28 de janeiro de 2012

Acordemos os adormecidos


Não tenho palavras

Não consigo expressar, como gostaria, a indignação que sinto por ver os constantes avanços do fascismo, mascarado de democracia e tanta gente que "lá vai cantando e rindo" inconsciente ás mordaças, às leis, às regras ditadas, às condições sociais que todos os dias nos impõem e que acorrentam as nossas vidas. A "lavagem de cérebros", a propaganda e mentalização tem sido eficaz para que a maioria aceite como bom, ou, no mínimo, como inevitável, o que nos impingem.
Será que conseguem tornar-nos autómatos, máquinas obedientes, sem capacidade de pensar e de ter consciência. Vamos votando de quatro em quatro anos, sempre nos mesmos, acreditando que não há alternativa.

Para quem queira ver um exemplo actual clique (aqui)

A rã que se deixou cozer

É cada vez com mais frequência que me lembro da história verídica da rã cozida(Clique). A tal que metida num tacho aberto com água morna não saltou quando devia e foi "amolecendo" até que quando a água já escaldava deixou de ter forças para saltar.
A miséria que nos impõe é, material, económica e social, mas também cultural, moral, e civilizacional. As pessoas vão aceitando tudo o que lhes enfiam na cabeça. Criticam mas nada fazem. Não reagem para se unir e organizar. Isso dá muito trabalho.
Não acordem, não e depois digam que agora é tarde!



Não esqueçamos a História

Sei que estou a traçar um quadro negro. Contudo tenho a consciência que é real.
Desde o dia 25 de Abril de 1974, que o fascismo espreita e prepara as oportunidades.
Falhou no 28 de setembro, mas minou alguma unidade que existia.
Falhou no 11 de Março mas continuou a sabotar.
Mostrou as suas garras nos ataques bombistas, assalto e incêndio dos Centros de Trabalho do Partido Comunista em muitas localidades.
Preparou o golpe do 25 de Novembro que não foi totalmente concretizado. Desde então paulatinamente começaram a tomar o poder económico e político.
Aos poucos, tal como a água que aquecia a rã, foram destruindo o poder dos trabalhadores.
Criaram a UGT para partir a espinha à Intersindical, expressão da unidade dos trabalhadores.
Destruíram a Reforma Agrária, e depois a Agricultura.
Voltaram a entregar as terras a quem a deixou abandonadas e as foi vendendo ao estrangeiro.
Privatizaram os Bancos e as empresas nacionalizadas, fundamentais para a nossa economia. De seguida os privados venderam-nas ao capital estrangeiro e aumentaram as suas fortunas. Os lucros das empresas passaram a ir na maioria para fora e muitas foram fechadas para dar entrada aos produtos estrangeiros.
Acabaram com a frota pesqueira e a marinha mercante.
A Europa invadiu Portugal, primeiro acenando com a “cenoura” dos subsídios que encheram os bolsos de alguns mas ajudaram a destruir a nossa economia.
Chegou a factura para pagar e o país já não produzia nem tinha dinheiro. Os bancos depois de privatizados, emprestaram dinheiro ao Estado a altos juros, endividando ainda mais o país. Impuseram condições. O poder económico passou a controlar a política colocando nos governos homens da sua confiança.

Lá vamos, cantando e rindo, levados, levados, sim…

O povo anestesiado "lá ia cantando e rindo" votando nos homens da confiança dos Bancos e do poder económico base do fascismo.
Recordemos que foi assim que Hitler subiu ao poder. Também em nome da democracia.
Para não me alongar demasiado, recordemos:

27 de janeiro de 2012

A nova censura no poder


O que a censura corta e o Jornal Avante revela


Os jornais, rádio e televisão ocultam aos portugueses tudo o que consideram que, para a política do pensamento único, não devemos saber. Em contrapartida vão “desculpando” e encobrindo os responsáveis pela política de direita que está a levar para a ruína os que trabalham e a enriquecer os grandes capitalistas. Assim vão iludindo e amolecendo a luta dos trabalhadores. 


É a nova forma de censura. Uma censura discreta mas eficaz. 


O Jornal Avante, semanalmente, mostra o que os outros escondem. São centenas de exemplos que mostram esta realidade. Vejamos alguns curtos excertos desta semana. 


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118434/ :
As 500 maiores empresas

Estas empresas aumentaram em 130% (cento e trinta por cento) os seus lucros face a 2009, ainda que aqui esteja considerado o valor da venda da VIVO pela PT; mesmo descontando esse factor extraordinário, o aumento de lucros situa-se nos 27,8% a somar aos 17% de 2009. 
O que estes números põem a nu, é a concentração da riqueza nas mãos de cada vez menos. É a alienação para o capital estrangeiro duma parte significativa da riqueza nacional: 42,4% destas 500 empresas são totalmente detidas por capital estrangeiro.

O lucro das empresas e o salário dos trabalhadores

A Continental Mabor, fábrica de pneus situada em Famalicão, foi considerada a melhor do ranking. Ora a Mabor consegue este feito no ano em que os seus trabalhadores conseguiram impedir, com a sua luta e unidade, a tentativa da administração de cortar o salário dos trabalhadores de fim-de-semana em cerca de 300€ por mês. 

Não é pois a luta dos trabalhadores que cria dificuldades às empresas e ao seu desenvolvimento! 

A exploração dos grandes aos pequenos. As melhores à custa dos outros

No sector Têxtil e do Vestuário, a maior e a melhor empresa, a Zara Portugal e a Bershka Portugal são as empresas que na sua ligação com centenas de pequenas unidades que para elas trabalham, esmagam os preços, os prazos de entrega, aplicam multas por incumprimentos de que são elas mesmo, muitas vezes, responsáveis. 


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118433/ :
Cavaco, um dos responsáveis pela política de direita…

Em Guimarães, na abertura da Capital Europeia da Cultura, Cavaco terá tido das maiores vaias da sua vida. O que Cavaco talvez não saiba – mas saberá daqui para a frente – é que foram milhões os portugueses que gostavam de ter estado naquela noite em Guimarães, só para expressar a indignação que sentem.


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118435/ :
Política da direita para os transportes: reduzir, encarecer, privatizar

Esta política, traduzindo-se em desvantagens tão grandes para os trabalhadores, os utentes e o País, tinha que ser, necessariamente, antecedida de uma gigantesca operação de propaganda, com o objectivo de neutralizar a resistência.

Os anexos aos «Estudos» que o Governo encomendou para acelerar a privatização dos transportes mostram que estas políticas vão reduzir 5 a 10% a utilização dos transportes. Eles sabem que a dívida das Empresas Públicas foi criada por 20 anos de desorçamentação que as empresas públicas estão a ser esbulhadas para as privadas nos passes. Eles sabem que metade do que dizem é falso, e a outra metade são meias-verdades.
  
