprovavam a minha proposta!





2ª História 
Um dirigente do Partido Socialista

Em conversa com um dirigente do Partido Socialista, que tinha acabado uma formatura em ciências políticas, a dada altura ele disse-me: 
- Vocês [comunistas] são uns utópicos. Até parece que não sabem que o objectivo de qualquer partido é tomar o poder.
Tentei reproduzir as palavras de Álvaro Cunhal no livro “Paredes de Vidro” e disse-lhe:
- A verdade pode no imediato custar caro a quem a respeita. Mas nós temos a consciência que a verdade acaba por triunfar. 

Esse dirigente socialista riu-se e com ar paternalista disse:
- É o que eu digo. Vocês são uns sonhadores. Não é assim que se conquista o poder. 
Perante o meu silêncio e visível tristeza, acrescentou:
- Primeiro conquista-se o poder. Depois então, se houver necessidade, se esclarecem as coisas. 

O problema é que isto não são casos isolados. Não são casos de pessoas, com os seus erros ou defeitos. Isto é a mentalidade que se desenvolve no seio de alguns partidos para sustentar uma política, uma opção de vida.

O problema é que há trabalhadores, explorados que desculpam estas coisas. 

O problema é que ainda há os que dizem que são todos iguais. E, como são todos iguais, continuam a votar nos que nos roubam nos 36 anos de "democracia". Inteligente! não é?



Um exemplo de Jornalismo


RTP1 Bom Dia Portugal
Hoje dia 7 de dezembro

Em causa a polémica da extinção de mais de 1150 freguesias

Os factos

João Tomé de Carvalho informa que toda a oposição está contra.
As respostas vêm de Miguel Relvas e do Secretário de Estado da Administração Local, entre outras.

João Tomé de Carvalho entrevista depois o presidente da ANAFRE.
O Presidente da Associação Nacional de Freguesias explica que não faz sentido esta reforma, pois as freguesias não têm dívidas e nada contribuem para o défice uma vez que representam 0.1% do Orçamento de Estado.

O Jornalista João Tomé de Carvalho interrompe e pergunta:
- Mas acha que faz sentido manter freguesias onde moram meia dúzia de pessoas?

O presidente da ANAFRE diz que as pessoas devem escolher a forma como se agrupar e tenta explicar que não é essa a situação.

João Tomé de Carvalho (o "jornalista"), interrompe novamente e repete a pergunta.

O presidente da ANAFRE "cai na ratoeira" e diz: 
- Pode não fazer sentido, mas...

A entrevista termina aí sem se ouvirem as explicações do entrevistado. 

João Tomé de Carvalho "enganou" o presidente da ANAFRE e logo avança com as explicações do Secretario de Estado.



As consequências

Conclui o ouvinte:

A extinção de mais de 1150 freguesias é para acabar com as freguesias de menos de 6 pessoas.
Pois claro!. O Governo tem razão. Não faz sentido haver mais de 1150 freguesias com menos de 6 pessoas.

A mentira

Pergunto:
Há freguesias com meia dúzia de pessoas? É claro que não!
Então porque é que o "jornalista" João Tomé de Carvalho faz a pergunta que fez? É isso que está em causa na extinção das 1150 freguesias? Claro que não! Então porque não deixou o representante das freguesias explicar?

Foi marcadamente intencional este ato de desinformar.
Isto não é jornalismo.
Isto é manipular a opinião pública.
Uma mentira pública destas na televisão devia ser punida com uma pena severa.

O ator que representa o papel de jornalista sabe bem o que está a fazer. Faz o frete ao seu chefe Miguel Relvas e, segundo os modelos da política de direita, sabe que, para manter o poder, tem que mentir.

É assim que a direita informa. É assim que a direita engana os portugueses. É esta a política de direita.

6 de dezembro de 2012

Um Congresso invulgar

O Congresso do PCP foi a expressão da sua democracia interna


O Congresso do PCP mostrou o partido por dentro a todos os que o quiseram ver. Quem não conseguiu lugar no seu interior pôde seguir os trabalhos num painel gigante colocado na rua e através dos altifalantes que transmitiram todas as intervenções do interior.

