15 de dezembro de 2011

Governo quer destruir o Sistema Público de Transportes

Mais um crime económico contra o país. Entrega ao grande capital estrangeiro das empresas nacionais




Jerónimo de Sousa acusou o Governo de querer transferir o controlo público da CP, da CP Carga, da TAP, da ANA, da CARRIS, da Transtejo, da Soflusa, do Metropolitano de Lisboa ou dos STCP, para as mãos do grande capital estrangeiro, ou melhor para o grande capital Alemão ou Francês de onde são oriundas empresas como a DB, a ARRIVA, ou a Transdev.

Jerónimo de Sousa apelou para a luta dos trabalhadores e dos utentes para impedir tal destruição com as consequências que se adivinham. Redução das carreiras, aumento dos preços e pior serviço às populações. 

Trata-se de entregar aos privados a CP, a CP Carga, a TAP, a ANA, a CARRIS, a Transtejo, a Soflusa, o Metropolitano de Lisboa ou dos STCP.

O Governo disse que nada estava decidido mas, mais uma vez, mente! Como disse Jerónimo de Sousa "está a ser implementada uma política de factos consumados a coberto de um intenso manto de demagogia e manipulações. Incapaz de discutir com o PCP, com os utentes e os trabalhadores, que lhe desmascaram as mentiras e expõem as suas criminosas intenções, o Governo prefere a política das atoardas e dos factos consumados".

14 de dezembro de 2011

Destruição da nossa cultura

Fim do ensino da língua e cultura portuguesa no estrangeiro

No blog Emigração foi hoje noticiado que o Governo de Portugal, com o apoio do Instituto Camões, decidiu acabar com o Ensino de Português no Estrangeiro (EPE). Diz a notícia: "É o fim, … em 72 países perdem os empregos 1691 docentes e 155 000 jovens e crianças portuguesas e luso-descendentes a possibilidade de estudar a sua língua e cultura materna.

A menos de um mês do final do primeiro semestre de aulas, – a 29 de Novembro – 20 docentes na suíça dos cursos de língua e cultura portuguesa no estrangeiro receberam uma comunicação – primeiro por telefone e posteriormente por via electrónica – que a 31 de Dezembro 2011 cessariam as suas funções. A indignação instalou-se na comunidade portuguesa.

Ver mais (aqui)

Perante a situação a que nos conduziram, ministros que deveriam defender as funções de que foram investidos e para as quais são pagos (e bem) por todos nós, têm o desplante de aconselhar os jovens portugueses a emigrar. 
Quando é que reagimos a tanta barbaridade que esta política de direita, ao serviço dos bancos, dos negócios para alguns, nos impõe?
Quando será que a revolta é suficiente para corrermos com estes bandidos que destroem o país e as nossas vidas?

Também (no blog citado) se informa:
Criado na Alemanha movimento para defesa do ensino de português no estrangeiro. Resposta do Grupo Parlamentar do PCP ao “Colectivo para a Defesa do EPE “, de França.


O PCP criticou fortemente estas opções do Governo no Orçamento de Estado (ver vídeo) e respondeu a esta grave situação com uma carta que pode ser vista (aqui). 


Inês Zuber substitui a eurodeputada Ilda Figueiredo

Força Ilda, a luta continua

É esta a frase muito ouvida em resposta e apoio às belas e fortes intervenções de Ilda Figueiredo.

Ilda Figueiredo, continua na luta ao lado do povo, na defesa de uma verdadeira democracia. Uma democracia que dê aos trabalhadores aos que produzem e criam a riqueza, a possibilidade de gerir os destinos do país. Uma democracia que levará a um mundo mais justo, de paz e solidariedade entre os povos.

Ilda Figueiredo nos 12 anos em que esteve no Parlamento Europeu, deixou uma obra de grande valor, reconhecida por todos, só possível pela forma de trabalho colectivo do PCP, mas também pela sua dedicação e entusiasmo como defendeu os interesses dos trabalhadores e de Portugal.

