Anda a circular na Net:
Quando se liga para as Finanças ouve-se o seguinte:
Aviso. Está a ligar para um cliente que agora pertence ao FMI.
Qualquer dia ouve-se este aviso quando se ligar para a maioria das empresas em Portugal
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
5 de agosto de 2011
4 de agosto de 2011
Lucros!
Os lucros dos cinco maiores bancos a operar em Portugal, apesar de terem baixado 45%, são de 2.7 milhões de euros por dia!
Pergunto a quem me quiser responder: Desses lucros, que parte fica em Portugal e que parte é destinada a apoiar as nossas empresas?
Pergunto a quem me quiser responder: Desses lucros, que parte fica em Portugal e que parte é destinada a apoiar as nossas empresas?
Somália
29.000 crianças morreram de fome em três meses
Enquanto a NATO gasta milhares de milhões de euros nos bombardeamentos "humanitários" mais de 29.000 crianças, com menos de cinco anos, morreram de fome na Somália nos últimos três meses. É a pior crise humanitária que afecta o Corno de África.
De acordo com as Nações Unidas, a fome propagou-se a três novas zonas na Somália, incluindo a capital, Mogadíscio.
Enquanto a NATO gasta milhares de milhões de euros nos bombardeamentos "humanitários" mais de 29.000 crianças, com menos de cinco anos, morreram de fome na Somália nos últimos três meses. É a pior crise humanitária que afecta o Corno de África.
De acordo com as Nações Unidas, a fome propagou-se a três novas zonas na Somália, incluindo a capital, Mogadíscio.
3 de agosto de 2011
Há crises e... crises!
Onde se gasta o dinheiro
As Forças Armadas, em dificuldades orçamentais, têm sido vítimas das opções políticas desastrosas dos governos.
Foram gastas enormes verbas em negócios duvidosos aprovados pelos partidos da troika.
Conhecemos bem o, não esclarecido, negócio dos submarinos.
Agora este Governo já fala na aquisição de aviões KC390 e de helicópteros NH90, cujo valor final total poderá ultrapassar os seiscentos milhões de euros. Estes negócios, para além do objectivo de servir a NATO nas suas acções criminosas, que interessam aos EUA, beneficiam os negociantes de armamento de guerra.
Em comunicado, do passado dia um, o PCP considera que nestes negócios "a NATO encaixa muitos milhões de euros" e que as Forças Armadas devem ser reequipadas "à medida das exigências das missões nacionais e no quadro das disponibilidades financeiras do País" e não para servir interesses dos EUA, UE e NATO.
As Forças Armadas, em dificuldades orçamentais, têm sido vítimas das opções políticas desastrosas dos governos.
Foram gastas enormes verbas em negócios duvidosos aprovados pelos partidos da troika.
Conhecemos bem o, não esclarecido, negócio dos submarinos.
Agora este Governo já fala na aquisição de aviões KC390 e de helicópteros NH90, cujo valor final total poderá ultrapassar os seiscentos milhões de euros. Estes negócios, para além do objectivo de servir a NATO nas suas acções criminosas, que interessam aos EUA, beneficiam os negociantes de armamento de guerra.
Em comunicado, do passado dia um, o PCP considera que nestes negócios "a NATO encaixa muitos milhões de euros" e que as Forças Armadas devem ser reequipadas "à medida das exigências das missões nacionais e no quadro das disponibilidades financeiras do País" e não para servir interesses dos EUA, UE e NATO.
2 de agosto de 2011
Porquê? Mas, porquê?
O imperialismo, forma de domínio do capitalismo financeiro, nada respeita.
Não respeita a lei que eles próprios fazem
Não respeita os actuais valores da civilização
Não respeita os direitos humanos
Então, por que desencadeou a Nato, esta guerra contra a Líbia?
Não respeita a lei que eles próprios fazem
Não respeita os actuais valores da civilização
Não respeita os direitos humanos
"Nós condenamos, não só não reconhecemos, esse Conselho de Transição", afirmou Chávez na segunda-feira ao acrescentar que "uma parafernália de países europeus e outros reconheceram um grupo de terroristas"."São terroristas e ainda os reconhecem e dão-lhes legitimidade. Isso viola e destrói as bases do direito internacional, é muito perigoso". Isto que acontece na Líbia pode amanhã acontecer em qualquer país.
Porque é que a Líbia continua a ser destruída? Escolas, hospitais, infraestruturas... Agora as estações de televisão. Não está mais que provado que cinco meses de bombardeamentos constantes, de milhares de toneladas de bombas, que modernos helicópteros, que aviões telecomandados, que o fornecimentos das mais modernas armas aos chamados rebeldes, não foram capazes de derrubar um ditador que segundo dizem é odiado pelo povo? Não é preciso ter muita inteligência para perceber que, tal como a mentira das armas de destruição maciça para invadir Iraque, na Líbia a mentira do "ditador odiado pelo povo" não durou muito. Kaddafi, não invadiu nenhum vizinho nem usou armas de destruição maciça contra o seu povo, como está a usar a NATO.
Na Líbia, a maioria do povo apoia Kaddafi e a moral dos combatentes permanece alto. Kaddafi propôs a consulta popular e a NATO recusou. A Líbia tem o melhor sistema de saúde e educacional público de Africa e do mundo árabe. Tem a maior esperança de vida e é de todos os países árabes o que tem melhor nível de vida para toda a população. Milhares de egípcios e tunisinos e de outros países africanos, emigravam para a Líbia para trabalhar e estudar.
Então, por que desencadeou a Nato, esta guerra contra a Líbia?
Porque Kadadafi estava a libertar-se do domínio americano e inglês, a criar um sistema bancário independente do FMI, e do dólar. A Líbia estava a realizar grandes projectos de investimento em infraestruturas, a desenvolver sistemas de rega e a alargar a agricultura a zonas deserticas, apoiando também paises pobres de Africa, sem o controle americano.
Os grandes capitalistas que controlam a economia mundial, não admitem concorrência. É para isso que financiam a NATO, colocam ditadores a dominar os povos, e auxiliam os que, como na Argélia, já mataram 200 000 argelinos.
O sistema capitalista está perante uma enorme crise. Os EUA, o povo, atingiu dívidas que já não podem pagar. Mas os multimilionários continuam a enriquecer.
Em muitos países explorados do terceiro mundo, a fome e a doença matam milhões de seres humanos.
Menos de metade do que os EUA gastam nas guerras que promovem, bastaria para salvar esses milhões de pessoas.
Critérios!
1 de agosto de 2011
Revolta contra a lei do "come e cala"
Tudo aumenta. Só a paciência se esgota
Ainda se lembram do argumento para a privatização da Rodoviária Nacional?
Para quem tem fraca memória, recordo que um dos argumentos era para reduzir os preços dos transportes, pela concorrência entre as empresas.
Ainda se lembram do argumento para a liberalização dos preços da gasolina?
Para os que nas alturas das eleições têm ataques de amnésia, recordo que era também para reduzir os preços pela concorrência das empresas.
Porque é que será que aumentam os lucros dos mais ricos?
Como referido há dias http://c-de.blogspot.com/2011/07/crise-qual-crise.html as fortunas dos mais ricos em Portugal aumentaram, este ano, quase 18%. O mesmo que, em média, os transportes públicos.
Aumentam os preços dos transportes depois de terem aumentado quase todos os bens essenciais.
+ 25,3% no passe simples (zona 1) na linha de Sintra
+ 15,2% nos passes L123
+ 16,0% nos passes Softlusa Barreiro-Terreiro do Paço
+ 20,0% no título T1 da STCP
+ 16,7% no bilhete (1 zona) do Metro de Lisboa
Em muitos percursos é mais caro viajar de transporte colectivo que de automóvel mesmo com apenas uma pessoa.
Esta é a racionalidade do capitalismo liberal.
Qualquer dia temos a NATO a bombardear a Internet, por revelar o que os "donos do mundo" não querem que se saiba, como está a fazer com as estações de televisão na Líbia. Comer e calar?
Ainda se lembram do argumento para a privatização da Rodoviária Nacional?
Para quem tem fraca memória, recordo que um dos argumentos era para reduzir os preços dos transportes, pela concorrência entre as empresas.
Ainda se lembram do argumento para a liberalização dos preços da gasolina?
Para os que nas alturas das eleições têm ataques de amnésia, recordo que era também para reduzir os preços pela concorrência das empresas.
Porque é que será que aumentam os lucros dos mais ricos?
Como referido há dias http://c-de.blogspot.com/2011/07/crise-qual-crise.html as fortunas dos mais ricos em Portugal aumentaram, este ano, quase 18%. O mesmo que, em média, os transportes públicos.
Aumentam os preços dos transportes depois de terem aumentado quase todos os bens essenciais.
+ 25,3% no passe simples (zona 1) na linha de Sintra
+ 15,2% nos passes L123
+ 16,0% nos passes Softlusa Barreiro-Terreiro do Paço
+ 20,0% no título T1 da STCP
+ 16,7% no bilhete (1 zona) do Metro de Lisboa
Em muitos percursos é mais caro viajar de transporte colectivo que de automóvel mesmo com apenas uma pessoa.
Esta é a racionalidade do capitalismo liberal.
Qualquer dia temos a NATO a bombardear a Internet, por revelar o que os "donos do mundo" não querem que se saiba, como está a fazer com as estações de televisão na Líbia. Comer e calar?
31 de julho de 2011
Novos Bombardeamentos humanitários!
