Jornadas Parlamentares em Torres Vedras
Os Deputados do PCP estiveram nos dias 3 e 4 deste mês em Torres Vedras para reunirem e visitarem as entidades dos Concelhos do Oeste e do Norte de Lisboa. Bernardino Soares em nome dos deputados do PCP disse que "ao realizar estas jornadas parlamentares (...) pudemos comprovar, mais uma vez, as imensas potencialidades produtivas da região e do país. Falamos da indústria, das pescas e da agricultura"...
Há varios anos que o PCP vem realizando ações para sensibilizar os portugueses e os governos para a necessidade vital de aproveitar essas potencialidades.
No entanto a direita (nacional e estrangeira) tem feito "orelhas moucas" e como mostraram os deputados, "em pleno distrito de Lisboa, nos seus concelhos do Norte e Oeste, encerraram nos últimos anos dezenas de escolas, extensões de saúde e serviços de atendimento permanente, centros de emprego e de atendimento da segurança social, estações dos CTT, estações de caminho de ferro ou farmácias (...) a via férrea, a Linha do Oeste, está completamente obsoleta, enquanto poderia e deveria ser um importante motor da actividade económica da região (...) dezenas e dezenas de aldeias estão completamente isoladas, no que ao transporte público diz respeito, à noite e durante todo o fim-de-semana, aqui, os utentes do transporte rodoviário de passageiros, feito através do monopólio de uma empresa privada, pagam pelos seus bilhetes ou passe social de Torres Vedras para Lisboa valores acima do estabelecido no tarifário oficial".
O documento que resultou desta iniciativa é uma importante súmula do confronto entre as políticas de direita que deram os resultados que estão à vista e a política alternativa proposta pelo PCP.
Desemprego e situação social
Nos encontros com dirigentes e delegados sindicais de diferentes sectores de actividade, foi transmitida a preocupante situação do desemprego que esta região enfrenta.
Concluiram os deputados comunistas que "a desregulamentação dos horários de trabalho; os abusos na utilização do lay-off; o não pagamento do trabalho suplementar; o desrespeito e bloqueio das convenções colectivas de trabalho (...) os baixos salários, o agravamento da exploração de quem trabalha, tem como consequência o facto de, só nos concelhos do Oeste, existirem mais de 49 mil reformados em que a média da pensão de reforma ronda os 290 euros". Foram informados que "um trabalhador desempregado viu indeferida a prestação de subsídio de desemprego pelo facto de ser dirigente de uma colectividade" que levou os deputados do PCP a prometer "exigir explicações ao Governo sobre este caso em concreto".
O ataque ao Serviço Nacional de Saúde - SNS
Os deputados tiveram reuniões com entidades da Saúde e confirmaram que "para o Governo PSD/CDS-PP a saúde não é um investimento, mas um custo que urge reduzir, sem se importar se as populações têm acesso à saúde, ou se os cuidados são prestados com qualidade" e que está a haver uma "transferência de custos para os utentes, para justificar a privatização da saúde, tornando-a num negócio lucrativo para os grandes grupos económicos". Os utentes pagam impostos para um serviço que o estado não presta e pagam os tratamentos aos privados.
Os profissionais e responsáveis queixam-se que o Governo "cortou de 11% nos orçamentos dos hospitais" e que há necessidade de milhares de enfermeiros, quando existem também milhares de enfermeiros desempregados.
Neste sentido o PCP vai levar a efeito uma interpelação ao Governo sobre política de saúde no próximo dia 12 de Outubro e avançar com um conjunto de iniciativas, designadamente:
"- Um projecto de lei para eliminar a possibilidade de privatização das Unidades de Saúde Familiar...;
- Um projecto de resolução que aponte para a inclusão nos serviços de saúde dos profissionais que neles prestem serviço, ...;
- Um projecto de lei que possibilite a dispensa gratuita de medicamentos em ambulatório nos hospitais públicos, nos casos em que o seu custo para o hospital seja inferior ao valor da comparticipação paga pelo Estado no mercado privado.
A agricultura maltratada
Nos encontros com Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa, União das Cooperativas do Ribatejo e Oeste, Organização dos Produtores Pecuários de Alenquer, Cooperativa Agrícola de Alenquer resultam informações que evidenciam o carácter negativo para a agricultura e os agricultores da região das políticas agrícolas nacional e comunitária (PAC) e a urgência da sua reversão. Há exemplos da redução da produção, da redução de produtores. Há exemplos dos problemas com a comercialização, Grande Distribuição e Mercado Abastecedor (Castanheira do Ribatejo). Há exemplos das dificuldades de associações agrícolas, cooperativas e Organização de Produtores Pecuários.
A Região Oeste é uma importante região vitivinícola. Numa situação em que os produtores e as adegas cooperativas lutam pela sobrevivência, o anunciado aumento do IVA sobre o vinho, de 6% para 23%, desferiria um golpe fatal nesta actividade.
As dificuldades sentidas pelo sector vinícola da Região Oeste têm levado, ao longo dos últimos anos, a que um número crescente de produtores tenha abandonado a cultura da vinha.
A Cooperativa de Fruticultores do Cadaval - CoopVal, que agrupa mais de 300 associados, a maioria dos quais pequenos produtores, é responsável por cerca de 10% da produção nacional de pêra rocha. Tal como no caso do sector vitivinícola, a política da grande distribuição arruína os produtores.
Tudo para os grandes, nada para os pequenos
Na reunião com a ACIRO - Associação Comercial, Industrial e Serviços da Região Oeste foram salientadas "as dificuldades que estas empresas enfrentam na obtenção de crédito, não sendo novas, têm sido agravadas com o “memorando da Troika” através da imposição, por parte da banca, de juros agiotas..." situação que confirma a validade da proposta dos deputados comunistas para "um papel mais activo da CGD no apoio e financiamento da economia real".
Os responsáveis da ACIRO manifestaram indignação sobre "os privilégios concedidos pelo Governo às grandes superfícies comerciais, sobre as vergonhosas imposições que estas grandes superfícies continuam a fazer aos produtores nacionais e à generalidade das empresas".
Destruiu-se a produção industrial
Como há muito o PCP tem dito "A produção nacional, nomeadamente a produção industrial comprova-se como o elemento central para a resolução dos problemas estruturais da nossa economia". A visita à Cooperativa Operária de Fabrico de Colchões “Bom Repouso” mostrou as potencialidades de um "projecto cooperativo", que com o empenho de cooperantes e trabalhadores, a inovação e a valorização do trabalho, evidencia-se a importância do potencial industrial do país. A experiência da Cooperativa, com investimento no essencial baseado em recursos próprios, revela também a realidade que há muito o PCP tem vindo a denunciar, no que toca às dificuldades e custos de acesso à banca.
O apoio da Banca é só para alguns
Os deputados comunistas insistiram em se avançar com políticas de apoio à produção nacional como, "uma política de crédito, em que a Caixa Geral de Depósitos tenha um papel central e de “referência” no mercado bancário nacional. Defendem que "Os três Programas de aplicação dos fundos comunitários, devem ser reformulados e reprogramados, dando prioridade absoluta às pequenas empresas dos sectores produtivos, agricultura, pescas, indústria transformadora e sector cooperativo".
Nova machadada nos preços da energia
Os deputados comunistas reafirmaram a sua disposição de luta "para que seja criado um sistema de preços da energia – electricidade, gás combustíveis líquidos, regulados e uma forte e atempada intervenção da Autoridade da Concorrência.
Defesa da produção nacional e das exportações
No âmbito da sistemática acção e intervenção em defesa da produção nacional e adequada protecção do mercado português...exigem que os bens importados, e em particular dos agro-alimentares, cumpram os requisitos impostos à produção nacional e se dê uma particular atenção "às volumosas importações da grande distribuição e de combate a operações de dumping".
