16 de abril de 2011

A miséria desta política.

Todos iguais?

As notícias, na Televisão, nos jornais, nas rádios, são o espelho de uma política degradada, que se debate no pântano da miséria em que estamos.
   
O espectáculo dado pela Quadratura do Círculo na passada quinta feira, na SIC, é demonstrativo dos  "Quatro lados do Círculo" como demonstrou Pacheco Pereira ao socorrer-se do desenho sobre a mesa. 
Os quatro lados do Quadrado, transformado em Círculo, PS, PSD, CDS e Presidente da República, que nos governam, "arco governamental", como se identificam entre eles, não têm soluções e arrastam Portugal e os portugueses para uma miséria igual à sua miséria política. 
Apesar de, no debate, não estar ninguém do PCP, ou da esquerda, a António Costa, "escapou-lhe a boca para a verdade" e teve que reconhecer que alternativa a estas soluções, PECs e FMI, só as do PCP e Bloco, que implicam a saída do Euro e da UE, mas...
Este "mas..." diz tudo. O "mas" representa o reconhecimento da falta de coragem para enfrentar os interesses do grande capital, dos "mercados", dos bancos privados que perderiam o negócio dos altos juros pagos com o dinheiro do povo. 


O povo trabalhador, perante o que vê nos jornais e na Televisão, diz "são todos iguais".
De facto os que estão constantemente na televisão, os que prometem uma coisa e fazem outra, os que ora dizem que são contra os partidos e contra os políticos e, na primeira oportunidade, lá estão enfiados, eles e os "amigos", como os jogadores de futebol, vão para onde os comprarem por mais dinheiro...


...esses, de facto, são TODOS IGUAIS.


Mas serão assim todos os partidos? E aqueles que estão sempre com os trabalhadores, nas fábricas, nas empresas, os que na Assembleia da República apresentam propostas que a "maioria" chumba, aqueles que António Costa reconheceu como diferentes mas...


Nesta miséria de política para onde há 35 anos, nos arrastaram os partidos TODOS IGUAIS = PS+PSD+CDS existe um que, desde há 90 anos, luta ao lado do povo e dos trabalhadores, que resistiu ao fascismo, que alertou para os perigos do Euro, que lutou contra a destruição da nossa produção, das pescas, da agricultura e que continua na luta, em desvantagem, mas raramente aparece na Televisão.
 
Esses são DIFERENTES !

14 de abril de 2011

Contra o FMI em Portugal !

Concentração em frente ao Ministério das Finanças no Terreiro do Paço
Segunda-feira, dia 18 às 18 horas.


Mostremos a nossa indignação pela ingerência e roubo que nos fazem.
Não temos que nos submeter à chantagem dos "mercados" e das agências de rating.
Exigimos a renegociação da dívida, a baixa dos juros especulativos, negócio dos bancos privados.

13 de abril de 2011

Líbia e Kadafi

Alguém me explica porque quase não há notícias da Líbia ?

Segundo vejo, em jornais estrangeiros, Paris e Londres estão descontentes com a pouca eficácia da NATO, e exigem mais bombardeamentos na Líbia. Mas creio que estão cada vez mais isolados.
Nem vejo referências às contradições no seio da própria NATO uma vez que alguns países se abstêm abertamente da participação nas operações de guerra. 
Nem vejo informação sobre os custos que os países da NATO, entre os quais Portugal, em crise, terão que pagar para sustentar as operações de guerra. Lá vai aumentar o défice para o povo pagar. Não será isso importante ?
Por cá, não vejo apoios às tentativas de paz da União Africana que conta já com o compromisso de Kadafi para um cessar fogo, mas ainda sem o acordo dos rebeldes. 
Será que isso evidencia o fracasso das operações dos EUA e da NATO ? Será por isso que não há notícias ? Ou teriam regressado a casa os comentadores que estavam na Líbia e que, todos os dias, reproduziam as palavras dos rebeldes? 