Eles saber, sabem. Mas a sua opção é outra…


http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118475/ :
Governo ataca transportes públicos
Novos aumentos e reduções de serviços 

As novas tarifas a impor nos serviços de transporte público e as significativas reduções a introduzir no serviço prestado por algumas empresas constitui, para o PCP, um «novo salto» na negação do direito à mobilidade dos portugueses.

Os comunistas reagiam assim ao anúncio feito na véspera pelo Governo acerca das novas tarifas a impor nos transportes públicos e das significativas reduções a introduzir no serviço prestado por algumas destas empresas, como a Carris, o Metro, a Transtejo, a Soflusa e a STCP, que se juntam às alterações já em curso na CP»


Governo, o agente dos monopolistas

O Governo assumiu-se uma vez mais como um «agente de serviço dos grupos monopolistas, promotor do agravamento da exploração e do empobrecimento dos trabalhadores e do povo português, responsável por uma política que ameaça fazer implodir o serviço de transportes públicos que existe em Portugal». Quando o que se exigia era, por outro lado, libertar as empresas públicas do estrangulamento das dívidas à banca e atrair mais utentes para o serviço público, adequando-o às alterações demográficas, reduzindo tarifas, alargando a amplitude dos passes sociais, respeitando os direitos dos trabalhadores.


PCP contra a barreira do silêncio

O PCP, vai fazer acções de contacto com trabalhadores e utentes, no próximo dia 1 de Fevereiro, nos principais terminais de transporte do País.


Tirar às empresas públicas para dar aos privados

Em 2011, «um total de 4140 milhões de euros que deveriam ter sido entregues às empresas públicas foram entregues às empresas privadas, particularmente às empresas ligadas ao grupo Barraqueiro (a RL recebeu dois milhões e 747 mil euros a mais) e à multinacional alemã DB (a TST recebeu dois milhões e 129 mil euros a mais)». 


Aumentos dos transportes. O Governo mente.

Cerca de 100 mil utilizadores dos passes urbanos na cidade de Lisboa, 27,5 por cento tem o passe daCarris (sofre um aumento de 5,45 por cento); 30,16 por cento tem o passe do Metro (sofre um aumento de 21,34 por cento) e 42 por cento usa o passe Carris-Metro (que sofre um aumento de 3,4 por cento). Ou seja, a média ponderada dos aumentos dos passes urbanos na cidade de Lisboa é de 9,3 por cento.


No espaço de um ano os maiores aumentos

Num ano, o passe do Metro de Lisboa Urbano 30 dias passou de 18,70 para 29 euros (mais 55 por cento); o passe Metro de Lisboa Urbano 30 dias 4/18 e Sub-23 passou de 9,35 para 21,75 euros (mais 132 por cento); o passe Carris Urbano 30 dias 4/18 e sub-23passou de 11,95 para 21,75 euros (mais 82 por cento).


Carreiras retiradas e diminuídas. Voltamos ao tempo das carroças

Os utentes vão gastar muito mais tempo à espera de transportes. Está prevista uma «importante redução das frequências na ligação fluvial entre as duas margens do Tejo e uma redução da oferta na rede Metro». Na Carris a redução é ainda mais significativa: são suprimidas seis carreiras e mais duas ao fim-de-semana, nove são encurtadas, e só uma é prolongada, e pelo menos mais 13 sofrem uma redução de frequência.

O mesmo tipo de reduções é apontado para a Área Metropolitana do Porto, estando adiantada a ideia da supressão de 16 carreiras na STCP.


http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118479/ :
Pacto de agressão agrava discriminação
Trazer mais mulheres para a luta

O pacto de agressão, para além do que representa de degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, tem implicações acrescidas no estatuto e nos direitos das mulheres, concluiu o PCP num debate realizado no sábado.


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118432/ :
A UGT deu uma passada muito para além da perna.
Primeiro, ao assumir-se como o que nunca foi: uma «central sindical» que pode representar «os trabalhadores portugueses». Toda a gente sabe – embora já quase ninguém o diga na comunicação social – que a UGT está muito longe de representar a maioria dos trabalhadores. Essa maioria sempre esteve na CGTP-IN, a central sindical que mergulha as origens na luta contra o fascismo. Ao contrário a UGT, foi gerada oportunisticamente após o 25 de Abril com a missão de sabotar a luta dos trabalhadores. Lembram-se do Gonelha, do PS, a ginchar que «hei-de quebrar a espinha à Intersindical»?
Uma minoria muito útil ao capitalismo
Segundo, ao caucionar com a assinatura do seu secretário-geral, o mimoso Proença, a mais devastadora ofensiva contra os direitos dos trabalhadores consagrados no Código do Trabalho, e jamais ousada pelo patronato e as governações de direita. Esta «caução» da UGT – como todas as anteriores – não representa a maioria esmagadora dos trabalhadores sindicalizados, mas permite ao Governo e ao patronato proclamarem a vitória temperada pelo «apoio dos trabalhadores».

http://www.avante.pt/pt/1991/internacional/118447/ :
Imperialismo pilha petróleo no meio do caos
Militares dos EUA ocupam Líbia
Doze mil soldados norte-americanos chegaram à Líbia consumando o domínio do país pelo imperialismo. A ocupação ocorre quando o território está mergulhado em conflitos entre facções do CNT, e um grupo armado supostamente leal ao antigo regime tomou de assalto a cidade de Bani Waled.
Controlo do petróleo
  
O controlo dos campos, portos, refinarias e outros pontos estratégicos na extracção e escoamento do petróleo líbio será o principal, e para já o único, objectivo das tropas dos EUA que chegaram ao território.

Aumentam as manifestações de descontentamento na Líbia
As manifestações de descontentamento multiplicaram-se nas últimas semanas, nomeadamente envolvendo antigos mercenários ao serviço do CNT, que protestam contra a opacidade das decisões, a manutenção dos alegados kahdafistas nos seus postos no aparelho de Estado, e, sobretudo, reclamam o cumprimento das promessas de reforma dourada que lhes terão sido feitas a troco da sua adesão ao levantamento armado.

Pela sua saúde, lute 
Promovida pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, centenas de pessoas participaram, dia 19 de Janeiro, em Lisboa, numa acção de protesto e rejeição à política que o Governo está e se prepara para implementar contra os direitos dos utentes e o próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS), cujo objectivo final é a sua total liquidação e privatização.

