21 de setembro de 2011

A censura nas notícias

A comunicação social dominada

Todos os dias vimos exemplos da censura na Comunicação dita Social.
Através de um documento revelado pela Wikileaks o jornal O Público revela mais uma interferência dos EUA (os tais que se afirmam democratas) a restringir a liberdade de informação relativamente à guerra no Iraque. Por aqui se adivinha o que se passa com o Afeganistão, com a Líbia, e todas as outras guerras que os EUA lançam no mundo.

Notícia desenvolvida no separador "Coisas..."

20 de setembro de 2011

Manobras da direita

Os buracos e as dívidas do Governo Regional da Madeira


Hoje o Público, brindou os leitores com uma notícia sobre uma das muitas posições que o PCP tem vindo a assumir, na defesa dos trabalhadores e das populações, sempre sacrificadas com a política que há 36 anos a direita vem impondo aos portugueses.
  
Os partidos da direita refugiam-se numa "falsa verdade". Dizem: "Se os portugueses votam em nós, apoiam a nossa política". Esta é uma das falsidades da "democracia representativa". 
A direita domina a informação, tem os meios de propaganda, usa o Aparelho de Estado para influenciar e enganar, impede a informação das alternativas à sua política, convence os portugueses de que a "crise" é uma coisa que nos caiu em cima como se fora vontade de Deus, ou obra da natureza, ou tempestade climática, ou peste asiática, coisas do acaso, estranhas à vontade humana e muito mais estranhas à política que eles vêm seguindo. 


Anos e anos a martelar nas cabeças de um povo, arreigado a preconceitos e crenças que Salazar tão bem explorou, e que hoje tanto convêm à direita, claro que só pode dar este resultado. Contudo, as consequências desta política, acabam por, aos poucos, abrirem os olhos a muitos dos enganados. 
A comunicação dita social, não foge à regra e não pode continuar a esconder tudo, sob pena de se desacreditar ainda mais.

É esta a notícia do Público:

PCP promete combater mais austeridade sobre cidadãos por causa da Madeira
20.09.2011 - 11:17 Por Lusa

O PCP prometeu hoje combater eventuais aumentos adicionais da carga fiscal sobre os cidadãos da Madeira ou o fim do subsídio de insularidade, na sequência de notícias sobre novos buracos financeiros nas contas da região.


“Medidas como as que já foram aventadas, de acabar com o subsídio de insularidade ou de fazer incidir uma sobrecarga fiscal sobre os cidadãos da Madeira, parece-nos que é um mau caminho e naturalmente que o contestaremos”, avisou o deputado comunista António Filipe, em declarações à agência Lusa 


O PÚBLICO avança hoje que o Tribunal de Contas está a investigar um novo buraco de 220 milhões de euros nas contas da Madeira, na sequência de um empréstimo pela Empresa de Eletricidade que o Governo regional “desviou” para pagar despesas de funcionamento, incluindo salários e subsídios de férias de pessoal da Administração Pública Regional. 
Para António Filipe, a situação demonstra “a justeza e a pertinência” das iniciativas que o PCP acaba de propor e que hoje mesmo apresentará na mesa da Assembleia da República para que, “de uma vez por todas”, se faça o apuramento rigoroso da situação financeira e da dívida da Madeira. 
(...)
“Relativamente à imposição de medidas adicionais, ditas de austeridade, sobre os cidadãos da Madeira, discordamos profundamente. Aliás, um receio que temos é que venham a ser as camadas sociais mais desfavorecidas, aquelas que não beneficiaram nada com a governação do PSD/Madeira, a ser afectadas nos seus direitos, supostamente em nome do combate a esta situação de dívida”, declarou. 


O PCP entrega hoje dois projectos de resolução sobre a situação financeira da Região Autónoma da Madeira, recomendando que o Banco de Portugal determine o valor da dívida total e que se crie uma comissão parlamentar eventual. 


A iniciativa do PCP surgiu na sequência de informações do Instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal sobre a ocultação de informações nas contas públicas da Madeira. 