Para a defesa da Cultura e do Associativismo Popular
Durante a reunião tida com as associações de cultura e defesa do património (Associação de Defesa e Valorização do Património Cultural de Torres Vedras; o Museu da Lourinhã, a Associação Estufa), o Grupo Parlamentar do PCP foi confrontado com "os efeitos das políticas de desvalorização do associativismo e do trabalho artístico e cultural. A falta de apoios e diminuição galopante do financiamento do estado às artes e à cultura, a burocracia, a ausência de uma política de estímulo à produção, criação, difusão e fruição culturais".
Concluiram os deputados que "a política de direita de submissão e de destruição do Serviço Público de Arte e Cultura, ... a mercantilização dos bens culturais e a sua elitização, apenas são combatidos pelas Associações culturais.
Por isso informaram que "O PCP vai realizar no próximo dia 24 de Outubro, uma Audição Parlamentar sobre o financiamento do Estado às artes e à cultura, incorporando já a análise à proposta de Orçamento do Estado que entretanto será entregue".
Os ataques ao Poder Local, à fiscalização e intervenção das populações
No encontro com o executivo camarário de Sobral de Monte Agraço, foram reveladas "as realidades e dificuldades enfrentadas pelos eleitos e pelas populações, gravemente afectados pela crise económica e social que o país vive", e os ataques ao Poder Local.
Para a consulta ao documento integral dos Deputados do PCP siga a seguinte ligação http://pcp.pt/encerramento-das-jornadas-parlamentares-do-pcp-em-torres-vedras
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
6 de outubro de 2011
Os responsáveis pela crise, para tótós
2ª Parte - Emagrecer o Estado (para engordar os privados)
Esta ideia, que se pretende inculcar nos tótós, "emagrecer o Estado", associada à ideia que o emagrecimento é uma ação saudável, pode ser muito perigosa, mesmo na saúde. O "emagrecimento" tem por objectivo tornar o organismo mais eficaz, mais capaz de fazer mais e melhor e não levá-lo a uma atrofia e morte lenta.
Infelizmente, a política de capitalismo neoliberal que os partidos de direita vêm desenvolvendo, mostra que este emagrecimento é anorexia. Não é uma mania, nem um comportamento, é uma doença que serve os interesses dos negócios privados, à custa de toda a população portuguesa.
O Estado, assim emagrecido, deixa de exercer as funções sociais para as quais pagam os contribuintes.
Os contribuintes não deixam de pagar as suas contribuições e ainda por cima vão ter que recorrer a serviços privados que se pagam bem. As empresas privadas, cobram os serviços que anteriormente eram quase gratuitos e recebem do Estado os subsídios para "rentabilizar" os serviços que prestam.
Mais adiante darei alguns exemplos de "emagrecimentos" que engordam os monopólios privados da saúde, do ensino, dos transportes e auto estradas, entre outros.
Aos totós um conselho: Deixem de ver apenas o que o PS, PSD, CDS quer mostrar na televisão e jornais que estão comprados pelos do costume.
Esta ideia, que se pretende inculcar nos tótós, "emagrecer o Estado", associada à ideia que o emagrecimento é uma ação saudável, pode ser muito perigosa, mesmo na saúde. O "emagrecimento" tem por objectivo tornar o organismo mais eficaz, mais capaz de fazer mais e melhor e não levá-lo a uma atrofia e morte lenta.
Infelizmente, a política de capitalismo neoliberal que os partidos de direita vêm desenvolvendo, mostra que este emagrecimento é anorexia. Não é uma mania, nem um comportamento, é uma doença que serve os interesses dos negócios privados, à custa de toda a população portuguesa.
O Estado, assim emagrecido, deixa de exercer as funções sociais para as quais pagam os contribuintes.
Os contribuintes não deixam de pagar as suas contribuições e ainda por cima vão ter que recorrer a serviços privados que se pagam bem. As empresas privadas, cobram os serviços que anteriormente eram quase gratuitos e recebem do Estado os subsídios para "rentabilizar" os serviços que prestam.
Mais adiante darei alguns exemplos de "emagrecimentos" que engordam os monopólios privados da saúde, do ensino, dos transportes e auto estradas, entre outros.
Aos totós um conselho: Deixem de ver apenas o que o PS, PSD, CDS quer mostrar na televisão e jornais que estão comprados pelos do costume.
5 de outubro de 2011
As responsabilidades da crise, para tótós.
1ª Parte - Os portugueses (os trabalhadores?) gastam acima das suas possibilidades.
É frequente o governo desculpar-se com a crise para justificar a política que os leva a penalizar os trabalhadores e a população em geral.
Os argumentos para enganar tótós são muitos.
Jornais e televisão insistem em retransmitir esta ideia.
Os portugueses que gastam acima das suas possibilidades foi argumento muito batido. Contudo como nem todos somos tótós e fomos descobrindo que quem gasta acima das suas possibilidades são os que sacam à fartazana em remunerações de 5.000, 10.000 e mais euros ou acumulam reformas pelos tachos que também tinham e têm remunerados a mais de 10.000 e 20.000 euros mensais. E como o exemplo vem de cima o nosso Presidente fez questão de confirmar.
Há dias foi dada uma notícia, já aqui referida, que enquanto os carros novos de gama baixa estão a reduzir as vendas, carros de luxo e topo de gama como os Porsches aumentaram as vendas em 40%. Claro que a Televisão não se atreveu a comentar esta verificação.
Numa outra notícia a Televisão informava que aumentam as casas a ser vendidas em hasta pública. Acrescentou que era uma boa oportunidade para alguns fazerem bons negócios. Quem é que gasta acima das possibilidades? Quem tem que vender a casa ou quem compra casas, muitas de luxo, só porque é um bom negócio? A esses a banca dá todo o crédito que puder, o que na estatística aparece como muita gente a viver dos créditos.
Ontem a RTP deu uma nova versão dos "portugueses viverem acima das suas possibilidades" ao apresentar um estudo da pordata que concluia que importamos mais do que exportamos. Esta é a versão que toca num dos problemas essenciais.
Teve esse senhor o descaramento de dizer que temos que aproveitar as nossas potencialidades. Toda a gente sabe que a maior potencialidade de uma sociedade são as pessoas. Contudo ele tudo faz para facilitar os despedimentos e aumentar o desemprego.
Referiu-se ainda às nossas potencialidades do mar quando foi ele que subsidiou o abatimento da frota pesqueira.
É um facto indesmentível que importamos mais que exportamos. Mas quem impôs esta política? Recordem-se dos governos PS, PSD e CDS a mando de Bruxelas, a darem subsídios para acabar com a agricultura e muitas indústrias que precisavam de ser ajudadas. Abriram, ainda, as portas à venda de empresas portuguesas às multinacionais, muitas delas encerradas depois, e que levaram, para os accionistas estrangeiros, muitas centenas de milhões de euros da nossa produção.
Muitos patrões compraram Porsches e Lamborguinis e encerraram as empresas deixando os trabalhadores na rua.
Há quem se atreva a dizer que os portugueses não querem trabalhar. Quem é que não quer trabalhar? E assim os responsaveis pelo governo deste país, eleitos pelo povo, é certo, destroem as nossas potencialidades e fazem os trabalhadores pagar a crise.
Resumindo e concluindo: Quem governa este país há 35 anos tem vindo a agravar a crise mas culpa os trabalhadores e obriga-os a pagar os defices e as dívidas que eles não criaram. Há ainda muitos tótós que vão nisto.
É frequente o governo desculpar-se com a crise para justificar a política que os leva a penalizar os trabalhadores e a população em geral.
Os argumentos para enganar tótós são muitos.
Jornais e televisão insistem em retransmitir esta ideia.
Os portugueses que gastam acima das suas possibilidades foi argumento muito batido. Contudo como nem todos somos tótós e fomos descobrindo que quem gasta acima das suas possibilidades são os que sacam à fartazana em remunerações de 5.000, 10.000 e mais euros ou acumulam reformas pelos tachos que também tinham e têm remunerados a mais de 10.000 e 20.000 euros mensais. E como o exemplo vem de cima o nosso Presidente fez questão de confirmar.