Comício em Famalicão
Jerónimo de Sousa, num comício em Famalicão apela à luta, contra o pacto de agressão que denunciou: 
O PCP denuncia a intenção de promover o trabalho forçado e não pago com a tentativa de «eliminação de quatro feriados e de três dias de férias, e a marcação arbitrária e impositiva de dias de férias pelo patronato». O capital controla e decide sobre a vida dos trabalhadores, ao estabelecer o banco de horas de forma mais agressiva (até 12 horas por dia e 60 por semana). Os trabalhadores deixam de poder organizar a vida pessoal e familiar e o acompanhamento aos filhos. O acordo com a UGT preconiza ainda a eliminação do descanso compensatório por trabalho em dias de descanso.
Redução dos salários
Governo, patronato e UGT acordaram ainda uma brutal baixa de salários e remunerações, em particular com a redução para metade do pagamento de horas extras e do trabalho em dias de descanso, facilitar os despedimentos individuais sem justa causa e ataque à contratação colectiva e aos direitos sindicais.

http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118473/ :
PCP faz balanço de um ano de mandato de Cavaco Silva
Um ano depois da reeleição de Cavaco Silva como Presidente da República, o País está «mais pobre, mais dependente e menos soberano», afirmou Francisco Lopes, numa declaração à imprensa na segunda-feira.
O apoio e cumplicidade com a política do Governo do PSD/CDS-PP, tem significado uma profunda regressão social e económica do País.
Primeiro, «o seu discurso de tomada de posse com um conteúdo demagógico, populista e retrógrado profundamente vinculado à política de direita das últimas décadas.»
Segundo, as suas «afirmações legitimadoras da guerra colonial e do colonialismo que assumiram um carácter claramente reaccionário e passadista».
Terceiro, o seu apoio ao chamado «memorando de entendimento, o pacto de agressão subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP com o FMI, UE e BCE», que constitui um «golpe contra a Constituição da República».
Quarto, a sua intervenção, «ao lado das associações patronais, representa um dos mais violentos ataques de sempre aos interesses e direitos dos trabalhadores».
Quinto, a «desvalorização dos problemas dos trabalhadores e do povo, das profundas desigualdades e injustiças sociais existentes no País, bem evidenciada recentemente quando declarou que o valor da sua reforma não lhe chega para pagar as despesas». Tal afirmação, «constitui um insulto aos trabalhadores, aos desempregados e aos reformados e pensionistas, que têm de viver com vinte ou trinta vezes menos do que os rendimentos de Cavaco Silva».
Sexto, a sua «permanente posição de hipocrisia quando, identificando muitos dos problemas do País, esconde ao mesmo tempo causas e responsabilidades».  Cavaco Silva é responsável pela situação da agricultura, da indústria, das pescas ou do mar.
Sétimo, o comprometimento anti-constitucional com a União Europeia e a estratégia global do capitalismo, na exploração, ingerência, guerra, domínio e ocupação que atinge povos e países em todo o mundo».
Na Presidência da República, Cavaco Silva é o «provedor dos interesses do capital monopolista, dos seus lucros, do saque dos recursos nacionais», concluiu Francisco Lopes.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118524/ :
Marcha em Guimarães
Os direitos são para defender

Mais de três mil trabalhadores participaram, em Guimarães, numa marcha em defesa das 40 horas semanais e contra as alterações à legislação laboral.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118523/ :
Acções da Interjovem por todo o País
Marchar por trabalho com direitos
«Contra o desemprego, não fiques parado! Marcha pelo trabalho com direitos» foi o lema das acções da Interjovem/CGTP-IN contra a precariedade e o desemprego, entre dia 16 e ontem.

Encontro de Jovens em Braga
Num encontro de jovens trabalhadores, promovido pelo Conselho Sindical Inter-regional Galicia-Norte de Portugal no Mitpenha, em Guimarães, participaram cerca de cem jovens do distrito de Braga e cerca de 30 da Galiza.

Acções em Castelo Branco
Em Castelo Branco, também no dia 20, realizou-se uma acção de contactos com jovens trabalhadores da Delphi, seguida de uma conferência de imprensa.

Contactos com jovens trabalhadores em Faro
Anteontem a acção decorreu em Faro contactando jovens trabalhadores no Centro de Emprego. À tarde, idêntica iniciativa teve lugar no Fórum Algarve.

Cordão Humano e Marcha em Lisboa
Convocada uma marcha com cordão humano, em Lisboa, com início no El Corte Inglés, onde foi colocado um MUPI sobre a situação dos trabalhadores daquele espaço comercial, prosseguindo o desfile até ao Centro de Emprego do Conde Redondo, passando por muitos locais de trabalho.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118516/ :
Travar redução salarial
Os trabalhadores da SEAE, no Barreiro, recusaram em plenário a intenção da administração de reduzir o horário em oito horas semanais a 15 trabalhadores e 16 horas a outros 21 a partir de 1 de Fevereiro e durante um período de seis meses, com redução de vencimento. Esta posição, tomada por unanimidade, ficou expressa num documento subscrito pela Comissão de Trabalhadores e entregue à administração.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118515/ :
Cerâmica Valadares
Cerca de 200 trabalhadores da Cerâmica Valadares, em luta pelo direito ao emprego e ao pagamento dos salários de Dezembro e do 13.º mês, deslocaram-se a Lisboa, no dia 19, para exigirem do Ministério da Economia e Finanças uma intervenção que garanta a continuidade e viabilidade da empresa e a suspensão de despedimentos,

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118512/ :
 Panrico despede 47
A Panrico está a proceder a um despedimento colectivo «ilegal» de 47 trabalhadores em Lisboa e Gulpilhares. O processo, iniciado dia 19, ocorre na sequência da compra da empresa pela Oaktree.
Nas cartas de despedimento não constam as datas das demissões e os visados foram os mais activos na greve geral. Entretanto, a empresa está a admitir contratados a prazo para as mesmas funções e o CCT não é respeitado.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118517/ :
Desempregados exigem mudança
A Direcção Regional de Braga do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) apelou à participação na marcha de Guimarães. Para o MTD, o «desemprego e a precariedade afectam a generalidade dos trabalhadores, das famílias e dos jovens bracarenses».
Muitos destes jovens, apenas têm ao seu alcance empregos através de empresas de trabalho temporário que, muitas vezes são despedidos por SMS ou trabalham 11 meses, seguindo-se o desemprego sem direito a qualquer tipo de protecção social. 
No distrito de Braga, há mais de 57 mil desempregados registados oficialmente, dos quais mais de 24 mil não recebem qualquer prestação social.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118513/:
Telcabo quer encerrar a Tegael
Em Coruche, a empresa, Tegael, maior empregador privado do concelho, com 300 empregos directos e 90 indirectos anunciou, a intenção de encerrar aquelas instalações, embora seja viável.
Este encerramento tem «contornos insólitos», uma vez que a concorrente Telcabo adquiriu, em Abril, a maior parte do capital da Tegael por 4,5 milhões de euros e agora pretende encerrá-la, eliminando-a.

http://www.avante.pt/pt/1991/assembleiadarepublica/118478/ :
Jerónimo de Sousa rejeita acordo e reafirma confiança
«Quem vai ser derrotado no futuro é o Governo» 
O Secretário-geral do PCP acusou o Governo, patrões e UGT, «não há uma medida para promover nem o crescimento nem o emprego» mas, ao invés, uma orientação clara para «aprofundar o modelo de crescimento assente nos baixos salários».

