Em 2003 - Tinta vermelha em cima do Secretário Geral da NATO. Hoje o sangue das vítimas inundar-lhe-ia a consciência se a tivesse
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
27 de agosto de 2011
Crimes contra a Humanidade
Limpeza étnica, genocídio, barbaridade
A NATO introduziu nas fileiras dos chamados "revoltosos" comandos da Al Quaida e mercenários armados financiados e treinados para fazer a limpeza étnica dos povos apoiantes de Kadafi. Apesar da censura e do forte controlo dos órgãos de comunicação "social" a NATO não consegue impedir que sejam difundidas imagens de alguns jornalistas e dos próprios mercenários que registam as suas proezas.
Os jornalistas, Mahdi Darius Nazemroaya e Thierry Meyssan, que estavam a fazer reportagens factuais, descrevendo o que se passava, foram presos pelos mercenários sob o comando da NATO, no centro de imprensa do hotel Rixos (em Trípoli).
Ver ainda:
http://www.leaderpost.com/news/5308107.bin?size=620x400s
http://civilizacionsocialista.blogspot.com/2011/08/la-otan-desata-depuracion-etnica-en.html
http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html
http://c-de.blogspot.com/p/conversas.html
A NATO introduziu nas fileiras dos chamados "revoltosos" comandos da Al Quaida e mercenários armados financiados e treinados para fazer a limpeza étnica dos povos apoiantes de Kadafi. Apesar da censura e do forte controlo dos órgãos de comunicação "social" a NATO não consegue impedir que sejam difundidas imagens de alguns jornalistas e dos próprios mercenários que registam as suas proezas.
Os jornalistas, Mahdi Darius Nazemroaya e Thierry Meyssan, que estavam a fazer reportagens factuais, descrevendo o que se passava, foram presos pelos mercenários sob o comando da NATO, no centro de imprensa do hotel Rixos (em Trípoli).
Ver ainda:
http://www.leaderpost.com/news/5308107.bin?size=620x400s
http://civilizacionsocialista.blogspot.com/2011/08/la-otan-desata-depuracion-etnica-en.html
http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html
http://c-de.blogspot.com/p/conversas.html
O controlo da informação e a mentira planeada.
Crimes contra a paz e contra a humanidade
Após a derrota da URSS há 20 anos, os EUA têm vindo numa escalada de acções de guerra, através da NATO, para domínio económico e militar das fontes de matérias primas mundiais e, em especial, do petróleo.
Essas acções criminosas que ferem descaradamente o direito internacional, apoiam-se na prévia intervenção da CIA fabricando conflitos para que a propaganda de guerra os explore para justificar a intervenção militar nos países atingidos.
Esta táctica preparada ao pormenor, envolve acção coordenada de estações de TV por satélite, como vimos hoje no caso da Líbia. A CNN, a France24, a BBC e a rede al-Jazira converteram-se em instrumentos de desinformação e de mentiras fabricadas com a falsificação de acontecimentos.
Já em 2002, os EUA tinham ensaiada esta táctica quando a Globovisión distribuiu imagens fabricadas de uma revolta popular contra o presidente eleito Hugo Chávez. A Globovisión apresentou falsos apoiantes de Chavez a disparar contra manifestantes. A essa encenação seguiu-se o golpe militar preparado pela CIA para derrubar Hugo Chavez.
Foi então que se deu o verdadeiro levantamento popular em apoio de Chavez que fez abortar o golpe e reintegrou o presidente eleito.
Agora, com a guerra à Líbia, os EUA aperfeiçoaram o controlo da comunicação a uma escala mais vasta, seleccionando as imagens a distribuir pelos canais de televisão. O objectivo é fazer crer que é o povo líbio que luta contra Kadafi e a NATO está a "proteger" o povo.
A Resolução nº 110, de 3 de novembro 1947 criou procedimentos a serem adoptados contra a propaganda que incita à guerra ou a actos de agressão.
A Resolução nº 381 de 17 de novembro 1950 reforça aquela condenação e condena explicitamente actos de censura à informação, como parte da propaganda para "justificar" intervenções contra a paz.
A Resolução nº 819 de 11 de dezembro 1954, responsabiliza os governos a remover barreiras que impeçam a livre troca de informação e ideias.
A intoxicação da opinião pública provocada pelas falsas notícias distribuídas pela CNN, France24, BBC e al-Jazira pode ser definida como incitamento à guerra e “crime contra a paz”. Na realidade estes crimes mediáticos são tão graves como os crimes contra a humanidade cometidos pela NATO.
Após a derrota da URSS há 20 anos, os EUA têm vindo numa escalada de acções de guerra, através da NATO, para domínio económico e militar das fontes de matérias primas mundiais e, em especial, do petróleo.
Essas acções criminosas que ferem descaradamente o direito internacional, apoiam-se na prévia intervenção da CIA fabricando conflitos para que a propaganda de guerra os explore para justificar a intervenção militar nos países atingidos.
Esta táctica preparada ao pormenor, envolve acção coordenada de estações de TV por satélite, como vimos hoje no caso da Líbia. A CNN, a France24, a BBC e a rede al-Jazira converteram-se em instrumentos de desinformação e de mentiras fabricadas com a falsificação de acontecimentos.
Já em 2002, os EUA tinham ensaiada esta táctica quando a Globovisión distribuiu imagens fabricadas de uma revolta popular contra o presidente eleito Hugo Chávez. A Globovisión apresentou falsos apoiantes de Chavez a disparar contra manifestantes. A essa encenação seguiu-se o golpe militar preparado pela CIA para derrubar Hugo Chavez.