Desesperados com a grande adesão do povo na defesa do seu país, a NATO decidiu bombardear as estações de televisão da Líbia.
Na realidade pretendem que o mundo apenas tenha a informação "oficial" da NATO.
Ver mais em:
- http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html
- http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=278714
- http://antreus.blogspot.com/
- http://civilizacionsocialista.blogspot.com/
Na realidade pretendem que o mundo apenas tenha a informação "oficial" da NATO.
Ver mais em:
- http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html
- http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=278714
- http://antreus.blogspot.com/
- http://civilizacionsocialista.blogspot.com/
30 de julho de 2011
29 de julho de 2011
A velha Política da Direita
Cobrar hoje e prometer para amanhã
As medidas de aumento de impostos a quem trabalha, os aumentos dos preços, são decididos no imediato.
Os apoios vão ser dados amanhã.
O Governo do PSD e CDS-PP esqueceu-se de retirar o azulejo que tem à porta do gabinete do Primeiro Ministro, azulejo colocado por José Sócrates. Azulejo, aliás, que os do costume conhecem muito bem.
As medidas de aumento de impostos a quem trabalha, os aumentos dos preços, são decididos no imediato.
Os apoios vão ser dados amanhã.
O Governo do PSD e CDS-PP esqueceu-se de retirar o azulejo que tem à porta do gabinete do Primeiro Ministro, azulejo colocado por José Sócrates. Azulejo, aliás, que os do costume conhecem muito bem.
28 de julho de 2011
Política para os trabalhadores
Política da classe exploradora
Os trabalhadores estão a ser encostados à parede.
Baixam os salários de quem trabalha, aumentam os dos administradores.
Aumentam os preços dos bens essenciais.
Aumentam os impostos para quem trabalha, reduzem-se os dos especuladores, banqueiros, accionistas e permite-se a fuga a impostos nos offshores.
Aumentam os transportes públicos para os trabalhadores. Vendem-se mais carros de luxo e topo de gama.
Para o país, este aumento seria empurrar as pessoas para o uso do transporte particular se as economias familiares o permitissem.
É a política contra a economia do país e contra quem vive do seu trabalho.
Os trabalhadores estão a ser encostados à parede.
Baixam os salários de quem trabalha, aumentam os dos administradores.
Aumentam os preços dos bens essenciais.
Aumentam os impostos para quem trabalha, reduzem-se os dos especuladores, banqueiros, accionistas e permite-se a fuga a impostos nos offshores.
Aumentam os transportes públicos para os trabalhadores. Vendem-se mais carros de luxo e topo de gama.
Para o país, este aumento seria empurrar as pessoas para o uso do transporte particular se as economias familiares o permitissem.
É a política contra a economia do país e contra quem vive do seu trabalho.
Crise?... Qual crise?...
Os muito ricos cada vez mais ricos
A fortuna dos 25 mais ricos de Portugal aumentou 17,8 por cento, somando 17,4 mil milhões de euros, revela a revista Exame.
O mais rico é, desde há quatro anos, Américo Amorim. Os activos do accionista da Galp Energia e da corticeira Amorim cresceram 18,2 por cento face à edição do ano passado da lista da Exame e atingem, agora, os 2,6 mil milhões de euros.
Alexandre Soares dos Santos, presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins, subiu do quarto para o segundo lugar.
Os 10 mais ricos e o seu património ganho com muito suor e horas extraordinárias:
1º Américo Amorim: 2.587,2 milhões de euros
2º Alexandre Soares dos Santos: 1.917,4 milhões de euros
3º Belmiro de Azevedo: 1.297,6 milhões de euros
4º Família Guimarães de Mello: 1.006,6 milhões de euros
5º Família Alves Ribeiro: 779,7 milhões de euros
6º Perpétua Bordalo da Silva e Luís Silva: 679,7 milhões de euros
7º Rita Celeste Violas e Sá, Manuel Violas: 650,6 milhões de euros
8º Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo: 645,8 milhões de euros
9º Família Cunha José de Mello: 638 milhões de euros
10º António da Silva Rodrigues: 551 milhões de euros
A noticia estava a ser lida por um grupo de desempregados e alguns reformados que, já cansados de jogar ao dominó, conversavam sobre a crise que obriga todos a fazer sacrifícios. Dizia um deles:
A fortuna dos 25 mais ricos de Portugal aumentou 17,8 por cento, somando 17,4 mil milhões de euros, revela a revista Exame.
O mais rico é, desde há quatro anos, Américo Amorim. Os activos do accionista da Galp Energia e da corticeira Amorim cresceram 18,2 por cento face à edição do ano passado da lista da Exame e atingem, agora, os 2,6 mil milhões de euros.
Alexandre Soares dos Santos, presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins, subiu do quarto para o segundo lugar.
Os 10 mais ricos e o seu património ganho com muito suor e horas extraordinárias:
1º Américo Amorim: 2.587,2 milhões de euros
2º Alexandre Soares dos Santos: 1.917,4 milhões de euros
3º Belmiro de Azevedo: 1.297,6 milhões de euros
4º Família Guimarães de Mello: 1.006,6 milhões de euros
5º Família Alves Ribeiro: 779,7 milhões de euros
6º Perpétua Bordalo da Silva e Luís Silva: 679,7 milhões de euros
7º Rita Celeste Violas e Sá, Manuel Violas: 650,6 milhões de euros
8º Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo: 645,8 milhões de euros
9º Família Cunha José de Mello: 638 milhões de euros
10º António da Silva Rodrigues: 551 milhões de euros
A noticia estava a ser lida por um grupo de desempregados e alguns reformados que, já cansados de jogar ao dominó, conversavam sobre a crise que obriga todos a fazer sacrifícios. Dizia um deles:
- Estes gajos é que sabem viver.
Outro respondeu:
- Para terem essas fortunas é porque andaram a roubar.
Gerou-se a discussão.
- Tu estás é com inveja. Se pudesses fazias o mesmo.
- Se o fizesse era ladrão como eles. Tu achas bem os pobres serem cada vez mais pobres e os ricos serem mais ricos? De onde vem o dinheiro que eles têm?
- Vem dos negócios que eles fazem.
- Isso é muito fácil para quem é rico. Paga menos a quem trabalha para os negócios deles e aumenta os preços para quem compra.
- Se não houvesse ricos ainda era pior. São os ricos que nos pagam os ordenados.
- Mas quanto mais ricos são mais desemprego existe e menos pagam, como é que explicas isso?
- É assim a vida. Sempre foi assim.
- Sempre será assim se nós quisermos. Eles só são ricos porque nós trabalhamos para eles. Nós produzimos 100 e eles pagam-nos 10.
- Então que querias? Eles têm muitas despesas e têm que comprar as máquinas e as instalações para dar trabalho às pessoas. Têm que ganhar mais.
- Mas são os trabalhadores que fazem as máquinas e as instalações, para as empresas deles e recebem muito pouco.
- Que querias tu? Eles é que mandam.
- Mas se o Estado, que somos nós, fizesse as fábricas e as empresas podia distribuir melhor os lucros por todos e criar tantos ou mais empregos.
- O Estado? O Estado é o maior ladrão.
- Pois é mas porque eles é que mandam no Estado. Nós pagamos os impostos e eles recebem os subsídios e os benefícios, que também vêm do nosso trabalho.
- Como é que querias evitar isso? Os que para lá vão são todos iguais.
- Eles vão para lá porque tu e outros como tu votaram neles.
- São todos iguais. Em quem querias que votasse? Isto é o mesmo que atirar a moeda ao ar.
- Que raio de azar, Umas vezes calha cara outras coroa. Se são todos iguais porque é que votas sempre nos mesmos, ou seja com uma moeda que só tem duas faces?
- Porque nós precisamos dos ricos. Eles é que fazem crescer a economia.
- Então se eles estão lá, porque é que a economia não cresce? Ou, melhor, só cresce para eles?
- Porque sempre foi assim.
- Foi mas pode deixar de ser... se nós quisermos.
- Há aí muitos que não querem é trabalhar.
- E se há muitos que não querem trabalhar há muitos mais que querem e não podem. O desemprego está a aumentar e são esses muito ricos que tu dizes que fazem crescer a economia que criaram a crise para aumentar o desemprego e para poderem pagar o que querem sem que o trabalhador refile.
- Pois claro. Eles é que são os patrões por isso estão no seu direito.
- Direito? O direito deles são as leis que fazem os que lá puseste.
- Que querias? São todos iguais? Se fossem outros faziam as leis que melhor lhes conviessem.
- Mas os que lá estão são pagos pelo povo para defender o povo.
- Já vi que és comunista e não falo mais contigo!
23 de julho de 2011
Uma política de traição a Portugal
A venda ao desbarato de tudo o que é público. Agora as Golden Shares
A eliminação das Golden Shares em empresas estratégicas como a PT, a GALP e a EDP é um acto de gestão danosa do Governo PSD/CDS e contrário aos interesses nacionais.
Importância das Golden Shares
As chamadas Golden Shares são posições detidas pelo Estado que garantem a este direitos especiais em decisões de importância estratégica, como por exemplo a escandalosa venda da participação da PT na Vivo (Brasileira) à Telefónica (Espanhola), que permitiu que mais de 5 mil milhões de euros fossem dados aos accionistas sem pagarem impostos em Portugal.
A eliminação das Golden Shares em empresas estratégicas como a PT, a GALP e a EDP é um acto de gestão danosa do Governo PSD/CDS e contrário aos interesses nacionais.
