Hoje, 12 de Dezembro de 2011, a quase um ano de publicação, foram ultrapassados os 40.000 visitantes deste blog. Espero continuar a corresponder aos interesses dos leitores. Até já.
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
12 de dezembro de 2011
Democracia e Eleições na Rússia
Em 20 anos a maioria dos russos ficaram fartos do capitalismo e desejam a reconstrução do socialismo e da URSS.
Os exemplos já neste (aqui) noticiados, comprovam a existência de numerosas fraudes nas eleições na Rússia. A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, numa reunião internacional declarou que as eleições na Rússia não foram livres nem justas. O chefe da diplomacia Russa Serguei Lavrov, abandonou a reunião e disse aos jornalistas que a conduta da secretaria de Estado dos EEUU revelou uma falta de respeito e uma intromissão nos assuntos internos da Rússia.
Putin fez declarações idênticas. Ainda que Putin seja mafioso deu também uma "pedrada nos telhados de vidro" da política norte americana. De facto os EUA deveriam olhar para os seus exemplos como os sucedidos com o “Ocupa Wall Street” que duram há meses e também têm sido reprimidos com muita violência. As autoridades russas chamaram mesmo à atenção para a falta de democracia nos EUA.
O que é certo é que uns e outros aprenderam na mesma escola. Dizem-se democratas mas apenas para defender a exploração dos multi-milionários que multiplicam as suas escandalosas fortunas à custa do povo. A mascarada das eleições cobre a imposição de uma ditadura de classe dos grandes capitalistas.
Indignados os russos mostram o seu repúdio ao capitalismo e ao imperialismo. Os russos mostram que, apesar dos erros cometidos, não esqueceram o socialismo como o projecto de sociedade mais justa para todo o mundo.
Passados 20 anos de destruição do projecto socialista, não só na Rússia, mas na Ucrânia, Belarus, Letônia, Moldávia, Pridnestrovie, Abkhazia e outras repúblicas e territórios da ex-URSS, os povos manifestam que anseiam viver em comum e querem a reconstrução soviética socialista, brutalmente interrompida pela traição de Gorbachev e do bêbedo Yeltsin.
Vários analistas que publicam dados na Internet e em periódicos independentes, defendem que se as eleições e campanha eleitoral tivessem sido justas, o Partido Comunista e os Prósoviéticos tinham ganho as eleições.
Há análises que procuram calcular as fraudes eleitorais e estimam que a esquerda, partidária da restauração da URSS, representada pelo Partido Comunista da Federação Russa y Rússia Justa tiveram a maioria dos votos.
Os exemplos já neste (aqui) noticiados, comprovam a existência de numerosas fraudes nas eleições na Rússia. A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, numa reunião internacional declarou que as eleições na Rússia não foram livres nem justas. O chefe da diplomacia Russa Serguei Lavrov, abandonou a reunião e disse aos jornalistas que a conduta da secretaria de Estado dos EEUU revelou uma falta de respeito e uma intromissão nos assuntos internos da Rússia.
Putin fez declarações idênticas. Ainda que Putin seja mafioso deu também uma "pedrada nos telhados de vidro" da política norte americana. De facto os EUA deveriam olhar para os seus exemplos como os sucedidos com o “Ocupa Wall Street” que duram há meses e também têm sido reprimidos com muita violência. As autoridades russas chamaram mesmo à atenção para a falta de democracia nos EUA.
O que é certo é que uns e outros aprenderam na mesma escola. Dizem-se democratas mas apenas para defender a exploração dos multi-milionários que multiplicam as suas escandalosas fortunas à custa do povo. A mascarada das eleições cobre a imposição de uma ditadura de classe dos grandes capitalistas.
Indignados os russos mostram o seu repúdio ao capitalismo e ao imperialismo. Os russos mostram que, apesar dos erros cometidos, não esqueceram o socialismo como o projecto de sociedade mais justa para todo o mundo.
Passados 20 anos de destruição do projecto socialista, não só na Rússia, mas na Ucrânia, Belarus, Letônia, Moldávia, Pridnestrovie, Abkhazia e outras repúblicas e territórios da ex-URSS, os povos manifestam que anseiam viver em comum e querem a reconstrução soviética socialista, brutalmente interrompida pela traição de Gorbachev e do bêbedo Yeltsin.
Vários analistas que publicam dados na Internet e em periódicos independentes, defendem que se as eleições e campanha eleitoral tivessem sido justas, o Partido Comunista e os Prósoviéticos tinham ganho as eleições.
Há análises que procuram calcular as fraudes eleitorais e estimam que a esquerda, partidária da restauração da URSS, representada pelo Partido Comunista da Federação Russa y Rússia Justa tiveram a maioria dos votos.
Perguntas... (2)
Alguns decidem a vida de milhões
A União Europeia decide tratados sem ouvir os deputados europeus. Os representantes dos Estados decidem sem ouvir os parlamentos nacionais. Governos são substituídos por decisões de alguns "funcionários" de instituições não eleitas.
Em nome dos "mercados" governos decidem as vidas dos que os elegeram para fazer o contrário do que fazem.
Referendos...nem pensar! As decisões dos estados são tomadas sem discussão nos respectivos países.
Isto, nunca foi democracia directa. Não chegou a ser democracia participativa. Não é democracia parlamentar. Não é democracia representativa. Que democracia é esta então?
A União Europeia decide tratados sem ouvir os deputados europeus. Os representantes dos Estados decidem sem ouvir os parlamentos nacionais. Governos são substituídos por decisões de alguns "funcionários" de instituições não eleitas.
Em nome dos "mercados" governos decidem as vidas dos que os elegeram para fazer o contrário do que fazem.
Referendos...nem pensar! As decisões dos estados são tomadas sem discussão nos respectivos países.
Isto, nunca foi democracia directa. Não chegou a ser democracia participativa. Não é democracia parlamentar. Não é democracia representativa. Que democracia é esta então?
