21 de outubro de 2011

Os responsáveis pela "crise"

Viródisco e tocómesmo

Notícia do Diário Digital:

Crise: «Culpados não são todos do mesmo partido» - Rui Rio

O presidente da Câmara Municipal do Porto afirmou quinta-feira à noite que «não há um culpado» apenas pela crise em que o país está mergulhado, considerando que «há muitos culpados e não são todos do mesmo partido».

Rui Rio respondeu assim a uma questão que lhe foi dirigida após dar uma conferência sobre o tema «Política e Economia: ideias para enfrentar a crise», integrada no projeto «Porto de Desafios», do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), no âmbito das comemorações dos 125 anos desta escola.

A questão era sobre a responsabilização, em sede judicial, dos governantes que tomaram decisões que vieram a lesar o país, um tema de que se tem falado nos últimos dias por causa da crise profunda em que se encontra Portugal.



Comentário:
Grande novidade! Há muito que sabemos que os responsáveis pela situação que vivemos, são os políticos da direita que há 35 anos traíram o 25 de Abril, têm vindo a desrespeitar a Constituição e as promessas com que enganam os eleitores, para fazer uma política de classe a favor dos grandes grupos financeiros, nacionais e estrangeiros. São os governos alternados do PS, do PSD e do CDS-PP. Vira o disco e toca o mesmo.

19 de outubro de 2011

Esta política vive da mentira!

As mentiras e as meias verdades

O perdão da dívida não é um caminho que possa ser seguido por Portugal, diz o vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, que entende que, apesar de aplicado à Grécia, “o perdão da dívida é o fim da linha” e como tal só aplicável quando todas as outras medidas falharem...

Primeiro: Não se trata de perdão da dívida. Trata-se sim de exigir renegociação da dívida. De não aceitar prazos e juros especulativos, dos bancos privados, mas os juros que o BCE pratica com os bancos.

Segundo: O caminho pode ser seguido, só que não convém aos bancos (mercados) que deixam de ganhar os juros exorbitantes que querem ganhar.
 
Terceiro: A renegociação da dívida só não vale de nada se forem seguidas as mesmas políticas que estão a afundar o país.

Por isso, a renegociação da dívida é o único caminho para libertar fundos que, em vez de irem para pagar juros, irão apoiar a produção nacional, criar emprego e reduzir importações. 

A renegociação da dívida não é o fim da linha, é o princípio de uma outra linha, de uma política patriótica que defenda o país dos especuladores do grande capital.

A democracia destes governos

Os roubos do 13º mês e subsídio de Natal foi a alternativa para não despedir 100.000 funcionários públicos.

Vítor Gaspar, seguindo o exemplo dos assaltantes de estrada, é suficientemente democrata para dar a escolher      A BOLSA OU A VIDA ?     

ver mais (aqui)

18 de outubro de 2011

Desfile de indignação e protesto

Contra o pacto de agressão aos trabalhadores portugueses

Mais de 5000 pessoas responderam ao apelo do PCP e participaram no desfile que percorreu as ruas da «baixa» de Lisboa. Numa jornada de luta contra o pacto de agressão que se insere no movimento de massas e marca o arranque de um conjunto de iniciativas promovidas pelo PCP.

A televisão relegou esta notícia para segundo plano no noticiário de hoje. Desvalorizou a manifestação falando em algumas centenas de pessoas.



Orçamento para 2012

A resposta necessária para impedir o desastre

Chuva ácida ou água benta?

 
Pecados e falta de memória

 
Com este título publicou o "diario.info" um interessante artigo de Vaz de Carvalho sobre os "PECADOS E FALTA DE MEMÓRIA" da hierarquia da Igreja. De certo modo é uma outra abordagem do papel da Igreja, que tem alguma relação com os textos publicados aqui sobre a religião.

Este artigo aborda apenas um tema, o da ligação da Igreja ao nazi-fascismo, e aos interesses da classe exploradora.
  
Ver aqui em "Conceitos"

Quanto + calados + roubados

Hoje (terça 18) às 18 horas
Concentração no Chiado!
A luta não pára!