Esta ausência de notícias faz-me lembrar que, nos tempos da censura, apareciam nos jornais "cortado pela censura". Salazar proibiu que se escrevesse isso nos jornais e as edições passaram a ter espaços em branco que nada diziam. Salazar foi obrigado a proibir os espaços em branco. 
Essa proibição, pelos vistos mantêm-se, até aos dias de hoje. Não há espaços em branco. Mas notícias também não. É a censura discreta.

Otelo fez a revolução? Que revolução?

Presunção e água benta cada um toma a que quer !

Otelo afirmou 

"Se soubesse como o país ficava não tinha feito a revolução"


Para além do disparate, Otelo é um presunçoso e um dos que ajudou a destruir a revolução. É preciso ter lata para dar a entender que foi ele que fez a revolução. Que revolução fez ele ? Ele de um lado e Mário Soares do outro (direita, com o apoio da CIA) desmembraram a unidade do Povo-MFA e dos trabalhadores. Quem ganhou foi a direita e o poder dos grandes capitalistas. Acabaram com as Nacionalizações e entregaram o país ao capital financeiro, ao estrangeiro, "mercados", dominados pelos EUA (Standard&Poor's, a Moody's e a Fitch) e Alemanha (BCE e seus accionistas), como estamos a sentir agora.

Os Partidos são todos iguais?

Devemos pensar bem. Serão?
Ver no Separador Conjecturas.

12 de abril de 2011

Fernando Nobre, PSD, encerra página do facebook

Para fugir aos milhares de críticas dos apoiantes desiludidos, Fernando Nobre, numa atitude muito democrática e inteligente, seguiu a política do "deitar fora o sofá". 
Ver notícia no Separador Cortes e Recortes

De mansinho nos vão levando...

O FMI entrou em Portugal de mansinho (apenas uma parte, uma equipa técnica) para ir preparando o terreno. Antes que sja tarde porque não seguir a sugestão do Blog Foicebook:


Seguindo o exemplo da Islândia, que tal um referendo no mesmo dia em PORTUGAL, GRÉCIA e IRLANDA?

10 de abril de 2011

Fernando Nobre, candidato do PSD

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo


Fernando Nobre, o tal ex-candidato presidencial, que nada queria com os partidos, que era independente (mas apoiado por Mário Soares), será o cabeça de lista do PSD por Lisboa. 

Pedro Passos Coelho, no Facebook, confirmou ainda que Fernando Nobre será, na próxima legislatura, o candidato social-democrata à Presidência da Assembleia da República.

Passos Coelho teve a lata de dizer que "Fernando Nobre conseguiu angariar, nas últimas eleições presidenciais, uma adesão muito importante de cidadãos que se têm mostrado desiludidos com a política e com as instituições". Por outras palavras, Fernando Nobre que se apresentou ao eleitorado como não político e crítico dos partidos, para angariar votos dos descontentes, afinal mentiu. 
Mais depressa se apanha um  mentiroso do que um coxo. 
 
O papel de Mário Soares 
Por aqui vimos também o papel de Mário Soares e muitos socialistas que apoiaram a candidatura de Fernando Nobre (PSD disfarçado) contra Manuel Alegre. 
Este anúncio foi feito depois de o Congresso do PS encerrar para "não quebrar a unidade" que se ensaiou forçadamente naquele Congresso.
   
É nesta farsa da direita, PS+PSD+CDS que nos querem envolver. 



A maior mentira

Não há duvida que a maior mentira que a comunicação social faz passar é que PSD e CDS são a oposição. Há jornalistas que têm o desplante de dizer que o Passos Coelho é o líder da oposição. Que oposição? Vejam bem ao que isto chegou! Julgam que somos cegos? Que o país é de idiotas? De atrasados mentais?

Oposição séria, com alternativas de esquerda e ruptura com a direita, oposição que está com os trabalhadores e com o povo, na rua, nos locais de trabalho, nas autarquias, só há o PCP e CDU.