Importância das Golden Shares
As chamadas Golden Shares são posições detidas pelo Estado que garantem a este direitos especiais em decisões de importância estratégica, como por exemplo a escandalosa venda da participação da PT na Vivo (Brasileira) à Telefónica (Espanhola), que permitiu que mais de 5 mil milhões de euros fossem dados aos accionistas sem pagarem impostos em Portugal.
22 de julho de 2011
Relembremos os avisos feitos
O que os banqueiros não querem que se saiba
Com esta política vamos caminhando para o desastre
Arruinar a nossa economia para vender tudo ao desbarato ao capital financeiro e especulador.
Com esta política vamos caminhando para o desastre
Arruinar a nossa economia para vender tudo ao desbarato ao capital financeiro e especulador.
21 de julho de 2011
Investir na guerra e esquecer a fome no mundo
Matar de longe, à traição, sem ser visto é cobardia
As guerras promovidas pelos EUA, em muitos países do mundo estão a servir para desenvolver novos equipamentos de guerra, controlados à distância e de grande capacidade de destruição.
De um artigo do Diario.info, extraí e adaptei as seguintes informações que deveremos conhecer:
Nem os mísseis de cruzeiro nem os veículos aéreos não tripulados equipados com mísseis Hellfire têm pilotos a bordo. Paquistaneses, afegãos, líbios, iraquianos, iemenitas e somalis são dilacerados por ataques dos E.U.A. com aparelhos robots controlados à distância.
Agora... na Somália
O Washington Post, o New York Times e outros grandes jornais dos EUA informaram na semana passada que os EUA lançaram o seu primeiro ataque na Somália com mísseis disparados de um veículo aéreo não tripulado (UAV).
O ataque foi o primeiro ataque militar reconhecido por parte do Pentágono na nação do corno de África desde um outro realizado por comandos em helicópteros em 2009 e também o primeiro drone norte-americano usado nesse país para um ataque com mísseis. O diário britânico The Guardian informou em 30 de Junho, que o ataque na Somália marcou “a expansão da campanha sem pilotos a um sexto país”, já que tinham sido usados com efeito mortal aviões não tripulados com controlo à distância no Afeganistão, Iraque, Paquistão, Iémen e, mais recentemente, na Líbia.
Afeganistão, Iraque, Paquistão, Iémen e Líbia.
A mortífera missão na Somália foi realizada, segundo se informa, pelo Comando de Operações Especiais dos EUA. Em 4 de Julho, a publicação das forças armadas dos EUA Stars and Stripes, informou que existem actualmente 7.000 membros das forças especiais dos EUA no Afeganistão e 3.000 no Iraque, e a maioria destes últimos serão transferidos para o Afeganistão, para compensar a retirada de mais 10.000 militares até o final deste ano.
O jornal também citou o vice-governador da província de Abyan, Abdullah Luqman, que criticou os ataques e declarou: “Aqueles que estão sendo mortos são pessoas inocentes. Pelo menos 130 pessoas foram mortas nas últimas duas semanas por drones dos EUA “.
Milhares de mortos civis
Os ataques com mísseis de drones no Paquistão, que causaram um número recorde de mortes - mais de 1.000 – no ano passado, são realizados pela Divisão de Actividades Especiais da CIA, cujo último director foi o novo secretário de Defesa, Leon Panetta, uma transferência que anuncia uma intensificação ainda maior dos mortíferos ataques neste país.
Em 5 de Junho o 40º ataque de drones do ano matou pelo menos seis pessoas no Waziristão do Sul, em Áreas Tribais sob Administração Federal do Paquistão, elevando o número de mortos este ano para pelo menos 350 neste país.
Em finais do mês passado, o governo paquistanês ordenou aos EUA que desocupassem a base aérea Shamsi na província de Baluchistan que tinha sido usada para ataques com drones dentro da nação. Entretanto Washington transferiu essas operações para bases aéreas no Afeganistão, perto da fronteira paquistanesa.
A escalada do poder mortífero
Em 5 de Julho um drone Reaper britânico matou pelo menos quatro civis afegãos e feriu outros dois num ataque com mísseis na província de Helmand. O uso do Reaper, conhecido como o drone mais mortífero do mundo, marca a intensificação deste tipo de guerra. É descrito como um avião pilotado à distância, caçador assassino que voa a alta altitude e que pode ser equipado com quinze vezes mais armamento e voar a velocidade três vezes mais que o Predator utilizado no Iraque, Afeganistão, Iémen, Somália e Líbia. (os USA têm utilizado Reapers no Iraque desde 2008, e no Afeganistão desde o ano seguinte. Até ao final de 2009, o Pentágono enviou Reapers para a nação ilha leste africana das Seychelles junto com mais de 100 soldados).
Os EUA utilizam estas guerras para ensaiar novos armamentos, utilizando pessoas como cobaias. São também um bom negócio para vender as armas mais antiquadas.
O General Carter Ham, o chefe do Comando África dos E.U.A., disse no mês passado que “uma lei patrocinada pelos republicanos que bloqueara os ataques de drones Predator na Líbia afectaria a Aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte”
Quase cinco meses de "bombardeamentos humanitários" na Líbia
O lançamento de mais de 200 mísseis de cruzeiro contra a Líbia nos primeiros dias da guerra e o facto de que, conforme relatado pelo New York Times 21 de Junho: “aviões militares dos EUA atacarem as defesas aéreas 60 vezes, e drones operados remotamente dispararem mísseis contra forças da Líbia cerca de 30 vezes “desde que o comando da guerra foi transferido da U. S. Africa Command para a NATO, e já realizadas mais de 14.000 missões aéreas.
Num caso raro de discordância com a política de guerra da Casa Branca, o New York Times publicou no mês passado, o seguinte:
“Jack L. Goldsmith, que chefiou o Gabinete de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça durante o governo Bush, disse que a teoria de Obama abriria um precedente que poderia ampliar os poderes dos futuros presidentes de fazer guerra sem autorização, especialmente considerando o aumento da tecnologia de controlo remoto. ”
Fugir às leis e à democracia
“A teoria do governo implica que o presidente pode fazer a guerra com drones e todos os tipos de mísseis sem se preocupar com os prazos da Resolução de Poderes de Guerra.”
O Prémio Nobel da Paz, Obama, intensifica a guerra secreta, a acção directa para destruir alvos, eliminar ou capturar inimigos, a guerra conduzida por forças externas, treinadas e organizadas pela USSOCOM, a contra-insurreição para ajudar alguns governos a reprimir rebeliões, ou a destruir outros, desencadear operações psicológicas para influenciar a opinião pública e muitas outras acções realizadas com base em tecnologias cada vez mais sofisticadas.
http://www.odiario.info/?p=2141
As guerras promovidas pelos EUA, em muitos países do mundo estão a servir para desenvolver novos equipamentos de guerra, controlados à distância e de grande capacidade de destruição.
De um artigo do Diario.info, extraí e adaptei as seguintes informações que deveremos conhecer:
Nem os mísseis de cruzeiro nem os veículos aéreos não tripulados equipados com mísseis Hellfire têm pilotos a bordo. Paquistaneses, afegãos, líbios, iraquianos, iemenitas e somalis são dilacerados por ataques dos E.U.A. com aparelhos robots controlados à distância.
Agora... na Somália
O Washington Post, o New York Times e outros grandes jornais dos EUA informaram na semana passada que os EUA lançaram o seu primeiro ataque na Somália com mísseis disparados de um veículo aéreo não tripulado (UAV).
O ataque foi o primeiro ataque militar reconhecido por parte do Pentágono na nação do corno de África desde um outro realizado por comandos em helicópteros em 2009 e também o primeiro drone norte-americano usado nesse país para um ataque com mísseis. O diário britânico The Guardian informou em 30 de Junho, que o ataque na Somália marcou “a expansão da campanha sem pilotos a um sexto país”, já que tinham sido usados com efeito mortal aviões não tripulados com controlo à distância no Afeganistão, Iraque, Paquistão, Iémen e, mais recentemente, na Líbia.
Afeganistão, Iraque, Paquistão, Iémen e Líbia.
A mortífera missão na Somália foi realizada, segundo se informa, pelo Comando de Operações Especiais dos EUA. Em 4 de Julho, a publicação das forças armadas dos EUA Stars and Stripes, informou que existem actualmente 7.000 membros das forças especiais dos EUA no Afeganistão e 3.000 no Iraque, e a maioria destes últimos serão transferidos para o Afeganistão, para compensar a retirada de mais 10.000 militares até o final deste ano.
O jornal também citou o vice-governador da província de Abyan, Abdullah Luqman, que criticou os ataques e declarou: “Aqueles que estão sendo mortos são pessoas inocentes. Pelo menos 130 pessoas foram mortas nas últimas duas semanas por drones dos EUA “.
Milhares de mortos civis
Os ataques com mísseis de drones no Paquistão, que causaram um número recorde de mortes - mais de 1.000 – no ano passado, são realizados pela Divisão de Actividades Especiais da CIA, cujo último director foi o novo secretário de Defesa, Leon Panetta, uma transferência que anuncia uma intensificação ainda maior dos mortíferos ataques neste país.
Em 5 de Junho o 40º ataque de drones do ano matou pelo menos seis pessoas no Waziristão do Sul, em Áreas Tribais sob Administração Federal do Paquistão, elevando o número de mortos este ano para pelo menos 350 neste país.
Em finais do mês passado, o governo paquistanês ordenou aos EUA que desocupassem a base aérea Shamsi na província de Baluchistan que tinha sido usada para ataques com drones dentro da nação. Entretanto Washington transferiu essas operações para bases aéreas no Afeganistão, perto da fronteira paquistanesa.