17 de outubro de 2011

A entrevista do ministro das finanças, em palavras simples

Ministro das Finanças, um ET vindo de outro mundo?


Na entrevista dada hoje, na RTP, Vítor Gaspar quis que acreditássemos que a mesma política que afundou o país, traduzida no Orçamento para 2012, vai agora salvar Portugal. 


Apesar das evasivas titubeantes, de vendedor de banha da cobra, só pude confirmar que, medidas para o crescimento económico não existem. Ao contrário, é fácil de adivinhar que todas as medidas anunciadas, vão agravar a nossa economia. Não é preciso ser-se economista para verificar que, com a redução da produção, com o aumento das horas de trabalho por cada trabalhador, vai aumentar dramaticamente o desemprego, a pobreza e a fome. Não é preciso ser muito inteligente para saber que, com mais desempregados não há economia, fragilizada, que se recomponha. Toda a gente sabe que a riqueza provem do trabalho, da produção!


Vistas curtas? ou... quem vier atrás que feche a porta?


Confirmei também que o ministro das finanças, não é a pessoa indicada para defender a nossa economia. Pois, pensando apenas em termos financeiros, destrói a economia, como meio de recuperação futura. Ao dar o exemplo da venda de empresas públicas, saudáveis, aos investidores estrangeiros, mostrou a sua pequenez de pensamento como mau "tesoureiro".
Se ele fosse gestor de uma empresa em dificuldades, para resolver problemas de tesouraria, vendia as máquinas da empresa. Pagava as dívidas mas ficava sem poder trabalhar para o futuro. Sem máquinas despedia o pessoal mas não podia ficar sem as despesas fixas. Não teria futuras receitas para as pagar. 
Com este "ministro" os credores ficam com as dívidas saldadas, agradecem muito e a empresa vai rapidamente à falência. 


Pobres, a morrer, mas honestos (com os desonestos)


Diz o ministro: com estas medidas recuperamos a nossa credibilidade nos mercados. Ainda que fosse verdade, e não é, para que nos servia a credibilidade e o elogio de termos pago todas as nossas dívidas, se estávamos falidos? Falidos mas sem dívidas! Pelos vistos o nosso ministro das finanças é um ministro dos credores, com a missão de pagar dívidas vendendo o país. 


Como bem disse Jerónimo de Sousa esta é uma política de terra queimada; pôr os portugueses a trabalhar sem receber, a passar fome, para pagar dívidas. E depois? 
O depois, apesar das perguntas do jornalista, o ministro não disse.
Qual o plano B, caso isso falhe? Perguntou o jornalista.
Bem... pois... prefiro não pensar que isto falhe...


Podem perguntar os leitores: Qual a alternativa? Creio que foi já defendida à exaustão, apesar da comunicação social fugir a esta questão que não convém aos bancos e banqueiros, também chamados "mercados" (não de nabos e hortaliça). 


A alternativa existe!


Primeiro: A alternativa só poderá ser executada por quem tenha por prioridade defender Portugal e os portugueses. 


Segundo: Renegociar com os credores (bancos e mercados) para alongar os prazos de pagamento e reduzir os juros especulativos. Com o valor reduzido das prestações libertar os fundos para voltar a dinamizar a nossa produção, agrícola, nas pescas, na indústria. Com isso seria possível reduzir o desemprego e importar menos do estrangeiro. É claro que muitas empresas estrangeiras perderiam parte do seu negócio agora tão facilitado. Mas Portugal e os portugueses ganhariam. 


Terceiro: Alterar as leis que permitem que as grandes empresas e acionistas, retirem do país grandes fortunas, sem pagar impostos. Acabar com os offshores, paraísos fiscais e outras formas de fugas de capitais que nos roubam o que seria suficiente para pagar as dívidas. 


Muitas outras medidas, económicas e financeiras, já ditas e repetidas, poderiam ser aplicadas para que não fossem apenas os trabalhadores a pagar (a crise e as dívidas, de que não são responsáveis).


