1 de dezembro de 2011

Aos leitores de C de...

Nota:
Contrariamente ao que é meu objetivo, por razões de várias outras actividades, às vezes falho na atualização da "Página Inicial" deste blog. Contudo tenho procurado todos os dias editar nos outros "separadores". Espero assim minimizar as falhas de "primeira página" e apaziguar diariamente a C de ... Comunicação. 

28 de novembro de 2011

As burlas desta "democracia"

Democracia? Que democracia?

Vivemos num regime em coma, que apenas sobrevive ligado à máquina do dinheiro. Máquina propriedade de alguns mas alimentada por milhões de burlados.

Simplificando, a Democracia é o regime de governação da sociedade de acordo com a vontade do povo. Passando por cima da questão "como é que a vontade do povo exprime os seus interesses", e do facto da democracia poder assumir várias formas mais ou menos participativas, vou apenas considerar aquela em que assenta o regime em que vivemos. A Democracia Representativa.

Democracia Representativa

A Democracia Representativa assenta na representação da vontade do povo que vota para eleger os seus representantes. Esses representantes são, a nível nacional, o Presidente da Republica e os Deputados. O governo não é eleito, mas "escolhido" pela maioria dos Deputados, com o acordo do Presidente da República.

Para que o povo saiba em quem votar, os candidatos têm que manifestar as suas intenções, propondo política e medidas a defender. Isso é feito nas campanhas eleitorais e formalizado nos seus programas.
Durante a Campanha Eleitoral todos os candidatos devem ter oportunidade para expressar as suas políticas defendendo o que acham melhor para o país.
Assim os eleitores têm a obrigação de conhecer essas intenções e escolher os seus representantes de acordo com os compromissos que os candidatos assumem e o que desejam que seja feito.
A maioria dos eleitores não conhece os seus representantes, não pode assegurar a sua honestidade e apenas tem por referência aquilo que se comprometem fazer. A palavra do Candidato é, normalmente, tomada como séria.

Contudo, como há muito sabemos, isso não é a realidade.

Descobrir os interesses escondidos. Promessas leva-as o vento

Há muitos candidatos que, para ganhar eleições, prometem uma coisa, sabendo de antemão que a não vão cumprir. São os candidatos, políticos, que defendem interesses de minorias, e que se o dissessem seriam apenas essas minorias a votar neles e não ganhariam as eleições.
Assim esses políticos, candidatos, prometem que defendem os interesses da maioria do povo, mas, depois de eleitos, voltam com a palavra atrás e defendem os interesses da sua classe social. Como são eles a fazer as leis, esta burla, como tantas outras, não é punida.
   
A burla eleitoral, não é apenas a mentira dos candidatos. É também o facto do esclarecimento através da Comunicação Social e de outros meios de informação não dar igual oportunidade a todos. Os mais ricos, os que são donos dos Jornais, da Televisão, os que têm muito dinheiro para fazer campanhas, têm mais possibilidades de enganar.

Meia democracia de 4 em 4 anos. 

Neste sistema “democrático” o povo apenas tem o poder de votar de quatro em quatro anos, mas não tem o poder de fiscalizar e demitir os Deputados ou o Presidente da República que estejam a fazer uma política contrária ao que disseram fazer. Apenas têm o direito de se manifestar, de protestar. A liberdade, tão badalada, é uma liberdade falsa, muito condicionada.

Na globalização liberal, ou neo-liberal, quem tem o poder do dinheiro é que decide, não a maioria. Todas as relações mercantis, incluindo a venda do trabalho, o salário, estão subordinadas a esse poder ditatorial (de uma minoria). A forma de organização política corresponde à hegemonia económica do capital financeiro que se apoia na ideologia neoliberal. 

Quem manda nos governos da direita?

O poder financeiro (bancos, mercados, etc.) utiliza a democracia para impor a ideologia neo-liberal, "jogando sempre em casa", com meios poderosos e que exigem muito dinheiro, como campanhas eleitorais à americana, financiadas por milionários ou grandes grupos económicos. 

Através da publicidade, que nos atinge permanentemente, em todos os lugares onde estamos, essa ideologia procura identificar o cidadão com o consumidor e a influenciar as eleições pelas leis do mercado. Na realidade ninguém vota nos mercados, nas troikas, nos bancos, mas são esses instrumentos do capital financeiro que ditam as ordens para os governos. É a ditadura do dinheiro, concentrado em meia dúzia de milionários.