11 de dezembro de 2011
Congresso Marx
CONGRESSO INTERNACIONAL MARX EM MAIO
3, 4, 5 MAIO 2012. FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA. ENTRADA LIVRE
O Congresso Internacional Marx em Maio, perspectivas para o séc.XXI, organizado pelo Grupo de Estudos Marxistas, terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa nos próximos dias 3, 4 e 5 de Maio de 2012. Congresso multidisciplinar, incluindo participantes das áreas da filosofia, da história e da economia, mas também das ciências naturais, das artes plásticas, da política e do mundo sindical, o seu fio condutor será a actualidade e fertilidade do pensamento marxista enquanto instrumento fundamental de análise crítica. Num contexto de crise generalizada, pautada pela desconsideração do papel da racionalidade, da teoria e da cultura como elementos fundamentais de transformação, individual e colectiva, o Congresso Marx em Maio procurará contribuir para o aprofundamento de problemáticas centrais dos nossos dias e para o estímulo de um pensamento científico guiado por uma racionalidade crítica e dialéctica.
Ver em http://marxemmaio.wordpress.com
Organização:
Apoios:

Fundação Internacional Racionalista

Faculdade de Letras de Lisboa

Revista Vértice
Organização:
Apoios:

Fundação Internacional Racionalista

Faculdade de Letras de Lisboa

Revista Vértice
10 de dezembro de 2011
Os exemplo da Grécia e o que vimos em Portugal (2)
Sair ou não sair do Euro ou da UE, eis a questão.
Como disse no artigo anterior, a entrada para a CEE, agora UE, lançou-nos numa selva neo-liberal em que os mais fortes comem os mais fracos. Estas opções estão sempre relacionadas com os interesses em jogo. Não podemos "embarcar" no que parece ser "moderno" e diz oferecer mundos e fundos.

Como disse no artigo anterior, a entrada para a CEE, agora UE, lançou-nos numa selva neo-liberal em que os mais fortes comem os mais fracos. Estas opções estão sempre relacionadas com os interesses em jogo. Não podemos "embarcar" no que parece ser "moderno" e diz oferecer mundos e fundos.
Provávelmente nem todos os que nos avisam são nossos amigos, como diz o ditado "quem te avisa teu amigo é". Mas há sempre amigos que nos avisam e, neste caso houve de facto amigos que avisaram que a entrada na CEE traria problemas difíceis a Portugal e que a adesão ao euro seria um desastre.
A União Europeia era excedentária na produção e o que precisava era de mercados que comprassem o que produziam, não de quem produzisse. Os que defenderam a adesão sabiam-no mas diziam que as compensações em subsídios para acabar com a agricultura, as pescas e a indústria seriam compensadoras. Muitos oportunistas viram aí uma forma fácil e rápida de ganhar dinheiro. Outros acreditaram no argumento da Europa solidária.
Quem promoveu a adesão muito falou nos apoios e na solidariedade dos mais fortes para os mais fracos. Mas os que avisaram que isso era um perigo, bem sabiam que no capitalismo não há solidariedade dos fortes para com os fracos. Há competição, há a lei da selva, do mais forte. Há quem admita estarmos na III Guerra Mundial, lançada mais uma vez pela Alemanha, mas agora com as armas do dinheiro e a ditadura dos bancos e mercados.
Soluções
É claro que com esta política só nos afundamos mais. As promessas sucendem-se sempre a desmentir as anteriores.
É preciso mudar de política. Defender a nossa soberania e ajustar a política económica aos nossos interesses e caracteristicas, sem submissão à União Europeia.
Outra questão é abandonar o Euro e relançar o Escudo ajustado aos nossos interesses. Ainda que tenhamos que enfrentar grandes dificuldades iniciais, esta solução proporcionaria um futuro melhor, sem as amarras à Alemanha e com capacidade para gerir os nossos interesses. Que se desenganem os que julgam que a Alemanha (ou a França ou outros idênticos) nos pode ajudar. Nem pode nem quer.
A continuarmos no Euro seremos a mão de obra barata da Europa. Será muito mais difícil que resolvamos os nossos problemas, da dívida, do desemprego, da recessão e, o já reduzido potencial económico, manter-se-á. Continuar no euro é como viver numa casa que não é nossa. Continuaremos a trabalhar a baixo preço para pagar a dívida sempre a subir, sem folga para desenvolver a economia, para sermos independentes.
Como saír do Euro
Seria importante que o "novo escudo" fosse desvalorizado, para desenvolver a economia e as exportações nacionais. Tal permitiria relançar a economia no sentido de a tornar mais competitiva relativamente ao que importamos. Ao substituir as importações por produção nacional estaríamos também a reduzir o desemprego e a reduzir o défice.

A questão do desemprego é a questão essencial da economia. Creio ser evidente que não poderá haver economias fortes desaproveitando milhões de trabalhadores. O problema que estamos a viver é resultado de políticas que preferem resolver o problema financeiro dos estados (em beneficio dos Bancos) deixando para trás o problema da economia (ligado à produção).
A perda do valor da moeda só aflige quem exporta capital, pelo contrário beneficia quem produz. Para o custo de vida, ou o poder de compra nada se alteraria pois o mercado interno seria regulado pelo valor da moeda fosse ele qual fosse. O escudo desvalorizado impediria a fuga de capitais obrigando que estes fossem aplicados no país e, tambem assim, desenvolvendo a economia. Note-se que uma das razões da nossa crise é a fuga de capitais que atinge anualmente algumas dezenas de milhar de milhões de euros.
O único problema da desvalorização da moeda é o aumento dos custos das importações. Mas mesmo isso obrigaria a um maior equilíbrio da nossa balança comercial com o aumento das exportações e a redução do que importamos e que pode ser produzido no país.
Os exemplo da Grécia e o que vimos em Portugal
Até onde nos podem levar as políticas neoliberais do capitalismo financeiro?

