4 de maio de 2011

A manipulação da "comunicação social" (1)

Quem, Como e Para Quê, controla a comunicação social em Portugal ?


É preciso desmascarar as técnicas usadas pela comunicação, dita social, e em especial pela televisão, para manipular, desinformar e criar uma anti-cultura que tem vindo a degradar os valores humanos. 
Essas técnicas de manipulação, visam levar as pessoas a aceitar políticas contrárias aos seus interesses. Derivam de estudos de Marketing e Propaganda muito elaborados, para vender, para impingir. Não é minha pretensão aprofundar esta matéria mas, apenas, fazer alguns alertas para que estejamos mais prevenidos.

Para dar uma visão geral enumero, como métodos mais usuais de manipulação, os silenciamentos, como o que se verifica relativamente às propostas de uma Alternativa de Esquerda para a crise, as discriminações ouvindo sistemáticamente as opiniões dos que defendem os banqueiros, a descontextualização de factos ou afirmações como acontece nas entrevistas que aproveitam as palavras de maior impacto, que podem dar ideias negativas, as adulterações jogando com o sentido das palavras e com as meias verdades, a valorização do secundário em desfavor do essencial como explorar um pequeno facto, palavra ou insulto sem analisar as ideias em discussão, as caricaturas para ridicularizar este ou aquele, a utilização de uma linguagem depreciativa e irónica, para alguns, etc.. 

Hoje, muitos dos jornalistas, deixaram de dar valor aos princípios deontológicos básicos do jornalismo como a necessidade de ouvir as duas partes e a não mistura da opinião com a notícia. Importa agradar aos chefes e patrões sem olhar a meios para atingir os fins, a sua promoção pessoal ou servir uma ideologia partidária, através de orgãos que deveriam ser isentos.




A Televisão, usa e abusa, constantemente, destes métodos de manipulação. É exemplo a escolha de temas de abertura dos telejornais, com "acidentes e catástrofes”. 
Para a Televisão os “temas sociais”, são a “criminalidade, os assaltos, a violência, a droga e miséria”, bem apimentados com a especulação que tornam pequenas em grandes coisas. É também a técnica de emocionar e distrair as pessoas dos resultados graves e catastróficos da política social que afecta todos. 
As notícias-choque” e a “informação-espectáculo” constituem as características principais da relevância noticiosa. 
Recentemente, a morte de Carlos Castro, ou a morte de Bin Laden ou o casamento real, foram exemplos explorados ao máximo e que nos desviaram as atenções para as medidas de austeridade que estão a ser "negociadas" pelos bancos privados representados pelo FMI.

É assim que a nossa comunicação social, degrada os valores humanos, a cultura e retira a capacidade das pessoas para pensar, para reagir contra as injustiças de que são vítimas. 

Toda a grande informação, Jornais, Rádio, Televisão e online, mais de uma centena de títulos, está nas mãos de meia dúzia de grandes grupos económicos. São eles: 
PT – Lusomundo, grupo Balsemão, Media Capital, Impala, Cofina e Sonae. 

Brevemente continuarei a reflectir sobre esta matéria inesgotável.

3 de maio de 2011

Moeda de duas faces e um bordo

Ontem, estava eu numa conversa, 
a discutir as soluções para o país e o voto do dia 5 de junho e, um amigo, fez o seguinte comentário: 

Vocês só falam da direita e da esquerda. Não se esqueçam que uma moeda para além das duas faces tem bordo.

Não fiquei certo se esse meu amigo, que anda pelas áreas do esquerdismo, e dizia que os partidos são todos iguais, advogava um voto alternativo ou o voto em branco.
No entanto achei interessante a imagem e respondi mais ou menos isto:

De facto, a comparação é interessante.
  
Apesar de ter algumas reservas quanto ao abuso de classificações do que é direita e do que é esquerda, vamos seguir o exemplo da moeda. 
  