Não se trata de ser mais esperto ou inteligente. Tratam-se de "opções de classe" para favorecer "amigos" mas que não defendem o povo que elegeu este governo.

A luta não pára

TERÇA FEIRA dia 18 às 18 h CONCENTRAÇÃO NO CHIADO

16 de outubro de 2011

"Que fazer?" (2)

A agonia do Capitalismo Monopolista (terrorista) de Estado e o início de quê?


Após a leitura e reflexão do texto de Venerando Matos, vi o belo texto teórico de Filipe no seu blog “o assalto ao céu”.


Também este texto merece uma reflexão, não por discordância mas para reforçar algumas ideias que considero importantes, para uma conclusão.


A derrota dos países socialistas


1. O intenso ataque ideológico, aos países socialistas, aproveitando e explorando erros, falseando a verdade e a história, que acabou por minar a coesão interna desses países e criar condições para a sua derrota, tal como se previa, não visava a defesa da democracia e dos povos mas o completo domínio do capitalismo no planeta.
É assim que o capitalismo funciona na sua permanente função monopolista. Tal como as grandes empresas, em nome da competitividade, absorvem as pequenas, e acabam por monopolisar os mercados, matando a concorrência, também o capitalismo em nome da democracia, destrói as sociedades anticapitalistas para dominar o mundo, sem concorrência.
Tal como mostra Filipe, “a partir da década de 90 do último século com a ofensiva neoliberal, respaldada na destruição dos países socialistas(…)” os banqueiros e monopólios estenderam livremente o seu poder ao domínio das democracias burguesas, “transformando-as em ditaduras de fachada democrática, com os governos de turno transformados em conselhos de administração dos interesses exclusivos daqueles”.
Diz Filipe que “A novidade actual do Capitalismo Monopolista (Terrorista) de Estado - C.M.(T.)E - é exactamente a sua transformação numa dominação de classe com contornos claramente neofascistas, lançado numa nova etapa da repressão dos movimentos operários e populares, no estrangulamento das liberdades políticas dos regimes burgueses anteriormente vigentes, com o crescente recurso a novas práticas terroristas no campo social, no campo económico, no campo militar. De facto, perante o crescente protesto e indignação populares, confrontado com um notável ascenso das lutas de massas operárias e de outras camadas sociais flageladas, o nóvel C.M.(T.)E. revela de forma exuberante os seus reais contornos de ditadura terrorista do grande capital, perdendo gradualmente as capas e as máscaras "democráticas" burguesas”. Filipe avança com um conjunto de dados que revelam a estratégia do CM(T)E.


O crescimento de uma revolta. Com que objectivos?


2. Como nos ensina a dialética e a história da luta de classes, “o actual CM(T)E confronta-se com uma crescente disposição anti-imperialista e mesmo anti-capitalista dos povos agredidos, numa vasta corrente multinacional de renhidas lutas operárias e populares em todos os continentes”. 
“E é neste ponto que incide a urgência de uma clara avaliação por parte das forças revolucionárias do momento em que estamos” diz Filipe que avança que “o capitalismo atingiu um grau… que inviabiliza qualquer solução política … que persista na aplicação das fórmulas nacional-democráticas defendidas há escassas duas ou três décadas”. Filipe mostra ainda que no estádio actual do capitalismo globalizado e monopolista, não é possível “querer "reformar" o capitalismo financeirizado "mau" e substituí-lo por um "capitalismo de rosto humano e ao serviço das pessoas".

Rutura com o capitalismo, transição para o socialismo


3. Conclui então o autor que é evidente a “necessidade histórica imposta pela marcha dos povos o fim do capitalismo como sistema sócio-político”. Como seria irrealista e perigoso pensar que o capitalismo cederá sem luta, as suas posições face à vontade dos povos, “só nos resta recorrer aos processos insurrecionais populares de massas, paciente e determinadamente organizados e que coloquem com clareza o objectivo da constitucionalização de um novo poder de classe, assente em novos Estados dos trabalhadores”. 
Para isso, “Só movimentos revolucionários amplos e unificados, simultaneamente sociais e políticos, terão a força capaz de derrotar a resistência que será oposta pelo grande capital e assegurar a transição para o Socialismo”.
Defende, portanto, Filipe que “Em Portugal, os comunistas têm colocado a questão da necessidade de uma ruptura política democrática e patriótica…” e que “chegou a hora da necessidade da clarificação dessa fórmula, afirmando que essa ruptura só poderá ser obtida pela via revolucionária e que só será democrática e patriótica se se colocar como objectivo a construção de um novo poder de Estado dos operários em aliança com as outras classes e camadas laboriosas”. 