Foi então que se deu o verdadeiro levantamento popular em apoio de Chavez que fez abortar o golpe e reintegrou o presidente eleito.
Agora, com a guerra à Líbia, os EUA aperfeiçoaram o controlo da comunicação a uma escala mais vasta, seleccionando as imagens a distribuir pelos canais de televisão. O objectivo é fazer crer que é o povo líbio que luta contra Kadafi e a NATO está a "proteger" o povo.
A Resolução nº 110, de 3 de novembro 1947 criou procedimentos a serem adoptados contra a propaganda que incita à guerra ou a actos de agressão.
A Resolução nº 381 de 17 de novembro 1950 reforça aquela condenação e condena explicitamente actos de censura à informação, como parte da propaganda para "justificar" intervenções contra a paz.
A Resolução nº 819 de 11 de dezembro 1954, responsabiliza os governos a remover barreiras que impeçam a livre troca de informação e ideias.
A intoxicação da opinião pública provocada pelas falsas notícias distribuídas pela CNN, France24, BBC e al-Jazira pode ser definida como incitamento à guerra e “crime contra a paz”. Na realidade estes crimes mediáticos são tão graves como os crimes contra a humanidade cometidos pela NATO.
26 de agosto de 2011
Terrorismo "legal" e as ilegalidades
O poder económico, a manipulação dos órgãos de comunicação, e o desrespeito à lei e ao povo português
Apesar das críticas generalizadas, o anterior Governo PS celebrou, em segredo com os EUA, um acordo para cedência dos nossos dados pessoais.
Muitas personalidades do PSD acompanharam as críticas a essa violação dos nossos direitos fundamentais.
Agora o Governo PSD / CDS-PP resolveu agendar, para aprovação na Assembleia da República, já na próxima quarta-feira, dia 31, esse miserável e ilegal acordo de submissão aos EUA. Os chefes mandam o Governo obedece.
É esta a democracia de um governo eleito pelo povo mas que o trai às ordens de outros.
A nossa Comunicação "Social", directamente dependente dos mesmos que mandam no "nosso Governo" obedece às instruções de censura, desvalorizando a defesa dos direitos de privacidade de cada cidadão.
Segundo declarou António Filipe, Deputado do PCP, os dados pessoais no nosso País têm «tutela constitucional expressa», que proíbe a sua «interconexão não autorizada» e garante a sua protecção através de autoridade administrativa independente, no caso a Comissão Nacional de Protecção de Dados.
Daí que, para António Filipe, esta perigosa acção, é uma «violação flagrante de direitos fundamentais constitucionalmente garantidos».
O argumento do "terrorismo" serve para tudo. Serve para formar e apoiar grupos e comandos terroristas, para justificar o combate ao que, alguns, consideram ser terrorismo, retirar as liberdades, reprimir, os que não se submetem aos intereses dos morte-americanos. O argumento da "ajuda" serve para fazer guerras, invadir paises, matar, roubar as matérias primas e explorar os povos. O critério é dos "donos do mundo" e de mais ninguém.
Se os dados fornecidos são para ajudar a luta contra o terrorismo, porquê dar os dados aos maiores terroristas? É dar o oiro a guardar ao bandido.
Apesar das críticas generalizadas, o anterior Governo PS celebrou, em segredo com os EUA, um acordo para cedência dos nossos dados pessoais.
Muitas personalidades do PSD acompanharam as críticas a essa violação dos nossos direitos fundamentais.
Agora o Governo PSD / CDS-PP resolveu agendar, para aprovação na Assembleia da República, já na próxima quarta-feira, dia 31, esse miserável e ilegal acordo de submissão aos EUA. Os chefes mandam o Governo obedece.
É esta a democracia de um governo eleito pelo povo mas que o trai às ordens de outros.
A nossa Comunicação "Social", directamente dependente dos mesmos que mandam no "nosso Governo" obedece às instruções de censura, desvalorizando a defesa dos direitos de privacidade de cada cidadão.
Segundo declarou António Filipe, Deputado do PCP, os dados pessoais no nosso País têm «tutela constitucional expressa», que proíbe a sua «interconexão não autorizada» e garante a sua protecção através de autoridade administrativa independente, no caso a Comissão Nacional de Protecção de Dados.
Daí que, para António Filipe, esta perigosa acção, é uma «violação flagrante de direitos fundamentais constitucionalmente garantidos».
O argumento do "terrorismo" serve para tudo. Serve para formar e apoiar grupos e comandos terroristas, para justificar o combate ao que, alguns, consideram ser terrorismo, retirar as liberdades, reprimir, os que não se submetem aos intereses dos morte-americanos. O argumento da "ajuda" serve para fazer guerras, invadir paises, matar, roubar as matérias primas e explorar os povos. O critério é dos "donos do mundo" e de mais ninguém.
Se os dados fornecidos são para ajudar a luta contra o terrorismo, porquê dar os dados aos maiores terroristas? É dar o oiro a guardar ao bandido.
As religiões (4)
"As religiões surgiram pouco elaboradas, tendo evoluído no caminho da racionalidade"
No separador CONCEITOS, deste blog, continua a publicação do texto, da autoria de António Bica, sobre as religiões. António Bica
Nesta quarta parte, hoje publicada, "A estruturação das religiões", o autor pondera a evolução dos mitos e das regras com o crescimento dos colectivos humanos, o desenvolvimento das forças produtivas e a sequente reestruturação social.
A mentira tornada regra
Goebbels se cá voltasse, sentir-se-ia um aprendiz de contra informação
Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler, dizia, "uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade".