Ao longo da história da humanidade, sempre os homens, e mulheres, claro, lutaram, uns por explorar os outros, e os outros para se libertarem da exploração e injustiças. 
Nesta luta, de facto, houve sempre duas faces. Uma, a dos explorados, outra a dos exploradores. Normalmente, há uma face que está por cima e a outra por baixo. Mas, é certo, também houve sempre os bordos da moeda. 

Experimenta pôr uma moeda de pé em cima duma mesa e equilíbra-a para que nenhuma das faces fique em baixo. Ao mínimo estremecimento a moeda cai para um dos lados.

Por isso, concluí: Se não te queres arriscar a ficar por baixo o melhor que tens a fazer é pôr a tua face virada para cima. Agora escolhe qual das faces queres. A responsabilidade é tua. 

1 de maio de 2011

Política Alternativa

Existe alternativa a esta política desastrosa


Vejamos os números:


O governo e os partidos da troika ou como dizem os seus líderes "do arco governativo" PS, PSD e CDS, não esclarecem quais os valores das dívidas de Portugal. 
Recorrendo aos dados do Boletim Estatístico –Março 2011- Banco de Portugal e no estudo do economista Eugénio Rosa, verificamos que no fim de 2010, a Dívida Bruta do País ao estrangeiro atingia 506.075 milhões €.

A Dívida do Estado ao estrangeiro era apenas 17,4%, enquanto a Dívida da Banca correspondia a 34,4%.
As empresas e particulares deviam 36,3% da Dívida Total do País. 


As Dívidas e os Lucros dos Bancos

A banca privada, para obter maiores lucros, endivida-se no exterior a baixos juros e empresta no país a juros muito mais altos.
Todos nos recordamos das ofertas de crédito que os bancos faziam com o dinheiro assim conseguido e com o dinheiro dos depositantes. 
Em 2010, a banca emprestou 277.196 milhões € mas apenas 33.485 milhões € (12,1% do total) foram concedidos às Administrações Públicas, Estado e Autarquias. O restante foi para empresas e particulares.


A destruição da Agricultura, das Pescas, das Indústrias para favorecer os grandes grupos económicos estrangeiros

As medidas impostas pela Europa para destruir a nossa Agricultura, as Pescas, a Indústria e as facilidades para as empresas estrangeiras vender em Portugal, obrigou-nos a importar muito mais. Isso deu origem a que no período 2006-2010, Portugal teve de pagar ao exterior mais 89.849 milhões € do que recebeu do estrangeiro. Por cada euro que nos deram levaram dois.

É também essa uma das principais razões para que se inverta esta política de desastre.  A resolução deste problema passa pelo aumento da produção nacional orientada para substituir as importações e, para aumentar as exportações.




É necessário apoio à nossa actividade económica para "Pôr Portugal a Produzir" e criar empregos.

O credito à Agricultura e Indústria (Extractiva e Transformadora), actividades produtivas por excelência representava apenas 6,6% em 2010. A maior parte dos terrenos agrícolas estão abandonados. É preciso que produzam. Não aproveitamos a nossa área de pesca, a maior da Europa. 
Podemos produzir a maior parte do que importamos.


Onde se vai buscar o dinheiro? 
Apenas um exemplo:

É, também, possível aumentar as receitas do Estado sem aumentar impostos. Bastava combater a evasão e fraude fiscal, eliminar as isenções e os benefícios injustos a grupos económicos e financeiros. 
Entre 2005 e 2009, em cinco anos, a evasão e fraude fiscal atingiu 25.141 milhões €, e a fraude e evasão contributiva, e isenções prejudicaram a Segurança Social em 14.595 milhões €. 
Somando estes valores, verifica-se que o Estado perdeu 39.736 milhões €, uma média de quase 8 mil milhões de euros por ano. 

Mas há muitas mais soluções. Entre elas é urgente renegociar as Parcerias Públicas Privadas, pois os privados têm lucros assegurados à custa do Estado.

30 de abril de 2011

O momento é de luta !