19 de setembro de 2011

O negócio da guerra

A crise do capitalismo, a ser paga por todos nós, é uma oportunidade para reforçar o poder das grandes corporações


Em 1961 o general Dwight Eisenhower no seu discurso de despedida como presidente dos EUA, disse:

«... três milhões e meio de homens e mulheres estão directamente envolvidos em instituições de defesa. Gastamos anualmente em segurança militar mais do que o lucro líquido de todas as corporações dos Estados Unidos.
Esta conjunção de um imenso estabelecimento militar e uma grande indústria de armamentos é nova na experiência americana. Essa influência total – económica, política, mesmo espiritual – é sentida em cada cidade, cada capital de Estado, todos os serviços do governo Federal. Reconhecemos a necessidade imperativa deste desenvolvimento. Contudo, não podemos deixar de compreender as suas graves implicações. Nossos trabalhos, recursos e meios de subsistência estão todos envolvidos; assim é a própria estrutura da nossa sociedade.»

Rui Namorado Rosa, num interessante artigo na revista o Militante, caracteriza a evolução da indústria militar nos EUA e mostra como "o grande capital tomou a sinistra oportunidade da guerra para lançar mão sobre os cofres do Estado e ganhar acrescida influência na sua direcção política" e ainda que "A concentração do capital conferiu acrescido peso aos oligopólios que de facto comandam sectores industriais inteiros, que enquanto transnacionais abarcam como polvos o mundo inteiro, e persuadem ou impõem a sua vontade aos governos de Estados dominadores ou dominados". 


Revela ainda o autor que as 100 maiores corporações produtoras de armamento, aumentaram as suas vendas para 1543 mil milhões de US$ em 2009.


Ver artigo completo em http://www.omilitante.pcp.pt/pt/314/Internacional/631/O-complexo-militar-industrial-e-a-energia-nuclear.htm

18 de setembro de 2011

A censura na comunicação "social"

O que a direita não quer que se saiba

Tal como em relação à Festa do Avante e outras actividades dos comunistas, também as vitórias das forças de esquerda no estrangeiro, são caladas pela "nossa" comunicação dita social. Para estar informado, é hoje indispensável recorrer à imprensa não dependente dos grandes grupos económicos que dominam a nossa comunicação. 
Felizmente, existem jornais como o Jornal Avante, jornais de organizações de esquerda, blogues que tomam partido face à exploração desenfreada que o grande capital desenvolve neste mundo de globalização.

Ao percorrer as notícias nos nossos jornais encontrei coisas tão importantes como esta:

"Preservativos chineses são pequenos para sul-africanos". Experimentem fazer uma busca por exemplo, no google e logo vêm a grande quantidade de noticias destas difundidas pelas cadeias internacionais.

Contudo, não encontrei, certamente por não terem importância, notícias como as seguintes:

Las fuerzas democráticas y los comunistas en Letonia ganan las elecciones

Después de Bielorrusia y Moldavia, Letonia es la tercera ex república socialista soviética en que las fuerzas soviéticas, populares, anticapitalistas y comunistas ganan las elecciones. El Centro de la Harmonía, coalición en la que están los comunistas soviéticos del Partido Socialista (llamarse comunista está prohibido por los nacionalistas-fascistas) ha conseguido el primer puesto con 28,71 % superando a las fuerzas burguesas. 

Ou estas:

Ni rebeldes ni OTAN doblegan resistencia en bastiones Gadafi
Escrito por Ulises Canales

18 de septiembre de 2011, 03:57Trípoli, 18 sep (PL) Civiles y militares leales a Muamar El Gadafi resistieron firmemente hoy en Sirte la ofensiva de fuerzas rebeldes libias por tres flancos y los incesantes bombardeos de la OTAN, mientras mantenían indómito Bani Walid.

Voceros de los propios insurgentes del autodenominado Consejo Nacional de Transición (CNT) reconocieron la capacidad de contraataque de los hombres de El Gadafi, quien desde un lugar desconocido continúa alentando a combatir a "traidores y agresores extranjeros".

A pesar de los intensos ataques de la aviación de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) sobre la ciudad natal del ahora evadido líder libio, los sublevados no pudieron tomarla después de verse obligados a un repliegue a la desbandada el viernes.

Reportes indicaron que los insurgentes se habían adentrado en la urbe, situada en la costa mediterránea al oriente de Trípoli, pero tuvieron que retroceder nuevamente tras dos horas de combates en los que predominó la potencia de fuego de los pro-Gadafi.

Por isso continuarei a denunciar esta forma de censura e a publicar mais casos no separador "Coisas" dete blog.

17 de setembro de 2011

Onde está o 25 de Abril?

Ministro da Educação considera importante reduzir o investimento na Educação!