Esta guerra, da invasão da Líbia, tem vários objectivos mais ou menos escondidos:
- A posse do Petróleo, numa altura em que escasseia e de grave crise económica dos EUA e paises capitalistas.
- O saque dos depósitos de milhares de milhões de dólares da Líbia.
- A renovação dos stoks de armamento e os lucros da indústia da guerra.
- O ensaio de novas armas de guerra, nomeadamente cibernética (aparelhos telecomandados entre outros).
- A afirmação de poder dos EUA e seus aliados, destruindo as leis internacionais e os valores civilizacionais.
- O ensaio de novas técnicas de manipulação das consciências, da lavagem massiva dos cérebros através de uma rede de difusão de informação de propaganda que vai muito para além do controlo das Televisões e Jornais.
Não é por acaso que o novo "conceito estratégico" da NATO, aprovado em Lisboa, para além do seu alargamento a todo o mundo, contempla o controlo e a "guerra" na Internet.
O controlo da Informação, as mentiras e contradições
Basta estarmos atentos para verificar a sucessão de mentiras transmitidas por todos os meios, televisão, jornais, Internet, comentadores contratados, figuras públicas dos regimes e acções de propaganda e de impacto como o reconhecimento do "governo" dos rebeldes.
Há meses que se diz que Kadafi não tem o apoio popular. Contudo os países da NATO recusaram a sua proposta de fazer referendos ou eleições.
Apesar de a NATO ter afirmado que a "guerra humanitária" seria breve e para criar uma zona de exclusão aéria evitando que a aviação Líbia matasse civis, o facto é que já lá vão 6 meses de contínuos bombardeamentos, não da aviação Líbia mas da NATO.
Bombardeamentos diários para abrir caminho aos "rebeldes"
Apesar dos meios poderosos dos países invasores e da NATO (EUA, Inglaterra, França), apesar de "Kadafi não ter apoio popular" não chegaram 6 meses de ataques, mais de 20.000 surtidas, bombardeamentos pelos navios de guerra dos EUA no Mediterrâneo, ataques com aviões telecomandados, nada disso chega para vencer o "ditador" que nem aviação utiliza.
É também estranho que um "ditador odiado" distribua cerca de 2 milhões de armas pela população. Pelos vistos essas armas não se voltam contra ele, mas contra os invasores, a ponto de permitirem resistir a tão poderosos meios da NATO.
Jornalistas presos em Tripoli
Há dias foi noticiado que, após intensos bombardeamentos da capital para abrir o caminho aos "rebeldes" estes controlam 95% de Tripoli. Foi festejada a vitória (dos "rebeldes", contudo foi a NATO que teve o papel principal). Prepara-se um novo governo.
Tem sido noticiado que, entre outros, continuam presos os jornalistas, Mahdi Darius Nazemroaya e Thierry Meyssan, no centro de imprensa do hotel Rixos (em Trípoli).
A televisão e a imprensa controlada pelos invasores, têm dito que são as tropas de Kadafi que os mantêm presos. Mas afinal quem controla a cidade?
É preciso procurar a verdade
Michel Chossudovsky, director da globalresearch, informou que Mahdi estava a trabalhar em relatos factuais e honestos, preocupando-se com as vidas humanas, homens, mulheres e crianças que perderam a vida em bombardeios em áreas residenciais, escolas e hospitais. Isto não agradou aos invasores (NATO e CIA) e Mahdi acabou por ser ameaçado por dizer a verdade, por expor os crimes de guerra da NATO.
Mahdi, Thierry e vários outros jornalistas independentes estão presos no Hotel Rixos. Afinal quem tem interesse em os manter presos?
Diz Michel Chossudovsky, que "as ameaças eram muito explícitas". Aqueles que dizem a verdade são ameaçados. Os que mentem e aceitam a informação da NATO, estarão protegidos.
A hipocrisia a mentira e a inversão dos valores humanos
Estamos a ser enganados na forma mais desprezível. As vítimas da agressão da NATO são designados como "criminosos de guerra", enquanto os autores de guerra são os libertadores.
A mentira tornou-se a verdade "oficial", Mahdi, não tendo aceitado essa "verdade" tem a vida ameaçada.
De acordo com a NATO, a guerra é paz, os bombardeamentos são para salvar vidas. "Matar é um esforço de pacificação".
As realidades são viradas de cabeça para baixo, dificultando a capacidade de pensar. As pessoas tendem a acreditar no que a maioria e os poderosos dizem.
Regresso à Idade Média.
Segundo Michel Chossudovsky, as técnicas e conceitos da Inquisição voltam a ser aplicados: O carácter "humanitário" e a "Responsabilidade de Proteger", são os argumentos para desencadear uma guerra.
Esta é uma guerra do século XXI, é uma guerra que afirma não ser uma guerra, é uma "ajuda"! Portanto, todos os protocolos e convenções relativas à guerra não se aplicam.
Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler, dizia, "uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade".
Esta guerra, da invasão da Líbia, tem vários objectivos mais ou menos escondidos:
- A posse do Petróleo, numa altura em que escasseia e de grave crise económica dos EUA e paises capitalistas.
- O saque dos depósitos de milhares de milhões de dólares da Líbia.
- A renovação dos stoks de armamento e os lucros da indústia da guerra.
- O ensaio de novas armas de guerra, nomeadamente cibernética (aparelhos telecomandados entre outros).
- A afirmação de poder dos EUA e seus aliados, destruindo as leis internacionais e os valores civilizacionais.