A CGTP-IN salienta que este 1.º de Maio deve ser um poderoso protesto contra a precariedade e as injustiças, contra o desemprego e os baixos salários e pensões, pela valorização do trabalho e da produção, por uma sociedade mais justa. Será «um 1.º de Maio da esperança e confiança de que, com a vontade, a unidade e a luta de quem trabalha, é possível construir alternativas para um Portugal com futuro».

do Jornal Avante

28 de abril de 2011

10.000 visitas a C de...

Foram ultrapassadas as 10.000 visitas a este blog, nos seus 4 meses de vida.

Aos meus leitores agradeço a atenção e espero ter correspondido ao interesse que mostraram ter pelos assuntos tratados.
É o primeiro blog e estou a aprender, aprender sempre! Por isso desejo melhorar.

Tenho procurado cogitar sobre os assuntos que julgo importantes, desafiando os leitores a reflectir, em especial os que, demasiadas vezes, andam arredados das discussões sobre os problemas, e são muitos. 

Como pagantes, e consumidores dos produtos que nos impingem, precisamos de espreitar o que vem escondido, dentro das bonitas embalagens com que o Marketing nos engana. 

Não tenho pretensões, nem intenções, de fazer análises químicas, testes de qualidade, ensaios laboratoriais. Deixo isso para os leitores ou para os especialistas que o quiserem fazer. Pretendo, unicamente, chamar a atenção para o que "cheira mal", para o que parece estar falsificado. Contudo, cada um come do que gosta. Até porque há quem goste de comer carne podre. E, também, segundo diz o povo, "cada um vê mal ou bem, conforme os olhos que tem". No entanto, também diz o povo, "quem te avisa, teu amigo é" e, por vezes, é preciso recomendar óculos.

A Doutrina do Choque

A espoliação dos milhões de pobres em todo o mundo

Do blog "Olhar à esquerda" recebi o seguinte apelo:

É imperativo difundir este vídeo. Ponham nos vossos blogs, murais, mandem o link por mail, façam download. Primeiro caiu a Grécia, depois caiu a Irlanda, Portugal acabou de cair e a seguir é a Espanha. Para entender qual é o verdadeiro objectivo da consequência da entrada do FMI, é essencial ver este filme.
 
“Estamos a assistir a uma transferência de riqueza de tamanho incomensurável. Trata-se de uma transferência de riqueza, desde as mãos públicas, desde as mãos do governo, recolhidas da gente comum através dos impostos, para as mãos dos indivíduos e empresas mais ricas do mundo".
 
Pobres mais pobres e ricos mais ricos. É o mundo que está a ser construido e a que é preciso dizer BASTA!. 



A Doutrina do Choque from Muito Aterrorizado on Vimeo.

1º de Maio de 2011 - A luta necessária

Os trabalhadores não são máquinas! São homens e mulheres com vida

Passados 122 anos da consagração do Dia Internacional do Trabalhador, numa justa homenagem aos trabalhadores que morreram e aos que foram presos e torturados, volta a ser necessário lutar pelos direitos perdidos. 


Há mais de 30 anos que a direita em Portugal interrompeu o 25 de Abril de 1974 e o progresso que os trabalhadores e o povo conquistaram. 
Aumentou brutalmente o desemprego, o ataque aos salários e direitos dos trabalhadores. 
Foi legalizada a precariedade, a generalização dos contratos a termo, os recibos verdes, o trabalho temporário, o contrato de trabalho intermitente, a desregulamentação dos horários de trabalho, banalizou-se a prática de horários de trabalho que chegam às 12 horas por dia.
O trabalhadores trabalham mais e ganham menos. Alastrou a injustiça social e a pobreza.
O salários reais têm vindo a ser reduzidos, uma vez que, o não pagamento de trabalho extraordinário, implica reduções dos salários entre os 25 e os 30%, contribuindo assim, de uma forma significativa, para o aumento da injustiça social.

Regressámos ao século XIX. Os trabalhadores são considerados uma peça de uma engrenagem, como se fossem máquinas e não seres humanos.
Por isso, os trabalhadores, são hoje obrigados a, novamente, resistir a esta nova e grave ofensiva contra os seus legítimos direitos.

27 de abril de 2011

1º de Maio de 2011

1º de Maio de 1886

No dia 1 de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas.

