6 de junho de 2011

Economia



Ver também http://c-de.blogspot.com/p/conversas.html

Reflexão (3)

A setinha

É legítimo querermos sempre melhor. Mas, o resultado da CDU, foi um bom resultado. Subida em percentagem e em deputados. Sinal de que muitos adquirem consciência, e por isso, a CDU está mais forte, em número e em qualidade. Votar PS ou PSD é fácil, são os mais poderosos e todos gostam que o seu clube ganhe, ou de seguir o conselho dos senhores importantes da terra e, por isso, cada inconsciente vota na seta apontada para o céu como diziam hoje as pessoas na aldeia onde estive: "O que o senhor Padre e o senhor Presidente da Junta disseram era para pôr a cruzinha no quadradinho ao lado da setinha a apontar p'ró céu". Alguns diziam também que "Só tinham pena era de, no papel, não haver caras para saberem em quem votavam", perante o boletim que lhes entregavam com tantas letras e desenhos. Muitos, depois de mirarem e remirarem o papel na câmara de voto, voltavam à mesa e perguntavam, perplexos: "onde está a setinha a apontar para o céu?". 
Eles não têm culpa. Têm-na os que beneficiam com a manutenção do povo na ignorância. "Não percebo nada disto. Isto da política é para os políticos, eu sei lá onde hei-de pôr a cruz". Muitos boletins de voto apareceram em branco por falta de "aconselhamento". Muitos outros apareceram com cruzes em todos os partidos pois "todos merecem, coitados". Uma senhora idosa, espreita para a câmara do lado e diz "ó vizinho diga-me lá onde ponho a cruz" perante o protesto do delegado, o vizinho responde "eu não sei para mim quanto mais para ensinar".
Na CDU, não é qualquer um que vota. Mas, os que votam, sabem o que fazem.

4 de junho de 2011

Reflexão (2)

Em dia de reflexão recordo as reflexões anteriores (clicar aqui) (e aqui) e apenas digo:

Quem cala, consente!

Depois não te queixes dizendo que estás arrependido!

3 de junho de 2011

Porquê votar na CDU?

São muitas as razões para votar CDU. Podem ser vistas em http://www.cdu.pt


Não esquecer quem nos levou ao desastre


Mais que acreditar em promessas, os eleitores devem fazer uma análise do que tem sido a política dos partidos que nos têm governado. PS, PSD e CDS/PP.


E a CDU? Que tem feito?


A CDU - PCP PEV nunca esteve no Governo mas tem um trabalho de grande mérito nas autarquias. 
O PCP é o partido que mais defende os trabalhadores. Com a CDU está o PCP, está o Partido Ecologista "Os Verdes", está a Intervenção Democrática, ID, estão milhares de independentes, de jovens, de técnicos, de intelectuais, todos trabalhadores honestos e competentes, em quem se pode confiar.


Os eleitos da CDU não são corruptos, não roubam as autarquias e o Estado, o dinheiro dos cidadãos, não fazem negócios criminosos.


Na Assembleia da República, a CDU tem feito propostas de criminalização do enriquecimento ilícito e dos corruptos, que os partidos da direita, não querem aceitar.


A política patriótica e de esquerda que a CDU defende tem como linhas principais as seguintes:



O verdadeiro caminho do combate à pobreza passa pela construção de uma sociedade mais justa e solidária, com o aumento da produção e riqueza criada no nosso País e uma mais justa distribuíção. O Estado tem que assumir as suas obrigações constitucionais.


Pôr portugal a produzir


Portugal precisa de uma política que promova a produção nacional, que aposte na pesca, na agricultura e na reindustrialização do país que perdeu, muita da sua indústria transformadora. A substituição das importações por produção nacional, o que, com o aumento do poder de compra dos trabalhadores e do povo, combate o desemprego. 
A CDU luta contra a precariedade e os falsos recibos verdes, por aprofundar as funções sociais do Estado, alargar e melhorar a protecção no desemprego, combater a precariedade e trabalho clandestino. 


Distribuir melhor a riqueza nacional


Estas medidas e ainda o justo aumento do salário mínimo nacional para os 500 euros e para, pelo menos, 600 euros até 2013, assim como das pensões e reformas mais baixas e a reposição do abono de família, promovem paralelamente a dinamização do mercado interno nacional.



- Encerramento da Campanha Eleitoral

Reflexão

Votar é um direito conquistado, mas é também uma responsabilidade social

Com o nosso voto, pouco que seja, influenciamos a política que se seguirá com os políticos que forem eleitos.
Votamos livremente de acordo com a nossa consciência. Contudo, bem ou mal a nossa consciência é um produto da sociedade em que vivemos. Da correcta ou incorrecta influência da família, dos amigos e colegas, da escola, dos camaradas de trabalho, dos jornais que lemos, da televisão que vimos, da publicidade que nos assola todas as horas, enfim de todo o ambiente que vivemos, na cidade, no bairro, na aldeia, nas colectividades e actividades que frequentamos. Esse ambiente é normalmente "conservador" pois procura "ensinar" aos mais novos, aquilo que cada um já tinha aprendido com os mais velhos.

...o mundo avança como bola colorida...

Contudo, a sociedade evolui. Não é conservadora porque o Homem aprende com os erros e deseja sempre fazer melhor. Já dizia o poema de Gedeão "o sonho comanda a vida, sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. ...". São os jovens quem mais sonha, quem mais  ambiciona um mundo melhor, um mundo mais justo sem o egoísmo de homens que exploram outros homens e os mantêm na ignorância.
São os que sonham, os que pensam, os que reflectindo, conseguem tirar ensinamentos da realidade, que ousam dizer e mostram que o mundo pode ser diferente. São poucos, é certo, como poucos foram os que mudaram o mundo com as suas descobertas e os seus estudos. Mas quando esses poucos acertam no que  dizem, arrastam multidões e mudam as consciências anestesiadas.