Os testemunhos e as provas mostradas revelaram que o PCP é o partido mais democrático de Portugal. A sua vida interna é feita de discussão permanente de todos os assuntos que interessem aos militantes, aos trabalhadores, ao povo que nos locais de trabalho e de residência, são auscultados e participam.



Não há qualquer partido no país que fomente a participação dos militantes e a discussão tão ampla. Em todas as organizações do partido se discute quer a vida interna quer a situação política e social que o país vive. 

Um Congresso que decorreu em 11 meses e 3 dias de intensa e fraterna discussão

O Congresso do PCP começou a ser discutido onze meses antes da sua realização. Todos os militantes que quiseram fizeram propostas para inclusão de assuntos e temas nos documentos a discutir.

Foram feitas 1.800 propostas e contribuições para as Teses-Resolução Política e cerca de 600 propostas nas alterações ao Programa do Partido. Um total de 2.400 propostas de militantes individuais e organizações. O debate colectivo durante onze meses, está bem patente também na realização de 1.257 reuniões e Assembleias, com a presença de 18.213 militantes. 

A política de direita é isto e muito mais

Privatizar, Privatizar tudo. 
Todos pagamos mas só alguns recebem

É assim a política de direita que se instalou em Portugal, há 36 anos com o PS, o PSD e o CDS/PP

5 de dezembro de 2012

Um agradecimento excecional


Obrigado Pinto Balsemão
Obrigado Daniel Oliveira
Obrigado João Lemos Esteves
Obrigado Henrique Raposo
Obrigado Henrique Monteiro
Obrigado a todos e aos que esqueci

Não é que precisemos muito deles. Sempre seria melhor que,  se tivessem  inteligência, contribuíssem para um mundo melhor. No entanto sempre é bom que escrevam o que escrevem para ajudar os indecisos a ver até onde vai a estupidez da direita instalada no poder. Até onde vai a estupidez dos anti-comunistas.

Faça-se justiça

Por isso, e porque é justo, desta vez, excepcionalmente agradeço ao Pinto Balsemão que gasta o seu dinheiro pagando textos tão estupidamente esclarecedores, de atrasados mentais, como os que publicou no Expresso. 

Henrique Monteiro prova que 66,6% dos dirigentes do PCP têm vidas semelhantes uniformizadas. E como é que o prova. Dizendo:
“É um dado que fala por si. De tão evidente, é como um grito”. Esta demonstração tão profunda e inteligente vale todo o dinheiro que Pinto Balsemão lhe dá. Obrigado Pinto Balsemão, obrigado Henrique Monteiro.


Centro de trabalho Vitória. Um luxo


A carinha aqui ao lado, de tão bonita não resisto a decorar, com ela este blogue tão feio, publicou também no Expresso, o seguinte e inteligente pensamento:
Disse João Lemos Esteves 
“1. Caminhava eu, tranquilamente, pela Avenida da Liberdade em Lisboa, quando me deparo com um cartaz em tons vermelhos com as palavras de ordem da mensagem comunista "exploração capitalista", "desigualdades", e por aí adiante. Julguei tratar-se de mais um (banal) cartaz do PCP, dos muitos que se encontram espalhados pelas ruas de todas as cidades portuguesas. Mas não: aquele cartaz revelava algo especial.

