30 de janeiro de 2011

Professores

Governo quer despedir milhares de professores

Passado o periodo eleitoral, o Governo retoma a ofensiva em vários sectores do País.
No ensino, a intenção do Governo é despedir milhares de professores. Mais uma consequência do Orçamento, aprovado com os votos do PS e a abstenção do PSD, que impõe um corte de 803 milhões de euros na Educação.
Não bastou a redução de 5.000 professores neste ano lectivo, para se atingir a brutal redução de 11,5% nas verbas para a Educação, sobretudo à custa do emprego e dos salários dos professores.
No blogue "http://professores-unidos.blogspot.com/" prevê-se que o Governo "em Setembro, eliminarão entre 30.000 e 40.000 horários de trabalho que correspondem a outros tantos empregos de docentes. Medidas que se reflectirão nas escolas públicas e também nas particulares e cooperativas, visto que a organização pedagógica e as regras de funcionamento são comuns.
Esta brutal onda de desemprego que se abaterá sobre os professores terá consequências muito graves no trabalho das escolas e um impacto extremamente nefasto na qualidade educativa". 
Para discutir estes graves problemas, uma Comissão de Professores da CDU de Mafra, preparou para a próxima quinta feira dia 3 de Fevereiro, às 18.30 um debate com Professores do Concelho de Mafra, um deputado do PCP, um representante do PEV e um Delegado Sindical. 
Odebateintitulado "À Conversa com..." realiza-se na sala da CDU na Ala Sul do Convento de Mafra. Os temas a tratar são: 
Organização do Ano Lectivo 2011/2012 (Fim da Área Projecto e Estudo Acompanhado; Fim do par pedagógico (EVT);  Fim do Desporto Escolar na componente lectiva; Cargos de coordenação: Director Turma  e outros a serem atribuídos aos professores com redução ao abrigo do artigo 79); Cortes Salariais e Consequências das políticas do Governo.

29 de janeiro de 2011

O que é Democracia? (3)

A revolta dos “novos escravos”

Na Inglaterra, país onde o desenvolvimento industrial foi pioneiro, a necessidade de mão-de-obra para as fábricas fez deslocar grandes massas de trabalhadores do campo para as cidades. As condições de trabalho e falta de regulamentação e de leis que protegessem os trabalhadores levou Robert Owen, rico industrial e “socialista utópico” a dinamizar as primeiras Trade Unions, (sindicatos). Propos leis para reduzir a exploração, em particular das crianças, e regular os princípios liberais da atividade industrial e comercial "do lucro imediato acima de qualquer outra coisa". Owen, por experiêcia própria, dizia que a lógica do capitalismo tinha levado os trabalhadores a condições de vida desumanas, materiais e espirituais, piores que as pré-industriais. Os industriais, numa competição acelerada, para obterem o máximo lucro, "levaram as classes inferiores, de cujo trabalho deriva hoje essa riqueza, a um nível de verdadeira opressão... Por conseguinte, eles encontram-se actualmente numa situação de degradação e miséria muito maior do que aquela em que se encontravam antes da introdução dessas indústrias, de cujo sucesso depende hoje a sua mera subsistência", disse Owen. 




Também em França, Fourier, outro “socialista utópico”, defendeu o princípio do “direito do trabalho” como uma necessidade de regulamentar as relações entre empregador e empregado, e de defender os trabalhadores que não tinham alternativas senão aceitar o que lhes era “oferecido”. Surgiram críticas dos socialistas (utópicos) ao direito de propriedade dos meios de produção e à exploração, críticas e análises que tiveram a virtude de despertar a consciência não só de trabalhadores como também de muitos humanistas e de alguns sectores da burguesia.
Em Inglaterra, em 1831, uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as condições de trabalho e dos trabalhadores, registou: “… Diante desta Comissão desfilou longa procissão de trabalhadores homens e mulheres, meninos e meninas,  abobalhados, doentes, deformados, degradados na sua qualidade humana, cada um deles, clara evidência de uma vida arruinada, um quadro vivo da crueldade do homem para com o homem…” O relatório produzido, foi uma impiedosa condenação dos legisladores que, quando em suas mãos detinham o poder, “abandonaram os fracos à rapacidade dos fortes”.
As concepções liberais da autonomia da vontade, hipocritamente projectadas nas relações de trabalho, traduziam-se na liberdade do economicamente mais forte para explorar o mais fraco.
Assim neste ambiente controverso, a classe operária foi aprendendo, à sua custa, a organizar-se, primeiro por necessidades de ajuda humanitária, que depois evoluíram para embriões de organizações de classe.
.