«Um dia de rebelião, não de descanso! Um dia não ordenado pelos indignos porta-vozes das instituições, que trazem os trabalhadores acorrentados! Um dia no qual o trabalhador faça as suas próprias leis e tenha o poder de as executar! Tudo sem o consentimento nem a aprovação dos que oprimem e governam. Um dia no qual, com tremenda força, o exército unido dos trabalhadores se mobilize contra os que hoje dominam o destino dos povos de todas as nações. Um dia de protesto contra a opressão e a tirania, contra a ignorância e as guerras de todo tipo. Um dia para começar a desfrutar de 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas para o que nos apetecer.»

Este era o conteúdo de um panfleto que circulava em Chicago, poucos meses antes do 1.º de Maio de 1886, que dava o mote para a tremenda luta que os trabalhadores desencadearam pela jornada de trabalho de 8 horas por dia. A polícia reprimiu a manifestação, ferindo e matando dezenas de operários.






26 de abril de 2011

As dívidas e os empréstimos

Tenho um amigo que ficou desempregado há ano e meio e encravado por uma dívida de 90 euros na farmácia. 

O farmacêutico não lhe aviava mais o medicamento que tem que tomar sem que ele pagasse a dívida. 

Há oito meses foi falar com o antigo patrão da empresa onde trabalhou 15 anos e lá conseguiu que este lhe emprestasse 100 euros mas com um juro de 8%. Ficou com uma dívida de 100euros. 
Como teve que continuar a tomar o medicamento e, apesar de ter reduzido a comida ao mínimo, tem já nova dívida de 90 euros na farmácia, mais os 108 euros do empréstimo para pagar e arrisca-se a ter que pedir novo empréstimo.

Há dois meses veio falar comigo para lhe emprestar 220 euros para pagar a farmácia, comprar o medicamento e pagar a dívida ao ex-patrão. 

Chamei-o à realidade e disse-lhe que, pagar dívidas com novos empréstimos é não morrer do mal mas morrer da cura. Cada vez deve mais e quem vai ganhando é o farmacêutico que continua a vender e quem lhe empresta dinheiro a juros.

Respondeu-me que isso é inevitável, que é a única solução que existe.

E SE MUDARMOS DE POLÍTICA ?

Não há inevitabilidades, disse-lhe. Sugeri-lhe uma mudança de política: Em vez de pedir dinheiro emprestado a solução é pedir trabalho. 
Respondeu-me que o ex-patrão lhe disse que não tinha trabalho mas lhe emprestava o dinheiro a juros de 8% que era muito bom.

Suspeitei que o negócio do ex-patrão era ganhar os juros do empréstimo. Então, propus-lhe que a mudança de política deveria ser procurar outra farmácia que lhe fiasse o medicamento, até arranjar trabalho e, dizer ao ex-patrão que, se não lhe desse trabalho, teria que adiar o pagamento do empréstimo que lhe tinha pedido.

Encheu-se de coragem e assim fez. Conseguiu trabalho na antiga empresa pagou já metade da dívida com o primeiro salário e no mês seguinte vai pagar à farmácia. Disse-me, com alegria, que já tem novo trabalho em vista e que dentro de quatro meses terá as dívidas todas pagas.

25 de abril de 2011

Os Discursos

Meninos! Quem é que partiu o vidro da janela?
E agora...? quem é que paga?
 
Ó stoura eu apenas abri a janela para entrar ar, pois a sala estava com um ambiente que cheirava... blá, blá...
 
Stoura eu cá fui à janela para estudar as nuvens e vi um avião que ... blé, bló...
 
A stoura sabe que eu, sempre que vou à janela, a abro com cuidado pois sei que ela está empenada... e até guincha... bló, bló bló...