Um dia, mais cedo que tarde...

Retomando ao fio da meada, falava eu de votos, da possibilidade, e da responsabilidade de cada um de nós despertar a sua consciência e de acrescentar a essa consciência - do mundo injusto em que vivemos -  o sonho, a aposta na capacidade de o transformar. Então, um dia, tão cedo quanto a soma dessas consciências o permitir, o povo, os trabalhadores organizados decidirão mudar a política e aprenderão a tomar nas suas mãos o destino da sociedade onde vive.

O povo é quem mais ordena...

Cada acto eleitoral, cada votação, pode ser um passo na direcção de uma política nova, melhor, mais justa que defenda os trabalhadores e o povo, permitindo-lhe a participação nos destinos da sociedade. Teremos uma verdadeira democracia o que alguns denominam por democracia directa. 
Então poderemos, com propriedade, dizer: "O povo é quem mais ordena".

A grande maioria da população sabe que esta política afunda o país. Que pagamos uma crise que não criámos e dívidas que não contraímos. Que a crise não é para todos. Que o aumento do desemprego, conduz ao aumento da pobreza e da maior injustiça social. Que enquanto fecham empresas os bancos aumentam os lucros. E sabe que muitos dos políticos dos banqueiros e dos grandes capitalistas são corruptos e roubam o nosso dinheiro. 
Mas a maioria da população não acredita que seja possível mudar. Ou, mesmo que acredite na mudança não sabe quem fala verdade, depois de tantos anos a ouvir mentiras dos que nos governam.  


Mas... É possível mudar!

PS, PSD e CDS têm interesses e políticas quase iguais. Há 35 anos que governam o país e os resultados estão à vista. 
Precisamos de outra política. 
Precisamos de apoiar as empresas que produzem. Precisamos de apoiar a agricultura, as pescas, as industrias, o pequeno comércio e serviços. Precisamos de criar mais empregos. Desenvolver Portugal sem interferências dos interesses do capital financeiro estrangeiro.
Só assim poderemos defender os trabalhadores, com salários justos, com trabalho não precário, com direitos.

Qual a escolha mais acertada?

A responsabilidade da escolha, para encetar um caminho de mudança, cabe a cada um de nós. É natural que essa reflexão seja mais acertada se procurarmos quem defende os interesses dos trabalhadores e do povo em geral. Os que lá estão há 35 anos já deram provas que não defendem esses interesses. Isto é claro para a grande maioria dos eleitores que se recusam a votar. No entanto os que não votam por estarem desiludidos com esta política deveriam reflectir e concluir que, não votando, estão a, mais uma vez, a deixar que tudo fique na mesma. Lembremo-nos de Martin Luther King:


"O que mais me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".


Uma política patriótica e de esquerda


Precisamos de votar em quem defenda os trabalhadores, o desenvolvimento do país e não se submeta aos interesses dos grandes grupos estrangeiros ou banqueiros. Precisamos de uma política patriótica e de esquerda. A melhor solução é reforçar a CDU para que, na Assembleia da República, tenha mais força para defender o povo os trabalhadores e Portugal, e não deixar que os mesmos continuem a sacrificar quem trabalha.

2 de junho de 2011

Dia da Criança

Ontem foi o Dia da Criança


Aqui, neste blog, foi apontado um exemplo do desrespeito pelas crianças e feito um apelo para manifestação contra o desmantelamento do Hospital Dona Estefânia em Lisboa. É um mau exemplo que, apesar do Dia da Criança, prossegue movido por interesses estranhos aos interesses das crianças e pais.


Vi no Blog "As palavras são armas" uma notícia, também a propósito do Dia da Criança, que me deixou indignado. É repugnante mas creio que é preciso que tomemos consciência do que se passa neste mundo dominado pelos interesses económicos de uma classe que, apesar de minoritária, têm o poder de impor as suas vontades. Vejam aqui:
 http://aspalavrassaoarmas.blogspot.com/2011/05/para-quando-o-dia-mundial-dos-monstros.html

1 de junho de 2011

Para "defesa" das populações

Noticias de Actualidades (Fábricas dos conteúdos) http://noticias.portugalmail.pt/categoria/internacional


NATO afunda oito navios do regime pró-Kadhafi
A Aliança Atlântica revelou que os seus aviões e as forças aéreas aliadas afundaram na noite de quinta-feira oito navios da armada líbia. Em comunicado, a NATO revela que a operação teve lugar sobre os portos de Tripoli, Al Khuma e Sirte.

NATO bombardeia de novo complexo residencial de Kadhafi na Líbia
Um complexo residencial do coronel líbio Muammar Kadhafi foi novamente bombardeado esta terça-feira pelas tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) na Líbia, afirmaram testemunhas à agência oficial Jana.

Operações da NATO no Afeganistão continuam após morte de Bin Laden

Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), disse esta segunda-feira que as operações da organização no Afeganistão vão continuar mesmo após a morte de Bin Laden anunciada pelos Estados Unidos, noticia a AFP.


Missão da NATO na Líbia prolongada por mais 90 dias
A NATO anunciou esta quarta-feira que vai prolongar a sua missão na Líbia por mais 90 dias, com o objectivo de "continuar a proteger o povo" líbio, revela o comunicado da organização militar.
Novos ataques da NATO na Líbia provocam 11 mortes
Os mais recentes ataques da Aliança Atlântica (NATO) na Líbia, provocaram, esta segunda-feira, a morte de 11 pessoas, num bombardeamento contra instalações civis e militares em Zliten, a 150 quilómetros a Leste de Tripoli.