Ao ler esta notícia do DN, "Crato considerou o fecho de escolas uma "coisa importante", anunciada "há muito" e justificada "por razões pedagógicas e racionalidade económica".
Questionado sobre as prioridades na redução da despesa, respondeu que cortaria "em todo o lado, mas não no essencial", especificando: "Não podemos continuar com este ritmo de investimento da Parque Escolar" recordei com saudade os tempos de entusiasmo e grande vontade popular logo após o 25 de Abril de 1974. 
Não havia dinheiro para nada mas, Comissões de Moradores, populares, trabalhadores das mais diversas profissões, apoiados pelas autarquias democráticas, tomaram nas suas mãos a construção de Escolas, Parques Infantis, Creches e muitos outros equipamentos que tanta falta faziam às localidades. 
Estávamos todos a aprender a "Democracia Participativa". Coisa que a direita, o poder económico nunca perdoou e, ao fim de ano e meio, conseguiram suster. Pare eles o risco de não voltarem a ser poder era grande e, por isso, recorreram a todas as manobras.

Hoje, o Ministro da Educação, não esconde que o seu objectivo é "fechar escolas" e "reduzir o investimento" na Educação. Triste e degradante missão para qualquer responsável, mas ainda mais humilhante para um Ministro "da Educação". 


Como referi ontem, Portugal é um dos raros países onde a Educação tem vindo a reduzir os já fracos investimentos. 
Com esta política, a Educação, tal como a Saúde e tudo o resto, é para quem tiver dinheiro para pagar no Privado. 

Ainda que se tente esconder, a este sistema político de classe, da classe dominante, exploradora e por isso com dinheiro, chama-se uma ditadura. Neste sistema impingem-nos que há Liberdade, pois toda a gente pode ter o que quiser (desde que tenha dinheiro). Há liberdade para comprar a liberdade.

16 de setembro de 2011

Ordem para calar

Jornais e Televisão pretendem tapar o sol com uma peneira.

A censura à Festa do Avante 

Não é novidade o facto da Comunicação dita social, pouca importância dar ao maior evento Cultural e Político do país. A Festa do Avante é miseravelmente "esquecida" pela Televisão, Rádios nacionais e Jornais chamados de referência, julgando eles que, com isso, escondem o Sol. Contudo, a Festa afirma-se de ano para ano e cada vez mais gente sente o que é a censura quando liga a televisão e nada encontra nas notícias que relate o que foi aquele grande acontecimento. 
No separador deste blog C de... "Coisas" estou a mostrar vários exemplos da censura que se adensa e reforça contra a alternativa de esquerda a esta política de direita que nos impõem em nome de uma democracia (fantasma).  

  

15 de setembro de 2011

Educação: Mais um exemplo

Portugal foi único Estado membro da OCDE a reduzir a despesa estatal com a educação, entre 2000 e 2008. Segundo o relatório Education at a Glance 2011, os gastos do país estão abaixo da média. 

Mais um exemplo da política de desastre dos governos da direita em Portugal

É há muitos anos conhecida a inter-relação entre os níveis de educação e o desenvolvimento de um país. É também consensual que o investimento em educação é decisivo para permitir alcançar um maior nível de desenvolvimento em todos os domínios, económico, cultural e social dos países. 
Altos índices de educação são essenciais para se alcançarem altos níveis de crescimento económico. Pois, apesar disso, os recursos de Portugal esvaem-se nos apoios a bancos e banqueiros, na participação nas guerras da NATO, na submissão aos interesses do grande capital financeiro, que aumentam a nossa dependência, nos offshores, enquanto a educação é desprezada. 
Encerram-se escolas, despedem-se professores, desaproveitam-se os nossos potenciais e recursos. 
Sem educação, o nosso futuro estará ainda mais hipotecado.

14 de setembro de 2011

Homenagem a Jaime Gralheiro

Uma justa homenagem de grande significado

O Jornal GAZETA DA BEIRA de quinta-feira, 15 de Setembro relembrou-me a Homenagem que, no princípio de Agosto, vira anunciada no Blog de António Vilarigues, O Castendo.

Jaime Gaspar Gralheiro é advogado, dramaturgo e encenador, nascido em Macieira, freguesia de Sul, concelho de S. Pedro do Sul, no dia 7/07/930.

Cidadão interveniente, advogado de causas, defensor dos baldios, intelectual profícuo, democrata e comunista de nobres e justas convicções tem dado um contributo valioso para a construção de um mundo e uma vida melhor para todos.
Citando Gazeta da Beira "A homenagem é no próximo sábado, dia 17 em S. Pedro do Sul e, segundo a notícia, inclui uma sessão com música, teatro e evocações do homenageado, seguida de um jantar convívio.
A homenagem tem início às 16h00 no Cineteatro S. Pedro, onde vão actuar os grupos de música popular Alafum, Cantares de Manhouce e o grupo das jovens Vozes de Manhouce".