A sede do Partido Comunista

Continua o João: "Aquele cartaz sinalizava a localização da sede do partido comunista português. E perguntam os caríssimos leitores: a sede do PCP situa-se num edifício modesto, economicamente contido, distante dos centros de lazer "pequeno-burgueses" e das lojas símbolos do capitalismo selvagem? O leitor mais incauto responderá de imediato: é evidente, os comunistas, esses verdadeiros defensores dos interesses dos trabalhadores, jamais aceitariam trabalhar na mesma rua do que os "porcos capitalistas" que tanto censuram. Lamento desapontá-lo, ao quebrar porventura as suas crenças de infância, mas os dirigentes comunistas têm hábitos e práticas de burgueses…” 

O mais luxuoso e caro da Av. da Liberdade

Depois concluiu brilhantemente:
“2. Pois bem, vamos aos factos. O Partido Comunista tem a sua sede no dos edifícios mais luxuosos e caros da Avenida da Liberdade…”. 
É claro que errar é humano. Por isso o João, está desculpado por não saber, nem ter querido saber, da história daquele edifício que estava para ser demolido por já não servir a especulação imobiliária na Cidade. O João não quis dizer que o PCP o salvou e fez obras para transformar o velho Hotel Vitória no centro de trabalho, que não é a sede do PCP, (mas isso são os tais pormenores). 

Um luxo que merece ser apreciado

Seria interessante os leitores deste blogue, entrarem no edifício e com os seus próprios olhos apreciarem o luxo daquelas instalações. Assim poderão confirmar o acerto das palavras de João Lemos Esteves. Assim poderão ver até onde vai a estupidez humana dos prostitutos da direita. Obrigado João Lemos Esteves, por mostrares isso. Quando fores grande terás futuro a limpar as botas dos teus patrões, se ainda existirem, o que é duvidoso com serventuários como tu, rapazinho.

Raposos e raposas

Um outro rapazinho também principiante nestas lides, o Henrique Raposo, escreve também no Expresso, vejam lá o esforço que Pinto Balsemão faz, coitado. Diz o Raposo que ”É sempre cómica a forma como o jornalismo português transforma um fascista vermelho num grande democrata”. 
Vejam lá esta dupla tirada tão extraordinária: "jornalismo português" e "fascista vermelho".

Jornalismo português

Jornalismo português é, explicou ele: “uma jornalista até disse que "Cunhal sempre lutou por um partido livre e transparente". E depois fica admirado com a possibilidade de ainda haver comunistas nas redações. Haverá? pergunta ele, deixando no ar o apelo:  Vamos já à caça deles.

Fascista vermelho

Fascista vermelho é o que não vai à caça de comunistas. É Alvaro Cunhal que segundo o rapazote Henrique Raposo, que não conheceu o fascismo, foi um fascista vermelho. Fascista vermelha foi a jornalista que disse que Álvaro Cunhal lutou por um partido livre e transparente.

Romances e tampos de sanita

Mas Henrique Raposo descarrega toda a sua grande dose de Cultura, para demonstrar o que afirma: “ Meus amigos, Cunhal lutou toda a sua vida contra a democracia. Cunhal tinha uma concepção totalitária da política: só compreendia a linguagem da força… dos romances aos tampos das sanitas, tinha de obedecer a um plano central (o de Moscovo). Por outras palavras, Cunhal era fascista”

Raposas Sapiens

Este Henrique Raposo supera tudo o que se espera de um ser humano (Homos sapiens). Mais adiante conrfirma o que diz: “Antes de 1974, Cunhal fez a vida negra às oposições democráticas, porque o PCP não queria uma transição para a democracia”. “Cunha Leal e Norton de Matos afirmaram que Cunhal era pior do que Salazar. …Cunhal era uma fotocópia de Salazar. Moral da história? Durante o Estado Novo, o grande alvo do PCP não foi Salazar, mas a restante oposição. Daí nasceu esta guerra civil entre as esquerdas (tornada explícita em 1975) e a ditadura intelectual do PCP junto dos meios jornalísticos e intelectuais. Algo que ainda perdura em reportagens que cantam loas a Cunhal em 2012”.

Um espanto tanta idiotocultura

Henrique Raposo, o rapazote, lutador pela democracia, conclui: “Em 2012, os jornais e TV estão cheias de pessoas a dizer que "ora, ora, com tanta manif na rua, o governo perdeu a legitimidade e deve cair". O fascismo de Cunhal continua vivinho da silva”. Continua a não ter coragem para escrever mas novamente deixa no ar o apelo: “vamos a eles”.” Vamos caçar os Jornalistas fascistas vermelhos”. Obrigado, Henrique Raposo. Obrigado Pinto Balsemão que bem lhe pagas o que ele merece.