Líbia: Veteranos das forças especiais britânicas apoiam
rebeldes e NATO no terreno


Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
5:42 Quarta feira, 1 de Jun de 2011

Londres, 01 jun (Lusa) -- Veteranos das forças especiais britânicas, contratados 
por empresas de segurança privadas, estão em Misrata, na Líbia, para 
aconselharem os rebeldes no terreno e fornecerem informações à NATO, noticiou 
hoje o diário britânico The Guardian.




SIC Notícias

Líbia: Teodoro Obiang condena bombardeamentos da NATO
em nome da União Africana

Madrid, 30 mai (Lusa) -- O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que
atualmente preside à União Africana, condenou hoje o bombardeamento da Líbia
pela NATO e defendeu a criação de uma "força de paz para avaliar as diferenças
que existem entre os líbios".

"A NATO não faz parte do organismo do sistema das Nações Unidas", criticou

Teodoro Obiang, num declaração divulgada hoje em Malabo pela entidade oficial
de informação e imprensa equatoguineense, e citada pela agência espanhola EFE.


Líbia: União Africana apela para fim dos bombardeamentos
da NATO

Addis Abeba, 26 Mai (Lusa) -- A União Africana (UA) apelou hoje para que a NATO
cesse os bombardeamentos na Líbia, anunciou em Addis Abeba o comissário da 
paz e da segurança da organização, Ramtane Lamamra.


TUDO EM NOME DA DEFESA DAS POPULAÇÕES


Martin Luther King

Apelo - Para refletir muito bem!!!

Os injustiçados, os que são vítimas desta política, os desempregados, os precários, todos os que sentem que Portugal não pode continuar assim, 

lembrem-se da célebre frase de Martin Luther King :

"O que mais me preocupa não é o grito dos maus. 
É o silêncio dos bons".

Não fiques em silêncio. Vota!

Pede aos teus amigos que não votem em branco que não se abstenham. Votem para exigir uma nova política, uma política patriótica e de esquerda.

31 de maio de 2011

Itália, a direita e Berlusconi.

Direita de Berlusconi perde em Milão e Nápoles 


A direita italiana liderada por Sílvio Berlusconi perdeu a cidade de Milão, onde a esquerda conquistou 55,12 por cento dos  votos 

Milão, capital económica do país ao fim de 18 anos passou-se para a esquerda. Também em Nápoles a direita foi derrotada. Tudo indica que é o princípio do fim do "reinado" de Silvio Berlusconi".

Há três dias Berlusconi foi duramente criticado por durante a Cimeira do G8 ter-se queixado a Obama por estar a ser perseguido pelos Juizes que são de esquerda. Disse ele: "Apresentamos uma reforma da justiça que é fundamental para nós. Na Itália, temos quase uma ditadura de juízes de esquerda.."

Essa atitude levou a que Daniela Melchiorre, secretária de Estado que integrava o governo de maioria em Itália, tenha anunciado a demissão. 

Daniela Melchiorre, magistrada e também presidente do partido dos liberais-democratas, considerou que a atitude de Sílvio Berlusconi, em "levar a sua estratégia de defesa ao mais alto nível mundial" foi além de todas as marcas. Disse ainda que "Não é aceitável chegar a tal vulgaridade, procurando descredibilizar uma função constitucional diante de uma das mais importantes autoridades do planeta"



A imprensa italiana destacou sobretudo a insistência do primeiro-ministro em abordar Obama, que permaneceu impassível e nada disse durante os dois minutos do aparte.

Pierluigi Bersani, líder do maior partido da oposição, fez piada, dizendo que Berlusconi devia estar pedindo a Obama uma ação militar da NATO contra os juízes.

Já em 15 e 16 de maio, Berlusconi tinha declarado à comunicação social que estava a ser perseguido pelos juízes que ordenaram seu julgamento em três casos de corrupção e um caso, em que ele foi acusado de contratar uma prostituta, menor de idade, marroquina.

Parece que o povo italiano está a reagir à pressão das influências de Berlusconi que manipula a comunicação social em Itália. Temos sempre a aprender com os erros dos outros e com os nossos.

30 de maio de 2011

Demagogias e... conversas da treta

Esconder os nomes das coisas. Ao que chega a demagogia e a burla


Paulo Portas quer apagar, ou desvalorizar a sua ideologia de direita para conquistar os votos da esquerda.
Não se iludam os mais crédulos.

Vejamos o que ele diz:
Portas cita o Presidente Kennedy. “Eu não te pergunto de onde tu vens mas o que queres fazer pelo teu país”, recordou, insistindo na desvalorização das “categorias ideológicas”. 
(Público de 29/05/2011)

Parece uma frase bonita e sábia mas é apenas mais uma embalagem para esconder o conteúdo falso. Porquê?

O dizer: "Eu não te pergunto de onde tu vens" dá a ideia de grande democrata e que aceita todos, mas logo a seguir desmente essa ideia dizendo, que apenas lhe interessa saber: "o que queres fazer pelo teu país”. Esta segunda ideia "o que queres fazer pelo teu país” pode parecer que envolve um desejo de coisa boa, mas será? E que coisa?

É aqui que entra a ideologia escondida que dizia não lhe interessar ou desvalorizar. 

Vejamos:
Se Paulo Portas perguntar a um trabalhador consciente, provavelmente ele dirá que deseja que o país produza e dê trabalho a todos, emprego estável e remunerado de acordo com o trabalho de cada um, e que proporcione educação, cultura e formação acessível a todos, saúde gratuita, segurança social, etc.