Carro do electricista que fez horas extraordinárias
Numa outra notícia a Televisão informava que aumentam as casas a ser vendidas em hasta pública. Acrescentou que era uma boa oportunidade para alguns fazerem bons negócios. Quem é que gasta acima das possibilidades? Quem tem que vender a casa ou quem compra casas, muitas de luxo, só porque é um bom negócio? A esses a banca dá todo o crédito que puder, o que na estatística aparece como muita gente a viver dos créditos.
Ontem a RTP deu uma nova versão dos "portugueses viverem acima das suas possibilidades" ao apresentar um estudo da pordata que concluia que importamos mais do que exportamos. Esta é a versão que toca num dos problemas essenciais.
Carro comprado com o subsídio de desemprego como entrada inicial
Hoje o Presidente da República, o tal que dá o exemplo, voltou a repetir que os portugueses vivem acima das suas possibilidades. Das duas, uma! Ou está a falar de alguns, ou as possibilidades estão a ser reduzidas abaixo das necessidades.Teve esse senhor o descaramento de dizer que temos que aproveitar as nossas potencialidades. Toda a gente sabe que a maior potencialidade de uma sociedade são as pessoas. Contudo ele tudo faz para facilitar os despedimentos e aumentar o desemprego.
Referiu-se ainda às nossas potencialidades do mar quando foi ele que subsidiou o abatimento da frota pesqueira.
Carro do ministro da Justiça Social
Muitos patrões compraram Porsches e Lamborguinis e encerraram as empresas deixando os trabalhadores na rua.
Há quem se atreva a dizer que os portugueses não querem trabalhar. Quem é que não quer trabalhar? E assim os responsaveis pelo governo deste país, eleitos pelo povo, é certo, destroem as nossas potencialidades e fazem os trabalhadores pagar a crise.
Resumindo e concluindo: Quem governa este país há 35 anos tem vindo a agravar a crise mas culpa os trabalhadores e obriga-os a pagar os defices e as dívidas que eles não criaram. Há ainda muitos tótós que vão nisto.
Interregno forçado
Aos amigos, leitores e seguidores deste blog
Por ter estado ausente desde o ultimo dia de setembro, foi forçado a interromper os meus escritos que pretendo que sejam renovados diariamente.
Espero, hoje, retomar o ritmo, escrevendo de forma simples e despreocupada sobre os assuntos que julgo úteis para ajudar a compreender o mundo e a sociedade em que vivemos.
Por ter estado ausente desde o ultimo dia de setembro, foi forçado a interromper os meus escritos que pretendo que sejam renovados diariamente.
Espero, hoje, retomar o ritmo, escrevendo de forma simples e despreocupada sobre os assuntos que julgo úteis para ajudar a compreender o mundo e a sociedade em que vivemos.
30 de setembro de 2011
Os buracos e a crise de alimento dos bichos da madeira
Dizia Salazar: "É aos pobres que temos que ir buscar o dinheiro porque eles são muitos e já estão habituados"
Já não é possível esconder que esta crise é inerente ao sistema capitalista que se apropria das mais valias do trabalho de quem produz e, com esse dinheiro, multiplica-o artificialmente com operações especulativas. A maioria dos "valores" que servem para os especuladores fazerem fortunas é dinheiro fictício. É papel que nada vale mas serviu para os muito ricos fazerem os seus negócios de comprar e vender enormes somas, com o financiamento dos bancos também eles com dinheiro fictício.
Ou seja, os "buracos" de uns são tapados com os "buracos" dos outros.
Quando um precisou do dinheiro para tapar o seu "buraco" foi pedir ao outro que lhe pagasse o que devia. O outro que tem um "buraco igual e não tem dinheiro para pagar, foi pedir a outro que lhe pagasse o que devia. Como pescadinha de rabo na boca, andam todos à volta mas, por cada volta que dão, vão sacando mais dinheiro através de juros o que aumenta os buracos de cada um e de todos.
Solução: para tapar todos os buracos que criaram, mais e maiores que os que o bicho da madeira, faz na madeira, vai de dar ordens aos governos (que estão às ordens dos mercados) para transformarem as suas dívidas em dívidas públicas. Com artes de vigarista profissional, os governos privatizam o que dá lucro e nacionalizam o que dá prejuizo. E assim vão transformando as dívidas privadas em dívidas públicas, cada vez maiores.
Injectam o nosso dinheiro, dos nossos impostos, do que nos retiram dos ordenados, do que nos aumentam os preços, nos bancos falidos, - cheios de buracos, tal como a madeira carunchosa que alimentou os bichos que a comem durante anos - e, com o nosso dinheiro, tapam os buracos para que os bichos continuem a ter alimento para comer.
Já não é possível esconder que esta crise é inerente ao sistema capitalista que se apropria das mais valias do trabalho de quem produz e, com esse dinheiro, multiplica-o artificialmente com operações especulativas. A maioria dos "valores" que servem para os especuladores fazerem fortunas é dinheiro fictício. É papel que nada vale mas serviu para os muito ricos fazerem os seus negócios de comprar e vender enormes somas, com o financiamento dos bancos também eles com dinheiro fictício.
Ou seja, os "buracos" de uns são tapados com os "buracos" dos outros. Quando um precisou do dinheiro para tapar o seu "buraco" foi pedir ao outro que lhe pagasse o que devia. O outro que tem um "buraco igual e não tem dinheiro para pagar, foi pedir a outro que lhe pagasse o que devia. Como pescadinha de rabo na boca, andam todos à volta mas, por cada volta que dão, vão sacando mais dinheiro através de juros o que aumenta os buracos de cada um e de todos.
Solução: para tapar todos os buracos que criaram, mais e maiores que os que o bicho da madeira, faz na madeira, vai de dar ordens aos governos (que estão às ordens dos mercados) para transformarem as suas dívidas em dívidas públicas. Com artes de vigarista profissional, os governos privatizam o que dá lucro e nacionalizam o que dá prejuizo. E assim vão transformando as dívidas privadas em dívidas públicas, cada vez maiores.
Injectam o nosso dinheiro, dos nossos impostos, do que nos retiram dos ordenados, do que nos aumentam os preços, nos bancos falidos, - cheios de buracos, tal como a madeira carunchosa que alimentou os bichos que a comem durante anos - e, com o nosso dinheiro, tapam os buracos para que os bichos continuem a ter alimento para comer.
29 de setembro de 2011
Acordos! e mais acordos. E quando é que acordamos?
Com os agradecimentos ao amigo que enviou e as desculpas por não referenciar o autor que não conheço.
O Governo português ao serviço da troika estrangeira
A troika está disponível para trocar o corte na taxa social única (TSU) por outra medida.
Notícia do Diário Económico.
Ficamos a saber que o Governo português foi autorizado pela troika.
Entretanto sabemos também pelo presidente da República que já não é em em 2012 que está a luz ao fundo do túnel. 2012 vai ser um ano de maiores sacrifícios.
Em 2008 Sócrates dizia que os sacrifícios feitos iriam acabar em 2009.
Em 2009 foi prometido o fim da crise em 2010.
Em 2010 os "governantes" aplicando sempre mais medidas de austeridade, prometeram o fim dos sacrifícios em 2011.
E agora?
Afinal, continuamos a pagar as dívidas que não contraímos e eu pergunto. Para onde vai o dinheiro que estamos a pagar?
Há alguns a ganhar fortunas com esta "crise" (ver aqui).
Notícia do Diário Económico.
Ficamos a saber que o Governo português foi autorizado pela troika.
Entretanto sabemos também pelo presidente da República que já não é em em 2012 que está a luz ao fundo do túnel. 2012 vai ser um ano de maiores sacrifícios.
Em 2008 Sócrates dizia que os sacrifícios feitos iriam acabar em 2009.
Em 2009 foi prometido o fim da crise em 2010.
