Hoje, dia de Eleições para Presidente da República, Cavaco Silva ganhou à primeira volta com quase 53%, Francisco Lopes, o meu candidato, obteve 7,14%.
Como disse Jerónimo de Sousa, "esta candidatura ligada aos trabalhadores e aos problemas do país, recolheu apoio e a identificação que constituem um importante contributo para novas opções políticas e garantiram a determinação na luta que continua e se vai intensificar para vencer o declínio nacional e as injustiças sociais".
Para quem desejaria um melhor resultado, pode parecer que foi mau. Nada de mais errado. A candidatura de Francisco Lopes, como ele disse, "colocou ao povo português a questão essencial em causa no tempo em que vivemos: a necessidade da ruptura e mudança face a um rumo de declínio e injustiça social que conduziu o País para o atoleiro". Objectivo sem dúvida ambicioso para ser compreendido pela maioria dos portugueses. Objectivo que assusta os comodistas (não os comunistas), quem foi habituado à pasmaceira, ao "deixa andar", chamados de "estabilidade". O País precisa de "estabilidade", disseram políticos e comentadores em constantes comícios feitos na Televisão e Jornais, bem apoiados, por quem quer que tudo fique na mesma pois, é assim, que mais lucram. Como hoje já não há serviço de censura, esta é feita por "administração directa", silenciando grande parte da comunicação de Francisco Lopes. Com ar de pluralismo, fazem-se debates entre comentadores iluminados, directores dos jornais, e outros que tais, e tudo fica em casa. Dizem, esses iluminados pelo saber, que a Campanha Eleitoral foi muito fraca. Que os candidatos se atacaram mais do que fizeram propostas. Na realidade, foi essa a ideia que quiseram dar, e que transmitiram, desvalorizando, ou omitindo, as linhas políticas de "um novo rumo patriótico e de esquerda, vinculado aos valores de Abril e a concretização do projecto consagrado na Constituição da República Portuguesa, no caminho do desenvolvimento, da justiça e do progresso social" muitas vezes referido por Francisco Lopes.
Muitos trabalhadores entenderam as propostas de afirmação do "caminho da produção nacional, da criação de emprego, da valorização do trabalho e dos trabalhadores", a ponto de haver quem, sem referir a autoria, falasse do mesmo como se fosse uma ideia sua, descoberta na ocasião.
Mas, também como disse Francisco Lopes, os resultados destas eleições, estão "muito além da sua expressão em votos", estão na "simpatia, no apoio e na identificação com os objectivos da candidatura, que constituem um importante contributo para novas opções políticas e a abertura de um caminho novo patriótico e de esquerda para o País".
Muitos dos eleitores que pela primeira vez votaram num candidato comunista, muitos que ainda desta vez não votaram, como também não votaram noutro, alargam "esta corrente de acção para mudar Portugal para melhor" disse Francisco Lopes acrescentando "Contem com a nossa convicção, a nossa determinação, o nosso projecto, a nossa confiança nos trabalhadores, no povo e no País. Temos encontro marcado já amanhã e todos os dias que se seguem na luta que continua e se vai intensificar para vencer o declínio nacional e as injustiças sociais, para construir um Portugal com futuro, uma sociedade mais justa".
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
23 de janeiro de 2011
O que é Democracia? (1)
Palavra que permite tantas ambiguidades
Será que existe democracia? Ou democracia é apenas um ideal? E se é um ideal, que ideal é esse?
Ainda que seja meu objectivo apenas dar ideias simples e levantar questões, que nos ajudem a pensar, dada a amplitude do tema, vou dividir os textos, ou as postagens se preferirem, em vários capítulos.
Como é sabido as ideias de Democracia vêm da Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo), o que interpretado na sua pureza daria Governo do Povo. Pergunta-se desde logo. Povo a governar ou, governo em nome do povo? Reflictamos nos casos conhecidos da história, em especial a partir do séc. XIX e, mais particularmente, após os primórdios da Revolução Industrial.
Nessa época, de grande riqueza histórica e cultural, desenvolveram-se duas doutrinas políticas dominantes, o liberalismo de um lado e o socialismo do outro. Cada uma delas era sustentada por pessoas que ocupavam diferentes posições na sociedade.
Os burgueses eram os habitantes dos burgos. Artesãos, comerciantes e negociantes que trabalhavam com dinheiro, e de certo modo concorriam com a nobreza, que era quem detinha a riqueza e o poder (coisas que têm andado sempre ligadas). Os mais pobres viviam fora das cidades, nas suas periferias “extramuros”. Na generalidade, todos os burgueses eram desprezados pelos nobres. Eram os herdeiros dos vilões da Idade Média (habitantes das vilas - conceito romano), eram os artesãos, lojistas e companheiros que compunham o movimento sans-culottes da grande Revolução Francesa de 1789.
O trabalho humano e a liberdade
Há muito que filósofos descobriram que o trabalho é fonte de libertação, factor de cultura e de progresso. O trabalho dá dignidade ao ser humano, por o colocar em vantagem aos restantes animais, controlando a natureza para melhorar o seu bem-estar.
No século XVIII a primazia pela razão elevou o homem como responsável pelo progresso material e técnico e pela descoberta de que essa qualidade exigia liberdade de viver e pensar. Este conceito de liberdade foi uma reacção ao Absolutismo Monárquico. A intervenção do Estado, absolutista, na economia foi vista como uma limitação da liberdade. Assim as ideias liberais começaram a surgir contra o Absolutismo, contra o direito divino dos Reis e da Religião de Estado. Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke, Montesquieu e Voltaire, entre outros.
O trabalho livre foi considerado integrante da liberdade do indivíduo.