Jerónimo de Sousa denuncia a política de saúde
Deu como exemplo o que está a acontecer nas urgências dos hospitais de Lisboa, após o encerramento deste serviço no Hospital Curry Cabral. A sua transferência para os hospitais de Santa Maria e de S. José traduziu-se num aumento significativo de doentes a precisar de internamento, afirmou o Secretário-geral do PCP, alertando para a circunstância de as urgências destes hospitais viverem neste momento o que classificou de «situação caótica».

Desafio a Passos Coelho
Jerónimo fez um desafio a Passos Coelho – que «anda sempre aí em viagem», observou – para que «vá lá ver, ao Garcia de Orta, ao Hospital de Torres Vedras, ao Hospital de Guimarães, ao de S. José e Santa Maria, esse espectáculo dramático de pessoas deitadas, ali, horas e horas, à espera de uma alternativa, de um internamento, que não conseguem».

Desculpas e ataques aos médicos
Alvo da crítica severa de Jerónimo de Sousa foi também o facto de o Governo desvalorizar profissional e socialmente os médicos, o que levou já centenas deles a entregar minutas de recusa do trabalho extraordinário, para além do obrigatório.
O líder comunista, numa alusão à notícia de que 700 médicos se preparam para emigrar para França, acusou que o Governo de fomentar esta política de emigração.

Negócios lucrativos
Lembrou que o presidente do BES Saúde disse que «melhor que o negócio da Saúde, só o negócio das armas».
Passos Coelho, na resposta, apesar de afirmar que «o SNS é indispensável», acabou por deixar escapar o que é verdadeiramente o seu pensamento sobre esta matéria ao afirmar que aquele «deve ser valorizado dentro do Sistema Nacional de Saúde». 

Saúde negócio ou saúde serviço?
Ao falar de sistema (onde se inclui a prestação de cuidados de Saúde que são fonte de negócio dos privados) e não apenas de serviço (o SNS), o primeiro-ministro quis deliberadamente incluir a componente privada, valorizando-a, de facto, e atribuindo-lhe, implicitamente, um papel e uma primazia, incompatíveis com a fruição do direito dos portugueses à Saúde, tal qual a Constituição o consagra.
Contra toda a evidência, e depois desse exercício de ilusionismo que foi dizer que «não obstante haver menos recursos» todos os utentes «serão bem tratados», mistificando a realidade, o chefe do Governo asseverou que tem havido na generalidade das instituições na área da Saúde «um reforço da sua capacidade de intervenção», devido «à aplicação de novas regras operacionais dentro do sistema mas também ao empenhamento dos profissionais». E, imagine-se, chegou mesmo a afirmar que «estamos num caminho de reforço do SNS».

Estudantes em luta
Os estudantes das escolas secundárias e básicas dos concelhos de Almada e Seixal manifestam-se contra a extinção do apoio ao passe escolar. À noite, na Sociedade Filarmónica União Seixalense, terá lugar uma outra iniciativa de protesto, animada com a actuação de várias bandas do concelho do Seixal.

Utentes contra aumentos dos transportes
O Governo volta a impor, a partir de 1 de Fevereiro, um novo aumento dos títulos de transportes públicos, o terceiro nos últimos 12 meses. O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, realizou, no Largo do Camões, em Lisboa, uma acção de protesto, com deslocação ao Ministério da Economia.
No Porto
No Porto, os Utentes dos Transportes Públicos manifestam-se no dia 31, às 17.30 horas, no Bolhão, contra os aumentos dos custos dos transportes, a redução de serviços, a privatização dos transportes e o aumento do custo de vida.

 http://www.avante.pt/pt/1991/BrevesNacional/118440/ :
Defender o Poder Local 
O Jornal Avante noticia muitas das acções das populações de todo o País em defesa do Poder Local Democrático e das freguesias.


http://www.avante.pt/pt/1991/europa/ :
Lutas dos trabalhadores nos vários países da Europa
Grécia, França, Itália, Bélgica, etc. têm sido palco de muitas lutas dos trabalhadores contra a política capitalista que aproveitando a crise que criaram, pretendem retirar direitos e condições sociais a quem trabalha. Também isto tem sido “censurado” na nossa comunicação social, mas o Jornal Avante não esquece. 

Enquanto a pobreza e a desigualdade alastram
Capital financeiro embolsa milhões
Os seis maiores bancos norte-americanos registaram lucros de dezenas de milhares de milhões de dólares em 2011, cenário que contrasta com o alastramento da pobreza e das desigualdades no país.
JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs,Morgan Stanley e Bank of America acumularam mais de 50 mil milhões de dólares em ganhos líquidos durante o ano passado, o que representa um crescimento de cerca de 10 por cento face aos resultados conjuntos anunciados em 2010. 
Em 2010, o número de norte-americanos que viviam na pobreza era superior a 49 milhões, de acordo com gabinete de estatísticas dos EUA.

E creio que chega de exemplos de notícias e opiniões que os jornais e televisão não mostram.  
As notícias que dão, por vezes falando nos assuntos, escondem muitas das realidades aqui mostradas.

26 de janeiro de 2012

Políticas de classe

Sempre os mesmos a ver reduzidos os salários e pensões


Os contribuintes funcionários públicos, para além de perderem os subsídios de férias e Natal arriscam nova penalização no salário de Janeiro, por ainda não terem sido publicadas as tabelas de retenção de IRS, alertou o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.


Também, 117 mil reformados e beneficiários de prestações sociais foram notificados para devolver, em 30 dias, o dinheiro que dizem foi “indevidamente” recebido.


O Governo, justificando-se numa lei de 2007, que nunca foi aplicada, elimina o complemento de pensão a milhares de reformados. Em causa estão reformas de 400 ou 500 euros que sofrem cortes que chegam aos 100 euros.


Para uns... milhões, para outros... tostões


Recordo a intervenção de Jorge Machado, deputado do PCP, na Assembleia de República, que mostrou que este governo tira ao povo, o salário ou reforma, para dar aos mais ricos. Disse: "para uns há austeridade, para outros há oportunidades. Oportunidades acompanhadas de largos milhões de euros, do dinheiro de todos nós, para distribuir por meia dúzia de amigos e grupos económicos".




Disse ainda o Deputado do PCP: "Numa altura, em que devido as medidas do Pacto de Agressão e do Orçamento de Estado para 2012, aumenta de forma inaceitável o custo de vida, congelam-se as reformas, aumentam os transportes, a eletricidade aumenta 22%, aumentam as rendas, a água, o gás, o telefone e os custos com a saúde, não é aceitável que o Governo corte em quem tem 400 ou 500 euros para sobreviver".