Em 2010 os "governantes" aplicando sempre mais medidas de austeridade, prometeram o fim dos sacrifícios em 2011.
E agora?
Afinal, continuamos a pagar as dívidas que não contraímos e eu pergunto. Para onde vai o dinheiro que estamos a pagar?
Há alguns a ganhar fortunas com esta "crise" (ver aqui).
28 de setembro de 2011
Vamos continuar a comer e calar?
O Governo comemora os 100 dias de retrocesso civilizacional
Imagem do blog ferroadas
Manifestemos a nossa indignação pelos 13.000 dias de ataque ao 25 de Abril de 1974
13.000 dias de Governos de direita a destruir Portugal e a encher os bolsos dos magnatas. 13.000 dias a andar para trás. Isto tem que parar. A luta faz-se também na rua
Aumentam as desigualdades
Os ricos cada vez mais ricos com o dinheiro proveniente de quem trabalha
Américo Amorim, o rei da cortiça, ficou 800 milhões de euros mais rico. O patrão da Jerónimo Martins viu os seus bens reforçados em 635 milhões.
A soma das fortunas dos três mais ricos de Portugal, Américo Amorim, Belmiro de Azevedo e Alexandre Soares dos Santos é 6,38 mil milhões de euros, o equivalente a 3,6% do produto interno bruto nacional.
Estas três fortunas cresceram 1,4 mil milhões em 2010 ano de crise de aumento de impostos ao trabalhadores e reduções de ordenados.
Estas três fortunas cresceram 1,4 mil milhões em 2010 ano de crise de aumento de impostos ao trabalhadores e reduções de ordenados.
25 de setembro de 2011
Luta contra a "censura" e manipulação
Os Orgãos de Comunicação dita Social, dominados pelos grandes grupos económicos escondem a informação
Foi mais uma vez o que se passou com a Festa do Avante, é o que se passa com as manifestações de protesto contra as medidas (de direita) do Governo.
Através do link http://www.festadoavante.pcp.pt/index.html na página da Festa do Avante podem ver-se as imagens que as Televisões não mostraram.
Clicando no link http://www.pcp.pt/contra-o-programa-de-agress%C3%A3o-por-um-portugal-com-futuro pode ver-se uma das importantes acções do PCP de sábado passado.
Também no Sábado decorreu uma Sessão Pública sobre os Estaleiros de Viana do Castelo que pode ser vista em http://www.pcp.pt/pcp-solid%C3%A1rio-com-os-trabalhadores-dos-estaleiros-de-viana-do-castelo
A denúncia sobre o PREMAC - Programa de Redução e Melhoramento da Administração Central - reduzindo os serviços do Estado em áreas fundamentais como a Cultura e não cumprimento da Constituição, pode ser visto em http://www.pcp.pt/consequ%C3%AAncias-para-cultura-da-concretiza%C3%A7%C3%A3o-do-premac
50 organizações portuguesas tomam posição conjunta
Pelo reconhecimento do Estado palestiniano como membro das Nações Unidas, ver em http://www.odiario.info/?p=2213
Foi mais uma vez o que se passou com a Festa do Avante, é o que se passa com as manifestações de protesto contra as medidas (de direita) do Governo.
Através do link http://www.festadoavante.pcp.pt/index.html na página da Festa do Avante podem ver-se as imagens que as Televisões não mostraram.
Clicando no link http://www.pcp.pt/contra-o-programa-de-agress%C3%A3o-por-um-portugal-com-futuro pode ver-se uma das importantes acções do PCP de sábado passado.
Também no Sábado decorreu uma Sessão Pública sobre os Estaleiros de Viana do Castelo que pode ser vista em http://www.pcp.pt/pcp-solid%C3%A1rio-com-os-trabalhadores-dos-estaleiros-de-viana-do-castelo
A denúncia sobre o PREMAC - Programa de Redução e Melhoramento da Administração Central - reduzindo os serviços do Estado em áreas fundamentais como a Cultura e não cumprimento da Constituição, pode ser visto em http://www.pcp.pt/consequ%C3%AAncias-para-cultura-da-concretiza%C3%A7%C3%A3o-do-premac
50 organizações portuguesas tomam posição conjunta
Pelo reconhecimento do Estado palestiniano como membro das Nações Unidas, ver em http://www.odiario.info/?p=2213
As decisões cobardes do Ignobel da Paz
Obama desenvolve o programa de ataques com "drones" na Africa oriental
Os EUA estão a criar um anel de bases de drones armados em todo o Oceano Índico, na África oriental e na península arábica.
Notícia do The Telegraph
Notícia do The Telegraph
Drones é a designação dos aviões não tripulados, telecomandados como o MQ-9 Reaper que entram no espaço aéreo de estados soberanos para bombardear e matar quem os norte americanos queiram. Estão a ser utilizados no Afeganistão, no Paquistão e recentemente na Líbia, sendo responsáveis por muitos milhares de mortes de civis desses países.
24 de setembro de 2011
Obama mata
O ignobel da Paz mata
Obama matou Troy Davis apesar dos apelos que recebeu de todo o mundo incluindo do Papa. Troy Davis, foi há 22 anos condenado sem provas por um dos muitos tribunais fantoches dos EUA peritos em forjar provas ao sabor das conveniências.
Não bastaram os apelos de chefes de Estado de todo o mundo, do Papa, de milhares e milhares de cidadãos do seu País, não bastaram os 22 anos de prisão de um homem que durante a maior parte da sua vida foi torturado com a incerteza da morte a que foi condenado, sem provas, só porque foi acusado, quando tinha 21 anos de idade. Durante os 22 anos Troy Davis lutou para que acreditassem na sua inocência. Obama, assassinou-o friamente. Este assassínio como o de centenas de milhar de mortes que Obama tem causado não são crimes nas leis desta "democracia".
No El País encontrei esta estatistica do país da democraCIA.
Obama matou Troy Davis apesar dos apelos que recebeu de todo o mundo incluindo do Papa. Troy Davis, foi há 22 anos condenado sem provas por um dos muitos tribunais fantoches dos EUA peritos em forjar provas ao sabor das conveniências.
Não bastaram os apelos de chefes de Estado de todo o mundo, do Papa, de milhares e milhares de cidadãos do seu País, não bastaram os 22 anos de prisão de um homem que durante a maior parte da sua vida foi torturado com a incerteza da morte a que foi condenado, sem provas, só porque foi acusado, quando tinha 21 anos de idade. Durante os 22 anos Troy Davis lutou para que acreditassem na sua inocência. Obama, assassinou-o friamente. Este assassínio como o de centenas de milhar de mortes que Obama tem causado não são crimes nas leis desta "democracia".
No El País encontrei esta estatistica do país da democraCIA.
No corredor da morte
23 de setembro de 2011
O discurso de Dilma na ONU
Um discurso a que a Comunicação dita social deu pouca atenção mas que merece ser analisado
Não tenho pretensões a fazer uma análise aprofundada do discurso de Dilma na ONU. Começo por notar que, mais uma vez, em Portugal a "censura", autocensura ou critérios "misteriosos" na comunicação dita social, levaram a que se desse pouca atenção ao discurso de Dilma na abertura da AG da ONU.
Coisas foram ditas, outras subentendidas, outras ainda não ditas mas que mereciam umas palavras.
Independentemente de análises mais aprofundadas, e sabendo que Dilma não tem, própriamente, uma visão de esquerda da política, tocou em assuntos de grande importância.
Dilma deu algumas bofetadas nos responsáveis pela política dos países mais ricos. Criticou os poderosos que impõem aos outros as regras para combater a crise que eles criaram.
A causa da Palestina
Criticou directamente Israel, por não compreender que apenas uma Palestina “livre e soberana” poderá estender a “estabilidade política em seu entorno”. Acentuou também a responsabilidade da própria cúpula das Nações Unidas, e reivindicou um assento no seu Conselho de Segurança.