Gazeta da Beira destaca também "a participação da cantora Isabel Silvestre, que se quis associar a esta homenagem, assim como do grupo de teatro Cénico."

"A evocação da figura do homenageado será feita por quatro cidadãos que de uma forma ou outra acompanharam os diferentes percursos de Jaime Gralheiro.

"Licínio Nazaré Oliveira, falará sobre a sua intervenção cívica local. António Bica, conhecido advogado lafonense, falará da actuação de Jaime Gralheiro como advogado de causas e defensor da propriedade comunitária dos baldios. José de Oliveira Barata, professor jubilado da Universidade de Coimbra, abordará a sua criação dramatúrgica e o papel pioneiro de Jaime Gralheiro na divulgação e produção teatral na região e no país. Por fim, Ruben de Carvalho, jornalista e membro do comité central do PCP, tratará da intervenção de Jaime Gralheiro enquanto comunista e do seu papel político marcante no distrito de Viseu, antes e após o 25 de Abril.

A partir das 19h30 realiza-se um jantar-convívio num hotel das Termas, no decorrer do qual está prevista a intervenção de Carlos Gonçalves, da comissão política do comité central do PCP, sendo as últimas palavras reservadas para o homenageado.
Gazeta da Beira recorda o apelo de participação na iniciativa
 da comissão inter-concelhia de Lafões e Organização Regional de Viseu do PCP, para que os seus amigos e admiradores transformem “esta justa homenagem num momento de gratidão colectiva ao homenageado”.


13 de setembro de 2011

Vamos "comer" e calar?


Contra a política de direita

Rejeitar o programa de agressão, lutar por um Portugal com futuro


Em conferência de imprensa de ontem, Jerónimo de Sousa, mais uma vez alertou para o que o PCP vem há muito denunciando: que "o país está confrontado com uma profunda recessão económica e uma dramática situação social. Uma realidade que, sendo inseparável de mais de 35 anos de política de direita, do processo de integração capitalista na União Europeia, da natureza do capitalismo e da crise, é brutalmente agravada com a concretização pelo actual governo do programa de agressão e submissão que PS, PSD e CDS subscreveram com o FMI e a União Europeia".


A espiral de afundamento do país

Disse também que "Os últimos dados divulgados pelo INE sobre a evolução da economia portuguesa têm tanto de assustador como de aviso. (No primeiro semestre do ano assistimos a quebras históricas em termos homólogos no consumo público -4,5%, no consumo privado -3,4% e no investimento -12,5%. Valores que confirmam uma perigosa espiral de afundamento do país e que ameaçam pulverizar as já de si assustadoras estimativas que apontam para uma quebra em Portugal do Produto Interno Bruto de - 2,2% em 2011 e de -1,8% em 2012.)".

Mostrou ainda que "Com mais de 3000 empresas encerradas desde o início do ano, Portugal regista hoje níveis de investimento e produção industrial idênticos aos de 1996 e a produção do sector agrícola e do sector da construção é hoje inferior à produção registada em 1995. Um processo de declínio económico e de acelerada destruição do nosso aparelho produtivo. Um salto atrás de 15 anos."


A alternativa é uma política patriótica e de esquerda

Confirmando a alternativa que vem sem apontada pelo PCP e que os Governos do PS e agora do PSD, CDS têm rejeitado, Jerónimo de Sousa afirmou, mais uma vez, que "A gravidade da situação nacional revela, a cada dia que passa, a necessidade de proceder, tal como o PCP propôs, a uma imediata renegociação da dívida pública – nos prazos, nos montantes e nos juros – libertando o país dos condicionalismos que daí recorrem e abrindo caminho para a adopção de políticas que permitam o crescimento económico e uma mais justa distribuição da riqueza". Concretizando insistiu que "a resposta aos problemas com que o país está confrontado, designadamente no plano económico, implicam um rumo inverso ao que tem vindo a ser seguido".


É preciso reagir. É preciso lutar

São necessárias medidas urgentes de combate à recessão que impliquem o controlo de importações e a sua substituição por produção nacional na agricultura, nas pescas e na indústria".
Relembrou as propostas feitas pelo PCP e a necessidade urgente de as concretizar. Reafirmou o "apelo à máxima participação dos trabalhadores e do povo português, na jornada de luta que terá lugar no próximo dia 1 de Outubro, convocada pela CGTP-IN" e a certeza de que os comunistas estarão "na linha da frente na defesa da nossa soberania, do desenvolvimento e da justiça social, de um Portugal com futuro".

