11 de fevereiro de 2012

Vídeo La doctrina del shock


A crise e a doutrina de choque


Baseado no livro de Naomi "doutrina de choque" Klein, conta como os chamados "Chicago boys", de Milton Friedman, usaram a descoberta da psicologia do electrochoque para apagar memórias e dominar as pessoas. Tal descoberta permitiria criar as condições para reescrever a história, eliminar a experiência passada e redefinir uma cultura e ideologia à medida dos interesses do poder económico. 
O desenvolvimento sócio-económico dos países em desenvolvimento, mostrou alternativas ao capitalismo imperialista. Era preciso apagar das mentes, tais experiências. O efeito de choque económico (crise, impostos mais altos, eliminação de direitos, de subsídios e políticas sociais, aumento dos preços, o desemprego e a ameaça de fome, etc.), poderia proporcionar efeitos idênticos aos do electrochoque e permitir a "domesticação" das pessoas e torná-las capazes de aceitar as injustiças. 
O objectivo foi melhor saquear os recursos naturais, enriquecer as multinacionais e o capital financeiro, à medida que empobrecia a população. Crises foram artificialmente criadas, umas para ensaiar a teoria, outras para permitir ao poder dominante impor medidas de submissão das populações.


Ver vídeo em http://c-de.blogspot.com/p/imagens.html

Não nos calam

10 de fevereiro de 2012

É preciso reagir


Amanhã SÁBADO às 15 horas 
Vamos encher o Terreiro do Paço 
ACORDAR os adormecidos e dar força aos desiludidos
Um dever de cidadania

As contradições do sistema

SEM CRESCIMENTO ECONÓMICO O PROBLEMA DA DÍVIDA PORTUGUESA É IRRESOLÚVEL, E 
NÃO É POSSIVEL TER CRESCIMENTO COM ESTA POLITICA DE AUSTERIDADE  

No seu último estudo, o economista Eugénio Rosa mostra como é impossível resolver os problemas económicos com esta política. 
Podemos então perguntar. A troika e os que se submetem à troika são burros?
Nada disso. Não são burros. O que na realidade querem é defender os interesses da classe que representam, a do capital financeiro.

Austeridade para quê e para quem?
  
A dado passo, ER diz: "Aqueles que, por um lado, afirmam que é preciso cumprir o acordo e, por outro lado, dizem que é necessário crescimento económico, como isso fosse possível simultaneamente, como se ouve muitas vezes, ou não percebem nada de economia ou têm a intenção deliberada de manipular e enganar a opinião pública com o objectivo de a levar a aceitar passivamente os sacrifícios brutais que lhe estão a ser impostos que, no fim, se vão revelar inúteis porque o país ficará ainda pior".

Satisfazer os apetites dos "mercados"
  
Tem sido repetidamente afirmado pelos Governos do PS e agora do PSD/CDS, que estamos a cumprir os acordos com as medidas de austeridade que impõem aos trabalhadores. Primeiro dizia-se que era para tranquilizar os "mercados" agora diz-se que é para dar confiança aos mercados. Contudo por cada medida de austeridade e por cada verificação elogiosa do cumprimento do acordo, os mercados sobem os juros. Então como se explica isso? 
Diz ER: "O valor do “spread”de títulos do Estado a 10 anos face à Alemanha, que é um indicador de risco utilizado pelos chamados “mercados”, em Janeiro de 2012, atingiu, em relação a Portugal, mais 15,6 pontos percentuais tendo aumentado em apenas num mês 4,1 pontos percentuais, quando no mesmo mês (Janeiro de 2012), o “spread” não aumentou para Espanha, e diminuiu para a Grécia, Itália, França e Irlanda, países que também estão na linha da frente a sofrer a chantagem dos chamados “mercados”.
  
O negócio dos juros
              
Pelos vistos o aumento dos juros parece ser indiferente ao cumprimento deste "acordo". Na realidade os mercados estão mais interessados em receber os juros do que beneficiar quem cumpre o acordo com a troika.
ER no final do resumo refere que o Nobel da economia, Joseph Stiglitz, afirma que "o objectivo principal do FMI, e agora da “troika estrangeira”, não é defender os interesses do país ou da população, mas sim garantir o reembolso dos empréstimos aos credores. 

Aproveitar enquanto é tempo. Quem vier atrás que feche a porta
  
Creio que se poderá concluir que esta política visa aproveitar a crise do capitalismo para aumentar as transferências de dinheiro de quem trabalha, para o capital financeiro. Para isso agrava-se a austeridade, retiram-se direitos, aumentam os preços e os juros até onde puderem, mesmo que depois o país fique de rastos. 


O Estudo completo pode ser visto em:
http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2011/7-2012-Austeridade-VS-CrescimentoF.pdf

9 de fevereiro de 2012

As infâmias da guerra


Líbia: A verdade acabará por ser descoberta

De um artigo de opinião de Jorge Cadima na Crónica Internacional do Avante, acabei de ler:
O New York Times (21.1.12) agora confessa que o linchamento de Kadafi teve a participação dos drones (aviões não tripulados) dos EUA, que estiveram em acção «até ao último dos ataques, que atingiu a caravana do Coronel Kadafi no dia 20 de Outubro e levou à sua morte». A imprensa ocidental confessa agora (só agora) que os «rebeldes» que a NATO colocou no poder torturam sistematicamente. Até a organização Médicos sem Fronteiras se retirou da «livre» cidade líbia de Misrata por achar que «a nossa missão é dar cuidados médicos a feridos de guerra ou presos doentes, e não tratar repetidamente os mesmos doentes por entre sessões de tortura» (Independent, 27.1.12).

7 de fevereiro de 2012

50.000 visitas

Um ano e um mês a "Conversar"


C de... atingiu 50.000 visitas num ano e um mês de vida. 82 amigos aderiram e seguem este blogue.

Tem sido seu objectivo Comunicar, Conversar, Comentar, Criticar, despertar Consciências... sempre de forma despretensiosa, simples. 

Dirije-se a todas as pessoas que, tal como eu, se interessam por Compreender o mundo em que vivemos e Cooperar para o tornar melhor. 
Compreender, sem aceitar como verdades absolutas, aquilo que nos amarra a culturas do passado, culturas e preconceitos que são transmitidas, sem crítica, por gerações. Culturas que tiveram o seu tempo mas que envelheceram, como tudo na vida. Compreende-las é, também, importante para avançar na luta para vencer as crendices que sustentam este mundo de injustiças e desigualdades.


Creio nesse Conhecimento que Cresce e Cria nova Consciência, Cívica e Cultural e a "C de..." de Justiça, Solidariedade e Paz.

Diz o poeta: “Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades”. 