Mas se Paulo Portas perguntar aos seus amigos de partido e a quem ele serve, eles dirão que querem um país sem contratos de trabalho, com um mercado de trabalho amplo e bastante desemprego e com os trabalhadores sem direitos para as empresas terem elevados lucros para os seus accionistas. Quanto à Educação é apenas para os seus filhos e não precisa de ser gratuita pois é uma forma de seleccionar bem a sociedade. A Cultura não faz falta se não der dinheiro. A Saúde deve ser entregue a especialistas privados, pois pode ser uma boa fonte de rendimentos.
Se Paulo Portas perguntar aos banqueiros que o apoiam, o que querem fazer pelo seu país, eles começarão por perguntar: Qual país? Hoje estamos num mundo global e não há fronteiras. O que queremos é que se ganhe dinheiro. Como, não interessa. O negócio é tudo. Isso de produzir não é importante. O que dá mais é a engenharia financeira. Por isso queremos que os países tenham, mercados, bolsas activas, que movimentem muitas acções. Comprar e vender petróleo por exemplo. E a saúde e educação? Que haja a necessária para os que a podem pagar.
 
Portanto, sem perguntar de onde se vem, pode bem saber-se de onde é, e para onde quer ir. Se isto não é ideologia, então o que é?
      
Quanto aos partidos:
Poderá o Paulo Portas extinguir o seu partido, ou chamar-lhe fundação ou outro nome, pode até mudar de casa, mas não deixará de ter exactamente as mesmas reuniões, fazer os mesmos planos a mesma política com os seus amigos, banqueiros e empresários e estar bem organizado e apoiado para tentar levar Portugal para mais "à direita" ou para... com o nome da treta que queira arranjar (com a tal política que não quer que tenha nome). Se não quer falar em "direita" e "esquerda", que fale "em cima" e "em baixo", ou nalguma coisa que defina o que ele quer. Mas que não esconda o Sol com a peneira. 
Lá espertalhaço é ele. E fala bem. Tolos são os que ainda vão na cantiga, no canto da sereia, na conversa fiada ou da trampa, nas tretas, no paleio, na vigarice, nas faroladas, na conversa mole, nas balelas ou babuseiras, na chuchadeira e nas patacoadas ou lá o que ele queira chamar à sua conversa para enganar tótós.

29 de maio de 2011

A manipulação da "comunicação social" (3)

A Sic apresenta em grandes parangonas:

CDU cada vez mais distante de PS visita "bastião" de Alpiarça

O que quer dizer, não é o que diz! Isto pode ser lido ao gosto de cada um.

É mais o exemplo de uma informação que não informa. Manipula! Distorce! Este jornalismo não vale nada.


Mais adiante a Sic Notícias diz:

A CDU está hoje em campanha no "bastião" de Alpiarça e em Évora, quando está cada vez mais distante e crítica  do PS, que o secretário-geral comunista diz que "abre a porta" do governo  à direita. 

É só confusão. Pouco se percebe. Parece que, afinal, a distância é relacionada com a abertura que o PS dá à direita. Ou será a de Alpiarça a Évora? Para quem estiver atento, poderá concluir que se trata de um afastamento ideológico, uma vez que foi aqui introduzida a palavra "crítica". Ficamos um pouco mais esclarecidos, ainda que sem qualquer nova informação. 
Contudo, como a notícia sugere, "...cada vez mais distante..." revela um movimento, um afastamento. Como aprendi na escola, há uma relatividade nesta distanciação. Ficamos sem saber quem se afasta de quem ou do quê. Qual o ponto de referência? Enfim, pouco ficamos a saber, excepto que há uma intenção deliberada de não esclarecer e de proporcionar o engano. Esse é o objectivo desta notícia. Conta para a estatística, mas como uma "não notícia".

Reciclar

Não sou cartoonista, mas... 
gostaria de ser!
 
Esta política não serve. Vendo bem, nunca serviu e está fora da garantia que nunca teve.

28 de maio de 2011

Combate à Corrupção

Porque é que os corruptos e sabotadores da economia continuam à solta?

A Lei que continua por aprovar!


Esta reflexão vem a propósito de sondagens e de algumas reportagens que "elevam" políticos corruptos, mentirosos e com falta de ética aos "tops" da escolha dos portugueses.


Se a lei que, desde 2007, o PCP vem apresentando na Assempleia da República para combater os crimes de corrupção, (ver aqui) já tivesse sido aprovada, certamente que a maioria desses políticos estaria na prisão. Mas os "gangs" defendem "a família", infelizmente, com a tolerância dos portugueses.


É sabido que os baixos níveis de formação, e a indulgência para com as práticas da corrupção, fazem os portugueses aceitar, e até fomentar, o clientelismo, as cunhas, as fraudes fiscais, os favores e outras práticas desse tipo. É um fenómeno cultural e social que tem como alibi, vencer as dificuldades da burocracia e promover o desenrascanço.


Esta cultura (ou falta dela) cresceu ao longo dos tempos e, em especial, durante os 48 anos de fascismo salazarista. Inerente a ela é o não uso do direito (e dever) de denúncia e do não exercício de vigilância para esses actos de corrupção. 


Após o 25 de Abril de 74 foi estimulada uma grande participação popular na vida social e política que combateu a corrupção e esses actos de sabotagem da economia. Contudo esse ambiente foi reprimido após 1976. Por isso, abafada a Revolução dos Cravos, foi interrompida a cidadania activa, o que favoreceu este ambiente de falta de ética e de responsabilidade social, que conhecemos. A falta de literacia, e de cultura, da maioria dos portugueses, permite e origina graves problemas sociais e económicos em Portugal.




O papel da Comunicação Social


Os Orgãos de Comunicação Social, para agradar aos gostos das maiorias menos cultas e sem preocupação pela qualidade, para garantir grandes tiragens ou audiências, usam e abusam do sensacionalismo do voyeurismo, do espectáculo sem conteúdo, da exploração dos baixos valores, da falta de ética e dignidade. Preferem distrair as pessoas com a invasão da vida privada, especialmente a dos políticos, em vez de debater as suas ideias e opções. Isto desenvolve uma deficiente cidadania e a incapacidade de compreender e participar na vida política e social do país. Interessa mais à comunicação social discutir pormenores para os quais não é preciso pensar, do que as politicas em causa. 