Esses, não são trafulhas, são claros nas suas propostas, não fazem as jogadas de interesses ocasionais, ora com a esquerda ora com a direita, não são corruptos, não estão na política para se servirem e aos amigos e familiares. É por isso que, os que mandam na Televisão, escondem essa realidade, silenciam e deturpam, com falsidades, a actividade do PCP que, durante noventa anos, se tem mantido de pé, no combate, ao lado dos trabalhadores e do povo.

Há que desintoxicar as mentalidades e ver a realidade.

O exemplo da Islândia (3)

Afinal, há alternativa e é possível dizer NÃO aos bancos e à Europa capitalista


De acordo com a notícia de hoje do JN, os islandeses voltaram a recusar o pagamento da dívida de cerca de quatro mil milhões de euros. Tal como aqui já tinha sido referido este foi o segundo referendo que o Presidente da Islândia Olafur Grimsson, colocou ao povo.
A 20 de Fevereiro deste ano o Presidente tinha vetado o pagamento da dívida. A dívida voltou a ser renegociada e a UE baixou os Juros de cerca de 5% para cerca de 3% e alargou o prazo de pagamento de 8 para 30 anos. Contudo o Presidente voltou a exigir novo referendo e pela segunda vez, o povo disse NÃO. 
  
A lei IceSave tinha sido aprovada pelo Parlamento islandês, estabelecendo o pagamento de 3,9 mil milhões de euros aos credores externos.  
  
O Icesave foi uma das instituições financeiras que faliram na sequência da crise que atingiu com especial dureza a Islândia, com cerca de 320 mil habitantes, provocando a queda da moeda e da economia do país.  
 
Pelos vistos, há alternativa e vale a pena lutar!

9 de abril de 2011

Comício na Rua Augusta

Contra a ingerência e o desastre. 

Por uma política patriótica e de esquerda


No Comício na Rua Augusta Jerónimo de Sousa foi claro na responsabilização do PS, PSD, CDS e Presidente da República pela crise a que chegámos. Acusou o Primeiro-Ministro não querer falar das causas da situação em que o país se encontra, e muito menos falar das "consequências da ingerência externa que decidiu pedir". Pelo que se tem visto na Grécia e na Irlanda, a intervenção externa, é uma ingerência, para nos impor as tais "medidas de austeridade" que o povo não aceitou, uma vez que atingem os que mais precisam e aumentam os lucros dos muito ricos. 



Querem por-nos perante factos consumados antes das eleições
   
Jerónimo apelou à indignação e revolta, contra a mentira que representa esta "ajuda" do FMI. "Não aceitaremos, e apelamos a todos os patriotas e a todos os democratas que se mobilizem contra a tentativa de imposição destas medidas (...) com o apoio do PSD, do CDS e do Presidente da República, num momento em que estamos à beira de Eleições Legislativas" em que o povo vai, através do voto, decidir o rumo a tomar. 



A História de Portugal mostra-nos o caminho
Jerónimo de Sousa mostrou a falsidade destes partidos quererem convencer os portugueses de que o caminho que apresentam "é o único, de que estas medidas são inevitáveis e de que não há saída se não entregar o país nas mãos do fundo europeu e do FMI".
Recordando outros momentos da nossa História em que alguns "para defender os seus interesses, os seus lucros," não hesitaram em entregar e vender o País. Lembrou também, Jerónimo de Sousa, que nesses momentos de dificuldades, "foi o povo, e sempre o povo, que tomou corajosamente nas suas mãos a tarefa de defender os interesses de todos os portugueses, (...) a nossa soberania e independência nacional".



Existem alternativas, como sempre as houve 
"Àqueles que (hoje) entregam o País dizendo que não há alternativa, nós respondemos que há alternativas, como sempre as houve. Dizemos-lhes que a força para construir essas alternativas está nos trabalhadores, no nosso povo, na sua capacidade de produzir, de luta e de amar o seu País, e que por isso que essas alternativas não são só possíveis, como são indispensáveis para inverter o rumo de declínio nacional causado por décadas de política de direita e de abdicação nacional".
Jerónimo expôs as Alternativas que o Governo e os partidos da direita têm recusado e que a comunicação social têm escondido ao País. Em resumo disse que "Há alternativa para a questão da dívida" como o PCP tem vindo a propor, "proceder à renegociação imediata da dívida pública, quer quanto aos prazos, quer quanto às taxas de juro, quer mesmo quanto aos montantes". 