26 de janeiro de 2011

Capitalismo e especulação financeira

Casos do BPN

Li hoje no Editorial do Negócios, o seguinte: 


O fabuloso ano de 2002 do BPN, Jornal Negócios, 26-01-2011, Editorial
Pedro Santos Guerreiro - Director

26 de Setembro de 2003. O Negócios revela em primeira página: "Auditor com reservas às contas do BPN". Eram as contas de 2002 - o ano em que, como foi dito ontem no tribunal, o BPN já estaria falido. Mas aquela notícia teve consequências: o BPN mudou de auditor e cortou a publicidade ao Negócios.



É assim que funcionam os "mercados" e o capital financeiro. 
Fiquei entretanto a pensar se a atitude do Jornal Negócios será uma excepção? Quantos editores cedem às pressões do poder económico e publicam apenas aquilo que aos proprietários dos órgãos de comunicação convém?


No final do Editorial, revela-se que José Oliveira e Costa explicava que tinha tomado decisões "para não pagar tanto imposto", afirmava que o crédito ao imobiliário e construção era "produto de alta qualidade" e que "A SLN tem 420 sócios, todos empresários de sucesso. Tomara que todo o crédito estivesse tão seguro quanto estes!"
Oito anos depois, começa o julgamento. O Director do Negócio termina assim o seu Editorial.
Alguns desses accionistas estão agora no banco dos réus. Outros, como Cavaco Silva, preferem riscar a passagem do BPN pelas suas vidas. Oliveira e Costa diz-se afectado na sua saúde. O tribunal vai adiando o julgamento porque não tem uma sala em condições. Tudo isto é fabuloso: do domínio das fábulas. "Valores que distinguem", diziam eles. Nós distinguimos bem: são dois mil milhões de euros.

O Julgamento foi adiado para depois das eleições, tal como o governo adiou as Indemnizações dos despedimentos.
Creio, não ser necessário mais comentários.



Irritar os "Mercados"

Irritar os mercados deve ser a palavra de ordem dos portugueses. Pelos vistos temos andado muito enganados.
Os mercados lá sabem! Quando foi aprovado o Orçamento, aumentaram as taxas de juro, agora eleito Cavaco aumentam outra vez. Está-me a parecer que temos andado enganados e para resolver os problemas do País e baixar os juros da dívida, o que é preciso é... "avisar a malta" e... irritar os mercados!

24 de janeiro de 2011

O que é Democracia? (2)

A revolução industrial

Como já referi no texto anterior, quando desponta a Revolução Industrial, a burguesia, manufatureira, em ascenção, promove o combate à legislação proteccionista, mercantilista - que remontava ao feudalismo - nessa época, favorecendo a aristocracia no poder. As novas ideias do individualismo, da liberdade individual, criam outros valores, e uma nova ética, não só na liberdade de contratar pessoal, de definir as condições desses “contratos” sem restrições, mas sobretudo na "liberdade do homem em sociedade", mais precisamente no mercado de trabalho. A “liberdade” de contratar sem regras era equiparada à liberdade da mão-de-obra aceitar ou não esses “contratos”.
Considerava-se que para os novos empreendimentos e indústrias prosperarem, era essencial aos negócios, não haver regras que os cerceassem. Nesta ampla liberdade individual, as novas relações eram reguladas por contrato social, e combatidas as regras antes fixadas pelas Corporações de Ofício.

Os objectivos sociais passam a ser entendidos como a soma dos objectivos individuais, vistos na óptica do  máximo lucro.



Justificavam os ideólogos do liberalismo que todos os cidadãos deviam ser "iguais perante a lei" partindo do princípio que, sem regras, sem lei, qualquer pessoa tinha iguais oportunidades de montar o seu negócio, ser empresário e vir a ser proprietário dos meios de produção e poder também contratar trabalhadores para a sua empresa. Esta justificação era na realidade falsa. Pelo contrário, a livre exploração da mão-de-obra levava cada vez mais ao empobrecimento dos trabalhadores e à fortuna cada vez maior dos exploradores mais bem sucedidos.

Nessa forma de sociedade aumentava rapidamente o fosso que separava os proprietários (capital) dos não-proprietários (trabalho).

O individualismo levava a uma exploração do mais fraco pelo mais forte. O capitalista "livremente" podia impor, sem interferência do Estado, as suas condições ao trabalhador. Havia igualdade jurídica, esquecendo os restantes factores para que houvesse igualdade real.

O mais forte tinha a liberdade de subjugar o mais fraco, assim como o mais fraco tinha a liberdade de não aceitar essa subjugação (ainda que a sua fraqueza o não permitisse, pois dela dependia a sua subsistência, e até a sua vida).

Os ricos eram cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Era cada vez mais clara a fronteira entre classes (exploradora e explorada).



Defendiam os liberais, com certo cinismo, que as pessoas podiam auto regulamentar seus interesses e as relações económicas pelas regras do Direito Natural. O fraco tem o mesmo direito que o forte de o atacar. Se o leão ataca o cervo também o cervo pode atacar o leão.