A escalada do poder mortífero
Em 5 de Julho um drone Reaper britânico matou pelo menos quatro civis afegãos e feriu outros dois num ataque com mísseis na província de Helmand. O uso do Reaper, conhecido como o drone mais mortífero do mundo, marca a intensificação deste tipo de guerra. É descrito como um avião pilotado à distância, caçador assassino que voa a alta altitude e que pode ser equipado com quinze vezes mais armamento e voar a velocidade três vezes mais que o Predator utilizado no Iraque, Afeganistão, Iémen, Somália e Líbia. (os USA têm utilizado Reapers no Iraque desde 2008, e no Afeganistão desde o ano seguinte. Até ao final de 2009, o Pentágono enviou Reapers para a nação ilha leste africana das Seychelles junto com mais de 100 soldados).
Os EUA utilizam estas guerras para ensaiar novos armamentos, utilizando pessoas como cobaias. São também um bom negócio para vender as armas mais antiquadas.
O General Carter Ham, o chefe do Comando África dos E.U.A., disse no mês passado que “uma lei patrocinada pelos republicanos que bloqueara os ataques de drones Predator na Líbia afectaria a Aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte”
Quase cinco meses de "bombardeamentos humanitários" na Líbia
O lançamento de mais de 200 mísseis de cruzeiro contra a Líbia nos primeiros dias da guerra e o facto de que, conforme relatado pelo New York Times 21 de Junho: “aviões militares dos EUA atacarem as defesas aéreas 60 vezes, e drones operados remotamente dispararem mísseis contra forças da Líbia cerca de 30 vezes “desde que o comando da guerra foi transferido da U. S. Africa Command para a NATO, e já realizadas mais de 14.000 missões aéreas.
Num caso raro de discordância com a política de guerra da Casa Branca, o New York Times publicou no mês passado, o seguinte:
“Jack L. Goldsmith, que chefiou o Gabinete de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça durante o governo Bush, disse que a teoria de Obama abriria um precedente que poderia ampliar os poderes dos futuros presidentes de fazer guerra sem autorização, especialmente considerando o aumento da tecnologia de controlo remoto. ”
Fugir às leis e à democracia
“A teoria do governo implica que o presidente pode fazer a guerra com drones e todos os tipos de mísseis sem se preocupar com os prazos da Resolução de Poderes de Guerra.”
O Prémio Nobel da Paz, Obama, intensifica a guerra secreta, a acção directa para destruir alvos, eliminar ou capturar inimigos, a guerra conduzida por forças externas, treinadas e organizadas pela USSOCOM, a contra-insurreição para ajudar alguns governos a reprimir rebeliões, ou a destruir outros, desencadear operações psicológicas para influenciar a opinião pública e muitas outras acções realizadas com base em tecnologias cada vez mais sofisticadas.
http://www.odiario.info/?p=2141
20 de julho de 2011
Um mundo em mudança
A crise do capitalismo e o acentuar das desigualdades e da exploração
É com preocupação que assistimos às notícias sobre o estado do mundo em que vivemos. Os textos aqui escritos há dias, são um insignificante exemplo do que se desenha neste mundo em transformação acelerada.
O estrebuchar do sistema capitalista neo-liberal
A crise que vivemos expôs a fragilidade estrutural do sistema capitalista, confirmou as tendências da concentração e a centralização do capital, a financeirização da economia, desfaz o mito da superioridade do capitalismo, da economia de mercado e do neoliberalismo.
É hoje indesmentível que este sistema mergulha nas suas contradições, agrava o desemprego, a exclusão social e a vida dos trabalhadores. Regrediram os sistemas públicos de Saúde, de Educação, de Previdência, os direitos dos trabalhadores e aumentou a precarização do trabalho.
O capitalismo já não esconde que piora as condições de vida da maioria da população e aumenta a riqueza de uma pequena minoria, acentuando as desigualdades sociais.
A lógica deste sistema em que o lucro de alguns é a lei, põe em causa o equilíbrio do planeta do ponto de vista económico, social e ambiental que, a continuar, extinguirá a vida na Terra.
A esperança da humanidade continua a residir, e agora mais que nunca, na libertação da sociedade deste sistema injusto e nos ideais do Socialismo.
Conhecer as razões e aprender com os erros
Passados 20 anos da derrota da URSS, trabalhadores , intelectuais e muitos que não se conformam com o estado a que chegou a sociedade, fazem um balanço das experiências concretas de construção do socialismo.
Há que analisar por que foi derrotada, naquele período histórico, a hegemonia política e cultural que prosseguia rumo ao socialismo. Houve avanços significativos, económicos sociais e culturais, grandes conquistas da classe trabalhadora, mas, apesar disso, a consciência ideológica e participação não cresceram o suficiente para consolidar os avanços sociais. É um facto que a "Guerra Fria", a constante ameaça militar, o boicote económico e o permanente ataque ideológico dos países capitalistas, explorando as debilidades, os preconceitos e valores burgueses, foram factores poderosos que obrigaram os países socialistas a grandes perdas de energias, numa luta em muitos casos desigual.
Dificuldades vencidas
Não era desconhecida a dificuldade de construção do socialismo num só país, em confronto com um sistema implantado em quase todo o mundo, mas mantinha-se a perspectiva de expansão mundial da revolução socialista. A Guerra e a ameaça do Nazi-fascismo, obrigou a medidas muito duras, como o desvio de meios da agricultura para a indústria e a colectivização forçada dos campos, que aumentaram as tensões internas na URSS.
A guerra foi ganha com elevadíssimos sacrifícios, humanos e materiais. O grande parte do território, das infraestruturas e meios de produção foram destruídos. Mais de 20 milhões de soviéticos foram mortos, entre os quais jovens e os melhores quadros do Partido Comunista.
As potencialidades do socialismo
Apesar disso, o desenvolvimento da União Soviética e dos países do Leste europeu nas décadas do pós Guerra, foi intenso. Em meados dos anos 50, a URSS e os países socialistas europeus estavam reconstruídos. Os problemas prioritários - a fome, a habitação e o desemprego - foram resolvidos e, nas décadas seguintes, o bloco Socialista europeu atingiu níveis de desenvolvimento por vezes mais elevados - como na educação, saúde, desporto, cultura e apoio social - que os dos países capitalistas mais desenvolvidos.
Avanço civilizacional
Alguns números evidenciam o carácter de justiça social e de distribuição dos rendimentos, do nível das conquistas sociais alcançadas: o desemprego foi eliminado, a diferença entre o maior e o menor salário era de no máximo 5 vezes; o número de aparelhos de rádios e televisão, frigoríficos, fogões e outros bens de consumo duráveis prioritários, equivalia ao número de domicílios; eram garantidos, em média, 2 anos de licença maternidade; a compra ou aluguer da casa própria exigia um esforço de 7 a 10% do salário; os alimentos e transporte públicos eram de muito baixo preço; a escolaridade era de 9 anos já na década de 60; todos tinham direito ao desporto, à cultura organizada, ao lazer, ao estudo nas Universidades e instituições de ensino superior, que ofereciam formação de alta qualidade; livrarias e editoras seguiam a mesma política, disponibilizando livros e materiais diversos a baixo preço para toda a população.
Democracia participativa
A participação dos trabalhadores foi estendida desde as empresas aos sindicatos e organizações de massas, que discutiam e opinavam sobre os grandes temas a serem decididos pelos órgãos deliberativos. As eleições, em geral, realizavam-se no sistema descentralizado, podendo ser apresentados candidatos lançados pelos partidos (Hungria, Polónia e Alemanha Oriental tinham mais de um partido), sindicatos, comissões locais, e organizações populares e de massas.
O apoio aos povos subjugados
A "Guerra Fria", impôs aos países socialistas elevados gastos militares e o desvio de muitos meios económicos, técnicos e humanos que faltaram na indústria e outras actividades. Exigiu ainda o fecho de fronteiras e grande rigor na segurança interna que provocaram descontentamentos e desgastes.
Mesmo assim, foram dadas substanciais ajudas a muitos povos e países que se libertavam da exploração capitalista e colonial. Esses exemplos de uma nova ordem social, económica e política mais justa, alastraram e permitiram que diversos países se desenvolvessem soberanamente. Hoje, os povos e trabalhadores de todo o mundo, teriam muito a ganhar com a presença da URSS no cenário mundial. Mesmo nos países capitalistas desenvolvidos, os trabalhadores conseguiriam reivindicar e obter muitos dos direitos obtidos nos países socialistas.
Erros a não repetir
Nesta luta de forças, da construção do socialismo, cometeram-se erros e descuidaram-se aspectos essenciais da vida política e social. Em especial afrouxou-se a participação dos trabalhadores e populações na vida local e nacional. A burocratização do exercício do poder cresceu erradamente.
Porventura a dinâmica da luta de classes, não foi bem acompanhada face ao capitalismo em desenvolvimento. Terá havido uma forma mecanicista de aplicado o Materialismo Histórico e Dialéctico, no decurso do processo e face às diferentes situações. As dificuldades e o facto de pela primeira vez na História, a classe operária assumir um papel de direcção e transformação da sociedade, levaram a erros que criaram algum afastamento entre o Partido e a massa trabalhadora, com a perda progressiva do papel interventivo e político do Partido e a redução da participação e controlo dos trabalhadores na política em todos os níveis. Tudo isso se estendeu aos sindicatos e estruturas representantes dos trabalhadores e do Poder Popular, que se desligaram das massas.