A arte de bem manipular os desprevenidos

Dois pesos e duas medidas

Um texto interessante de Aníbal Garzón, mostra como os Governos autoproclamados democráticos, manipulam a opinião pública através da comunicação dita social. Garzón compara as alterações constitucionais em Espanha e na Venezuela.

O Governo espanhol vai alterar a Constituição nos artigos 134, sobre a Dívida Pública, e 135, sobre os Pressupostos Gerais do Estado, em favor de novas medidas de ajuste neoliberal para que o défice não ultrapasse 0,4% – "uma medida que afetará as classes sociais mais desfavorecidas, ao privatizarem-se alguns serviços públicos". Diz então Garzón: 
"Que a Constituição espanhola seja modificada pelo Presidente Zapatero e os parlamentares da sua formação política, o PSOE, juntamente com os deputados da oposição do PP... sem se realizar nenhum referendo popular, parece que cria uma validade a nível internacional como aprova a própria União Europeia, dado que é uma orientação no sentido da privatização e dos mercados internacionais. 
Porém, se Chávez modificasse a Constituição sem referendo e, além disso, com certos movimentos, para uma economia pública, como nacionalizar entidades produtivas ou pôr barreiras à atividade privada, tanto nacional como internacional, seria um déspota antidemocrático.

Etiquetas que estamos tão habituados a ouvir nos meios de comunicação social e fazem com que nos pareça que a realidade social e política é tal como o poder a constrói e não tal como é. Da mesma forma que na Líbia os armados são rebeldes, mas, na Colômbia as FARC são terroristas; da mesma forma que o Irão é uma ditadura, mas a Arábia Saudita é uma monarquia tradicional; ou que em Cuba há repressão e em Espanha, Chile ou Inglaterra tentam controlar os antissociais – Zapatero é democrata e Chávez um ditador.

Dialeticamente, as coisas são brancas ou negras, mas o poder simbólico do capitalismo internacional decide de que cores devem ser pintadas. Só faz falta que as lutas populares as repintem".

* Aníbal Garzón é um sociólogo catalão – participa no sítio catalão Kaos en la Red

Para ver o artigo completo clique (AQUI)

12 de setembro de 2011

Coisas Censuradas

Vejo tantas notícias que foram censuradas pela nossa Comunicação dita Social que resolvi alterar o tema do separador "Coisas" para "Coisas Censuradas". Portanto, ali vou denunciar, o que suspeitar que é escondido pelos "patrões da informação" e pelos jornalistas sem ética profissional.


Caro leitor ou seguidor deste blog. Convido-o a, de vez em quando, visitar este separador "Coisas"

Bombardeamentos humanitários

Líbia: Continuam os bombardeamentos da NATO

A censura feita às informações sobre a Líbia impede-nos de conhecer a realidade com rigor.
Contudo sabemos que o povo líbio continua a resistir pelo que a NATO é forçada a bombardear as cidades que resistem.
Sabemos também que aumenta o número de mortes, quer de civis causados pelos bombardeamentos da NATO, quer dos revoltosos.




Uma vez que em Portugal as notícias são censuradas, relembrando velhos tempos, procurei em outros países alguma informação. 
http://news.xinhuanet.com/english2010/world/2011-09/12/c_131134099.htm
http://www.romandie.com/news/n/Libye_forte_resistance_a_Bani_Walid___un_fils_Kadhafi_au_Niger120920111309.asp
http://www.algeria-isp.com/actualites/politique-libye/201109-A6022/chef-des-pirates-moustapha-abdeljalil-peureux-tripoli.html
http://www.independent.co.uk/news/world/africa/initial-assault-on-gaddafi-stronghold-falters-2352871.html
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,secretario-geral-da-otan-diz-que-continuara-operacoes-na-libia,771475,0.htm

Do blog Anónimo séc. XXI, retiro este comentário com que Sérgio Ribeiro tão bem caracteriza este drama:


Uma imagem e uma dúvida cada dia reforçadas:
  • a imagem de que se está a esfolar um animal (que é gente, que é um povo!) vivo
  • a dúvida do que seria esta guerra (ou se seria!) sem os bombardeamentos da NATO

O exemplo da Islândia (4)

O que a nossa comunicação "social" não quer que se saiba

por Deena Stryker


Os povos que já se encontram sob ataque do FMI devem olhar para a Islândia. Recusando curvar-se perante os interesses estrangeiros, este pequeno país afirmou, alto e a bom som, que o povo é soberano.
É por isso que já não aparece nas notícias.

