26 de junho de 2011

NATO controla e mata em Bengasi

Ex-ministra argelina que visitou Bengasi diz que quem lá manda são os franceses

A ex-ministra argelina Saida Benhabiles, Prémio das Nações Unidas, sociedade civil 2001, quis ver com seus próprios olhos o que se passa na Líbia. Relatou que Bengasi é uma cidade controlada por terroristas e serviços secretos da NATO, e o ministro francês de assuntos exteriores Alain Juppé. O verdadeiro chefe dos terroristas é o sionista e ultradereitista francês Bernard Henri Levy. As forças da NATO matam civis, crianças e mulheres e disparam contra todos os que se movem. É o massacre de um povo. Em Bengasi há mais bandeiras francesas que líbias diz a ex-ministra que só conseguiu mover-se em Bengasi por viajar com a cobertura do "centro francês de investigação para a informação".


Ver em http://civilizacionsocialista.blogspot.com/


21 de junho de 2011

A Líbia sob fogo da NATO

Este artigo vem publicado na integra em Diárioinfo, e noutros blogs, mas, pela sua importância, vou reproduzir algumas passagens e fazer um comentário final.


Um festim de sangue
por:
Cynthia McKinney ex-membro do Congresso dos EUA eleita pelo Partido Democrático, integra actualmente o Green Party, pelo qual foi candidata à eleição presidencial de 2008


16.Jun.2011

É claramente evidente que a NATO excedeu o seu mandato, mentiu acerca das suas intenções, é responsável por assassínios extra-judiciais, tudo em nome da “intervenção humanitária”. 

No período em que integrei o Comité de Relações Internacionais no Congresso, entre 1993 e 2003, tornou-se-me evidente que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) constituía um anacronismo. Fundada em 1945, no final da II Guerra Mundial, a OTAN foi criada pelos EUA como resposta à sobrevivência da União Soviética enquanto Estado Socialista. A OTAN constituía o garante político, para os EUA, de que a dominação capitalista sobre as economias Europeia, Asiática e Africana iria prosseguir. E esta garantia assegurava também a sobrevivência do apartheid global então existente.
(...)
A Ofensiva da NATO na Líbia*
 
Com tudo isto como pano de fundo, o ataque de foguetões contra Tripoli na noite passada é inexplicável. Tripoli, uma área metropolitana com cerca de 2 milhões de habitantes, suportou 22 a 25 bombardeamentos ontem à noite, abalando e partindo janelas e fazendo tremer o meu hotel até aos alicerces.
Abandonei o meu quarto no Hotel Rexis Al Nasr, caminhei pelo exterior, e podia sentir o cheiro dos explosivos. Por toda a parte, habitantes locais de mistura com jornalistas estrangeiros de todo o mundo. Enquanto ali estávamos, mais bombas atingiram vários pontos da cidade. As explosões clareavam o céu de vermelho, e mais foguetões disparados por jactos OTAN atravessavam as nuvens baixas antes de explodir.
 
Terrorismo do mais violento

Podia sentir na boca a poeira espessa levantada pelas bombas. Pensei de imediato nas munições de urânio empobrecido que se diz estarem a ser utilizadas, bem como as de fósforo branco. Se estão a ser utilizadas armas de urânio empobrecido, de que forma afectarão os civis locais?


Mulheres transportando crianças pequenas fugiam para fora do hotel. Outras corriam a lavar a poeira que lhes entrara para os olhos. Com as sereias rugindo, viaturas de emergência surgiram na zona sob ataque. Os alarmes dos carros, disparados pelos impactos sucessivos, podiam ouvir-se sob os cânticos desafiadores do povo.
 

Porque fazem isto?
 
Tiros esporádicos de armas de fogo romperam, ao que me pareceu em todo o lado à minha volta. A estação Euronews mostrou imagens de enfermeiras e médicos entoando cânticos, nos próprios hospitais em que tratavam aqueles que a última investida de choque e assombro da NATO deixara feridos. De repente, as ruas à volta do meu hotel encheram-se de gente a cantar e de automóveis a buzinar. Dentro do hotel, uma mulher líbia transportando uma criança aproximou-se de mim e perguntou-me por que lhes estão a fazer isto?

Quaisquer que fossem os objectivos militares do ataque (e eu e muitos outros questionamos a utilidade militar de semelhantes ataques) permanece o facto de que este ataque aéreo foi lançado contra uma grande cidade repleta de centenas de milhares de civis.
 
A NATO é máquina de destruir sem escrúpulos

Reflecti também se algum dos políticos que autorizou este ataque aéreo alguma vez se encontrou do lado errado de munições de urânio empobrecido guiadas a laser. Teriam alguma vez presenciado os danos horríveis que estas armas provocam numa cidade e nos seus habitantes? Pode suceder que, se alguma vez tivessem estado numa cidade sob ataque aéreo, se tivessem sentido o impacto destas bombas, se tivessem visto a devastação causada não estivessem tão dispostos a autorizar um ataque contra a população civil.