Foram 50.000 as visitas, num ano e um mês de trabalho para manter este diálogo quase diário. Um ano de trabalho, mas com gosto.

Gostaria de corrigir os, certamente muitos, erros de conteúdo e de forma, nas abordagens que fiz. 
Gostaria ter aprendido, mais, com os erros em que não reparei e que não me foram apontados. 
Para isso preciso da ajuda dos vossos comentários.
Aprender, aprender sempre é um lema que procuro seguir.

A todos os visitantes deste blogue, a todos os amigos, amigas, camaradas, companheiros e companheiras de luta, um sincero e caloroso abraço.

6 de fevereiro de 2012

Duas frases

De mão estendida, custe o que custar

Vamos tomar duas das frases que ontem aqui reproduzi.

O autor é Passos Coelho.
  
Ele é o "rosto" de uma política com duas caras. Uma antes das eleições, quando sabia que mentia para caçar votos, outra a verdadeira, a que com sorrisos acata as ordens dos Banqueiros e da Senhora Merkel, atravez da Troika estrangeira.

Com a primeira cara diz Passos Coelho: 
  
"Nação que tem amor próprio não anda de mão estendida". 
  
Que quer ele dizer com isto? Ele sabe que, com esta frase "bonita", está a puxar ao sentimento de orgulho dos portugueses para não "pedirmos" a renegociação da dívida. Já anteriormente tinha, também de forma manhosa, dito que a renegociação da dívida era coisa de caloteiros. Foi neste contexto que fez esta sonora afirmação. Lembrou-me algumas das frases de Salazar tipo "orgulhosamente sós". 
Eu sei que ele sabe que a renegociação ou  reestruturação da dívida não é "pedir", não é pôr a mão estendida nem ser caloteiro. Renegociar a dívida é um ato de quem é responsável e honesto, pois é a forma de pagar as dívidas que os governos PS, PSD e CDS contraíram, sem arruinar o país. Foi por isso que ele usou a cara da campanha eleitoral. Manhoso continua a enganar.

Vamos cumprir as ordens “custe o que custar”. 

Com a cara de primeiro ministro e de presidente do PSD, disse "Vamos cumprir o programa custe o que custar". Esta frase, dita com a cara que usou, tem um caráter de dureza, tocando a ditadura. Ele assim quer, assim vai ser, apesar de não ter sido isso que prometeu aos eleitores quando usava a cara de candidato à pesca de votos.
Mas a manha de candidato, mantêm-se na cara de primeiro ministro. 
Omite que, com a cara de primeiro ministro, continua a servir os interesses dos banqueiros obrigando o povo que nele votou, bem enganado, a pagar os "custos que custarem". Nem nos diz quais são esses custos. 




É manhoso a ponto de, com a sua cara de primeiro ministro, utilizar a política salazarenta da austeridade. Política de "pobres mas honestos" ou de "pobres mas trabalhadores", ou "é dos pobres o reino dos céus". Política que muito convém aos, ricos, banqueiros e outros que continuam a "chupar" o nosso dinheiro. Esses não precisam do reino dos céus pois já o têm na Terra.

Não ser curado nem morrer, para o negócio render

É preciso manter o sistema, que vive da doença, tal como o médico espertalhão que não cura o doente para manter o cliente, ou o advogado desonesto que complica o que é simples para aumentar a factura.

Duas perguntas para quem souber responder:

1. Quanto é que, só em juros, receberam os bancos com as "ajudas" que nos deram? Quanto mais "ajudam" mais ganham. 

2. De onde vem o dinheiro dos Bancos?

Passos Coelho anda permanentemente, de mão estendida, agachado, dobrado, perante os banqueiros que lhes dão as ordens e perante a Troika que manda mais em Portugal que os portugueses. 

Temos um governo que já não esconde que tudo o que faz é porque a Troika quer que se faça. As Leis, a eliminação das Freguesias, a extinção de feriados, a entrega de empresas lucrativas do Estado ao estrangeiro, a redução das reformas dos trabalhadores para que outros possam ter muitos tachos e reformas acumuladas. 
  
O encarecimento da saúde, dos medicamentos e a redução das reformas será ordem da Troika, para matar os idosos que já não dão lucro aos capitalistas?

Recuperar a nossa dignidade
  
Os eleitores desta "democracia" foram e continuam a ser bem enganados. 
A crise do capitalismo está a ser aproveitada para espezinhar os trabalhadores e retirar todos os direitos que conseguiram.
  
Temos que recuperar a dignidade, deixar de andar de "mão estendida", e ir para a rua lutar "custe o que custar"?


Não há desculpas
  
Sábado, dia 11 não há desculpa para faltar à Manifestação da CGTP às 15 horas no Terreiro do Paço. 

A manifestação não é o fim da luta, mas um degrau que vamos subir para conseguirmos melhores posições.



5 de fevereiro de 2012

Reagir, lutar

As previsões "meteorológicas" 

Cada uma destas frases dá que pensar, mais pelo que não dizem, do que pelo que dizem.

O Acordo com a Troika tem que ser cumprido custe o que custar - Passos Coelho
A Austeridade não nos leva a lado nenhum - Mário Soares
Madeira: vai ser feito o alargamento dos prazos de pagamento da dívida para 21 anos. - Alberto João Jardim
Nação que tem amor próprio não anda de mão estendida - Passos Coelho.
Bancos anunciam que vão buscar dinheiro ao Estado para se recapitalizar. - dos jornais
Os portugueses entregaram, aos bancos 19 casa por dia durante 2011 - dos jornais
“se nada for feito, há cem por cento de certeza de que Portugal irá à falência e reeditar-se-á a situação da Grécia” - Paul De Grauwe
«Tocar no Gaspar é tocar no Passos» - Núcleo duro do PSD
Pobres já nós estamos. Há é pessoas que ainda não se deram conta disso - Passos Coelho
O país "está numa situação muito difícil por dez anos de políticas erradas"- Passos Coelho
“a receita” do Governo não resolve os problemas". - Seguro
A taxa de desemprego ultrapassou os 13,6% - Eurostat
Ministro Alvaro Santos Pereira viu com "muita preocupação" os dados da Eurostat. - Jornal Público
«Só vejo o Governo arregaçar as mangas para nomear o seu aparelho» - Seguro
Sem abrigo é condenado no tribunal em 24 horas ao pagamento de 250 euros pela tentativa de roubo de um champô e uma lata de polvo. - dos jornais
Pingo Doce não precisou de pagar tribunal nem advogado, pois obrigou o Ministério Público a avançar com um acusação. "sabe bem pagar tão pouco".- dos jornais
“Existe em Portugal uma justiça para ricos e outra para pobres. O pobre, se rouba um pão, vai preso. Um rico, se rouba um milhão, sai ileso”. Advogado.
Isaltino Morais mais uma vez consegue adiamento da prisão.- dos jornais
Os deputados da maioria PS+PSD+CDS mais uma vez recusaram a proposta de Lei do PCP para criminalizar a corrupção.- dos jornais

Primeiro paga-se aos credores e as migalhas que sobrarem vão para o povo. - Viriato Marques
Primeiro paga-se aos bancos, e se sobrar alguma coisa é para os portugueses que ainda não tiverem morrido de fome. - blog C de...