- O ensaio de novas técnicas de manipulação das consciências, da lavagem massiva dos cérebros através de uma rede de difusão de informação de propaganda que vai muito para além do controlo das Televisões e Jornais.
Não é por acaso que o novo "conceito estratégico" da NATO, aprovado em Lisboa, para além do seu alargamento a todo o mundo, contempla o controlo e a "guerra" na Internet.
O controlo da Informação, as mentiras e contradições
Basta estarmos atentos para verificar a sucessão de mentiras transmitidas por todos os meios, televisão, jornais, Internet, comentadores contratados, figuras públicas dos regimes e acções de propaganda e de impacto como o reconhecimento do "governo" dos rebeldes.
Há meses que se diz que Kadafi não tem o apoio popular. Contudo os países da NATO recusaram a sua proposta de fazer referendos ou eleições.
Apesar de a NATO ter afirmado que a "guerra humanitária" seria breve e para criar uma zona de exclusão aéria evitando que a aviação Líbia matasse civis, o facto é que já lá vão 6 meses de contínuos bombardeamentos, não da aviação Líbia mas da NATO.
Bombardeamentos diários para abrir caminho aos "rebeldes"
Apesar dos meios poderosos dos países invasores e da NATO (EUA, Inglaterra, França), apesar de "Kadafi não ter apoio popular" não chegaram 6 meses de ataques, mais de 20.000 surtidas, bombardeamentos pelos navios de guerra dos EUA no Mediterrâneo, ataques com aviões telecomandados, nada disso chega para vencer o "ditador" que nem aviação utiliza.
É também estranho que um "ditador odiado" distribua cerca de 2 milhões de armas pela população. Pelos vistos essas armas não se voltam contra ele, mas contra os invasores, a ponto de permitirem resistir a tão poderosos meios da NATO.
Jornalistas presos em Tripoli
Há dias foi noticiado que, após intensos bombardeamentos da capital para abrir o caminho aos "rebeldes" estes controlam 95% de Tripoli. Foi festejada a vitória (dos "rebeldes", contudo foi a NATO que teve o papel principal). Prepara-se um novo governo.
Tem sido noticiado que, entre outros, continuam presos os jornalistas, Mahdi Darius Nazemroaya e Thierry Meyssan, no centro de imprensa do hotel Rixos (em Trípoli).
A televisão e a imprensa controlada pelos invasores, têm dito que são as tropas de Kadafi que os mantêm presos. Mas afinal quem controla a cidade?
É preciso procurar a verdade
Michel Chossudovsky, director da globalresearch, informou que Mahdi estava a trabalhar em relatos factuais e honestos, preocupando-se com as vidas humanas, homens, mulheres e crianças que perderam a vida em bombardeios em áreas residenciais, escolas e hospitais. Isto não agradou aos invasores (NATO e CIA) e Mahdi acabou por ser ameaçado por dizer a verdade, por expor os crimes de guerra da NATO.
Mahdi, Thierry e vários outros jornalistas independentes estão presos no Hotel Rixos. Afinal quem tem interesse em os manter presos?
Diz Michel Chossudovsky, que "as ameaças eram muito explícitas". Aqueles que dizem a verdade são ameaçados. Os que mentem e aceitam a informação da NATO, estarão protegidos.
A hipocrisia a mentira e a inversão dos valores humanos
Estamos a ser enganados na forma mais desprezível. As vítimas da agressão da NATO são designados como "criminosos de guerra", enquanto os autores de guerra são os libertadores.
A mentira tornou-se a verdade "oficial", Mahdi, não tendo aceitado essa "verdade" tem a vida ameaçada.
De acordo com a NATO, a guerra é paz, os bombardeamentos são para salvar vidas. "Matar é um esforço de pacificação".
As realidades são viradas de cabeça para baixo, dificultando a capacidade de pensar. As pessoas tendem a acreditar no que a maioria e os poderosos dizem.
Regresso à Idade Média.
Segundo Michel Chossudovsky, as técnicas e conceitos da Inquisição voltam a ser aplicados: O carácter "humanitário" e a "Responsabilidade de Proteger", são os argumentos para desencadear uma guerra.
Esta é uma guerra do século XXI, é uma guerra que afirma não ser uma guerra, é uma "ajuda"! Portanto, todos os protocolos e convenções relativas à guerra não se aplicam.
25 de agosto de 2011
A verdadeira guerra "humanitária"
Cheira a Petróleo
Ao ver este cartoon no blog "Cantigueiro" fiquei, muito, mesmo muito, sensibilizado.
Vi nesta imagem, uma pomba (disse pomba e não bomba!) Obama, digníssimo Nobel da Paz, e os aviões, anjos "guarda costas" do pacificador, vindo de tão longe, atravessar o atlântico, carregado de um ramo de oliveira para, depois de ter defendido as populações da Líbia, vir agora defender o Petróleo da cobiça das Companhias Petrolíferas dos vários países que, atentos, aguardam os despojos de guerra. Obama certamente também atento às notícias de todo o mundo, leu neste blog C de... a notícia publicada hoje, "A verdade é como o Azeite...". Mais sensibilizado fiquei.
A verdade é como o azeite...
Com o título:
Comunidade internacional abre "guerra" pelo petróleo da Líbia
o Jornal de Negócios, publicou:
No terreno, o cheiro ainda é de pólvora. Mas é atrás do cheiro do “ouro negro” que estão já as maiores potências internacionais.