(...) No dia anterior, numa iniciativa de mulheres em Tripoli, uma mulher aproximou-se de mim de lágrimas nos olhos: a mãe está em Benghazi e ela não pode voltar para saber se a mãe está ou não bem. As pessoas do oriente e do ocidente do país viviam em comum, amavam-se, casavam entre si. Agora, em consequência da “intervenção humanitária” da OTAN, geraram-se e endurecem divisões artificiais. 
 
Racismo bárbaro dos "rebeldes" lincha negros líbios

Horrorizou-me saber que os aliados da OTAN na Líbia (os “Rebeldes”) têm linchado e massacrado os seus compatriotas de pele mais escura, depois da imprensa dos EUA ter identificado os Negros Líbios como “mercenários negros”. Digam-me agora, por favor: vão expulsar os negros de África? Informações da imprensa sugerem que os americanos ficaram “surpreendidos” por encontrar pessoas de pele escura em África. O que é que isto nos diz acerca desta gente?
O triste facto, entretanto, é que são os próprios líbios que têm sido insultados, aterrorizados, linchados, assassinados, em consequência das informações que hiper-sensacionalizaram esta grosseira ignorância. Quem é que vai ser responsabilizado pelas vidas perdidas no frenesim sanguinário desencadeado por estas mentiras?

 
Porquê?

E isto traz-me de regresso à pergunta que a mulher me colocou: porque está isto a acontecer? Honestamente, não pude dar-lhe a resposta educada e razoável que ela esperava. Do meu ponto de vista, todo o público internacional se debate com essa questão “Porquê?”.
O que sabemos e está muito claro é isto: aquilo a que eu assisti na noite passada não é uma “intervenção humanitária”.
Muitos alimentam a suspeita de que a questão é a quantidade de petróleo existente no subsolo líbio. Podem chamar-me céptica, mas dá que pensar como é que forças combinadas de terra, mar e ar da OTAN e dos EUA, custando milhares de milhões de dólares, são mobilizados contra um relativamente pequeno país do Norte de África e se supõe que todos fiquemos convencidos de que se trata de defender a democracia.

 
Bombardeamentos humanitários?

O que eu vi nas longas filas de espera para obter combustível não é “intervenção humanitária”. A recusa em autorizar fornecimento de medicamentos para os hospitais não é “intervenção humanitária”. O que é mais triste e que sou incapaz de dar uma explicação plausível do porquê às pessoas agora aterrorizadas pelas bombas da OTAN, mas é claramente evidente que a OTAN excedeu o seu mandato, mentiu acerca das suas intenções, é responsável por assassínios extra-judiciais, tudo em nome da “intervenção humanitária”.
 

Onde está o Congresso quando o Presidente excede as suas competências no desencadear da guerra? Onde está a “consciência do Congresso”?
 
É isto o imperialismo

(...)A gente de todo o mundo precisa de que nos levantemos e falemos, em seu nome e no nosso, porque a Venezuela e o Irão também estão sob ameaça. 
 
Os líbios não precisam dos helicópteros bombardeiros da OTAN, nem de bombas inteligentes, mísseis de cruzeiro ou bombas de urânio empobrecido para resolver os seus problemas internos. A “intervenção humanitária” da OTAN tem que ser denunciada pelo que realmente é à luz crua da verdade.

Enquanto anoitece sobre Tripoli tenho, juntamente com a população civil, de me preparar para mais “intervencionismo humanitário” da OTAN.
 

Parem de bombardear África e os pobres de todo o mundo!


Nota:
Creio que falta acrescentar às explicações, de actos tão vergonhosos, o facto dos EUA terem concluído após a Grande Guerra que o capitalismo pode tirar grandes proveitos das guerras e das indústrias que as servem. A actual crise do capitalismo, a derrota da URSS, permitiu o regresso ao liberalismo e o acentuar das desigualdades, com os poderosos cada vez mais poderosos e os pobres cada vez mais pobres. Assim, o poder económico dirige os políticos da direita como seus empregados fieis. O capitalismo, para servir o seu Deus Lucro, não olha a meios. Aos poucos criou as leis e os sistemas que impedem as alternativas e, como disse o escritor Gore Vidal caracterizando os EUA: é um sistema de um só partido com duas alas de direita. Os sociais democratas e conservadores, em constante alternância.

* Os subtítulos são da minha responsabilidade.

20 de junho de 2011

CONSELHO PORTUGUÊS PARA A PAZ E COOPERAÇÃO

Líbia
Fazer a paz
Defender os povos

O CONSELHO PORTUGUÊS PARA A PAZ E COOPERAÇÃO emitiu dia 14 um comunicado em que relembra os acontecimentos que estão a matar milhares de pessoas e a destruir um país, por sinal o de maior índice de desenvolvimento humano de toda a África, condena vivamente o assassinato de civis por qualquer das partes em conflito, reitera o repúdio pela intervenção da NATO, responsável pela destruição maciça de vidas e bens e exige que seja respeitada a vontade e soberania do povo líbio.