Para a Ilda, como fraternalmente era tratada, a sua tarefa continua, agora, na luta pela paz e pela amizade entre os povos, no quadro das recentes responsabilidades por si assumidas no movimento da paz português.

Inês Zuber, Socióloga, de 31 anos de Idade, candidata nas últimas eleições, vai agora continuar o trabalho no Parlamento Europeu em representação do PCP.

Inês Zuber, é bolseira de investigação científica, assistente de investigação no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia – Instituto Universitário de Lisboa. Foi da Direcção Nacional da Juventude Comunista Portuguesa, da sua Comissão Política e Secretariado. Foi também membro do Comité Central do PCP e candidata pela CDU à Câmara Municipal de Lisboa e é membro da Direcção da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC).


13 de dezembro de 2011

Extinção das freguesias

Em defesa das Freguesias e do Poder Local Democrático


A Reforma Administrativa que o Governo quer impor apesar do repúdio generalizado dos eleitos das Autarquias, é um golpe antídemocrático quer no seu conteúdo quer na forma como  está a ser preparado. 
O Poder Local Democrático foi uma das maiores conquistas do 25 de Abril e é o motor do desenvolvimento das localidades, das Freguesias, dos Municípios e do País. 
Graças às autarquias, a qualidade de vida das populações transformou-se imenso nestes 37 anos passados.


A destruição de muitas freguesias e da participação democrática nas Câmaras e Juntas de Freguesia, é andar para trás e voltar ao tempo do fascismo, dos Governadores Civis que nomeavam os presidentes de Câmara, Juntas e Regedores, pessoas da sua confiança para manter vigiadas as populações, e fazerem as negociatas que lhes apeteciam com o dinheiro do povo.


O Congresso das Freguesias com 1300 presidentes de Junta de Freguesia repudiou tal Reforma Administrativa. Apesar disso o Ministro Relvas, numa atitude antidemocrática, não atende à vontade dos autarcas e diz que vai avançar na eliminação de 1800 Freguesias. 


Por todo o país estão a surgir movimentos de defesa das Autarquias.


A Plataforma «Freguesias Sim! Proximidade aos Serviço das Populações” assume-se como espaço de intervenção cívica em defesa das freguesias e do que elas significam enquanto expressão de identidade do nosso povo, representação e defesa da vivência coletiva, fator de coesão social e territorial.

Constituída por eleitos do Poder Local Democrático, representantes dos trabalhadores de autarquias e do movimento associativo popular, esta Plataforma assume uma clara atitude de oposição aos projetos de empobrecimento do Poder Local Democrático, de liquidação da sua expressão democrática e dimensão representativa que encontram na pretendida extinção de centenas de freguesias presente no denominado «Livro Verde para a reforma da Administração Local» ambicionada concretização.


12 de dezembro de 2011

40.000 visitas ao blog C de...

Hoje, 12 de Dezembro de 2011, a quase um ano de publicação, foram ultrapassados os 40.000 visitantes deste blog. Espero continuar a corresponder aos interesses dos leitores. Até já.

Democracia e Eleições na Rússia

Em 20 anos a maioria dos russos ficaram fartos do capitalismo e desejam a reconstrução do socialismo e da URSS.

Os exemplos já neste (aqui) noticiados, comprovam a existência de numerosas fraudes nas eleições na Rússia. A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, numa reunião internacional declarou que as eleições na Rússia não foram livres nem justas. O chefe da diplomacia Russa Serguei Lavrov, abandonou a reunião e disse aos jornalistas que a conduta da secretaria de Estado dos EEUU revelou uma falta de respeito e uma intromissão nos assuntos internos da Rússia.
 
Putin fez declarações idênticas. Ainda que Putin seja mafioso deu também uma "pedrada nos telhados de vidro" da política norte americana. De facto os EUA deveriam olhar para os seus exemplos como os sucedidos com o “Ocupa Wall Street” que duram há meses e também têm sido reprimidos com muita violência. As autoridades russas chamaram mesmo à atenção para a falta de democracia nos EUA.
O que é certo é que uns e outros aprenderam na mesma escola. Dizem-se democratas mas apenas para defender a exploração dos multi-milionários que multiplicam as suas escandalosas fortunas à custa do povo. A mascarada das eleições cobre a imposição de uma ditadura de classe dos grandes capitalistas.
 
