28 de julho de 2011

Crise?... Qual crise?...

Os muito ricos cada vez mais ricos


A fortuna dos 25 mais ricos de Portugal aumentou 17,8 por cento, somando 17,4 mil milhões de euros, revela a revista Exame.

O mais rico é, desde há quatro anos, Américo Amorim. Os activos do accionista da Galp Energia e da corticeira Amorim cresceram 18,2 por cento face à edição do ano passado da lista da Exame e atingem, agora, os 2,6 mil milhões de euros.

Alexandre Soares dos Santos, presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins, subiu do quarto para o segundo lugar.

Os 10 mais ricos e o seu património ganho com muito suor e horas extraordinárias:

1º Américo Amorim: 2.587,2 milhões de euros

2º Alexandre Soares dos Santos: 1.917,4 milhões de euros

3º Belmiro de Azevedo: 1.297,6 milhões de euros

4º Família Guimarães de Mello: 1.006,6 milhões de euros

5º Família Alves Ribeiro: 779,7 milhões de euros

6º Perpétua Bordalo da Silva e Luís Silva: 679,7 milhões de euros

7º Rita Celeste Violas e Sá, Manuel Violas: 650,6 milhões de euros

8º Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo: 645,8 milhões de euros

9º Família Cunha José de Mello: 638 milhões de euros

10º António da Silva Rodrigues: 551 milhões de euros





A noticia estava a ser lida por um grupo de desempregados e alguns reformados que, já cansados de jogar ao dominó, conversavam sobre a crise que obriga todos a fazer sacrifícios. Dizia um deles:
- Estes gajos é que sabem viver.
Outro respondeu:
- Para terem essas fortunas é porque andaram a roubar.
Gerou-se a discussão.
- Tu estás é com inveja. Se pudesses fazias o mesmo.
- Se o fizesse era ladrão como eles. Tu achas bem os pobres serem cada vez mais pobres e os ricos serem mais ricos? De onde vem o dinheiro que eles têm?
- Vem dos negócios que eles fazem.
- Isso é muito fácil para quem é rico. Paga menos a quem trabalha para os negócios deles e aumenta os preços para quem compra.
- Se não houvesse ricos ainda era pior. São os ricos que nos pagam os ordenados. 
- Mas quanto mais ricos são mais desemprego existe e menos pagam, como é que explicas isso?
- É assim a vida. Sempre foi assim. 
- Sempre será assim se nós quisermos. Eles só são ricos porque nós trabalhamos para eles. Nós produzimos 100 e eles pagam-nos 10.
- Então que querias? Eles têm muitas despesas e têm que comprar as máquinas e as instalações para dar trabalho às pessoas. Têm que ganhar mais.
- Mas são os trabalhadores que fazem as máquinas e as instalações, para as empresas deles e recebem muito pouco.
- Que querias tu? Eles é que mandam.
- Mas se o Estado, que somos nós, fizesse as fábricas e as empresas podia distribuir melhor os lucros por todos e criar tantos ou mais empregos.
- O Estado? O Estado é o maior ladrão.
- Pois é mas porque eles é que mandam no Estado. Nós pagamos os impostos e eles recebem os subsídios e os benefícios, que também vêm do nosso trabalho.
- Como é que querias evitar isso? Os que para lá vão são todos iguais.
- Eles vão para lá porque tu e outros como tu votaram neles. 
- São todos iguais. Em quem querias que votasse? Isto é o mesmo que atirar a moeda ao ar.
- Que raio de azar, Umas vezes calha cara outras coroa. Se são todos iguais porque é que votas sempre nos mesmos, ou seja com uma moeda que só tem duas faces?
- Porque nós precisamos dos ricos. Eles é que fazem crescer a economia.
- Então se eles estão lá, porque é que a economia não cresce? Ou, melhor, só cresce para eles?
- Porque sempre foi assim. 
- Foi mas pode deixar de ser... se nós quisermos. 
- Há aí muitos que não querem é trabalhar.
- E se há muitos que não querem trabalhar há muitos mais que querem e não podem. O desemprego está a aumentar e são esses muito ricos que tu dizes que fazem crescer a economia que criaram a crise para aumentar o desemprego e para poderem pagar o que querem sem que o trabalhador refile.
- Pois claro. Eles é que são os patrões por isso estão no seu direito.
- Direito? O direito deles são as leis que fazem os que lá puseste.
- Que querias? São todos iguais? Se fossem outros faziam as leis que melhor lhes conviessem.
- Mas os que lá estão são pagos pelo povo para defender o povo.
- Já vi que és comunista e não falo mais contigo!

23 de julho de 2011

Uma política de traição a Portugal

A venda ao desbarato de tudo o que é público. Agora as Golden Shares


A eliminação das Golden Shares em empresas estratégicas como a PT, a GALP e a EDP é um acto de gestão danosa do Governo PSD/CDS e contrário aos interesses nacionais. 


Importância das Golden Shares


As chamadas Golden Shares são posições detidas pelo Estado que garantem a este direitos especiais em decisões de importância estratégica, como por exemplo a escandalosa venda da participação da PT na Vivo (Brasileira) à Telefónica (Espanhola), que permitiu que mais de 5 mil milhões de euros fossem dados aos accionistas sem pagarem impostos em Portugal. 

22 de julho de 2011

Relembremos os avisos feitos

O que os banqueiros não querem que se saiba
Com esta política vamos caminhando para o desastre
Arruinar a nossa economia para vender tudo ao desbarato ao capital financeiro e especulador.

21 de julho de 2011

Investir na guerra e esquecer a fome no mundo

Matar de longe, à traição, sem ser visto é cobardia

As guerras promovidas pelos EUA, em muitos países do mundo estão a servir para desenvolver  novos equipamentos de guerra, controlados à distância e de grande capacidade de destruição.  
De um artigo do Diario.info, extraí e adaptei as seguintes informações que deveremos conhecer:
Nem os mísseis de cruzeiro nem os veículos aéreos não tripulados equipados com mísseis Hellfire têm pilotos a bordo. Paquistaneses, afegãos, líbios, iraquianos, iemenitas e somalis são dilacerados por ataques dos E.U.A. com aparelhos robots controlados à distância.


Agora... na Somália

O Washington Post, o New York Times e outros grandes jornais dos EUA informaram na semana passada que os EUA lançaram o seu primeiro ataque na Somália com mísseis disparados de um veículo aéreo não tripulado (UAV).


O ataque foi o primeiro ataque militar reconhecido por parte do Pentágono na nação do corno de África desde um outro realizado por comandos em helicópteros em 2009 e também o primeiro drone norte-americano usado nesse país para um ataque com mísseis. O diário britânico The Guardian informou em 30 de Junho, que o ataque na Somália marcou “a expansão da campanha sem pilotos a um sexto país”, já que tinham sido usados com efeito mortal aviões não tripulados com controlo à distância no Afeganistão, Iraque, Paquistão, Iémen e, mais recentemente, na Líbia.


Afeganistão, Iraque, Paquistão, Iémen e Líbia.