 
"Se eu pudesse fazia o mesmo"
 
Fica sempre por relacionar a política com os interesses que defendem. Os escândalos e a corrupção com a política defendida. Problemas que causam enormes prejuizos ao país, são apresentadas como jogos-espectáculo, sem qualquer efeito pedagógico ou exemplar. Por vezes os corruptos são apresentados como heróis, os espertos, os desenrrascados que se safaram. Reportagens ouvindo cidadãos destacam afirmações tais como: "ele foi esperto", "eu se pudesse fazia o mesmo", "parvo era ele se não se aproveitasse", "se todos roubam, porque é que ele não havia de roubar". 
É isto que leva os portugueses a eleger os mentirosos, os expertos, os corruptos os que "desviam" o que é de todos, que destroem o país e roubam todos os portugueses.  


Outros textos sobre o assunto:
Projecto de lei
Noticia do JN



27 de maio de 2011

Enganar tótós

Vender a embalagem sem o conteúdo, é o que está a dar!


A estratégia da mentira, do populismo, de dizer frases que nada dizem, mas que parecem muito acertadas, é muito utilizada pelos partidos de direita. Paulo Portas é o exemplo mais carismático. No entanto PS e PSD estão a utilizar esses estratagemas para impressionar as pessoas menos politizadas ou menos críticas. Dizem os propagandistas desses partidos que «mais importante do que ter ideias é saber fazer passar o discurso» falar bem mesmo sem dizer nada. É o que está a dar.


A burla que rende


Isto, para além da exploração da ignorância, é uma burla feita aos eleitores.

Os jornais, a rádio e a televisão, colaboram nesta falta de conteúdo, pois entendem que têm mais audiências e vendem mais se os políticos em vez de debaterem propostas e ideias, insultarem-se já que não é fácil "pô-los à porrada". É isso que o povo gosta, dizem esses "políticos", para assim aparecerem mais vezes na Televisão ou nas notícias e serem muito falados. Não interessa o que se diz, interessa é provocar escândalo. 


São estes políticos que governam o país e o conduzem para o desastre. São eles que ganham as eleições. Quanto mais roubarem, quanto mais fraudes fizerem melhor, mais deles se fala e é neles que o povo tem votado.


A Troika, ou os Três inocentes

Em terra de cegos, quem tem um olho...

Há dias, Paulo Baldaia, Director da TSF, disse maravilhas dos discursos de Paulo Portas e afirmou, «o homem fala, o sábio cala, o tolo discute». A popularidade do Paulo Portas é justamente porque o CDS «tem mostrado muito pouco», apenas com «meia dúzia de máximas» e que «não concretiza muitos dados». 
Segundo este jornalista o eleitorado não gosta de quem apresenta propostas concretas, pois isso obriga a discutir e a pensar. 
O jornalista, comentador Sousa Tavares disse «político que diga toda a verdade, não ganha eleições».
Portanto, dizem estes senhores, é preciso falar "para tótós", porque são a maioria, que elegem o governo. 

26 de maio de 2011

Os Responsáveis

Sempre os mesmos a estragar
e quem tem a culpa?  

1 Mário Soares 1976 / 1978 P S

2 Mário Soares 1978 P S / C D S

3 Nobre da Costa 1978 

4 Mota Pinto 1978 / 1979 

5 Lurdes Pintassilgo 1979 / 1980 

6 Sá Carneiro 1980 / 1981 A D (PPD-CDS-PPM)

7 Pinto Balsemão 1981 A D (PPD-CDS-PPM)

8 Pinto Balsemão 1981 / 1983 A D (PPD-CDS-PPM)

9 Mário Soares 1983 / 1985 P S / P P D

10 Cavaco Silva 1985 / 1987 P S D

11 Cavaco Silva 1987 / 1991 P S D

12 Cavaco Silva 1991 / 1995 P S D

13 António Guterres 1995 / 1999 P S

14 António Guterres 1999 / 2002 P S

15 Durão Barroso 2002 / 2004 P S D / C D S

16 Santana Lopes 2004 / 2005 P S D / C D S

17 José Sócrates 2005 / 2009 P S

18 José Sócrates 2009 / 2011 P S
 
35 anos de "Troika" PS, PSD, CDS

P S – Em 7 GOVERNOS – Durante 22 ANOS

P P D / P S D – Em 9 GOVERNOS – Durante 23 ANOS

C D S / P P – Em 6 GOVERNOS – Durante 10 ANOS

25 de maio de 2011

Uma entrevista curiosa

Conversa com um reformado esclarecido.


Uma jornalista da Rádio da Terra, (RT), entrevista o presidente da Associação de Reformados, o senhor Sousa. A Conversa foi a seguinte:


RT - O senhor Sousa é o presidente da Associação de Reformados cá da Terra e certamente conhece bem os problemas dos reformados.


Sousa - Eu faço por isso. Leio muito. Mesmo quando estamos a jogar às cartas procuro ir conversando sobre os nossos problemas.


RT - Então está informado sobre a situação do País e da crise económica.


Sousa - Procuro ler ouvir e discutir os assuntos. Mas muitas vezes a televisão e os jornais mentem e só falam no que lhes convém. Tenho que andar a descobrir o que é verdade e o que é mentira.


RT - Mas sabe que todos os partidos se aliaram para fazer cair o Governo.