Perante este "estado do tempo"... Que fazer?


Ficar de braços caídos? Deixar que nos comprometam o futuro e o do país? As novas gerações não nos perdoarão a indiferença e cobardia.

No próximo Sábado dia 11 de Fevereiro, a CGTP vai realizar uma grande Manifestação no Terreiro do Paço em Lisboa. Os mais conscientes têm que mobilizar e dar ânimo aos que acham que nada há a fazer. A Manifestação é, neste momento de desânimo, a forma mais consensual para juntar, unir e dar força aos mais desmotivados. É a forma de conter os ataques que estamos a sofrer e que não resolvem o desenvolvimento económico do país, antes o agravam para continuar a servir esta política.
É o caminho para novas formas de luta.
É urgente levantarmos a cabeça e reagir.


1 de fevereiro de 2012

Desemprego continua a aumentar

Estaremos num país de atrasados mentais?


Há quanto tempo se alerta para que a política de direita PS+PSD+CDS está a levar o país para o desastre?
Há anos que sabemos que, a continuar assim, só os muito ricos é que se safam. Contudo, os nossos governantes, escolhidos (e pelos vistos, bem!) pelos eleitores, fingem desconhecer e apresentam-se surpreendidos com o aumento do desemprego e com a recessão. É preciso ter lata! Por isso:
É preciso aumentar os preços dos Transportes!
É preciso aumentar o preço do Gás, da Electricidade! 
É preciso continuar a ir buscar os impostos a quem trabalha! 
É preciso continuar a aumentar os horários de trabalho!
Deixemos os ricos levar o dinheiro para os paraísos fiscais, pois então!




"Façamos de conta" que não sabemos que os processos de corrupção morrem nos tribunais e deixemos levar o que resta!
Continuemos a vender as empresas do Estado para os muito ricos ficarem ainda mais ricos e fugirem com o dinheiro criado pelas nossas empresas com o trabalho dos trabalhadores que trabalham mais e ganham menos!

A "receita"
  
Depois, quando já não é possível esconder os resultados, FAÇAMOS DE CONTA QUE FICAMOS SURPREENDIDOS. 
Na notícia, o Secretário Geral do PS tem a lata de dizer:  “a receita” do Governo não resolve os problemas". 
Mas então porque é que aprovaram a "receita" do Governo ?. 

Se é que ainda há alguém que não saiba, a "receita" que tem vindo a ser aplicada pelo PS+PSD+CDS tem sido encomendada pelos senhores do dinheiro, os Banqueiros. Esses estão mais ricos com o negócio dos juros sobre os empréstimos que fazem. É a esses senhores que não convém que a crise acabe enquanto não sugarem tudo o que podem. 
A crise está para os Bancos, como o negócio da guerra para a Indústria de Armamento. Se deixar de haver Guerra abrem falência. É assim o capitalismo!



O patriótico PS

PS continua a querer Portugal mandado



Segundo li nos jornais de hoje, "o PS considera que um referendo sobre matéria europeia apenas se deverá concretizar em Portugal se for realizado em simultâneo em todos os Estados-membros e se estiverem em causa alterações relevantes ao Tratado da União Europeia".

Quer dizer: Se algum dos outros não quiser fazer referendo, nós também não deveremos fazer. Contudo, devemos aceitar as imposições que nos venham a fazer, mesmo sem consultar os portugueses. Ah! ganda PS.
Que quererá dizer o "S" do PS?
  

O fascismo levanta cabeça com ajuda da direita

Baltasar Gárzon 
O Tribunal Supremo de Madrid rejeitou as questões prévias apresentadas pela defesa e pelo ministério público e começou, esta segunda-feira, a julgar o juiz Baltasar Gárzon, por ter investigado crimes do franquismo.

31 de janeiro de 2012

A crise e as Ideias

Ideias não faltam, e grandes ideias
Falta é que o povo acorde para as aplicar.

Acabei de ouvir na Televisão que estão a desligar grande parte da iluminação Pública para poupar energia. Também ouvi há dias que o "nosso" primeiro ministro está a estimular as ideias dos portugueses para combater a crise. Já que estamos a regressar ao Séc.XIX, proponho que se passem a dar passos para iluminar as ruas com archotes. E mais não digo por agora para não ser demasiado "inconveniente".



29 de janeiro de 2012

O pobre Cavaco


O pobre Cavaco
27 Janeiro 2012 | 11:59
Baptista Bastos - b.bastos@netcabo.pt


A pátria, estarrecida, assistiu, nos últimos dias, à declaração de pobreza do dr. Cavaco, e aos ecos dessa amarga e pungente confissão.

ACTA - Censura na Net


Aperta-se o cerco à Liberdade de expressão. Agora na Internet.

Quase em segredo a Lei ACTA, em inglês Anti-Counterfeiting Trade Agreememt, está a ser discutida nos gabinetes da União Europeia. Trata-se de uma lei para permitir aos governos interferir e censurar a Internet. A Lei é semelhante às que foram criadas nos EUA, conhecidas por SOPA  e PIPA. Contudo a Lei ACTA é ainda mais abrangente e envolve praticamente todos os países do mundo capitalista entre eles toda a União Europeia, os EUA, a Suíça e o Japão.



O secretismo dos governos incluindo o de Portugal, nas reuniões que têm sido feitas, está de acordo com o objectivo não confessado de restringir a liberdade de expressão na Internet, a partilha de documentos e outros ficheiros. 


O acordo ACTA foi negociado em segredo entre os governos, e sem qualquer participação da opinião pública. O governo Bush iniciou o processo, mas o governo Obama deu-lhe enorme impulso e trabalhou agressivamente a favor do acordo.


A agitação já invadiu o Facebook. A maior parte dos grupos e páginas que se encontram numa pesquisa básica à maior rede social do planeta é, ainda assim, de origem polaca. Destaque para a página "Anti ACTA", que já tem mais de 25 mil fãs.  No Twitter, a hashtag que está a ser utilizada para protestar contra a assinatura é #ActAgainstACTA.