Na Grécia, tal como em Portugal, o descalabro acelerou com a submissão à Europa que se dizia da solidariedade. Se o povo confiasse mais na sua sabedoria, neste caso traduzida no ditado popular "quando a esmola é grande o pobre desconfia" teria visto que o capitalismo não dá nada sem receber o dobro em troca.
A política destes governos ditos "socialistas" ou socialistas democráticos, ou socialistas modernos, é a do neo-liberalismo, do oportunismo que serve o grande capital financeiro, os Bancos ou os "mercados". A submissão à troika FMI/BCE/UE, quer na Grécia quer em Portugal foi a desculpa para responsabilizar "outros" pelo que está a acontecer.
Club dos 1% ou dos "Donos do Mundo"
Aquilo que parece uma fantochada das agências de notação, Moody's & Cia, é o grande negócio dos Bancos, como o Goldman Sachs. Para justificar mais medidas de austeridade e, em combinação com os do "club", fazerem subir e descer as Bolsas para vender ou comprar consoante as subidas e descidas que eles preparam. Por cada subida e descida das ações, o grande capital financeiro, ganha milhares de milhões que entretanto os mais pequenos acionistas, os Estados e as empresas perdem.
Degradação social, desaparece a "classe média", aumenta a riqueza dos 1% dos muito ricos
Noutra perspectiva, o processo em curso na Grécia e em Portugal, visa o aumento da exploração e um retrocesso social sem precedentes. O desemprego vai continuar a subir.
A luta dos trabalhadores para "segurar" os seus direitos, que estão a desaparecer, é apelidada de atentado à economia. Se fazem uma greve de um dia há quem diga que o país perde 600 milhões de euros. Mas, não falam dos cerca de um milhão de desempregados, em grande parte há mais de um ano sem trabalhar. Quanto perde o país? Três milhões de trabalhadores em greve num dia são três milhões de dias de greve. Mas, um milhão sem trabalhar, durante um ano, são trezentos milhões de dias de "greve".
Laboratório social da luta de classes
O mesmo tipo de raciocínio se pode aplicar às medidas para aumentar a competitividade. Redução de salários e aumento das horas de trabalho. Tais medidas aumentam o desemprego e a recessão. Não são os 1% dos muito ricos que compram o que as fábricas produzem. São os 99% de pessoas que, na maioria, são trabalhadores cada vez mais pobres.
A Grécia e Portugal, "os elos mais fracos", estão a ser um laboratório para o grande capital. Em toda a Europa baixam salários e retiram direitos aos trabalhadores para os igualar aos do Terceiro Mundo. O “pacto euro mais” é uma peça do plano.
Paralelamente, o aumento do horário de trabalho é, também, uma forma de afastar os trabalhadores da vida cívica, cultural e social e reduzir a sua capacidade de organização. As medidas restritivas, cada vez mais repressivas, visam também a destruição dos sindicatos, enfraquecimento dos partidos ligados aos trabalhadores e organizações que defendem a legislação laboral europeia.
Políticas suicidas?
Pode acontecer que o capitalismo à medida que aumenta a exploração, reduz a sua possibilidade de vender o que produz, criando no seu seio a falência de milhares de empresas e atirando para o Grupo dos 99% muitos dos pequenos e médios empresários (capitalistas). Também a agudização da luta social e o aumento dos explorados é um prenúncio do fim deste sistema de exploração.
Resta ao grande capital financeiro o "adormecimento" a desmotivação, ou a ameaça, a repressão e a retirada das liberdades dos trabalhadores.
A fase imperialista do capitalismo evolui e agudiza a luta de classes. Cada vez é mais claro que precisam de se apoiar em políticas de ditadura violenta, de retirada de direitos e liberdades, políticas do tipo fascista, como já começam a ser reveladas.
A luta é inevitável.
Na Grécia, tal como em Portugal, o descalabro acelerou com a submissão à Europa que se dizia da solidariedade. Se o povo confiasse mais na sua sabedoria, neste caso traduzida no ditado popular "quando a esmola é grande o pobre desconfia" teria visto que o capitalismo não dá nada sem receber o dobro em troca.
A política destes governos ditos "socialistas" ou socialistas democráticos, ou socialistas modernos, é a do neo-liberalismo, do oportunismo que serve o grande capital financeiro, os Bancos ou os "mercados". A submissão à troika FMI/BCE/UE, quer na Grécia quer em Portugal foi a desculpa para responsabilizar "outros" pelo que está a acontecer.
Club dos 1% ou dos "Donos do Mundo"
Aquilo que parece uma fantochada das agências de notação, Moody's & Cia, é o grande negócio dos Bancos, como o Goldman Sachs. Para justificar mais medidas de austeridade e, em combinação com os do "club", fazerem subir e descer as Bolsas para vender ou comprar consoante as subidas e descidas que eles preparam. Por cada subida e descida das ações, o grande capital financeiro, ganha milhares de milhões que entretanto os mais pequenos acionistas, os Estados e as empresas perdem.
Degradação social, desaparece a "classe média", aumenta a riqueza dos 1% dos muito ricos
Noutra perspectiva, o processo em curso na Grécia e em Portugal, visa o aumento da exploração e um retrocesso social sem precedentes. O desemprego vai continuar a subir.
A luta dos trabalhadores para "segurar" os seus direitos, que estão a desaparecer, é apelidada de atentado à economia. Se fazem uma greve de um dia há quem diga que o país perde 600 milhões de euros. Mas, não falam dos cerca de um milhão de desempregados, em grande parte há mais de um ano sem trabalhar. Quanto perde o país? Três milhões de trabalhadores em greve num dia são três milhões de dias de greve. Mas, um milhão sem trabalhar, durante um ano, são trezentos milhões de dias de "greve".
Laboratório social da luta de classes
O mesmo tipo de raciocínio se pode aplicar às medidas para aumentar a competitividade. Redução de salários e aumento das horas de trabalho. Tais medidas aumentam o desemprego e a recessão. Não são os 1% dos muito ricos que compram o que as fábricas produzem. São os 99% de pessoas que, na maioria, são trabalhadores cada vez mais pobres.