12.000 milhões para a Banca


Em contrapartida na Segurança Social prescrevem aos milhões as dívidas das empresas. Revelou o deputado: "O Governo anulou, nos últimos 5 anos, cerca 4.800 milhões de euros de dívidas dos empresários, sem que se conheça uma única medida para combater as situações de fraude que existem.


Enquanto cortam nas reformas de 400 ou 500 euros, para a Banca vão 12 mil milhões de euros para “ajudar”, e largos milhões em benefícios fiscais".




Para uns os sacrifícios para outros largos benefícios. "Veja-se o caso de Eduardo Catroga, ex-ministro PSD, e Celeste Cardona, ex-ministra do CDS", disse Jorge Machado . 


Eduardo Catroga tem um salario anual 639 mil euros ou seja 45 mil euros por mês. 


A política de classe dos governos


Enquanto os reformados passam mais dificuldades, enquanto cortam nas prestações sociais e atacam os trabalhadores, o Governo permite que o Grupo Pingo Doce deixe de pagar os seus impostos em Portugal e se transfira para o off-shore da Holanda.


A proposta do PCP para impedir a fuga de impostos, tal como as feitas para criminalizar a corrupção, foram derrotadas pelo PS, PSD e CDS.

24 de janeiro de 2012

É preciso...

Estive uns dias fora e quando regresso julguei ter regressado aos tempos de Salazar e Américo Tomaz nos anos 60

Algumas reflexões da Reunião do Conselho de Ministros

Todos de pé! Sua Excelência o Presidente do Conselho vai falar:

Informo-vos que, como estava planeado, Raquel Freire anunciou hoje que o fim das suas crónicas. 
O Programa "Este Tempo" terminou. Demos mais um passo nesta democracia que se aprofunda. 

O governo não pode permitir vozes discordantes. É preciso servir o poder sem criar a dúvida que gera a insegurança.

Não queremos fazer Censura. Mas, é nosso dever defender o povo ignorante das críticas que fomentam a instabilidade. É preciso que os nossos agentes de confiança se instalem discretamente. Que vigiem directores, chefes, jornalistas e comentadores. É para isso que são bem pagos. 

É preciso que tornem expresso que não há Censura. Nesta nossa democracia não há o antiquado traço azul nem a tesoura. Discretamente, os "chefes" e esforçados vigilantes da defesa da ordem constituída, têm que, paulatinamente, purgar e expurgar todos e tudo que não fale a nossa voz. As ordens, apesar de surdas, têm que ser claras. Cada um deve tomar consciência que não desejamos afastar ninguém. Mas, para não nos obrigarem a isso, cada um tem que se refrear e vigiar-se a si mesmo. 

Miguel Relvas, tem tido o bondoso papel de impedir que apareçam almas dilaceradas pela dúvida ou pela insegurança na nossa política. Ele sabe que é preciso impedir que se propague o negativismo e a crítica. É preciso, se necessário com firmeza, restituir o conforto das grandes certezas, da confiança no governo e da virtude dos mercados. 

A Pátria não se discute; não discutimos a autoridade dos seus chefes; não discutimos as famílias que fizeram a nossa gloriosa história; não discutimos o dever de trabalhar para o engrandecimento do lucro do capital. 

Não permito que se discuta o esforço patriótico do Presidente do Conselho. Quem não respeita as regras é desordeiro; mas quem as põe em causa, é subversivo ou comunista.


Felizmente Sua Excelência o Presidente da República, Professor Cavaco Silva, como os grandes homens, os predestinados, os grandes chefes, não perde tempo com princípios, com Constituições ou com preocupações de moral política. Não se pode governar com regras doentias e paralisantes duma democracia antiquada. 
Basta que se mostre esse sentimentalismo, doentio é certo, mas de que o povo tanto gosta, a que chamamos bondade ou caridade. 

Para defender a Pátria, são precisos safanões a tempo para evitar a violência. Nas revistas, nos jornais, nas emissoras radiofónicas, na televisão, nos teatros e nos cinemas, já não precisamos do lápis azul ou da tesoura da Censura. Já não precisamos de cortar os textos e as imagens fora de prumo, atentatórias dos nossos costumes e das lições dos nossos avós. O que é preciso, é não permitir que alguém se sirva dos nossos jornais, rádio ou televisão para fazer crónicas que ponham em causa a nossa autoridade e a nossa política. 

O safanão ou tabefe a tempo, afastando os libertinos que querem a liberdade, despedindo os desenquadrados, que não seguem os nossos conselhos, é necessário para evitar males maiores que põem em risco os respectivos pais, cônjuge, filhos, irmãos, e colegas de trabalho e todos os fracos de espírito que ouvem as suas ideias avançadas.

A subversão é peste. Há que meter a Nação em quarentena. Mas Raquel Freire e os outros comunistas, contagiaram já muitos bons homens e bons trabalhadores. 
É preciso abrigar as almas sãs, respeitadoras da ordem, dos chefes e patrões. 
É preciso mais futebol, para distrair e descomprimir as revoltas. 
É preciso estimular as revistas como as que havia no Parque Mayer, que permitam algumas críticas ingénuas e simples como o povo gosta. É preciso que o povo descarregue, a rir, toda a sua mágoa. 

É preciso investir em telenovelas que aliviem as tristezas e façam esquecer os dramas de cada um, mostrando os dramas de outros. É preciso mais programas educativos que apontem a bondade dos ricos e a sua humanidade ajudando os pobres. 

É preciso compensar e pagar bem a quem se esforça por mostrar que a nossa política é a única possível, é a que promove a submissão e humildade dos pobres, a paz e concórdia do povo simples e trabalhador, o respeito aos ricos, a coesão e a União Nacional. 


Sua Excelência o Presidente do Conselho encerra a reunião com o hino desta nossa casa democrática:



Nota: A imagem foi "emprestadada" do Blog Entre as Brumas da Memória


19 de janeiro de 2012

KARL MARX: SOCIALISMO E COMUNISMO


Alguns conceitos explicados de forma simples

A aplicação prática do direito de liberdade é o direito à propriedade privada. Mas em que consiste este último direito?
No separador "conceitos" deste blogue publiquei algumas noções que creio úteis para evitar ideias erradas.
Ver (aqui)

18 de janeiro de 2012

A traição da UGT

A aliança para o ataque aos trabalhadores e ao país

Olhem só a cara de gozo de Passos Coelho a ver o Proença assinar a traição:


A resposta:
          
Os trabalhadores lutam para se defender

A missão civilizadora



Em declaração ao jornal britânico The Daily Telegraph, Tabuga disse que os militares norte-americanos, além de espancar os prisioneiros (entre os quais várias mulheres), abusam sexualmente deles.
 
O presidente Barack Obama opos-se à publicação das fotos que estão em poder de Tabuga, alegando que isso colocaria em risco a segurança de suas tropas.
Nota: Artigo feito a propósito do Relatório  Taguba Report (Maj. Gen. Antonio M. Taguba) Investigation of the 800th MP Brigade

17 de janeiro de 2012

Trabalhadores continuam a pagar a crise.