"Audácia, mais audácia, sempre mais audácia"


4. Por fim, constatando que “as condições objectivas amadurecem mês a mês, semana a semana, dia a dia; as condições subjectivas têm que acompanhar esse desenvolvimento rápido do real” pelo que é preciso e urgente pôr em marcha um programa que defina “as propostas de alianças sociais e de organização da luta política …, a par da proposição da conquista de um novo Estado dos trabalhadores, popular e socialista. 
"Audácia, mais audácia, sempre mais audácia", cita Filipe, que termina apelando para que a “vanguarda digna desse nome” tenha a necessária audácia. “Os aliados esperam sempre dos revolucionários esse esforço indispensável e insubstituível de se colocarem à cabeça do movimento operário e popular. Na verdade, o discurso persuade - mas o exemplo, arrasta!"


Condições subjetivas particulares e gerais


5. Creio que falta uma análise destas condições subjectivas, mais alargada e global. Hoje, mais do que nunca, é inevitável a conjugação de esforços na generalidade dos países e, em especial, nos países onde o capitalismo globalizado tem as suas bases. Aceito que a iniciativa por algum lado deve começar, mas nada disto deve ser deixado à espontaneidade. Por tudo isto, também creio que é sobre o “amadurecimento” das condições subjectivas, não só em Portugal, que devem incidir as nossas análises, realistas, rigorosas, urgentes, para que as iniciativas, também rápidas e audaciosas, possam avançar, pois a oportunidade não espera e a responsabilidade que temos, assim o exige.

"Que fazer?"

O PROCESSO HISTÓRICO TEM LEIS QUE A PRÁTICA CONFIRMA

Venerando Matos, no seu blog Pedras Rolantes em "15 de Outubro - Dia Mundial da Indignação- o fim de um ciclo, o início de quê?aborda, com realismo, as questões que se colocam hoje a muitas pessoas que, vítimas da exploração, sem perspectivas de futuro, “indignadas”, querem uma alternativa para esta sociedade. Coloca, VM, questões como os perigos da desorganização e desespero de muitos que consideram que “este tipo de manifestações parece começar a esgotar-se”. 

Diria que a desorganização e desespero estão de facto associados. Organizemo-nos e o desespero será transformado em força, em consciência colectiva, de classe, em determinação para alcançar objectivos comuns.

É também a organização que, pelo debate e partilha de ideias, levará certamente a “um programa mínimo de acção”, que substitua a ideia perigosa e inconsequente de uma “ideologia difusa dos protestos”, e tenha por objectivo agregador “uma alternativa à actual fase selvagem e neo-liberal do capitalismo” ou mesmo a alternativa ao capitalismo como fase histórica ultrapassada;



É esta forma de caminhar que, creio, resolve as outras questões colocadas por Venerando Matos:

Mas este caminho, organizado e tendente a uma plataforma de unidade anticapitalista, só é viável a partir das estruturas de classe existentes (independentemente de a dinâmica conseguida levar à sua adequação). E, para sermos realistas, essas estruturas organizadas, são sem sombra de dúvida os partidos anticapitalistas, os sindicatos e outras organizações de classe dos trabalhadores, que terão que criar a unidade necessária, para alargar as frentes de luta. O resto é conversa para baralhar e dividir.

Então, serão as massas de trabalhadores e seus aliados que pela dinâmica criada definirão os caminhos e as estratégias a adoptar. Como disse Antonio Machado “o caminho faz-se caminhando” desde que saibamos, todos, para onde queremos ir.