A Grécia e Portugal, "os elos mais fracos", estão a ser um laboratório para o grande capital. Em toda a Europa baixam salários e retiram direitos aos trabalhadores para os igualar aos do Terceiro Mundo. O “pacto euro mais” é uma peça do plano.
Paralelamente, o aumento do horário de trabalho é, também, uma forma de afastar os trabalhadores da vida cívica, cultural e social e reduzir a sua capacidade de organização. As medidas restritivas, cada vez mais repressivas, visam também a destruição dos sindicatos, enfraquecimento dos partidos ligados aos trabalhadores e organizações que defendem a legislação laboral europeia.
Políticas suicidas?
Pode acontecer que o capitalismo à medida que aumenta a exploração, reduz a sua possibilidade de vender o que produz, criando no seu seio a falência de milhares de empresas e atirando para o Grupo dos 99% muitos dos pequenos e médios empresários (capitalistas). Também a agudização da luta social e o aumento dos explorados é um prenúncio do fim deste sistema de exploração.
Resta ao grande capital financeiro o "adormecimento" a desmotivação, ou a ameaça, a repressão e a retirada das liberdades dos trabalhadores.
A fase imperialista do capitalismo evolui e agudiza a luta de classes. Cada vez é mais claro que precisam de se apoiar em políticas de ditadura violenta, de retirada de direitos e liberdades, políticas do tipo fascista, como já começam a ser reveladas.
A luta é inevitável.
9 de dezembro de 2011
Ainda a Líbia
Aprender com a História
Só hoje vi uma crónica de Timothy Bancroft-Hinchey no Pravda.Ru, mas não é tarde para citar e comentar alguns parágrafos.
Começa o cronista por perguntar: "que "ditador" educa o seu povo de forma gratuita, envia estudantes para universidades no exterior, inclusive nos países que foram endemicamente hostis ao sistema Jamahiriya (governação direta das comunidades de pessoas), que "ditador" dá casas ao seu povo de forma gratuita, que "ditador" dá cuidados de saúde gratuitos, que "ditador" lhes dá 50% do preço do seu primeiro carro, que "ditador" distribui a riqueza do país diretamente para as contas bancárias de seu povo banco?" Em texto que publiquei aqui perguntava também "que ditador distribui armas pelo seu povo?" Que ditador resistiria a oito meses de bombardeamentos e ataques diários de mercenários fortemente armados se tivesse o seu povo contra ele?"
Diz depois o articulista que a NATO sabe bem que "que quebrou todas as regras na Líbia, que violou os termos do seu mandato, que violou as resoluções do CSNU, que violou a Carta das Nações Unidas, que violou os termos de Convenções de Genebra". A NATO Sabe bem que "cometeu actos terroristas na Líbia atacando estruturas civis com equipamento militar, destruindo sistemas de abastecimento de água, as fábricas que fabricavam tubos para repará-los, bombardeando a rede elétrica, interferindo nas comunicações, bombardeando escolas, centros de saúde e hospitais, assassinando civis com helicópteros".
Mais adiante numa imagem futebolística diz a NATO "não foi capaz de atingir seus objetivos, seguindo as regras... você não ganha uma partida de futebol por atacar os oponentes com metralhadoras e granadas e depois encher o campo com 50 jogadores".
Só hoje vi uma crónica de Timothy Bancroft-Hinchey no Pravda.Ru, mas não é tarde para citar e comentar alguns parágrafos.
Começa o cronista por perguntar: "que "ditador" educa o seu povo de forma gratuita, envia estudantes para universidades no exterior, inclusive nos países que foram endemicamente hostis ao sistema Jamahiriya (governação direta das comunidades de pessoas), que "ditador" dá casas ao seu povo de forma gratuita, que "ditador" dá cuidados de saúde gratuitos, que "ditador" lhes dá 50% do preço do seu primeiro carro, que "ditador" distribui a riqueza do país diretamente para as contas bancárias de seu povo banco?" Em texto que publiquei aqui perguntava também "que ditador distribui armas pelo seu povo?" Que ditador resistiria a oito meses de bombardeamentos e ataques diários de mercenários fortemente armados se tivesse o seu povo contra ele?"
Diz depois o articulista que a NATO sabe bem que "que quebrou todas as regras na Líbia, que violou os termos do seu mandato, que violou as resoluções do CSNU, que violou a Carta das Nações Unidas, que violou os termos de Convenções de Genebra". A NATO Sabe bem que "cometeu actos terroristas na Líbia atacando estruturas civis com equipamento militar, destruindo sistemas de abastecimento de água, as fábricas que fabricavam tubos para repará-los, bombardeando a rede elétrica, interferindo nas comunicações, bombardeando escolas, centros de saúde e hospitais, assassinando civis com helicópteros".
Mais adiante numa imagem futebolística diz a NATO "não foi capaz de atingir seus objetivos, seguindo as regras... você não ganha uma partida de futebol por atacar os oponentes com metralhadoras e granadas e depois encher o campo com 50 jogadores".
6 de dezembro de 2011
Rebeldia premiada
Recordar a Argentina, mais um exemplo, como o da Islândia, de coragem e patriotismo
Em 2001, a Argentina viveu uma dura crise, tal como a nossa, provocada pela exploração do capitalismo neoliberal, que levou a uma dívida elevadíssima. Os vários governos, submetidos aos bancos e FMI, obtiveram empréstimos e "ajudas" a juros especulativos que afundaram o país.
De um artigo de Umberto Martins, (Brasil) recortei alguns parágrafos que me mereceram atenção:
"Tivemos a tragédia da Argentina em 2001, com direito a rebeliões, queda de governos e bancarrota no momento em que o país, altamente endividado e sob o tacão de governos neoliberais, aplicava as amargas receitas do FMI destinadas, como sempre, a assegurar os gordos lucros dos credores. Nosso vizinho e parceiro do Mercosul só saiu da lama quando deu um pontapé no traseiro do Fundo e decretou soberanamente, para irritação e desespero da banca internacional, a moratória da dívida externa.