Crise...? Para quem?



Porsche regista em Agosto


recorde de vendas 


Um aumento de 43,4% face ao período homólogo de 2010.




Mesmo considerando os modelos mais baratos temos que admitir valores acima dos 100.000 euros para estes carrinhos, o que mostra as dificuldades que têm os "trabalhadores" nas suas deslocações diárias para o trabalho.
(ver em http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html )

11 de setembro de 2011

11 de Setembro (3)

Neruda não morreu!


Neruda relata na sua poesia o amor pelo Chile e pela América Latina. Pablo Neruda mostra o verdadeiro opressor que age por trás dos ditadores e corruptos. Ele denuncia o inimigo da América livre, dos mineiros de salitre e cobre que tanto sofrem no subsolo de sua terra.


No filme "O Carteiro de Pablo Neruda", o personagem que retrata o Poeta diz que um dia um mineiro lhe falou: “Aonde você for, fala sobre este tormento, fala de seu irmão que vive lá embaixo, no inferno”. E foi isso que ele fez. Ele denunciou, ele acusou, e ele nomeou os que oprimiam o povo. Ele se levantou e apontou para o poder imperialista.
"Quando soou a trombeta, ficou tudo preparado na terra, e Jeová repartiu o mundo e Jeová repartiu o mundo entre a Coca-Cola, a Anaconda, Ford Motors, e outras entidades: a Companhia Fruteira Inc."
Neruda indignou-se contra o roubo das riquezas de seu país e de seu continente. Denunciou as mentiras dos opressores que prometiam melhorar a vida do povo. Mostrou que tais propagandas só se tornavam possíveis através dos traidores que servem a pátria numa bandeja.
"Inferno americano, pão nosso empapado em veneno, há outra língua em tua pérfida fogueira: é o advogado nativo da companhia estrangeira. É ele que arrebita os grilhões da escravidão em sua pátria, e passeia desdenhoso com a casta dos gerentes a mirar com ar supremo nossas bandeiras andrajosas."
Neruda não teve medo de atacar tais poderes que se julgavam inatingíveis. Apontou suas críticas às empresas estadunidenses. Contudo a "inteligência americana" a CIA não estava parada. O golpe de 11 de Setembro mostrou bem até onde ia a prepotência dos EUA.


A CIA, agindo através de sua fachada cultural, o Congresso para a Liberdade da Cultura (CLC), passou a usar de suas influências na tentativa de calar o poeta.


As características repressivas da CLC eram visíveis para quem atentasse para o assunto. Alguns escritores chegaram a atacar Neruda influenciados pela CLC e para colherem as boas graças do poder. Foi montada a "Operação Neruda” para o denegrir. No entanto, a CIA teve que enfrentar as rebeliões campesinas, estudantis, os movimentos anticolonialistas na África, a resistência ao alistamento e repúdio à Guerra do Vietnam. No Chile os apoios a Salvador Allende assustaram a CIA e o poder financeiro dos EUA. 


Neruda foi movido por uma grande vontade de construir um mundo melhor. Disse:
"Quero viver num mundo em que os seres sejam somente humanos, sem outros títulos a não ser estes, sem serem golpeados na cabeça com uma régua, com uma palavra, com um rótulo. Quero que se possa entrar em todas as igrejas e em todas as gráficas. Quero que não haja mais ninguém para esperar as pessoas na porta da prefeitura para detê-las e expulsá-las. Quero que todos entrem e saiam do Palácio Municipal sorridentes. Não quero que ninguém fuja de gôndola, que ninguém seja perseguido de motocicleta. Quero que a grande maioria, a única maioria, todos, possam falar, ler, escutar, florescer. Nunca entendi a luta senão para que esta termine. Nunca entendi o rigor senão para que o rigor não exista. Tomei um caminho porque acredito que esse caminho nos leva, a todos, a essa amabilidade duradoura. Luto por essa bondade ubíqua, extensa, inesgotável."
O 11 de Setembro de 1973, o golpe dos EUA, preparado pela CIA e apoiado pela aviação Norte Americana, que derrubou o Governo Constitucional de Salvador Allende para colocar o Ditador Pinochet, provocou a morte de cerca de 30.000 chilenos e a prisão e tortura de mais de 100.000, acabou com a vida de Pablo Neruda já bastante doente.