A partir do final do Séc XVIII, e depois da Revolução Francesa, os burgueses foram conseguindo o poder nos principais países da Europa.
Os burgueses mais ricos, com o desenvolvimento da técnica, aperfeiçoaram meios de produção sofisticados que permitiam maior produção a custos mais baixos, concorrendo em vantagem com os outros artesãos. O laissez-faire (liberdade de cada um fazer) está no cerne da regulamentação das novas actividades de produção que revelavam qualidades novas “industriais”. Esses burgueses, puderam então controlar as relações de trabalho, a vida nas fábricas, sem restrições. A liberdade permitia que se instituísse uma nova forma de escravidão, com o aumento do poder dos que assim conseguiam aumentar rápidamente a sua fortuna. O operário não passava de um simples meio de produção.
A liberdade de contratar não dava meios ao operário, subjugado pela fome. O trabalho era a sua única fonte de sobrevivência e portanto não podia recusar uma jornada de trabalho que muitas vezes se estendia durante quinze horas, em condições de higiene e segurança deploráveis tendo que aceitar uma retribuição miserável. Teoricamente livre, o operário tornava-se cada vez mais dependente do patrão. Surgia uma concepção de direito a que posteriormente correspondeu um papel do estado, contrária aos interesses do proletariado. A classe operária sem qualquer protecção, sofria, enquanto o Estado assistia inerte, na convicção liberal de que seu papel não devia ir além da ordem pública, podendo os cidadãos conduzir-se como melhor lhes aprouvesse. Jonh Locke afirmou: "ao Estado não cabe interferir. O homem é livre. A intervenção do Estado é negativa". É fácil concluir que, esta concepção de liberdade, serve apenas a quem tem o poder.
Será que existe democracia? Ou democracia é apenas um ideal? E se é um ideal, que ideal é esse?
Ainda que seja meu objectivo apenas dar ideias simples e levantar questões, que nos ajudem a pensar, dada a amplitude do tema, vou dividir os textos, ou as postagens se preferirem, em vários capítulos.
Como é sabido as ideias de Democracia vêm da Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo), o que interpretado na sua pureza daria Governo do Povo. Pergunta-se desde logo. Povo a governar ou, governo em nome do povo? Reflictamos nos casos conhecidos da história, em especial a partir do séc. XIX e, mais particularmente, após os primórdios da Revolução Industrial.
Nessa época, de grande riqueza histórica e cultural, desenvolveram-se duas doutrinas políticas dominantes, o liberalismo de um lado e o socialismo do outro. Cada uma delas era sustentada por pessoas que ocupavam diferentes posições na sociedade.
Os burgueses eram os habitantes dos burgos. Artesãos, comerciantes e negociantes que trabalhavam com dinheiro, e de certo modo concorriam com a nobreza, que era quem detinha a riqueza e o poder (coisas que têm andado sempre ligadas). Os mais pobres viviam fora das cidades, nas suas periferias “extramuros”. Na generalidade, todos os burgueses eram desprezados pelos nobres. Eram os herdeiros dos vilões da Idade Média (habitantes das vilas - conceito romano), eram os artesãos, lojistas e companheiros que compunham o movimento sans-culottes da grande Revolução Francesa de 1789.O trabalho humano e a liberdade
Há muito que filósofos descobriram que o trabalho é fonte de libertação, factor de cultura e de progresso. O trabalho dá dignidade ao ser humano, por o colocar em vantagem aos restantes animais, controlando a natureza para melhorar o seu bem-estar.
No século XVIII a primazia pela razão elevou o homem como responsável pelo progresso material e técnico e pela descoberta de que essa qualidade exigia liberdade de viver e pensar. Este conceito de liberdade foi uma reacção ao Absolutismo Monárquico. A intervenção do Estado, absolutista, na economia foi vista como uma limitação da liberdade. Assim as ideias liberais começaram a surgir contra o Absolutismo, contra o direito divino dos Reis e da Religião de Estado. Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke, Montesquieu e Voltaire, entre outros.
O trabalho livre foi considerado integrante da liberdade do indivíduo.
A partir do final do Séc XVIII, e depois da Revolução Francesa, os burgueses foram conseguindo o poder nos principais países da Europa.
Os burgueses mais ricos, com o desenvolvimento da técnica, aperfeiçoaram meios de produção sofisticados que permitiam maior produção a custos mais baixos, concorrendo em vantagem com os outros artesãos. O laissez-faire (liberdade de cada um fazer) está no cerne da regulamentação das novas actividades de produção que revelavam qualidades novas “industriais”. Esses burgueses, puderam então controlar as relações de trabalho, a vida nas fábricas, sem restrições. A liberdade permitia que se instituísse uma nova forma de escravidão, com o aumento do poder dos que assim conseguiam aumentar rápidamente a sua fortuna. O operário não passava de um simples meio de produção.
A liberdade de contratar não dava meios ao operário, subjugado pela fome. O trabalho era a sua única fonte de sobrevivência e portanto não podia recusar uma jornada de trabalho que muitas vezes se estendia durante quinze horas, em condições de higiene e segurança deploráveis tendo que aceitar uma retribuição miserável. Teoricamente livre, o operário tornava-se cada vez mais dependente do patrão. Surgia uma concepção de direito a que posteriormente correspondeu um papel do estado, contrária aos interesses do proletariado. A classe operária sem qualquer protecção, sofria, enquanto o Estado assistia inerte, na convicção liberal de que seu papel não devia ir além da ordem pública, podendo os cidadãos conduzir-se como melhor lhes aprouvesse. Jonh Locke afirmou: "ao Estado não cabe interferir. O homem é livre. A intervenção do Estado é negativa". É fácil concluir que, esta concepção de liberdade, serve apenas a quem tem o poder.