Os trabalhadores sofriam, sem qualquer protecção pois como disse Jonh Locke “o Estado não deve interferir”.

A classe operária e vários humanistas, na impossibilidade de se libertarem, desenvolveram várias formas de ajuda aos mais necessitados. Surgiram associações de auxilio e de solidariedade e, também, movimentos sociais e políticos que procuraram defender os trabalhadores explorados.

Ainda hoje muitos tentam regressar a esses tempos em nome da liberdade e da democracia.

23 de janeiro de 2011

Eleições e o despertar de consciências

Hoje, dia de Eleições para Presidente da República, Cavaco Silva ganhou à primeira volta com quase 53%, Francisco Lopes, o meu candidato, obteve 7,14%.
Como disse Jerónimo de Sousa, "esta candidatura ligada aos trabalhadores e aos problemas do país, recolheu apoio e a identificação que constituem um importante contributo para novas opções políticas e garantiram a determinação na luta que continua e se vai intensificar para vencer o declínio nacional e as injustiças sociais".


Para quem desejaria um melhor resultado, pode parecer que foi mau. Nada de mais errado. A candidatura de Francisco Lopes, como ele disse, "colocou ao povo português a questão essencial em causa no tempo em que vivemos: a necessidade da ruptura e mudança face a um rumo de declínio e injustiça social que conduziu o País para o atoleiro". Objectivo sem dúvida ambicioso para ser compreendido pela maioria dos portugueses. Objectivo que assusta os comodistas (não os comunistas), quem foi habituado à pasmaceira, ao "deixa andar", chamados de "estabilidade". O País precisa de "estabilidade", disseram políticos e comentadores em constantes comícios feitos na Televisão e Jornais, bem apoiados, por quem quer que tudo fique na mesma pois, é assim, que mais lucram. Como hoje já não há serviço de censura, esta é feita por "administração directa", silenciando grande parte da comunicação de Francisco Lopes. Com ar de pluralismo, fazem-se debates entre comentadores iluminados, directores dos jornais, e outros que tais, e tudo fica em casa. Dizem, esses iluminados pelo saber, que a Campanha Eleitoral foi muito fraca. Que os candidatos se atacaram mais do que fizeram propostas. Na realidade, foi essa a ideia que quiseram dar, e que transmitiram, desvalorizando, ou omitindo, as linhas políticas de "um novo rumo patriótico e de esquerda, vinculado aos valores de Abril e a concretização do projecto consagrado na Constituição da República Portuguesa, no caminho do desenvolvimento, da justiça e do progresso social" muitas vezes referido por Francisco Lopes.



Muitos trabalhadores entenderam as propostas de afirmação do "caminho da produção nacional, da criação de emprego, da valorização do trabalho e dos trabalhadores", a ponto de haver quem, sem referir a autoria, falasse do mesmo como se fosse uma ideia sua, descoberta na ocasião.

Mas, também como disse Francisco Lopes, os resultados destas eleições, estão "muito além da sua expressão em votos", estão na "simpatia, no apoio e na identificação com os objectivos da candidatura, que constituem um importante contributo para novas opções políticas e a abertura de um caminho novo patriótico e de esquerda para o País".

Muitos dos eleitores que pela primeira vez votaram num candidato comunista, muitos que ainda desta vez não votaram, como também não votaram noutro, alargam "esta corrente de acção para mudar Portugal para melhor" disse Francisco Lopes acrescentando "Contem com a nossa convicção, a nossa determinação, o nosso projecto, a nossa confiança nos trabalhadores, no povo e no País. Temos encontro marcado já amanhã e todos os dias que se seguem na luta que continua e se vai intensificar para vencer o declínio nacional e as injustiças sociais, para construir um Portugal com futuro, uma sociedade mais justa".

O que é Democracia? (1)

Palavra que permite tantas ambiguidades

Será que existe democracia? Ou democracia é apenas um ideal? E se é um ideal, que ideal é esse?

Ainda que seja meu objectivo apenas dar ideias simples e levantar questões, que nos ajudem a pensar, dada a amplitude do tema, vou dividir os textos, ou as postagens se preferirem, em vários capítulos.

Como é sabido as ideias de Democracia vêm da Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo), o que interpretado na sua pureza daria Governo do Povo. Pergunta-se desde logo. Povo a governar ou, governo em nome do povo? Reflictamos nos casos conhecidos da história, em especial a partir do séc. XIX e, mais particularmente, após os primórdios da Revolução Industrial.
Nessa época, de grande riqueza histórica e cultural, desenvolveram-se duas doutrinas políticas dominantes, o liberalismo de um lado e o socialismo do outro. Cada uma delas era sustentada por pessoas que ocupavam diferentes posições na sociedade.
Os burgueses eram os habitantes dos burgos. Artesãos, comerciantes e negociantes que trabalhavam com dinheiro, e de certo modo concorriam com a nobreza, que era quem detinha a riqueza e o poder (coisas que têm andado sempre ligadas). Os mais pobres viviam fora das cidades, nas suas periferias “extramuros”. Na generalidade, todos os burgueses eram desprezados pelos nobres. Eram os herdeiros dos vilões da Idade Média (habitantes das vilas - conceito romano), eram os artesãos, lojistas e companheiros que compunham o movimento sans-culottes da grande Revolução Francesa de 1789.