Indignados os russos mostram o seu repúdio ao capitalismo e ao imperialismo. Os russos mostram que, apesar dos erros cometidos, não esqueceram o socialismo como o projecto de sociedade mais justa para todo o mundo.

Passados 20 anos de destruição do projecto socialista, não só na Rússia, mas na Ucrânia, Belarus, Letônia, Moldávia, Pridnestrovie, Abkhazia e outras repúblicas e territórios da ex-URSS, os povos manifestam que anseiam viver em comum e querem a reconstrução soviética socialista, brutalmente interrompida pela traição de Gorbachev e do bêbedo Yeltsin.
 
Vários analistas que publicam dados na Internet e em periódicos independentes, defendem que se as eleições e campanha eleitoral tivessem sido justas, o Partido Comunista e os Prósoviéticos tinham ganho as eleições.
Há análises que procuram calcular as fraudes eleitorais e estimam que a esquerda, partidária da restauração da URSS, representada pelo Partido Comunista da Federação Russa y Rússia Justa tiveram a maioria dos votos.


Perguntas... (2)

Alguns decidem a vida de milhões

A União Europeia decide tratados sem ouvir os deputados europeus. Os representantes dos Estados decidem sem ouvir os parlamentos nacionais. Governos são substituídos por decisões de alguns "funcionários" de instituições não eleitas.
Em nome dos "mercados" governos decidem as vidas dos que os elegeram para fazer o contrário do que fazem.
Referendos...nem pensar! As decisões dos estados são tomadas sem discussão nos respectivos países. 

Isto, nunca foi democracia directa. Não chegou a ser democracia participativa.  Não é democracia parlamentar. Não é democracia representativa. Que democracia é esta então?

11 de dezembro de 2011

Congresso Marx


CONGRESSO INTERNACIONAL MARX EM MAIO


3, 4, 5 MAIO 2012. FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA. ENTRADA LIVRE

O Congresso Internacional Marx em Maio, perspectivas para o séc.XXI, organizado pelo Grupo de Estudos Marxistas, terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa nos próximos dias 3, 4 e 5 de Maio de 2012. Congresso multidisciplinar, incluindo participantes das áreas da filosofia, da história e da economia, mas também das ciências naturais, das artes plásticas, da política e do mundo sindical, o seu fio condutor será a actualidade e fertilidade do pensamento marxista enquanto instrumento fundamental de análise crítica. Num contexto de crise generalizada, pautada pela desconsideração do papel da racionalidade, da teoria e da cultura como elementos fundamentais de transformação, individual e colectiva, o Congresso Marx em Maio procurará contribuir para o aprofundamento de problemáticas centrais dos nossos dias e para o estímulo de um pensamento  científico guiado por uma racionalidade crítica e dialéctica.
Ver em http://marxemmaio.wordpress.com

Organização:










Apoios:

Fundação Internacional Racionalista






Faculdade de Letras de Lisboa







Revista Vértice



10 de dezembro de 2011

Os exemplo da Grécia e o que vimos em Portugal (2)

Sair ou não sair do Euro ou da UE, eis a questão.

Como disse no artigo anterior, a entrada para a CEE, agora UE, lançou-nos numa selva neo-liberal em que os mais fortes comem os mais fracos. Estas opções estão sempre relacionadas com os interesses em jogo. Não podemos "embarcar" no que parece ser "moderno" e diz oferecer mundos e fundos.

Provávelmente nem todos os que nos avisam são nossos amigos, como diz o ditado "quem te avisa teu amigo é". Mas há sempre amigos que nos avisam e, neste caso houve de facto amigos que avisaram que a entrada na CEE traria problemas difíceis a Portugal e que a adesão ao euro seria um desastre.
      