Aprender, revigorar a esperança e a luta
No momento conturbado que vivemos, é necessário reflectir e compreender, aprendendo com os erros, para se avançar na luta implementará o socialismo. Hoje, com a derrota da URSS e do Bloco de Leste, o capitalismo encontrou o campo aberto para aumentar a exploração e retirar os direitos que a evolução civilizacional permitiu. Acentua-se a luta de classes.
Não ceder aos velhos preconceitos
Explorando a derrota da URSS, o capitalismo, com os poderosos meios comunicação nas suas mãos, desenvolve massivas campanhas de intoxicação de propaganda e Marketing apoiados na, ainda, muito forte cultura do pensamento liberal, dos valores burgueses, da lei da selva, da competição sem olhar a meios, do individualismo, da banalização da violência por interesses egoístas, da descrença nas estruturas participativas e colectivas, das ideias de que a política é para os políticos, da crença que os políticos e os partidos são todos iguais, e por isso do descrédito nas possibilidades de superação dos problemas sociais, da descrença na luta contra o sistema capitalista, fazendo crer que o socialismo morreu.
O futuro está nas nossas mãos
O sistema de "democracia" representativa, formal, limitada ao voto de quatro em quatro anos, que resulta na escolha dos mesmos, está concebido para manter o poder na burguesia e a submissão dos trabalhadores.
No actual enquadramento político e social, que limita fortemente a tomada de posição dos trabalhadores subjugados, é cinismo dizer que há liberdade de escolha. Não é sensato considerar que, por via eleitoral, se possa impor o socialismo. Nem no Chile, onde as eleições deram a vitória à opção socialista, o capitalismo aceitou a democracia do voto e impôs, pela força, uma ditadura (a de Pinochet).
Como superar este ciclo vicioso?
- O capitalismo está em crise e não terá muitas soluções para a resolver.
- Crescem a contestação ao capitalismo e os exemplos de países que se libertam progressivamente.
- É hoje mais evidente que se intensifica a luta de classes, com o grande capital a tentar ganhar tudo o que pode antes que a corda rebente.
- A luta, a solidariedade, a unidade, a organização e participação na vida política e social, nas empresas e organizações de classe, desenvolvem as consciências e permitirão que a balança penda para o lado da grande maioria, o dos trabalhadores.
É com preocupação que assistimos às notícias sobre o estado do mundo em que vivemos. Os textos aqui escritos há dias, são um insignificante exemplo do que se desenha neste mundo em transformação acelerada.
O estrebuchar do sistema capitalista neo-liberal
A crise que vivemos expôs a fragilidade estrutural do sistema capitalista, confirmou as tendências da concentração e a centralização do capital, a financeirização da economia, desfaz o mito da superioridade do capitalismo, da economia de mercado e do neoliberalismo.
É hoje indesmentível que este sistema mergulha nas suas contradições, agrava o desemprego, a exclusão social e a vida dos trabalhadores. Regrediram os sistemas públicos de Saúde, de Educação, de Previdência, os direitos dos trabalhadores e aumentou a precarização do trabalho.
O capitalismo já não esconde que piora as condições de vida da maioria da população e aumenta a riqueza de uma pequena minoria, acentuando as desigualdades sociais.
A lógica deste sistema em que o lucro de alguns é a lei, põe em causa o equilíbrio do planeta do ponto de vista económico, social e ambiental que, a continuar, extinguirá a vida na Terra.
A esperança da humanidade continua a residir, e agora mais que nunca, na libertação da sociedade deste sistema injusto e nos ideais do Socialismo.
Conhecer as razões e aprender com os erros
Passados 20 anos da derrota da URSS, trabalhadores , intelectuais e muitos que não se conformam com o estado a que chegou a sociedade, fazem um balanço das experiências concretas de construção do socialismo.
Há que analisar por que foi derrotada, naquele período histórico, a hegemonia política e cultural que prosseguia rumo ao socialismo. Houve avanços significativos, económicos sociais e culturais, grandes conquistas da classe trabalhadora, mas, apesar disso, a consciência ideológica e participação não cresceram o suficiente para consolidar os avanços sociais. É um facto que a "Guerra Fria", a constante ameaça militar, o boicote económico e o permanente ataque ideológico dos países capitalistas, explorando as debilidades, os preconceitos e valores burgueses, foram factores poderosos que obrigaram os países socialistas a grandes perdas de energias, numa luta em muitos casos desigual.
Dificuldades vencidas
Não era desconhecida a dificuldade de construção do socialismo num só país, em confronto com um sistema implantado em quase todo o mundo, mas mantinha-se a perspectiva de expansão mundial da revolução socialista. A Guerra e a ameaça do Nazi-fascismo, obrigou a medidas muito duras, como o desvio de meios da agricultura para a indústria e a colectivização forçada dos campos, que aumentaram as tensões internas na URSS.
A guerra foi ganha com elevadíssimos sacrifícios, humanos e materiais. O grande parte do território, das infraestruturas e meios de produção foram destruídos. Mais de 20 milhões de soviéticos foram mortos, entre os quais jovens e os melhores quadros do Partido Comunista.
As potencialidades do socialismo
Apesar disso, o desenvolvimento da União Soviética e dos países do Leste europeu nas décadas do pós Guerra, foi intenso. Em meados dos anos 50, a URSS e os países socialistas europeus estavam reconstruídos. Os problemas prioritários - a fome, a habitação e o desemprego - foram resolvidos e, nas décadas seguintes, o bloco Socialista europeu atingiu níveis de desenvolvimento por vezes mais elevados - como na educação, saúde, desporto, cultura e apoio social - que os dos países capitalistas mais desenvolvidos.
Avanço civilizacional
Alguns números evidenciam o carácter de justiça social e de distribuição dos rendimentos, do nível das conquistas sociais alcançadas: o desemprego foi eliminado, a diferença entre o maior e o menor salário era de no máximo 5 vezes; o número de aparelhos de rádios e televisão, frigoríficos, fogões e outros bens de consumo duráveis prioritários, equivalia ao número de domicílios; eram garantidos, em média, 2 anos de licença maternidade; a compra ou aluguer da casa própria exigia um esforço de 7 a 10% do salário; os alimentos e transporte públicos eram de muito baixo preço; a escolaridade era de 9 anos já na década de 60; todos tinham direito ao desporto, à cultura organizada, ao lazer, ao estudo nas Universidades e instituições de ensino superior, que ofereciam formação de alta qualidade; livrarias e editoras seguiam a mesma política, disponibilizando livros e materiais diversos a baixo preço para toda a população.
Democracia participativa
A participação dos trabalhadores foi estendida desde as empresas aos sindicatos e organizações de massas, que discutiam e opinavam sobre os grandes temas a serem decididos pelos órgãos deliberativos. As eleições, em geral, realizavam-se no sistema descentralizado, podendo ser apresentados candidatos lançados pelos partidos (Hungria, Polónia e Alemanha Oriental tinham mais de um partido), sindicatos, comissões locais, e organizações populares e de massas.
O apoio aos povos subjugados
A "Guerra Fria", impôs aos países socialistas elevados gastos militares e o desvio de muitos meios económicos, técnicos e humanos que faltaram na indústria e outras actividades. Exigiu ainda o fecho de fronteiras e grande rigor na segurança interna que provocaram descontentamentos e desgastes.
Mesmo assim, foram dadas substanciais ajudas a muitos povos e países que se libertavam da exploração capitalista e colonial. Esses exemplos de uma nova ordem social, económica e política mais justa, alastraram e permitiram que diversos países se desenvolvessem soberanamente. Hoje, os povos e trabalhadores de todo o mundo, teriam muito a ganhar com a presença da URSS no cenário mundial. Mesmo nos países capitalistas desenvolvidos, os trabalhadores conseguiriam reivindicar e obter muitos dos direitos obtidos nos países socialistas.
Erros a não repetir
Nesta luta de forças, da construção do socialismo, cometeram-se erros e descuidaram-se aspectos essenciais da vida política e social. Em especial afrouxou-se a participação dos trabalhadores e populações na vida local e nacional. A burocratização do exercício do poder cresceu erradamente.
Porventura a dinâmica da luta de classes, não foi bem acompanhada face ao capitalismo em desenvolvimento. Terá havido uma forma mecanicista de aplicado o Materialismo Histórico e Dialéctico, no decurso do processo e face às diferentes situações. As dificuldades e o facto de pela primeira vez na História, a classe operária assumir um papel de direcção e transformação da sociedade, levaram a erros que criaram algum afastamento entre o Partido e a massa trabalhadora, com a perda progressiva do papel interventivo e político do Partido e a redução da participação e controlo dos trabalhadores na política em todos os níveis. Tudo isso se estendeu aos sindicatos e estruturas representantes dos trabalhadores e do Poder Popular, que se desligaram das massas.
Aprender, revigorar a esperança e a luta
No momento conturbado que vivemos, é necessário reflectir e compreender, aprendendo com os erros, para se avançar na luta implementará o socialismo. Hoje, com a derrota da URSS e do Bloco de Leste, o capitalismo encontrou o campo aberto para aumentar a exploração e retirar os direitos que a evolução civilizacional permitiu. Acentua-se a luta de classes.