28 de janeiro de 2012

Acordemos os adormecidos


Não tenho palavras

Não consigo expressar, como gostaria, a indignação que sinto por ver os constantes avanços do fascismo, mascarado de democracia e tanta gente que "lá vai cantando e rindo" inconsciente ás mordaças, às leis, às regras ditadas, às condições sociais que todos os dias nos impõem e que acorrentam as nossas vidas. A "lavagem de cérebros", a propaganda e mentalização tem sido eficaz para que a maioria aceite como bom, ou, no mínimo, como inevitável, o que nos impingem.
Será que conseguem tornar-nos autómatos, máquinas obedientes, sem capacidade de pensar e de ter consciência. Vamos votando de quatro em quatro anos, sempre nos mesmos, acreditando que não há alternativa.

Para quem queira ver um exemplo actual clique (aqui)

A rã que se deixou cozer

É cada vez com mais frequência que me lembro da história verídica da rã cozida(Clique). A tal que metida num tacho aberto com água morna não saltou quando devia e foi "amolecendo" até que quando a água já escaldava deixou de ter forças para saltar.
A miséria que nos impõe é, material, económica e social, mas também cultural, moral, e civilizacional. As pessoas vão aceitando tudo o que lhes enfiam na cabeça. Criticam mas nada fazem. Não reagem para se unir e organizar. Isso dá muito trabalho.
Não acordem, não e depois digam que agora é tarde!



Não esqueçamos a História

Sei que estou a traçar um quadro negro. Contudo tenho a consciência que é real.
Desde o dia 25 de Abril de 1974, que o fascismo espreita e prepara as oportunidades.
Falhou no 28 de setembro, mas minou alguma unidade que existia.
Falhou no 11 de Março mas continuou a sabotar.
Mostrou as suas garras nos ataques bombistas, assalto e incêndio dos Centros de Trabalho do Partido Comunista em muitas localidades.
Preparou o golpe do 25 de Novembro que não foi totalmente concretizado. Desde então paulatinamente começaram a tomar o poder económico e político.
Aos poucos, tal como a água que aquecia a rã, foram destruindo o poder dos trabalhadores.
Criaram a UGT para partir a espinha à Intersindical, expressão da unidade dos trabalhadores.
Destruíram a Reforma Agrária, e depois a Agricultura.
Voltaram a entregar as terras a quem a deixou abandonadas e as foi vendendo ao estrangeiro.
Privatizaram os Bancos e as empresas nacionalizadas, fundamentais para a nossa economia. De seguida os privados venderam-nas ao capital estrangeiro e aumentaram as suas fortunas. Os lucros das empresas passaram a ir na maioria para fora e muitas foram fechadas para dar entrada aos produtos estrangeiros.
Acabaram com a frota pesqueira e a marinha mercante.
A Europa invadiu Portugal, primeiro acenando com a “cenoura” dos subsídios que encheram os bolsos de alguns mas ajudaram a destruir a nossa economia.
Chegou a factura para pagar e o país já não produzia nem tinha dinheiro. Os bancos depois de privatizados, emprestaram dinheiro ao Estado a altos juros, endividando ainda mais o país. Impuseram condições. O poder económico passou a controlar a política colocando nos governos homens da sua confiança.

Lá vamos, cantando e rindo, levados, levados, sim…

O povo anestesiado "lá ia cantando e rindo" votando nos homens da confiança dos Bancos e do poder económico base do fascismo.
Recordemos que foi assim que Hitler subiu ao poder. Também em nome da democracia.
Para não me alongar demasiado, recordemos:

27 de janeiro de 2012

A nova censura no poder


O que a censura corta e o Jornal Avante revela


Os jornais, rádio e televisão ocultam aos portugueses tudo o que consideram que, para a política do pensamento único, não devemos saber. Em contrapartida vão “desculpando” e encobrindo os responsáveis pela política de direita que está a levar para a ruína os que trabalham e a enriquecer os grandes capitalistas. Assim vão iludindo e amolecendo a luta dos trabalhadores. 


É a nova forma de censura. Uma censura discreta mas eficaz. 


O Jornal Avante, semanalmente, mostra o que os outros escondem. São centenas de exemplos que mostram esta realidade. Vejamos alguns curtos excertos desta semana. 


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118434/ :
As 500 maiores empresas

Estas empresas aumentaram em 130% (cento e trinta por cento) os seus lucros face a 2009, ainda que aqui esteja considerado o valor da venda da VIVO pela PT; mesmo descontando esse factor extraordinário, o aumento de lucros situa-se nos 27,8% a somar aos 17% de 2009. 
O que estes números põem a nu, é a concentração da riqueza nas mãos de cada vez menos. É a alienação para o capital estrangeiro duma parte significativa da riqueza nacional: 42,4% destas 500 empresas são totalmente detidas por capital estrangeiro.

O lucro das empresas e o salário dos trabalhadores

A Continental Mabor, fábrica de pneus situada em Famalicão, foi considerada a melhor do ranking. Ora a Mabor consegue este feito no ano em que os seus trabalhadores conseguiram impedir, com a sua luta e unidade, a tentativa da administração de cortar o salário dos trabalhadores de fim-de-semana em cerca de 300€ por mês. 

Não é pois a luta dos trabalhadores que cria dificuldades às empresas e ao seu desenvolvimento! 

A exploração dos grandes aos pequenos. As melhores à custa dos outros

No sector Têxtil e do Vestuário, a maior e a melhor empresa, a Zara Portugal e a Bershka Portugal são as empresas que na sua ligação com centenas de pequenas unidades que para elas trabalham, esmagam os preços, os prazos de entrega, aplicam multas por incumprimentos de que são elas mesmo, muitas vezes, responsáveis. 


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118433/ :
Cavaco, um dos responsáveis pela política de direita…

Em Guimarães, na abertura da Capital Europeia da Cultura, Cavaco terá tido das maiores vaias da sua vida. O que Cavaco talvez não saiba – mas saberá daqui para a frente – é que foram milhões os portugueses que gostavam de ter estado naquela noite em Guimarães, só para expressar a indignação que sentem.


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118435/ :
Política da direita para os transportes: reduzir, encarecer, privatizar

Esta política, traduzindo-se em desvantagens tão grandes para os trabalhadores, os utentes e o País, tinha que ser, necessariamente, antecedida de uma gigantesca operação de propaganda, com o objectivo de neutralizar a resistência.

Os anexos aos «Estudos» que o Governo encomendou para acelerar a privatização dos transportes mostram que estas políticas vão reduzir 5 a 10% a utilização dos transportes. Eles sabem que a dívida das Empresas Públicas foi criada por 20 anos de desorçamentação que as empresas públicas estão a ser esbulhadas para as privadas nos passes. Eles sabem que metade do que dizem é falso, e a outra metade são meias-verdades.
  