Ideologia que atinge todos desde crianças

Trata-se de mais uma burla que começa a ser veiculada nas escolas e é uma das maiores armadilhas ideológicas. Identificar a democracia com “democracia neo-liberal”, como se isso fosse natural. O exemplo prático é dado pelas ideias que se instalam, de que o mundo é dos fortes (de quem tem dinheiro) e o objectivo da nossa vida é ser como eles. É explorar o parceiro, enganar, burlar, no fundo seguir a lei da selva, do salve-se quem puder como fazem os ricos.

As políticas neoliberais falsificaram a democracia, levando à desmoralização crescente das pessoas, e ao descrédito do Estado, dos parlamentos e dos sistemas judiciais, dos partidos políticos e dos sindicatos.

Esta política mata a participação, desmotiva e impede a consciência das pessoas

Desde 1976 que em Portugal se desmotivam as organizações populares e se levantam dificuldades crescentes aos movimentos sociais, à participação popular, reduzindo a política a uma prática "profissional" (a política é para os políticos), monopolizada por elites cada vez mais distanciadas das massas da população, sem nenhum controle social, em que a cidadania fica reduzida à votação de quatro em quatro anos. O aumento do horário de trabalho é também para impedir os trabalhadores de terem tempo livre para a participação na vida social.

Aos poucos está a ser extinta a pedagógica cidadania, formadora da consciência das pessoas. A ausência de participação nos assuntos, nos partidos, nos sindicatos e outras organizações é um objectivo desta política para isolar cada cidadão e levar à passividade e desinteresse pela vida colectiva. 

A voz do dono e o "Pimba"

A opinião pública, é cada vez mais a opinião da Comunicação Social – e esta é dirigida por interesses ideológicos da classe no poder, fomentando interesses comerciais, gostos mesquinhos nas audiências e assim corrompem os espectadores ou leitores.  Adulteram a consciência da classe dominada, degradam valores e a cultura.

Este ciclo está no fim. Depende do nós o que vem a seguir

A hegemonia económica do capital financeiro, não tem base social para se aguentar. As eleições e partidos ganhadores esvaziam-se de conteúdo apesar das alternâncias para disfarçar a mesma política. A instabilidade social aumenta, com o aumento do descrédito nesta "democracia" de escândalos políticos, de corrupção, de burlas eleitorais e o não reconhecimento dos governos e parlamentos como representantes da maioria que os elegeu. 

O leitor que medite nisto e que tire as suas conclusões.


Perigo da escalada agressiva da NATO

Os EUA criam pretextos para o ataque à Síria e Irão

Crise do capitalismo e III Guerra Mundial

Conforme escrevi no separador "Conjecturas" deste blog, a crise do capitalismo poderá provocar atos desesperados do poder financeiro que controla os governos e pretende controlar o mundo. A análise dos factos e as tendências agressivas do imperialismo americano e seus aliados na NATO, agora voltados para a Síria, permite prever essa possibilidade o que poderá trazer consequências muito vastas, tipo Terceira Guerra Mundial.
Em http://c-de.blogspot.com/p/conjecturas.html, justifico essa hipotese. 

Os EUA procuram criar pretextos para o ataque à Síria e Irão. O porta-aviões CVN 77 George H. W. Bush foi enviado para a costa da Síria. Há quem admita que se preparam para a criação de uma zona de exclusão aérea tal como na Líbia. A embaixada dos Estados Unidos em Damasco ordenou aos seus cidadãos que saiam do país e Obama retirou seu embaixador Robert Ford. A França admite uma intervenção militar da NATO.
Bombardeamentos humanitários na Líbia
Tal como diz o Partido Comunista Grego KKE, o ataque ao Irão pode exigir atacar primeiro a Síria. Israel está vivamente interessado nesta escalada de guerra que significaria o domínio na região. A Turquia, Arábia Saudita e Jordânia, juntamente com os EUA e a UE, desempenham um papel especialmente reaccionário. Não se pode, também, excluir que através destes países se verifique uma intervenção militar contra a Síria. 