No comunicado refere que a 17 de Março foi "aprovada, com a abstenção da Rússia, China, Alemanha, Índia e Brasil", a Resolução 1973 de exigência de um cessar fogo e diálogo entre as partes e estabelecimento de interdição de voos excepto para benefício da população.

(...)"A 19, à noite, EUA, Reino Unido e França atacam a Libia. Desde aí, alvos militares e civis têm sido atacados pela NATO, que entretanto assumiu o comando das operações.

Refere o comunicado que a intervenção bélica contra a Libia, "É uma guerra de grandes potências importadoras e exploradoras de petróleo, com passado e actual pendor colonialista, contra um país não alinhado e dotado de grandes reservas energéticas".

"Não é uma guerra pela defesa dos cívis líbios, mas sim a favor de grandes interesses dos EUA, do Reino Unido, da França e da Holanda.
É uma guerra pela apropriação do petroleo e dos importantes fundos soberanos libios aplicados em países Ocidentais".

"Uma guerra arrasta sempre morte e sofrimento para as populações. Se a preocupação fosse salvaguardar as populações, teriam sido consideradas as reiteradas iniciativas de diálogo e negociação, intermediadas pela União Sul Africana, Rússia e de países da América Latina, aliás propostas ou aceites por Kahdafi em nome do regime líbio".
   
O comunicado mostra ainda que "Esta intervenção armada na Líbia é ilegal e ilegítima" e ainda que "a actuação do chamado “Grupo de Contacto da Líbia”, constituída pelos agressores, e que além de usurpar poderes que só os Órgãos da ONU têm, vai além do mandato que se poderá inferir da Resolução 1973: a mesma não prevê a queda do regime, nem prevê o bombardeamento de infra-estruturas civis, nem a tomada de posição e apoio a uma das partes em conflito".
 
Refere-se ainda que a "agressão dos EUA/NATO/UE à Líbia, além de ser o principal obstáculo à paz neste país, é um ataque ao Direito Internacional. É mais uma grosseira agressão aos povos que seguem uma via de autodeterminação e buscam melhores condições de vida".

O comunicado termina com a denuncia "como indigna a posição do Governo Português que, demitindo-se de facto da responsabilidade que assumiu como presidente do Comité de Sanções à Líbia, para  prestar apoio político (se não mesmo logístico) a mais uma guerra de rapina - contrariando os princípios constitucionais da República Portuguesa".

O comunicado pode ser visto na íntegra clicando aqui

19 de junho de 2011

As várias formas da Luta de Classes (2)

Mário Soares o iniciador da venda de Portugal ao capital sem pátria
 
"Dentro de cinco anos, Portugal será um País completamente diferente e melhor para todos", (...) tudo o que é obsoleto na nossa indústria e agricultura terá de desaparecer, para dar lugar ao que é novo e dinâmico". 
dizia Mário Soares nos jornais portugueses de 30 de Março de 1985!
 
Os que acreditaram em Mário Soares são os que acreditaram em Sócrates e ainda acreditam em Passos Coelho e Portas.

Portugal e o povo é que sofre com tantos ingénuos.

As várias formas da Luta de Classes

A laicidade de Mário Soares e a conspiração contra o 25 de Abril


A propósito das recentes declarações de Mário Soares, reproduzo parte do artigo de opinião de José Casanova, no Avante, para recordar o que que já se sabia mas, ainda há pouco tempo, o PS e a direita desmentia.


"Ao cognome de pai da política de direita, Mário Soares junta um rol infindável de epítetos da mesma família.


E o facto de, sendo ele o maior inimigo da democracia de Abril, lograr fazer-se passar por «pai da democracia», faz com que lhe assente como uma luva o título de rei dos embusteiros.
Curiosamente, à medida que a idade lhe vai pesando – e à semelhança do criminoso que volta ao local do crime para apreciar a obra feita - ele desdobra-se em revelações sobre as suas actividades ocultas, desnudando-se e expondo as vergonhas, das quais, babado, se orgulha.


Disse ele, há dias, relembrando a concentração de 19 de Julho de 1975: «Conspirei activamente com D. António Ribeiro». E explicou: «todos os párocos disseram nas igrejas que seria bom que os católicos se juntassem na Fonte Luminosa contra o PCP». 


Esta revelação, do aproveitamento da Igreja para explorar os preconceitos anticomunistas, que se vem desenvolvendo há séculos, para impedir a libertação dos explorados, curiosamente, ao contrário do que foi o inicial papel da igreja na libertação dos escravos, mostra como ainda hoje a direita se serve da Igreja, para influênciar o voto contra os comunistas, e contra todos os democratas, que querem uma sociedade sem exploradores e sem explorados.


Ainda hoje a Igreja tem um papel de grande influência política como pude presenciar nos eleitores que vinham com instruções para se votar nas seinhas viradas para o céu. (ver post do dia 5 de junho).




No livro de Alvaro Cunhal, "A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril" (a contra-revolução confessa-se), prova muitas das imensas mentiras que continuam a enganar os mais crédulos.