Militantes de fim de semana

Daniel Oliveira, merecia-me algum respeito. Contudo agora merece mais. Obrigado Daniel por teres escrito, também no Expresso (Obrigado Expresso): “Quando vi que o Congresso do PCP começava numa sexta-feira, de dia, não pude deixar de pensar: como pode um partido político juntar os delegados a um congresso num dia de semana? Só de uma forma: se uma parte significativa desses delegados trabalharem para o partido…”.
Sim Daniel. Os militantes os militantes que foram eleitos delegados, os amigos do PCP que vão às manifestações, que constroem a Festa do Avante, que dedicam parte das suas férias ao partido, que metem dias de férias a que têm direito para trabalhar no PCP, “trabalham para o partido”. 

E os desempregados, Daniel?

Mas não incluíste no teu superior pensamento, os muitos milhares de desempregados. Não te lembraste que muitos comunistas foram vítimas preferenciais dos despedimentos. Enfim são números de pouca monta. Uns escassos 25% ou seja um quarto. 
Obrigado Daniel por lembrares este esforço militante de quem dedica parte da sua vida a uma sociedade mais justa. Obrigado Daniel. Obrigado Pinto Balsemão.

Falta de espaço para os muitos comunistas no Expresso

Entretanto com tantos comentários e comentadores o Expresso não teve espaço para falar do Congresso do PCP, nem sequer de dar uma linha a um dos muitos jornalistas comunistas que abundam naquele jornal. Obrigado Balsemão por tornares tão evidente o que é o jornalismo e o que são os “grandes” Jornais.
Obrigado!

4 de dezembro de 2012

A Crise do Capitalismo



Tempo de grandes mudanças históricas


Jerónimo de Sousa na abertura do Congresso do PCP fez uma caracterização muito interessante da situação internacional que vivemos no presente.

A luta de classes

“Por um lado, o aprofundamento da crise estrutural do capitalismo a que está associada uma violenta ofensiva exploradora e agressiva visando fazer retroceder e liquidar conquistas e direitos alcançados ao longo do século XX”.

“Por outro, a forte resistência e luta dos trabalhadores e dos povos de todos os continentes, luta que os grandes órgãos de comunicação escondem e que nós temos de valorizar, até pelo encorajamento que representa para a nossa própria luta em Portugal”.

Jerónimo de Sousa, detalhou muitos dos aspectos desta crise. Para não alongar este texto realço alguns que me parecem de destacar.

As contradições do capitalismo

“Trata-se de uma situação contraditória, muito complexa e instável, em que grandes perigos de um retrocesso social de dimensão civilizacional coexistem com reais possibilidades de transformação progressista e revolucionária. “... o desenvolvimento da luta e a tomada de consciência da real natureza exploradora, agressiva e predadora do capitalismo, demonstram a existência de reais possibilidades de resistência ao imperialismo e de desenvolvimento da luta pela superação revolucionária do capitalismo”.




O grande estoiro do capitalismo

“A crise cíclica do capitalismo desencadeada em 2007 continua sem fim à vista, envolvendo particularmente as grandes potências capitalistas numa situação de estagnação e recessão económica prolongada e mesmo, como nos EUA, a ameaça de um novo estoiro de grande dimensão".

O desespero do capitalismo, traduz-se no ganhar tudo o que puder e até onde puder

De acordo com a característica do capitalismo, do poder do mais forte, da lei da selva, do salve-se quem puder, as classes dominantes procuram sacar aos à classe média tudo o que podem para acelerar a concentração do capital. Para isso atacam e destroem "direitos e conquistas sociais e políticas alcançadas pelos trabalhadores dos países capitalistas, particularmente após a 2ª Guerra Mundial, e sob a influência das realizações da União Soviética". 
Libertos da influência da União Soviética exploram, roubam os povos e trabalhadores alastrando guerras e conflitos. 