Nesta espécie de democracia em que vivemos, em que, ao povo só se pede que vote de 4 em 4 anos, neste ou naquele, que mais promete, que mais demagogia faz (ainda que depois de eleito faça o contrário do que prometeu), quem é que tem responsabilidades pela situação a que chegámos? Pelo que ouvi nos presidenciais discursos, só posso tirar uma, de duas conclusões.
A primeira é que ninguém tem culpa. Até ouvi dizer que o melhor é não procurar culpados.
A segunda é que, a haver culpas, são de todos! Esta fórmula também serve para dizer que é melhor não se saber e deixar isso à responsabilidade de todos os portugueses que gastaram acima das suas possibilidades. 
 
Quer isto dizer que um desempregado, que não tem outros rendimentos para alem dos do trabalho, é responsável por gastar seja o que for ? 
Um reformado que trabalhou toda a vida e agora tem uma pensão de 200 euros é também culpado se gastar 201 euros ?
Um administrador de uma grande empresa ou banqueiro que ganha 30.000 euros por mês, pode gastar mensalmente até esse valor, que não será responsável por agravar a nossa dívida ? Só passará a ser responsável, se gastar 30 mil e um euros mensalmente ? 
Estamos esclarecidos!


E se em vez de pessoas procurarmos POLÍTICAS ?


Há 35 anos que a mesma política vem sendo praticada, apesar de umas vezes por pessoas de gravata azul, outras cor de rosa, outras cor de laranja, ou até com riscas de várias cores. 
 
Todos eles, apesar das zangas que por vezes têm, querem mostrar-se os mais fieis servidores do grande capital, dos banqueiros e das suas organizações na União Europeia, para onde vai o nosso dinheiro. Ouvi até num discurso, alguém que disse, e bem, que a "Europa por cada euro que cá pôs levou dois". 
  
Belo negócio !
 
Aos poucos, essa política desses senhores de gravatas de várias cores, foram entregando a nossa soberania, as nossas empresas e destruindo o nosso património, a agricultura, as pescas, as empresas e os postos de trabalho. Essa, foi a política que arruinou o país e que nos colocou na situação de termos que comprar ao estrangeiro o que deixamos de produzir.  
 
Ouvi também alguém perguntar: "Será com a continuação da mesma política que se curam os males provocados por esta política?"

Ouvi a pergunta mas não ouvi a resposta.
 
Agora sim, os portugueses serão responsáveis se, em 5 de Junho, votarem NOVAMENTE nesses senhores de gravatas de várias cores, mas todas elas com a MESMA POLÍTICA.

25 de Abril, SEMPRE !

COMPLETAR O 25 DE ABRIL !

 
Defender Abril participar no desfile popular do 25 de Abril. 
 
Em Lisboa, a concentração é no Marquês de Pombal às 15 horas.
No Porto, o início do desfile, marcado para as 14h30, é no Largo Soares dos Reis

24 de abril de 2011

A luta contra o fascismo

Nesta data, da última noite negra de há 37 anos. recordemos a luta dos anti-fascistas

Recordo bem o meu pai a ouvir a Rádio Portugal Livre e a minha mãe cheia de medo a recomendar pôr um copo de água em cima do aparelho de rádio para a PIDE não detectar.

Ver também o separador Curiosidades aqui

A última noite negra do fascismo

O Movimento das Forças Armadas aguarda a canção de Paulo de Carvalho "e depois do adeus" para desencadear a revolução




Defender Abril participar no desfile popular do 25 de Abril. 

Em Lisboa, a concentração é no Marquês de Pombal às 15 horas. 

No Porto, o início do desfile, marcado para as 14h30, é no Largo Soares dos Reis

23 de abril de 2011

25 de Abril,

era uma vez  uma espingarda que floriu e  uma mulher que gritou o seu nome: Liberdade.


Licínia Quitério, grande amiga, escreveu no seu belo blog "O sítio do poema", há um ano, um texto que creio ser oportuno lembrar, pela grande sensibilidade que revela.