José Casanova refere ainda os encontros semanais  de Mário Soares com a CIA através do seu chefe Carlucci, que Mário Soares, sem vergonha, agora confessou serem de mais de uma vez por semana, tal como os de Otelo com esse mesmo Carlucci, chefe da CIA, para "jogar ténis", como escreveu Samuel.

17 de junho de 2011

Bombardeamentos humanitários

NATO ataca hotel enquanto governo líbio faz oferta de paz
(ver notícias da imprensa de ontemhttp://www.publico.pt/Mundo/filho-de-khadafi-propoe-eleicoes-na-libia-e-admite-saida-do-pai_1498979 )
Representantes do governo e da oposição líbia reuniram-se ontem para debater a crise, revelou Mijail Marguelov, diplomata enviado ao país pelo presidente russo Dmitry Medvedev. Em entrevista, Saif al-Islam Kadhafi, filho do líder líbio, assegurou que o governo aceitaria eleições num prazo de três meses ou até o final de 2011. No entanto, os rebeldes e autoridades norte-americanas declararam que não vão aceitar o pleito eleitoral proposto.


Enquanto isso, a NATO fez 44 missões de ataque a Tripoli e correspondentes estrangeiros afirmam que um dos locais destruídos foi o Hotel Wanzirik, situado no centro da capital, próximo ao complexo de Bab al-Aziziya, local onde Kadafi costumava ficar. Afirmam ainda que o bombardeamento atingiu pelo menos 12 civis.



16 de junho de 2011

O mundo que urge transformar

Perguntas:

  • Onde param os milhares de biliões de dólares produzidos pela rotativa do FED (Banco Central dos EUA) ?
  • Se a quase totalidade dos países têm enormes dívidas, EUA a maior (14,3 biliões de dólares) a quem devem todos estes países?
  • Se cada americano nasce a dever mais de 143.000 dólares, deve a quem?
  • Se cada português como qualquer cidadão dos países capitalistas quando nasce já deve dezenas de milhar de euros, a quem deve esse dinheiro?
  • O dinheiro (papel), produzido por todos os Bancos Centrais de cada país, (muitos triliões) que não consigo calcular, onde está?
  • Entretanto milhares de milhões de pessoas no mundo vivem abaixo do limiar da pobreza. Porquê?

15 de junho de 2011

Bombardeamento humanitário?

Depois de ter editado o post abaixo, vi esta notícia no Jornal Público:
"...Dentro da Aliança Atlântiva há opiniões divergentes e dúvidas sobre a capacidade de a NATO manter uma operação de longa duração na Líbia. "Estamos a fazer esta operação com todos os meios que temos disponíveis... Se se prolongar, esses meios vão tornar-se [insuficientes]", disse o general Stephane Abrial..." 


Genocídio?

A NATO comandada pelos EUA, França e Inglaterra bombardeiam diariamente, há quatro meses, as principais cidades Líbias. Utilizam todas as espécies de bombas, misseis, aviões teleguiados, helicópteros.  São já muitos milhares de bombas e mísseis cada um capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estrutura de água, esgoto, gás e luz estão sèriamente danificados.
As bombas usadas contem DU (Uranio depletado) tempo de vida 3 biliões de anos (causa cancro e deformações genéticas). Armas ainda mais evoluídas que as usadas no Vietname.
Metade das crianças líbias estão traumatizadas, física e psicológicamente por causa das explosões.
Com o bloqueio marítimo e aéreo da NATO, com o bombardeamento de fábricas de produtos hospitalares, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos.
A água está imprópria para consumo em grande parte do país. 
Cerca de 150.000 pessoas por dia, deixam o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. 


Muitas vão para o deserto sem abrigo, sem água e sem comida.Mesmo que o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver. A população da Líbia era de 6,5 milhões de habitantes.

As pessoas viviam bem e o país era o de melhor nível de vida de toda a África. As pessoas não fugiam. Pelo contrário muitos naturais de outros países se deslocavam para a Líbia, para estudar e trabalhar. Quais foram as causas de um ódio tão violento? Os ódios começaram em 1969, quando o Conselho Revolucionário do Comando da República Árabe Líbia tomou a decisão de retirar do seu território todas as bases militares estrangeiras. Nessa altura os interesses dos EUA e da Grã-Bretanha sofreram um grande revés. A partir de então foram várias as tentativas para colonizar a Líbia.
    
Não podemos acreditar no que dizem os órgão de comunicação controlados pelos interesses que têm apoiado a rapina do petróleo dos países árabes.
Há muitos artigos e dados independentes, na Internet, que devem ser consultados.
A Constituição da República Portuguesa defende a resolução negociada dos conflitos. Esta guerra atinge as proporções de genocídio de uma população que vivia pacificamente e com boa qualidade de vida. 
Não devemos ficar indiferentes.


O que mais me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons
Martin Luther King


14 de junho de 2011

25 de Abril continua a ser traído

A NATO quer e o "governo" obedece


O governo PS ainda em gestão, submisso às potências estrangeiras, aceitou a instalação em Portugal do “comando operacional”, da Força Marítima de Reacção Rápida ‘Strikfornato’ da NATO. Mais uma violação da Constituição da República Portuguesa, que expressamente afirma a igualdade entre os Estados, a solução pacífica dos conflitos internacionais, a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados, a cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade e ainda "preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos".