A rebeldia argentina foi premiada pela história, já que depois da moratória (apesar das ameaças imperialistas e das pragas rogadas pelos banqueiros, que cortaram o crédito internacional para o país) a Argentina voltou a crescer impetuosamente reduzindo substancialmente os índices de desemprego e pobreza. Nestor Kirchner, que morreu em 2010, é por lá considerado com razão um herói nacional por ter tido a coragem política e intelectual de enfrentar o poderoso, muito embora decadente, sistema financeiro mundial.
Agora comento eu:
"É uma vergonha que em Portugal, Presidente da República, Governo e Deputados da direita, PS, PSD e CDS não tenham a dignidade e patriotismo que tiveram outros, para defender quem os elegeu (apesar de ter sido por engano, acreditando nas promessas eleitorais), e sejam uns cobardes submissos às ordens da Troika. Exijam a renegociação da dívida a que nos obrigaram os bancos privados! É certamente por vergonha que retiraram o feriado da Independência Nacional".
Para ver o resto do artigo:
Em 2001, a Argentina viveu uma dura crise, tal como a nossa, provocada pela exploração do capitalismo neoliberal, que levou a uma dívida elevadíssima. Os vários governos, submetidos aos bancos e FMI, obtiveram empréstimos e "ajudas" a juros especulativos que afundaram o país.
De um artigo de Umberto Martins, (Brasil) recortei alguns parágrafos que me mereceram atenção:
"Tivemos a tragédia da Argentina em 2001, com direito a rebeliões, queda de governos e bancarrota no momento em que o país, altamente endividado e sob o tacão de governos neoliberais, aplicava as amargas receitas do FMI destinadas, como sempre, a assegurar os gordos lucros dos credores. Nosso vizinho e parceiro do Mercosul só saiu da lama quando deu um pontapé no traseiro do Fundo e decretou soberanamente, para irritação e desespero da banca internacional, a moratória da dívida externa.
A rebeldia argentina foi premiada pela história, já que depois da moratória (apesar das ameaças imperialistas e das pragas rogadas pelos banqueiros, que cortaram o crédito internacional para o país) a Argentina voltou a crescer impetuosamente reduzindo substancialmente os índices de desemprego e pobreza. Nestor Kirchner, que morreu em 2010, é por lá considerado com razão um herói nacional por ter tido a coragem política e intelectual de enfrentar o poderoso, muito embora decadente, sistema financeiro mundial.
Agora comento eu:
"É uma vergonha que em Portugal, Presidente da República, Governo e Deputados da direita, PS, PSD e CDS não tenham a dignidade e patriotismo que tiveram outros, para defender quem os elegeu (apesar de ter sido por engano, acreditando nas promessas eleitorais), e sejam uns cobardes submissos às ordens da Troika. Exijam a renegociação da dívida a que nos obrigaram os bancos privados! É certamente por vergonha que retiraram o feriado da Independência Nacional".
Para ver o resto do artigo:
5 de dezembro de 2011
Democracia
Notícias em confronto
Perante a vontade das populações e de milhares de autarcas e autarquias, o governo decide o contrário
Afinal que democracia é esta?
A discussão do Livro Verde é uma farsa.
Muitas mais notícias se poderiam juntar.
Todas provam duas coisas, pelo menos:
1. O Governo não respeita a democracia, a vontade das populações e seus eleitos;
2. O Governo quer acabar com o Poder Local Democrático e aproxima-se perigosamente do fascismo.
Perante a vontade das populações e de milhares de autarcas e autarquias, o governo decide o contrário
Afinal que democracia é esta?
A discussão do Livro Verde é uma farsa.
Muitas mais notícias se poderiam juntar.
Todas provam duas coisas, pelo menos:
1. O Governo não respeita a democracia, a vontade das populações e seus eleitos;
2. O Governo quer acabar com o Poder Local Democrático e aproxima-se perigosamente do fascismo.
4 de dezembro de 2011
Eleições na Rússia
Forte contestação ao governo do partido Rússia Unida
Muitas acusações de fraudes eleitorais e ilegalidades, levam "hackers" a bloquear os sites que as denunciavam
Hackers bloquearam o acesso às edições online dos jornais Kommersant e Slon, da revista New Times e outros como o site Golos, da organização de observadores independentes que tem estado a acompanhar as eleições russas.
A Golos criou uma página online que agregava as denúncias de todas as irregularidades relacionada com a campanha e com o dia das eleições propriamente dito e onde surgiram exemplos de 4000 casos concretos, 3000 dos quais relacionados com o partido Rússia Unida. A polémica criada por esta acção foi de tal forma grande, que a directora desta organização não governamental foi detida quando regressava ao país.
Alexeï Venediktov, director da Ekho Moskvy, denunciou no Twitter, "que o carácter massivo dos ataques coloca em causa a legitimidade do processo eleitoral". Também Maxim Kashulinsky, director do Slon denunciou, à Reuters, que “existe um sentimento de que a Comissão Eleitoral Central da Rússia e os hackers estão a agir juntos”.
Segundo contou à AFP Dmitri Merechko, porta-voz da Golos, a organização recebeu cerca de 50.000 tentativas de visita por segundo, o que bloqueou o site. Na semana anterior às eleições os colaboradores da organização tiveram os seus emails bloqueados. O ciberataque tentou também atingir a plataforma Live Journal.
O Presidente Dmitri Medvedev recusou-se a comentar as alegadas situações de fraude que têm ensombrado estas legislativas. A comissão eleitoral também não quis fazer comentários.
O Rússia Unida não deverá ter grandes dificuldades em confirmar uma vitória, mas o descontentamento é crescente e deverá impedir-lhe o domínio absoluto que têm. Analistas admitem a perda na Duma da maioria constitucional do Rússia Unida, liderado por Vladimir Putin.