22 de janeiro de 2011
Reflexões em dia de reflexão
Votos em Branco ou Nulos
A abstenção ou o voto em branco contribuem sempre para aumentar a percentagem de votação do candidato melhor colocado. Insatisfações ou diferenças de opinião não devem servir para fazer de conta que tudo é igual. Se isto está mau não podemos ficar calados.
Lembremo-nos de Martin Luther King:
"Não tenho medo das palavras dos violentos, mas sim do silêncio dos honestos"
Num momento em que o País e os portugueses caminham para maiores dificuldades, é dever, de quem é consciente, defender a democracia e afirmar a sua dignidade como cidadão, votando de acordo com a sua consciência, com os seus interesses de classe e vontade de contribuir para o futuro de todos.
A abstenção ou o voto em branco contribuem sempre para aumentar a percentagem de votação do candidato melhor colocado. Insatisfações ou diferenças de opinião não devem servir para fazer de conta que tudo é igual. Se isto está mau não podemos ficar calados.
Lembremo-nos de Martin Luther King:
"Não tenho medo das palavras dos violentos, mas sim do silêncio dos honestos"
Num momento em que o País e os portugueses caminham para maiores dificuldades, é dever, de quem é consciente, defender a democracia e afirmar a sua dignidade como cidadão, votando de acordo com a sua consciência, com os seus interesses de classe e vontade de contribuir para o futuro de todos.
21 de janeiro de 2011
No Avante!
"A nossa campanha levou a confiança e a esperança a milhares e milhares de homens, mulheres e jovens – humilhados e ofendidos pela política de direita..."
"...é na luta e na intervenção activa dos trabalhadores e do povo que se encontra o caminho da mudança".
"A candidatura de Francisco Lopes é, nas palavras do próprio candidato – palavras certeiras, solidárias, carregadas de esperança e confiança – «uma candidatura que se dirige também a todos os que sentem vontade de desistir, dizendo-lhes que não desistam, que vale a pena acreditar, que vale a pena confiar em quem tem palavra e está consigo nas suas lutas e inquietações; dizendo-lhes que a melhor resposta que têm para dar é juntarem-se a nós com o seu voto para condenar os que, no Governo e na Presidência, há muito desistiram de Portugal»."
(in Avante! de 20 de Jan. 2011 - http://www.avante.pt/pt/1938/Editorial/)
Morte de Lénine
No dia 21 de Janeiro de 1924, há 87 anos, na aldeia de Górki, nos arredores de Moscovo, falece Vladímir Ilitch Lénine, quando não tinha ainda completado 54 anos. A sua morte é recebida com profunda dor pelos trabalhadores do mundo inteiro. No dia do funeral, o proletariado internacional declarou uma paragem de cinco minutos no trabalho.
Na URSS, a circulação ferroviária é interrompida, fábricas e empresas suspendem a laboração, milhões choram o desaparecimento do líder, prestando homenagem ao fundador do partido bolchevique e principal obreiro da revolução socialista que abriu portas à construção da sociedade nova sem exploradores nem explorados.
Vladímir Ilitch Lénine destacou-se no seu tempo como um grande intelectual, filósofo, economista, político, orador, legando-nos uma extensa e valiosíssima obra com 55 volumosos tomos. Na memória dos povos ficará para sempre a recordação do criador do partido bolchevique, o impulsionador da primeira revolução socialista vitoriosa e o fundador do primeiro Estado socialista – a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
20 de janeiro de 2011
Francisco Lopes
Campanha eleitoral
Hoje tive um dia muito positivo. De manhã, na Feira da Malveira, com um grande grupo de camaradas e amigos, a tentar despertar muita gente revoltada e de “braços caídos”, que diz não votar em nenhum candidato. A alguns convencemo-los que não votar é ajudar a direita a manter-se no poder e a agravar a situação que tem vindo a criar, sacrificando cada vez mais quem trabalha.
À tarde, na arruada em Lisboa, com Francisco Lopes. A baixa de Lisboa encheu-se de apoiantes e activistas.
Segundo as notícias que vi, eram mais de 2.000. A mim pareceram-me mais.
O candidato teve oportunidade, para mobilizar e apelar ao voto na candidatura no próximo domingo. Faltam apenas dois dias.
Jerónimo de Sousa, José Barata Moura, mandatário da candidatura, Calos Carvalhas, Bernardino Soares e vários outros Deputados da Assembleia da República, dirigentes sindicais e muita outra boa gente, lá estava também a apoiar Francisco Lopes.
Hoje tive um dia muito positivo. De manhã, na Feira da Malveira, com um grande grupo de camaradas e amigos, a tentar despertar muita gente revoltada e de “braços caídos”, que diz não votar em nenhum candidato. A alguns convencemo-los que não votar é ajudar a direita a manter-se no poder e a agravar a situação que tem vindo a criar, sacrificando cada vez mais quem trabalha.
À tarde, na arruada em Lisboa, com Francisco Lopes. A baixa de Lisboa encheu-se de apoiantes e activistas.
Segundo as notícias que vi, eram mais de 2.000. A mim pareceram-me mais.
O candidato teve oportunidade, para mobilizar e apelar ao voto na candidatura no próximo domingo. Faltam apenas dois dias.
Jerónimo de Sousa, José Barata Moura, mandatário da candidatura, Calos Carvalhas, Bernardino Soares e vários outros Deputados da Assembleia da República, dirigentes sindicais e muita outra boa gente, lá estava também a apoiar Francisco Lopes.