A pouca vergonha é tal que Mário Soares relembrou há dias as conversas com o seu grande amigo, chefe da CIA, Frank Carlucci, a sua traição ao 25 de Abril, preparada em encontros semanais na Embaixada dos EUA e nos jogos de ténis entre Carlucci e Otelo. Hoje os traidores sentem-se tão àvontade que se orgulham de ter conspirado, até com a Igreja e com o D. António Ribeiro, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, para que este desse instruções aos sacerdotes para dizerem nas missas o que deviam fazer para, alterar o rumo do 25 de Abril, rumo esse agora tão bem conhecido de todos nós. Submissão total aos grandes interesses económicos e militares dos EUA.


Ainda hoje, mais ou menos elaborados, esses métodos são usados para condicionar o voto dos eleitores nesta falsa democracia.


É caso para dizer que, da missa não sabemos nem a metade. Quais as condições e as consequências deste “comando operacional” para o nosso país?
Os jornais, silenciam, deixando que os portugueses tenham que aceitar factos consumados.

Crises

Há Crise e Crises
Os dados hoje divulgados pelo INE mostram que, apesar da crise, o maior aumento da procura verificou-se nos hotéis de cinco estrelas, tendo o número de dormidas disparado 40,5% em Abril, face a igual mês de 2010. O mesmo sucedeu nos apartamentos de luxo, onde a procura disparou 92,8%.

Em sentido inverso, os estabelecimentos de classe mais baixa (Estalagens, móteis e pensões) registaram uma queda de 8,1% nesse mês.

9 de junho de 2011

Submissão cobarde

Diz a RTP

Marcelo Rebelo de Sousa admite que acordo com a `troika` pode implicar revisão constitucional


Porque não diz Marcelo e os vendidos ao capital estrangeiro que:

Cumprimento da Constituição Portuguesa pode implicar revisão do acordo com a troika?

é a total inversão de valores. Ao que chegámos...

8 de junho de 2011

As eleições e quem vai pagar a crise

Para enfrentar o que aí vem, o PCP alerta e apela à organização


O Comité Central do PCP apreciou os resultados das eleições e através de um Comunicado, reafirmou a sua determinação de lutar contra as medidas impostas pela troika. 

Na análise foi referida "a descarada mistificação que a corte de analistas e comentadores ao serviço do grande capital" que tem vindo a envenenar a opinião pública quer antes quer depois das eleições, "procurando assim desvalorizar o resultado da CDU".


Eleições não são cheque em branco

O Comité Central do PCP denunciou a abusiva interpretação dos resultados eleitorais como uma aceitação pelo eleitorado das medidas impostas pela troika. Salienta que esta manobra não tem cabimento pois sempre esconderam o acordo que fizeram com o FMI e UE. Os portugueses não puderam votar uma coisa que foi escondida. E foi escondida justamente porque se o povo a conhecesse os resultados seriam outros.


Presidente da República de alguns portugueses

O Comunicado informa que "o Comité Central do PCP sublinha e condena com particular veemência a atitude e declarações do Presidente da República, na véspera e no dia das eleições", que mascarou a realidade quer das soluções políticas como das próprias eleições que foram apresentados como eleições para a escolha de Primeiro Ministro e governo e ainda por cima para aplicarem o Programa da Troika. 


Aumentar as desigualdades?

O CC do PCP alertou para os "tempos difíceis esperam os trabalhadores, o povo e o país. Sobretudo porque a intenção da política de direita... é a de carregar mais e mais sobre as condições de vida dos portugueses à custa das benesses e apoios destinados aos grupos económicos e ao capital financeiro". 


Reafirmou ainda "a  determinação do PCP" para o apoio à luta pela "defesa dos direitos e o emprego, valorizar salários e pensões de reforma, apoiar os pequenos e médios agricultores e empresários, fazer pagar à banca, aos grupos económicos e às grandes fortunas o preço pela crise que eles próprios criaram"


Golpe constitucional, cuidado!

Alerta ainda o PCP para as tentativas de desrespeito da Constituição da República, e possivelmente de prepararem "um verdadeiro golpe constitucional".


O PCP recorda que a ser aplicado o acordo da troika, verificar-se-á  "uma regressão sem precedentes nas condições de vida do povo", para transferir para os Bancos "12 mil milhões de euros, para lá dos 35 mil milhões de euros de garantias do Estado para a banca... remetendo para o erário público prejuízos que podem atingir mais de cinco mil milhões de euros depois de mais de dois mil milhões de euros de dinheiro público enterrado no BPN e BPP". A ser aplicado este programa será agravado "o desemprego nos próximos anos que poderá atingir mais de um milhão de trabalhadores" e a recessão económica o que tornarão mais difícil o pagamento da dívida. 


Renegociação da dívida.