Ver também http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html Clique aqui
Muitas acusações de fraudes eleitorais e ilegalidades, levam "hackers" a bloquear os sites que as denunciavam
Hackers bloquearam o acesso às edições online dos jornais Kommersant e Slon, da revista New Times e outros como o site Golos, da organização de observadores independentes que tem estado a acompanhar as eleições russas.
A Golos criou uma página online que agregava as denúncias de todas as irregularidades relacionada com a campanha e com o dia das eleições propriamente dito e onde surgiram exemplos de 4000 casos concretos, 3000 dos quais relacionados com o partido Rússia Unida. A polémica criada por esta acção foi de tal forma grande, que a directora desta organização não governamental foi detida quando regressava ao país.
Alexeï Venediktov, director da Ekho Moskvy, denunciou no Twitter, "que o carácter massivo dos ataques coloca em causa a legitimidade do processo eleitoral". Também Maxim Kashulinsky, director do Slon denunciou, à Reuters, que “existe um sentimento de que a Comissão Eleitoral Central da Rússia e os hackers estão a agir juntos”.
Segundo contou à AFP Dmitri Merechko, porta-voz da Golos, a organização recebeu cerca de 50.000 tentativas de visita por segundo, o que bloqueou o site. Na semana anterior às eleições os colaboradores da organização tiveram os seus emails bloqueados. O ciberataque tentou também atingir a plataforma Live Journal.
O Presidente Dmitri Medvedev recusou-se a comentar as alegadas situações de fraude que têm ensombrado estas legislativas. A comissão eleitoral também não quis fazer comentários.
O Rússia Unida não deverá ter grandes dificuldades em confirmar uma vitória, mas o descontentamento é crescente e deverá impedir-lhe o domínio absoluto que têm. Analistas admitem a perda na Duma da maioria constitucional do Rússia Unida, liderado por Vladimir Putin.
Ver também http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html Clique aqui
3 de dezembro de 2011
XIII Congresso Nacional da ANAFRE (2)
Ministro Relvas vaiado pelos autarcas no Congresso Nacional das Freguesias
Não aceitando as críticas de muitas centenas de autarcas de todo o país, Relvas retoma a justificação "à Salazar" insinuando vagamente com vários subversivos que manipularam a opinião dos autarcas.
"Todos estes climas são gerados e são estimulados e este clima foi estimulado. Estavam aqui vários autarcas", disse o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares aos jornalistas.
Infeliz e ofensiva justificação.
Ridícula a tentativa de menosprezar a contestação, "estavam aqui vários autarcas". Este termo de "vários" tanto pode querer dizer que foram poucos a contestar, como foram poucos a manipular as centenas dos presentes que sairam da sala em protesto. Na realidade Relvas quer esconder que são milhares de autarcas por todo o país que protestam contra mais este ataque à Democracia, traduzido na Reforma Administrativa proposta no chamado Livro Verde.
Ao dar a entender que o clima foi gerado por manipulação está também a menosprezar a inteligência desses muitos milhares de autarcas que já reagiram contra os planos do Governo para esta destruição do Poder Local Democrático.
Não aceitando as críticas de muitas centenas de autarcas de todo o país, Relvas retoma a justificação "à Salazar" insinuando vagamente com vários subversivos que manipularam a opinião dos autarcas.
"Todos estes climas são gerados e são estimulados e este clima foi estimulado. Estavam aqui vários autarcas", disse o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares aos jornalistas.
Infeliz e ofensiva justificação.
Ridícula a tentativa de menosprezar a contestação, "estavam aqui vários autarcas". Este termo de "vários" tanto pode querer dizer que foram poucos a contestar, como foram poucos a manipular as centenas dos presentes que sairam da sala em protesto. Na realidade Relvas quer esconder que são milhares de autarcas por todo o país que protestam contra mais este ataque à Democracia, traduzido na Reforma Administrativa proposta no chamado Livro Verde.
Ao dar a entender que o clima foi gerado por manipulação está também a menosprezar a inteligência desses muitos milhares de autarcas que já reagiram contra os planos do Governo para esta destruição do Poder Local Democrático.
O Orçamento e a política da direita (5)
O bodo de 12 mil milhões de euros do governo aos bancos privados
Para pagarmos os juros escandalosos que a Banca impõe pelas "ajudas", diz o Governo que temos que aceitar as condições de quem empresta. Agora, para recapitalizar a Banca que andou a fazer chorudos negócios, e a distribuir o dinheiro pelos acionistas, já não é quem empresta que dita as condições. É quem precisa do dinheiro, ou seja, a Banca privada, novamente.
Para pagarmos os juros escandalosos que a Banca impõe pelas "ajudas", diz o Governo que temos que aceitar as condições de quem empresta. Agora, para recapitalizar a Banca que andou a fazer chorudos negócios, e a distribuir o dinheiro pelos acionistas, já não é quem empresta que dita as condições. É quem precisa do dinheiro, ou seja, a Banca privada, novamente.
O Orçamento e a política da direita (4)
Quando interessa ao grande capital já o governo não respeita o memorando da Troika
A desculpa "foi a Troika que impôs" só serve para roubar os trabalhadores. Para reduzir as receitas fiscais das grandes empresas já se pode alterar o "memorando".
A desculpa "foi a Troika que impôs" só serve para roubar os trabalhadores. Para reduzir as receitas fiscais das grandes empresas já se pode alterar o "memorando".
O Orçamento e a política da direita (3)
O PSD/CDS não tributam o offshore da Madeira
Não vale a pena disfarçar, não vendam gato por lebre
O Orçamento e a política da direita (2)
Bancos, SGPS e Grupos financeiros...
Tirar a quem trabalha para dar ao grande capital financeiro
Mais escândalos
Tirar a quem trabalha para dar ao grande capital financeiro
Mais escândalos
O Orçamento e a política da direita (1)
Estamos a viver e a trabalhar para alimentar os Bancos
Toda a política do governo é centrada e comandada pelos interesses dos Bancos e dos Banqueiros. Sempre que há interesses públicos e privados esta política assume a defesa dos privados em prejuizo dos públicos. E mesmo de entre os interesses privados o governo prefere apoiar os Bancos em prejuizo das pequenas e médias empresas.