A mortífera missão na Somália foi realizada, segundo se informa, pelo Comando de Operações Especiais dos EUA. Em 4 de Julho, a publicação das forças armadas dos EUA Stars and Stripes, informou que existem actualmente 7.000 membros das forças especiais dos EUA no Afeganistão e 3.000 no Iraque, e a maioria destes últimos serão transferidos para o Afeganistão, para compensar a retirada de mais 10.000 militares até o final deste ano.

O jornal também citou o vice-governador da província de Abyan, Abdullah Luqman, que criticou os ataques e declarou: “Aqueles que estão sendo mortos são pessoas inocentes. Pelo menos 130 pessoas foram mortas nas últimas duas semanas por drones dos EUA “.


Milhares de mortos civis

Os ataques com mísseis de drones no Paquistão, que causaram um número recorde de mortes - mais de 1.000 – no ano passado, são realizados pela Divisão de Actividades Especiais da CIA, cujo último director foi o novo secretário de Defesa, Leon Panetta, uma transferência que anuncia uma intensificação ainda maior dos mortíferos ataques neste país.

Em 5 de Junho o 40º ataque de drones do ano matou pelo menos seis pessoas no Waziristão do Sul, em Áreas Tribais sob Administração Federal do Paquistão, elevando o número de mortos este ano para pelo menos 350 neste país.
Em finais do mês passado, o governo paquistanês ordenou aos EUA que desocupassem a base aérea Shamsi na província de Baluchistan que tinha sido usada para ataques com drones dentro da nação. Entretanto Washington transferiu essas operações para bases aéreas no Afeganistão, perto da fronteira paquistanesa.


A escalada do poder mortífero

Em 5 de Julho um drone Reaper britânico matou pelo menos quatro civis afegãos e feriu outros dois num ataque com mísseis na província de Helmand. O uso do Reaper, conhecido como o drone mais mortífero do mundo, marca a intensificação deste tipo de guerra. É descrito como um avião pilotado à distância, caçador assassino que voa a alta altitude e que pode ser equipado com quinze vezes mais armamento e voar a velocidade três vezes mais que o Predator utilizado no Iraque, Afeganistão, Iémen, Somália e Líbia. (os USA têm utilizado Reapers no Iraque desde 2008, e no Afeganistão desde o ano seguinte. Até ao final de 2009, o Pentágono enviou Reapers para a nação ilha leste africana das Seychelles junto com mais de 100 soldados). 


Os EUA utilizam estas guerras para ensaiar novos armamentos, utilizando pessoas como cobaias. São também um bom negócio para vender as armas mais antiquadas. 


O General Carter Ham, o chefe do Comando África dos E.U.A., disse no mês passado que “uma lei patrocinada pelos republicanos que bloqueara os ataques de drones Predator na Líbia afectaria a Aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte” 


Quase cinco meses de "bombardeamentos humanitários" na Líbia

O lançamento de mais de 200 mísseis de cruzeiro contra a Líbia nos primeiros dias da guerra e o facto de que, conforme relatado pelo New York Times 21 de Junho: “aviões militares dos EUA atacarem as defesas aéreas 60 vezes, e drones operados remotamente dispararem mísseis contra forças da Líbia cerca de 30 vezes “desde que o comando da guerra foi transferido da U. S. Africa Command para a NATO, e já realizadas mais de 14.000 missões aéreas.


Num caso raro de discordância com a política de guerra da Casa Branca, o New York Times publicou no mês passado, o seguinte:
“Jack L. Goldsmith, que chefiou o Gabinete de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça durante o governo Bush, disse que a teoria de Obama abriria um precedente que poderia ampliar os poderes dos futuros presidentes de fazer guerra sem autorização, especialmente considerando o aumento da tecnologia de controlo remoto. ”


Fugir às leis e à democracia



“A teoria do governo implica que o presidente pode fazer a guerra com drones e todos os tipos de mísseis sem se preocupar com os prazos da Resolução de Poderes de Guerra.”

O Prémio Nobel da Paz, Obama, intensifica a guerra secreta, a acção directa para destruir alvos, eliminar ou capturar inimigos, a guerra conduzida por forças externas, treinadas e organizadas pela USSOCOM, a contra-insurreição para ajudar alguns governos a reprimir rebeliões, ou a destruir outros, desencadear operações psicológicas para influenciar a opinião pública e muitas outras acções realizadas com base em tecnologias cada vez mais sofisticadas.


http://www.odiario.info/?p=2141

20 de julho de 2011

Um mundo em mudança

A crise do capitalismo e o acentuar das desigualdades e da exploração

É com preocupação que assistimos às notícias sobre o estado do mundo em que vivemos. Os textos aqui escritos há dias, são um insignificante exemplo do que se desenha neste mundo em transformação acelerada. 


O estrebuchar do sistema capitalista neo-liberal

A crise que vivemos expôs a fragilidade estrutural do sistema capitalista, confirmou as tendências da concentração e a centralização do capital, a financeirização da economia, desfaz o mito da superioridade do capitalismo, da economia de mercado e do neoliberalismo.

É hoje indesmentível que este sistema mergulha nas suas contradições, agrava o desemprego, a exclusão social e a vida dos trabalhadores. Regrediram os sistemas públicos de Saúde, de Educação, de Previdência, os direitos dos trabalhadores e aumentou a precarização do trabalho.
 
 
O capitalismo já não esconde que piora as condições de vida da maioria da população e aumenta a riqueza de uma pequena minoria, acentuando as desigualdades sociais.
A lógica deste sistema em que o lucro de alguns é a lei, põe em causa o equilíbrio do planeta do ponto de vista económico, social e ambiental que, a continuar, extinguirá a vida na Terra.

A esperança da humanidade continua a residir, e agora mais que nunca, na libertação da sociedade deste sistema injusto e nos ideais do Socialismo.

Conhecer as razões e aprender com os erros

Passados 20 anos da derrota da URSS, trabalhadores , intelectuais e muitos que não se conformam com o estado a que chegou a sociedade, fazem um balanço das experiências concretas de construção do socialismo.

Há que analisar por que foi derrotada, naquele período histórico, a hegemonia política e cultural que prosseguia rumo ao socialismo. Houve avanços significativos, económicos sociais e culturais, grandes conquistas da classe trabalhadora, mas, apesar disso, a consciência ideológica e participação não cresceram o suficiente para consolidar os avanços sociais. É um facto que a "Guerra Fria", a constante ameaça militar, o boicote económico e o permanente ataque ideológico dos países capitalistas, explorando as debilidades, os preconceitos e valores burgueses, foram factores poderosos que obrigaram os países socialistas a grandes perdas de energias, numa luta em muitos casos desigual.


Dificuldades vencidas


Não era desconhecida a dificuldade de construção do socialismo num só país, em confronto com um sistema implantado em quase todo o mundo, mas mantinha-se a perspectiva de expansão mundial da revolução socialista. A Guerra e a ameaça do Nazi-fascismo, obrigou a medidas muito duras, como o desvio de meios da agricultura para a indústria e a colectivização forçada dos campos, que aumentaram as tensões internas na URSS.

 
A guerra foi ganha com elevadíssimos sacrifícios, humanos e materiais. O grande parte do território, das infraestruturas e meios de produção foram destruídos. Mais de 20 milhões de soviéticos foram mortos, entre os quais jovens e os melhores quadros do Partido Comunista.