Estive lá. Participei! Vi muitas pessoas e amigos que não via há bastantes anos. Verifiquei com alegria que alguns, que têm andado desanimados, agora reagiram e decidiram juntar-se a nós para ajudar a travar o perigo que vem da direita! Gostei. Muita gente consciente do seu dever, nesta luta que o povo e os trabalhadores estão a travar.
Muita alegria! A alegria de todos os que estão bem com a sua consciência, por estarem com os seus camaradas, com os trabalhadores.
Lembrei-me de Zeca Afonso – Traz outro amigo também….
19 de janeiro de 2011
Ainda Miguel Sousa Tavares
O Conteúdo das campanhas presidenciais
Para além do breve comentário feito a propósito do post do Cantigueiro, quero ainda referir o que para mim é a questão de fundo. O conteúdo das campanhas. Miguel Sousa Tavares considerou que todos os candidatos eram vazios de propostas e que todos tinham feito uma campanha de fraco conteúdo. Não conseguiu ver diferenças. Mediu todos pela mesma bitola.
Desde a apresentação da candidatura que Francisco Lopes assumiu publicamente um compromisso com os democratas e patriotas, com os trabalhadores.
Desde então, Francisco Lopes tem manifestado, nos debates, nos textos escritos e nos discursos que “o regime democrático consagrado na Constituição tem tido nos detentores do poder e nas políticas que praticam o seu principal agressor, num permanente conflito entre o carácter progressista e avançado do regime democrático, e a acção e os objectivos prosseguidos por sucessivos governos com vista ao seu desfiguramento e amputação”.
Tem afirmado que “a situação a que o País chegou é indissociável do desrespeito sistemático, por omissão ou violação grosseira, do texto constitucional e das mutilações que as várias revisões lhe têm imposto”. Insistiu sempre que a “solução dos problemas nacionais implica um compromisso empenhado com o projecto de Abril, inscrito na Constituição da República Portuguesa”.
Assinalou sempre que a sua candidatura “exprime a exigência de uma profunda ruptura e de uma efectiva mudança em relação às orientações políticas seguidas nas últimas décadas”.
Apresentou repetidamente “uma alternativa para o exercício das funções do Presidente da República” com o respeito, cumprimento e efectivação da Constituição da República, e dando combate às práticas que a desrespeitam e aos projectos que visam a sua subversão”.
O novo rumo que defende Francisco Lopes, assenta “na afirmação do reforço do aparelho produtivo e da produção nacional, como componente essencial para o desenvolvimento económico, para a criação de postos de trabalho com objectivo do pleno emprego e para a resolução dos principais estrangulamentos do País”.
Esclareceu, muitas vezes, em todos os locais, embora esquecido pela comunicação social, as formas como encara essa nova política, que passa pelo “aumento dos salários e das pensões, elevação do poder de compra, maior justiça social, reduzir as desigualdades, combate à pobreza, estímulo ao desenvolvimento económico e sustentação da actividade de milhares de pequenas e médias empresas”.
Tem acrescentado que o novo rumo que defende, se firma “na garantia de um sector público forte e determinante, no apoio às PME, na defesa dos serviços públicos, das funções sociais do Estado, na saúde, na educação, na segurança social”.
“Um rumo que valorize as imensas potencialidades da nossa agricultura, das pescas e de todos os recursos do mar, que defenda, na sua especificidade, a pequena e média agricultura, as explorações familiares e que, garantindo rendimentos dignos aos agricultores, promova a protecção e desenvolvimento da floresta, defenda o mundo rural e combata o abandono e a desertificação do interior”.
Avançou ainda com a necessidade de cumprir a Constituição no que se refere à “promoção da cultura e da língua portuguesas e de desenvolvimento de uma política nacional de ciência e tecnologia, que estimule e diversifique a produção e a criação artística, promova a fruição cultural, preserve e difunda o património cultural e a cultura popular, que aposte na ciência e investigação, no acesso sem restrições ao conhecimento, como forma de emancipação humana”.
Enfim demonstrou que Portugal só tem a ganhar com essa nova política e ainda com uma adequada política de ambiente e de ordenamento do território e que preserve os recursos naturais. Um rumo em que o Estado assuma um papel de motor do desenvolvimento, com o fortalecimento e autonomia do Poder Local, a afirmação da autonomia político-administrativas das regiões autónomas, a concretização da regionalização. Tem exposto a sua visão do papel do Presidente da República, no quadro dos seus poderes, pode e deve intervir de forma inequívoca na concretização do compromisso que assume de «defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa».
Pois, parece, que nada disto Sousa Tavares entendeu.
Máquina de moedas...
Do blogue "Cantigueiro"
é com muito gosto que transcrevo a seguinte boa observação: "Miguel Sousa Tavares é assim como que uma espécie de máquina dispensadora de clichês reacionários. Os patrões enfiam-lhe as moedas e lá vão saindo as frases estúpidas que todos lhe conhecemos".
é com muito gosto que transcrevo a seguinte boa observação: "Miguel Sousa Tavares é assim como que uma espécie de máquina dispensadora de clichês reacionários. Os patrões enfiam-lhe as moedas e lá vão saindo as frases estúpidas que todos lhe conhecemos".
18 de janeiro de 2011
Revolta da Marinha Grande
18 de Janeiro de 1934
Há 77 anos, os operários vidreiros da Marinha Grande levantaram-se contra o regime fascista, numa combativa luta pela liberdade, contra a exploração, por uma vida mais digna e uma sociedade mais justa.
Foi também uma luta contra a fascização dos sindicatos e pela livre organização dos trabalhadores; contra a ofensiva salazarista, contra os baixos salários.
Lutaram também por um horário de trabalho de 8 horas.