O argumento que utilizam é o de que os bancos são necessários para apoiar a economia. Contudo não o fazem. Para apoiar a economia só o fariam se fossem nacionalizados. Bancos privados só apoiam a economia dos acionistas e para isso preferem investir nos jogos especulativos das bolsas. Para apoiar a economia do país bastava a Caixa Geral de Depósitos. Não é isso que o Governo faz.
Orçamento para 2012. Orçamento para a recessão e afundamento da economia.
Esta política, nacional e internacional do capitalismo, conduziu os paíeses à grave crise que vivemos. Em Portugal, a política que há 36 anos é seguida, mantém o rumo da exploração, empobrecimento, injustiças sociais, recessão económica e desemprego.
Em contrapartida aumentam os lucros dos grupos monopolistas e milhares de milhões de euros são engulidos pelo BPN, BPP e Parcerias Publico Privadas. Agora, a banca privada é beneficiada com garantias e injecção directa de dezenas de milhares de milhões de euros suportados pelo Estado, pelo povo português.
O negócio da chamada "ajuda externa" de 78 mil milhões, vai render aos bancos mais 35 mil milhões de euros em juros e comissões da Troika. Só em 2012 no Orçamento de Estado as verbas para pagar juros representam mais do que o país vai gastar com todo o Serviço Nacional de Saúde.
As alternativas que o Governo não quer, por não interessarem aos Bancos
Há soluções como as que o PCP apresentou para aumentar as receitas, taxando os patrimónios de luxo, a especulação, eliminando os favores ao capital financeiro, apostando na produção nacional e no emprego, renegociando a dívida e controlando os setores básicos e estratégicos da nossa economia.
Não podemos continuar submetidos ao poder dos bancos e temos que afirmar a nossa soberania como fez a Islândia e fazem os paises que têm governos que defendem o povo.
É urgente a ruptura com o rumo de suicídio nacional. Precisamos de impor uma política patriótica e de esquerda".
Toda a política do governo é centrada e comandada pelos interesses dos Bancos e dos Banqueiros. Sempre que há interesses públicos e privados esta política assume a defesa dos privados em prejuizo dos públicos. E mesmo de entre os interesses privados o governo prefere apoiar os Bancos em prejuizo das pequenas e médias empresas.
O argumento que utilizam é o de que os bancos são necessários para apoiar a economia. Contudo não o fazem. Para apoiar a economia só o fariam se fossem nacionalizados. Bancos privados só apoiam a economia dos acionistas e para isso preferem investir nos jogos especulativos das bolsas. Para apoiar a economia do país bastava a Caixa Geral de Depósitos. Não é isso que o Governo faz.
Orçamento para 2012. Orçamento para a recessão e afundamento da economia.
Esta política, nacional e internacional do capitalismo, conduziu os paíeses à grave crise que vivemos. Em Portugal, a política que há 36 anos é seguida, mantém o rumo da exploração, empobrecimento, injustiças sociais, recessão económica e desemprego.
Em contrapartida aumentam os lucros dos grupos monopolistas e milhares de milhões de euros são engulidos pelo BPN, BPP e Parcerias Publico Privadas. Agora, a banca privada é beneficiada com garantias e injecção directa de dezenas de milhares de milhões de euros suportados pelo Estado, pelo povo português.
O negócio da chamada "ajuda externa" de 78 mil milhões, vai render aos bancos mais 35 mil milhões de euros em juros e comissões da Troika. Só em 2012 no Orçamento de Estado as verbas para pagar juros representam mais do que o país vai gastar com todo o Serviço Nacional de Saúde.
As alternativas que o Governo não quer, por não interessarem aos Bancos
Há soluções como as que o PCP apresentou para aumentar as receitas, taxando os patrimónios de luxo, a especulação, eliminando os favores ao capital financeiro, apostando na produção nacional e no emprego, renegociando a dívida e controlando os setores básicos e estratégicos da nossa economia.
Não podemos continuar submetidos ao poder dos bancos e temos que afirmar a nossa soberania como fez a Islândia e fazem os paises que têm governos que defendem o povo.
É urgente a ruptura com o rumo de suicídio nacional. Precisamos de impor uma política patriótica e de esquerda".
2 de dezembro de 2011
Os Direitos Humanos nos EUA (4)
Sobre os direitos económicos e sociais
Continuando a recolha de informações contida no relatório sobre os Direitos Humanos nos EUA, iniciado no separador "Cortes e Recortes" em 29 de Outubro, publiquei, no mesmo separador, o seu quarto capítulo, voltado para a defesa dos direitos económicos e sociais. (clique aqui).
Continuando a recolha de informações contida no relatório sobre os Direitos Humanos nos EUA, iniciado no separador "Cortes e Recortes" em 29 de Outubro, publiquei, no mesmo separador, o seu quarto capítulo, voltado para a defesa dos direitos económicos e sociais. (clique aqui).
1 de dezembro de 2011
XIII Congresso Nacional da ANAFRE
O XIII Congresso da ANAFRE terá lugar nos dias 2 e 3 de Dezembro do ano corrente, em Portimão, no Portimão Arena.
O CONGRESSO subordina-se ao Lema: «AS FREGUESIAS NA REFORMA DO ESTADO» e vai discutir o «DOCUMENTO VERDE DA REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL». Por isso a Associação Nacional das Freguesias (ANAFRE) apela para a participação de todos os representantes das Freguesias, com as seguintes palavras:
Não se demita do dever de se pronunciar e do direito de ser ouvido.
O FUTURO DAS FREGUESIAS TAMBÉM ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!
Na sua Página na Internet a ANAFRE informa que o Conselho Directivo da ANAFRE deliberou: "A ANAFRE não defende a extinção ou agregação de nenhuma das Freguesias a não ser que, por sua iniciativa, seja manifestada essa vontade".