Consolidada a expectativa de que o regime de Muammar Kadhafi morreu ontem ao fim de quatro décadas com a ocupação do seu quartel-general pelas forças rebeldes, todos os países estão a mexer peças no sentido de se aproximarem do conselho de transição, que tenciona marcar eleições dentro de oito meses, e de reposicionarem as respectivas empresas e investimentos num dos países mais ricos em petróleo e gás.
Segundo a agência Bloomberg, a italiana Eni, dona de um terço da Galp, está a fazer lóbi junto dos líderes rebeldes para manter a sua liderança como produtor de energia na Líbia. Um estatuto assegurado dadas as boas relações entre Kadhafi e Sílvio Berlusconi, que só em Abril – e muito a contragosto – permitiu que forças aéreas italianas se juntassem à operação da NATO.
Ainda segundo a Bloomberg, que cita uma fonte anónima próxima da empresa italiana, a Eni quer assegurar-se de que não vai perder terreno para a Total francesa, que dispõe agora da vantagem política de Nicolas Sarkozy ter sido o primeiro líder mundial a reconhecer o movimento rebelde como interlocutor legítimo na Líbia. E quer também travar caminho às petrolíferas britânicas e norte-americanas, cujos países tomaram a dianteira no apoio ao movimento para derrubar o ditador.
Nota 1:
Para além do roubo do petróleo, os governos das nações invasoras, estão a estudar as formas discretas de se apoderarem dos depósitos de muitos milhares de milhões de dólares que a Líbia tem em vários países.
Nota 2:
Os invasores, revelam a sua moral ao oferecer dinheiro pelo Kadafi, vivo ou morto. Regressamos aos tempos dos "cowboys" e da Idade Média nas Relações Internacionais.
Comunidade internacional abre "guerra" pelo petróleo da Líbia
o Jornal de Negócios, publicou:
No terreno, o cheiro ainda é de pólvora. Mas é atrás do cheiro do “ouro negro” que estão já as maiores potências internacionais.
Consolidada a expectativa de que o regime de Muammar Kadhafi morreu ontem ao fim de quatro décadas com a ocupação do seu quartel-general pelas forças rebeldes, todos os países estão a mexer peças no sentido de se aproximarem do conselho de transição, que tenciona marcar eleições dentro de oito meses, e de reposicionarem as respectivas empresas e investimentos num dos países mais ricos em petróleo e gás.
Segundo a agência Bloomberg, a italiana Eni, dona de um terço da Galp, está a fazer lóbi junto dos líderes rebeldes para manter a sua liderança como produtor de energia na Líbia. Um estatuto assegurado dadas as boas relações entre Kadhafi e Sílvio Berlusconi, que só em Abril – e muito a contragosto – permitiu que forças aéreas italianas se juntassem à operação da NATO.
Ainda segundo a Bloomberg, que cita uma fonte anónima próxima da empresa italiana, a Eni quer assegurar-se de que não vai perder terreno para a Total francesa, que dispõe agora da vantagem política de Nicolas Sarkozy ter sido o primeiro líder mundial a reconhecer o movimento rebelde como interlocutor legítimo na Líbia. E quer também travar caminho às petrolíferas britânicas e norte-americanas, cujos países tomaram a dianteira no apoio ao movimento para derrubar o ditador.
Nota 1:
Para além do roubo do petróleo, os governos das nações invasoras, estão a estudar as formas discretas de se apoderarem dos depósitos de muitos milhares de milhões de dólares que a Líbia tem em vários países.
Nota 2:
Os invasores, revelam a sua moral ao oferecer dinheiro pelo Kadafi, vivo ou morto. Regressamos aos tempos dos "cowboys" e da Idade Média nas Relações Internacionais.
Pelo ensino público e gratuito
Um milhão de pessoas no Chile manifestaram-se cantando o Povo Unido...
Estudantes e professores com um enorme apoio da população fizeram as maiores manifestações pós-ditadura. Com duas poderosas greves nacionais, em 30 de maio e 5 de junho, estudantes e docentes derrubaram a manutenção da Lei Orgânica do Ensino, ditada por Pinochet no último dia de sua ditadura. A educação chilena é exemplo da realidade do país. Antes do golpe, com Allende, o ensino estatal era dos melhores da América Latina. Com a ditadura, e as políticas de direita, a educação foi considerada com a conhecida fórmula: "quem quer educação que a pague". O ensino privado pago passou a ser financiado pelo Estado. Os colégios apenas são acessíveis aos filhos dos grandes proprietários. O estudante de escola privada custa quatro vezes mais ao Estado do que o de colégio público.
Ao recolher estas informações e escrever isto, lembrei-me que já vi este filme aqui neste nosso Portugal.
Osvaldo Coggiola, professor titular de História da Universidade de São Paulo, mostra num artigo na Gazeta Digital, que hoje "a jornada semanal de trabalho chilena é de 48 horas, uma das mais altas do mundo. A saúde, previdência, educação, lazer e segurança privatizados corroem a economia familiar vergada pelo endividamento bancário. 45% da população vive na pobreza". Isso explica o grande apoio popular que estas lutas têm tido.
Estudantes e professores com um enorme apoio da população fizeram as maiores manifestações pós-ditadura. Com duas poderosas greves nacionais, em 30 de maio e 5 de junho, estudantes e docentes derrubaram a manutenção da Lei Orgânica do Ensino, ditada por Pinochet no último dia de sua ditadura. A educação chilena é exemplo da realidade do país. Antes do golpe, com Allende, o ensino estatal era dos melhores da América Latina. Com a ditadura, e as políticas de direita, a educação foi considerada com a conhecida fórmula: "quem quer educação que a pague". O ensino privado pago passou a ser financiado pelo Estado. Os colégios apenas são acessíveis aos filhos dos grandes proprietários. O estudante de escola privada custa quatro vezes mais ao Estado do que o de colégio público.