Governo firme na defesa dos interesses de Portugal
Para isso afimou a necessidade de um Governo "com uma acção firme perante a União Europeia". Mostrou a necessidade de "uma intervenção do Estado português junto de outros estados da União Europeia" que enfrentam iguais dificuldades, "visando uma intervenção convergente (...) exigindo o combate à especulação. Lembrou que há possibilidade de recurso a outras fontes de financiamento, entre estados.
O secretário-Geral do PCP mostrou ainda que "há alternativa à recessão económica, à dependência externa e ao aumento do desemprego, com a aposta na produção nacional, na dinamização do nosso aparelho produtivo". Paralelamente falou no estímulo ao mercado interno, na redução do desemprego na valorização do trabalho, na mais justa distribuição da riqueza, valorizando os apoios aos que menos têm e tributando os grandes lucros.



Governo patriótico e de esquerda
Para isso defendeu "um governo patriótico e de esquerda formado por homens e mulheres que coloquem os interesses do país acima dos interesses particulares e pessoais. Um governo de homens e mulheres capazes de agir com independência e segundo os interesses do país e não a favor dos grupos económicos e a pensar na recompensa futura de lugares de administração. Um governo em condições de levar à prática a política necessária ao país e aos portugueses, respeitando os valores de Abril e da Constituição, com o apoio de todos os que rejeitam a política de direita e o apoio das organizações, forças e personalidades que aspiram a um outro rumo para o país".



Projecto Alternativo 
Afirmou que o PCP apresenta "um projecto distinto e alternativo" a todos os portugueses, "independentemente do partido em que tenham votado, nomeadamente aos votantes do PS que se sentem defraudados por uma política que tem sido contrária aos interesses do nosso povo". Acrescentou ainda que "É preciso dizer a todos os que, desiludidos, desencantados com as sucessivas traições dos partidos em que votaram, julgam que já não há futuro, que sim, que há esperança num futuro melhor, num país mais justo. Mas que para isso se têm de juntar a nós na luta pela mudança política, na luta contra a ingerência do FMI...". 



Abril e Maio - Luta e esperança
Num apelo final Jerónimo de Sousa propôs: "Façamos de Abril e Maio, meses de luta e de esperança. Nas comemorações do 25 de Abril, nas comemorações do 1º de Maio daremos a máxima expressão à indignação e ao protesto, à exigência de mudança, uma luta que continuará no dia 5 de Junho com o apoio e o voto na CDU".
"A situação do país reclama como nunca uma ruptura e uma mudança. Uma política patriótica e de esquerda e um governo capaz de a concretizar. Tenhamos confiança na força do povo, que a vitória...será nossa".

8 de abril de 2011

Encontro entre o PCP e o BE

Projeto de convergência para um "Governo patriótico e de esquerda" para Portugal

De acordo com o Comunicado do PCP "A reunião realizada entre o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda, possibilitou uma troca de opiniões e pontos de vista quanto à avaliação de cada um dos partidos sobre a situação económica e social do país e também sobre os últimos desenvolvimentos decorrentes do pedido de intervenção externa, com o rasto dramático de consequências que consigo arrasta.
Uma avaliação que permitiu identificar aspectos onde há apreciações convergentes. Convergência de pontos de vista que não iludem ao mesmo tempo diferenças de opinião e até posicionamentos divergentes sobre matérias várias, em si mesmo um facto natural em partidos com percursos e projectos distintos"
.

Jerónimo de Sousa lembrou que "os patriotas e os democratas não estão todos no PCP, não estão todos no BE", sendo urgente uma solução "muito mais abrangente e muito mais ampla". Advertiu ainda para que "Não se afunile para situações aritméticas, esquecendo a dimensão de um projeto desta natureza, de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, que envolverá com certeza muitos e muitos portugueses que não estão nestes partidos", explicou, Jerónimo de Sousa.