Sousa - Não foi assim. Não houve nenhuma aliança. Cada partido tinha as suas razões, umas boas outras más. É preciso saber destrinçar as coisas. A mim não me enganam com essa de serem todos iguais. Tenho apenas a quarta classe mas conheço a vida e estou atento às manigancias que vão por aí.


RT - Então quais foram essas razões?


Sousa - Os partidos da direita PSD e CDS sempre apoiaram o PS que fazia a política que eles queriam. A única diferença é que cada um quer lá meter os amigos. Mas o PSD e o CDS deixaram o PS queimar-se com a política que eles pretendiam fazer. A menina sabe que há 35 anos são sempre os mesmos a governar? Quando um está queimado, o povo vota no outro, esquecendo-se que o outro já tinha feito o mesmo. Isto é como um balancé. Ora está um em cima e outro em baixo mas não saem do mesmo sítio. O que já está cheio fica mais pesado e vai para baixo ajudando o outro a subir.


RT- Mas o PCP também votou contra o PEC e ajudou a fazer cair o Governo do PS.


Sousa- Sim mas isso foi por outras razões. O PCP sempre votou contra os outros PECs enquanto que o PSD e CDS sempre tinham votado a favor do PS. Desta vez quem votou ao contrário foi o PSD e o CDS. O PCP não se aliou à direita! Porque não me perguntou porque é que o PSD e o CDS desta vez votaram com o PCP? Eles votaram contra o PEC porque ainda queriam pior, como já disseram.


RT - Mas então porque é que o PCP não apoiou o PS?


Sousa - Porque o PCP não é como os outros que umas vezes se aliam a uns e outras a outros. O PCP vota sempre de acordo com os interesses do povo e não para apoiar este ou aquele. O PCP votou contra as propostas do Governo porque eram más. Porque o PEC não é a solução que o país precisa.


RT - Já vi que o senhor é apoiante do PCP. Mas não acha que a votação do PCP foi ajudar a direita e fez cair o Governo?


Sousa - Não! Não acho! Eu tenho cabeça para pensar. Já lhe disse que apesar de ter a quarta classe sei ler e informar-me. Primeiro, o Governo demitiu-se porque quis. Não foi por perder a votação que se tinha que demitir. Depois, o PCP votou contra uma proposta que era errada e injusta pois o PS queria resolver os problemas que criou a retirar mais dinheiro ao povo. Queria mais cortes nos apoios sociais; mais cortes nos salários dos trabalhadores, queria aumentar os impostos. Mas não aos bancos. Queria facilitar os despedimentos. O PCP podia votar a favor disto? O Governo não tinha que cair. O PS podia ter avançado com outras medidas, ou aprovado as medidas alternativas que o PCP propunha.


RT - Mas agora o FMI veio dizer que é preciso fazer esses sacrifícios. E as medidas de austeridade não são tão graves como pareciam.


Sousa - Não é verdade, porque o que eles chamam “ajuda externa”, não vai ajudar nada o país e o povo. É ajuda apenas para os Bancos. Essa "ajuda" vai baixar os rendimentos dos trabalhadores e reformados. Vai entregar aos privados as melhores empresas do Estado e permitir os negócios com os serviços de saúde e outros. Os ricos e os bancos é que vão ganhar. Como é que vamos pagar a dívida com mais desemprego e menos produção. Só se passarmos a não comer. Eu tenho só a quarta classe mas sei o que estou a dizer. Isto qualquer pessoa vê.


RT - Mas o senhor Sousa não acha que este empréstimo a Portugal é uma oportunidade para sair da situação em que o País se encontra?


Sousa - Não! Não é! Dos 78 mil milhões de euros do “empréstimo”, 55 milhões são para os Bancos. Estamos a pedir empréstimos para pagar os empréstimos anteriores e para pagar juros. Eu bem tenho visto o que dizem os economistas que só em juros Portugal terá de pagar, ao fim de 7 anos, mais de 100 mil milhões de euros. Também na Grécia e na Irlanda, eles diziam que era uma "ajuda" e, como já se está a ver, com essa "ajuda" ainda ficaram pior.


RT - Então acha que os três partidos PS, PSD, e CDS que assinaram o acordo com o FMI estão a mentir aos portugueses?


Sousa - Eles umas vezes mentem, outras vezes dizem meias verdades, outras escondem o que vai acontecer. Os trabalhadores e os reformados vão ser muito penalizados. Vão congelar o salário mínimo e diminuir os salários por via da alteração da legislação de trabalho e das horas extraordinárias não pagas.
Vão diminuir todas as pensões e reformas, porque aumentam os impostos e os preços das coisas. Isso não dizem eles.
Aumentar o IVA é o mesmo que diminuir os salários e as pensões, pois as coisas ficam todas mais caras. 
Para os mais idosos vão ainda fazer cortes nos apoios e prestações sociais. Vamos ter que pagar mais taxas moderadoras. Os medicamentos vão ficar muito mais caros. E muito mais que vamos ver.


RT- Mas acha que há outras soluções?


Sousa - Claro que há outras soluções. Mas essas eles não querem. O PCP e a CDU têm propostas alternativas que ajudam os trabalhadores, os reformados e a economia do País. Eu ouvi o Jerónimo dizer na televisão que deveríamos exigir a renegociação da dívida pública, dos seus prazos, dos juros e valores a pagar. Eu sei perfeitamente que quando não posso pagar uma dívida tenho que pedir para a pagar em prestações e em mais tempo. Não posso deixar de comer para pagar a dívida senão acabo por morrer de fome e não pago a dívida. Também sei que se uma pessoa tiver prestações para pagar e estiver desempregado não as pode pagar. Não sei como é que eles querem pagar a dívida sem aumentar os rendimentos e aumentando o desemprego. Com estas medidas vamos produzir menos e vamos ter que pedir mais empréstimos para pagar os empréstimos. Por isso a solução tem que ser ao contrário como diz a CDU. Temos que apoiar as empresas e não os bancos, apoiar a agricultura e as pescas para produzirmos mais e termos mais receitas, em vez de gastar o dinheiro com as compras ao estrangeiro. Onde é que já se viu, termos as terras abandonadas, pessoal desempregado e comprarmos tudo no estrangeiro. Acha que isto tem que ser assim?