Acordo? Concertação Social?

Para que serve mais este sacrifício se a política destes governos de direita, na ânsia de servir os exploradores, continua a afundar o país?


Este governo, tal como o anterior e o anterior ao anterior e... repetem uma política suicida. Insistem em fazer os trabalhadores pagar a crise que a política que se recusam a mudar, provocou.
 
Estamos no sec. XXI. A ciência e a tecnologia permitem hoje produzir centenas de vezes mais que a do Séc. XIX. Hoje as máquinas e as técnicas permitem fazer com um trabalhador aquilo que no Séc. XIX teria que ser feito por centenas de trabalhadores.
 
A extração de matérias primas exige muito menos meios humanos que no Séc. XIX. A fabricação de meios de produção e bens de consumo é mais barata e cada vez depende menos do custo da "mão de obra". 


Apesar de tudo isto, o capitalismo aumenta as horas de trabalho e paga menos aos trabalhadores. Aquilo que a civilização criou para benefício de todos está a ser retirado aos trabalhadores para benefício de uma pequena minoria.
 

Uns comem os figos a outros rebenta a boca


O "acordo" que o Governo conseguiu com os protagonistas da Concertação Social, é mais uma facada nos trabalhadores. É um acordo que ao contrário do que dizem vai aumentar o desemprego e a recessão económica do país. 
 
Os desempregados estão a ser obrigados a trabalhar por salários muito abaixo do legal, do salário mínimo, e agora inferior ao seu subsídio para o qual descontaram. 

O subsídio de desemprego, pertence por direito ao trabalhador, já que para o receber descontou enquanto trabalhava.
Com esta manobra de obrigarem os trabalhadores a aceitar salários de miséria, só para não morrerem à fome o Governo consegue que os patrões comecem a reduzir os salários à vontade. 

Roubar para roubar mais
Ou seja, o desemprego está a servir para redução geral dos salários e para uma redistribuição dos rendimentos ainda mais injusta entre o trabalho e o capital. 
 
Com este acordo o Governo usa o dinheiro dos trabalhadores confiado à Segurança Social para financiar a redução dos salários.
 
Diz Daniel Oliveira no Expresso, que esta medida "Retira ao subsídio de desemprego a sua função reguladora do mercado. Ajuda a uma pressão geral para a redução salarial. E fá-lo usando os descontos dos próprios trabalhadores. Ou seja, põe os trabalhadores a subsidiar a sua própria desgraça. Faz mais do que isso: convida, através deste subsídio à redução do salário, o empregador a baixar a média salarial que pratica".

Aconselho a verem esta entrevista    http://videos.sapo.pt/WLgcArf6oIyI0aFuzEjr



Morte de Fraga Iribarne sem julgamento

Manuel Fraga Iribarne, ministro do ditador Francisco Franco e que sempre se afirmou franquista, até ao fim da sua vida, morreu ontem sem ter sido julgado. 
   
Ver (aqui) notícia e canção do cantor catalão Lluís Llach, que denuncia a impunidade de Fraga e dos restantes responsáveis do assassinato policial de 5 trabalhadores em Gasteiz, cantando "Campanades a morts".

Censura ou atemorização?

Consolida-se o totalitarismo: EUA monitoram sites, blogs e redes sociais

O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos monitora regularmente dezenas de sites, incluindo o Facebook, o Twitter, o WikiLeaks, o YouTube e até o blog The Lede, do New York Times Lede, o Global Voices Online e o Blog del Narco

Além do blog The Lede, no New York Times, o Huffington Post, o Drudge Report, alguns blogs da revista Wired e o blog investigativo da ABC News The Blotter também são vigiados.


A Iniciativa para o Monitoramento da Mídia do NOC, aprovado em novembro, significa que o governo "pode reunir informações pessoais de  jornalistas, repórteres ou quaisquer pessoas que usem 'as mídias tradicionais ou sociais para manter o público atualizado e informado", segundo o RT.com. Esse monitoramento é realizado pelo menos desde junho de 2010, acrescentou a Reuters.

Segundo o Chicago Examiner, a iniciativa tem "sérias implicações não apenas para a liberdade jornalística, como para a liberdade de todos os americanos".

16 de janeiro de 2012

Israel dificulta a paz

Ministro inglês considera "vandalismo" a politica israelita de implantação de colonatos na Palestina

No fim da reunião com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, o vice primeiro ministro britânico Clegg, disse que a instalação de colónias na Palestina é um "ato de vandalismo" que “tornam impossível” atingir o acordo de paz, “um objetivo que, desde há muitos anos reúne um consenso generalizado”.
   
Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU, reunidos em Madrid estabeleceram o prazo até 26 de janeiro, para que Israel e Palestina apresentem suas propostas para um acordo de paz. Contudo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nega-se a acabar com a construção dos colonatos no território da Palestina.

A Democracia e as Liberdades

A Liberdade de escolha
Se quiser continuar a viver coloque mais uma moeda

Este cartoon foi feito para ilustrar o "liberalismo" das privatizações. 
Mais dramático é quando já se começa a aplicar à saúde pública.
Hoje é muito frequente nas farmácias, os doentes terem que escolher que medicamento comprar pois não têm dinheiro para levar os que o médico receitou.

14 de janeiro de 2012

Soldados americanos urinam em cadáveres

A missão militar dos EUA
 
Tenho escrito sobre o não respeito dos Direitos Humanos nos EUA. Escrevi anteontem sobre a Prisão de Guantanamo, ontem sobre a fascização das forças armadas dos EUA.
Hoje escrevo sobre o exemplo da consciência adquirida pela educação militar e cultura transmitida pela hierarquia que leva a que tropas de "elite", que invadem a casa de outros povos, assasinem indiscriminadamente e cometam os abjectos crimes de torturas, de humilhação indigna e obscena, violações sexuais, e agora o miserável ato de urinar sobre os corpos das suas vítimas.
Arrisco-me a não ter tempo nem "espaço" para expandir a minha indignação (mas não surpresa), por no séc. XXI, um país que se afirma das Liberdades, Democrático, Desenvolvido e a suprema referência do Capitalismo, ser o maior e mais negativo exemplo de barbárie e falta de civilização. 

13 de janeiro de 2012

Democracia ou Estado Totalitário

As liberdades e os direitos humanos nos EUA

A série de artigos aqui publicados, Direitos Humanos nos EUA, revela uma realidade que não é divulgada na comunicação social em Portugal e na maioria dos paises em que os grandes grupos económicos controlam. (ver também aqui) e (aqui). Com a acentuação da crise do capitalismo,  Obama tem deixado cair o disfarce e mostra a sua natureza de servidor do sistema, de poder dos grandes capitalistas sem pátria.
A recente passagem do 10º aniversário da inauguração da Prisão e Campo de Tortura de Guantanamo, é um exemplo entre muitos, da falsidade das promessas de Obama. 