Os objectivos destas potências são o controle das matérias-primas da região, as rotas de transporte de energia e mercadorias, a partilha do mercado, o enfraquecimento da influência económica e política de países da região, privar o povo palestino de um aliado estável na sua luta, abrir caminho para o assalto ao Irão e também reduzir a influência da Rússia e da China na região. 

China e Rússia que se opõem a esta agressão, estão a preparar posições e a Rússia enviou já navios de guerra para águas territoriais sírias para dissuadir qualquer ataque.

Note-se que uma intervenção militar imperialista na Síria provocará uma escalada de guerras com consequências imprevisíveis.

Sondagens feitas nos EUA mostram que a maioria dos norte americanos se opõem a uma intervenção militar na Síria, com apenas 12% a favor de qualquer tipo de conflito.

(recolha de informações em várias publicações)

27 de novembro de 2011

O Fado é Património Imaterial da Humanidade

Desde hoje, uma nova realidade mostra que o Fado continua a ser um elemento da cultura portuguesa e da bem material capacidade criadora do povo

Assinalando este facto, aqui fica um dos muitos exemplos de Fado. 
"Terra" é o CD é um convívio da guitarra portuguesa, da viola de Fado, guitarra de um inglês, Dominic Miller (parceiro de Sting há vinte anos), dos pianos de um brasileiro, Ivan Lins, e dois cubanos, Chucho Valdês e Ivan "Melon" Lewis, da guitarra flamenca do espanhol, Javier Limón, da percussão de outro espanhol, Piraña (percussionista eleito de Paco De Lucia). 
"Terra" e "Beijo de Saudade" é a comunhão perfeita da voz de Mariza com as do cabo-verdiano Tito Paris e da afro-hispânica Concha Buika. Uma forma da internacionalização da música e do Fado que não perde as suas caracteristicas como verificamos.

SOLIDARIEDADE COM O POVO DA PALESTINA

Terça feira dia 29 às 19 horas
 
DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DA PALESTINA
http://www.mppm-palestina.org

Lisboa - Casa do Alentejo (Rua das Portas da Stº Antão, 58)
Sessão Pública Comemorativa


Intervenções de: Embaixador Mufeed Shami, Maria do Céu Guerra, Silas Cerqueira, Isabel Allegro Magalhães e Cláudio Torres

26 de novembro de 2011

Jornalistas que não pensam?


Banca salva? ou será que banca faz mais um negócio?

Como em relação a tudo o que lemos e ouvimos, é preciso não acreditar sem pensar.

A Banca privada nunca foi benemérita e nunca faz favores, tudo o que faz é para ganhar dinheiro.

Vejamos pois as coisas com mais atenção:

Os hospitais, (como as escolas, etc.) nunca poderão dar lucros. São peças fundamentais da assistência em que as suas receitas provêm essencialmente das contribuições que todos pagamos.
Se o Governo corta o financiamento é lógico que não é com o que pagam as pessoas que necessitam dos seus serviços que podem pagar as suas despesas. 
Como o Governo reduziu as verbas para os Hospitais os bancos privados fazem o negócio de emprestar dinheiro a juros. É esse o negócio dos bancos.
Então, para alem dos custos dos Hospitais, alguém vai ter que pagar o empréstimo e mais os juros o que vai duplicar as actuais despesas.

Quem é que vai pagar, amanhã, os prejuizos dos Hospitais, mais os Juros aos Bancos? Adivinhem quem vai ser?

Será verdade, então, que os Bancos salvam os Hospitais?
E, porque será que a notícia não fala dos Juros?

Gigante com pés de barro

A crise encoberta dos EUA

O Boletim Antecipação Global Europa GEAB é o boletim do Laboratório Europeu de Antecipação Política (LEAP) / Europa 2020 e tem por objectivo analisar a governação no mundo, em especial a governação económica e procurar prever as tendências globais. É publicado em parceria com a fundação holandesa GEFIRA. 

Em fevereiro de 2006, a equipe do LEAP/E2020 fez um alerta mundial sobre a iminência de uma crise sistémica global. Desde essa altura, mês após mês, têm vindo a antecipar as diferentes etapas da crise em curso.