Não ceder aos velhos preconceitos
Explorando a derrota da URSS, o capitalismo, com os poderosos meios comunicação nas suas mãos, desenvolve massivas campanhas de intoxicação de propaganda e Marketing apoiados na, ainda, muito forte cultura do pensamento liberal, dos valores burgueses, da lei da selva, da competição sem olhar a meios, do individualismo, da banalização da violência por interesses egoístas, da descrença nas estruturas participativas e colectivas, das ideias de que a política é para os políticos, da crença que os políticos e os partidos são todos iguais, e por isso do descrédito nas possibilidades de superação dos problemas sociais, da descrença na luta contra o sistema capitalista, fazendo crer que o socialismo morreu.
O futuro está nas nossas mãos
O sistema de "democracia" representativa, formal, limitada ao voto de quatro em quatro anos, que resulta na escolha dos mesmos, está concebido para manter o poder na burguesia e a submissão dos trabalhadores.
No actual enquadramento político e social, que limita fortemente a tomada de posição dos trabalhadores subjugados, é cinismo dizer que há liberdade de escolha. Não é sensato considerar que, por via eleitoral, se possa impor o socialismo. Nem no Chile, onde as eleições deram a vitória à opção socialista, o capitalismo aceitou a democracia do voto e impôs, pela força, uma ditadura (a de Pinochet).
Como superar este ciclo vicioso?
- O capitalismo está em crise e não terá muitas soluções para a resolver.
- Crescem a contestação ao capitalismo e os exemplos de países que se libertam progressivamente.
- É hoje mais evidente que se intensifica a luta de classes, com o grande capital a tentar ganhar tudo o que pode antes que a corda rebente.
- A luta, a solidariedade, a unidade, a organização e participação na vida política e social, nas empresas e organizações de classe, desenvolvem as consciências e permitirão que a balança penda para o lado da grande maioria, o dos trabalhadores.
18 de julho de 2011
Necessidade urgente de auxílio
Notícia da TSF
Meio milhão de crianças africanas à beira da morte por falta de comida
A Unicef alertou para o «risco iminente de morte» de meio milhão de crianças no Corno de África, devido à forte seca que afecta mais de dois milhões de crianças. (Notícia actualizada)
«Meio milhão de crianças sofre de malnutrição severa e está em risco iminente de morte. Precisam de ajuda imediata», alertou o director executivo da agência das Nações Unidas para a infância, Anthony Lake, numa conferência de imprensa na capital do Quénia.
Na Somália, o país mais afectado, um terço da população precisa de ajuda alimentar de emergência, segundo a União Africana
Milhares de famílias somalis passam fome no campo de refugiados do mundo em Dabaad, no leste do Quénia, desenhado para 90 mil pessoas mas habitado por 300 mil.
Nato já gastou mais de 1.100 Milhões de euros nos bombardeamentos "de ajuda humanitária" ao povo Líbio
Meio milhão de crianças africanas à beira da morte por falta de comida
A Unicef alertou para o «risco iminente de morte» de meio milhão de crianças no Corno de África, devido à forte seca que afecta mais de dois milhões de crianças. (Notícia actualizada)
«Meio milhão de crianças sofre de malnutrição severa e está em risco iminente de morte. Precisam de ajuda imediata», alertou o director executivo da agência das Nações Unidas para a infância, Anthony Lake, numa conferência de imprensa na capital do Quénia.
Na Somália, o país mais afectado, um terço da população precisa de ajuda alimentar de emergência, segundo a União Africana
Milhares de famílias somalis passam fome no campo de refugiados do mundo em Dabaad, no leste do Quénia, desenhado para 90 mil pessoas mas habitado por 300 mil.
Lake juntou-se ao ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, que anunciou no sábado o envio de 60 milhões de euros de ajuda urgente para a Somália, Quénia e Etiópia.
Agora comparemos com as "outras ajudas"
Nato já gastou mais de 1.100 Milhões de euros nos bombardeamentos "de ajuda humanitária" ao povo Líbio
Quem tiver dignidade e consciência que pense e descubra para onde vai o nosso dinheiro!
Os EUA gastam cerca de 2 bilhões de dólares por semana somente no Afeganistão, o que representa cerca de 104 bilhões de dólares ao ano.
De uma entrevista publicada a partir do Jornal Globo, foram apresentados os seguinte dados:
Catherine Lutz, diretora do Departamento de Antropologia da Brown University e codiretora do projeto “Custos de Guerra”, critica a falta de transparência do governo nas informações sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão e Paquistão.
WASHINGTON – Os custos para os Estados Unidos das guerras no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão poderão alcançar até US$ 4,4 trilhões, valor bem superior ao US$ 1, 3 trilhão anunciado pela Casa Branca e pelo Congresso americano. O cálculo foi feito por mais de 20 especialistas para o Watson Institute for International Studies, da Brown University – uma das mais tradicionais dos EUA, fundada em 1764 (...).
Até dezembro de 2010, os EUA destinaram mais de US$ 32 bilhões a tratamentos médicos e seguros de invalidez para mais de um milhão de veteranos, um custo que atingirá seu ápice em 30 a 40 anos, totalizando até US$ 1 trilhão, dizem os especialistas. O custo humano dos três conflitos é calculado entre 224 mil e 258 mil mortes diretas, sendo 137 mil vítimas civis no Iraque e no Afeganistão. O número de pessoas deslocadas e de refugiados é estimado em torno de 7,8 milhões.
Um extracto da entrevista:
Qual o significado dos números divulgados por esse estudo?
CATHERINE LUTZ: Uma das coisas que nos surpreendeu foi o fato de ninguém ter feito isso antes. Ter, por exemplo, reunido as estatísticas de vítimas civis e militares nos três países, o que resulta num número bastante chocante, de 225 mil a 258 mil mortes. Outra coisa surpreendente é o governo americano insistir em apontar o valor de US$ 1 trilhão, que é somente uma parte do custo total das guerras. Se olharmos o quanto aumentou o orçamento do Pentágono, e as despesas com tratamento médico e invalidez, o custo da guerra no Departamento de Estado e em outras agências do governo supera rapidamente esse valor oficial.
Como explicar essa diferença?
LUTZ: Politicamente é mais fácil comandar uma guerra se os custos parecem menos elevados para o público. Politicamente é importante apresentar um valor inferior. Há também o fato de que se buscam recursos para travar uma guerra no momento, e não se pensa nos custos que virão no futuro, gastos com saúde e invalidez, por exemplo, estimados entre US$ 600 bilhões e US$ 1 trilhão. Cerca de 2,2 milhões de americanos estiveram em zonas de guerra, e o número de feridos é particularmente elevado em comparação com conflitos passados. (...)
Se no início perguntei para onde vai o nosso dinheiro, pergunto agora, depois dos números apresentados, onde vai Obama buscar o dinheiro para as guerras? e, já agora, quem ganha com estas guerras "humanitárias"?
Fontes:
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1911866&page=1
http://www.zwelangola.com/mundo/index-lr.php?id=5403
http://www.beinternacional.eu/pt/noticias/1881-nato-o-que-fazer-com-esta-guerra
http://www.forte.jor.br/tag/custos-de-guerra/
http://www.wsws.org/pt/2011/jun2011/obpt-j14.shtml
Fontes:
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1911866&page=1
http://www.zwelangola.com/mundo/index-lr.php?id=5403
http://www.beinternacional.eu/pt/noticias/1881-nato-o-que-fazer-com-esta-guerra
http://www.forte.jor.br/tag/custos-de-guerra/
http://www.wsws.org/pt/2011/jun2011/obpt-j14.shtml
17 de julho de 2011
Os Estados Unidos não são Portugal, diz Obama
Felizmente Portugal também não é os Estados Unidos.
Obama referia-se especialmente à situação da dívida americana que o atormenta. Mesmo na política económica, apesar dos EUA fabricarem dólares ao preço do papel impresso, os seus gastos com as guerras em que permanentemente estão envolvidos, levou a que estejam perante dívidas a todo o mundo que ultrapassam o seu PIB. Os EUA vivem à custa de muitos países, que exploram, e a quem não pagam as dívidas, como é o caso da China. Os EUA usam a força militar para impor a sua política, roubar as matérias primas de muitos países do mundo e reprimir os que tentam libertar-se das suas "ajudas".
Portugal tem uma longa história. Fez muitas barbaridades. Mas não tantas como as feitas pelos EUA na sua curta história.
As listas de crimes contra a humanidade e afrontas aos direitos humanos, são muito extensas e repugnantes.
EUA é o exemplo mais evidente da natureza do sistema capitalista.
A notícia de que a agência de classificação de risco Standard and Poor's reduziu de estável para negativa a perspectiva de rating dos Estados Unidos provocou surpresa e reações de todo tipo. O jornal "Le Monde" observou a preocupação do FMI e de muitos especialistas sobre a incapacidade do Governo solucionar a redução dos deficits e da dívida americana.
Joseph Stiglitz, num artigo intitulado "Of the 1%, by the 1%, for the 1%" da revista "Vanity Fair" (acessível online), demonstra os efeitos nefastos das desigualdades sociais nos Estados Unidos nas últimas décadas.
Há 25 anos, a faixa dos 1% mais ricos da população detinha 12% da renda americana e controlava 33% da riqueza do país. Agora, este 1% do topo da pirâmide social tem perto de 25% da renda e 40% da riqueza nacional.
O aumento da desigualdade social reduz a democracia americana, abala a eficiência da economia e reduz a acção para modernizar a sociedade.
Democracia?