O capitalismo é uma doença que cria os anticorpos que o destroem

Para reduzir salários e aumentar a exploração, servem-se do desemprego massivo. Assim cresce o fosso entre ricos e pobres e alastra a pobreza. O capitalismo apodera-se dos sistemas públicos de Saúde, do Ensino e Segurança Social; das funções sociais do Estado, através das troikas, que impõem “programas de ajustamento estrutural” como o pacto de agressão que está a ser aplicado em Portugal.

É assim o capitalismo que na fase actual, tudo faz para tentar sobreviver, mas que simultâneamente cria os anti-corpos (a consciência social) que levarão à sua morte.

3 de dezembro de 2012

Unidade e luta pela alternativa

Alternativa não é alternância
   
Estamos fartos de alternâncias, sempre dos mesmos, sempre com uma política de direita.
Precisamos de uma política diferente uma política de esquerda e patriótica.

A questão da unidade necessária, para impor a alternativa a esta política de direita, a esta política da classe dominante que serve o capitalismo financeiro, foi um tema muito debatido na preparação do XIX Congresso do PCP. Os três dias de congresso não chegam para mostrar a riqueza do debate durante onze meses com a participação de quase vinte mil militantes em todo o país.

A intervenção de Jorge Pires, faz uma síntese desta complexa construção da unidade dos democratas e patriotas para uma verdadeira alternativa.

Unidade para quê? Questão primeira.

Jorge Pires mostrou que é possível congregar sectores da pequena e da média burguesia, contra esta política de direita e construir a alternativa. Mas uma alternativa séria e real, não pode ser um remendo desta política, como alguns sectores de influências sociais democratas pretendem. Não podemos querer uma alternativa mudando algumas coisas para que tudo fique na mesma.


“A alternativa que o PCP propõe ao povo português, baseada numa política patriótica e de esquerda que, podendo constituir um processo complexo e eventualmente demorado, assume uma corajosa ruptura com a política de domínio do grande capital… e capaz de abrir caminho ao desenvolvimento económico, ao progresso social e à afirmação soberana do interesse nacional”.

Alternativa patriótica e de esquerda

Bem sabemos quer esta alternativa não é aceite pelo poder económico actualmente instalado e que têm dirigido os governos do PS, do PSD e CDS/PP.

Bem sabemos que os Bancos, os banqueiros, os grandes capitalistas, que ganham com esta crise que provocaram, não querem tal alternativa. Não querem a alternativa que o PCP propõe e que é favorável aos trabalhadores, aos PMEs aos sectores da sociedade vítimas desta política. Não querem uma alternativa que nos liberte das amarras dos juros e da dependência dos grandes grupos estrangeiros.

A verdadeira alternativa não é alternância 

A Alternativa, a verdadeira, não pactuará com as políticas do PS e dos governos que há 36 anos atacam os direitos e conquistas de Abril. A Alternativa, a verdadeira, não poderá aceitar o Pacto de Agressão a que o PS está vinculado, nem pode aceitar que continuemos com um processo de alternância, PS e PSD associados ao CDS como forma de enganar os eleitores. Alternativa, a verdadeira, não é esta alternância, em que mutam as moscas mas mantém-se sempre a mesma política servindo sempre os mesmos. Como disse Jorge Pires o PS está, de novo, apostado, numa nova alternância que “não garante qualquer mudança de política do nosso País, como, pelo contrário, é o melhor seguro de vida para a política de direita”.

2 de dezembro de 2012

XIX Congresso do PCP

Três dias do culminar de um debate de onze meses

Muitos milhares de militantes e amigos do Partido, durante onze meses, analisaram a situação política do país. Esse debate, essa análise, culminou hoje no XIX Congresso do PCP. 

Foram contabilizadas 1257 reuniões, debates e assembleias onde participaram mais de 18000 militantes. Foram feitas 1900 propostas, sugestões e reflexões para o Projecto de Resolução Política e mais de 600 em relação ao Programa do Partido. 