As potencialidades do socialismo

Apesar disso, o desenvolvimento da União Soviética e dos países do Leste europeu nas décadas do pós Guerra, foi intenso. Em meados dos anos 50, a URSS e os países socialistas europeus estavam reconstruídos. Os problemas prioritários - a fome, a habitação e o desemprego - foram resolvidos e, nas décadas seguintes, o bloco Socialista europeu atingiu níveis de desenvolvimento por vezes mais elevados - como na educação, saúde, desporto, cultura e apoio social - que os dos países capitalistas mais desenvolvidos.

Avanço civilizacional 
 
Alguns números evidenciam o carácter de justiça social e de distribuição dos rendimentos, do nível das conquistas sociais alcançadas: o desemprego foi eliminado, a diferença entre o maior e o menor salário era de no máximo 5 vezes; o número de aparelhos de rádios e televisão, frigoríficos, fogões e outros bens de consumo duráveis prioritários, equivalia ao número de domicílios; eram garantidos, em média, 2 anos de licença maternidade; a compra ou aluguer da casa própria exigia um esforço de 7 a 10% do salário; os alimentos e transporte públicos eram de muito baixo preço; a escolaridade era de 9 anos já na década de 60; todos tinham direito ao desporto, à cultura organizada, ao lazer, ao estudo nas Universidades e instituições de ensino superior, que ofereciam formação de alta qualidade; livrarias e editoras seguiam a mesma política, disponibilizando livros e materiais diversos a baixo preço para toda a população.



Democracia participativa


A participação dos trabalhadores foi estendida desde as empresas aos sindicatos e organizações de massas, que discutiam e opinavam sobre os grandes temas a serem decididos pelos órgãos deliberativos. As eleições, em geral, realizavam-se no sistema descentralizado, podendo ser apresentados candidatos lançados pelos partidos (Hungria, Polónia e Alemanha Oriental tinham mais de um partido), sindicatos, comissões locais, e organizações populares e de massas.

O apoio aos povos subjugados

A "Guerra Fria", impôs aos países socialistas elevados gastos militares e o desvio de muitos meios económicos, técnicos e humanos que faltaram na indústria e outras actividades. Exigiu ainda o fecho de fronteiras e grande rigor na segurança interna que provocaram descontentamentos e desgastes.

Mesmo assim, foram dadas substanciais ajudas a muitos povos e países que se libertavam da exploração capitalista e colonial. Esses exemplos de uma nova ordem social, económica e política mais justa, alastraram e permitiram que diversos países se desenvolvessem soberanamente. Hoje, os povos e trabalhadores de todo o mundo, teriam muito a ganhar com a presença da URSS no cenário mundial. Mesmo nos países capitalistas desenvolvidos, os trabalhadores conseguiriam reivindicar e obter muitos dos direitos obtidos nos países socialistas.

Erros a não repetir

Nesta luta de forças, da construção do socialismo, cometeram-se erros e descuidaram-se aspectos essenciais da vida política e social. Em especial afrouxou-se a participação dos trabalhadores e populações na vida local e nacional. A burocratização do exercício do poder cresceu erradamente.

Porventura a dinâmica da luta de classes, não foi bem acompanhada face ao capitalismo em desenvolvimento. Terá havido uma forma mecanicista de aplicado o Materialismo Histórico e Dialéctico, no decurso do processo e face às diferentes situações. As dificuldades e o facto de pela primeira vez na História, a classe operária assumir um papel de direcção e transformação da sociedade, levaram a erros que criaram algum afastamento entre o Partido e a massa trabalhadora, com a perda progressiva do papel interventivo e político do Partido e a redução da participação e controlo dos trabalhadores na política em todos os níveis. Tudo isso se estendeu aos sindicatos e estruturas representantes dos trabalhadores e do Poder Popular, que se desligaram das massas.



Aprender, revigorar a esperança e a luta


No momento conturbado que vivemos, é necessário reflectir e compreender, aprendendo com os erros, para se avançar na luta implementará o socialismo. Hoje, com a derrota da URSS e do Bloco de Leste, o capitalismo encontrou o campo aberto para aumentar a exploração e retirar os direitos que a evolução civilizacional permitiu. Acentua-se a luta de classes. 


Não ceder aos velhos preconceitos


Explorando a derrota da URSS, o capitalismo, com os poderosos meios comunicação nas suas mãos, desenvolve massivas campanhas de intoxicação de propaganda e Marketing apoiados na, ainda, muito forte cultura do pensamento liberal, dos valores burgueses, da lei da selva, da competição sem olhar a meios, do individualismo, da banalização da violência por interesses egoístas, da descrença nas estruturas participativas e colectivas, das ideias de que a política é para os políticos, da crença que os políticos e os partidos são todos iguais, e por isso do descrédito nas possibilidades de superação dos problemas sociais, da descrença na luta contra o sistema capitalista, fazendo crer que o socialismo morreu.

O futuro está nas nossas mãos

O sistema de "democracia" representativa, formal, limitada ao voto de quatro em quatro anos, que resulta na escolha dos mesmos, está concebido para manter o poder na burguesia e a submissão dos trabalhadores.
No actual enquadramento político e social, que limita fortemente a tomada de posição dos trabalhadores subjugados, é cinismo dizer que há liberdade de escolha. Não é sensato considerar que, por via eleitoral, se possa impor o socialismo. Nem no Chile, onde as eleições deram a vitória à opção socialista, o capitalismo aceitou a democracia do voto e impôs, pela força, uma ditadura (a de Pinochet).



Como superar este ciclo vicioso?

- O capitalismo está em crise e não terá muitas soluções para a resolver.
- Crescem a contestação ao capitalismo e os exemplos de países que se libertam progressivamente.
- É hoje mais evidente que se intensifica a luta de classes, com o grande capital a tentar ganhar tudo o que pode antes que a corda rebente.
- A luta, a solidariedade, a unidade, a organização e participação na vida política e social, nas empresas e organizações de classe, desenvolvem as consciências e permitirão que a balança penda para o lado da grande maioria, o dos trabalhadores.


18 de julho de 2011

Necessidade urgente de auxílio

Notícia da TSF

Meio milhão de crianças africanas à beira da morte por falta de comida

A Unicef alertou para o «risco iminente de morte» de meio milhão de crianças no Corno de África, devido à forte seca que afecta mais de dois milhões de crianças. (Notícia actualizada)

«Meio milhão de crianças sofre de malnutrição severa e está em risco iminente de morte. Precisam de ajuda imediata», alertou o director executivo da agência das Nações Unidas para a infância, Anthony Lake, numa conferência de imprensa na capital do Quénia.

Na Somália, o país mais afectado, um terço da população precisa de ajuda alimentar de emergência, segundo a União Africana

Milhares de famílias somalis passam fome no campo de refugiados do mundo em Dabaad, no leste do Quénia, desenhado para 90 mil pessoas mas habitado por 300 mil.

Lake juntou-se ao ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, que anunciou no sábado o envio de 60 milhões de euros de ajuda urgente para a Somália, Quénia e Etiópia.