A União Europeia era excedentária na produção e o que precisava era de mercados que comprassem o que produziam, não de quem produzisse. Os que defenderam a adesão sabiam-no mas diziam que as compensações em subsídios para acabar com a agricultura, as pescas e a indústria seriam compensadoras. Muitos oportunistas viram aí uma forma fácil e rápida de ganhar dinheiro. Outros acreditaram no argumento da Europa solidária. 
Quem promoveu a adesão muito falou nos apoios e na solidariedade dos mais fortes para os mais fracos. Mas os que avisaram que isso era um perigo, bem sabiam que no capitalismo não há solidariedade dos fortes para com os fracos. Há competição, há a lei da selva, do mais forte. Há quem admita estarmos na III Guerra Mundial, lançada mais uma vez pela Alemanha, mas agora com as armas do dinheiro e a ditadura dos bancos e mercados.

Soluções

É claro que com esta política só nos afundamos mais. As promessas sucendem-se sempre a desmentir as anteriores. 
É preciso mudar de política. Defender a nossa soberania e ajustar a política económica aos nossos interesses e caracteristicas, sem submissão à União Europeia.

Outra questão é abandonar o Euro e relançar o Escudo ajustado aos nossos interesses. Ainda que tenhamos que enfrentar grandes dificuldades iniciais, esta solução proporcionaria um futuro melhor, sem as amarras à Alemanha e com capacidade para gerir os nossos interesses. Que se desenganem os que julgam que a Alemanha (ou a França ou outros idênticos) nos pode ajudar. Nem pode nem quer. 

A continuarmos no Euro seremos a mão de obra barata da Europa. Será muito mais difícil que resolvamos os nossos problemas, da dívida, do desemprego, da recessão e, o já reduzido potencial económico, manter-se-á. Continuar no euro é como viver numa casa que não é nossa. Continuaremos a trabalhar a baixo preço para pagar a dívida sempre a subir, sem folga para desenvolver a economia, para sermos independentes.

Como saír do Euro

Seria importante que o "novo escudo" fosse desvalorizado, para desenvolver a economia e as exportações nacionais. Tal permitiria relançar a economia no sentido de a tornar mais competitiva relativamente ao que importamos. Ao substituir as importações por produção nacional estaríamos também a reduzir o desemprego e a reduzir o défice.


A questão do desemprego é a questão essencial da economia. Creio ser evidente que não poderá haver economias fortes desaproveitando milhões de trabalhadores. O problema que estamos a viver é resultado de políticas que preferem resolver o problema financeiro dos estados (em beneficio dos Bancos) deixando para trás o problema da economia (ligado à produção).


A perda do valor da moeda só aflige quem exporta capital, pelo contrário beneficia quem produz. Para o custo de vida, ou o poder de compra nada se alteraria pois o mercado interno seria regulado pelo valor da moeda fosse ele qual fosse. O escudo desvalorizado impediria a fuga de capitais obrigando que estes fossem aplicados no país e, tambem assim, desenvolvendo a economia. Note-se que uma das razões da nossa crise é a fuga de capitais que atinge anualmente algumas dezenas de milhar de milhões de euros.  

O único problema da desvalorização da moeda é o aumento dos custos das importações. Mas mesmo isso obrigaria a um maior equilíbrio da nossa balança comercial com o aumento das exportações e a redução do que importamos e que pode ser produzido no país.

Os exemplo da Grécia e o que vimos em Portugal

Até onde nos podem levar as políticas neoliberais do capitalismo financeiro?



Na Grécia, tal como em Portugal, o descalabro acelerou com a submissão à Europa que se dizia da solidariedade. Se o povo confiasse mais na sua sabedoria, neste caso traduzida no ditado popular "quando a esmola é grande o pobre desconfia" teria visto que o capitalismo não dá nada sem receber o dobro em troca. 

A política destes governos ditos "socialistas" ou socialistas democráticos, ou socialistas modernos, é a do neo-liberalismo, do oportunismo que serve o grande capital financeiro, os Bancos ou os "mercados". A submissão à troika FMI/BCE/UE, quer na Grécia quer em Portugal foi a desculpa para responsabilizar "outros" pelo que está a acontecer. 