Francisco Louçã apela a uma esquerda que abra caminho a “todas as pontes necessárias” e a “todos os diálogos possíveis” que permitam “construir uma alternativa que possa governar, liderar e alterar as regras desta economia que se tem fechado no desastre económico”. 


Louçã disse ainda que "Este encontro demonstrou que há vontade, determinação e confiança para que, em futuras consultas, haja esse compromisso de gente que tem opiniões distintas, mas que tem uma resposta perante o país: é preciso uma política de esquerda e um Governo de esquerda".

Também o PCP afirmou que, "A actual situação impõe uma ruptura com a política de direita, uma política alternativa patriótica e de esquerda capaz de abrir caminho ao desenvolvimento económico, ao progresso social e à afirmação soberana do interesse nacional, que exige para a sua concretização a formação dum governo patriótico e de esquerda, capaz de assegurar uma nova fase da vida do País. Um governo constituído com base nas forças e sectores políticos, democratas e personalidades independentes, que se identificam com a política patriótica e de esquerda, apoiado pelas organizações e movimentos de massas dos sectores sociais anti-monopolistas".


Para ver o Comunicado do PCP clique aqui

É urgente reflectirmos

As ideias que nos impingem, há décadas, serão ajustadas à vida real?


Tinha prometido a mim mesmo que, neste blogue, no separador "Conceitos", iria procurar "Definir conceitos... para que nos entendamos a comunicar e para que saibamos do que estamos a falar". Não consegui, como gostaria.


A propósito dos comentários ao texto do dia 7 "O poder sonífero da Televisão" vou reproduzir alguns fragmentos do artigo de opinião de Albano Nunes, no Jornal Avante que, na minha opinião, suscita interessantes reflexões sobre matérias de fundamental importância na vida política actual. 


"Em democracias formais esvaziadas de direitos económicos, sociais e mesmo políticos fundamentais, em que vigora um sofisticado controlo dos grandes meios de comunicação e instituições de reprodução ideológica, a mentira conserva apreciável capacidade de influência, até porque, como ensinou Marx, a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. É isso que permite aos senhores do capital durante largos períodos de tempo fazer impunemente o mal e a caramunha, banalizar e tornar aceitáveis práticas e valores que (veja-se Berlusconi) mais não são do que expressões da natureza desumana e profunda decadência do capitalismo, levar grandes massas a votar contra os seus próprios interesses e mesmo a apoiar as forças mais reaccionárias, como se vê com o inquietante avanço da extrema direita na Europa".


Na minha opinião, é um artigo que deve ser lido na íntegra, pois contém muitas matérias de grande actualidade.


Ver "aqui" texto completo.

Confirma-se o pluralismo da Televisão

A campanha de intoxicação dos telespectadores

Tal como escrevi ontem, e poderia escrever todos os dias, a campanha de intoxicação que a Televisão vem promovendo é marcada por um grande pluralismo patente na enorme diversidade de gravatas dos entrevistados.
A nova direcção de informação da TVI que entra em funções esta semana estreia-se com «uma novidade»: a entrevista, na primeira semana do seu exercício, com os quatro principais banqueiros, rematada por uma conversa com José Sócrates. 
Lá vamos nós assistir a mais uma sessão de adormecimento. 

7 de abril de 2011

O poder sonífero da Televisão


Mais do mesmo para uma informação pluralista 

É escandalosa a proporção de "tempo de antena" que a Televisão tem dado às análises do PSD, PS e CDS-PP, comparativamente com o que dedica ao PCP. Mesmo o tempo que o PCP tem a "sorte" de poder utilizar, é gerido de acordo com critérios muito duvidosos, que escondem parte do fundamental das suas posições. Estes critérios visam uma estratégia de evitar a divulgação e esclarecimento das acções e propostas do PCP e dar relevo a críticas que possam servir para transmitir a ideia que o PCP só critica e não apresenta propostas.