O trabalho humano e a liberdade

Há muito que filósofos descobriram que o trabalho é fonte de libertação, factor de cultura e de progresso. O trabalho dá dignidade ao ser humano, por o colocar em vantagem aos restantes animais, controlando a natureza para melhorar o seu bem-estar.
No século XVIII a primazia pela razão elevou o homem como responsável pelo progresso material e técnico e pela descoberta de que essa qualidade exigia liberdade de viver e pensar. Este conceito de liberdade foi uma reacção ao Absolutismo Monárquico. A intervenção do Estado, absolutista, na economia foi vista como uma limitação da liberdade. Assim as ideias liberais começaram a surgir contra o Absolutismo, contra o direito divino dos Reis e da Religião de Estado. Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke, Montesquieu e Voltaire, entre outros.
O trabalho livre foi considerado integrante da liberdade do indivíduo.
A partir do final do Séc XVIII, e depois da Revolução Francesa, os burgueses foram conseguindo o poder nos principais países da Europa.


Os burgueses mais ricos, com o desenvolvimento da técnica, aperfeiçoaram meios de produção sofisticados que permitiam maior produção a custos mais baixos, concorrendo em vantagem com os outros artesãos. O laissez-faire (liberdade de cada um fazer) está no cerne da regulamentação das novas actividades de produção que revelavam qualidades novas “industriais”. Esses burgueses, puderam então controlar as relações de trabalho, a vida nas fábricas, sem restrições. A liberdade permitia que se instituísse uma nova forma de escravidão, com o aumento do poder dos que assim conseguiam aumentar rápidamente a sua fortuna. O operário não passava de um simples meio de produção.

A liberdade de contratar não dava meios ao operário, subjugado pela fome. O trabalho era a sua única fonte de sobrevivência e portanto não podia recusar uma jornada de trabalho que muitas vezes se estendia durante quinze horas, em condições de higiene e segurança deploráveis tendo que aceitar uma retribuição miserável. Teoricamente livre, o operário tornava-se cada vez mais dependente do patrão. Surgia uma concepção de direito a que posteriormente correspondeu um papel do estado, contrária aos interesses do proletariado. A classe operária sem qualquer protecção, sofria, enquanto o Estado assistia inerte, na convicção liberal de que seu papel não devia ir além da ordem pública, podendo os cidadãos conduzir-se como melhor lhes aprouvesse. Jonh Locke afirmou: "ao Estado não cabe interferir. O homem é livre. A intervenção do Estado é negativa". É fácil concluir que, esta concepção de liberdade, serve apenas a quem tem o poder.

22 de janeiro de 2011

Reflexões em dia de reflexão

Votos em Branco ou Nulos

A abstenção ou o voto em branco contribuem sempre para aumentar a percentagem de votação do candidato melhor colocado. Insatisfações ou diferenças de opinião não devem servir para fazer de conta que tudo é igual. Se isto está mau não podemos ficar calados.


Lembremo-nos de Martin Luther King:
"Não tenho medo das palavras dos violentos, mas sim do silêncio dos honestos"


Num momento em que o País e os portugueses caminham para maiores dificuldades, é dever, de quem é consciente, defender a democracia e afirmar a sua dignidade como cidadão, votando de acordo com a sua consciência, com os seus interesses de classe e vontade de contribuir para o futuro de todos.

21 de janeiro de 2011

No Avante!


"A nossa campanha levou a confiança e a esperança a milhares e milhares de homens, mulheres e jovens – humilhados e ofendidos pela política de direita..."
"...é na luta e na intervenção activa dos trabalhadores e do povo que se encontra o caminho da mudança".
"A candidatura de Francisco Lopes é, nas palavras do próprio candidato – palavras certeiras, solidárias, carregadas de esperança e confiança – «uma candidatura que se dirige também a todos os que sentem vontade de desistir, dizendo-lhes que não desistam, que vale a pena acreditar, que vale a pena confiar em quem tem palavra e está consigo nas suas lutas e inquietações; dizendo-lhes que a melhor resposta que têm para dar é juntarem-se a nós com o seu voto para condenar os que, no Governo e na Presidência, há muito desistiram de Portugal»."
(in Avante! de 20 de Jan. 2011 http://www.avante.pt/pt/1938/Editorial/)

Morte de Lénine


No dia 21 de Janeiro de 1924, há 87 anos, na aldeia de Górki, nos arredores de Moscovo, falece Vladímir Ilitch Lénine, quando não tinha ainda completado 54 anos. A sua morte é recebida com profunda dor pelos trabalhadores do mundo inteiro. No dia do funeral, o proletariado internacional declarou uma paragem de cinco minutos no trabalho.