O boletim deste mês volta a analisar a economia dos Estados Unidos, uma vez que considera que "é exactamente este país, e não a Grécia, que está no epicentro da crise sistémica global". Informa que a "super-comissão" do Congresso encarregada de reduzir o défice federal dos EUA deverá confessar o seu fracasso. "Cada partido aguça já seus argumentos para despejar o fracasso no outro campo". Comentam os analistas do GEAB que "Barack Obama, à parte os seus sorrisos afectados na televisão (...) contempla passivamente a situação enquanto constata que o Congresso rasgou em pedaços seu grande projecto de plano para o emprego apresentado com fanfarras há apenas dois meses. E não é o anúncio completamente irrealista de uma nova união aduaneira do Pacífico (sem a China) – na véspera da cimeira da APEC em que chineses e americanos se enfrentam cada vez mais duramente – que vai reforçar a sua estatura de chefe de Estado e ainda menos as suas possibilidades de reeleição".
 


Continuando a citar o GEAB, publicado no dia 16, "Este fracasso previsível da "super-comissão", que apenas reflecte a paralisia total do sistema político federal americano, vai ter consequências imediatas e muito pesadas: uma nova série de degradações da classificação de crédito dos Estados Unidos. A agência chinesa Dagon abriu o fogo confirmando que ia novamente baixar esta nota em caso de fracasso da "super-comissão". Mais uma vez a equipa do GEAB acertou e o desastre das negociações, anunciado dia 21, fez com que os analistas voltassem a prestar atenção aos dados americanos, lembrando que o o gigante tem pés de barro. É sabido que o endividamento privado nos EUA é claramente pior que o da Grécia.

No GEAB conclui-se que "estamos a uma polegada do pânico geral quanto à capacidade dos Estados Unidos para reembolsar a sua dívida de outra forma que não seja com dólares desvalorizados". 

Consideram os analistas que "os Estados Unidos continuam a afundar a toda velocidade num endividamento crescente. Para o próximo semestre, Washington prevê emitir US$846 mil milhões de Títulos do Tesouro, ou seja, 35% mais que o ano passado no mesmo período.

Apesar da situação explosiva a Standard & Poor's garantiu que a classificação de crédito dos EUA não se vê afetada pelo fracasso da "super comissão" o que mostra a incoerência das agências de rating.

O antigo presidente director geral da Goldman Sachs, antigo governador de Nova Jersey, principal doador da campanha Obama para 2012, considerado em Agosto último para substituir Tim Geithner no posto de secretário de Estado do Tesouro foi um dos "criadores" de Obama em 2004, e agora também fracassou. Este caso atinge o cerne da relação incestuosa Wall Street / Washington que agora se começa a denunciar.

25 de novembro de 2011

Greve Geral

A luta continua 

No próximo dia 30 de Novembro em frente à Assembleia da República


A Greve Geral, foi um importante abanão na consciência dos portugueses e na política da direita. A grande discussão que suscitou e a enorme adesão que teve, mostra que os trabalhadores e a população em geral adquire consciência da necessidade de lutar, apesar dos sacrifícios que isso representa, a somar aos sacrifícios impostos por esta política. Mas a luta continua, nos locais de trabalho, nas localidades e em todas as organizações com o debate sobre os problemas do país, traduzidos na política de exploração de quem trabalha e ausência de medidas para o crescimento económico. A luta continua, também, já no próximo dia 30, dia da votação final da proposta de Orçamento do Estado, numa acção promovida pela CGTP, com concentração pelas 9.00 horas em frente da Assembleia da República.


Notícia: Solidariedade que nos aumenta!

A Confederação Intersindical Galega (CIG), que é a principal central sindical da Galiza, convocou duas concentrações em solidariedade com a greve geral portuguesa;
Uma em frente ao consulado português em Vigo; A outra em frente ao consulado português em Ourense.

Também no país basco, a maior central sindical basca, a Euskal Langileen Alkartasuna (ELA), apelou à participação numa concentração, em frente ao consulado português, em Bilbau.
 
A CGTP recebeu dezenas de manifestações de solidariedade de 60 países.



22 de novembro de 2011

Roubo ao Estado para dar aos bancos privados

Escândalo da entrega de 12.000 milhões de euros à Banca privada

Roubo aos portugueses e ao país para dar aos banqueiros.

O país esta a ser saqueado, pelo governo e políticos da direita.
Como é possível, e em nome de quê, transferir o dinheiro que vamos ter que pagar em impostos, para entidades privadas que não querem que o Governo as controle?