Não há partido mais democrático!

Vários testemunhos no Congresso do PCP concluíram, com toda a legitimidade, que não há partido mais democrático, mais participativo no país. 

Jerónimo de Sousa, na intervenção de encerramento do Congresso, referiu que, no Congresso do PCP, não há "a moção do chefe, do candidato a chefe, do candidato a candidato a qualquer coisa, porque não há chefe e as moções e as resoluções são do Partido e resultam da opinião e contribuição colectiva". 



No PCP são os militantes que constroem as orientações, as moções, as teses e as conclusões. 

No Congresso do PCP são os militantes "ligados à vida, conhecedores da realidade nas empresas e nos locais de trabalho, nos sectores que vieram falar dos problemas e das aspirações dos trabalhadores, dos agricultores e pequenos empresários, da juventude, dos intelectuais, dos reformados e pensionistas". No Congresso do PCP são "os lutadores que vieram falar das suas lutas, os especialistas, os homens e mulheres de saberes, de experiência própria, que vieram falar da política económica, da saúde, da educação, da segurança social, da água pública, do valor do trabalho, da cultura e da produção nacional". No Congresso do PCP os debates são a "pensar no País" e não na promoção pessoal deste ou daquele.

Não estamos à espera da promoção da comunicação social, estamos a construir a alternativa

Disse Jerónimo de Sousa que não contamos com "eco nos meios de comunicação social dominante", mas a "riqueza da análise, as experiências criativas... serão parte integrante do património de ideias, análise e propostas do Partido".

Jerónimo de Sousa salientou que "não nos limitámos à crítica, à luta contra. Temos uma proposta política alternativa que numa síntese das sínteses propõe:

1º Resgatar Portugal da teia de submissão e dependência.

2º Recuperar para o país o que é do país: os seus recursos, os seus sectores e empresas estratégicas, o seu direito ao crescimento económico e ao desenvolvimento e à criação de emprego.

3º Devolver aos trabalhadores e ao povo os seus salários, rendimentos e direitos sociais, tendo com objectivo uma vida digna.



"É necessária e urgente uma outra política e um outro governo. E esse é o primeiro apelo deste Congresso".

O Congresso foi também um apelo "a todos os trabalhadores, a todas as classes e camadas antimonopolistas, a todas as forças políticas, patrióticas e de esquerda, a todos os democratas, a todos os cidadãos inquietos e indignados com este rumo de desastre nacional para que convirjam no objectivo de pôr fim a esta política".

O exemplo de Álvaro Cunhal

Jerónimo de Sousa relembrou "a decisão de realização no ano de 2013 as comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, de homenagem ao homem, ao comunista, ao intelectual, ao artista que, com o seu pensamento e acção política, a sua história pessoal de combate pela liberdade, a democracia e o socialismo". 

A luta continua, com confiança por um Portugal melhor

O Congresso terminou, mas as vozers dos milhares de delegados e convidados lembram sem sombra de dúvidas " a luta continua" e Jerónimo de Sousa concluiu: "Por aqui perpassou a confiança...contem com este Partido que, com ou sem eleições, nos momentos mais difíceis lá estará, sempre e sempre como força de combate, como força portadora da esperança e da alternativa, com a a convicção de que sim é possível uma vida melhor num Portugal com futuro".

28 de novembro de 2012

Um Congresso invulgar

XIX Congresso do PCP
Sexta 30 de novembro a Domingo, 2 de dezembro de 2012, em Almada

Congresso do Partido Comunista Português - «Democracia e Socialismo, os valores de Abril no futuro de Portugal»

Um Congresso que revela uma prática democrática como não há igual.
Um ano a discutir em todas as organizações com todos os militantes do PCP, ouvindo as opiniões de sectores e pessoas não militantes, democratas, independentes e outros amigos, sobre os assuntos e soluções mais importantes para Portugal e para os portugueses.