Na URSS, a circulação ferroviária é interrompida, fábricas e empresas suspendem a laboração, milhões choram o desaparecimento do líder, prestando homenagem ao fundador do partido bolchevique e principal obreiro da revolução socialista que abriu portas à construção da sociedade nova sem exploradores nem explorados.

Vladímir Ilitch Lénine destacou-se no seu tempo como um grande intelectual, filósofo, economista, político, orador, legando-nos uma extensa e valiosíssima obra com 55 volumosos tomos. Na memória dos povos ficará para sempre a recordação do criador do partido bolchevique, o impulsionador da primeira revolução socialista vitoriosa e o fundador do primeiro Estado socialista – a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

20 de janeiro de 2011

Francisco Lopes

Campanha eleitoral
Hoje tive um dia muito positivo. De manhã, na Feira da Malveira, com um grande grupo de camaradas e amigos, a tentar despertar muita gente revoltada e de “braços caídos”, que diz não votar em nenhum candidato. A alguns convencemo-los que não votar é ajudar a direita a manter-se no poder e a agravar a situação que tem vindo a criar, sacrificando cada vez mais quem trabalha.

À tarde, na arruada em Lisboa, com Francisco Lopes. A baixa de Lisboa encheu-se de apoiantes e activistas.
Segundo as notícias que vi, eram mais de 2.000. A mim pareceram-me mais. 
O candidato teve oportunidade, para mobilizar e apelar ao voto na candidatura no próximo domingo. Faltam apenas dois dias. 
Jerónimo de Sousa, José Barata Moura, mandatário da candidatura, Calos Carvalhas, Bernardino Soares e vários outros Deputados da Assembleia da República, dirigentes sindicais e muita outra boa gente, lá estava também a apoiar Francisco Lopes.




Estive lá. Participei! Vi muitas pessoas e amigos que não via há bastantes anos. Verifiquei com alegria que alguns, que têm andado desanimados, agora reagiram e decidiram juntar-se a nós para ajudar a travar o perigo que vem da direita! Gostei. Muita gente consciente do seu dever, nesta luta que o povo e os trabalhadores estão a travar.

Muita alegria! A alegria de todos os que estão bem com a sua consciência, por estarem com os seus camaradas, com os trabalhadores. 
Lembrei-me de Zeca Afonso – Traz outro amigo também…. 



19 de janeiro de 2011

Ainda Miguel Sousa Tavares

O Conteúdo das campanhas presidenciais
Para além do breve comentário feito a propósito do post do Cantigueiro, quero ainda referir o que para mim é a questão de fundo. O conteúdo das campanhas. Miguel Sousa Tavares considerou que todos os candidatos eram vazios de propostas e que todos tinham feito uma campanha de fraco conteúdo. Não conseguiu ver diferenças. Mediu todos pela mesma bitola. 
Desde a apresentação da candidatura que Francisco Lopes assumiu publicamente um compromisso com os democratas e patriotas, com os trabalhadores.
Desde então, Francisco Lopes tem manifestado, nos debates, nos textos escritos e nos discursos que “o regime democrático consagrado na Constituição tem tido nos detentores do poder e nas políticas que praticam o seu principal agressor, num permanente conflito entre o carácter progressista e avançado do regime democrático, e a acção e os objectivos prosseguidos por sucessivos governos com vista ao seu desfiguramento e amputação”.



Tem afirmado que “a situação a que o País chegou é indissociável do desrespeito sistemático, por omissão ou violação grosseira, do texto constitucional e das mutilações que as várias revisões lhe têm imposto”. Insistiu sempre que a “solução dos problemas nacionais implica um compromisso empenhado com o projecto de Abril, inscrito na Constituição da República Portuguesa”.
Assinalou sempre que a sua candidatura “exprime a exigência de uma profunda ruptura e de uma efectiva mudança em relação às orientações políticas seguidas nas últimas décadas”.
Apresentou repetidamente “uma alternativa para o exercício das funções do Presidente da República” com o respeito, cumprimento e efectivação da Constituição da República, e dando combate às práticas que a desrespeitam e aos projectos que visam a sua subversão”.