A censura na Internet

No próximo dia 24 o Senado norte americano vai votar uma lei que autoriza o Governo a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso. De acordo com o texto, a simples colocação de um artigo numa rede social pode motivar a intervenção da Justiça de Washington.
  
A lei, será de aplicação mundial. Por outras palavras, se uma Web europeia, asiática ou africana publicar algo que as autoridades norte-americanas considerem «perigoso», pode ser bloqueada nos EUA por decisão da Justiça de Obama.


A Constituição Americana tornada sem valor
  
A Lei da Autorização da Segurança Nacional, aprovada, sobrepôe-se à Constituição do país.

Com pretexto no "terrorismo" Obama elimina liberdades fundamentais e muitos dos Direitos Humanos. A partir de agora, qualquer cidadão sobre o qual pese a simples suspeita de ligações com «o terrorismo» pode ser preso por tempo ilimitado e, eventualmente submetido à tortura no âmbito de outra lei aprovada pelo Congresso.


Leis de Hitler inspiram a política dos EUA

Michel Chossudovsky lembrou a semelhança destas leis com as que Hitler produziu para justificar a persiguição dos Judeus e Comunistas, em 1933, após o incêndio do Reichstag.

Conforme referido ontem, aqui, Obama justificou há dias o Orçamento de Defesa, pela necessidade de os EUA manterem a hegemonia no planeta. O Pentágono é agora dirigido pelo ex-director da CIA. 
A fascização das Forças Armadas é cada vez mais acentuada.
 
Os EUA deixaram de ser um país democrático
 
A partir da derrota dos países socialistas do Leste da Europa, há 20 anos, os EUA passaram, descaradamente, a mostrar a sua verdadeira face, aumentando domínio e a exploração de muitos povos do mundo.

Observadores internacionais cada vez mais reconhecem a falta de democracia na América do Norte.

Chossudovsky vai mais longe ao mostrar que nos EUA se acentua a tendência para «um Estado totalitário militar com traje civil».

Estas realidades são silenciadas pela comunicação social, controlada pelos grandes grupos económicos. 

12 de janeiro de 2012

Guantanamo, exemplo das "liberdades" nos EUA

O Nobel da Paz, Obama, tal como os que bem conhecemos, promete sem intenção de cumprir

No Jornal Avante, Ângelo Alves, escreve um artigo de opinião, a propósito de 10 anos passados da Prisão de Guantanamo e das promessas eleitorais de Obama. Mais um caso entre tantos outros que acrescenta a extensa lista de crimes e atentados aos Direitos Humanos que tenho vindo a publicar aqui. É escandalosa a desfaçatez de Obama que, tal como os nossos governantes, nas campanhas eleitorais juram e prometem uma política e, depois de eleitos. fazem o oposto. 

No artigo de Ângelo Alves, ele refere que "Foi no dia 11 de Janeiro de 2002 que os primeiros 20 prisioneiros sequestrados no Afeganistão ali chegaram vestidos com os célebres uniformes laranja, as cabeças encerradas em sacos pretos e as pernas e mãos amarradas com correntes e algemas. Os cidadãos sequestrados ilegalmente pelo exército norte-americano, sem direito a qualquer acusação formal e muito menos a julgamento, tinham sido transportados ilegalmente nos «voos da CIA» com a conivência e participação activa de vários governos ditos «democráticos»", incluindo o Governo de Portugal, do PS. 

Diz Ângelo Alves que apesar da falta de informação e barreira de silêncio imposta pela CIA, sabe-se hoje que "cerca de 800 prisioneiros de Guantanamo foram submetidos aos mais variados e abjectos métodos de tortura física e psicológica..., simulações de afogamento, privação do sono, simulações de assassinato e sevícias várias". Há hoje muitas provas de "os EUA mantiveram, e mantêm, em vários países do mundo, dezenas de prisões secretas similares a Guantanamo" onde são cometidas miseráveis crimes e atrocidades.

Diz Ângelo Alves: "Não espanta portanto que a tão «democrática» e «livre» imprensa «ocidental» tenha tratado os dez anos de Guantanamo com… um silêncio de chumbo". 

A "democrática" política do Nobel da Paz, Obama, impõe o segredo e a censura aos crimes que todos os dias são descobertos, cometidos pelo imperialismo dos EUA.
As for his campaign pledge to ban torture...
Photo: Credit , Saul Loeb / AFP/Getty Images

10 de janeiro de 2012

Estamos no país da(o)s bananas

Os sacrifícios de quem pede sacrifícios
  

Eduardo Catroga: remuneração anual de 639 mil euros.
45 mil euros por mês, que acumulará com uma pensão de mais de 9600 euros.





Este é apenas um no meio de todos os que foram nomeados do PSD e CDS-PP
Somem-se os carros de luxo, os motoristas privados, as ajudas de custo, os cartões de crédito, os gabinetes, os boys...

Pergunto:
Quem vai pagar? 
Respondam, se quiserem, na caixa dos comentários:





9 de janeiro de 2012

De mal a pior

Curso de Alfaiate de Alta Costura
Escutas a José Sócrates do processo Face Oculta cortadas à tesourada por ordem do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

Ontem registei aqui que, ao ler as noticias, tinha "perdido a cabeça" ou como se diz hoje "me tinha passado" com o que vi e desabafei no que escrevi.

Hoje sucedeu-me o mesmo com uma apresentação em power point, retirado de um video da TVI 24, que recebi de um amigo e que passo a resumir.

A apresentação começa com a capa do Processo 62/2009 e a seguinte explicação: Este é o célebre Processo “Face Oculta” que começou com uma investigação sobre “negócios de sucatas” e onde, de forma directa ou indirecta, estão envolvidos personagens graúdos, como sejam:
- Manuel Godinho (o sucateiro)
- Armando Vara (que gosta muito de robalos)
- José Penedos (ex-presidente da REN)
- Paulo Penedos (filho de José Penedos)
- Rui Pedro Soares, etc.
mas também…
- José Sócrates

E continua com uma série de fotografias e o comentário: "Porém, algo de muito estranho foi acontecendo no silêncio dos bastidores do S.T.J." De facto fiquei de boca aberta! 
Imagens de um Processo num Tribunal, que é o Supremo...

desta forma brilhante, o Presidente do STJ, Noronha do Nascimento, decidiu eliminar todas as partes onde estavam transcritas as conversas que poderiam comprometer José Sócrates


Ricardo Sá Fernandes, advogado de Paulo Penedos (filho de José Penedos - REN), fez 5 requerimentos para tentar impedir a destruição das escutas, mas todos foram recusados por Noronha do Nascimento que não só destruiu as escutas como tesourou o processo do Tribunal.