Ao recolher estas informações e escrever isto, lembrei-me que já vi este filme aqui neste nosso Portugal.
Osvaldo Coggiola, professor titular de História da Universidade de São Paulo, mostra num artigo na Gazeta Digital, que hoje "a jornada semanal de trabalho chilena é de 48 horas, uma das mais altas do mundo. A saúde, previdência, educação, lazer e segurança privatizados corroem a economia familiar vergada pelo endividamento bancário. 45% da população vive na pobreza". Isso explica o grande apoio popular que estas lutas têm tido.
24 de agosto de 2011
A farsa da "intervenção humanitária"
Poucas vezes na Historia a desinformação cientificamente montada terá tido tanto êxito em transformar a mentira em verdade, ocultando a agressão a um povo.
O Diário.info publicou uma acusação fundamentada pelos editores do blog. (Ver aqui)
Nota feita às 00:10 de 25/08
Neste mundo movido por interesses muito poderosos, é preciso desconfiar de todas as notícias que nos impingem.
Perante factos, considero importante começar por entender a quem é que interessa o que acontece. Depois julgar se esse interesse é legítimo, e se está de acordo com os nossos valores, a nossa ética.
Nota feita às 00:10 de 25/08
Neste mundo movido por interesses muito poderosos, é preciso desconfiar de todas as notícias que nos impingem.
Perante factos, considero importante começar por entender a quem é que interessa o que acontece. Depois julgar se esse interesse é legítimo, e se está de acordo com os nossos valores, a nossa ética.
A ponta do iceberg
Este foi emprestado pelo As Palavras são Armas
Ricardo Mutti
Um momento intenso e de emoção para os apaixonados pela liberdade.
Hoje recebi uma mensagem, daquelas, poucas, que nos emocionam, no meio de tanto lixo, de publicidade, correntes, e anedotas estúpidas e pimba, que este ambiente anti-cultura (com a televisão a liderar) vai estimulando. Sei quem ma enviou, conheço o seu bom gosto, mas não conheço o autor do escrito. Pouco importa. Poderia ser um dos muitos, felizmente atentos e despertos para os problemas da nossa sociedade.
Dizia o seguinte, a mensagem:
No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabuco de Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical mas também, política à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).
Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti. Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno - ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento.
Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma incomum ovação, clima que se transformou numa verdadeira "noite de revolução" quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral "Va pensiero" o famoso hino contra a dominação. Há situações que não se pode descrever, mas apenas sentir; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; clima que setransforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo. A reação visceral do público quando o côro entoa - "Ó minha pátria, tão bela e perdida. Ao terminar o hino os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público se manifesta com gritos de "bis", "viva Itália", "viva Verdi".
Das galerias são lançados papéis com mensagens políticas.
Não sendo usual dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro La Scala de Milão, o maestro hesitou pois, como ele depois disse: "não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular". Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico o maestro voltou-se e encarou os presentes e o próprio Berlusconi. Fez-se silêncio. Então, reagindo a um grito de "longa vida à Itália" disse RICCARDO MUTTI:
"Sim, longa vida à Itália mas... [aplausos]. Não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquieço a vosso pedido de bis para o Va Pensiero. Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o côro que cantava "Ó meu pais, belo e perdido", eu pensava que, a continuarmos assim, mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente "bela e perdida". [aplausos retumbantes, inclusive dos artistas da peça] Reina aqui um "clima italiano"; eu, Mutti, me calei por longos anos.
Gostaria agora...nós deveriamos dar sentido a este canto; como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um côro que cantou magnificamente e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos."
Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Coro dos Escravos.
Pessoas se levantaram. Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou. Foi um momento magnífico na ópera! Vê-se, também, o pranto dos artistas.
Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo, uma declaração do teatro da capital dirigida aos políticos.
As religiões (3)
"As religiões surgiram pouco elaboradas, tendo evoluído no caminho da racionalidade"
No separador CONCEITOS, deste blog, continua a publicação do texto, da autoria de António Bica, sobre as religiões. António Bica
Nesta terceira parte, hoje publicada, "A pulsão humana de fuga à morte", fala sobre as ideias de imortalidade, do renascer, depois da morte, à semelhança da permanente renovação da natureza e ainda da morte do homem como definitiva para a realidade visível, mas com sobrevivência da realidade invisível.
23 de agosto de 2011
Afinal quem é que têm razão?
Ora vejam lá!
Cavaco e Angela Merkel contra os mercados e empresas de rating
Angela Merkel disse que “os políticos não podem seguir os mercados”.
Aquilo que era tabu há uns meses atrás de repente deixa de ser.
Em resposta indirecta às críticas do PCP, Cavaco dizia em 13.07.10, que não vale a pena “recriminar” agências de rating, assim como em 9.11.10 afirmou que "A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego” e ainda em 21.12.10, que “Insultar os mercados prejudica a economia nacional”.
Recentemente reconheceu (8.07.11) que “agências norte-americanas são ameaça à estabilidade europeia”.

Também os políticos europeus, neo-liberais sempre têm andado atrás dos mercados, seguindo suas conveniências e fazendo eco das medidas impostas aprofundando a austeridade, numa subserviência que coloca a política a reboque dos interesses dos poderosos mercados.
Agora Angela Merkel diz que “os políticos não podem seguir os mercados”.
Como dizia eu, aqui, há dias, ainda vamos ver muita gente dizer que, afinal os comunistas é que tinham razão.