O novo rumo que defende Francisco Lopes, assenta “na afirmação do reforço do aparelho produtivo e da produção nacional, como componente essencial para o desenvolvimento económico, para a criação de postos de trabalho com objectivo do pleno emprego e para a resolução dos principais estrangulamentos do País”.
Esclareceu, muitas vezes, em todos os locais, embora esquecido pela comunicação social, as formas como encara essa nova política, que passa pelo “aumento dos salários e das pensões, elevação do poder de compra, maior justiça social, reduzir as desigualdades, combate à pobreza, estímulo ao desenvolvimento económico e sustentação da actividade de milhares de pequenas e médias empresas”.



Tem acrescentado que o novo rumo que defende, se firma “na garantia de um sector público forte e determinante, no apoio às PME, na defesa dos serviços públicos, das funções sociais do Estado, na saúde, na educação, na segurança social”.
“Um rumo que valorize as imensas potencialidades da nossa agricultura, das pescas e de todos os recursos do mar, que defenda, na sua especificidade, a pequena e média agricultura, as explorações familiares e que, garantindo rendimentos dignos aos agricultores, promova a protecção e desenvolvimento da floresta, defenda o mundo rural e combata o abandono e a desertificação do interior”.
Avançou ainda com a necessidade de cumprir a Constituição no que se refere à “promoção da cultura e da língua portuguesas e de desenvolvimento de uma política nacional de ciência e tecnologia, que estimule e diversifique a produção e a criação artística, promova a fruição cultural, preserve e difunda o património cultural e a cultura popular, que aposte na ciência e investigação, no acesso sem restrições ao conhecimento, como forma de emancipação humana”.



Enfim demonstrou que Portugal só tem a ganhar com essa nova política e ainda com uma adequada política de ambiente e de ordenamento do território e que preserve os recursos naturais. Um rumo em que o Estado assuma um papel de motor do desenvolvimento, com o fortalecimento e autonomia do Poder Local, a afirmação da autonomia político-administrativas das regiões autónomas, a concretização da regionalização. Tem exposto a sua visão do papel do Presidente da República, no quadro dos seus poderes, pode e deve intervir de forma inequívoca na concretização do compromisso que assume de «defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa».
Pois, parece, que nada disto Sousa Tavares entendeu.

Máquina de moedas...

Do blogue "Cantigueiro"
é com muito gosto que transcrevo a seguinte boa observação: "Miguel Sousa Tavares é assim como que uma espécie de máquina dispensadora de clichês reacionários. Os patrões enfiam-lhe as moedas e lá vão saindo as frases estúpidas que todos lhe conhecemos".

18 de janeiro de 2011

Revolta da Marinha Grande

18 de Janeiro de 1934



Há 77 anos, os operários vidreiros da Marinha Grande levantaram-se contra o regime fascista, numa combativa luta pela liberdade, contra a exploração, por uma vida mais digna e uma sociedade mais justa.
Foi também uma luta contra a fascização dos sindicatos e pela livre organização dos trabalhadores; contra a ofensiva salazarista, contra os baixos salários.
Lutaram também por um horário de trabalho de 8 horas.




Todos os trabalhadores sentiram nessa luta dos seus camaradas vidreiros, um estímulo em defesa das liberdades, contra as perseguições, as prisões, as torturas e assassinatos dos trabalhadores que se revoltavam.


Uma experiência de organização e luta


A luta dos vidreiros em 18 de Janeiro de 1934, comportou deficiências, erros e ilusões verificadas na sua preparação mas que serviram também para a compreensão da importância da organização da classe operária, para o futuro.  


Os trabalhadores em geral e a classe operária vidreira em particular, dispunham já de experiências de luta e de uma organização de classe, o sindicato dos trabalhadores vidreiros, de uma organização local do PCP e do apoio unitário de muitos trabalhadores. 




Disse Álvaro Cunhal em 1975 na Marinha Grande que "Os revolucionários do 18 de Janeiro foram derrotados num combate em que a heroicidade não bastava para vencer a enorme desigualdade de forças, mas, como muitas vezes aconteceu na história, foi do amargo da derrota que o movimento operário revolucionário extraiu as lições para melhorar a sua organização e elevar a sua capacidade de luta".


Campo do Tarrafal - Campo da "Morte Lenta"


A reacção de Salazar, foi de grande violência, com elevado número de prisões, despedimentos, julgamentos sumários, condenações a pesadas penas de prisão, deportações e assalto ao que restava das organizações operárias livres.


Foi nessa ocasião criado o Campo de Concentração do Tarrafal com o objectivo de aterrorizar o povo português e poder assassinar, longe do país e das famílias, os presos políticos considerados mais perigosos.




O Campo de Concentração do Tarrafal, tornou-se num verdadeiro inferno para os presos antifascistas que para lá foram enviados.


Hoje recordar o 18 de Janeiro é imperioso, uma vez que a direita tenta a todo o custo branquear o fascismo, absolver os seus crimes, alterar e até falsificar a história.