A Banca, para além de não pagar impostos como a generalidade das empresas, obtém lucros com o dinheiro alheio, não tem riscos, transfere os lucros sem impostos, para os banqueiros, para offshores e para o estrangeiro.

Portugal está a ser saqueado por quem é responsável pela crise.
Oiçam a denúncia de Bernardino Soares, deputado do PCP.



"Enquanto se cortam mais de 2000 milhões de euros em salários e reformas; enquanto se aumenta o IVA, incluindo em bens essenciais, em mais de 2000 milhões de euros; ao mesmo tempo que se cortam 1000 milhões de euros na saúde e mais de 1500 milhões de euros na educação, o Governo prepara-se para entregar 12 mil milhões de euros à banca privada em Portugal", e sem contrapartidas porque os bancos assim o exigem, como demonstrou Bernardino Soares.

"Passamos a vida a ouvir dizer que temos de aceitar as condições da troika porque eles é que nos emprestam o dinheiro. Mas agora para entregar milhões à banca quem decide já não é quem empresta mas sim quem recebe: Ricardo Salgado e companhia".


"Com o patrocínio do PSD, do CDS e do PS, que nestes momentos também diz sempre “presente”, o que está aqui em causa é uma gigantesca transferência de recursos para o capital financeiro; recursos que são dos povos e que os governos entregam aos bancos. Não pode ser! Quem ficou com os lucros que pague a factura da recapitalização".


20 de novembro de 2011

É urgente a nacionalização da Banca

Temos que travar o vampirismo dos Bancos
 
Entre 2007 e 2010, os lucros da banca somaram mais de 10.000 milhões de euros. Lucros obtidos à custa de taxas de juro e spreads bancários muito acima do valor da taxa de juro cobrada pelo BCE.
 
Os 12.000 milhões de euros que o Estado vai transferir para os Bancos sâo mais que suficientes para a sua Nacionalização. Note-se que os três maiores bancos privados com sede em Portugal valiam em bolsa, a semana passada, 1.943 milhões de euros, menos de metade do que precisam para se recapitalizarem. 
 
Recorde-se ainda que na década passada, os bancos distribuíram pelos accionistas, em dividendos, mais de 6.000 milhões de euros de um lucro global de cerca de 24.000 milhões e que entre 1994 e 2005, beneficiaram de cerca de 3.000 milhões de euros pela redução dos impostos.
 
 
Na situação de profunda crise provocada pelos Bancos, é ainda mais evidente a importância do controlo deste sector estratégico que deve ser predominantemente público. É urgente a nacionalização definitiva de todo o sector da banca e seguros.
 
É um crime económico contra os interesses nacionais, um roubo aos portugueses, a cedência dos 12.000 milhões de euros que vamos ter que pagar, sem as contrapartidas normais do mercado.
É igualmente um crime a privatização da actividade seguradora da Caixa Geral de Depósitos, que representa mais de 30% da actividade seguradora em Portugal.
 
Os portugueses que estão a ser gravemente penalizados para pagar estes crimes económicos têm que se revoltar e impedir que o Governo prejudique a nossa economia para salvar os Bancos que continuam a distribuir escandalosos dividendos.


Dados retirados da Intervenção de Jerónimo de Sousa (ver aqui)

Os Direitos Humanos nos EUA

As violações dos direitos humanos cometidas pelos departamentos judiciários e policiais dos EUA
 
Ver no separador "cortes e recortes" (Clique aqui)

19 de novembro de 2011

Quem tem medo que o medo acabe?

Interessante declaração de Mia Couto em vídeo que um amigo me enviou
http://c-de.blogspot.com/p/conversas.html

O negócio da Banca

Os Bancos servem-se do país, do nosso dinheiro, para obter lucros especulativos, e desviar os fundos que deveriam apoiar a nossa economia!
Os banqueiros querem "uma no papo outra no saco": que o estado capitalize os bancos mas que não tenha os mesmos direitos que têm os accionistas privados.
É urgente a nacionalização da banca, para a colocar ao serviço do país.

17 de novembro de 2011

Publicidade enganosa

O Partido Socialista sempre rendido ao poder dos bancos e do grande capital

Hoje disse-me um amigo: Como é possível que o PS ainda mantenha o seu nome de "Socialista". A continuar assim isto assemelha-se a publicidade enganosa.
A propaganda abusiva ou enganosa, explora o medo, ou aproveita a deficiência de julgamento ou inexperiência do consumidor.
Diz o Código da Publicidade: É proibida toda a publicidade que, por qualquer forma, incluindo a sua apresentação, e devido ao seu carácter enganador, induza ou seja susceptível de induzir em erro os seus destinatários, independentemente de lhes causar qualquer prejuízo económico, ou que possa prejudicar um concorrente. 