Club dos 1% ou dos "Donos do Mundo"

Aquilo que parece uma fantochada das agências de notação, Moody's & Cia, é o grande negócio dos Bancos, como o Goldman Sachs. Para justificar mais medidas de austeridade e, em combinação com os do "club", fazerem subir e descer as Bolsas para vender ou comprar consoante as subidas e descidas que eles preparam. Por cada subida e descida das ações, o grande capital financeiro, ganha milhares de milhões que entretanto os mais pequenos acionistas, os Estados e as empresas perdem. 

Degradação social, desaparece a "classe média", aumenta a riqueza dos 1% dos muito ricos

Noutra perspectiva, o processo em curso na Grécia e em Portugal, visa o aumento da exploração e um retrocesso social sem precedentes. O desemprego vai continuar a subir. 
A luta dos trabalhadores para "segurar" os seus direitos, que estão a desaparecer, é apelidada de atentado à economia. Se fazem uma greve de um dia há quem diga que o país perde 600 milhões de euros. Mas, não falam dos cerca de um milhão de desempregados, em grande parte há mais de um ano sem trabalhar. Quanto perde o país? Três milhões de trabalhadores em greve num dia são três milhões de dias de greve. Mas, um milhão sem trabalhar, durante um ano, são trezentos milhões de dias de "greve".

Laboratório social da luta de classes

O mesmo tipo de raciocínio se pode aplicar às medidas para aumentar a competitividade. Redução de salários e aumento das horas de trabalho. Tais medidas aumentam o desemprego e a recessão. Não são os 1% dos muito ricos que compram o que as fábricas produzem. São os 99% de pessoas que, na maioria, são trabalhadores cada vez mais pobres. 
A Grécia e Portugal, "os elos mais fracos", estão a ser um laboratório para o grande capital. Em toda a Europa baixam salários e retiram direitos aos trabalhadores para os igualar aos do Terceiro Mundo. O “pacto euro mais” é uma peça do plano. 
Paralelamente, o aumento do horário de trabalho é, também, uma forma de afastar os trabalhadores da vida cívica, cultural e social e reduzir a sua capacidade de organização.  As medidas restritivas, cada vez mais repressivas, visam também a destruição dos sindicatos, enfraquecimento dos partidos ligados aos trabalhadores e organizações que defendem a legislação laboral europeia.

Políticas suicidas?

Pode acontecer que o capitalismo à medida que aumenta a exploração, reduz a sua possibilidade de vender o que produz, criando no seu seio a falência de milhares de empresas e atirando para o Grupo dos 99% muitos dos pequenos e médios empresários (capitalistas). Também a agudização da luta social e o aumento dos explorados é um prenúncio do fim deste sistema de exploração. 
Resta ao grande capital financeiro o "adormecimento" a desmotivação, ou a ameaça, a repressão e a retirada das liberdades dos trabalhadores. 
A fase imperialista do capitalismo evolui e agudiza a luta de classes. Cada vez é mais claro que precisam de se apoiar em políticas de ditadura violenta, de retirada de direitos e liberdades, políticas do tipo fascista, como já começam a ser reveladas. 

A luta é inevitável.

9 de dezembro de 2011

Ainda a Líbia

Aprender com a História
 
Só hoje vi uma crónica de Timothy Bancroft-Hinchey no Pravda.Ru, mas não é tarde para citar e comentar alguns parágrafos.
 
Começa o cronista por perguntar: "que "ditador" educa o seu povo de forma gratuita, envia estudantes para universidades no exterior, inclusive nos países que foram endemicamente hostis ao sistema Jamahiriya (governação direta das comunidades de pessoas), que "ditador" dá casas ao seu povo de forma gratuita, que "ditador" dá cuidados de saúde gratuitos, que "ditador" lhes dá 50% do preço do seu primeiro carro, que "ditador" distribui a riqueza do país diretamente para as contas bancárias de seu povo banco?" Em texto que publiquei aqui perguntava também "que ditador distribui armas pelo seu povo?" Que ditador resistiria a oito meses de bombardeamentos e ataques diários de mercenários fortemente armados se tivesse o seu povo contra ele?"
 