Os textos que o Congresso irá formalizar estão a ser construídos e melhorados em milhares de reuniões por muitos milhares de militantes.


O Jornal Avante criou uma "Tribuna do Congresso" onde alarga a discussão publicando, textos, opiniões, propostas e muitas outras contribuições para a mais larga analise da situação do país alguma vez realizada.


Muitas mais informações em http://www.pcp.pt/xix-congresso-pcp

A preparação e realização do XIX Congresso com a inscrição de alterações ao Programa do Partido entre as suas tarefas, coloca questões de grande importância e interesse no plano da fixação dos objectivos do Partido e da estratégia para os alcançar que, no quadro da situação internacional e duma situação nacional com uma gravidade sem paralelo desde os tempos do fascismo. 

Esta preparação do XIX Congresso do PCP constitui também uma oportunidade para apreender e compreender o PCP e a sua luta política para defender os trabalhadores e o povo.

«O PCP define como objectivo supremo a construção duma sociedade nova, uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem, o socialismo e o comunismo. Essa é uma das características fundamentais da identidade do Partido e razão da sua existência.

«Essa é a opção estratégica feita pelo Partido ao longo da sua história, que se reafirma e que está presente nas alterações ao programa do Partido a adoptar no XIX Congresso e na denominação do Programa “Uma Democracia Avançada – Os Valores de Abril no Futuro de Portugal”.

«O programa refere o objectivo da etapa actual “Uma Democracia Avançada – Os Valores de Abril no Futuro de Portugal”.

«A concepção estratégica do PCP não separa, integra o conjunto dos objectivos de luta. Tal como a Revolução Democrática e Nacional o foi, a Democracia Avançada é considerada como parte integrante e constitutiva da luta dos comunistas portugueses pelo socialismo e o comunismo. 
Ao mesmo tempo, indissociáveis destes objectivos programáticos, são a ruptura com a política de direita, a concretização de uma política patriótica e de esquerda e da alternativa política que lhe dê expressão.

A luta pelo socialismo e o comunismo, pela democracia avançada, projectando, consolidando e desenvolvendo os valores de Abril no futuro de Portugal, não se adia, faz-se todos os dias, na acção quotidiana, integrando o conjunto de objectivos de luta e presente em cada um desses objectivos.»

Propondo uma democracia avançada – os valores de Abril no futuro de Portugal, o PCP proclama: Este é o Programa que propomos ao povo português. Se concordais com ele, lutai com o PCP pela sua realização.

27 de novembro de 2012

Uma votação esclarecedora

Um Orçamento que não convence ninguém

Dentro da Assembleia da República, os deputados da oposição denunciaram o que representa este Orçamento para 2013. Do lado de fora muitos milhares de pessoas, com a CGTP lutavam contra o Orçamento e a política da direita.

"Este Orçamento é um assalto ao bolso dos trabalhadores, dos reformados e das camadas mais desfavorecidas. 
É um orçamento que serve os ricos e os poderosos, os grupos económicos e financeiros, os que beneficiam da isenção de impostos, de benefícios fiscais ou do recurso a paraísos fiscais".

"Ao contrário do que afirma o Governo, a repartição dos sacrifícios não é justa nem equitativa. Mantém-se escandalosos benefícios do grande capital. Não são tributadas as mais-valias mobiliárias das SGPS. Adia-se para as calendas gregas a tributação das transações feitas nos mercados financeiros".


Lá dentro


"Este Orçamento é um atentado contra a economia nacional. O Governo pretende vender ao desbarato as mais estratégicas empresas nacionais, como a ANA, a TAP, os CTT, a CP Carga, ou os Estaleiros Navais de Viana do Castelo". 

"Este Orçamento, de recessão, de desemprego, de empobrecimento, de ataque ao mundo do trabalho, de atraso económico e social, que gera o desespero no presente e a descrença no futuro, segue um rumo acelerado de desastre nacional que só a derrota deste Governo e desta política permitirá travar".

Cá fora