Foi clara na defesa da reivindicação do povo palestiniano. E sendo menos clara defendeu o cumprimento por todos os Estados membros da ONU, e pelas organizações internacionais, das Resoluções da ONU que reconhecem os direitos nacionais do povo palestiniano, nomeadamente o direito ao estabelecimento do Estado da Palestina, soberano e independente, nas fronteiras anteriores a 1967.
Recorde-se que no ano passado, o Brasil e outros países da Unasul [União de Nações Sul Americanas] tinham tomado a decisão de defender o Estado palestino.
Note-se que mais de 100 países já reconheceram o Estado da Palestina e bem vimos os aplausos de grande parte dos presentes.
A Mulher, a igualdade e a participação
Fez o apelo à igualdade e participação da mulher e ao falar da crise, Dilma disse “Nós, mulheres, sabemos, mais que ninguém, que o desemprego não é apenas uma estatística. Golpeia as famílias, nossos filhos e nossos maridos. Tira a esperança e deixa a violência e a dor” e disse: “Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da vida política e da vida profissional, e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje”. Lembrou ainda o período em que foi torturada na prisão, durante o regime da ditadura militar.
A Crise Económica [do capitalismo] mundial
Na sua análise da crise económica internacional, afirmou que a crise também é de governança e de coordenação política. Poderia bem ter dito que era também de opções políticas. Deixou claro que o grupo dos sete países mais ricos do mundo não tem mais condições políticas para resolver a crise.
Acusou os países mais avançados de transferirem o custo das suas crises para economias emergentes. Criticou as desigualdades. Faltou a referência que essa transferência de custos penaliza sobretudo os trabalhadores e os mais pobres.
Desemprego e responsabilidade dos Bancos
Contudo apontou o dedo aos Estados Unidos que provocaram uma crise geral e o desemprego de mais de 14 milhões de trabalhadores, no seu próprio país. Lembrou que os países da União Europeia, já somam 44 milhões de desempregados, e no mundo mais de 205 milhões. Dilma mostrou o seu cepticismo face às políticas e medidas adoptadas e apresentou saídas dizendo que "esta crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo" e concluiu "todos os países sofrem as consequências da crise, todos têm o direito de participar das soluções".
Muitas mais coisas foram ditas que merecem reflexão, para o bem ou para o mal. Algumas notas:
- Substituir teorias do passado e de um mundo velho...por novas, para um mundo novo.
- Estimular as economias debilitadas
- Controlar o sistema financeiro, fonte de instabilidade. Impedir a manipulação do câmbio
- Reforço do mercado interno. Inovação tecnológica
- Combater as causas da crise e instabilidade global
- Recurso à força para resolver conflitos. Novos ciclos de violência e fomento do terrorismo
- Responsabilidade de proteger e as dolorosas consequências de intervenções
- Necessidade da reforma do Conselho de Segurança
- Defesa do ambiente e do clima. Respeito pelo protocolo de Kyoto
Não tenho pretensões a fazer uma análise aprofundada do discurso de Dilma na ONU. Começo por notar que, mais uma vez, em Portugal a "censura", autocensura ou critérios "misteriosos" na comunicação dita social, levaram a que se desse pouca atenção ao discurso de Dilma na abertura da AG da ONU.
Coisas foram ditas, outras subentendidas, outras ainda não ditas mas que mereciam umas palavras.
Independentemente de análises mais aprofundadas, e sabendo que Dilma não tem, própriamente, uma visão de esquerda da política, tocou em assuntos de grande importância.
Dilma deu algumas bofetadas nos responsáveis pela política dos países mais ricos. Criticou os poderosos que impõem aos outros as regras para combater a crise que eles criaram.
A causa da Palestina
Criticou directamente Israel, por não compreender que apenas uma Palestina “livre e soberana” poderá estender a “estabilidade política em seu entorno”. Acentuou também a responsabilidade da própria cúpula das Nações Unidas, e reivindicou um assento no seu Conselho de Segurança.
Foi clara na defesa da reivindicação do povo palestiniano. E sendo menos clara defendeu o cumprimento por todos os Estados membros da ONU, e pelas organizações internacionais, das Resoluções da ONU que reconhecem os direitos nacionais do povo palestiniano, nomeadamente o direito ao estabelecimento do Estado da Palestina, soberano e independente, nas fronteiras anteriores a 1967.
Recorde-se que no ano passado, o Brasil e outros países da Unasul [União de Nações Sul Americanas] tinham tomado a decisão de defender o Estado palestino.
Note-se que mais de 100 países já reconheceram o Estado da Palestina e bem vimos os aplausos de grande parte dos presentes.
A Mulher, a igualdade e a participação
Fez o apelo à igualdade e participação da mulher e ao falar da crise, Dilma disse “Nós, mulheres, sabemos, mais que ninguém, que o desemprego não é apenas uma estatística. Golpeia as famílias, nossos filhos e nossos maridos. Tira a esperança e deixa a violência e a dor” e disse: “Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da vida política e da vida profissional, e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje”. Lembrou ainda o período em que foi torturada na prisão, durante o regime da ditadura militar.
A Crise Económica [do capitalismo] mundial
Na sua análise da crise económica internacional, afirmou que a crise também é de governança e de coordenação política. Poderia bem ter dito que era também de opções políticas. Deixou claro que o grupo dos sete países mais ricos do mundo não tem mais condições políticas para resolver a crise.
Acusou os países mais avançados de transferirem o custo das suas crises para economias emergentes. Criticou as desigualdades. Faltou a referência que essa transferência de custos penaliza sobretudo os trabalhadores e os mais pobres.
Desemprego e responsabilidade dos Bancos
Contudo apontou o dedo aos Estados Unidos que provocaram uma crise geral e o desemprego de mais de 14 milhões de trabalhadores, no seu próprio país. Lembrou que os países da União Europeia, já somam 44 milhões de desempregados, e no mundo mais de 205 milhões. Dilma mostrou o seu cepticismo face às políticas e medidas adoptadas e apresentou saídas dizendo que "esta crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo" e concluiu "todos os países sofrem as consequências da crise, todos têm o direito de participar das soluções".
Muitas mais coisas foram ditas que merecem reflexão, para o bem ou para o mal. Algumas notas:
- Substituir teorias do passado e de um mundo velho...por novas, para um mundo novo.
- Estimular as economias debilitadas
- Controlar o sistema financeiro, fonte de instabilidade. Impedir a manipulação do câmbio
- Reforço do mercado interno. Inovação tecnológica
- Combater as causas da crise e instabilidade global
- Recurso à força para resolver conflitos. Novos ciclos de violência e fomento do terrorismo
- Responsabilidade de proteger e as dolorosas consequências de intervenções
- Necessidade da reforma do Conselho de Segurança
- Defesa do ambiente e do clima. Respeito pelo protocolo de Kyoto
22 de setembro de 2011
O Jornalismo em Portugal
Ao serviço do pensamento único, da ideologia capitalista dominante no mundo
No blog Pedras Rolantes, Venerando de Matos mostra, com alguns exemplos, como a comunicação dita "social" (não) trata os assuntos que realmente são importantes para a sociedade. É um assunto que me indigna e que tenho referido muitas vezes.
Venerando de Matos aponta que "Em Espanha, uma greve geral de professores em defesa do ensino público, entra no segundo dia e anima o debate público no país vizinho". Do lado de cá da fronteira é bom que nada se saiba não vão os nossos professores lembrar-se da forma como eles e o ensino são tratados.
Diz também que, "Em Nova Iorque algumas centenas de jovens, imitando o movimento dos “indignados” assentam arraiais há vários dias em Wall Street". Maus exemplos que não devem ser revelados para, em Portugal, não acordar os adormecidos.
Matos lamenta que "mil e um pequenos e grandes acontecimentos que descobrimos na imprensa internacional aqui na net, que nem sequer são comentados na comunicação social portuguesa ...". Diria eu que não é por razões de espaço, pois também a nossa Comunicação dita Social, impinge-nos mil e um pequenos e grandes acontecimentos e futilidades para nos "distrair" do que é de facto importante. Há dias dei o exemplo da notícia muito difundida em Portugal de que os preservativos chineses são demasiado pequenos para os sul africanos.