Foi numa manhã  de chuva miúda que punha a cidade cinzenta e chorosa, igual ao rio. Que idade tínhamos? Sei lá eu. Adultos de vidas feitas, imperfeitas. Crescêramos à sombra da inquietação de nunca chegarmos a ter o sol nas vidraças sem cortinas. Por vezes cruzávamo-nos em salas bafientas, em ruas escusas, onde as falas se faziam de repente claras como se a luz afirmada as invadisse. Tínhamos amigos com quem podíamos soltar pragas e discutir o futuro como se dele tivéssemos certezas. Íamos lendo e descobrindo outras letras, de contrabando e ousadia. Desafinados, cantávamos baixinho canções que só nós ouvíamos, feitas por outros que viviam no perto ou no longe,  atravessando os túneis, saltando as devesas.
Na manhã de chuva miúda, descemos às ruas e corremos às praças e sempre nos encontrámos  e nos abraçámos e chorámos e cantámos, com a voz alta que tínhamos guardada. Soltámos o amor e ele fez caminhos imprevistos, com cheiro a cravos e cafés de madrugar. Foi há tanto tempo. Tempo de vidas vividas e acabadas. Tempo de ter ficado mais um tempo para contar que era uma vez  uma espingarda que floriu e  uma mulher que gritou o seu nome: Liberdade.

Licínia Quitério

25 de Abril, SEMPRE !

Defender o 25 de Abril é defender a Liberdade, a Democracia e a Justiça Social.


Vem aí o 25 de Abril. Não apenas mais uma data, mas um rumo decidido pelo povo para um Portugal, um rumo de justiça social e progresso.
Os dias difíceis que os trabalhadores e o povo hoje vive, são o reflexo do caminho percorrido desde há 35 anos, de constantes injúrias e tentativas de transformar esse projecto numa data despida de significado.
A Liberdade conquistada, é hoje uma palavra vazia de conteúdo.
Liberdade não é apenas poder votar de 4 em 4 anos e deixar que aqueles em quem confiámos façam o que entenderem, ao contrário do que prometeram.
Liberdade não é apenas ter montras para ver e não ter dinheiro para comprar.
A Liberdade que o 25 de Abril nos trouxe, que o povo conquistou, é podermos ter acesso ao emprego com direitos, à cultura, ao ensino gratuito, aos serviços de saúde. 
Essa Liberdade conquistada tem sido aviltada. 
Defender o 25 de Abril, hoje é defendermos a liberdade, a democracia, a justiça social, a nossa independência e a soberania do povo.


Defender Abril é também participar no desfile popular de comemoração do 37.º aniversário da Revolução de Abril. 
Em Lisboa, a concentração é no Marquês de Pombal às 15 horas e o desfile termina no Rossio. 
No Porto, o início do desfile, marcado para as 14h30, é no Largo Soares dos Reis e termina na Avenida dos Aliados.

21 de abril de 2011

O papel "educativo" da Televisão

As entrevistas manipuladoras de Fátima Campos Ferreira
O que se passou com Ramalho Eanes

Todas as entrevistas que tenho visto de Fátima Campos Ferreira (FCF), contêm, sempre, manipulação dos entrevistados mas, especialmente dos telespectadores. 

Por vezes, a manipulação é muito bem disfarçada, outras menos. Normalmente as técnicas usadas são o retirar conclusões que distorcem o que o entrevistado disse, outras é interromper o entrevistado quando a sua ideia não é o que ela quer que seja, outras ainda, introduzir na interrupção perguntas, que elas próprias são afirmações, ou que, face ao contexto das respostas do entrevistado, desviam a atenção para ideias que não são as que estão a ser expostas.

Isto acontece sempre nas entrevistas de FCF, que não perde oportunidades para induzir em erro o telespectador menos prevenido. 




Vejamos alguns exemplos:

Na entrevista com Ramalho Eanes (RE), depois de uma introdução em que o Ex-Presidente, manifestou a necessidade do diálogo e da unidade de todos para resolver os graves problemas que atravessamos, aos 4 min. FCF pergunta concretamente se "o senhor acha... que o Presidente da República poderia ter antecipado esta inacção até chegar o FMI?"
RE começa por responder que "nesta negociação é necessário haver uma estratégia" e essa estratégia devia passar "por uma concentração de forças... com os partidos todos reunidos... a consensualizar um estratégia e… apresentarem-se como uma frente unida perante os nossos interlocutores". Mais adiante esclarece "isso não está a acontecer e estamos a negociar de forma dispersa o que reduz a nossa capacidade de intervenção".
Então aos 5.25 min. FCF interrompe e dá-se ao luxo de completar a ideia do entrevistado dizendo "e os partidos de esquerda nem sequer foram ouvidos porque não aceitaram ir". 
Com esta interrupção Fátima desviou o assunto que era "das medidas que o PR poderia ter tomado para reunir todos os partidos" para uma outra que foi a posição dos partidos de esquerda não quererem negociar com o FMI