Diz depois o articulista que a NATO sabe bem que "que quebrou todas as regras na Líbia, que violou os termos do seu mandato, que violou as resoluções do CSNU, que violou a Carta das Nações Unidas, que violou os termos de Convenções de Genebra". A NATO Sabe bem que "cometeu actos terroristas na Líbia atacando estruturas civis com equipamento militar, destruindo sistemas de abastecimento de água, as fábricas que fabricavam tubos para repará-los, bombardeando a rede elétrica, interferindo nas comunicações, bombardeando escolas, centros de saúde e hospitais, assassinando civis com helicópteros".
 
Mais adiante numa imagem futebolística diz a NATO "não foi capaz de atingir seus objetivos, seguindo as regras... você não ganha uma partida de futebol por atacar os oponentes com metralhadoras e granadas e depois encher o campo com 50 jogadores".

6 de dezembro de 2011

Reformados em luta

Rebeldia premiada

Recordar a Argentina, mais um exemplo, como o da Islândia, de coragem e patriotismo

Em 2001, a Argentina viveu uma dura crise, tal como a nossa, provocada pela exploração do capitalismo neoliberal, que levou a uma dívida elevadíssima. Os vários governos, submetidos aos bancos e FMI, obtiveram empréstimos e "ajudas" a juros especulativos que afundaram o país.

De um artigo de Umberto Martins, (Brasil) recortei alguns parágrafos que me mereceram atenção:


"Tivemos a tragédia da Argentina em 2001, com direito a rebeliões, queda de governos e bancarrota no momento em que o país, altamente endividado e sob o tacão de governos neoliberais, aplicava as amargas receitas do FMI destinadas, como sempre, a assegurar os gordos lucros dos credores. Nosso vizinho e parceiro do Mercosul só saiu da lama quando deu um pontapé no traseiro do Fundo e decretou soberanamente, para irritação e desespero da banca internacional, a moratória da dívida externa.

 
A rebeldia argentina foi premiada pela história, já que depois da moratória (apesar das ameaças imperialistas e das pragas rogadas pelos banqueiros, que cortaram o crédito internacional para o país) a Argentina voltou a crescer impetuosamente reduzindo substancialmente os índices de desemprego e pobreza. Nestor Kirchner, que morreu em 2010, é por lá considerado com razão um herói nacional por ter tido a coragem política e intelectual de enfrentar o poderoso, muito embora decadente, sistema financeiro mundial.

Agora comento eu:
"É uma vergonha que em Portugal, Presidente da República, Governo e Deputados da direita, PS, PSD e CDS não tenham a dignidade e patriotismo que tiveram outros, para defender quem os elegeu (apesar de ter sido por engano, acreditando nas promessas eleitorais), e sejam uns cobardes submissos às ordens da Troika. Exijam a renegociação da dívida a que nos obrigaram os bancos privados! É certamente por vergonha que retiraram o feriado da Independência Nacional".


Para ver o resto do artigo:

5 de dezembro de 2011

Democracia

Notícias em confronto
Perante a vontade das populações e de milhares de autarcas e autarquias, o governo decide o contrário

Afinal que democracia é esta?
A discussão do Livro Verde é uma farsa. 



Muitas mais notícias se poderiam juntar.
Todas provam duas coisas, pelo menos:
1. O Governo não respeita a democracia, a vontade das populações e seus eleitos;
2. O Governo quer acabar com o Poder Local Democrático e aproxima-se perigosamente do fascismo.

4 de dezembro de 2011

Eleições na Rússia

Forte contestação ao governo do partido Rússia Unida
Muitas acusações de fraudes eleitorais e ilegalidades, levam "hackers" a bloquear os sites que as denunciavam


Hackers bloquearam o acesso às edições online dos jornais Kommersant e Slon, da revista New Times e outros como o site Golos, da organização de observadores independentes que tem estado a acompanhar as eleições russas.