O PCP, insite na proposta feita em 5 de Abril, da renegociação da dívida pública externa portuguesa e afirma que apresentará na Assembleia da República uma proposta nesse sentido. Reafirma também que as propostas de alternativa que apresentou e que foram silenciadas, nomeadamente a acção “Portugal a produzir”, continua a ser a mais sólida e consequente proposta para tirar o país do rumo de definhamento e retrocesso e continuará a bater-se pela concretização de um vasto conjunto de medidas e políticas, nomeadamente por um forte  investimento público, pelo accionamento de cláusulas de excepção que salvaguardem o aparelho produtivo e as MPME's e pelo controlo e diminuição dos custos dos factores de produção.


Esclarecer, mobilizar, organizar, resistir

Por isso, o comunicado diz "Os tempos que se avizinham exigem um PCP mais forte, dinamizador da resistência e luta contra a política de direita e por uma política patriótica e de esquerda".


O Comité Central termina o comunicado salientando a importância da organização, como mais uma vez foi evidenciado nas lutas de massas e na acção eleitoral e aponta a necessidade de prosseguir a concretização da acção “Avante por um  PCP mais forte” e da realização da Festa do “Avante!” a 2, 3, e 4 de Setembro.

7 de junho de 2011

Guerra na Líbia (2)

Na continuação do post anterior...
O Jornal Público disfarçadamente responde à pergunta!

De acordo com o Jornal Público de hoje:

No sábado, Serguei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, declarou que a NATO estava a "derrapar para uma operação terrestre" na Líbia, que seria "deplorável" depois da primeira intervenção de helicópteros de combate britânicos e franceses.

Em Março, a Rússia absteve-se de votar a resolução 1973 da ONU que autoriza ataques internacionais na Líbia.

Além do emissário russo, diplomatas chineses aterraram hoje em Bengasi também para se reunirem com a direcção política da rebelião – o CNT.

Informa ainda o Público que Kadafi, numa mensagem de áudio transmitida pela televisão estatal, garantiu que não abandonará o país e deixou um apelo "Só temos uma escolha: ficaremos na nossa terra, vivos ou mortos". Perante os ataques da NATO na capital, Trípoli, adiantou: "Apesar dos bombardeamentos, não nos submeteremos". Disse ainda: "Nunca poderão vencer um povo armado".


Talvez seja esta a resposta à pergunta que fiz no post anterior. (ver aqui).
Se é esta compreende-se porque é que os jornais não falam disso. Pretendem continuar a enganar os leitores com "a justa luta em defesa das populações" que a NATO e os países invasores estão a travar para se apoderarem do petróleo líbio.

Guerra na Líbia

05/06/2011 12h14 - Notícia de Globo Atualizado em 05/06/2011 12h20
Com helicópteros, Otan continua bombardeios à capital da Líbia
Emissário russo deve chegar ao país na segunda para negociar.
Revolta contra o regime Kadhafi já deixou mais de 10 mil mortos, diz ONU.


Com este cabeçalho começa uma notícia do Jornal Globo que passo a comentar.
Quase não se fala da Líbia, mas a guerra, os bombardeamentos, e a destruição em nome da defesa das populações, continua a matar indiscriminadamente. Diz o lead da notícia:

A capital da Líbia, Trípoli, continua sendo alvo de ataques aéreos da OTAN no sábado (4) e no domingo (5), com o início das ações de helicópteros de combate britânicos e franceses, enquanto se espera a chegada de um emissário russo no país na noite de segunda-feira.

Helicópteros britânicos Apache, que foram usados pela primeira vez na noite de sexta-feira, executaram no sábado um novo ataque perto de Brega, posição mais ao leste das forças pró-Kadhafi, e destruíram lança-foguetes, informou neste domingo o ministerio de Defesa britânico.

Em paralelo, aviões de combate Tornado do Exército britânico participaram de um "grande ataque", da Otan contra um depósito de misseis antiaéreos em Trípoli, segundo o ministério.





Por aqui se vê a extensão de uma guerra que envolve, para além dos revoltosos, a Nato com meios bastante poderosos. São quase quatro meses de bombardeamentos diários e do mais variado apoio militar aos revoltosos. 

Continua a notícia "Na noite de sexta-feira, helicópteros de combate franceses e britânicos entraram pela primeira vez em ação... Helicópteros Apache atacaram a instalação de um radar e um posto de controle militar perto de Brega. Ao mesmo tempo, helicópteros franceses Tigre e Gazelle destruíram "dezenas de alvos, inclusive um comboio de veículos militares", informou o Exército francês...

No plano diplomático, a rebelião se fortaleceu com a visita do secretário britânico de Relações Exteriores, William Hague, a Benghazi, reduto dos insurgentes no leste do país, no sábado.

Desde o início da rebelião, em meados de fevereiro, a repressão do movimento provocou entre 10 mil e 15 mil mortes e obrigou a fuga de 890 mil pessoas, segundo dados da ONU.