Por outro lado, como diz Venerando de Matos, "todos os canais repetem até à exaustão as mesmas notícias, os mesmos temas , as mesmas ideias, os mesmos comentadores e entrevistados…" o que mostra que não há falta de espaço mas a intenção de "martelar" as cabeças dos portugueses com o que interessa à direita no poder.
O texto do Blog Pedras Rolantes conclui que "Os três canais informativos por cabo chegam a dar, ao mesmo tempo, a mesma conferência de imprensa, a discussão sobre o mesmo tema e muitas vezes, são os mesmos comentadores, todos a pensar da mesma maneira, apenas com ligeiras nuances para dar algum colorido à coisa".
Diz ainda que, "Em vez de reportagem, temos cada vez mais comentário, em vez de debate pluralista, temos cada vez mais “especialistas” de tudo e coisa nenhuma que, no essencial , pensam da mesma maneira, em vez de diversidade, o domínio do pensamento único…"
Não é por acaso, que o pensamento único que domina o país há 35 anos, tenta repetir e aproveitar o pensamento único que formatou os cérebros de muitos portugueses nos 48 anos da salazarenta ditadura. Agora o poder da direita instalada apoia-se nessas ideias, na submissão aos que mandam, na aceitação da intromissão da igreja na política, no anticomunismo, nos preconceitos difundidos de que a política é para os políticos, de que são todos iguais, de que assim foi sempre e sempre continuará a ser, que cada um "amanha-se", etc. etc.
Para garantir essa continuidade, para que os eleitores não despertem para outras soluções, para outras políticas, para outros modelos de sociedade,"Os mesmos ex-ministros que conduziram o país aos descalabro são ouvidos por tudo e por nada sobre a crise, e ainda têm o descaramento de darem a sua opinião e conselhos, e desta ser respeitada pelos jornalistas, sem recurso ao contraditório...".
"E quando não há “casos” para debater, inventam-se, forçando declarações ou distorcendo interpretações..." distraindo para futilidades, fazendo o apelo ao egoismo e ao individualismo do "salve-se quem puder", à lei do mais forte, e para terminar como termina Venerando de Matos, "…e é assim que se vai fazendo jornalismo em Portugal…".
Pode este "jornalismo" atrasar o progresso da sociedade mas, tal como acabou o esclavagismo, como acabou o feudalismo, acabará este modelo explorador, injusto, de sociedade capitalista.
No blog Pedras Rolantes, Venerando de Matos mostra, com alguns exemplos, como a comunicação dita "social" (não) trata os assuntos que realmente são importantes para a sociedade. É um assunto que me indigna e que tenho referido muitas vezes.
Venerando de Matos aponta que "Em Espanha, uma greve geral de professores em defesa do ensino público, entra no segundo dia e anima o debate público no país vizinho". Do lado de cá da fronteira é bom que nada se saiba não vão os nossos professores lembrar-se da forma como eles e o ensino são tratados.
Diz também que, "Em Nova Iorque algumas centenas de jovens, imitando o movimento dos “indignados” assentam arraiais há vários dias em Wall Street". Maus exemplos que não devem ser revelados para, em Portugal, não acordar os adormecidos.
Matos lamenta que "mil e um pequenos e grandes acontecimentos que descobrimos na imprensa internacional aqui na net, que nem sequer são comentados na comunicação social portuguesa ...". Diria eu que não é por razões de espaço, pois também a nossa Comunicação dita Social, impinge-nos mil e um pequenos e grandes acontecimentos e futilidades para nos "distrair" do que é de facto importante. Há dias dei o exemplo da notícia muito difundida em Portugal de que os preservativos chineses são demasiado pequenos para os sul africanos.
Por outro lado, como diz Venerando de Matos, "todos os canais repetem até à exaustão as mesmas notícias, os mesmos temas , as mesmas ideias, os mesmos comentadores e entrevistados…" o que mostra que não há falta de espaço mas a intenção de "martelar" as cabeças dos portugueses com o que interessa à direita no poder.O texto do Blog Pedras Rolantes conclui que "Os três canais informativos por cabo chegam a dar, ao mesmo tempo, a mesma conferência de imprensa, a discussão sobre o mesmo tema e muitas vezes, são os mesmos comentadores, todos a pensar da mesma maneira, apenas com ligeiras nuances para dar algum colorido à coisa".
Diz ainda que, "Em vez de reportagem, temos cada vez mais comentário, em vez de debate pluralista, temos cada vez mais “especialistas” de tudo e coisa nenhuma que, no essencial , pensam da mesma maneira, em vez de diversidade, o domínio do pensamento único…"
Não é por acaso, que o pensamento único que domina o país há 35 anos, tenta repetir e aproveitar o pensamento único que formatou os cérebros de muitos portugueses nos 48 anos da salazarenta ditadura. Agora o poder da direita instalada apoia-se nessas ideias, na submissão aos que mandam, na aceitação da intromissão da igreja na política, no anticomunismo, nos preconceitos difundidos de que a política é para os políticos, de que são todos iguais, de que assim foi sempre e sempre continuará a ser, que cada um "amanha-se", etc. etc.
Para garantir essa continuidade, para que os eleitores não despertem para outras soluções, para outras políticas, para outros modelos de sociedade,"Os mesmos ex-ministros que conduziram o país aos descalabro são ouvidos por tudo e por nada sobre a crise, e ainda têm o descaramento de darem a sua opinião e conselhos, e desta ser respeitada pelos jornalistas, sem recurso ao contraditório...".
"E quando não há “casos” para debater, inventam-se, forçando declarações ou distorcendo interpretações..." distraindo para futilidades, fazendo o apelo ao egoismo e ao individualismo do "salve-se quem puder", à lei do mais forte, e para terminar como termina Venerando de Matos, "…e é assim que se vai fazendo jornalismo em Portugal…".
Pode este "jornalismo" atrasar o progresso da sociedade mas, tal como acabou o esclavagismo, como acabou o feudalismo, acabará este modelo explorador, injusto, de sociedade capitalista.
21 de setembro de 2011
Jaime Gralheiro
Uma Justa Homenagem
A Comissão Organizadora da Homenagem a Jaime Gralheiro, considerou a iniciativa realizada no Sábado passado, em S. Pedro do Sul, "um verdadeiro e retumbante sucesso".
Em comunicado reconhece que foi em boa hora que o PCP (DORViseu) e CICLafões, realizou a Homenagem devida e merecida ao Cidadão empenhado, ao Artista profícuo, ao Advogado de causas e ao Democrata de convicções, que Jaime Gralheiro sempre foi.
O Cine-Teatro de S. Pedro do Sul ficou completamente cheio. Sampedrenses, lafonenses, amigos, colegas e camaradas, gente de outras origens, ilustres desconhecidos e conhecidos, instituições (Ordem dos Advogados, Associação Ateísta de Portugal, a Câmara Municipal de S. Pedro do Sul e de Vouzela, a União Desportiva Sampedrense, a Associação José Afonso e o Cénico Grupo de Teatro Popular), ali quiseram estar e partilhar esse momento de enorme alegria.
O Grupo de Cantares de Manhouce, o Cénico - Grupo de Teatro Popular, o Alafum e o grupo Vozes de Manhouce, com Isabel Silvestre, presentearam-nos com actuações brilhantes. Notáveis foram, também, as intervenções de Licínio Nazaré, José de Oliveira Barata, António Bica e Ruben de Carvalho. Tudo isto temperado pela mestria da apresentação de Mário Augusto.
Foram quase 4 horas ininterruptas de belíssimos momentos de expressão artística e de saber. Exaltante foi aquele momento em que o grupo juvenil Vozes de Manhouce cantou os temas "Acordai" e "Não fiques para trás ó companheiro", poemas de José Gomes Ferreira e de Carlos Oliveira, musicados por Fernando Lopes Graça.