15 de outubro de 2011

Estamos a voltar à miséria do fascismo

O que foi conseguido no 25 de Abril está agora a ser roubado


Nalguns casos estamos a ficar pior que no tempo da guerra. Isto para encher os bolsos dos ricos e dos poderosos.

Desfile de indignação e protesto «Contra o Pacto de Agressão - Lutar por um Portugal com futuro»

Terça-Feira 18 de Outubro de 2011, do Chiado para a Rua Augusta, Lisboa

Face ao anúncio, por parte do Governo PSD/CDS, de medidas brutais contra os direitos dos trabalhadores e do povo, e de afundamento do país, o PCP realiza um Desfile de indignação e protesto: 
«Contra o Pacto de Agressão - Lutar por um Portugal com futuro», 
Terça feira 18, pelas 18h00, com início no Chiado em direcção à Rua Augusta, em Lisboa, com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP.

14 de outubro de 2011

A INDIGNAÇÃO alastra

As políticas de austeridade são um caminho errado, apenas para retirar direitos e aumentar a exploração.

Ativistas de muitos países, irão juntar-se à manifestação internacional, pela "mudança global" convocada para 15 de Outubro em várias cidades, (e em Lisboa) e solidarizam-se com a luta dos portugueses.




Em Portugal, a revolta alastra, e há fortes razões para isso. As recentes medidas do Governo, PSD e CDS com o apoio do PS mostram a natureza de classe de quem aplica uma política que serve o grande capital. 
Há 35 anos que a direita vem desviando o rumo de uma política que o povo português aspirava. 
Não bastaram as sucessivas alterações da Constituição de Abril, como os Governos e Presidente da República, têm vindo, ostensivamente, a desrespeitá-la. Os resultados estão à vista! Agravam-se as desigualdades. Os ricos cada vez mais ricos, enquanto aumenta dramáticamente o número de pobres cada vez mais pobres. 
Aumenta o horário de trabalho, apesar de aumentar o desemprego.
Reduzem-se os direitos e os salários. 
Aumentam os impostos para quem trabalha e isentam-se os dos bancos, banqueiros e especuladores. 
A fuga de dinheiros do nosso trabalho, para os bolsos de grandes capitalistas, que o levam para o estrangeiro, para os offshores e paraisos fiscais esgota os recursos do País. 
É a política da terra queimada. É a destruição do país independente. 


Temos razão para estar indignados!


Contudo, não basta a indignação! A direita, o poder financeiro não teme a indignação. Apenas teme a força organizada das massas, dos trabalhadores conscientes dos seus interesses de classe. É a conjunção dessa indignação consciente, com a organização que poderá alterar a relação de forças entre os exploradores no poder e os explorados sem perspectivas.




Os movimentos de "Indignados" são importantes e uma forma primária de despertar para a luta. Mas não se podem ficar por aí sob pena de fracassarem e desiludirem os aderentes. São precisos objectivos realistas, um programa que unifique as acções, que as torne eficazes e percorra um caminho em direcção aos objectivos para transformar a sociedade. 


A nossa força está nas organizaçóes de classe, dos trabalhadores. Partidos e Sindicatos de classe, constituidos por trabalhadores conscientes que não cedem às miragens, a oportunismos e outros truques da direita. Trabalhadores e organizações que não traem a classe que representam.


É isso que "Indignados" teremos que ter presente a continuação da luta e tornar eficaz a ação. Até lá, a direita no poder, o capitalismo, continua a sorrir e dizer: "cão que ladra não morde". 




Lutemos, manifestemo-nos em 15 de Outubro, mas tenhamos a consciência que a luta tem que avançar com as organizações de classe, nas fábricas e locais de trabalho, onde os trabalhadores, que tudo produzem, têm força, se estiverem organizados. 


UNIDOS POR UMA MUDANÇA GLOBAL – 15 DE OUTUBRO, 15 HORAS NO MARQUÊS DE POMBAL


Tomemos as ruas no dia 15 de Outubro, às 15 horas no Marquês de Pombal, para ganhar força para uma organização mais elevada. 