Em 22 de Abril a RTP informou que "O Secretário de Estado, (EUA) Robert Gates, anunciou que os Estados Unidos vão enviar para a Líbia drones (aviões não tripulados) armados, para combater ao lado das forças da coligação internacional e atacar os apoiantes de Kadhafi. Os americanos argumentam que os aviões não tripulados vão dar maior “capacidade de precisão” ao seu ataque, evitando vítimas civis.

O almirante Mike Mullen chegou mesmo a afirmar que os ataques aéreos da coligação têm contribuído para reduzir em 30 ou 40 por cento as forças de Kadhafi, mas admitiu que o conflito está a chegar a um beco sem saída.

“O presidente Obama disse que estes (drones Predator) têm capacidades únicas, que está disposto a usar”, afirmou Robert Gates, colocando-os à disposição da NATO".


Há coisas que escapam à minha inteligência. Como é que revoltosos com o apoio generalizado das populações, dos militares que também são povo, e de meios tão poderosos como os da NATO, França e Inglaterra, aviões Predator dos EUA, durante quatro meses ainda não controlam o país?
Onde é que Kadafi vai buscar as forças?


6 de junho de 2011

Economia



Ver também http://c-de.blogspot.com/p/conversas.html

Reflexão (3)

A setinha

É legítimo querermos sempre melhor. Mas, o resultado da CDU, foi um bom resultado. Subida em percentagem e em deputados. Sinal de que muitos adquirem consciência, e por isso, a CDU está mais forte, em número e em qualidade. Votar PS ou PSD é fácil, são os mais poderosos e todos gostam que o seu clube ganhe, ou de seguir o conselho dos senhores importantes da terra e, por isso, cada inconsciente vota na seta apontada para o céu como diziam hoje as pessoas na aldeia onde estive: "O que o senhor Padre e o senhor Presidente da Junta disseram era para pôr a cruzinha no quadradinho ao lado da setinha a apontar p'ró céu". Alguns diziam também que "Só tinham pena era de, no papel, não haver caras para saberem em quem votavam", perante o boletim que lhes entregavam com tantas letras e desenhos. Muitos, depois de mirarem e remirarem o papel na câmara de voto, voltavam à mesa e perguntavam, perplexos: "onde está a setinha a apontar para o céu?". 
Eles não têm culpa. Têm-na os que beneficiam com a manutenção do povo na ignorância. "Não percebo nada disto. Isto da política é para os políticos, eu sei lá onde hei-de pôr a cruz". Muitos boletins de voto apareceram em branco por falta de "aconselhamento". Muitos outros apareceram com cruzes em todos os partidos pois "todos merecem, coitados". Uma senhora idosa, espreita para a câmara do lado e diz "ó vizinho diga-me lá onde ponho a cruz" perante o protesto do delegado, o vizinho responde "eu não sei para mim quanto mais para ensinar".
Na CDU, não é qualquer um que vota. Mas, os que votam, sabem o que fazem.

4 de junho de 2011

Reflexão (2)

Em dia de reflexão recordo as reflexões anteriores (clicar aqui) (e aqui) e apenas digo:

Quem cala, consente!

Depois não te queixes dizendo que estás arrependido!

3 de junho de 2011

Porquê votar na CDU?

São muitas as razões para votar CDU. Podem ser vistas em http://www.cdu.pt


Não esquecer quem nos levou ao desastre


Mais que acreditar em promessas, os eleitores devem fazer uma análise do que tem sido a política dos partidos que nos têm governado. PS, PSD e CDS/PP.


E a CDU? Que tem feito?


A CDU - PCP PEV nunca esteve no Governo mas tem um trabalho de grande mérito nas autarquias. 
O PCP é o partido que mais defende os trabalhadores. Com a CDU está o PCP, está o Partido Ecologista "Os Verdes", está a Intervenção Democrática, ID, estão milhares de independentes, de jovens, de técnicos, de intelectuais, todos trabalhadores honestos e competentes, em quem se pode confiar.


Os eleitos da CDU não são corruptos, não roubam as autarquias e o Estado, o dinheiro dos cidadãos, não fazem negócios criminosos.


Na Assembleia da República, a CDU tem feito propostas de criminalização do enriquecimento ilícito e dos corruptos, que os partidos da direita, não querem aceitar.


A política patriótica e de esquerda que a CDU defende tem como linhas principais as seguintes:



O verdadeiro caminho do combate à pobreza passa pela construção de uma sociedade mais justa e solidária, com o aumento da produção e riqueza criada no nosso País e uma mais justa distribuíção. O Estado tem que assumir as suas obrigações constitucionais.


Pôr portugal a produzir


Portugal precisa de uma política que promova a produção nacional, que aposte na pesca, na agricultura e na reindustrialização do país que perdeu, muita da sua indústria transformadora. A substituição das importações por produção nacional, o que, com o aumento do poder de compra dos trabalhadores e do povo, combate o desemprego. 
A CDU luta contra a precariedade e os falsos recibos verdes, por aprofundar as funções sociais do Estado, alargar e melhorar a protecção no desemprego, combater a precariedade e trabalho clandestino. 