António Bica, enviou-me as notas que leu e que aqui sintetizo, por revelarem um periodo histórico que é preciso não esquecer, "entre pouco depois de meados da década de 1960 e o 25 de Abril, durante quase 10 anos, o Jaime Gralheiro com outros em Lafões, em verdade não muitos, procuravam com o reduzido número dos inconformados do país mudar para melhor as condições políticas, sociais, culturais e económicas...".
Para ver mais clique (aqui).
A censura nas notícias
A comunicação social dominada
Todos os dias vimos exemplos da censura na Comunicação dita Social.
Através de um documento revelado pela Wikileaks o jornal O Público revela mais uma interferência dos EUA (os tais que se afirmam democratas) a restringir a liberdade de informação relativamente à guerra no Iraque. Por aqui se adivinha o que se passa com o Afeganistão, com a Líbia, e todas as outras guerras que os EUA lançam no mundo.
Notícia desenvolvida no separador "Coisas..."
20 de setembro de 2011
Manobras da direita
Os buracos e as dívidas do Governo Regional da Madeira
Hoje o Público, brindou os leitores com uma notícia sobre uma das muitas posições que o PCP tem vindo a assumir, na defesa dos trabalhadores e das populações, sempre sacrificadas com a política que há 36 anos a direita vem impondo aos portugueses.
Os partidos da direita refugiam-se numa "falsa verdade". Dizem: "Se os portugueses votam em nós, apoiam a nossa política". Esta é uma das falsidades da "democracia representativa".
A direita domina a informação, tem os meios de propaganda, usa o Aparelho de Estado para influenciar e enganar, impede a informação das alternativas à sua política, convence os portugueses de que a "crise" é uma coisa que nos caiu em cima como se fora vontade de Deus, ou obra da natureza, ou tempestade climática, ou peste asiática, coisas do acaso, estranhas à vontade humana e muito mais estranhas à política que eles vêm seguindo.
Anos e anos a martelar nas cabeças de um povo, arreigado a preconceitos e crenças que Salazar tão bem explorou, e que hoje tanto convêm à direita, claro que só pode dar este resultado. Contudo, as consequências desta política, acabam por, aos poucos, abrirem os olhos a muitos dos enganados.
A comunicação dita social, não foge à regra e não pode continuar a esconder tudo, sob pena de se desacreditar ainda mais.
É esta a notícia do Público:
PCP promete combater mais austeridade sobre cidadãos por causa da Madeira
20.09.2011 - 11:17 Por Lusa
O PCP prometeu hoje combater eventuais aumentos adicionais da carga fiscal sobre os cidadãos da Madeira ou o fim do subsídio de insularidade, na sequência de notícias sobre novos buracos financeiros nas contas da região.
“Medidas como as que já foram aventadas, de acabar com o subsídio de insularidade ou de fazer incidir uma sobrecarga fiscal sobre os cidadãos da Madeira, parece-nos que é um mau caminho e naturalmente que o contestaremos”, avisou o deputado comunista António Filipe, em declarações à agência Lusa
O PÚBLICO avança hoje que o Tribunal de Contas está a investigar um novo buraco de 220 milhões de euros nas contas da Madeira, na sequência de um empréstimo pela Empresa de Eletricidade que o Governo regional “desviou” para pagar despesas de funcionamento, incluindo salários e subsídios de férias de pessoal da Administração Pública Regional.
Para António Filipe, a situação demonstra “a justeza e a pertinência” das iniciativas que o PCP acaba de propor e que hoje mesmo apresentará na mesa da Assembleia da República para que, “de uma vez por todas”, se faça o apuramento rigoroso da situação financeira e da dívida da Madeira.
(...)
“Relativamente à imposição de medidas adicionais, ditas de austeridade, sobre os cidadãos da Madeira, discordamos profundamente. Aliás, um receio que temos é que venham a ser as camadas sociais mais desfavorecidas, aquelas que não beneficiaram nada com a governação do PSD/Madeira, a ser afectadas nos seus direitos, supostamente em nome do combate a esta situação de dívida”, declarou.
O PCP entrega hoje dois projectos de resolução sobre a situação financeira da Região Autónoma da Madeira, recomendando que o Banco de Portugal determine o valor da dívida total e que se crie uma comissão parlamentar eventual.
A iniciativa do PCP surgiu na sequência de informações do Instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal sobre a ocultação de informações nas contas públicas da Madeira.
Hoje o Público, brindou os leitores com uma notícia sobre uma das muitas posições que o PCP tem vindo a assumir, na defesa dos trabalhadores e das populações, sempre sacrificadas com a política que há 36 anos a direita vem impondo aos portugueses.
Os partidos da direita refugiam-se numa "falsa verdade". Dizem: "Se os portugueses votam em nós, apoiam a nossa política". Esta é uma das falsidades da "democracia representativa".
A direita domina a informação, tem os meios de propaganda, usa o Aparelho de Estado para influenciar e enganar, impede a informação das alternativas à sua política, convence os portugueses de que a "crise" é uma coisa que nos caiu em cima como se fora vontade de Deus, ou obra da natureza, ou tempestade climática, ou peste asiática, coisas do acaso, estranhas à vontade humana e muito mais estranhas à política que eles vêm seguindo.
Anos e anos a martelar nas cabeças de um povo, arreigado a preconceitos e crenças que Salazar tão bem explorou, e que hoje tanto convêm à direita, claro que só pode dar este resultado. Contudo, as consequências desta política, acabam por, aos poucos, abrirem os olhos a muitos dos enganados.
A comunicação dita social, não foge à regra e não pode continuar a esconder tudo, sob pena de se desacreditar ainda mais.
É esta a notícia do Público:
PCP promete combater mais austeridade sobre cidadãos por causa da Madeira
20.09.2011 - 11:17 Por Lusa
O PCP prometeu hoje combater eventuais aumentos adicionais da carga fiscal sobre os cidadãos da Madeira ou o fim do subsídio de insularidade, na sequência de notícias sobre novos buracos financeiros nas contas da região.
“Medidas como as que já foram aventadas, de acabar com o subsídio de insularidade ou de fazer incidir uma sobrecarga fiscal sobre os cidadãos da Madeira, parece-nos que é um mau caminho e naturalmente que o contestaremos”, avisou o deputado comunista António Filipe, em declarações à agência Lusa
O PÚBLICO avança hoje que o Tribunal de Contas está a investigar um novo buraco de 220 milhões de euros nas contas da Madeira, na sequência de um empréstimo pela Empresa de Eletricidade que o Governo regional “desviou” para pagar despesas de funcionamento, incluindo salários e subsídios de férias de pessoal da Administração Pública Regional.
Para António Filipe, a situação demonstra “a justeza e a pertinência” das iniciativas que o PCP acaba de propor e que hoje mesmo apresentará na mesa da Assembleia da República para que, “de uma vez por todas”, se faça o apuramento rigoroso da situação financeira e da dívida da Madeira.
(...)
“Relativamente à imposição de medidas adicionais, ditas de austeridade, sobre os cidadãos da Madeira, discordamos profundamente. Aliás, um receio que temos é que venham a ser as camadas sociais mais desfavorecidas, aquelas que não beneficiaram nada com a governação do PSD/Madeira, a ser afectadas nos seus direitos, supostamente em nome do combate a esta situação de dívida”, declarou.
O PCP entrega hoje dois projectos de resolução sobre a situação financeira da Região Autónoma da Madeira, recomendando que o Banco de Portugal determine o valor da dívida total e que se crie uma comissão parlamentar eventual.
A iniciativa do PCP surgiu na sequência de informações do Instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal sobre a ocultação de informações nas contas públicas da Madeira.