Stiglitz aponta também o tráfico de influências e o poder do grande capital na manipulação das políticas governamentais afirmando: "Quando entram no Congresso, virtualmente todos os senadores e a maior parte dos deputados são membros da categoria composta pelos 1% mais ricos, em seguida, são reeleitos com o dinheiro destes 1%, e sabem que, se servirem os membros destes 1%, serão recompensados por estes quando terminarem seu mandato".
Para o prémio Nobel de Economia de 2001 a desigualdade social é um elemento chave no emperramento da democracia e no aviltamento da identidade nacional americana.
As desigualdades de rendimentos chegaram a extremos nunca antes contabilizados. Com dinheiro fácil, os bancos de Wall Street estão agora a padecer do “moderno” milagre da alavancagem – capacidade de gerar lucros recorrendo a crédito alheio e a produtos financeiros – derivativos – fortemente especulativos e de alto risco. Ou seja fazer dinheiro sem ter que imprimir papel, nem criar riqueza.
Governo de ricos alimentado pelos pobres
Um dos principais indicadores da desigualdade é o «coeficiente Gini». Este índice, é o maior já registado, traduzindo-se numa “extrema desigualdade”.
Entre 1979 e 2005 o rendimento antes de impostos dos agregados familiares mais pobres aumentou 1,3% por ano e o da classe média 1%. O rendimento dos super-ricos – 1% da população (3 milhões de pessoas) cresceu 200% antes da liquidação de impostos e, pasme-se, 228% depois desses impostos (dados de 2005 que hoje são muito mais elevados). O grupo dos mais pobres da população recebeu 15 300 dólares, a classe média 50 200, enquanto os milionários arrecadaram, em média, mais de 1 milhão. Em 1979, os rendimentos dos super-ricos era 8 vezes superior à da classe média e 23 vezes maior do que a dos 20% dos americanos mais pobres. Em 2005, aquelas proporções aumentaram respectivamente para 21 e 70 vezes. Entre 2002 e 2006, o topo da pirâmide arrecadou quase 75% dos lucros gerados com o aumento da riqueza produzida.
Bill Gross, líder do maior fundo de acções do mundo (Pimco) disse: “Quando o fruto do trabalho da sociedade é mal distribuído, quando os ricos ficam mais ricos e as classes média e baixa lutam para sobreviver, o sistema desmorona-se. Os diversos barcos não acompanham a maré. O centro é incapaz de se sustentar”. As taxas de criminalidade, de todos os tipos, crescem exponencialmente.
Criminalidade e lei da selva
O FBI informou, em Setembro de 2007, que durante 2006 ocorreram 1,41 milhões de delitos violentos, número que representa um aumento de 1,9% com respeito ao ano anterior. As estatísticas dadas a conhecer pelo FBI mostram que, em 2006, o número de assassinatos e homicídios involuntários aumentou 1,8%, enquanto o número de roubos cresceu 7,2%.
Nesse mesmo ano, os residentes norte-americanos de 12 anos de idade ou mais sofreram 25 milhões de delitos violentos e roubos, o que significa 24,6 delitos violentos por cada 1.000 pessoas dessa faixa etária e 159,5 delitos contra a propriedade por cada 1.000 lares.
Nos Estados Unidos, é cometido um crime violento em cada 22 segundos, um assassinato em cada 30 minutos, um estupro em cada 5 minutos, um roubo em cada minuto e um assalto com agressão física a cada 36 segundos (FBI Release its 2006 Crime Statistics, FBI, http://www.fbi.gov/ pressre1/pressre107/cius092407.htm).
Enquanto os salários dos executivos americanos quadruplicaram desde os anos 1970, a renda de 90% dos trabalhadores do país estagnou nesse período. Em muitos casos, as empresas que aumentaram os executivos reduziram os salários dos empregados comuns.
O grupo dos 0,1% mais ricos, formado por pessoas que ganham cerca de US$ 1,7 milhão, acumulou mais de 10% da riqueza pessoal dos EUA. Há quarenta anos, os ganhos desse grupo representava 2,5% da riqueza do país. Enquanto isso, uma pesquisa do FED, o banco central americano, mostra que a renda dos mais pobres caiu 18% nos últimos anos. Estes dados são de 2008, hoje é muito pior.
Em resumo:
1) O topo de 0,01% da população ganha 976 vezes mais do que 90% dos americanos. (The Nation Online)
2) Metade dos americanos detem somente o 2,5% da riqueza nacional. Os 1% mais ricos, 33,8% (Institute for Policy Studies)
3) Os 1% mais ricos detêm 50,9% das acções americanas. Os 50% mais pobres, 2,5%.
4) Em 1986, os 1% mais ricos levavam 38% dos ganhos de capital, enquanto que os 80% mais pobres recebiam 25%. Hoje, os 1% mais ricos levam 58%, e os 80% mais pobres, 13%.
5) Enquanto na última década os salários dos CEOs cresceram 298,2%, os salários dos trabalhadores aumentaram apenas 4,3%, e o salário mínimo diminuiu 9,3%.
6) O salário hora (médio) mantém-se praticamente no mesmo valor real desde 1964 (cerca de 18 dólares/ hora)
7) A taxa de poupança pessoal caiu de 10,9% em 1982 a 2,7% em 2008 (BoEA)
8) As possibilidades de ascensão social, que na década de 40 eram de 12%, hoje são de menos de 4%
9) Em 1962, o 1% mais rico detinha 125 vezes mais riqueza que a família média americana. Hoje é 190 vezes. (NYT)
10) A carga tributária do 1% mais rico era de mais de 60% em 1968, hoje é de menos de 40%
11) Os EUA redistribuem a riqueza até 3 vezes pior que países desenvolvidos como Finlandia, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Holanda, Austrália e Canadá.
12) Os 1% mais ricos viram sua riqueza dobrar desde 1979. Os 90% mais pobres diminuíram a sua riqueza.
Concluindo:
Os EUA, país exemplar do capitalismo, são uma fraude total. Não só porque vivem do que roubam, como fabricam o dinheiro que querem, sem ter nada que o garanta, como mesmo assim, 90% da população vive mal. De nada vale serem o país mais rico quando essa riqueza está nas mão de apenas 1% de super ricos.
Obama referia-se especialmente à situação da dívida americana que o atormenta. Mesmo na política económica, apesar dos EUA fabricarem dólares ao preço do papel impresso, os seus gastos com as guerras em que permanentemente estão envolvidos, levou a que estejam perante dívidas a todo o mundo que ultrapassam o seu PIB. Os EUA vivem à custa de muitos países, que exploram, e a quem não pagam as dívidas, como é o caso da China. Os EUA usam a força militar para impor a sua política, roubar as matérias primas de muitos países do mundo e reprimir os que tentam libertar-se das suas "ajudas".
Portugal tem uma longa história. Fez muitas barbaridades. Mas não tantas como as feitas pelos EUA na sua curta história.
As listas de crimes contra a humanidade e afrontas aos direitos humanos, são muito extensas e repugnantes.
EUA é o exemplo mais evidente da natureza do sistema capitalista.
A notícia de que a agência de classificação de risco Standard and Poor's reduziu de estável para negativa a perspectiva de rating dos Estados Unidos provocou surpresa e reações de todo tipo. O jornal "Le Monde" observou a preocupação do FMI e de muitos especialistas sobre a incapacidade do Governo solucionar a redução dos deficits e da dívida americana.
Joseph Stiglitz, num artigo intitulado "Of the 1%, by the 1%, for the 1%" da revista "Vanity Fair" (acessível online), demonstra os efeitos nefastos das desigualdades sociais nos Estados Unidos nas últimas décadas.
Há 25 anos, a faixa dos 1% mais ricos da população detinha 12% da renda americana e controlava 33% da riqueza do país. Agora, este 1% do topo da pirâmide social tem perto de 25% da renda e 40% da riqueza nacional.
O aumento da desigualdade social reduz a democracia americana, abala a eficiência da economia e reduz a acção para modernizar a sociedade.
Democracia?
Stiglitz aponta também o tráfico de influências e o poder do grande capital na manipulação das políticas governamentais afirmando: "Quando entram no Congresso, virtualmente todos os senadores e a maior parte dos deputados são membros da categoria composta pelos 1% mais ricos, em seguida, são reeleitos com o dinheiro destes 1%, e sabem que, se servirem os membros destes 1%, serão recompensados por estes quando terminarem seu mandato".
Para o prémio Nobel de Economia de 2001 a desigualdade social é um elemento chave no emperramento da democracia e no aviltamento da identidade nacional americana.
As desigualdades de rendimentos chegaram a extremos nunca antes contabilizados. Com dinheiro fácil, os bancos de Wall Street estão agora a padecer do “moderno” milagre da alavancagem – capacidade de gerar lucros recorrendo a crédito alheio e a produtos financeiros – derivativos – fortemente especulativos e de alto risco. Ou seja fazer dinheiro sem ter que imprimir papel, nem criar riqueza.
Governo de ricos alimentado pelos pobres
Um dos principais indicadores da desigualdade é o «coeficiente Gini». Este índice, é o maior já registado, traduzindo-se numa “extrema desigualdade”.
Entre 1979 e 2005 o rendimento antes de impostos dos agregados familiares mais pobres aumentou 1,3% por ano e o da classe média 1%. O rendimento dos super-ricos – 1% da população (3 milhões de pessoas) cresceu 200% antes da liquidação de impostos e, pasme-se, 228% depois desses impostos (dados de 2005 que hoje são muito mais elevados). O grupo dos mais pobres da população recebeu 15 300 dólares, a classe média 50 200, enquanto os milionários arrecadaram, em média, mais de 1 milhão. Em 1979, os rendimentos dos super-ricos era 8 vezes superior à da classe média e 23 vezes maior do que a dos 20% dos americanos mais pobres. Em 2005, aquelas proporções aumentaram respectivamente para 21 e 70 vezes. Entre 2002 e 2006, o topo da pirâmide arrecadou quase 75% dos lucros gerados com o aumento da riqueza produzida.