Um ano após o 25 de Abril, o PS, por iniciativa de Mário Soares, adotou o slogan “Socialismo em liberdade”. As bonitas palavras Socialismo e Liberdade serviram para mascarar, um novo programa de traição ao 25 de Abril. 
Em aliança com as forças mais reacionárias e aproveitando-se da campanha anti-comunista de Salazar, os dirigentes do PS investem contra o PCP, o MFA, a CGTP, organizações dos trabalhadores, comissões administrativas das autarquias e todas as organizações populares que eles apelidavam de "correias de transmissão do PCP". 

Lançaram uma campanha de ódio ao PCP que cegou muita gente, influenciada pelo anti-comunismo salazarista e iludida com o "Socialismo em Liberdade". 

Como confessou Mário Soares (1) vangloriando-se, conspirou com Carlucci (2) e a Igreja, contra a revolução que seguia numa via socializante. 
 
Sempre, sempre ao lado do... grande capitalismo financeiro...

O percurso do PS foi sempre aliado aos partidos e aos interesses da direita, do grande capital financeiro, do imperialismo americano, contra os trabalhadores e suas organizações.
Ficou célebre a frase "é preciso partir a espinha à Intersindical".
 
Destruíram a Reforma Agrária e com isso grande parte da agricultura, privatizaram sectores estratégicos da economia, entregaram aos grandes monopólios e multinacionais, muitas das empresas produtivas, parte delas foram encerradas outras foram deslocalizadas para outros países de mão de obra barata. O desemprego começou a aumentar. A máscara socialista foi caindo e vieram a público os escândalos, a corrupção, os crimes, os roubos, o tráfico de influências, os negócios dos amigos, numa imensa lista vergonhosa. Muito haveria a dizer que a História registará. Hoje, no PS quase nada resta de Socialismo, nem os valores morais e humanos. Ao oportunismo chamam pragmatismo, inevitabilidades e outras palavras inventadas para iludir.  

Perante a crise do capitalismo, o PS tenta contrariar o rumo da História e alia-se ao PSD e CDS aceitando a política de classe dos exploradores, o capitalismo na sua versão mais reacionária, o capitalismo financeiro da especulação dos banqueiros que dita a política anti-social, chamada de "austeridade" (austeridade para os que trabalham). Onde está o "Socialismo em Liberdade"?
 
... contra as organizações de classe dos trabalhadores.


Mas, não foi só no domínio económico e social, que a direita reforçada pelo PS, fez a contra-revolução. No campo ideológico continua a campanha de desinformação, de intoxicação e adormecimento, de submissão aos poderosos do dinheiro, campanha anti-comunista e sempre contra os interesses dos trabalhadores. A comunicação social, controlada pelos grandes grupos económicos, intensifica a lavagem aos cérebros dos trabalhadores com a ideia de que esta política é inevitável, de que não não há alternativa. 

Contratam jornalistas, comentadores e "especialistas" para várias vezes ao dia e a propósito ou despropósito de qualquer coisa dizerem sempre o mesmo. Não há alternativa. Temos que aceitar o que diz a Troika. Temos que comer e calar. 
  
Se os trabalhadores organizados nos seus sindicatos se revoltam, logo aparecem as vozes do dono a dizer que temos que obedecer, de nada vale lutar, enfim o sermão da passividade e da cordeirice. 
Há pouco tempo um desses jornalistas contratados, por não ter imaginação para mais adaptou o dito do Gonelha e disse: "é urgente partir a espinha aos sindicatos". 
O Governo de Sócrates ajudou a afundar o país. Sócrates desacreditado chamou a Troika e demitiu-se. O poder do dinheiro reforçou-se. Os ricos ficam mais ricos. A pobreza aumenta, atingindo as camadas médias da população trabalhadora. É este o resultado da política "socialista" do "socialismo em liberdade" do "socialismo democrático" do "socialismo moderno".
 