Neruda que havia escolhido, como disse:
"Yo escogí el difícil camino de uma responsabilidad compartida y, antes de reiterar la adoración hacia el individuo como sol central del sistema, preferi entregar com humildad mi servicio a um considerable ejército que a trechos puede equivocarse, pero que camina sin descanso y avanza cada dia enfrentándose tanto a los anacrônicos recalcitrantes como a los infatuados impacientes. Porque creo que mis deberes de poeta no solo me indicaban la fraternidad com la rosa y la simetria, com el exaltado amor y com la nostalgia infinita, sino también  com lãs ásperas tareas humanas que incorpore a mi poesia."  
Morreu como disse que tinha morrido Frederico Garcia Lorca:
"Federico García Lorca não foi fuzilado; foi assassinado. Naturalmente ninguém podia pensar que o matariam algum dia. De todos os poetas da Espanha era o mais amado, o mais querido e o mais semelhante a um menino pela sua alegria maravilhosa. Quem poderia crer que tivesse sobre a terra, e sobre sua terra, monstros capazes de um crime tão inexplicável?"
Neruda não morreu apesar do 11 de Setembro de 1973 ter acelerado o seu assassínio. 



11 de Setembro (2)


11 de Setembro de 1973. Fatídico dia que não esqueceremos
Apesar de quererem apagar esse dia, não esqueceremos o 11 de Setembro de 1973 preparado pela maior organização terrorista do planeta - a CIA. As forças armadas dos EUA, realizaram o sangrento golpe militar que derrubou o governo de Salvador Allende, eleito democrática e livremente pelo povo chileno, e impuseram o ditador Pinochet.






Nesse dia e nos dias que se lhe seguiram, com o apoio e a conivência do maior e mais bem organizado grupo terrorista até hoje existente - a CIA, foram assassinadas cerca de 30.000 pessoas e foram torturadas mais de 100.000.
Com as comemorações do 11 de Setembro de 2001 os EUA pretendem apagar e justificar os crimes monstruosos cometidos pelos Governos norte americanos no mundo inteiro. Entre muitos outros, este - 11 de Setembro de 1973 - ficará na história e nossa memória colectiva.


11 de Setembro

11 de Setembro, data fatídica para os povos no mundo


Os atentados de 11 de Setembro de 2001 serviram e ainda continuam a servir de alibi aos EUA para as suas acções de guerra e agressão e, assim, impor a sua dominação no mundo. Os objectivos são claros: controlar os recursos energéticos de muitos países, que se mantinham independentes, face aos interesses do grande capital.

A pretexto da "luta contra o terrorismo" e da "segurança dos EUA" foram invadidos e ocupados países soberanos, subjugadas populações, assassinados centenas de milhar de civis, entre eles mulheres e crianças. 

Crimes contra a humanidade

Os EUA através da CIA ampliaram os seu crimes, com a prisão arbitrária de supostos "terroristas", com o uso da tortura em campos de concentração, em prisões secretas, tudo isto à margem da lei internacional. 

Com a justificação nos atentados de 11 de Setembro de 2001 os EUA modificaram as leis para restringir e suspender direitos humanos, continuaram a aumentar o seu potencial de guerra, desenvolveram novas e mais poderosas armas, inclusive de destruição massiva, impuseram a sua acções punitivas à margem da ONU sempre que esta entidade não as aprovava. Rasgaram tratados, as Leis Internacionais e a Carta da ONU. Imposeram a NATO como organização global ofensiva, braço armado das principais potências imperialistas, acção que o nosso governo apoiou em flagrante desrespeito pela Constituição da República Portuguesa. 

A hipocrisia declarada

O exemplo do que se passa na Líbia com o apoio dos EUA aos grupos terroristas que dizem combater, como a Al Queida, mostra bem que o imperialismo não olha a meios para atingir os seus fins. 

Não é possível afirmar que os atentados do 11 de Setembro de 2001 foram preparados pelos serviços secretos norte-americanos para iniciar o "novo século da América", pois a administração norte-americana tem negado aos investigadores destes factos, esclarecimentos sobre questões com que esses investigadores têm esbarrado nos seus trabalhos. Sempre que alguma dúvida se levanta, logo são acusados de adeptos da "teoria da conspiração". Mas que o 11 de Setembro de 2001 serviu para justificar a escalada da agressão dos EUA a muitos países soberanos, disso não pode haver dúvidas.