19 de setembro de 2011
O negócio da guerra
A crise do capitalismo, a ser paga por todos nós, é uma oportunidade para reforçar o poder das grandes corporações
Em 1961 o general Dwight Eisenhower no seu discurso de despedida como presidente dos EUA, disse:
«... três milhões e meio de homens e mulheres estão directamente envolvidos em instituições de defesa. Gastamos anualmente em segurança militar mais do que o lucro líquido de todas as corporações dos Estados Unidos.
Esta conjunção de um imenso estabelecimento militar e uma grande indústria de armamentos é nova na experiência americana. Essa influência total – económica, política, mesmo espiritual – é sentida em cada cidade, cada capital de Estado, todos os serviços do governo Federal. Reconhecemos a necessidade imperativa deste desenvolvimento. Contudo, não podemos deixar de compreender as suas graves implicações. Nossos trabalhos, recursos e meios de subsistência estão todos envolvidos; assim é a própria estrutura da nossa sociedade.»
Rui Namorado Rosa, num interessante artigo na revista o Militante, caracteriza a evolução da indústria militar nos EUA e mostra como "o grande capital tomou a sinistra oportunidade da guerra para lançar mão sobre os cofres do Estado e ganhar acrescida influência na sua direcção política" e ainda que "A concentração do capital conferiu acrescido peso aos oligopólios que de facto comandam sectores industriais inteiros, que enquanto transnacionais abarcam como polvos o mundo inteiro, e persuadem ou impõem a sua vontade aos governos de Estados dominadores ou dominados".
Revela ainda o autor que as 100 maiores corporações produtoras de armamento, aumentaram as suas vendas para 1543 mil milhões de US$ em 2009.
Ver artigo completo em http://www.omilitante.pcp.pt/pt/314/Internacional/631/O-complexo-militar-industrial-e-a-energia-nuclear.htm
Em 1961 o general Dwight Eisenhower no seu discurso de despedida como presidente dos EUA, disse:
«... três milhões e meio de homens e mulheres estão directamente envolvidos em instituições de defesa. Gastamos anualmente em segurança militar mais do que o lucro líquido de todas as corporações dos Estados Unidos.
Esta conjunção de um imenso estabelecimento militar e uma grande indústria de armamentos é nova na experiência americana. Essa influência total – económica, política, mesmo espiritual – é sentida em cada cidade, cada capital de Estado, todos os serviços do governo Federal. Reconhecemos a necessidade imperativa deste desenvolvimento. Contudo, não podemos deixar de compreender as suas graves implicações. Nossos trabalhos, recursos e meios de subsistência estão todos envolvidos; assim é a própria estrutura da nossa sociedade.»
Rui Namorado Rosa, num interessante artigo na revista o Militante, caracteriza a evolução da indústria militar nos EUA e mostra como "o grande capital tomou a sinistra oportunidade da guerra para lançar mão sobre os cofres do Estado e ganhar acrescida influência na sua direcção política" e ainda que "A concentração do capital conferiu acrescido peso aos oligopólios que de facto comandam sectores industriais inteiros, que enquanto transnacionais abarcam como polvos o mundo inteiro, e persuadem ou impõem a sua vontade aos governos de Estados dominadores ou dominados".
Revela ainda o autor que as 100 maiores corporações produtoras de armamento, aumentaram as suas vendas para 1543 mil milhões de US$ em 2009.
Ver artigo completo em http://www.omilitante.pcp.pt/pt/314/Internacional/631/O-complexo-militar-industrial-e-a-energia-nuclear.htm
18 de setembro de 2011
A censura na comunicação "social"
O que a direita não quer que se saiba
Tal como em relação à Festa do Avante e outras actividades dos comunistas, também as vitórias das forças de esquerda no estrangeiro, são caladas pela "nossa" comunicação dita social. Para estar informado, é hoje indispensável recorrer à imprensa não dependente dos grandes grupos económicos que dominam a nossa comunicação.
Felizmente, existem jornais como o Jornal Avante, jornais de organizações de esquerda, blogues que tomam partido face à exploração desenfreada que o grande capital desenvolve neste mundo de globalização.
Ao percorrer as notícias nos nossos jornais encontrei coisas tão importantes como esta:
"Preservativos chineses são pequenos para sul-africanos". Experimentem fazer uma busca por exemplo, no google e logo vêm a grande quantidade de noticias destas difundidas pelas cadeias internacionais.
Ni rebeldes ni OTAN doblegan resistencia en bastiones Gadafi
Escrito por Ulises Canales
18 de septiembre de 2011, 03:57Trípoli, 18 sep (PL) Civiles y militares leales a Muamar El Gadafi resistieron firmemente hoy en Sirte la ofensiva de fuerzas rebeldes libias por tres flancos y los incesantes bombardeos de la OTAN, mientras mantenían indómito Bani Walid.
Voceros de los propios insurgentes del autodenominado Consejo Nacional de Transición (CNT) reconocieron la capacidad de contraataque de los hombres de El Gadafi, quien desde un lugar desconocido continúa alentando a combatir a "traidores y agresores extranjeros".
A pesar de los intensos ataques de la aviación de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) sobre la ciudad natal del ahora evadido líder libio, los sublevados no pudieron tomarla después de verse obligados a un repliegue a la desbandada el viernes.
Reportes indicaron que los insurgentes se habían adentrado en la urbe, situada en la costa mediterránea al oriente de Trípoli, pero tuvieron que retroceder nuevamente tras dos horas de combates en los que predominó la potencia de fuego de los pro-Gadafi.
Tal como em relação à Festa do Avante e outras actividades dos comunistas, também as vitórias das forças de esquerda no estrangeiro, são caladas pela "nossa" comunicação dita social. Para estar informado, é hoje indispensável recorrer à imprensa não dependente dos grandes grupos económicos que dominam a nossa comunicação.
Felizmente, existem jornais como o Jornal Avante, jornais de organizações de esquerda, blogues que tomam partido face à exploração desenfreada que o grande capital desenvolve neste mundo de globalização.
Ao percorrer as notícias nos nossos jornais encontrei coisas tão importantes como esta:
"Preservativos chineses são pequenos para sul-africanos". Experimentem fazer uma busca por exemplo, no google e logo vêm a grande quantidade de noticias destas difundidas pelas cadeias internacionais.
Contudo, não encontrei, certamente por não terem importância, notícias como as seguintes:
Las fuerzas democráticas y los comunistas en Letonia ganan las elecciones
Después de Bielorrusia y Moldavia, Letonia es la tercera ex república socialista soviética en que las fuerzas soviéticas, populares, anticapitalistas y comunistas ganan las elecciones. El Centro de la Harmonía, coalición en la que están los comunistas soviéticos del Partido Socialista (llamarse comunista está prohibido por los nacionalistas-fascistas) ha conseguido el primer puesto con 28,71 % superando a las fuerzas burguesas.
Ou estas:
Escrito por Ulises Canales
18 de septiembre de 2011, 03:57Trípoli, 18 sep (PL) Civiles y militares leales a Muamar El Gadafi resistieron firmemente hoy en Sirte la ofensiva de fuerzas rebeldes libias por tres flancos y los incesantes bombardeos de la OTAN, mientras mantenían indómito Bani Walid.
Voceros de los propios insurgentes del autodenominado Consejo Nacional de Transición (CNT) reconocieron la capacidad de contraataque de los hombres de El Gadafi, quien desde un lugar desconocido continúa alentando a combatir a "traidores y agresores extranjeros".
A pesar de los intensos ataques de la aviación de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) sobre la ciudad natal del ahora evadido líder libio, los sublevados no pudieron tomarla después de verse obligados a un repliegue a la desbandada el viernes.
Reportes indicaron que los insurgentes se habían adentrado en la urbe, situada en la costa mediterránea al oriente de Trípoli, pero tuvieron que retroceder nuevamente tras dos horas de combates en los que predominó la potencia de fuego de los pro-Gadafi.
Por isso continuarei a denunciar esta forma de censura e a publicar mais casos no separador "Coisas" dete blog.
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