RT - Eu creio que isso tem lógica mas porque é que o Governo, o PS, o PSD e o CDS insistem nas medidas de austeridade?


Sousa - Porque são partidos dos grandes patrões que querem aproveitar esta oportunidade para retirar os direitos que os trabalhadores conseguiram com o 25 de Abril. Querem ganhar mais dinheiro à custa dos trabalhadores e do povo em geral. Para eles é mais fácil reduzir salários e aumentar os preços do que obrigar os patrões a modernizar as empresas e criarem postos de trabalho. Aumentando o desemprego eles têm sempre os trabalhadores na mão. 


RT - Mas temos que gastar menos. Os salários têm que ser reduzidos...


Sousa - Eu tenho uma vaca que dá leite. Acha que se eu reduzir a ração para poupar dinheiro e disser à vaca que tem que se habituar a comer menos a vaca vai dar mais leite? Ou a vaca morre ou deixa de dar leite. O que é que eu ganho com isso? No primeiro mês ponho no banco o dinheiro que poupei na ração mas nos meses seguintes já não tenho dinheiro para por no banco e ainda tenho que lá ir buscar o que tinha amealhado. Temos que poupar é nos gastos com submarinos e nos negócios para os amigos, como os das empresas público-privadas.
Não é no que produz que se deve poupar. Se me ajudassem a comprar outra vaca podia pagar o empréstimo desde que os juros não fossem demasiado altos. O país também ganhava pois não ia comprar leite à Itália e a Espanha.


RT - Mas se o PS, PSD e CDS são a maioria e não aceitam as propostas da CDU então não temos outra alternativa.


Sousa - As propostas do PCP e da CDU são realistas e viáveis no interesse do País, dos trabalhadores e das novas gerações. Se o povo não abrir os olhos quem vai sofrer são os nossos filhos e netos. Nas eleições de 5 de Junho o povo pode votar na CDU para mudar esta política. Se a CDU tiver mais votos, o PS, o PSD e o CDS-PP têm menos deputados e não podem fazer tudo o que querem. 


RT - Mas se o País não tem dinheiro, como é que se faz? Onde vamos buscar o dinheiro?


Sousa - O país tem dinheiro. Está é mal distribuido. Os lucros dos bancos foram quase quatro milhões de euros por dia! Por dia! Note bem! A fuga aos impostos das grandes empresas que têm muitos lucros representam milhares de milhões de euros por ano.
Muito desse dinheiro foge do país pela mão desses senhores que dizem defender Portugal. São traidores que vendem o país. Tem milhares de milhões de euros nos bancos estrangeiros. O Governo o PS o PSD e o CDS estão feitos com eles e não aprovaram as leis que a CDU apresentou para os obrigar a pagar impostos sobre os rendimentos. Só o Senhor Amorim mais o Belmiro e o Soares dos Santos, ganham mais que dois milhões de reformados com 227 euros de reforma. Veja bem se o dinheiro não existe. Está é mal distribuído. Viu os milhares de milhões que tivemos que pagar por causa dos roubos feitos no BPN? Não sabemos da missa a metade. E os ordenados de muitos milhares de euros dos amigos do PS do PSD e CDS? Quase 80% dos reformados por velhice e invalidez recebem, uma pensão inferior a 400 euros. São quase dois milhões de reformados. Eu como Presidente da Associação tenho ido a muitas reuniões onde estes assuntos são discutidos. Quase um milhão de mulheres recebem apenas 293 euros por mês. Por isso. mais de dois milhões de portugueses vivem na pobreza. Acha isto justo?


RT - Mas o Governo também reduziu as pensões a partir de 1.500 euros.


Sousa - Em primeiro lugar, quando se fala em pensões elevadas dever-se-á diferenciar as que resultam do trabalho de uma vida e aquelas que têm sido arranjadas por artíficios e fraudes dos amigos do PS, do PSD e do CDS-PP, com valores escandalosos. O congelamento das reformas e os cortes nas pensões a partir de 1500 euros, pode ser injusto se rouba o dinheiro das contribuições de cada trabalhador durante toda a vida. Os que ganham 5.000 e 10.000 euros de reformas acumuladas e que não descontaram deviam ser presos. Mas se um pobre roubar um pão é logo preso. É uma vergonha.


RT - Eu sei que o voto é secreto mas já vi que vai votar na CDU, mesmo que a CDU não ganhe. Porquê?


Sousa - Essa é boa. Voto na CDU por tudo o que já lhe disse. Eu voto no partido que sei que melhor defende os trabalhadores e o país. O meu voto é uma grande responsabilidade para a vida dos meus filhos e meus netos. Não é por mim que estou no fim da vida. Não quero ficar com um peso na consciência de que não fiz tudo o que podia para os defender. O voto é secreto mas não tenho medo de dizer que vou votar no quadradinho do PCP-PEV ao lado do girassol! Eu não me engano!

24 de maio de 2011

A Alternativa

Uma política Patriótica e de Esquerda


Renegociação imediata da dívida pública portuguesa – com a reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar – no sentido de aliviar o Estado do peso e do esforço do serviço da dívida, canalizando recursos para a promoção do investimento produtivo, a criação de emprego.


Transformação de créditos externos de entidades públicas.