São imensas as horas de investigação que vão direitinhas para o “caixote do lixo” e desta forma "democrática", José Sócrates, Armando Vara, José Penedos, José Godinho e mais 30 arguidos podem salvar-se do julgamento.
O censor: Tesoureiro ou Alfaiate?
E ainda nos admiramos das peripécias do Alberto João Jardim!

Se ainda for a tempo, veja o vídeo com notícia completa da TVI24, neste link:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/face-oculta-processoq-socrates-escutas-recorte-tvi24/1262362-4071.html

8 de janeiro de 2012

Onde está o poder do povo?

Esta "democracia" é uma farsa, uma enorme fraude

Hoje, ao ler as notícias, "perdi a cabeça" e, indignado, tenho que desabafar. Afinal onde estamos?
Consultei o dicionário Aurélio (online), e outros de referência e vi: Democracia é ”1-Governo do povo; soberania popular; democratismo. 2-Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder.”
“É o governo do povo, para o povo, pelo povo”. “Governo do povo” quer dizer governo com um sentido popular; “para o povo” significa que o objetivo é o bem do povo; “pelo povo” quer dizer realizado pelo próprio povo. Na democracia é o povo quem toma as decisões políticas importantes - direta ou indiretamente por meio de representantes eleitos.

De uma forma mais condensada como diz o Dicionário Priberam, Democracia é: "Governo em que o povo exerce a soberania, directa ou indirectamente."
Muitas outras definições podem ser invocadas mas, em todas elas, é respeitado o princípio geral do "poder do povo" através de um "governo para o povo", decidido pelo povo. 

Acontece que, todos os dias, verificamos que cada vez o povo tem menos poder a ponto de se concluir que não manda nada.

Cingindo-me apenas à forma mais restrita de ver a democracia como a capacidade do povo escolher os seus representantes através do voto, o que vimos é o povo ser mais enganado nas escolhas que faz. Vota em quem promete fazer uma política e depois faz outra. Vota em quem engana melhor. Vota em quem tem mais apoios financeiros para enganar. 
Banqueiros e grandes capitalistas, financiam as campanhas eleitorais de alguns para, depois, cobrarem com juros, o que investiram.

Uma vez colocados os "representantes do povo", que melhor mentiram, como é que o povo exerce o seu direito de punir os falsários? Apenas através dos próprios representantes que escolheu, o que quer dizer que, se são os vigaristas que foram eleitos, só esses mesmo trapaceiros, se podem destituir a si mesmo. Esta é a lei desta “democracia”.
 
Mas afinal, quem é que efectivamente manda nos representantes do povo? Será o povo? Não, porque, como se vê, não tem poder para isso. Se o povo quiser mandar os deputados da Assembleia da República aprovar leis que defendam o povo, como por exemplo para punir os corruptos, impedir a fuga de dinheiro, impedir a acumulação de reformas milionárias, como é que o pode fazer, se a maioria se estiver nas tintas para o povo, se for corrupta e não quiser aprovar essas leis? A maioria, ao serviço dos grandes capitalistas, que ganhou as eleições enganando, tem que cumprir as ordens desses seus "chefes" em Portugal e no estrangeiro. 
  
São as ordens dos chamados "mercados" (banqueiros), dadas através de órgãos em que o povo nada decide, como por exemplo da troika, da Merkel, do Sarkozy, e agora descobrimos que também através de algumas lojas Maçónicas. 
Esta “democracia” formou uma rede de organizações nada democráticas e até secretas ou de cariz mafioso, que têm, na realidade, muito mais poder que o povo e, por isso, formam um sistema (identificado na gíria como "o polvo", não confundir com povo) de vários tentáculos que dominam a nossa vida.

7 de janeiro de 2012

Duarte Lima e a lavagem de dinheiro

A Propósito do apagamento do caso Duarte Lima. 
Uma das "famílias" do regime dito democrático.

Refletindo sobre informações retiradas da imprensa (clique aqui) 

O caso Duarte Lima, que tem andado muito apagado, revela bem como funcionam os políticos e a política de direita. Dado a extensão do texto em que me apoiei, que pode ser consultado (aqui), vou resumir alguns aspectos que mostram a moral destes políticos.
Tal como não precisamos de ver a parte submersa do iceberg, para saber que existe, também nos bastam os exemplos de 35 anos, de política de direita, para sabermos que não nos serve.

Contudo há quem ainda ande iludido. Por isso, aqui vão mais algumas informações:

"Desde os anos 90 que o ex-líder parlamentar do PSD conhece, [tal como muitos outros] ao pormenor, as técnicas daquilo a que os juristas chamam 'dissimulação de capitais', mas que é vulgarmente conhecido por branqueamento ou lavagem de dinheiro. Essa é a arte de fazer com que o dinheiro obtido de forma ilegal regresse aos circuitos financeiros e bancários com o estatuto de plena legalidade". 

"Corria o ano de 1994, e o cavaquismo já agonizava", quando o "inspector da PJ Carlos Pascoal, que assina o relatório final da investigação" mostrou "em matéria de enriquecimento ilícito assente no tráfico de influências e correspondente branqueamento de dinheiro, tudo crimes não existentes no ordenamento jurídico português à época dos factos". A propósito lembro que várias propostas do PCP para criminalizar estas práticas têm sido sistemáticamente derrotadas pelos deputados da direita PS, PSD e CDS-PP. Isto só por si seria uma prova de que nem todos os partidos são iguais, como muitos costumam dizer. "Carlos Pascoal, hoje com 57 anos e reformado da PJ, que investigou este processo com o colega José Peneda e sob a direcção do magistrado do Ministério Público Luís Bonina, enumerou as técnicas de lavagem uma a uma". 


Duarte Lima, apesar de estar em exclusividade de funções como líder parlamentar do PSD, "mantinha uma intensa e profícua relação com muitas empresas. Na investigação são detectados dezenas de depósitos feitos pelos administradores da então Mota e Companhia para as contas controladas por Duarte Lima. A um ritmo mensal, Manuel António da Mota, fundador da empresa já falecido, e o seu filho, António Mota, actual patrão da Mota-Engil, pagaram perto de 150 mil contos a Duarte Lima entre 1991 e 1993". A partir de 1993 começou a emitir recibos verdes de "uma pequena parte do dinheiro recebido". O deputado do PSD, "porém, tinha a inscrição suspensa na Ordem dos Advogados e nunca declarou ao Fisco estes rendimentos". Tambem a Associação Nacional de Farmácias (ANF) pagou milhares de contos a Lima e ainda as obras feitas num dos seus apartamentos de Lisboa e "o ex-líder parlamentar do PSD funcionou como um avençado no Parlamento. De outras empresas, como a Altair Lda. e a Portline S.A., Duarte Lima recebeu dinheiro a título de 'despesas confidenciais' e 'saídas de caixa'."

Cavaco quando lhe falam do BPN
Para ler o resto clique aqui