Agora comparemos com as "outras ajudas"

Nato já gastou mais de 1.100 Milhões de euros nos bombardeamentos "de ajuda humanitária" ao povo Líbio

Quem tiver dignidade e consciência que pense e descubra para onde vai o nosso dinheiro! 

Os EUA gastam cerca de 2 bilhões de dólares por semana somente no Afeganistão, o que representa cerca de 104 bilhões de dólares ao ano.

De uma entrevista publicada a partir do Jornal Globo, foram apresentados os seguinte dados:

Catherine Lutz, diretora do Departamento de Antropologia da Brown University e codiretora do projeto “Custos de Guerra”, critica a falta de transparência do governo nas informações sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão e Paquistão.


WASHINGTON – Os custos para os Estados Unidos das guerras no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão poderão alcançar até US$ 4,4 trilhões, valor bem superior ao US$ 1, 3 trilhão anunciado pela Casa Branca e pelo Congresso americano. O cálculo foi feito por mais de 20 especialistas para o Watson Institute for International Studies, da Brown University – uma das mais tradicionais dos EUA, fundada em 1764 (...).

Até dezembro de 2010, os EUA destinaram mais de US$ 32 bilhões a tratamentos médicos e seguros de invalidez para mais de um milhão de veteranos, um custo que atingirá seu ápice em 30 a 40 anos, totalizando até US$ 1 trilhão, dizem os especialistas. O custo humano dos três conflitos é calculado entre 224 mil e 258 mil mortes diretas, sendo 137 mil vítimas civis no Iraque e no Afeganistão. O número de pessoas deslocadas e de refugiados é estimado em torno de 7,8 milhões.

Um extracto da entrevista:

Qual o significado dos números divulgados por esse estudo?

CATHERINE LUTZ: Uma das coisas que nos surpreendeu foi o fato de ninguém ter feito isso antes. Ter, por exemplo, reunido as estatísticas de vítimas civis e militares nos três países, o que resulta num número bastante chocante, de 225 mil a 258 mil mortes. Outra coisa surpreendente é o governo americano insistir em apontar o valor de US$ 1 trilhão, que é somente uma parte do custo total das guerras. Se olharmos o quanto aumentou o orçamento do Pentágono, e as despesas com tratamento médico e invalidez, o custo da guerra no Departamento de Estado e em outras agências do governo supera rapidamente esse valor oficial.

Como explicar essa diferença?

LUTZ: Politicamente é mais fácil comandar uma guerra se os custos parecem menos elevados para o público. Politicamente é importante apresentar um valor inferior. Há também o fato de que se buscam recursos para travar uma guerra no momento, e não se pensa nos custos que virão no futuro, gastos com saúde e invalidez, por exemplo, estimados entre US$ 600 bilhões e US$ 1 trilhão. Cerca de 2,2 milhões de americanos estiveram em zonas de guerra, e o número de feridos é particularmente elevado em comparação com conflitos passados. (...)

Se no início perguntei para onde vai o nosso dinheiro, pergunto agora, depois dos números apresentados, onde vai Obama buscar o dinheiro para as guerras? e, já agora, quem ganha com estas guerras "humanitárias"?


Fontes:
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1911866&page=1
http://www.zwelangola.com/mundo/index-lr.php?id=5403
http://www.beinternacional.eu/pt/noticias/1881-nato-o-que-fazer-com-esta-guerra
http://www.forte.jor.br/tag/custos-de-guerra/
http://www.wsws.org/pt/2011/jun2011/obpt-j14.shtml

17 de julho de 2011

Os Estados Unidos não são Portugal, diz Obama

Felizmente Portugal também não é os Estados Unidos.

Obama referia-se especialmente à situação da dívida americana que o atormenta. Mesmo na política económica, apesar dos EUA fabricarem dólares ao preço do papel impresso, os seus gastos com as guerras em que permanentemente estão envolvidos, levou a que estejam perante dívidas a todo o mundo que ultrapassam o seu PIB. Os EUA vivem à custa de muitos países, que exploram, e a quem não pagam as dívidas, como é o caso da China. Os EUA usam a força militar para impor a sua política, roubar as matérias primas de muitos países do mundo e reprimir os que tentam libertar-se das suas "ajudas". 


Portugal tem uma longa história. Fez muitas barbaridades. Mas não tantas como as feitas pelos EUA na sua curta história.


As listas de crimes contra a humanidade e afrontas aos direitos humanos, são muito extensas e repugnantes.


EUA é o exemplo mais evidente da natureza do sistema capitalista.


A notícia de que a agência de classificação de risco Standard and Poor's reduziu de estável para negativa a perspectiva de rating dos Estados Unidos provocou surpresa e reações de todo tipo. O jornal "Le Monde" observou a preocupação do FMI e de muitos especialistas sobre a incapacidade do Governo solucionar a redução dos deficits e da dívida americana.




Joseph Stiglitz, num artigo intitulado "Of the 1%, by the 1%, for the 1%" da revista "Vanity Fair" (acessível online), demonstra os efeitos nefastos das desigualdades sociais nos Estados Unidos nas últimas décadas.
Há 25 anos, a faixa dos 1% mais ricos da população detinha 12% da renda americana e controlava 33% da riqueza do país. Agora, este 1% do topo da pirâmide social tem perto de 25% da renda e 40% da riqueza nacional.
O aumento da desigualdade social reduz a democracia americana, abala a eficiência da economia e reduz a acção para modernizar a sociedade.


Democracia?


Stiglitz aponta também o tráfico de influências e o poder do grande capital na manipulação das políticas governamentais afirmando: "Quando entram no Congresso, virtualmente todos os senadores e a maior parte dos deputados são membros da categoria composta pelos 1% mais ricos, em seguida, são reeleitos com o dinheiro destes 1%, e sabem que, se servirem os membros destes 1%, serão recompensados por estes quando terminarem seu mandato".
Para o prémio Nobel de Economia de 2001 a desigualdade social é um elemento chave no emperramento da democracia e no aviltamento da identidade nacional americana.


As desigualdades de rendimentos chegaram a extremos nunca antes contabilizados. Com dinheiro fácil, os bancos de Wall Street estão agora a padecer do “moderno” milagre da alavancagem – capacidade de gerar lucros recorrendo a crédito alheio e a produtos financeiros – derivativos – fortemente especulativos e de alto risco. Ou seja fazer dinheiro sem ter que imprimir papel, nem criar riqueza.




Governo de ricos alimentado pelos pobres


Um dos principais indicadores da desigualdade é o «coeficiente Gini». Este índice, é o maior já registado, traduzindo-se numa “extrema desigualdade”. 


Entre 1979 e 2005 o rendimento antes de impostos dos agregados familiares mais pobres aumentou 1,3% por ano e o da classe média 1%. O rendimento dos super-ricos – 1% da população (3 milhões de pessoas) cresceu 200% antes da liquidação de impostos e, pasme-se, 228% depois desses impostos (dados de 2005 que hoje são muito mais elevados). O grupo dos mais pobres da população recebeu 15 300 dólares, a classe média 50 200, enquanto os milionários arrecadaram, em média, mais de 1 milhão. Em 1979, os rendimentos dos super-ricos era 8 vezes superior à da classe média e 23 vezes maior do que a dos 20% dos americanos mais pobres. Em 2005, aquelas proporções aumentaram respectivamente para 21 e 70 vezes. Entre 2002 e 2006, o topo da pirâmide arrecadou quase 75% dos lucros gerados com o aumento da riqueza produzida.