A Golos criou uma página online que agregava as denúncias de todas as irregularidades relacionada com a campanha e com o dia das eleições propriamente dito e onde surgiram exemplos de 4000 casos concretos, 3000 dos quais relacionados com o partido Rússia Unida. A polémica criada por esta acção foi de tal forma grande, que a directora desta organização não governamental foi detida quando regressava ao país.

Alexeï Venediktov, director da Ekho Moskvy, denunciou no Twitter, "que o carácter massivo dos ataques coloca em causa a legitimidade do processo eleitoral". Também Maxim Kashulinsky, director do Slon denunciou, à Reuters, que “existe um sentimento de que a Comissão Eleitoral Central da Rússia e os hackers estão a agir juntos”.

Segundo contou à AFP Dmitri Merechko, porta-voz da Golos, a organização recebeu cerca de 50.000 tentativas de visita por segundo, o que bloqueou o site. Na semana anterior às eleições os colaboradores da organização tiveram os seus emails bloqueados. O ciberataque tentou também atingir a plataforma Live Journal.

O Presidente Dmitri Medvedev recusou-se a comentar as alegadas situações de fraude que têm ensombrado estas legislativas. A comissão eleitoral também não quis fazer comentários.

O Rússia Unida não deverá ter grandes dificuldades em confirmar uma vitória, mas o descontentamento é crescente e deverá impedir-lhe o domínio absoluto que têm. Analistas admitem a perda na Duma da maioria constitucional do Rússia Unida, liderado por Vladimir Putin.


Ver também http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html Clique aqui 

3 de dezembro de 2011

XIII Congresso Nacional da ANAFRE (2)

Ministro Relvas vaiado pelos autarcas no Congresso Nacional das Freguesias


Não aceitando as críticas de muitas centenas de autarcas de todo o país, Relvas retoma a justificação "à Salazar" insinuando vagamente com vários subversivos que manipularam a opinião dos autarcas.
 
"Todos estes climas são gerados e são estimulados e este clima foi estimulado. Estavam aqui vários autarcas", disse o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares aos jornalistas.

Infeliz e ofensiva justificação.

 
Ridícula a tentativa de menosprezar a contestação, "estavam aqui vários autarcas". Este termo de "vários" tanto pode querer dizer que foram poucos a contestar, como foram poucos a manipular as centenas dos presentes que sairam da sala em protesto. Na realidade Relvas quer esconder que são milhares de autarcas por todo o país que protestam contra mais este ataque à Democracia, traduzido na Reforma Administrativa proposta no chamado Livro Verde. 

Ao dar a entender que o clima foi gerado por manipulação está também a menosprezar a inteligência desses muitos milhares de autarcas que já reagiram contra os planos do Governo para esta destruição do Poder Local Democrático.

O Orçamento e a política da direita (5)

O bodo de 12 mil milhões de euros do governo aos bancos privados

Para pagarmos os juros escandalosos que a Banca impõe pelas "ajudas", diz o Governo que temos que aceitar as condições de quem empresta. Agora, para recapitalizar a Banca que andou a fazer chorudos negócios, e a distribuir o dinheiro pelos acionistas, já não é quem empresta que dita as condições. É quem precisa do dinheiro, ou seja, a Banca privada, novamente.  

O Orçamento e a política da direita (4)

Quando interessa ao grande capital já o governo não respeita o memorando da Troika

A desculpa "foi a Troika que impôs" só serve para roubar os trabalhadores. Para reduzir as receitas fiscais das grandes empresas já se pode alterar o "memorando".  

O Orçamento e a política da direita (3)

O PSD/CDS não tributam o offshore da Madeira
Não vale a pena disfarçar, não vendam gato por lebre

O Orçamento e a política da direita (2)

Bancos, SGPS e Grupos financeiros...
Tirar a quem trabalha para dar ao grande capital financeiro
Mais escândalos