Outros 11 de Setembro

Mas o 11 de Setembro de 2001 não pode apagar o 11 de Setembro de 1973. O derrube de Allende, presidente eleito no Chile, para impor o ditador Pinochet, foi um atentado muito pior e de muito mais graves consequências que, declaradamente os EUA prepararam e financiaram.

Esse atentado, preparado pelo presidente Nixon que autorizou pessoalmente o financiamento da oposição a Allende, como a organização terrorista Patria y Libertad, de orientação nacionalista-neofascista, organizada pela CIA, e a ostensiva interferencia na política interna chilena, com do Projeto Fubelt - Track II ou "política dos dois trilhos"), com o objetivo de impedir a ascensão de Allende ao governo. Os EUA submeteram o Chile a um bloqueio económico. Os Estados Unidos adotaram a estratégia de sufocar gradualmente a economia chilena até que um levante das Forças Armadas pusesse fim à "via chilena para ao socialismo". Edward Korry, o embaixador norte-americano em Santiago, dizia: "não permitiremos que nenhuma porca e nenhum parafuso (americanos) cheguem ao Chile de Allende". 

Paralelamente, a extrema direita neofascista do Patria y Libertad, entidade criada com o apoio da CIA, recebia treino de guerrilha em Los Fresnos, no estado norte-americano do Texas. A CIA gastou U$ 12 milhões de dólares financiando greves.

O golpe de 1973 contra o Governo Constitucional do Chile

Em 11 de setembro de 1973, com ostensivo apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas, chefiadas pelo general Augusto Pinochet, dão um sangrento golpe de Estado que derruba o governo eleito. O golpe foi apoiado pela força área norte-americana, com aviões pilotados por militares norte-americanos, enquanto os tanques rolavam, os soldados arrombavam portas. Os fuzilamentos nos estádios cheios de chilenos eram constantes. Os mortos eram empilhados ao longo das ruas e flutuavam nos rios, os centros de tortura iniciaram suas atividades, os livros considerados subversivos eram atirados a fogueiras, e os soldados rasgavam as calças das mulheres aos gritos de "No Chile as mulheres usam saias".

Assassínios e prisões de muitas dezenas de milhar de chilenos

Durante os 17 anos de ditadura de Pinochet, apoiado pelos EUA, foram assassinados muitas dezenas de milhar de chilenos.
Quatro meses depois do golpe o seu balanço já era atroz: quase 20 000 pessoas assassinadas, 30 000 prisioneiros políticos submetidos a torturas selvagens, 25 000 estudantes expulsos de escolas e 200 000 operários demitidos. A perseguição aos organismos sindicais, a neutralização das organizações sociais e a proibição da existência de partidos políticos e até do direito de reunião e associação, o fecho do Parlamento, foram apoiados pela "democracia Norte Americana. 

É este terrível 11 de Setembro de 1973 que os EUA fizeram no Chile, que não pode ser apagado pelo 11 de Setembro de 2001.

9 de setembro de 2011

Os assobios de Cavaco (1)

É isto a "democracia" capitalista.


A saúde deixa de ser o direito e a prioridade que a Constituição define, e passa a ser tratada como uma área de negócio, para alguns enriquecerem.

Medicamentos e assistência só para quem tem dinheiro. Impostos e trabalho para os pobres.
O Governo da direita, dos ricos, PSD, CDS/PP, corta nos apoios à saúde, para alimentar os privados. Quem tem dinheiro compra a assistencia à saúde, os que o não têm, trabalham até aguentar. Se deixarem de trabalhar não comem e ficam curados de vez. É esta a nossa democracia. A democracia do dinheiro.

Cavaco fecha os olhos, assobia para o lado e finge que não conhece a Constituição da Republica que jurou defender.

Jornalismo "democrático" censura

Jornalismo de esgoto

Num artigo com o título acima, Samuel mostra no seu blog "Cantigueiro" um dos muitos exemplos de censura (ou auto-censura) na nossa comunicação social.


Lula da Silva, em Lisboa, disse entre outras coisas:


"Não é justo que Portugal, Grecia y España assím como outros países pequenos paguem uma crise causada pela especulação bancária norteamericana"


Na imprensa de esgoto, saiu: O ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, mostra-se profundamente solidário com Portugal perante a crise que o país atravessa, salientando que "não é justo que Portugal, Grécia e Espanha paguem uma crise causada pela especulação".