Distribuir melhor a riqueza nacional


Estas medidas e ainda o justo aumento do salário mínimo nacional para os 500 euros e para, pelo menos, 600 euros até 2013, assim como das pensões e reformas mais baixas e a reposição do abono de família, promovem paralelamente a dinamização do mercado interno nacional.



- Encerramento da Campanha Eleitoral

Reflexão

Votar é um direito conquistado, mas é também uma responsabilidade social

Com o nosso voto, pouco que seja, influenciamos a política que se seguirá com os políticos que forem eleitos.
Votamos livremente de acordo com a nossa consciência. Contudo, bem ou mal a nossa consciência é um produto da sociedade em que vivemos. Da correcta ou incorrecta influência da família, dos amigos e colegas, da escola, dos camaradas de trabalho, dos jornais que lemos, da televisão que vimos, da publicidade que nos assola todas as horas, enfim de todo o ambiente que vivemos, na cidade, no bairro, na aldeia, nas colectividades e actividades que frequentamos. Esse ambiente é normalmente "conservador" pois procura "ensinar" aos mais novos, aquilo que cada um já tinha aprendido com os mais velhos.

...o mundo avança como bola colorida...

Contudo, a sociedade evolui. Não é conservadora porque o Homem aprende com os erros e deseja sempre fazer melhor. Já dizia o poema de Gedeão "o sonho comanda a vida, sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. ...". São os jovens quem mais sonha, quem mais  ambiciona um mundo melhor, um mundo mais justo sem o egoísmo de homens que exploram outros homens e os mantêm na ignorância.
São os que sonham, os que pensam, os que reflectindo, conseguem tirar ensinamentos da realidade, que ousam dizer e mostram que o mundo pode ser diferente. São poucos, é certo, como poucos foram os que mudaram o mundo com as suas descobertas e os seus estudos. Mas quando esses poucos acertam no que  dizem, arrastam multidões e mudam as consciências anestesiadas.


Um dia, mais cedo que tarde...

Retomando ao fio da meada, falava eu de votos, da possibilidade, e da responsabilidade de cada um de nós despertar a sua consciência e de acrescentar a essa consciência - do mundo injusto em que vivemos -  o sonho, a aposta na capacidade de o transformar. Então, um dia, tão cedo quanto a soma dessas consciências o permitir, o povo, os trabalhadores organizados decidirão mudar a política e aprenderão a tomar nas suas mãos o destino da sociedade onde vive.

O povo é quem mais ordena...

Cada acto eleitoral, cada votação, pode ser um passo na direcção de uma política nova, melhor, mais justa que defenda os trabalhadores e o povo, permitindo-lhe a participação nos destinos da sociedade. Teremos uma verdadeira democracia o que alguns denominam por democracia directa. 
Então poderemos, com propriedade, dizer: "O povo é quem mais ordena".

A grande maioria da população sabe que esta política afunda o país. Que pagamos uma crise que não criámos e dívidas que não contraímos. Que a crise não é para todos. Que o aumento do desemprego, conduz ao aumento da pobreza e da maior injustiça social. Que enquanto fecham empresas os bancos aumentam os lucros. E sabe que muitos dos políticos dos banqueiros e dos grandes capitalistas são corruptos e roubam o nosso dinheiro. 
Mas a maioria da população não acredita que seja possível mudar. Ou, mesmo que acredite na mudança não sabe quem fala verdade, depois de tantos anos a ouvir mentiras dos que nos governam.  


Mas... É possível mudar!

PS, PSD e CDS têm interesses e políticas quase iguais. Há 35 anos que governam o país e os resultados estão à vista. 
Precisamos de outra política. 
Precisamos de apoiar as empresas que produzem. Precisamos de apoiar a agricultura, as pescas, as industrias, o pequeno comércio e serviços. Precisamos de criar mais empregos. Desenvolver Portugal sem interferências dos interesses do capital financeiro estrangeiro.
Só assim poderemos defender os trabalhadores, com salários justos, com trabalho não precário, com direitos.

Qual a escolha mais acertada?

A responsabilidade da escolha, para encetar um caminho de mudança, cabe a cada um de nós. É natural que essa reflexão seja mais acertada se procurarmos quem defende os interesses dos trabalhadores e do povo em geral. Os que lá estão há 35 anos já deram provas que não defendem esses interesses. Isto é claro para a grande maioria dos eleitores que se recusam a votar. No entanto os que não votam por estarem desiludidos com esta política deveriam reflectir e concluir que, não votando, estão a, mais uma vez, a deixar que tudo fique na mesma. Lembremo-nos de Martin Luther King:


"O que mais me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".


Uma política patriótica e de esquerda


Precisamos de votar em quem defenda os trabalhadores, o desenvolvimento do país e não se submeta aos interesses dos grandes grupos estrangeiros ou banqueiros. Precisamos de uma política patriótica e de esquerda. A melhor solução é reforçar a CDU para que, na Assembleia da República, tenha mais força para defender o povo os trabalhadores e Portugal, e não deixar que os mesmos continuem a sacrificar quem trabalha.