Todos os trabalhadores sentiram nessa luta dos seus camaradas vidreiros, um estímulo em defesa das liberdades, contra as perseguições, as prisões, as torturas e assassinatos dos trabalhadores que se revoltavam.
Uma experiência de organização e luta
A luta dos vidreiros em 18 de Janeiro de 1934, comportou deficiências, erros e ilusões verificadas na sua preparação mas que serviram também para a compreensão da importância da organização da classe operária, para o futuro.
Os trabalhadores em geral e a classe operária vidreira em particular, dispunham já de experiências de luta e de uma organização de classe, o sindicato dos trabalhadores vidreiros, de uma organização local do PCP e do apoio unitário de muitos trabalhadores.
Disse Álvaro Cunhal em 1975 na Marinha Grande que "Os revolucionários do 18 de Janeiro foram derrotados num combate em que a heroicidade não bastava para vencer a enorme desigualdade de forças, mas, como muitas vezes aconteceu na história, foi do amargo da derrota que o movimento operário revolucionário extraiu as lições para melhorar a sua organização e elevar a sua capacidade de luta".
Campo do Tarrafal - Campo da "Morte Lenta"
A reacção de Salazar, foi de grande violência, com elevado número de prisões, despedimentos, julgamentos sumários, condenações a pesadas penas de prisão, deportações e assalto ao que restava das organizações operárias livres.
Foi nessa ocasião criado o Campo de Concentração do Tarrafal com o objectivo de aterrorizar o povo português e poder assassinar, longe do país e das famílias, os presos políticos considerados mais perigosos.
O Campo de Concentração do Tarrafal, tornou-se num verdadeiro inferno para os presos antifascistas que para lá foram enviados.
Hoje recordar o 18 de Janeiro é imperioso, uma vez que a direita tenta a todo o custo branquear o fascismo, absolver os seus crimes, alterar e até falsificar a história.
Recordar o Fascismo e defender a Democracia
A direita não quer que se recorde os que deram o melhor das suas vidas e, alguns deles, a própria vida, para que Portugal pudesse ser livre, para que uma sociedade mais justa fosse possível. É preciso não esquecer que o fascismo existiu e o que significou, para que o não possa voltar. As ameaças aos trabalhadores, o clima de revolta criado, o aumento enorme da pobreza e da fome, podem ser aproveitados para abrir caminho ao regresso a regimes fascizantes.
As alterações da Constituição, retirando os direitos dos trabalhadores e do povo, retirando o projecto social que o 25 de Abril conquistou, são graves indícios de que a direita faz constantes tentativas para abrir brechas nas conquistas do 25 de Abril de 1974.
Os grupos económicos que existiam a coberto do regime de Salazar têm vindo a readquirir o seu poder e a controlar a política e o que resta do regime democrático.
Hoje, para defender a democracia, os trabalhadores e todo o povo cada vez mais explorado, é vital defender a Constituição.
Há 77 anos, os operários vidreiros da Marinha Grande levantaram-se contra o regime fascista, numa combativa luta pela liberdade, contra a exploração, por uma vida mais digna e uma sociedade mais justa.
Foi também uma luta contra a fascização dos sindicatos e pela livre organização dos trabalhadores; contra a ofensiva salazarista, contra os baixos salários.
Lutaram também por um horário de trabalho de 8 horas.
Todos os trabalhadores sentiram nessa luta dos seus camaradas vidreiros, um estímulo em defesa das liberdades, contra as perseguições, as prisões, as torturas e assassinatos dos trabalhadores que se revoltavam.
Uma experiência de organização e luta
A luta dos vidreiros em 18 de Janeiro de 1934, comportou deficiências, erros e ilusões verificadas na sua preparação mas que serviram também para a compreensão da importância da organização da classe operária, para o futuro.
Os trabalhadores em geral e a classe operária vidreira em particular, dispunham já de experiências de luta e de uma organização de classe, o sindicato dos trabalhadores vidreiros, de uma organização local do PCP e do apoio unitário de muitos trabalhadores.
Disse Álvaro Cunhal em 1975 na Marinha Grande que "Os revolucionários do 18 de Janeiro foram derrotados num combate em que a heroicidade não bastava para vencer a enorme desigualdade de forças, mas, como muitas vezes aconteceu na história, foi do amargo da derrota que o movimento operário revolucionário extraiu as lições para melhorar a sua organização e elevar a sua capacidade de luta".
Campo do Tarrafal - Campo da "Morte Lenta"
A reacção de Salazar, foi de grande violência, com elevado número de prisões, despedimentos, julgamentos sumários, condenações a pesadas penas de prisão, deportações e assalto ao que restava das organizações operárias livres.
Foi nessa ocasião criado o Campo de Concentração do Tarrafal com o objectivo de aterrorizar o povo português e poder assassinar, longe do país e das famílias, os presos políticos considerados mais perigosos.
O Campo de Concentração do Tarrafal, tornou-se num verdadeiro inferno para os presos antifascistas que para lá foram enviados.
Hoje recordar o 18 de Janeiro é imperioso, uma vez que a direita tenta a todo o custo branquear o fascismo, absolver os seus crimes, alterar e até falsificar a história.
Recordar o Fascismo e defender a Democracia
A direita não quer que se recorde os que deram o melhor das suas vidas e, alguns deles, a própria vida, para que Portugal pudesse ser livre, para que uma sociedade mais justa fosse possível. É preciso não esquecer que o fascismo existiu e o que significou, para que o não possa voltar. As ameaças aos trabalhadores, o clima de revolta criado, o aumento enorme da pobreza e da fome, podem ser aproveitados para abrir caminho ao regresso a regimes fascizantes.