Eles saber, sabem. Mas a sua opção é outra…


http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118475/ :
Governo ataca transportes públicos
Novos aumentos e reduções de serviços 

As novas tarifas a impor nos serviços de transporte público e as significativas reduções a introduzir no serviço prestado por algumas empresas constitui, para o PCP, um «novo salto» na negação do direito à mobilidade dos portugueses.

Os comunistas reagiam assim ao anúncio feito na véspera pelo Governo acerca das novas tarifas a impor nos transportes públicos e das significativas reduções a introduzir no serviço prestado por algumas destas empresas, como a Carris, o Metro, a Transtejo, a Soflusa e a STCP, que se juntam às alterações já em curso na CP»


Governo, o agente dos monopolistas

O Governo assumiu-se uma vez mais como um «agente de serviço dos grupos monopolistas, promotor do agravamento da exploração e do empobrecimento dos trabalhadores e do povo português, responsável por uma política que ameaça fazer implodir o serviço de transportes públicos que existe em Portugal». Quando o que se exigia era, por outro lado, libertar as empresas públicas do estrangulamento das dívidas à banca e atrair mais utentes para o serviço público, adequando-o às alterações demográficas, reduzindo tarifas, alargando a amplitude dos passes sociais, respeitando os direitos dos trabalhadores.


PCP contra a barreira do silêncio

O PCP, vai fazer acções de contacto com trabalhadores e utentes, no próximo dia 1 de Fevereiro, nos principais terminais de transporte do País.


Tirar às empresas públicas para dar aos privados

Em 2011, «um total de 4140 milhões de euros que deveriam ter sido entregues às empresas públicas foram entregues às empresas privadas, particularmente às empresas ligadas ao grupo Barraqueiro (a RL recebeu dois milhões e 747 mil euros a mais) e à multinacional alemã DB (a TST recebeu dois milhões e 129 mil euros a mais)». 


Aumentos dos transportes. O Governo mente.

Cerca de 100 mil utilizadores dos passes urbanos na cidade de Lisboa, 27,5 por cento tem o passe daCarris (sofre um aumento de 5,45 por cento); 30,16 por cento tem o passe do Metro (sofre um aumento de 21,34 por cento) e 42 por cento usa o passe Carris-Metro (que sofre um aumento de 3,4 por cento). Ou seja, a média ponderada dos aumentos dos passes urbanos na cidade de Lisboa é de 9,3 por cento.


No espaço de um ano os maiores aumentos

Num ano, o passe do Metro de Lisboa Urbano 30 dias passou de 18,70 para 29 euros (mais 55 por cento); o passe Metro de Lisboa Urbano 30 dias 4/18 e Sub-23 passou de 9,35 para 21,75 euros (mais 132 por cento); o passe Carris Urbano 30 dias 4/18 e sub-23passou de 11,95 para 21,75 euros (mais 82 por cento).


Carreiras retiradas e diminuídas. Voltamos ao tempo das carroças

Os utentes vão gastar muito mais tempo à espera de transportes. Está prevista uma «importante redução das frequências na ligação fluvial entre as duas margens do Tejo e uma redução da oferta na rede Metro». Na Carris a redução é ainda mais significativa: são suprimidas seis carreiras e mais duas ao fim-de-semana, nove são encurtadas, e só uma é prolongada, e pelo menos mais 13 sofrem uma redução de frequência.

O mesmo tipo de reduções é apontado para a Área Metropolitana do Porto, estando adiantada a ideia da supressão de 16 carreiras na STCP.


http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118479/ :
Pacto de agressão agrava discriminação
Trazer mais mulheres para a luta

O pacto de agressão, para além do que representa de degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, tem implicações acrescidas no estatuto e nos direitos das mulheres, concluiu o PCP num debate realizado no sábado.


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118432/ :
A UGT deu uma passada muito para além da perna.
Primeiro, ao assumir-se como o que nunca foi: uma «central sindical» que pode representar «os trabalhadores portugueses». Toda a gente sabe – embora já quase ninguém o diga na comunicação social – que a UGT está muito longe de representar a maioria dos trabalhadores. Essa maioria sempre esteve na CGTP-IN, a central sindical que mergulha as origens na luta contra o fascismo. Ao contrário a UGT, foi gerada oportunisticamente após o 25 de Abril com a missão de sabotar a luta dos trabalhadores. Lembram-se do Gonelha, do PS, a ginchar que «hei-de quebrar a espinha à Intersindical»?
Uma minoria muito útil ao capitalismo
Segundo, ao caucionar com a assinatura do seu secretário-geral, o mimoso Proença, a mais devastadora ofensiva contra os direitos dos trabalhadores consagrados no Código do Trabalho, e jamais ousada pelo patronato e as governações de direita. Esta «caução» da UGT – como todas as anteriores – não representa a maioria esmagadora dos trabalhadores sindicalizados, mas permite ao Governo e ao patronato proclamarem a vitória temperada pelo «apoio dos trabalhadores».

http://www.avante.pt/pt/1991/internacional/118447/ :
Imperialismo pilha petróleo no meio do caos
Militares dos EUA ocupam Líbia
Doze mil soldados norte-americanos chegaram à Líbia consumando o domínio do país pelo imperialismo. A ocupação ocorre quando o território está mergulhado em conflitos entre facções do CNT, e um grupo armado supostamente leal ao antigo regime tomou de assalto a cidade de Bani Waled.
Controlo do petróleo
  
O controlo dos campos, portos, refinarias e outros pontos estratégicos na extracção e escoamento do petróleo líbio será o principal, e para já o único, objectivo das tropas dos EUA que chegaram ao território.

Aumentam as manifestações de descontentamento na Líbia
As manifestações de descontentamento multiplicaram-se nas últimas semanas, nomeadamente envolvendo antigos mercenários ao serviço do CNT, que protestam contra a opacidade das decisões, a manutenção dos alegados kahdafistas nos seus postos no aparelho de Estado, e, sobretudo, reclamam o cumprimento das promessas de reforma dourada que lhes terão sido feitas a troco da sua adesão ao levantamento armado.

Pela sua saúde, lute 
Promovida pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, centenas de pessoas participaram, dia 19 de Janeiro, em Lisboa, numa acção de protesto e rejeição à política que o Governo está e se prepara para implementar contra os direitos dos utentes e o próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS), cujo objectivo final é a sua total liquidação e privatização.