Bill Gross, líder do maior fundo de acções do mundo (Pimco) disse: “Quando o fruto do trabalho da sociedade é mal distribuído, quando os ricos ficam mais ricos e as classes média e baixa lutam para sobreviver, o sistema desmorona-se. Os diversos barcos não acompanham a maré. O centro é incapaz de se sustentar”. As taxas de criminalidade, de todos os tipos, crescem exponencialmente. 


Criminalidade e lei da selva


O FBI informou, em Setembro de 2007, que durante 2006 ocorreram 1,41 milhões de delitos violentos, número que representa um aumento de 1,9% com respeito ao ano anterior. As estatísticas dadas a conhecer pelo FBI mostram que, em 2006, o número de assassinatos e homicídios involuntários aumentou 1,8%, enquanto o número de roubos cresceu 7,2%.



Nesse mesmo ano, os residentes norte-americanos de 12 anos de idade ou mais sofreram 25 milhões de delitos violentos e roubos, o que significa 24,6 delitos violentos por cada 1.000 pessoas dessa faixa etária e 159,5 delitos contra a propriedade por cada 1.000 lares.




Nos Estados Unidos, é cometido um crime violento em cada 22 segundos, um assassinato em cada 30 minutos, um estupro em cada 5 minutos, um roubo em cada minuto e um assalto com agressão física a cada 36 segundos (FBI Release its 2006 Crime Statistics, FBI, http://www.fbi.gov/ pressre1/pressre107/cius092407.htm).


Enquanto os salários dos executivos americanos quadruplicaram desde os anos 1970, a renda de 90% dos trabalhadores do país estagnou nesse período. Em muitos casos, as empresas que aumentaram os executivos reduziram os salários dos empregados comuns.


O grupo dos 0,1% mais ricos, formado por pessoas que ganham cerca de US$ 1,7 milhão, acumulou mais de 10% da riqueza pessoal dos EUA. Há quarenta anos, os ganhos desse grupo representava 2,5% da riqueza do país. Enquanto isso, uma pesquisa do FED, o banco central americano, mostra que a renda dos mais pobres caiu 18% nos últimos anos. Estes dados são de 2008, hoje é muito pior.




Em resumo:


1) O topo de 0,01% da população ganha 976 vezes mais do que 90% dos americanos. (The Nation Online)


2) Metade dos americanos detem somente o 2,5% da riqueza nacional. Os 1% mais ricos, 33,8% (Institute for Policy Studies)


3) Os 1% mais ricos detêm 50,9% das acções americanas. Os 50% mais pobres, 2,5%.


4) Em 1986, os 1% mais ricos levavam 38% dos ganhos de capital, enquanto que os 80% mais pobres recebiam 25%. Hoje, os 1% mais ricos levam 58%, e os 80% mais pobres, 13%.


5) Enquanto na última década os salários dos CEOs cresceram 298,2%, os salários dos trabalhadores aumentaram apenas 4,3%, e o salário mínimo diminuiu 9,3%.


6) O salário hora (médio) mantém-se praticamente no mesmo valor real desde 1964 (cerca de 18 dólares/ hora)


7) A taxa de poupança pessoal caiu de 10,9% em 1982 a 2,7% em 2008 (BoEA)


8) As possibilidades de ascensão social, que na década de 40 eram de 12%, hoje são de menos de 4%


9) Em 1962, o 1% mais rico detinha 125 vezes mais riqueza que a família média americana. Hoje é 190 vezes. (NYT)


10) A carga tributária do 1% mais rico era de mais de 60% em 1968, hoje é de menos de 40%


11) Os EUA redistribuem a riqueza até 3 vezes pior que países desenvolvidos como Finlandia, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Holanda, Austrália e Canadá.


12) Os 1% mais ricos viram sua riqueza dobrar desde 1979. Os 90% mais pobres diminuíram a sua riqueza.


Concluindo:


Os EUA, país exemplar do capitalismo, são uma fraude total. Não só porque vivem do que roubam, como fabricam o dinheiro que querem, sem ter nada que o garanta, como mesmo assim, 90% da população vive mal. De nada vale serem o país mais rico quando essa riqueza está nas mão de apenas 1% de super ricos.


(dados retirados de várias fontes na Internet)

16 de julho de 2011

Combate à Corrupção (2)

Não são todos iguais


"no PS muita gente, nos últimos anos andou a encher os bolsos ", "os anos de Guterres foram o pântano".
afirmações de Mário Soares, dia 8, em entrevista à antena 1.



Desde 2007 que o Grupo Parlamentar do PCP apresenta, insistentemente, na Assembleia da República uma proposta para criminalizar a corrupção. Essa proposta não tem sido aprovada por oposição do PS, do PSD e do CDS-PP. Os que encaminharam Portugal para a política de desastre e que têm permitido a corrupção, os escândalos de enriquecimento ilícito que nos tribunais não são julgados muitas vezes por falta de leis severas e adequadas.


Apesar das discussões havidas, das declarações de apoio à prevenção e punição da corrupção e da criminalidade económica e financeira, os partidos da direita não passam das palavras e das intenções. Sabemos bem porquê. Os corruptos, os oportunistas que recebem várias reformas de milhares de euros, os que acumulam ordenados e tachos, são apoiantes desses partidos.


Quem são os corruptos e autores dos escândalos?


É fácil verificar que muitos políticos desses partidos da direita, responsáveis do Governo, titulares de cargos públicos e de Empresas Públicas, para além de terem rendimentos acima do que é razoável, apresentam proventos e património muito superiores aos que são licitamente obtidos. 




A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, obriga os Estados a introduzir o crime do enriquecimento ilícito na legislação. 


É público e notório o fenómeno da corrupção. A falta de vontade política o combater é um escândalo. Pedem-se sacrifícios aos trabalhadores, para solucionar a crise que não provocaram, e permite-se a grande corrupção e fraudes económicas que roubam ao país muitas centenas ou milhares de milhões de euros. 


Sacrifícios para quem trabalha e "benefícios" para os "amigos especuladores"


A criminalização do enriquecimento ilícito tem vindo a ser reivindicada por um movimento cívico de dimensão significativa, que integra jornalistas, especialistas em matéria penal, economistas, agentes políticos, entre outras personalidades com notoriedade pública. 


O Grupo Parlamentar do PCP, mais uma vez retomou a iniciativa de apresentar a proposta de criminalização do enriquecimento ilícito e confirmou a sua disponibilidade para analisar todas as formas de combate à corrupção em Portugal, mostrando que os Partidos não são todos iguais. Vamos ver qual vai ser, desta vez, a posição dos partidos da direita, tão céleres a impor sacrifícios aos que têm baixos rendimentos e sempre cegos, surdos e mudos na penalização dos seus "amigos corruptos".