Recordar o Fascismo e defender a Democracia


A direita não quer que se recorde os que deram o melhor das suas vidas e, alguns deles, a própria vida, para que Portugal pudesse ser livre, para que uma sociedade mais justa fosse possível.  É preciso não esquecer que o fascismo existiu e o que significou, para que o não possa voltar. As ameaças aos trabalhadores, o clima de revolta criado, o aumento enorme da pobreza e da fome, podem ser aproveitados para abrir caminho ao regresso a regimes fascizantes. 




As alterações da Constituição, retirando os direitos dos trabalhadores e do povo, retirando o projecto social que o 25 de Abril conquistou, são graves indícios de que a direita faz constantes tentativas para abrir brechas nas conquistas do 25 de Abril de 1974.
Os grupos económicos que existiam a coberto do regime de Salazar têm vindo a readquirir o seu poder e a controlar a política e o que resta do regime democrático.


Hoje, para defender a democracia, os trabalhadores e todo o povo cada vez mais explorado, é vital defender a Constituição.



Ary dos Santos



José Carlos Ary dos Santos, morreu a 18 de Janeiro de 1984, na rua da Saudade, em Lisboa.
Ary, foi um exemplo de intelectual progressista.
Aliado incondicional dos trabalhadores, do povo, militante do PCP como orgulhosamente afirmava, convicto dos ideais que defendia, ideais de luta, de justiça social, de liberdade, de fraternidade.
José Carlos Ary dos Santos é o exemplo do intelectual que tomou partido, que fez a sua consciente opção política e de classe e que assim lutou por um mundo melhor.
E não foi em vão a sua luta.
Ary dos Santos é a força, do punho que erguia, da bandeira em cada verso que em nós continua sempre presente, da confiança que alimenta, confiança no Futuro.

O Futuro 

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.
                                              
José Carlos Ary dos Santos

http://www.youtube.com/watch?v=fbsOhWt3nyw

16 de janeiro de 2011

Canção que, infelizmente, está novamente actual

José Afonso e "Os Vampiros"


VAMPIROS

José Afonso, começou por cantar o tradicional fado de Coimbra. No entanto, como ele disse, na década de 60 apercebeu-se "da inutilidade de se cantar o cor-de-rosa e o bonitinho, muito em voga nas nossas composições radiofónicas e no nosso music­haIl de exportação". Procurou então dar às canções "uma certa dignidade" e "valor educativo". Tornou-se então uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 1960, com as canções de intervenção, de conteúdo revolucionário e de esquerda, contra o fascismo. As canções de José Afonso marcaram o derrube do fascismo e o 25 de Abril de 1974. A sua canção, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas.

Em 1963 são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro — o primeiro contra a opressão do capitalismo, o segundo, inspirado na miséria do Bairro do Barredo, no Porto — integravam o disco Baladas de Coimbra, que viria a ser proibido pela Censura. José Afonso e Adriano Correia de Oliveira tornaram-se símbolos de resistência antisalazarista da época.

Segundo relata José Afonso, os vampiros, canção contra a exploração capitalista, foi pensada numa viagem a Coimbra pela urgência de tratar temas, educativos, na tentativa de se "repercutirem no espírito narcotizado do público, molestando-lhe a consciência adormecida em vez de o distrair”. Foi essa a intenção que orientou a génese de "Vampiros", imagem da "fauna hiper­nutrida de alguns parasitas do sangue alheio". Diz ele, "fiz uma canção para servir de pasto às aranhas e às moscas".

15 de janeiro de 2011

Heróicas de Fernando Lopes Graça

Acordai

http://wn.com/Fernando_Lopes-Gra%C3%A7a

http://www.youtube.com/watch?v=I-QaJRbzUnE

Fernando Lopes Graça, tem uma vasta e valiosa obra musical e, também, uma interessante obra literária. As Canções Heróicas, musicadas sobre poemas de autores portugueses foram cantadas não só pelo Coro da Academia de Amadores de Música, mas também pelo povo,  como canções de luta e protesto contra o regime fascista. A Censura e a PIDE não conseguiram calar a voz dos resistentes anti fascistas. Hoje, perante novas ameaças, as Heróicas de Lopes Graça voltam a expressar a luta contra o capitalismo explorador e opressor.


Dessas Canções Heróicas, "Acordai" tem significado especial pela oportunidade e urgência de despertar as consciências, do povo, dos trabalhadores dolorosamente sacrificados pelas injustiças e desigualdades que esta sociedade está a criar.