Comício em Famalicão
Jerónimo de Sousa, num comício em Famalicão apela à luta, contra o pacto de agressão que denunciou: 
O PCP denuncia a intenção de promover o trabalho forçado e não pago com a tentativa de «eliminação de quatro feriados e de três dias de férias, e a marcação arbitrária e impositiva de dias de férias pelo patronato». O capital controla e decide sobre a vida dos trabalhadores, ao estabelecer o banco de horas de forma mais agressiva (até 12 horas por dia e 60 por semana). Os trabalhadores deixam de poder organizar a vida pessoal e familiar e o acompanhamento aos filhos. O acordo com a UGT preconiza ainda a eliminação do descanso compensatório por trabalho em dias de descanso.
Redução dos salários
Governo, patronato e UGT acordaram ainda uma brutal baixa de salários e remunerações, em particular com a redução para metade do pagamento de horas extras e do trabalho em dias de descanso, facilitar os despedimentos individuais sem justa causa e ataque à contratação colectiva e aos direitos sindicais.

http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118473/ :
PCP faz balanço de um ano de mandato de Cavaco Silva
Um ano depois da reeleição de Cavaco Silva como Presidente da República, o País está «mais pobre, mais dependente e menos soberano», afirmou Francisco Lopes, numa declaração à imprensa na segunda-feira.
O apoio e cumplicidade com a política do Governo do PSD/CDS-PP, tem significado uma profunda regressão social e económica do País.
Primeiro, «o seu discurso de tomada de posse com um conteúdo demagógico, populista e retrógrado profundamente vinculado à política de direita das últimas décadas.»
Segundo, as suas «afirmações legitimadoras da guerra colonial e do colonialismo que assumiram um carácter claramente reaccionário e passadista».
Terceiro, o seu apoio ao chamado «memorando de entendimento, o pacto de agressão subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP com o FMI, UE e BCE», que constitui um «golpe contra a Constituição da República».
Quarto, a sua intervenção, «ao lado das associações patronais, representa um dos mais violentos ataques de sempre aos interesses e direitos dos trabalhadores».
Quinto, a «desvalorização dos problemas dos trabalhadores e do povo, das profundas desigualdades e injustiças sociais existentes no País, bem evidenciada recentemente quando declarou que o valor da sua reforma não lhe chega para pagar as despesas». Tal afirmação, «constitui um insulto aos trabalhadores, aos desempregados e aos reformados e pensionistas, que têm de viver com vinte ou trinta vezes menos do que os rendimentos de Cavaco Silva».
Sexto, a sua «permanente posição de hipocrisia quando, identificando muitos dos problemas do País, esconde ao mesmo tempo causas e responsabilidades».  Cavaco Silva é responsável pela situação da agricultura, da indústria, das pescas ou do mar.
Sétimo, o comprometimento anti-constitucional com a União Europeia e a estratégia global do capitalismo, na exploração, ingerência, guerra, domínio e ocupação que atinge povos e países em todo o mundo».
Na Presidência da República, Cavaco Silva é o «provedor dos interesses do capital monopolista, dos seus lucros, do saque dos recursos nacionais», concluiu Francisco Lopes.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118524/ :
Marcha em Guimarães
Os direitos são para defender

Mais de três mil trabalhadores participaram, em Guimarães, numa marcha em defesa das 40 horas semanais e contra as alterações à legislação laboral.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118523/ :
Acções da Interjovem por todo o País
Marchar por trabalho com direitos
«Contra o desemprego, não fiques parado! Marcha pelo trabalho com direitos» foi o lema das acções da Interjovem/CGTP-IN contra a precariedade e o desemprego, entre dia 16 e ontem.

Encontro de Jovens em Braga
Num encontro de jovens trabalhadores, promovido pelo Conselho Sindical Inter-regional Galicia-Norte de Portugal no Mitpenha, em Guimarães, participaram cerca de cem jovens do distrito de Braga e cerca de 30 da Galiza.

Acções em Castelo Branco
Em Castelo Branco, também no dia 20, realizou-se uma acção de contactos com jovens trabalhadores da Delphi, seguida de uma conferência de imprensa.

Contactos com jovens trabalhadores em Faro
Anteontem a acção decorreu em Faro contactando jovens trabalhadores no Centro de Emprego. À tarde, idêntica iniciativa teve lugar no Fórum Algarve.

Cordão Humano e Marcha em Lisboa
Convocada uma marcha com cordão humano, em Lisboa, com início no El Corte Inglés, onde foi colocado um MUPI sobre a situação dos trabalhadores daquele espaço comercial, prosseguindo o desfile até ao Centro de Emprego do Conde Redondo, passando por muitos locais de trabalho.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118516/ :
Travar redução salarial
Os trabalhadores da SEAE, no Barreiro, recusaram em plenário a intenção da administração de reduzir o horário em oito horas semanais a 15 trabalhadores e 16 horas a outros 21 a partir de 1 de Fevereiro e durante um período de seis meses, com redução de vencimento. Esta posição, tomada por unanimidade, ficou expressa num documento subscrito pela Comissão de Trabalhadores e entregue à administração.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118515/ :
Cerâmica Valadares
Cerca de 200 trabalhadores da Cerâmica Valadares, em luta pelo direito ao emprego e ao pagamento dos salários de Dezembro e do 13.º mês, deslocaram-se a Lisboa, no dia 19, para exigirem do Ministério da Economia e Finanças uma intervenção que garanta a continuidade e viabilidade da empresa e a suspensão de despedimentos,

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118512/ :
 Panrico despede 47
A Panrico está a proceder a um despedimento colectivo «ilegal» de 47 trabalhadores em Lisboa e Gulpilhares. O processo, iniciado dia 19, ocorre na sequência da compra da empresa pela Oaktree.
Nas cartas de despedimento não constam as datas das demissões e os visados foram os mais activos na greve geral. Entretanto, a empresa está a admitir contratados a prazo para as mesmas funções e o CCT não é respeitado.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118517/ :
Desempregados exigem mudança
A Direcção Regional de Braga do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) apelou à participação na marcha de Guimarães. Para o MTD, o «desemprego e a precariedade afectam a generalidade dos trabalhadores, das famílias e dos jovens bracarenses».
Muitos destes jovens, apenas têm ao seu alcance empregos através de empresas de trabalho temporário que, muitas vezes são despedidos por SMS ou trabalham 11 meses, seguindo-se o desemprego sem direito a qualquer tipo de protecção social. 
No distrito de Braga, há mais de 57 mil desempregados registados oficialmente, dos quais mais de 24 mil não recebem qualquer prestação social.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118513/:
Telcabo quer encerrar a Tegael
Em Coruche, a empresa, Tegael, maior empregador privado do concelho, com 300 empregos directos e 90 indirectos anunciou, a intenção de encerrar aquelas instalações, embora seja viável.
Este encerramento tem «contornos insólitos», uma vez que a concorrente Telcabo adquiriu, em Abril, a maior parte do capital da Tegael por 4,5 milhões de euros e agora pretende encerrá-la, eliminando-a.

http://www.avante.pt/pt/1991/assembleiadarepublica/118478/ :
Jerónimo de Sousa rejeita acordo e reafirma confiança
«Quem vai ser derrotado no futuro é o Governo» 
O Secretário-geral do PCP acusou o Governo, patrões e UGT, «não há uma medida para promover nem o crescimento nem o emprego» mas, ao invés, uma orientação clara para «aprofundar o modelo de crescimento assente nos baixos salários».