A Televisão não perde oportunidades para ouvir os mais variados comentadores, num leque muito "pluralista" e "democrático". Membros do Governo, deputados do PS, do PSD, do CDS, banqueiros de gravata azul, banqueiros de gravata amarela, grandes industriais de gravata verde, os representantes das grandes empresas de várias cores de gravata, especialistas da bolsa, com e sem gravata, enfim, todos os que geraram a crise que estamos a viver, mas cada um com gravata diferente, numa prova de grande pluralismo. 
Não há trabalhadores e sindicatos em Portugal? Ou será que não têm gravata? 
Não há partidos com outras propostas e visões da política que nos desgoverna? 
Com que critério é feita esta escolha? 
Quando, raramente, algum destes é convidado, as suas palavras, depois de muitas interrupções, são diluídas no conjunto de tantas e variadas opiniões das sumidades presentes, que o telespectador têm que possuir uma vontade de ferro e tomar muitos cafés para não se ter deixado adormecer entretanto. 
Isto faz-me adivinhar como vai ser a campanha eleitoral. 
Claro que isto não é nada de novo e portanto nem sequer é notícia! Não é notícia mas é uma denúncia para alertar as mentes que a televisão adormece, não só vencidas pelo sono, como pelas ideias que permanentemente injectam. Que raio... não podemos dormir tanto! 

6 de abril de 2011

As alternativas silenciadas

Ao grande capital, aos banqueiros e "mercados" não convém que se saiba que existem alternativas às suas exigências.



«O esquema especulativo montado pela UE e pelo BCE para enriquecer a banca à custa dos contribuintes, das famílias, e do Estado português é o seguinte: a banca empresta às famílias, às empresas e ao Estado português cobrando taxas de juro que variam entre 5% e 12%, ou mesmo mais, depois pega nessa divida, titularizando-a, e vende-a ao BCE obtendo empréstimos a uma taxa de juros de apenas 1%.» Eugénio Rosa.  


Hoje, no último dia de sessões plenárias, na Assembleia da República, o PEV e o PCP mostraram a necessidade de recuparação do aparelho produtivo, do crescimento económico e da renegociação da dívida externa. Alternativa real que é cada vez mais evidente.
Não temos que aceitar as chantagens dos "mercados". 
Contudo, a Televisão teima em esconder ao país essas soluções que não agradam aos banqueiros. É preciso que se saiba que existe uma alternativa, patriótica, de esquerda, que é apresentada pelas forças que compõem a CDU. 


5 de abril de 2011

Confirma-se o papel de Obama

EUA: acusados pelo 11/09 serão julgados em Guantánamo

O julgamento dos acusados de terem organizado os ataques de 11 de setembro de 2001 ocorrerá num tribunal militar especial na base naval dos Estados Unidos em Guantánamo, num prazo muito curto, e não diante de um tribunal de Nova York, disse o procurador-geral americano, Eric Holder.
O facto de que os julgamentos serem realizados em Guantánamo e não em Nova York representa um fracasso para Obama, que prometeu o fecho definitivo da base militar americana em Cuba.
Além disso, o anúncio dos julgamentos em Guantánamo é divulgado no mesmo dia em que Obama revelou oficialmente suas intenções de ser candidato a um segundo mandato presidencial nas eleições de 2012.
Khaled Cheij Mohamed, kwaitiano de 45 anos; Ramzi ben al Chaiba, iemenita de 38 anos; Ali Abd al Aziz Ali, paquistanês de cerca de 30 anos; Wallid ben Atash, saudita também de 30 anos, e Mustapha al Husawi, saudita de 42 anos, estão presos em Guantánamo desde setembro de 2006.