A farronca da violenta abstenção no Orçamento para 2012
 
PS foi derrotado nas eleições e o anti-comunismo, a censura e silenciamento da esquerda, não permitiu fortalecer as políticas alternativas. O PCP apesar de ter subido, não conseguiu os votos suficientes para impedir a maioria de direita. 
 
O PS, dizendo que agora é oposição, continua a aceitar a política de direita. É significativa a vontade que manifestou de "lutar duramente" contra o Orçamento de Austeridade o que se traduziu numa violenta abstenção.
 
Após a violenta abstenção, o PS dispôs-se a "salvar" um dos subsídios roubados (salvar os dois seria exagerado socialismo). O governo, conhecendo bem essa determinação fez-lhe a vontade e permitiu uma reunião do PS com a Troika. Resultado: A fanfarronice de Seguro não era segura. Seguro entrou como leão e saiu como sendeiro, após uma violenta submissão.
 
O meu amigo tinha razão. É motivo para acusar o PS de publicidade enganosa. Ou o "S" depois do "P" quererá hoje dizer...

Notas:
(1) Mário Soares confessa, numa entrevista ao jornal I que conspirou com D. António Ribeiro e que só assim encheu o tristemente célebre comício da Fonte Luminosa. Todas as semanas o encontrava tal como se encontrava regularmente com Frank Carlucci, na Embaixada dos EUA.

(2) Frank Carlucci, em 24 de Janeiro de 1975 entra oficialmente ao serviço em Lisboa, com a apresentação das credenciais. Em pleno período revolucionário, Frank Carlucci vai seguir de perto o Verão Quente de 75, acompanhando o percurso de políticos como Mário Soares, com quem estabelece uma relação de amizade. 
Durante a presidência de Ronald Reagan, Frank Carlucci foi Director da CIA.

15 de novembro de 2011

Poder Local ameaçado

Vamos defender as nossas Freguesias, os nossos Concelhos


A direita está a destruir a Democracia e agora quer atacar as Autarquias.



É sabido que a política de direita tem vindo a afundar o país do ponto de vista económico e social, e que, em contrapartida, tem favorecido os muito ricos e os bancos e banqueiros. Hoje as desigualdades são escandalosas e são a expressão da violação da política defendida pela Constituição da República.
Contudo, tão grave como a política económica, o pacote de medidas de agressão à Democracia, é muito vasto e toca todos os domínios da nossa vida.


Política de direita gera uma sociedade degradada

Hoje, os valores da nossa cultura, do humanismo, da solidariedade, da convivência cívica, da participação desinteressada na vida colectiva, da honestidade e seriedade, são coisas que não contam para os políticos da direita. Aumenta a criminalidade, o egoismo, o "deixa andar", o "salve-se quem puder", a agressividade, a competitividade sem olhar a meios, a corrupção, o roubo e até crimes bem graves praticados por altos responsáveis dos partidos  da direita, crimes muitas vezes "arquivados" pelas manobras dessa mesma política sem moral. 




Ataque à participação popular e à defesa das populações


Uma das grandes conquistas da nossa democracia no 25 de Abril, foi o Poder Local Democrático. 
As Câmaras e juntas de freguesia, dantes nomeadas pelo regime fascista, não permitiam qualquer participação das populações, nem na sua actividade e muito menos na sua fiscalização. 
Os Presidentes defendiam exclusivamente os seus interesses e dos amigos. As populações na maioria não tinha agua canalizada, não tinha esgotos, a electricidade era distribuida apenas nas cidades e vilas, as estradas eram na maioria de terra batida e os transportes eram muito escassos.
O 25 de Abril deu-nos autarquias geridas pelas populações, com a participação de comissões e associações de moradores, que em poucos anos mudaram as condições de vida da maioria das localidades de Portugal.


"Quero posso e mando" e a corrupção

Nestas últimas décadas, aos poucos os Governos de direita têm vindo, subrepticiamente a destruir tudo isso.
Voltou a corrupção a muitas autarquias e autarcas de direita. Felgueiras, Isaltinos e muitos outros, afastaram a participação e fiscalização das populações e navegam em aguas turvas que lhes permitem "abotoar-se" dos dinheiros e regalias pagas pelos contribuintes, sem deixar rasto ou "provas".
No entanto esses corruptos não estão ainda suficientemente à vontade. Precisam de afastar a oposição. Não respondem aos actos de fiscalização que a CDU procura fazer.