Jerónimo de Sousa denuncia a política de saúde
Deu como exemplo o que está a acontecer nas urgências dos hospitais de Lisboa, após o encerramento deste serviço no Hospital Curry Cabral. A sua transferência para os hospitais de Santa Maria e de S. José traduziu-se num aumento significativo de doentes a precisar de internamento, afirmou o Secretário-geral do PCP, alertando para a circunstância de as urgências destes hospitais viverem neste momento o que classificou de «situação caótica».

Desafio a Passos Coelho
Jerónimo fez um desafio a Passos Coelho – que «anda sempre aí em viagem», observou – para que «vá lá ver, ao Garcia de Orta, ao Hospital de Torres Vedras, ao Hospital de Guimarães, ao de S. José e Santa Maria, esse espectáculo dramático de pessoas deitadas, ali, horas e horas, à espera de uma alternativa, de um internamento, que não conseguem».

Desculpas e ataques aos médicos
Alvo da crítica severa de Jerónimo de Sousa foi também o facto de o Governo desvalorizar profissional e socialmente os médicos, o que levou já centenas deles a entregar minutas de recusa do trabalho extraordinário, para além do obrigatório.
O líder comunista, numa alusão à notícia de que 700 médicos se preparam para emigrar para França, acusou que o Governo de fomentar esta política de emigração.

Negócios lucrativos
Lembrou que o presidente do BES Saúde disse que «melhor que o negócio da Saúde, só o negócio das armas».
Passos Coelho, na resposta, apesar de afirmar que «o SNS é indispensável», acabou por deixar escapar o que é verdadeiramente o seu pensamento sobre esta matéria ao afirmar que aquele «deve ser valorizado dentro do Sistema Nacional de Saúde». 

Saúde negócio ou saúde serviço?
Ao falar de sistema (onde se inclui a prestação de cuidados de Saúde que são fonte de negócio dos privados) e não apenas de serviço (o SNS), o primeiro-ministro quis deliberadamente incluir a componente privada, valorizando-a, de facto, e atribuindo-lhe, implicitamente, um papel e uma primazia, incompatíveis com a fruição do direito dos portugueses à Saúde, tal qual a Constituição o consagra.
Contra toda a evidência, e depois desse exercício de ilusionismo que foi dizer que «não obstante haver menos recursos» todos os utentes «serão bem tratados», mistificando a realidade, o chefe do Governo asseverou que tem havido na generalidade das instituições na área da Saúde «um reforço da sua capacidade de intervenção», devido «à aplicação de novas regras operacionais dentro do sistema mas também ao empenhamento dos profissionais». E, imagine-se, chegou mesmo a afirmar que «estamos num caminho de reforço do SNS».

Estudantes em luta
Os estudantes das escolas secundárias e básicas dos concelhos de Almada e Seixal manifestam-se contra a extinção do apoio ao passe escolar. À noite, na Sociedade Filarmónica União Seixalense, terá lugar uma outra iniciativa de protesto, animada com a actuação de várias bandas do concelho do Seixal.

Utentes contra aumentos dos transportes
O Governo volta a impor, a partir de 1 de Fevereiro, um novo aumento dos títulos de transportes públicos, o terceiro nos últimos 12 meses. O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, realizou, no Largo do Camões, em Lisboa, uma acção de protesto, com deslocação ao Ministério da Economia.
No Porto
No Porto, os Utentes dos Transportes Públicos manifestam-se no dia 31, às 17.30 horas, no Bolhão, contra os aumentos dos custos dos transportes, a redução de serviços, a privatização dos transportes e o aumento do custo de vida.

 http://www.avante.pt/pt/1991/BrevesNacional/118440/ :
Defender o Poder Local 
O Jornal Avante noticia muitas das acções das populações de todo o País em defesa do Poder Local Democrático e das freguesias.


http://www.avante.pt/pt/1991/europa/ :
Lutas dos trabalhadores nos vários países da Europa
Grécia, França, Itália, Bélgica, etc. têm sido palco de muitas lutas dos trabalhadores contra a política capitalista que aproveitando a crise que criaram, pretendem retirar direitos e condições sociais a quem trabalha. Também isto tem sido “censurado” na nossa comunicação social, mas o Jornal Avante não esquece. 

Enquanto a pobreza e a desigualdade alastram
Capital financeiro embolsa milhões
Os seis maiores bancos norte-americanos registaram lucros de dezenas de milhares de milhões de dólares em 2011, cenário que contrasta com o alastramento da pobreza e das desigualdades no país.
JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs,Morgan Stanley e Bank of America acumularam mais de 50 mil milhões de dólares em ganhos líquidos durante o ano passado, o que representa um crescimento de cerca de 10 por cento face aos resultados conjuntos anunciados em 2010. 
Em 2010, o número de norte-americanos que viviam na pobreza era superior a 49 milhões, de acordo com gabinete de estatísticas dos EUA.

E creio que chega de exemplos de notícias e opiniões que os jornais e televisão não mostram.  
As notícias que dão, por vezes falando nos assuntos, escondem muitas das realidades aqui mostradas.

26 de janeiro de 2012

Políticas de classe

Sempre os mesmos a ver reduzidos os salários e pensões


Os contribuintes funcionários públicos, para além de perderem os subsídios de férias e Natal arriscam nova penalização no salário de Janeiro, por ainda não terem sido publicadas as tabelas de retenção de IRS, alertou o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.


Também, 117 mil reformados e beneficiários de prestações sociais foram notificados para devolver, em 30 dias, o dinheiro que dizem foi “indevidamente” recebido.


O Governo, justificando-se numa lei de 2007, que nunca foi aplicada, elimina o complemento de pensão a milhares de reformados. Em causa estão reformas de 400 ou 500 euros que sofrem cortes que chegam aos 100 euros.


Para uns... milhões, para outros... tostões


Recordo a intervenção de Jorge Machado, deputado do PCP, na Assembleia de República, que mostrou que este governo tira ao povo, o salário ou reforma, para dar aos mais ricos. Disse: "para uns há austeridade, para outros há oportunidades. Oportunidades acompanhadas de largos milhões de euros, do dinheiro de todos nós, para distribuir por meia dúzia de amigos e grupos económicos".