Terrorismo. Assassínio ignóbil

Bombardeamentos, cientificamente calculados, de mulheres e crianças
O destacado lutador pela paz, investigador e jornalista belga Michel Collon descreve o bombardeamento da casa Hamidi convertida em parque infantil e de animais, local de festas populares. Os criminosos da NATO consideram-na um alvo militar. Mataram 19 pessoas, incluindo muitas crianças. Collon exorta os povos da Europa para se revoltarem contra estes massacres.



Ver mais (aqui)  e (aqui) 

Negócio da Saúde ou da Doença?

Em defesa do Serviço Nacional de Saúde 


Os grandes grupos económicos pretendem a retirada dos serviços de saúde do Estado. Isso permite-lhes um negócio altamente lucrativo. Os privados recebem os lucros e o Estado fornece os "clientes" e subsidia os serviços. Ou seja, é o costume: o Estado fica com os prejuízos e os privados com os lucros. 


Os grupos financeiros consideram a saúde uma “área de negócio". Um negócio altamente lucrativo, assim repartido: Para o Estado, um serviço de "caridade", para os que não podem pagar e, para os privados, os "clientes" de maiores rendimentos, e que podem pagar serviços de melhor qualidade.  
Assim os utentes, que recorram aos privados, pagam de duas maneiras. Aos privados o serviço que estes prestam e, de uma forma mais discreta, ao Estado, os impostos para que subsidie esses serviços. 


Segundo declarações de Jorge Pires do PCP numa conferência de imprensa de há dias, o SNS é muito apetecível pois movimenta mais de 17.000 milhões de euros.


A Constituição define de forma muito clara o papel do Estado na garantia do acesso à saúde de todos os portugueses e dá ao Serviço Nacional de Saúde, universal, geral e tendencialmente gratuito, o estatuto de instrumento para a concretização desse direito. É também por estas razões que os grupos económicos querem alterar a Constituição.


 
Expandir o mercado da doença 


As privatizações têm-se provocado o crescimento da despesa pública e dos custos pagos directamente pelos doentes. Os grupos monopolistas favorecidos pela política de direita apostam na saúde como área de negócio, mas na verdade o seu mercado é a doença. Na lógica capitalista e na economia de mercado se não houver doença o negócio perde interesse. Temos os exemplos das epidemias e pandemias fabricadas para aumentar as vendas e os lucros das farmaceuticas e empresas que negoceiam produtos para o seu combate. Tal como as empresas fabricantes de armas de guerra, o objectivo destas empresas não é nem a paz nem a saúde mas a guerra e a doença que garante a sua actividade e os seus lucros.


A saúde como factor de desenvolvimento económico e social, não faz parte dos objectivos do negócio dos privados.


Como foi mostrado na Conferência de Imprensa referida, é falso que o privado faça melhor e com menos custos. Foram referidos os exemplos do Hospital Amadora/Sintra que se traduziu num enorme prejuízo para o Estado. Os custos com as Parcerias Público Privado onde o privado não corre riscos (pois o Estado financia e garante os clientes), são sobretudo as convenções, nos medicamentos e nas comparticipações nos custos dos serviços por privados. Isto constitui a maior sangria financeira do Estado para os privados.

  Prioridade aos cursos de Marketing. A saúde é um negócio.



15 de julho de 2011

Austeridade só para os trabalhadores

Política de classe

Diz-se que a língua portuguesa é traiçoeira. Pois, na verdade, o que se escreve obriga a pensar nas várias interpretações (possíveis consoante a cultura de quem as lê). Este título, "política de classe", para uns pode significar uma "política de qualidade" de "categoria" mas pode também significar "política de uma classe social".
Simplificando, a política de direita é uma política da classe exploradora. Esta política de classe, caracteriza-se por acentuar as vantagens das classes exploradoras relativamente às classes exploradas. Como estamos a assistir, esta política cria as maiores desigualdades entre os pobres e os ricos. 


A "crise" é boa para os que a provocaram


A crise do capitalismo tem servido para impor uma política de classe ao isentar os ricos das medidas de "austeridade" que atingem principalmente quem trabalha e quem tem menores rendimentos. Cem euros roubados a cada um dos seis milhões de trabalhadores, significam 600 milhões que entram nos bolsos de uma centena de grandes capitalistas, que os arrecadam e que pouco utilizam para ajudar a economia do país.
Os trabalhadores pagam a crise, sem que esse pagamento contribua para, no futuro, repor as condições de vida dos portugueses. Grande parte desse dinheiro vai para os bancos e para o estrangeiro e é usado de acordo com os interesses de privados. Pouco é aplicado a apoiar a produção nacional e a gerar mais emprego.
Há soluções mas... não convêm a alguns


Os Governos (anterior do PS e o actual PSD e CDS-PP que apoiaram o anterior) sabem perfeitamente que há outras soluções (como as que o PCP tem indicado) que, sendo também de classe (da classe trabalhadora) são soluções que melhor servem o país mas que não servem a quem vive dos privilégios da exploração. 
Porque é que o imposto extraordinário não é aplicado aos rendimentos dos accionistas?
Porque não toca nos rendimentos da especulação bolsista?
É por isso que vimos aumentar o lucro dos mais ricos e reduzir os salários dos trabalhadores.
É por isso que aumentam as vendas dos carros mais caros e reduzir as vendas dos mais baratos. 
É por isso que vimos a exibição imoral dos bens de luxo, enquanto os mais pobres são, obrigados a viver pior.
Esta política de classe é uma verdadeira guerra aos trabalhadores para eliminar os direitos conseguidos ao longo de mais de um século. Voltámos ao séc. XIX.


Que "democracia" é esta?


Como é que a classe dominante (dos ricos, da burguesia), sendo minoritária, consegue impor a sua política? 
Porque criou mecanismos, ditos democráticos, que permitem resultados muito pouco democráticos. As eleições de quatro em quatro anos, por quem não participa, por quem nada sabe de política, por quem não tem consciência de classe, permitem eleição de uma maioria de deputados e formação de governos de direita que aprovam as leis contra os que os elegeram, contra a classe trabalhadora.
A classe no poder dispões dos meios de comunicação, jornais, rádios e televisão para convencer as pessoas que esta política é a única possível e esconder as medidas propostas pelos partidos e sindicatos que defendem os trabalhadores. As grandes cadeias de comunicação nacionais e internacionais, pertencem a privados, grandes capitalistas.  Exercem forte pressão sobre os jornalistas para veicular a informação e a cultura que lhes interessa e que dê uma visão conservadora da política e do mundo. Apoiam-se nos comentadores ao serviço dos grandes capitalistas, restringindo as opiniões de independentes. 