A ideia que FCF habilidosamente deu, foi que a recusa dos partidos de esquerda, era a recusa do diálogo. Eanes volta a afirmar que a democracia é o diálogo e então aos 6.15 min Fátima reforça a mesma ideia, de que os partidos de esquerda não quiseram dialogar, concluindo o que RE dizia, com a sua pergunta/conclusão "acha, então, que esses partidos deveriam ter ido a essa reunião?". Com esta pergunta/afirmação FCF novamente desviou o entrevistado que opinava – “reunião conjunta com todos os partidos, para definir uma estratégia” - para a “reunião do FMI com cada partido”. Mais uma "habilidade" a que Eanes respondeu dizendo que cada partido terá as suas razões e, reportando-se, certamente, à sua ideia da reunião para definir a estratégia disse "eu ficaria muito satisfeito que isso tivesse acontecido".
Fátima dá mais umas estocadas nos partidos de esquerda e RE relembrou acontecimentos em que participou como Presidente da Republica e, aos 6.30 min diz que "nunca o Dr. Álvaro Cunhal se recusou a discutir comigo, com a Presidência, todas as questões..." Então FCF aos 7.00 min tenta interromper mais uma vez, mas RE completou a sua opinião da necessidade de dialogo com os partidos. Aos 7.15 min FCF volta a distorcer a ideia de Eanes - necessidade de diálogo com os partidos - dizendo: "não é essa a realidade" actual, os partidos estão a ir a "conta gotas" às reuniões com o FMI. 
É evidente que esta forma de caracterizar “reuniões a conta gotas”, dita como foi, cria nos telespectadores uma imagem errada dos acontecimentos.



Aos 10.50 min. Eanes avança a ideia de um Governo de unidade com todos os partidos fomentado pelo PM para, na mesma linha de diálogo, enfrentar a situação e definir uma estratégia para negociar a redução dos juros, o alargamento do prazo de pagamento e pagar a dívida sem "esticar demasiado a corda" para os que estão em situação mais desfavorecida. Estas opiniões pareceram não interessar a FCF.
Então aos 23.00 min, já quase no fim, quando RE estava a falar da desarticulação da Europa, desde o fim da União Soviética, FCF preferiu perguntar quais as opiniões sobre as opiniões de Mário Soares, sobre Sarkosy, Merkel e Berlusconi. Como o povo diz "estava mais interessada em lavar roupa suja" e fabricar dissensões. É este o melhor jornalismo que temos na nossa televisão.

As pessoas e as ideias

Para os "líderes" da direita os nomes nas listas são para a caça ao voto. Telmo do big brother escolha do PS Leiria


António Capucho diz que transmitiu a Passos Coelho as suas reservas sobre o convite dirigido a Fernando Nobre para encabeçar a lista de Lisboa e à presidência da Assembleia da República, recusando a estratégia de "caça ao voto".

Miguel Chagas, líder do PS Batalha, que viu em Telmo Ferreira qualidades para o indicar à Federação de Leiria: «facilmente pode ser reconhecido por ter participado num programa de televisão».
 
As citações de Telmo:
«A pessoa mais próxima é a que descarrego mais tudo»
 
«Uma pessoa vira-se para um lado e se for preciso desvira-se»
 
«O que apetece no grupo é... sexo em grupo... muitas orgias... muitas orgias»
 
«Quem é que quer esta lata de atum mais eu?»
 
«O antebraço? Como o próprio nome indica é o que está antes braço, ou seja, o ombro».


post actualizado às 22.30h.