Disse ainda o Deputado do PCP: "Numa altura, em que devido as medidas do Pacto de Agressão e do Orçamento de Estado para 2012, aumenta de forma inaceitável o custo de vida, congelam-se as reformas, aumentam os transportes, a eletricidade aumenta 22%, aumentam as rendas, a água, o gás, o telefone e os custos com a saúde, não é aceitável que o Governo corte em quem tem 400 ou 500 euros para sobreviver".


12.000 milhões para a Banca


Em contrapartida na Segurança Social prescrevem aos milhões as dívidas das empresas. Revelou o deputado: "O Governo anulou, nos últimos 5 anos, cerca 4.800 milhões de euros de dívidas dos empresários, sem que se conheça uma única medida para combater as situações de fraude que existem.


Enquanto cortam nas reformas de 400 ou 500 euros, para a Banca vão 12 mil milhões de euros para “ajudar”, e largos milhões em benefícios fiscais".




Para uns os sacrifícios para outros largos benefícios. "Veja-se o caso de Eduardo Catroga, ex-ministro PSD, e Celeste Cardona, ex-ministra do CDS", disse Jorge Machado . 


Eduardo Catroga tem um salario anual 639 mil euros ou seja 45 mil euros por mês. 


A política de classe dos governos


Enquanto os reformados passam mais dificuldades, enquanto cortam nas prestações sociais e atacam os trabalhadores, o Governo permite que o Grupo Pingo Doce deixe de pagar os seus impostos em Portugal e se transfira para o off-shore da Holanda.


A proposta do PCP para impedir a fuga de impostos, tal como as feitas para criminalizar a corrupção, foram derrotadas pelo PS, PSD e CDS.

24 de janeiro de 2012

É preciso...

Estive uns dias fora e quando regresso julguei ter regressado aos tempos de Salazar e Américo Tomaz nos anos 60

Algumas reflexões da Reunião do Conselho de Ministros

Todos de pé! Sua Excelência o Presidente do Conselho vai falar:

Informo-vos que, como estava planeado, Raquel Freire anunciou hoje que o fim das suas crónicas. 
O Programa "Este Tempo" terminou. Demos mais um passo nesta democracia que se aprofunda. 

O governo não pode permitir vozes discordantes. É preciso servir o poder sem criar a dúvida que gera a insegurança.

Não queremos fazer Censura. Mas, é nosso dever defender o povo ignorante das críticas que fomentam a instabilidade. É preciso que os nossos agentes de confiança se instalem discretamente. Que vigiem directores, chefes, jornalistas e comentadores. É para isso que são bem pagos. 

É preciso que tornem expresso que não há Censura. Nesta nossa democracia não há o antiquado traço azul nem a tesoura. Discretamente, os "chefes" e esforçados vigilantes da defesa da ordem constituída, têm que, paulatinamente, purgar e expurgar todos e tudo que não fale a nossa voz. As ordens, apesar de surdas, têm que ser claras. Cada um deve tomar consciência que não desejamos afastar ninguém. Mas, para não nos obrigarem a isso, cada um tem que se refrear e vigiar-se a si mesmo. 

Miguel Relvas, tem tido o bondoso papel de impedir que apareçam almas dilaceradas pela dúvida ou pela insegurança na nossa política. Ele sabe que é preciso impedir que se propague o negativismo e a crítica. É preciso, se necessário com firmeza, restituir o conforto das grandes certezas, da confiança no governo e da virtude dos mercados. 

A Pátria não se discute; não discutimos a autoridade dos seus chefes; não discutimos as famílias que fizeram a nossa gloriosa história; não discutimos o dever de trabalhar para o engrandecimento do lucro do capital. 

Não permito que se discuta o esforço patriótico do Presidente do Conselho. Quem não respeita as regras é desordeiro; mas quem as põe em causa, é subversivo ou comunista.


Felizmente Sua Excelência o Presidente da República, Professor Cavaco Silva, como os grandes homens, os predestinados, os grandes chefes, não perde tempo com princípios, com Constituições ou com preocupações de moral política. Não se pode governar com regras doentias e paralisantes duma democracia antiquada. 
Basta que se mostre esse sentimentalismo, doentio é certo, mas de que o povo tanto gosta, a que chamamos bondade ou caridade. 

Para defender a Pátria, são precisos safanões a tempo para evitar a violência. Nas revistas, nos jornais, nas emissoras radiofónicas, na televisão, nos teatros e nos cinemas, já não precisamos do lápis azul ou da tesoura da Censura. Já não precisamos de cortar os textos e as imagens fora de prumo, atentatórias dos nossos costumes e das lições dos nossos avós. O que é preciso, é não permitir que alguém se sirva dos nossos jornais, rádio ou televisão para fazer crónicas que ponham em causa a nossa autoridade e a nossa política. 

O safanão ou tabefe a tempo, afastando os libertinos que querem a liberdade, despedindo os desenquadrados, que não seguem os nossos conselhos, é necessário para evitar males maiores que põem em risco os respectivos pais, cônjuge, filhos, irmãos, e colegas de trabalho e todos os fracos de espírito que ouvem as suas ideias avançadas.

A subversão é peste. Há que meter a Nação em quarentena. Mas Raquel Freire e os outros comunistas, contagiaram já muitos bons homens e bons trabalhadores. 
É preciso abrigar as almas sãs, respeitadoras da ordem, dos chefes e patrões. 
É preciso mais futebol, para distrair e descomprimir as revoltas. 
É preciso estimular as revistas como as que havia no Parque Mayer, que permitam algumas críticas ingénuas e simples como o povo gosta. É preciso que o povo descarregue, a rir, toda a sua mágoa. 

É preciso investir em telenovelas que aliviem as tristezas e façam esquecer os dramas de cada um, mostrando os dramas de outros. É preciso mais programas educativos que apontem a bondade dos ricos e a sua humanidade ajudando os pobres. 

É preciso compensar e pagar bem a quem se esforça por mostrar que a nossa política é a única possível, é a que promove a submissão e humildade dos pobres, a paz e concórdia do povo simples e trabalhador, o respeito aos ricos, a coesão e a União Nacional. 


Sua Excelência o Presidente do Conselho encerra a reunião com o hino desta nossa casa democrática:



Nota: A imagem foi "emprestadada" do Blog Entre as Brumas da Memória


19 de janeiro de 2012

KARL MARX: SOCIALISMO E COMUNISMO


Alguns conceitos explicados de forma simples

A aplicação prática do direito de liberdade é o direito à propriedade privada. Mas em que consiste este último direito?
No separador "conceitos" deste blogue publiquei algumas noções que creio úteis para evitar ideias erradas.
Ver (aqui)

18 de janeiro de 2012

A traição da UGT

A aliança para o ataque aos trabalhadores e ao país

Olhem só a cara de gozo de Passos Coelho a ver o Proença assinar a traição:


A resposta:
          
Os trabalhadores lutam para se defender