As alterações da Constituição, retirando os direitos dos trabalhadores e do povo, retirando o projecto social que o 25 de Abril conquistou, são graves indícios de que a direita faz constantes tentativas para abrir brechas nas conquistas do 25 de Abril de 1974.
Os grupos económicos que existiam a coberto do regime de Salazar têm vindo a readquirir o seu poder e a controlar a política e o que resta do regime democrático.
Hoje, para defender a democracia, os trabalhadores e todo o povo cada vez mais explorado, é vital defender a Constituição.
Ary dos Santos
José Carlos Ary dos Santos, morreu a 18 de Janeiro de 1984, na rua da Saudade, em Lisboa.
Ary, foi um exemplo de intelectual progressista.
Aliado incondicional dos trabalhadores, do povo, militante do PCP como orgulhosamente afirmava, convicto dos ideais que defendia, ideais de luta, de justiça social, de liberdade, de fraternidade.
José Carlos Ary dos Santos é o exemplo do intelectual que tomou partido, que fez a sua consciente opção política e de classe e que assim lutou por um mundo melhor.
E não foi em vão a sua luta.
Ary dos Santos é a força, do punho que erguia, da bandeira em cada verso que em nós continua sempre presente, da confiança que alimenta, confiança no Futuro.
O Futuro
Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.
Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.
Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.
O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.
José Carlos Ary dos Santos
http://www.youtube.com/watch?v=fbsOhWt3nyw
16 de janeiro de 2011
Canção que, infelizmente, está novamente actual
José Afonso e "Os Vampiros"
VAMPIROS
José Afonso, começou por cantar o tradicional fado de Coimbra. No entanto, como ele disse, na década de 60 apercebeu-se "da inutilidade de se cantar o cor-de-rosa e o bonitinho, muito em voga nas nossas composições radiofónicas e no nosso musichaIl de exportação". Procurou então dar às canções "uma certa dignidade" e "valor educativo". Tornou-se então uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 1960, com as canções de intervenção, de conteúdo revolucionário e de esquerda, contra o fascismo. As canções de José Afonso marcaram o derrube do fascismo e o 25 de Abril de 1974. A sua canção, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas.
Em 1963 são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro — o primeiro contra a opressão do capitalismo, o segundo, inspirado na miséria do Bairro do Barredo, no Porto — integravam o disco Baladas de Coimbra, que viria a ser proibido pela Censura. José Afonso e Adriano Correia de Oliveira tornaram-se símbolos de resistência antisalazarista da época.
Segundo relata José Afonso, os vampiros, canção contra a exploração capitalista, foi pensada numa viagem a Coimbra pela urgência de tratar temas, educativos, na tentativa de se "repercutirem no espírito narcotizado do público, molestando-lhe a consciência adormecida em vez de o distrair”. Foi essa a intenção que orientou a génese de "Vampiros", imagem da "fauna hipernutrida de alguns parasitas do sangue alheio". Diz ele, "fiz uma canção para servir de pasto às aranhas e às moscas".
15 de janeiro de 2011
Heróicas de Fernando Lopes Graça
Acordai
http://wn.com/Fernando_Lopes-Gra%C3%A7a
http://www.youtube.com/watch?v=I-QaJRbzUnE
Fernando Lopes Graça, tem uma vasta e valiosa obra musical e, também, uma interessante obra literária. As Canções Heróicas, musicadas sobre poemas de autores portugueses foram cantadas não só pelo Coro da Academia de Amadores de Música, mas também pelo povo, como canções de luta e protesto contra o regime fascista. A Censura e a PIDE não conseguiram calar a voz dos resistentes anti fascistas. Hoje, perante novas ameaças, as Heróicas de Lopes Graça voltam a expressar a luta contra o capitalismo explorador e opressor.
Dessas Canções Heróicas, "Acordai" tem significado especial pela oportunidade e urgência de despertar as consciências, do povo, dos trabalhadores dolorosamente sacrificados pelas injustiças e desigualdades que esta sociedade está a criar.
Acordai
Música de Lopes Graça
Letra de José Gomes Ferreira
Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
http://wn.com/Fernando_Lopes-Gra%C3%A7a
http://www.youtube.com/watch?v=I-QaJRbzUnE
Fernando Lopes Graça, tem uma vasta e valiosa obra musical e, também, uma interessante obra literária. As Canções Heróicas, musicadas sobre poemas de autores portugueses foram cantadas não só pelo Coro da Academia de Amadores de Música, mas também pelo povo, como canções de luta e protesto contra o regime fascista. A Censura e a PIDE não conseguiram calar a voz dos resistentes anti fascistas. Hoje, perante novas ameaças, as Heróicas de Lopes Graça voltam a expressar a luta contra o capitalismo explorador e opressor.
Dessas Canções Heróicas, "Acordai" tem significado especial pela oportunidade e urgência de despertar as consciências, do povo, dos trabalhadores dolorosamente sacrificados pelas injustiças e desigualdades que esta sociedade está a criar.
Acordai
Música de Lopes Graça
Letra de José Gomes Ferreira
Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
14 de janeiro de 2011
Aumento dos preços da água
Mafra - Privatização da água. Os preços aumentam 17%
Em sessão da Câmara Municipal de Mafra, os eleitos do PS e PSD aprovaram um aumento brutal do preço da água no Concelho de Mafra. Recorde-se que a exploração da
12 de janeiro de 2011
Um debate no facebook
Comentário do Jornal Público, provocou a indignação.
O comentário do Público foi o seguinte:
Público - Temperatura em campanha - jornal.publico.pt
Francisco Lopes. Dedicou o dia aos trabalhadores, à margem sul e insistiu no "desmantelamento" da indústria. Um pouco de originalidade era bem-vinda.