Acordai

Música de Lopes Graça
Letra de José Gomes Ferreira

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz


Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações


Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

14 de janeiro de 2011

Aumento dos preços da água

Mafra - Privatização da água. Os preços aumentam 17%



Em sessão da Câmara Municipal de Mafra, os eleitos do PS e PSD aprovaram um aumento brutal do preço da água no Concelho de Mafra. Recorde-se que a exploração da

  • Na Petição lê-se "...os eleitos do PS e PSD aprovaram um aumento brutal do preço da água no Concelho de Mafra. Recorde-se que a exploração da água em Mafra foi entregue à Companhia Francesa Générale des Eaux, agora Veolia, também com os votos do PSD e do PS e votos contra da CDU. A água no Concelho de Mafra tem sido das mais caras, com o novo preço a factura aumenta em 17%. É certamente o maior aumento da factura da água, do País. Será que voltámos aos tempos de D. João V, onde só a nobreza e os aristocratas podiam viver no Concelho de Mafra? Porque foi privatizada a água no nosso Concelho? Quem lucrou com esta privatização? 
    A população, exige da Câmara de Mafra, a anulação deste aumento vergonhoso. 

    Concelho de Mafra. Maioria PSD. Exemplo da política da direita. Autarquia endividada muito acima do que permite a lei. A Democracia é uma farsa.
    Os preços aumentam assustadoramente. Água mais 17%. Vejam a Petição

    http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N5381



  • Veja-se ainda o post publicado em 10 de Janeiro http://c-de.blogspot.com/2011/01/ao-estilo-da-madeira.html

12 de janeiro de 2011

Um debate no facebook

Comentário do Jornal Público, provocou a indignação. 

O comentário do Público foi o seguinte:

Público - Temperatura em campanha - jornal.publico.pt


Francisco Lopes. Dedicou o dia aos trabalhadores, à margem sul e insistiu no "desmantelamento" da indústria. Um pouco de originalidade era bem-vinda.


As reacções não tardaram:


"A vergonha de Jornal da direita "O Público" começa por ter um nome falso e enganador - Deveria ser "o Privado". De público não tem nada. De comunicação "social" ainda menos. O que diz de Francisco Lopes:
"Dedicou o dia aos trabalhadores, à margem sul e insistiu no "desmantelamento" da indústria. Um pouco de originalidade era bem-vinda. ..."
"à direita custa que Francisco Lopes dedique o dia aos trabalhadores. Aos que dedicam os dias a negociar acções do BPN pagos pelo povo não lhes custa!"


"O chamado "Jornal Público" diz no seu comentário que Francisco Lopes insistiu no "desmantelamento" da indústria. Será porque não sabem escrever ou porque quiseram enganar os leitores? Francisco Lopes não insistiu. Francisco Lopes criticou o desmantelamento da nossa indústria!
Como se atreve o jornal chamado "Público" a aconselhar Francisco Lopes a ser mais original. Para dizer o mesmo que Cavaco? Não obrigado. Essa originalidade não serve os trabalhadores."

"É de facto uma "informação" do mais baixo nível. Por onde andarão os bons jornalistas?"

"Estes pseudo-jornalistas deviam ter zelo profissional. E ética. Servem-se da profissão para manipular consciências. É tudo menos relato de notícias."
"Mas o "Público" continua a ser o que sempre foi, nem para embrulhar peixe serve!"
"São maus profissionais e tudo menos boa gente."
"Por isso ninguém o compra. É sustentado pelo Grupo Sonae até ao dia que deixe de fazer falta ao Belmiro."

"O nível é tão baixo que a frase final do comentário diz tudo "Um pouco de originalidade era bem-vinda. ..." De facto a tal originalidade que o Público desejaria, não a têm nem a terão! Avança Francisco Lopes, na tua batalha de sempre: a defesa dos explorados contra os exploradores. Contra os parasitas, o Grande Capital Financeiro e especulativo."

"Na falta de uma verdadeira "Comunicação Social" temos que ser nós a levar a informação cada vez mais longe. Não fiquemos por este circulo de amigos. Alarguemos os nossos círculos de amigos, aos trabalhadores que ainda andam mal informados com a poluição da informação dominante e dominada pelos grandes grupos económicos."


"http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=3360b4a8-bc0e-484e-8c62-be00cb22b3c2
Como se pode ver pela a "análise" da situação política nacional, para Leonete Botelho, não existe mais vida para além de PS e PSD, não admira estas tiradas."

"Foram jornalistas destes que tem dado um contributo indispensável para o caminho que nos conduziu até....ao buraco!"

"O que eles não reparam é que também são trabalhadores que se deixam levar pela exploração que os domina. A maioria dos jornalistas está a prazo, sempre dominados pela ameaça do despedimento, ou de serem postos na prateleira quando não agradam aos chefes."

"Francisco Lopes solidário com a luta dos ferroviários" www.franciscolopes.pt

"No dia em que cerca de mil trabalhadores do grupo CP se manifestaram em frente à residência oficial do Primeiro Ministro, contra as medidas que o Governo tem em curso para o sector, Francisco Lopes enviou uma saudação onde se solidarizou com esta luta"