Uma ideologia de preconceitos e que adormece


Desde crianças que as pessoas são formadas politicamente com ideias e valores que as afastam de uma participação activa na vida pública para defender os seus interesses. Criam-se os pensamentos de que os políticos e os partidos são todos iguais, de que não há nada a fazer, de que não vale a pena lutar. Estas ideias permitem aos que estão no poder manterem a mesma política, mesmo que seja com políticos ou partidos diferentes.  
Uma sondagem publicada no Jornal de Negócios, sobre o imposto extraordinário, afirma que 45,6 por cento terá afirmado concordar e adianta que as opiniões por eleitores dos partidos, revela que a esmagadora maioria dos apoiantes da medida pertence ao eleitorado do CDS-PP (71,7%) e PSD (69,9%). Contra estas medidas estão 51,9% dos eleitores socialistas, e 65,7% dos eleitores do PCP. Ainda que estas sondagens sejam feitas para apoiar as medidas do Governo, e portanto sejam sondagens de pouca confiança, revelam contudo, como se situam os interesses de eleitores que votam nos vários partidos. 


A força dos trabalhadores


Os trabalhadores e a classe explorada, não têm os meios poderosos de que os grandes capitalistas dispõem.  Têm do seu lado a razão contra a exploração, o serem a classe mais numerosa e que tudo produz. Para transformar isso em força, os trabalhadores têm que aprender (aprender sempre) tomar consciência da sua força, dos seus objectivos de construção de uma nova sociedade, da necessidade de estarem unidos, organizados e lutar contra quem os explora. 



13 de julho de 2011

Política de desastre mais que confirmado

Números que comprovam que, por este caminho, vamos à ruína



O Boletim Económico de Verão do Banco de Portugal revela novos dados que mostram, mais uma vez, que as medidas de austeridade sustentadas numa política de direita, continuam a afundar o país. 


Prevê para este ano uma contracção de 2% da economia portuguesa e de 1,8% em 2012, o maior recuo desde 1974.


"Em comparação com o Boletim da Primavera em 2011, o crescimento do PIB foi revisto em baixa em 2011 e, sobretudo, em 2012, reflectindo o impacto sobre a procura interna das medidas de consolidação orçamental do programa de ajustamento [da troika]", aponta o boletim. "Por outro lado, as exportações foram revistas em alta, reflectindo as hipóteses relativas à procura externa dirigida à economia portuguesa, bem como o impacto da informação mais recente que se revelou mais favorável do que o antecipado". Duas situações que confirmam a necessidade da renegociação da dívida e do apoio à produção, "Pôr Portugal a Produzir" como insistentemente o PCP vem defendendo.


Renegociar a dívida enquanto há tempo


De facto se não for feita a renegociação da dívida,- montantes, juros e prazos de pagamento - esta torna-se impagável pois os juros crescem a ritmo muito superior ao do crescimento da economia (e do PIB) que continua a diminuir.


A austeridade imposta dá já os sinais de uma queda sem precedentes do consumo e indicia uma recessão que só poderá ser menos grave se a produção e as exportações aumentarem significativamente. Mostra a análise do BdP que sendo o consumo a maior fatia na criação de riqueza no país, o seu recuo aumenta a recessão este ano (menos seis pontos) e é apenas compensada parcialmente pelo contributo líquido de quatro pontos das exportações. E assim prevê-se uma recessão de 2%. 


Pôr Portugal a produzir


As quebras do consumo e a falta de incentivos à produção para substituir as importações refletem-se nas quebras de investimentos em todas as áreas de actividade, em especial do Estado que apresenta uma quebra entre 2010 e 2012 de mais de 50%.


Tudo isto leva o Banco de Portugal a prever para mais dois anos o aumento do desemprego que agravará fortemente a perda de rendimentos. Pelo menos, até 2013 Portugal serão perdidos 100 mil postos de trabalho. 

11 de julho de 2011

Reflectir e... aprender (2)

Um discurso de alerta

O discurso de Jerónimo de Sousa, no passado dia 8, em Lisboa, merece uma reflexão atenta pois tem um conteúdo muito rico de análises da situação que vivemos. 
Há anos que se agrava a situação económica e social do país “com as medidas a reboque das classificações e opiniões das agências de notação (…) com a política dos PEC em carrossel, sempre justificados pela necessidade da acalmia dos mercados e da travagem da especulação que nunca parou e que, como vemos, não vai parar enquanto permanecerem as actuais orientações políticas e (…) a atitude obediente e servil, de quem está sempre pronto para ceder a nova chantagem e a dobrar a parada dos sacrifícios aos trabalhadores e ao povo.

O passar do testemunho

Sócrates saiu da cena política derrotado, depois de anos a maltratar o país com o apoio do PSD, CDS-PP, do grande capital financeiro e especuladores. 
Sócrates saiu mas os estragos ficaram e continuam com Passos Coelho. E não foram apenas os estragos económicos e financeiros. A política de direita no esforço de se aguentar criou uma cultura de desinformação, de baixos valores, de desânimo, de afastamento das pessoas, minando a saúde mental de muita gente e a capacidade de pensar no "porquê de tudo isto". Assim muita gente que acreditou (e alguns ainda acreditam) que os “ricos nos ajudam se nos portarmos bem, se fizermos os trabalhos de casa”desvia a conversa continuando a dizer que “o mal é que os políticos são todos iguais”. Esta ideia, que apesar de irracional, foi muito bem aproveitada pela direita no poder, para impedir que as pessoas descubram as diferenças e deixem ficar tudo na mesma. 
Este é um fenómeno antigo que já Bertolt Brecht descreveu no seu famoso texto “O Analfabeto Político”:


Pessoalmente, acho inconcebível que num mundo cada vez mais marcado por lutas de morte, pela guerra, pela fome e miséria, um mundo onde as desigualdades são cada vez mais acentuadas, mesmo nos países mais ricos e ditos democráticos, haja tanta gente que ainda continue a dizer que os políticos são todos iguais e, quando chega a altura de escolher…  não repara que deixa tudo na mesma como realmente a direita quer. 


Assobiar p'ro lado e... estaca zero?

“Queimado” Sócrates, o PS tenta agora, como diz Jerónimo, “pôr outra vez a zero o conta-quilómetros da sua responsabilidade e das manobras de distanciamento em relação ao próprio acordo com a troika estrangeira, que promoveram e foram os primeiros subscritores”. Contudo o PS tem dificuldade em se desligar da política que faz desde que em 1978, Mário Soares, com a ajuda do seu amigo Carlucci, meteu o “socialismo na gaveta”.

De cedência em cedência o PS arrastou muitos trabalhadores que confiaram no Socialismo, para uma política de submissão ao Capitalismo e até ao capitalismo mais selvagem como o que vivemos hoje. Jerónimo de Sousa refere de forma clara este processo também “humilhante para aqueles que acorrentaram o país e o seu destino aos desígnios da troika da intervenção externa, do seu programa de regressão social e de declínio nacional” concluindo que “não podia ser mais esclarecedor do fiasco da estratégia desses partidos e do caminho que escolheram para o país – o caminho da rendição à insaciável gula dos grandes interesses financeiros nacionais e estrangeiros. O caminho da penalização e dos sacrifícios para os trabalhadores, as camadas populares, o nosso povo e de afundamento e ruína do país. O caminho da capitulação à vontade dos mercados e às orientações do neoliberalismo dominante que aprisionou o poder político e usurpou e usurpa a legitimidade dos povos de decidirem da sua vida colectiva”.

Quem é lixo? Lixo são os que exploram e vivem do trabalho dos outros.