Cavaco e Angela Merkel contra os mercados e empresas de rating
Angela Merkel disse que “os políticos não podem seguir os mercados”.
Aquilo que era tabu há uns meses atrás de repente deixa de ser.
Em resposta indirecta às críticas do PCP, Cavaco dizia em 13.07.10, que não vale a pena “recriminar” agências de rating, assim como em 9.11.10 afirmou que "A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego” e ainda em 21.12.10, que “Insultar os mercados prejudica a economia nacional”.
Recentemente reconheceu (8.07.11) que “agências norte-americanas são ameaça à estabilidade europeia”.

Também os políticos europeus, neo-liberais sempre têm andado atrás dos mercados, seguindo suas conveniências e fazendo eco das medidas impostas aprofundando a austeridade, numa subserviência que coloca a política a reboque dos interesses dos poderosos mercados.
Agora Angela Merkel diz que “os políticos não podem seguir os mercados”.
Como dizia eu, aqui, há dias, ainda vamos ver muita gente dizer que, afinal os comunistas é que tinham razão.
22 de agosto de 2011
As religiões (2)
"As religiões surgiram pouco elaboradas, tendo evoluído no caminho da racionalidade"
António Bica
No separador CONCEITOS, deste blog, estou a publicar, por partes, um texto da autoria de António Bica, reflexão sobre as razões, os conceitos de religião e a sua génese. António Bica
A segunda parte, hoje publicada, "O homem procura agir sobre a natureza por meios que ultrapassam as suas forças", fala sobre a necessidade de apoio do homem para as suas incapacidades.
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Hoje, Cinema
Hoje 22/08/2011 - 01,05h no canal Tvcine 3 - O Filme Capitalismo - Uma História da Amor de Michael Moore - É possível que venha a passar noutro horário e dia, para isso consultar a programação.
21 de agosto de 2011
As maiores dívidas públicas
PAISES MIL MILHÕES % DO PIB
BÉLGICA 347.0 98.6
ALEMANHA 1885.0 75.7
IRLANDA 152.5 97.4
GRECIA 325.2 140.2
ESPANHA 676.9 64.4
FRANÇA 1615.8 83.0
ITALIA 1841.6 118.9
CHIPRE 10.9 62.2
HUNGRIA 80.1 78.5
MALTA 4.3 70.4
HOLANDA 379.5 64.8
AUSTRIA 198.1 70.4
POLONIA 207.7 55.5
PORTUGAL 142.0 82.8
REINO UNIDO 1322.5 77.8
ISLANDIA 8.4 91.5
EUA 9752.9 92.2
JAPÃO 8809.2 217.7
CANADÁ 909.8 76.2
Nota: os valores das dívidas dos vários países são apresentados em milhares de milhões de
euros e são relativos a 2010.
Fonte: Comissão Europeia
As religiões
"As religiões surgiram pouco elaboradas, tendo evoluído no caminho da racionalidade"
António Bica
A propósito da visita do Papa a Madrid, e da adesão de tantos jovens à sua recepção, no separador CONCEITOS, deste blog, vou publicar, por partes, um texto da autoria de António Bica, que, creio, ajuda a reflectir sobre os conceitos de religião e a sua génese. O texto tem por título "As religiões surgiram pouco elaboradas, tendo evoluído no caminho da racionalidade".
António Bica
A propósito da visita do Papa a Madrid, e da adesão de tantos jovens à sua recepção, no separador CONCEITOS, deste blog, vou publicar, por partes, um texto da autoria de António Bica, que, creio, ajuda a reflectir sobre os conceitos de religião e a sua génese. O texto tem por título "As religiões surgiram pouco elaboradas, tendo evoluído no caminho da racionalidade".
A primeira parte hoje publicada "A capacidade humana de raciocínio abstracto" ajuda a compreender as razões do surgir das religiões.
A crise política e o crescimento da revolta
A crise global e sistémica do capitalismo
Desde a queda da URSS, há 20 anos, o capitalismo assumiu uma forma global, por um lado, dominado por instituições financeiras que nada produzem a não ser as dívidas e ganhar fabulosos lucros com isso, e por outro com um aumento enorme das intervenções colonialistas e armadas. Esta forma de capitalismo, como disse Marx, na sua fase superior, cria as condições para a sua auto-destruição. O capitalismo sustenta-se, agora, em capital virtual por meio dos chamados “derivativos” com que jogam os "mercados". Emprestam uns aos outros, aumentando o capital circulante, virtual e, os juros.
Dinheiro que nada vale
O dinheiro real, dos depósitos dos clientes nos Bancos dos EUA é apenas de 3 a 5% do que circula virtualmente. Como o risco é grande, pois não têm dinheiro que cubra as dívidas, fazem-se seguros. As seguradoras aproveitam para emprestar a juros o capital (virtual) assim obtido o que aumenta o risco caso uma seguradora tenha que cobrir o valor seguro. Na realidade este esquema é sustentado pelo Estado, ou seja, por todos os contribuintes, que terá que assegurar as falhas, como já aconteceu em Portugal com o BPN.
Para aumentar a especulação financeira, o mercado hipotecário entra também em cena com os empréstimos sobre as casas, empréstimos esses não cobertos por dinheiro real. Esta "industria" imobiliária especulativa alimenta-se das classes trabalhadoras a quem empresta o dinheiro.
Engenharia financeira
Perante tal facilidade de ganhar dinheiro sem trabalho, sem nada produzir, as empresas de produção apostam mais na "engenharia financeira" que na engenharia tecnológica. A empresa passa a ser um valor medido pelo valor das acções e o empresário procura que seja comprada por uma grande empresa que pague bem.