As reacções não tardaram:
"A vergonha de Jornal da direita "O Público" começa por ter um nome falso e enganador - Deveria ser "o Privado". De público não tem nada. De comunicação "social" ainda menos. O que diz de Francisco Lopes:
"Dedicou o dia aos trabalhadores, à margem sul e insistiu no "desmantelamento" da indústria. Um pouco de originalidade era bem-vinda. ..."
"à direita custa que Francisco Lopes dedique o dia aos trabalhadores. Aos que dedicam os dias a negociar acções do BPN pagos pelo povo não lhes custa!"
"O chamado "Jornal Público" diz no seu comentário que Francisco Lopes insistiu no "desmantelamento" da indústria. Será porque não sabem escrever ou porque quiseram enganar os leitores? Francisco Lopes não insistiu. Francisco Lopes criticou o desmantelamento da nossa indústria!
Como se atreve o jornal chamado "Público" a aconselhar Francisco Lopes a ser mais original. Para dizer o mesmo que Cavaco? Não obrigado. Essa originalidade não serve os trabalhadores."
"É de facto uma "informação" do mais baixo nível. Por onde andarão os bons jornalistas?"
"Estes pseudo-jornalistas deviam ter zelo profissional. E ética. Servem-se da profissão para manipular consciências. É tudo menos relato de notícias."
"Mas o "Público" continua a ser o que sempre foi, nem para embrulhar peixe serve!"
"São maus profissionais e tudo menos boa gente."
"Por isso ninguém o compra. É sustentado pelo Grupo Sonae até ao dia que deixe de fazer falta ao Belmiro."
"O nível é tão baixo que a frase final do comentário diz tudo "Um pouco de originalidade era bem-vinda. ..." De facto a tal originalidade que o Público desejaria, não a têm nem a terão! Avança Francisco Lopes, na tua batalha de sempre: a defesa dos explorados contra os exploradores. Contra os parasitas, o Grande Capital Financeiro e especulativo."
"Na falta de uma verdadeira "Comunicação Social" temos que ser nós a levar a informação cada vez mais longe. Não fiquemos por este circulo de amigos. Alarguemos os nossos círculos de amigos, aos trabalhadores que ainda andam mal informados com a poluição da informação dominante e dominada pelos grandes grupos económicos."
"http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=3360b4a8-bc0e-484e-8c62-be00cb22b3c2
Como se pode ver pela a "análise" da situação política nacional, para Leonete Botelho, não existe mais vida para além de PS e PSD, não admira estas tiradas."
"Foram jornalistas destes que tem dado um contributo indispensável para o caminho que nos conduziu até....ao buraco!"
"O que eles não reparam é que também são trabalhadores que se deixam levar pela exploração que os domina. A maioria dos jornalistas está a prazo, sempre dominados pela ameaça do despedimento, ou de serem postos na prateleira quando não agradam aos chefes."
"Francisco Lopes solidário com a luta dos ferroviários" www.franciscolopes.pt
"No dia em que cerca de mil trabalhadores do grupo CP se manifestaram em frente à residência oficial do Primeiro Ministro, contra as medidas que o Governo tem em curso para o sector, Francisco Lopes enviou uma saudação onde se solidarizou com esta luta"
O comentário do Público foi o seguinte:
Público - Temperatura em campanha - jornal.publico.pt
Francisco Lopes. Dedicou o dia aos trabalhadores, à margem sul e insistiu no "desmantelamento" da indústria. Um pouco de originalidade era bem-vinda.
As reacções não tardaram:
"A vergonha de Jornal da direita "O Público" começa por ter um nome falso e enganador - Deveria ser "o Privado". De público não tem nada. De comunicação "social" ainda menos. O que diz de Francisco Lopes:
"Dedicou o dia aos trabalhadores, à margem sul e insistiu no "desmantelamento" da indústria. Um pouco de originalidade era bem-vinda. ..."
"à direita custa que Francisco Lopes dedique o dia aos trabalhadores. Aos que dedicam os dias a negociar acções do BPN pagos pelo povo não lhes custa!"
"O chamado "Jornal Público" diz no seu comentário que Francisco Lopes insistiu no "desmantelamento" da indústria. Será porque não sabem escrever ou porque quiseram enganar os leitores? Francisco Lopes não insistiu. Francisco Lopes criticou o desmantelamento da nossa indústria!
Como se atreve o jornal chamado "Público" a aconselhar Francisco Lopes a ser mais original. Para dizer o mesmo que Cavaco? Não obrigado. Essa originalidade não serve os trabalhadores."
"É de facto uma "informação" do mais baixo nível. Por onde andarão os bons jornalistas?"
"Estes pseudo-jornalistas deviam ter zelo profissional. E ética. Servem-se da profissão para manipular consciências. É tudo menos relato de notícias."
"Mas o "Público" continua a ser o que sempre foi, nem para embrulhar peixe serve!"
"São maus profissionais e tudo menos boa gente."
"Por isso ninguém o compra. É sustentado pelo Grupo Sonae até ao dia que deixe de fazer falta ao Belmiro."
"O nível é tão baixo que a frase final do comentário diz tudo "Um pouco de originalidade era bem-vinda. ..." De facto a tal originalidade que o Público desejaria, não a têm nem a terão! Avança Francisco Lopes, na tua batalha de sempre: a defesa dos explorados contra os exploradores. Contra os parasitas, o Grande Capital Financeiro e especulativo."
"Na falta de uma verdadeira "Comunicação Social" temos que ser nós a levar a informação cada vez mais longe. Não fiquemos por este circulo de amigos. Alarguemos os nossos círculos de amigos, aos trabalhadores que ainda andam mal informados com a poluição da informação dominante e dominada pelos grandes grupos económicos."