20 de abril de 2011

A democracia às direitas e... às avessas

O que é ser líder para os partidos de direita?

Ser líder é mandar no Partido. Fazer o que entende sem a aprovação do colectivo partidário.

Ser líder é falar em nome pessoal. Eu vou fazer... Eu já decidi... Eu escolho...

Durante uma visita ao porto de pesca de Sesimbra, questionado se já sabe a quem vai entregar a pasta das Pescas, Passos Coelho respondeu: "Eu tenho o Governo na minha cabeça, sim".
Ser líder é ter o governo na cabeça...

É assim que a direita entende a democracia: Se me elegeram como líder eu é que decido. 
Para a direita a escolha do líder é a escolha de uma pessoa, não a escolha de um projecto.
E quando um "líder" se candidata com promessas que depois não cumpre, prevalece a escolha da pessoa e não das promessas feitas projecto.
Eu quero, eu posso, eu mando. É assim o grande líder. Quem não quiser que se mude! Ah valente. Líder é líder!


http://economico.sapo.pt/noticias/tenho-o-governo-na-minha-cabeca_116421.html

19 de abril de 2011

Aguenta, desgraçado!

É preciso é manter o pessoal entretido ou, bem adormecido.
E, palas nos olhos, para só ver numa direcção


Devagarinho, aos poucos, para que os portugueses vão papando, sem dar por isso, as "medidas de austeridade", a Televisão vai anunciando as exigências do FMI negociadas com PS, PSD, CDS os partidos que há 35 anos vêm provocando a crise em Portugal. 
  
A Televisão é o funil que enfia, aos poucos, a droga nos portugueses, misturada com açúcar, para que o povo continue manso e bem adormecido, a trabalhar sem refilar. 

Já começaram a preparar o ambiente para alterar a Constituição e dela retirar o que ainda resta da defesa dos direitos de quem trabalha. Facilitar os depedimentos, aumentar o horário de trabalho, aumentar a idade de reforma, reduzir os salários. São as ordens do FMI, diz o CDS que quer daí lavar as mãos. Tem que ser assim, diz o PSD para parecer diferente. Não há alternativa diz o PS que chamou o FMI.

A alternativa existe, mas não convém que se saiba. Senão lá se vai o negócio dos banqueiros.




O Capitalismo está caduco

A actual crise é a melhor prova da irracionalidade deste sistema capitalista.
   
Sobe o desemprego, os jovens não têm trabalho mas aumentam a idade de reforma!

Parte da população mundial morre de fome e na Europa dão subsídios para destruir a produção agrícola e abater os barcos de pesca.

No século XXI, o avanço tecnológico permite que as máquinas substituam muito do trabalho humano, mas o capitalismo aumenta os horários de trabalho.

Para explicar que "tem que ser assim", a televisão convida os senhores que criaram a situação e que dela se aproveitam. É a crise, dizem eles para dar a ideia que o mal é sempre dos outros.

Por isso FMI, PS, PSD e CDS às ordens do grande capital financeiro, vêm exigir mais de quem trabalha. A Televisão, vai entretendo o pessoal e dando as suas doses de narcótico, às horas certas, para amansar o povinho. 

e assim... lá vamos, cantando e rindo... e bem levados.

17 de abril de 2011

Fernando Nobre, foge... da seringa.

Entrevista na RTP:
Registe-se !

Fernando Nobre: 

- foi convidado por todos os partidos do "arco governativo" os tais que são TODOS IGUAIS PS, PSD, CDS. (Afinal era verdade !)

- pede um cheque em branco, apelando ao voto nele sem dizer se desiste, caso não seja presidente da Assembleia da República. 

- apesar de dizer que foi isso que o motivou a aceitar ser candidato do PSD, admite agora que poderá pensar  ter outro cargo que não seja esse. Qual cargo? Afinal ele é candidato a Deputado ou a outra coisa que não sabemos ?

- foge à confissão que não conhece o Programa do PSD, dizendo que o que não conhece é o Programa de Governo do PSD. Então e o Programa do Partido conhece?