Contrariando a Constituição da República, liquidam a autonomia das Autarquias, afastam-nas das populações, centralizando o poder num número mais restrito de entidades, empobrecendo a dimensão democrática e participada do poder local e a alargada intervenção de cidadãos na gestão da vida pública local.
A serem aprovadas estas propostas quase voltaríamos ao regime fascista em que as autarquias eram o "pau mandado" do Governo.
Com pretexto numa falsa redução de custos, o governo prepara a destruição do carácter democrático que têm as autarquias, o caracter participado, plural, colegial e democrático.
Esta proposta representa uma agressão às populações e às suas condições de vida, por lhes retirarem muitos dos serviços e apoios que as autarquias prestam, sobretudo às pessoas e locais mais carenciados. Ao contrário do que pretende o governo insinuar, esses serviços de grande utilidade são prestados a custos muito baixos e em muitos casos em regime de voluntariado organizado pelas juntas de freguesia com o apoio das populações.
O plano e os critérios avançados no Livro Verde são altamente prejudiciais para as freguesias e concelhos mais pequenos, mais deprimidos, em especial nas zonas do interior o que sem dúvida vai afectar gravemente o desenvolvimento económico, dessas regiões e agravar ainda mais as assimetrias regionais, provocando o retrocesso da vida local.
A eliminação da eleição directa das Câmaras e a imposição de um regime de executivos homogéneos, ferem irremediavelmente as características plurais e democráticas hoje existentes, e comprovadamente de saudáveis resultados. Com tais alterações elimina-se o existente controlo democrático e a fiscalização das populações e por isso aumentam as possibilidades de discricionaridade e corrupção.
Tal como no fascismo, que nomeava Presidente e vereadores da sua confiança que por sua vez nomeavam os regedores da sua confiança pessoal, também a proposta de executivos nomeados pelo presidente possibilita os jogos de interesses pessoais sem que possa haver fiscalização.
Esta “reforma administrativa” com a eliminação de um grande número de freguesias e esvaziamento da capacidade dos municípios, vai acabar com inúmeros serviços que as autarquias prestam às populações e impedir a participação política dos cidadãos e retirar-lhes força para a defesa dos interesses locais.
O CONGRESSO subordina-se ao Lema: «AS FREGUESIAS NA REFORMA DO ESTADO» e vai discutir o «DOCUMENTO VERDE DA REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL». Por isso a Associação Nacional das Freguesias (ANAFRE) apela para a participação de todos os representantes das Freguesias, com as seguintes palavras:
Não se demita do dever de se pronunciar e do direito de ser ouvido.
O FUTURO DAS FREGUESIAS TAMBÉM ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!
Na sua Página na Internet a ANAFRE informa que o Conselho Directivo da ANAFRE deliberou: "A ANAFRE não defende a extinção ou agregação de nenhuma das Freguesias a não ser que, por sua iniciativa, seja manifestada essa vontade".
A reforma administrativa do poder local, proposta pelo Governo, no chamado Livro Verde, constitui um verdadeiro programa de ataque à Democracia e ao Poder Local Democrático.
Contrariando a Constituição da República, liquidam a autonomia das Autarquias, afastam-nas das populações, centralizando o poder num número mais restrito de entidades, empobrecendo a dimensão democrática e participada do poder local e a alargada intervenção de cidadãos na gestão da vida pública local.
A serem aprovadas estas propostas quase voltaríamos ao regime fascista em que as autarquias eram o "pau mandado" do Governo.
Com pretexto numa falsa redução de custos, o governo prepara a destruição do carácter democrático que têm as autarquias, o caracter participado, plural, colegial e democrático.
Esta proposta representa uma agressão às populações e às suas condições de vida, por lhes retirarem muitos dos serviços e apoios que as autarquias prestam, sobretudo às pessoas e locais mais carenciados. Ao contrário do que pretende o governo insinuar, esses serviços de grande utilidade são prestados a custos muito baixos e em muitos casos em regime de voluntariado organizado pelas juntas de freguesia com o apoio das populações.
O plano e os critérios avançados no Livro Verde são altamente prejudiciais para as freguesias e concelhos mais pequenos, mais deprimidos, em especial nas zonas do interior o que sem dúvida vai afectar gravemente o desenvolvimento económico, dessas regiões e agravar ainda mais as assimetrias regionais, provocando o retrocesso da vida local.
A eliminação da eleição directa das Câmaras e a imposição de um regime de executivos homogéneos, ferem irremediavelmente as características plurais e democráticas hoje existentes, e comprovadamente de saudáveis resultados. Com tais alterações elimina-se o existente controlo democrático e a fiscalização das populações e por isso aumentam as possibilidades de discricionaridade e corrupção.
Tal como no fascismo, que nomeava Presidente e vereadores da sua confiança que por sua vez nomeavam os regedores da sua confiança pessoal, também a proposta de executivos nomeados pelo presidente possibilita os jogos de interesses pessoais sem que possa haver fiscalização.
Esta “reforma administrativa” com a eliminação de um grande número de freguesias e esvaziamento da capacidade dos municípios, vai acabar com inúmeros serviços que as autarquias prestam às populações e impedir a participação política dos cidadãos e retirar-lhes força para a defesa dos interesses locais.
Aos leitores de C de...
Nota:
Contrariamente ao que é meu objetivo, por razões de várias outras actividades, às vezes falho na atualização da "Página Inicial" deste blog. Contudo tenho procurado todos os dias editar nos outros "separadores". Espero assim minimizar as falhas de "primeira página" e apaziguar diariamente a C de ... Comunicação.
Contrariamente ao que é meu objetivo, por razões de várias outras actividades, às vezes falho na atualização da "Página Inicial" deste blog. Contudo tenho procurado todos os dias editar nos outros "separadores". Espero assim minimizar as falhas de "primeira página" e apaziguar diariamente a C de ... Comunicação.
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