Bill Gross, líder do maior fundo de acções do mundo (Pimco) disse: “Quando o fruto do trabalho da sociedade é mal distribuído, quando os ricos ficam mais ricos e as classes média e baixa lutam para sobreviver, o sistema desmorona-se. Os diversos barcos não acompanham a maré. O centro é incapaz de se sustentar”. As taxas de criminalidade, de todos os tipos, crescem exponencialmente.
Criminalidade e lei da selva
O FBI informou, em Setembro de 2007, que durante 2006 ocorreram 1,41 milhões de delitos violentos, número que representa um aumento de 1,9% com respeito ao ano anterior. As estatísticas dadas a conhecer pelo FBI mostram que, em 2006, o número de assassinatos e homicídios involuntários aumentou 1,8%, enquanto o número de roubos cresceu 7,2%.
Nesse mesmo ano, os residentes norte-americanos de 12 anos de idade ou mais sofreram 25 milhões de delitos violentos e roubos, o que significa 24,6 delitos violentos por cada 1.000 pessoas dessa faixa etária e 159,5 delitos contra a propriedade por cada 1.000 lares.
Nos Estados Unidos, é cometido um crime violento em cada 22 segundos, um assassinato em cada 30 minutos, um estupro em cada 5 minutos, um roubo em cada minuto e um assalto com agressão física a cada 36 segundos (FBI Release its 2006 Crime Statistics, FBI, http://www.fbi.gov/ pressre1/pressre107/cius092407.htm).
Enquanto os salários dos executivos americanos quadruplicaram desde os anos 1970, a renda de 90% dos trabalhadores do país estagnou nesse período. Em muitos casos, as empresas que aumentaram os executivos reduziram os salários dos empregados comuns.
O grupo dos 0,1% mais ricos, formado por pessoas que ganham cerca de US$ 1,7 milhão, acumulou mais de 10% da riqueza pessoal dos EUA. Há quarenta anos, os ganhos desse grupo representava 2,5% da riqueza do país. Enquanto isso, uma pesquisa do FED, o banco central americano, mostra que a renda dos mais pobres caiu 18% nos últimos anos. Estes dados são de 2008, hoje é muito pior.
Em resumo:
1) O topo de 0,01% da população ganha 976 vezes mais do que 90% dos americanos. (The Nation Online)
2) Metade dos americanos detem somente o 2,5% da riqueza nacional. Os 1% mais ricos, 33,8% (Institute for Policy Studies)
3) Os 1% mais ricos detêm 50,9% das acções americanas. Os 50% mais pobres, 2,5%.
4) Em 1986, os 1% mais ricos levavam 38% dos ganhos de capital, enquanto que os 80% mais pobres recebiam 25%. Hoje, os 1% mais ricos levam 58%, e os 80% mais pobres, 13%.
5) Enquanto na última década os salários dos CEOs cresceram 298,2%, os salários dos trabalhadores aumentaram apenas 4,3%, e o salário mínimo diminuiu 9,3%.
6) O salário hora (médio) mantém-se praticamente no mesmo valor real desde 1964 (cerca de 18 dólares/ hora)
7) A taxa de poupança pessoal caiu de 10,9% em 1982 a 2,7% em 2008 (BoEA)
8) As possibilidades de ascensão social, que na década de 40 eram de 12%, hoje são de menos de 4%
9) Em 1962, o 1% mais rico detinha 125 vezes mais riqueza que a família média americana. Hoje é 190 vezes. (NYT)
10) A carga tributária do 1% mais rico era de mais de 60% em 1968, hoje é de menos de 40%
11) Os EUA redistribuem a riqueza até 3 vezes pior que países desenvolvidos como Finlandia, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Holanda, Austrália e Canadá.
12) Os 1% mais ricos viram sua riqueza dobrar desde 1979. Os 90% mais pobres diminuíram a sua riqueza.
Concluindo:
Os EUA, país exemplar do capitalismo, são uma fraude total. Não só porque vivem do que roubam, como fabricam o dinheiro que querem, sem ter nada que o garanta, como mesmo assim, 90% da população vive mal. De nada vale serem o país mais rico quando essa riqueza está nas mão de apenas 1% de super ricos.
(dados retirados de várias fontes na Internet)
16 de julho de 2011
Combate à Corrupção (2)
Não são todos iguais
"no PS muita gente, nos últimos anos andou a encher os bolsos ", "os anos de Guterres foram o pântano".
afirmações de Mário Soares, dia 8, em entrevista à antena 1.
Desde 2007 que o Grupo Parlamentar do PCP apresenta, insistentemente, na Assembleia da República uma proposta para criminalizar a corrupção. Essa proposta não tem sido aprovada por oposição do PS, do PSD e do CDS-PP. Os que encaminharam Portugal para a política de desastre e que têm permitido a corrupção, os escândalos de enriquecimento ilícito que nos tribunais não são julgados muitas vezes por falta de leis severas e adequadas.
Apesar das discussões havidas, das declarações de apoio à prevenção e punição da corrupção e da criminalidade económica e financeira, os partidos da direita não passam das palavras e das intenções. Sabemos bem porquê. Os corruptos, os oportunistas que recebem várias reformas de milhares de euros, os que acumulam ordenados e tachos, são apoiantes desses partidos.
Quem são os corruptos e autores dos escândalos?
É fácil verificar que muitos políticos desses partidos da direita, responsáveis do Governo, titulares de cargos públicos e de Empresas Públicas, para além de terem rendimentos acima do que é razoável, apresentam proventos e património muito superiores aos que são licitamente obtidos.
A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, obriga os Estados a introduzir o crime do enriquecimento ilícito na legislação.
É público e notório o fenómeno da corrupção. A falta de vontade política o combater é um escândalo. Pedem-se sacrifícios aos trabalhadores, para solucionar a crise que não provocaram, e permite-se a grande corrupção e fraudes económicas que roubam ao país muitas centenas ou milhares de milhões de euros.
Sacrifícios para quem trabalha e "benefícios" para os "amigos especuladores"
A criminalização do enriquecimento ilícito tem vindo a ser reivindicada por um movimento cívico de dimensão significativa, que integra jornalistas, especialistas em matéria penal, economistas, agentes políticos, entre outras personalidades com notoriedade pública.
O Grupo Parlamentar do PCP, mais uma vez retomou a iniciativa de apresentar a proposta de criminalização do enriquecimento ilícito e confirmou a sua disponibilidade para analisar todas as formas de combate à corrupção em Portugal, mostrando que os Partidos não são todos iguais. Vamos ver qual vai ser, desta vez, a posição dos partidos da direita, tão céleres a impor sacrifícios aos que têm baixos rendimentos e sempre cegos, surdos e mudos na penalização dos seus "amigos corruptos".
"no PS muita gente, nos últimos anos andou a encher os bolsos ", "os anos de Guterres foram o pântano".
afirmações de Mário Soares, dia 8, em entrevista à antena 1.
Desde 2007 que o Grupo Parlamentar do PCP apresenta, insistentemente, na Assembleia da República uma proposta para criminalizar a corrupção. Essa proposta não tem sido aprovada por oposição do PS, do PSD e do CDS-PP. Os que encaminharam Portugal para a política de desastre e que têm permitido a corrupção, os escândalos de enriquecimento ilícito que nos tribunais não são julgados muitas vezes por falta de leis severas e adequadas.
Apesar das discussões havidas, das declarações de apoio à prevenção e punição da corrupção e da criminalidade económica e financeira, os partidos da direita não passam das palavras e das intenções. Sabemos bem porquê. Os corruptos, os oportunistas que recebem várias reformas de milhares de euros, os que acumulam ordenados e tachos, são apoiantes desses partidos.
Quem são os corruptos e autores dos escândalos?
É fácil verificar que muitos políticos desses partidos da direita, responsáveis do Governo, titulares de cargos públicos e de Empresas Públicas, para além de terem rendimentos acima do que é razoável, apresentam proventos e património muito superiores aos que são licitamente obtidos.
A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, obriga os Estados a introduzir o crime do enriquecimento ilícito na legislação.
É público e notório o fenómeno da corrupção. A falta de vontade política o combater é um escândalo. Pedem-se sacrifícios aos trabalhadores, para solucionar a crise que não provocaram, e permite-se a grande corrupção e fraudes económicas que roubam ao país muitas centenas ou milhares de milhões de euros.
Sacrifícios para quem trabalha e "benefícios" para os "amigos especuladores"
A criminalização do enriquecimento ilícito tem vindo a ser reivindicada por um movimento cívico de dimensão significativa, que integra jornalistas, especialistas em matéria penal, economistas, agentes políticos, entre outras personalidades com notoriedade pública.
O Grupo Parlamentar do PCP, mais uma vez retomou a iniciativa de apresentar a proposta de criminalização do enriquecimento ilícito e confirmou a sua disponibilidade para analisar todas as formas de combate à corrupção em Portugal, mostrando que os Partidos não são todos iguais. Vamos ver qual vai ser, desta vez, a posição dos partidos da direita, tão céleres a impor sacrifícios aos que têm baixos rendimentos e sempre cegos, surdos e mudos na penalização dos seus "amigos corruptos".
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