Neste sistema as vendas dos passivos convertem-se em activos (virtuais) para garantir (virtualmente) outros empréstimos. Quando os empréstimos não puderam ser pagos, começam as insolvências a gerar outras insolvências como a queda das pedras do dominó.
Opções: Bancos ou quem produz?
É por isso que os Governos preferem salvar os Bancos à custa dos contribuintes, pondo remendos na rede de interesses do capitalismo financeiro. Claro que esta opção vai "secar" os consumidores e as empresas que produzem.
Como aumentar os impostos dá muito nas vistas, os Governos arranjam todos os artifícios para transferir o dinheiro dos trabalhadores para o capital. Recorreram aos "mercados" financeiros, aumentando sua já elevada dívida pública. O pagamento de juros da dívida, juros especulativos, é uma forma de salvar os "mercados" à custa da dívida do Estado (de todos nós). O resultado é a crise financeira dos Estados. Esta crise converteu-se, numa nova crise financeira, porque colocou em perigo as moedas (euro e dólar).

A austeridade para quem trabalha e o acentuar das desigualdades
A tentativa de impor a austeridade, acelerou a recessão, e aumentou o desemprego, reduziu salários e apoios sociais. As transferências de dinheiro dos trabalhadores e do Estado para os Bancos e "mercados" (pagamento de juros) deram lucros enormes e crescentes para o sector financeiro. Por isso, os “indignados” afirmam que o sistema não está em crise. O capital financeiro continua ganhando, e transfere os prejuízos à sociedade e aos Estados. Assim se disciplinam os sindicatos e os cidadãos. Assim, a crise das finanças torna-se crise política.
A crise é política
Na realidade a crise não é económica, mas política. Trata-se de uma luta de classes muito acentuada. O vinculo entre cidadão e governantes está em ruptura por uma opção de classe dos governantes salvarem o sistema que deu origem à crise.
Surgem em crescendo os "indignados", que mesmo sem organização e sem grande consciência política querem manifestar a sua revolta, seja como for. A esta acção surgem as reacções dos governos que pretendem voltar as populações contra os indignados para poderem justificar uma repressão mais violenta e alargada.
Dinheiro que nada vale
O dinheiro real, dos depósitos dos clientes nos Bancos dos EUA é apenas de 3 a 5% do que circula virtualmente. Como o risco é grande, pois não têm dinheiro que cubra as dívidas, fazem-se seguros. As seguradoras aproveitam para emprestar a juros o capital (virtual) assim obtido o que aumenta o risco caso uma seguradora tenha que cobrir o valor seguro. Na realidade este esquema é sustentado pelo Estado, ou seja, por todos os contribuintes, que terá que assegurar as falhas, como já aconteceu em Portugal com o BPN.
Para aumentar a especulação financeira, o mercado hipotecário entra também em cena com os empréstimos sobre as casas, empréstimos esses não cobertos por dinheiro real. Esta "industria" imobiliária especulativa alimenta-se das classes trabalhadoras a quem empresta o dinheiro.
Perante tal facilidade de ganhar dinheiro sem trabalho, sem nada produzir, as empresas de produção apostam mais na "engenharia financeira" que na engenharia tecnológica. A empresa passa a ser um valor medido pelo valor das acções e o empresário procura que seja comprada por uma grande empresa que pague bem.
Neste sistema as vendas dos passivos convertem-se em activos (virtuais) para garantir (virtualmente) outros empréstimos. Quando os empréstimos não puderam ser pagos, começam as insolvências a gerar outras insolvências como a queda das pedras do dominó.
Opções: Bancos ou quem produz?
É por isso que os Governos preferem salvar os Bancos à custa dos contribuintes, pondo remendos na rede de interesses do capitalismo financeiro. Claro que esta opção vai "secar" os consumidores e as empresas que produzem.
Como aumentar os impostos dá muito nas vistas, os Governos arranjam todos os artifícios para transferir o dinheiro dos trabalhadores para o capital. Recorreram aos "mercados" financeiros, aumentando sua já elevada dívida pública. O pagamento de juros da dívida, juros especulativos, é uma forma de salvar os "mercados" à custa da dívida do Estado (de todos nós). O resultado é a crise financeira dos Estados. Esta crise converteu-se, numa nova crise financeira, porque colocou em perigo as moedas (euro e dólar).

A austeridade para quem trabalha e o acentuar das desigualdades
A tentativa de impor a austeridade, acelerou a recessão, e aumentou o desemprego, reduziu salários e apoios sociais. As transferências de dinheiro dos trabalhadores e do Estado para os Bancos e "mercados" (pagamento de juros) deram lucros enormes e crescentes para o sector financeiro. Por isso, os “indignados” afirmam que o sistema não está em crise. O capital financeiro continua ganhando, e transfere os prejuízos à sociedade e aos Estados. Assim se disciplinam os sindicatos e os cidadãos. Assim, a crise das finanças torna-se crise política.
A crise é política
Na realidade a crise não é económica, mas política. Trata-se de uma luta de classes muito acentuada. O vinculo entre cidadão e governantes está em ruptura por uma opção de classe dos governantes salvarem o sistema que deu origem à crise.
Surgem em crescendo os "indignados", que mesmo sem organização e sem grande consciência política querem manifestar a sua revolta, seja como for. A esta acção surgem as reacções dos governos que pretendem voltar as populações contra os indignados para poderem justificar uma repressão mais violenta e alargada.
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