Todos eles passaram anteriormente pelas prisões secretas da CIA, onde foram maltratados e inclusive torturados.
Cada um dos presos corre o risco de ser condenado à pena de morte.
Os julgamentos por "crimes de guerra", diante do tribunal militar de excepção em Guantánamo, não dão direito aos acusados de terem defesa. Foram decididos em 2008, por George W. Bush, mas tinham sido suspensos por tempo indeterminado por Obama.
Em novembro de 2009, Obama tinha anunciado que esse julgamento ocorreria em pleno coração de Manhattan, diante de um tribunal federal de direito comum, não militar.
No entanto, algumas semanas mais tarde, várias vozes - como o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, e o chefe da polícia local contrariaram essa decisão e no Congresso vários Republicanos e Democratas, também expressaram desacordo com a ideia de serem julgados com os mesmos direitos que os acusados de crimes de direito comum.
Em maio de 2009, Obama tinha ordenado o restabelecimento dos tribunais de excepção de Guantánamo, sendo alvo de duras críticas por ter "esquecido" suas promessas de campanha.
Os tribunais militares de excepção de Guantánamo foram criados em 2006 por George W. Bush e muito criticados por ignorarem o direito à defesa.

3 de abril de 2011

Milhares de jovens em luta

Veja aqui

A censura modernizada

A comunicação social "adormece" as inteligências para que, os que têm apenas um olho, possam ser Reis


Diz o povo que em terra de cegos, quem tem um olho é rei. Saramago escreveu o ensaio sobre a cegueira, para que pensássemos. A comunicação social, não conseguindo cegar as pessoas todas, tenta colocar palas no olho esquerdo para que olhemos apenas para o lado direito. Felizmente, quem se interessa por conhecer o mundo à sua volta, pode sempre articular o pescoço e olhar à esquerda.
Isto a propósito de o PCP ter realizado uma conferência com deputados europeus de cinco países e a participação de Jerónimo de Sousa, no dia e sobre as temáticas em debate no Conselho Europeu. 
Apenas a Lusa compareceu, mas as notícias e as conclusões não foram divulgadas pelos órgãos de comunicação. Não era importante?
Neste Conselho Europeu, deram-se novos e muito gravosos passos no ataque à soberania nacional, o que deixa Portugal ainda mais dependente do estrangeiro. Sobre isso, nada foi dito pelos média, que pouco mais referiram que os sorrisos e abraços e até o beijo de Berlusconi a Sócrates.


A manha 


Hoje a censura é muito mais manhosa e eficaz que no fascismo. São os próprios jornalistas que fazem a censura (auto censura) para garantir o emprego e cair nas boas graças dos chefes e patrões, dos grandes grupos que dominam as cadeias de informação. Muitos dos que têm brio profissional e carácter, são afastados, ou postos na prateleira. 


É preciso dar a imagem de pluralismo
 
Por isso, nos debates televisivos, os sapientes comentadores, discutem se o PEC deve cortar 10% dos salários ou se deve cortar... 11%. Ou então, discutem se devem cortar os ordenados ou aumentar os impostos. Debates interessantes, que mostram o pluralismo de opiniões. Se aparece alguém a dizer que nada disso resolve e que o que é preciso é pôr Portugal a produzir, defender a nossa agricultura, as pescas e a indústria, criar empregos e riqueza, logo é atacado por todos os lados, visto como um lunático e, para a próxima, já nem fala. 


Bem escolhidos comentadores
           
Nos debates e comentários da TV, preferem-se as opiniões pessoais, dos iluminados comentadores, desde que sejam de direita. Evitam-se as opiniões das organizações, sejam sindicais, de agricultores, comerciantes ou outras. Organizações só as do grande patronato.
Hoje, a Comunicação chega a todo o lado, mas sempre através dos poderosos meios de difusão mundial, dominantes, que induzem as pessoas nas falsas ideias das «fatalidades» e das «inevitabilidades», dos «medos» de tudo o que não seja a "tranquilidade" do pântano da política de direita. Os média e em especial a TV chegam ao desplante de pôr os tais "especialistas" a falar sobre as propostas do PCP, manipulando e mistificando a alternativa real à política de direita. 


Poeira prós olhos
 
Vivemos hoje com uma censura escondida, difusa, mas omnipresente como complemento da manipulação ideológica, que deturpa a realidade e conduz as mentes para a distracção com ninharias para desviar as atenções do que é importante, enfim, para adormecer. Felizmente, ainda não controlam, totalmente, a Internet. Contudo, a Internet não tem a difusão e o poder que tem a Televisão.