Em termos unitários, a CGTP, a mais poderosa estrutura sindical dos trabalhadores, está a organizar a luta com várias acções discutidas e planeadas desde as bases, com sindicatos, comissões de trabalhadores e plenários de trabalhadores nas empresas. 


Não esqueçamos as jornadas de Luta entre 20 e 27 de Outubro. 
A luta continua!

As perguntas a que Passos Coelho foge

Jerónimo prova que as medidas são uma política de "terra queimada".



Intervenção de Jerónimo de Sousa na Assembleia de República

Jerónimo de Sousa:

«O Governo está a fazer uma política de terra queimada»


No debate quinzenal no dia seguinte ao anuncio das medidas que vão ser apresentadas no Orçamento do Estado, Jerónimo de Sousa afirmou que estas medidas são gravíssimas e violentas para os trabalhadores e para o povo, enquanto que o capital financeiro continuará a roubar o país. A resposta a esta ofensiva terá a firme luta para as derrotar.

As aldrabices continuam com esta política

Passos Coelho, tal como Sócrates, continua a mentir
Esta política PS, PSD e CDS precisa da mentira para sobreviver com os votos dos tótós que se deixam enganar.

As mentiras, por ele próprio. O que ele disse e o que ele faz

Os banqueiros controlam o Governo

Uma imagem (de Fotos Sapo) esclarecedora


O banqueiro Salgado presidente do Banco Espírito Santo, fez o favor de se deslocar à reunião do Conselho de Ministros para aprovar o Orçamento encomendado.


Da próxima vez são os ministros que irão ao Gabinete de Ricardo Salgado.

13 de outubro de 2011

Passos Coelho mente aos portugueses

Governo PSD CDS com apoio do PS está a roubar os portugueses e a destruir a nossa economia e independência.

  • Aumento dos horários de trabalho
  • Roubo do subsídio de férias e de Natal
  • Redução dos ordenados
  • Aumento do desemprego
  • Aumento dos preços dos transportes, dos medicamentos, da saúde, da educação.
  • e muitas outras medidas contra os que trabalham




A política da direita para transferir o dinheiro de quem trabalha e dos reformados para os banqueiros.


Para alimentar a NATO e as Guerras dos americanos
Para comprar submarinos e helicópteros


Os partidos de direita mentem! Querem os votos mas fazem o que os banqueiros e o grande capital lhes ordena. São vendidos, são traidores que entregam o que é do povo aos ricos cada vez mais ricos.


Estão a limpar os cofres do Estado e do País para entregar o nosso dinheiro ao estrangeiro, às multinacionais, aos offshores, aos paraísos fiscais, como denuncia Jerónimo de Sousa:




12 de outubro de 2011

As mentiras de quem afirma que só há um caminho


Estamos a ser empurrados para a ratoeira
  
A entrada para a CEE para a UE e adesão ao Euro foi um dos mais vergonhosos iscos, acompanhados de promessas de prosperidade, de solidariedade de coesão social.

Os países da "solidariedade", alargaram os seus mercados, compraram as nossas empresas, fizeram falir outras, exportaram os lucros do nosso trabalho para offshores e para os países da "solidariedade" social. Em troca venderam-nos os seus produtos e obrigaram-nos a fechar empresas nacionais.
Para dourar o "isco", os grandes da Europa da "coesão" deram-nos subsídios para eliminar a frota pesqueira portuguesa, para abater oliveiras, vinhas e destruir a agricultura. 
Deram-nos subsídios para fazer investimentos onde participaram as suas empresas.
Aumentámos as importações, e as empresas estrangeiras que investiram em Portugal, para explorar a nossa mão de obra de baixo valor, passaram a controlar as exportações para as suas distribuidoras que dominam os mercados e arrecadam os lucros.

Venderam-nos a ideia que tudo isso era bom, que tínhamos que nos juntar aos fortes para sermos "protegidos" por eles. Uma ideia a que muitos portugueses foram habituados por Salazar e que apela ao conformismo ao comodismo. 