Foi preciso, agora, que as agências de rating, ao serviço do grande capital americano, nos classificassem de lixo, depois de termos seguido a política que nos impuseram, para, como disse o Secretário Geral do PCP, “aqueles que ainda há pouco, acompanhando Cavaco Silva, nos criticavam e diziam não valer a pena criticar as posições dos mercados internacionais porque não beneficiavam o país, clamam agora indignados com a desfeita da classificação de lixo da dívida pública portuguesa. São, contudo, clamores de circunstância que não correspondem às suas reais posições políticas, como está bem patente no programa de Governo que acabaram de apresentar e nas medidas que acabam igualmente de anunciar”.

“Mas esta situação de pressão sistemática e permanente dos grandes centros do capital financeiro e especulativo é também reveladora da justeza das análises do PCP e da importância das suas propostas para a saída da crise, para pôr o país a funcionar, relançar a economia e desenvolver o país, defendendo as conquistas sociais e condições de vida dignas para o povo”. Isto porque os políticos não são todos iguais.


10 de julho de 2011

Muita parra pouca uva...

Indignação para inglês ver


Quanto mais nos abaixamos...
 
Com o espírito da dita "responsabilidade" que os irresponsáveis apregoavam no Governo, ou na campanha eleitoral: " de nada vale acusar os mercados", ou que "temos que acalmar os mercados", ou ainda que temos que "fazer os trabalhos de casa", foram impostos os Orçamentos de Austeridade, os PECs e os Memorandos  que roubam aos trabalhadores parte dos seus reduzidos rendimentos, quer em impostos, quer em serviços, quer nas taxas, quer nos direitos salariais, quer nos aumentos de preços... A lógica é conhecida do povo "grão a grão enche a galinha o papo". Contudo, as medidas são aprovadas, "os trabalhos de casa" feitos, mas também como diz o povo, "quanto mais nos abaixamos mais se vê o cu". 

O discurso e a realidade

Apesar das manifestações de indignação, dos responsáveis europeus e nacionais, dos discursos críticos em relação às agências de rating, os juros das obrigações gregas, espanholas, irlandesas, italianas e portuguesas, continuam a subir. A especulação do capital financeiro, dos chamados "mercados", ultrapassa tudo o que é tolerável. O grande capital aproveita a "crise" para sacar tudo o que pode aos países a quem criaram as dificuldades. É uma luta de morte em que os predadores não olham a meios para engolir as suas presas.
 
Para Portugal, na maturidade a cinco anos, os juros estiveram nos 16,955 por cento, e a três e a dois anos, chegaram aos 19,039 e 17,793 por cento, respectivamente.
 
A Grécia, renovava máximos nas obrigações a dois anos, que ultrapassam em dez pontos percentuais os juros pagos por aquela maturidade. A cinco anos, os juros escalaram para mais de 21 por cento e a dois tocavam já nos 31 por cento.
 
Alguém me explica como se podem pagar dívidas com juros muito superiores aos rendimentos actuais e previstos?

9 de julho de 2011

Reflectir no que se passa e aprender

É preciso MUDAR a sério! 

Cassete?
 
Foi ontem à noite o Comício do PCP em Lisboa e o discurso de Jerónimo de Sousa.  Mais uma vez o PCP pela voz do seu Secretário Geral, voltou a alertar para o grave caminho que tem vindo a ser seguido pelos governos de direita. É a isso que alguns chamam a “cassete”. Contudo, não sendo uma cassete, é a reafirmação cada vez mais provada que o PCP tem razão. Esta política, servindo para alguns, não serve o país não serve os trabalhadores e o povo. Passos Coelho segue as pisadas de Sócrates. Passos Coelho e o PSD, agora de braço dado com Paulo Portas e o CDS-PP apresentou um programa de governo que é a continuação agravada da política anterior e do acordo com a troika negociado por Sócrates. 
 
Falsas promessas
 
 
A campanha eleitoral do PSD foi feita com a promessa de “Mudança” aproveitando de forma oportunista o sentimento de desejo de uma nova política como defende o PCP há muitos anos. Os panfletos distribuídos por Passos Coelho, com a sua fotografia em grande plano, diziam: “ESTÁ NA HORA DE MUDAR” Em letras mais pequeninas prometiam “ o nosso compromisso com os trabalhadores portugueses”. No interior desse compromisso diziam os papeis: 
A tal ideia de mudança, que não convém a alguns, porque assim é que estão bem, e que apelidavam de “cassete dos comunistas”, passou a ser defendida por muitos políticos, técnicos, comentadores, e outros que tais, que, sem dizerem que o Partido Comunista, afinal, é que tinha razão, passaram a expressar por outras palavras, aquilo que o PCP diz há anos. É preciso apoiar a nossa economia. Esta "austeridade" gera depressão. É preciso apoiar a nossa agricultura (Paulo Portas passou a andar de boné e a visitar os agricultores). É preciso defender as pescas (Cavaco evitava falar nas “pescas” não fossem as pessoas lembrar-se que foi ele que destruiu a frota pesqueira, e por isso diz “potencialidades do mar”). Aconteceu até, calculem, que apareceram políticos e comentadores a defender, ainda que timidamente, a “reestruturação da dívida”. Diziam “reestruturação” para não dizer o que o PCP sempre defendeu “a renegociação da dívida”. Outros preferiram a palavra "reprofilage". Os que criticavam o PCP por defender que Portugal não se devia subordinar às políticas dos “mercados” indignaram-se, agora, com a classificação de  “lixo” a Portugal e, ainda por cima, logo na ocasião em que o novo Governo deu os primeiros passos de coelho para, nervosamente, cumprir as exigências dos “mercados”. 

Ah! valente!

Passos de Coelho, que apesar de ter levado “um murro no estômago”, fincou bem os pés para não recuar, prosseguiu o mesmo caminho da fuga p’rá  frente, esquecendo-se que tinha dito antes das eleições, que “É PRECISO MUDAR”. Pelos vistos um “murro no estômago” não chega para o fazer mudar. Passos Coelho continua o caminho de Sócrates, caminho que a direita há 30 anos, vem impondo a Portugal. Caminho da submissão ao grande capital, seja o americano, seja o europeu, se é que é possível distinguir.  
Por isso o PCP há 30 anos que é obrigado a recorrer à “cassete” para alertar que a política de direita não serve a Portugal e aos portugueses. Muita gente continua a ser enganada pelas promessas de “mudança” que a direita é obrigada a fazer para ganhar eleições. Mas, como disse Jerónimo de Sousa, o PCP é “Um Partido que não se rende!”. 

A política que Portugal e os portugueses precisam

É cada vez mais evidente que “com este programa, com esta política, com as medidas previstas é o afundar do país no pântano em que a política de direita o fez mergulhar”
O PCP continua a lutar, e com razão, por uma alternativa política. Uma MUDANÇA verdadeira que significa: “Rejeitar o programa ilegítimo de submissão externa, renegociar a dívida pública, defender a produção nacional e uma justa distribuição da riqueza,…” uma política “patriótica e de esquerda de que o país precisa”, em torno da qual se devem mobilizar e unir os trabalhadores e o povo. 

7 de julho de 2011