Acabar com a oposição. Acabar a democracia

Como isso é uma situação que os embaraça querem agora que nos órgão executivos das autarquias, não haja oposição. Querem ir mais longe e imitar o Salazar pondo os presidentes de Câmara a escolher todos os vereadores, sem prestar contas a ninguèm. 

O Livro Verde e a reforma administrativa que pretendem, visa também acabar com grande parte das Freguesias e muitos Concelhos.
Querem voltar à política centralizada e longe dos olhares das populações. Acham eles que é incómodo as pessoas terem tanta facilidade em ir à Junta ou à Câmara pedir coisas, reclamar ou defender os seus direitos. Isso tem que acabar, pensam eles. 


Aumentam as desigualdades e as assimetrias regionais

O modelo que querem, vai agravar as assimetrias regionais. As populações mais afastadas ficarão mais isoladas sem terem quem as defenda. 

Não esqueçamos que foram as populações que reivindicaram a descentralização das autarquias e a criação de muitas freguesias e concelhos. Vamos voltar para trás? Vamos aceitar que nos retirem o que foi conseguido?

O poder do povo, conseguido com o 25 de Abril, está a ser destruído, sem que se oiça o povo e, nas costas do povo.





A "crise" e a Troika são a desculpa para destruir a democracia

Não aceitamos as desculpas e justificações da crise. A crise agora serve para destruir a democracia e os direitos das pessoas. O Estado apenas gasta cerca de 0.1% do seu Orçamento com as freguesias. E, quantas centenas de vezes mais gasta o Estado, com o "apoio" aos bancos para que estes continuem a apresentar escandalosos lucros e a distribuir fortunas aos seus accionistas? O dinheiro que vai para os bancos nem sequer tem servido para apoiar as empresas produtoras.

Infelizmente, muitas autarquias com maioria de direita, estão a trair as populações e a aceitar estas políticas dos seus "chefes" no governo. Fazem-no, com vergonha, sem informar as populações, para não ficar mal vistos. 

Precisamos de defender as nossas Autarquias e o Poder Local, uma das mais belas conquistas do 25 de Abril. 



Greve Geral - dia 24

13 de novembro de 2011

Passos Coelho mente !

Descaramento não lhe falta! Defende os interesses dos bancos, contra o país e os portugueses

Os noticiários mostram como Passos Coelho continua a mentir e deturpar as coisas:
Quem é que falou em pagar a "dívida de Portugal"?

O que está em causa, e Passos Coelho tenta esconder, é que os Bancos são financiados pelo Banco Central Europeu a cerca de 1% e depois emprestam ao Estado a mais de 12% ou até 20%. 
É este o negócio dos Bancos em que Passos está metido e não quer perder, para os "amigos" banqueiros.

Porque é que o BCE não há-de emprestar directamente ao estado português, como Cavaco defendeu, agora, em relação à Itália?

Passos quer o negócio dos intermediários, negócio especulativo que nos está a fazer pagar 12 vezes mais juros, para os Bancos. Isto é tanto mais escandaloso quanto sabemos que o empréstimo de 12.000 milhões de euros feito a Portugal vai ser para os Bancos.

Estamos entregues a políticos que foram eleitos pelo povo para defender os banqueiros especuladores e pôr os portugueses a pão e água. 


Entretanto, os Bancos portugueses, querem os 12.000 milhões de euros que a troika vai emprestar a Portugal para aumentarem o seu capital, mas não querem que o Estado compre ações ao valor a que estão na Bolsa. 

O capitalismo financeiro e especulativo está a "tomar o freio nos dentes" e a impôr novas regras porque, pelos vistos, as que têm já não lhes chegam.

Só se atrevem a isto porque têm no Governo de Portugal os seus representantes para lhes "legalizarem" os golpes.


Ainda que tenha "suavizado" a crítica, razão tem Dom Manuel Martins quando diz que "há pedaços de ditadura legitimados".
Estamos a ser violentamente explorados pela ditadura dos Bancos e capitalistas financeiros.

12 de novembro de 2011

12 fugas das prisões de Salazar


sexta-feira, 18 de Novembro, às 18,00 horas,
na Biblioteca-Museu República e Resistência,
Rua Alberto de Sousa, 10-A (Bairro de Santos – Rego) – Lisboa