Intervenção junto de Grécia, Irlanda, Espanha, Itália, Bélgica, para adopção de medidas que libertem os países visados das inaceitáveis imposições e políticas da União Económica e Monetária e do Banco Central Europeu.


Diversificação das fontes de financiamento, emissão de Certificados de Aforro e do Tesouro para a captação de poupança nacional, bem como diversificação também das relações comerciais, mutuamente vantajosas, com outros países, designadamente de África, Ásia e América Latina.


Reforço do investimento público, voltado para a indústria, a agricultura e as pescas, para a criação e recuperação de infra-estruturas necessárias à produção, que aposte na substituição de importações por produção nacional.


Aproveitamento dos recursos nacionais, com combate ao desemprego, ao trabalho precário, à desvalorização dos salários, com o aproveitamento do mais importante potencial nacional – a capacidade criativa e produtiva de milhões de trabalhadores.


Defesa de um forte e dinâmico Sector Empresarial do Estado, recuperando para o sector público sectores básicos e estratégicos da nossa economia, designadamente na banca, na energia, nas telecomunicações e transportes.


Apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPME) e a dinamização e defesa do mercado interno, pela melhoria do poder de compra dos trabalhadores e reformados.


(Para ver texto completo Clique aqui

23 de maio de 2011

Uma explicação

Uma Conversa fácil de entender
Só os cegos não vêm...

A Primavera esmerou-se. Um sol agradável acariciava-nos na esplanada do café à beira da minha porta. A chegada do Senhor Antunes, o mais popular dos meus vizinhos, deu ensejo a uma lição sobre Europas e finanças a nós todos que disto pouco ou nada percebemos.
- Oh Sô Antunes explique lá isso do Banco Central Europeu, aqui à rapaziada do Café.

(para ver o resto da conversa clique aqui)

Avivar a memória dos esquecidos

Os últimos anos de política em Portugal


Creio que não é preciso repetir que a direita governa, ou desgoverna, o país há 35 anos.

Recordemos, resumidamente, os últimos dez anos que são ilustrativos.
Depois de três Governos consecutivos de Cavaco Silva (PSD), Guterres, (PS) culpando o governo anterior, pediu sacrifícios aos portugueses prometendo que a adesão ao Euro nos traria prosperidade num futuro próximo. Foi um "falhanço" total que, em 2002, o levou a pedir a demissão e a refugiar-se no Alto Comissariado para os Refugiados. 


Entrou Durão Barroso (PSD), em sociedade com CDS, afirmando que o país estava de "tanga", e pediu mais sacrifícios para recuperar a economia. Ao fim de dois anos, com a tanga ainda mais rota, Durão Barroso, abandonou o Governo e foi para Presidente da Comissão Europeia. Santana Lopes, que desgraçou Lisboa, substituiu Durão Barroso, para continuar a desgraçar o país, com o CDS a ajudar. 


Ao fim de um ano de desastres, perde as eleições para Sócrates (PS) que, para "salvar" o défice orçamental, continuou a política de privatizações e de sacrifícios dos anteriores. 


Na campanha eleitoral, Sócrates disse que a taxa de desemprego era de 7,1%. e "que esse número é bem a marca de uma governação falhada, de uma economia mal conduzida". Prometeu entre muitas coisas, 150.000 empregos. 


Sócrates e as constantes mentiras


A um ano do final do primeiro mandato a taxa de desemprego era de 8.4%. Então, a crise do capitalismo, nos Estados Unidos, serviu de desculpa para as dificuldades que já não podia disfarçar. Apesar disso, não se inibe de contratar os serviços dos que fizeram a campanha de Obama, para o ajudar (a mentir) nas eleições de 2009. Sócrates fez por esquecer que tinha criticado a taxa de desemprego de 7.1% em 2005 e que a elevou para 9,4% em 2009. Promete e despromete aumentos e abaixamentos de impostos. Afirma que o pior da crise já passou, que os sacrifícios depressa vão acabar e que 2010 será o ano da recuperação. O povo crédulo, para não dizer pior, acreditou. 
Sócrates (PS) voltou a ganhar as eleições. 


Será que a mentira continua a beneficiar o infractor?


O desemprego, a dívida e os sacrifícios continuaram a aumentar. A situação económica afundou-se ainda mais. 


Aproximam-se novas eleições. Voltam as promessas, as desculpas e a afirmação de que não existe alternativa. 


Mesmo antes das eleições PS+PSD+CDS assinam um contrato com a troika que compromete Portugal à política que imposeram aos portugueses. Mais sacrifícios sem fim à vista e sem qualquer resultado para a salvação necessária.


As troikas bem combinadas


O acordo das troikas interna e externa, não serve Portugal.
Pedir empréstimos para pagar dívidas, ficando com mais dívidas dos novos empréstimos, nada resolve. Pelo contrário. Juros em cima de juros.
Quem ganha com isto? Certamente os Bancos. 


É mentira que não há alternativa. 


A alternativa existe mas não convém aos bancos. 
A alternativa é renegociar a dívida enquanto é tempo, é aumentar os impostos aos bancos e às mais valias especulativas e canalizar o dinheiro para apoio à nossa produção, à agricultura, às pescas e às pequenas e médias empresas para reduzir o desemprego e pôr Portugal a produzir.

A política da troika interna não é incompetência. É a política que convém aos que têm ganho à custa dos trabalhadores. Aos que se dão bem com os favores e negociatas com os dinheiros públicos. Aos que enriquecem com o empobrecimento dos que trabalham.


O voto é uma possibilidade de fazer vencer a alternativa. Uma política patriótica e de esquerda. Uma política para Portugal e para quem produz.


Depois de tudo isto, destes anos de política sempre igual e de desastre, de quem é a responsabilidade?
Será, alguma pandemia de Alzheimer e síndrome de Down? Será "mau olhado"?