Não quisemos acreditar que o mundo capitalista é uma selva onde, o mais fraco é comido pelo mais forte.
O que era óbvio, "ninguém dá nada sem ganhar com isso", foi afastado das atenções pelo esplendor ofuscante dos euros recebidos, como fazem os ilusionistas, criando a ideia que estes euros nos eram dados como esmolas.

Estamos agora a pagar, bem caro, os empréstimos, e as "ajudas" que a Europa nos fez. 

Estamos à boca da ratoeira. Cada vez é mais difícil recuar.
As mentiras são marteladas nas nossas cabeças, pela televisão, pela comunicação social controlada pelo grande capital: "Não há alternativa". "Foi uma desgraça de Deus a que não podemos fugir". "Alguém tem que nos emprestar dinheiro". "Quem nos "ajuda" está no direito de exigir as regras, os memorandos". "Temos que cumprir". "Temos que honrar os "nossos" compromissos". 

Tudo isto é falso. Eles precisam mais de nós do que nós precisamos deles. Porque é que "eles" não querem que a Grécia saia do Euro ou da UE? "Eles" sabem que quando os povos acordarem, deixarem de seguir o caminho da ratoeira, eles perdem o alimento que os sustenta. 

Só quem trabalha, quem produz, cria riqueza e sustento. Eles não trabalham, vivem do trabalho dos outros. O trabalho deles é a caça. É a guerra. São os predadores.

Entrámos no túnel escuro da ratoeira e, perante as ameaças que se tornam evidentes, os gatos e seus aliados predadores, insistem: "Não há alternativa, "temos" que avançar".


Ainda não estamos presos. A luz não está ao fundo do túnel mas, se olharmos para trás, vimo-la para lá da porta por onde entrámos. É preciso voltar atrás e não nos deixarmos prender na ratoeira que há 35 anos foi preparada ao Portugal do 25 de Abril(1). Os predadores não nos perdoam a tentativa de nos libertarmos e fugirmos da sua prisão(2), pois precisam de quem os alimente.

Os predadores, hoje estão enfraquecidos, pois eles próprios são vítimas das suas contradições. Com a sua gula, exploraram as suas fontes de alimento. Quem produz para eles já não pode comprar o que eles vendem, produzido por quem trabalha. Eles sabem que os que trabalham para eles são os mesmos que compram os produtos que produzem e que eles vendem(3).

Os predadores estão em crise e tudo farão para empurrar para as suas armadilhas quem possam comer.

O mundo pode ser melhor sem estes predadores. A Europa poderá, de facto, ser uma Europa de coesão social. O que todos produzimos é o que é necessário para nos alimentar. Não precisamos de quem coma os nossos corpos sugados.

(1) Recordemos o papel de Mário Soares, das confessadas conversas com o seu grande amigo, chefe da CIA, Frank Carlucci, na Embaixada dos EUA e de terem conspirado, com a Igreja e com o D. António Ribeiro, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, para que este desse instruções aos sacerdotes para dizerem nas missas o que deviam fazer para, alterar o rumo do 25 de Abril,

(2) Sistema capitalista, em que a democracia representativa assenta, apenas permite o poder aos que têm o dinheiro,  ganho com o trabalho de quem exploram. As grades desta prisão são as Leis que o sistema faz, os tribunais que julgam de acordo com as leis dos que as fizeram, a policia que obedece a quem tem o poder, a Igreja e a comunicação dita social, que convence os explorados à aceitação das regras dos exploradores.

(3) Um oleiro quer produzir mas não tem dinheiro para comprar barro. O proprietário das terras que tem barro, contrata-o como seu empregado. Paga-lhe 25 euros por dia. O oleiro das 8 às 9 horas vai apanhar o barro. Das 9 às 17 horas produz 50 cântaros. Das 17 às 19 vai vende-los à feira. Recebeu 250 euros. Vai a casa do patrão e entrega-lhe o dinheiro ganho. O patrão devolve-lhe 25 euros. O oleiro agradece reconhecido. Gostaria de ter comprado um dos seus cântaros mas o dinheiro não chega para tudo!