"http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=3360b4a8-bc0e-484e-8c62-be00cb22b3c2
Como se pode ver pela a "análise" da situação política nacional, para Leonete Botelho, não existe mais vida para além de PS e PSD, não admira estas tiradas."
"Foram jornalistas destes que tem dado um contributo indispensável para o caminho que nos conduziu até....ao buraco!"
"O que eles não reparam é que também são trabalhadores que se deixam levar pela exploração que os domina. A maioria dos jornalistas está a prazo, sempre dominados pela ameaça do despedimento, ou de serem postos na prateleira quando não agradam aos chefes."
"Francisco Lopes solidário com a luta dos ferroviários" www.franciscolopes.pt
"No dia em que cerca de mil trabalhadores do grupo CP se manifestaram em frente à residência oficial do Primeiro Ministro, contra as medidas que o Governo tem em curso para o sector, Francisco Lopes enviou uma saudação onde se solidarizou com esta luta"
11 de janeiro de 2011
Um ensaio sobre a "cegueira"
Desculpas e, mais desculpas… esfarrapadas.
Ouvi hoje na RTP, Sócrates anunciar que “Partimos para uma boa expectativa para o resultado final do nosso défice…” e ainda, depois de várias considerações, justificar que agora vem muita gente dizer o que o governo devia ter feito, no entanto antes da crise ninguém disse nada. Queria ele dizer com isto que ninguém adivinhava que vinha aí uma crise?
Claro que esta ideia não pega. Andou Sócrates, anos a fio, a dizer que o PCP inventava crises, que o País estava imune a crises, e outras coisas que tal e, hoje, certamente esperançado, que as pessoas não tenham memória, pretende dar a entender que a crise foi uma surpresa para todos.
É importante recordar…
Para não ter que procurar arquivos mais antigos, vejamos alguns exemplos:
Já em Agosto de 2003 na Conferência de Análise da Situação Política e Social, o PCP alertava para que “O Portugal com Futuro”, passa por uma nova política, de desenvolvimento económico, de fortalecimento do aparelho produtivo, de aproveitamento dos recursos, de defesa dos interesses nacionais, de rejeição do colete-de-forças do pacto de estabilidade e não de isenções fiscais aos grupos financeiros, da ruinosa política de privatizações que passo a passo vão atolando o país e comprometendo o seu futuro.
Em 2007 antes da Conferência Nacional sobre as Questões Económicas e Sociais, o PCP afirmava que a situação económica do País apresentava sinais de perigo e que há outras soluções «capazes de resolver os problemas nacionais e garantir o desenvolvimento sustentado e equilibrado do País e melhores condições de vida aos portugueses».
Na preparação da Conferência, foi público o estudo de um «modelo de desenvolvimento do País que, decididamente, promova a valorização do trabalho nacional, com uma efectiva redistribuição do rendimento» e de “crescimento económico, vigoroso e sustentado, acima da média europeia, potenciador de emprego”.
O PCP queria definir os grandes eixos de uma política que «rompa com o espartilho do Pacto de Estabilidade e Crescimento e promova o investimento público, dinamize o investimento privado e desenvolva as políticas sociais» e apontar orientações para a valorização da produção e para a defesa do aparelho produtivo nacional.
Dizia ainda o PCP em 2007 que as políticas de direita conduziram Portugal a “uma grave situação económica e social, de estagnação económica, de desemprego, de trabalho precário”, enquanto os “Bancos privados atingiram em 2006 lucros de 1,9 mil milhões de euros, mais 30,5 por cento do que em 2005”.
Rejeitando as afirmações dos «ideólogos do neoliberalismo dominante», o PCP considerou ser “a banca e o grande capital, os responsáveis pelo sufoco das empresas de menor dimensão”.
A Conferência Económica e Social do PCP
Em 2008, depois da Conferência Económica, Jerónimo de Sousa considerou que “o carácter cada vez mais dependente e vulnerável da economia portuguesa, é consequência da política de direita, que tem como principal objectivo a reconstituição do poder económico pelo grande capital”. Disse ainda que “a concretização de uma política alternativa é indispensável para a recuperação económica e desenvolvimento do país, assente num sustentado crescimento económico e virada para a superação dos nossos défices estruturais, a valorização do nosso aparelho produtivo, o combate ao desemprego, a superação dos graves défices e dívida externa, afinal uma politica alternativa que respeite os princípios fundamentais da organização económica e social que a Constituição preconiza”.
Enquanto o PCP alertava e exigia uma nova política de desenvolvimento da produção o PS e PSD continuavam a destruir as empresas públicas e a acusar os comunistas de dramatizarem a situação.
Em 2008, quando a crise já não se podia esconder, o PS e PSD procuraram desculpabilizar-se dizendo que a crise se deve à ganância de alguns, “como se a crise fosse a violação de normas éticas, e não a evidente especulação financeira em detrimento do apoio à produção”. O PCP denunciou estas desculpas, lembrando os avisos feitos.
O governo insistiu que foi surpreendido, e que a crise era exterior e não nossa. O PCP não se calou e mostrou que era conhecida a bolha especulativa imobiliária, mas PS e PSD, continuaram a desvalorizar a crise e a ocultar as suas consequências.
Propostas de Medidas Urgentes
O PCP ainda em 2008 denunciou a mistificação do governo que defendeu a regulação da economia de mercado. Recordou os casos do BCP e as suas ligações aos off-shores só conhecidas pelo Banco de Portugal porque houve denúncia interna. Denunciou ainda a mistificação e a ilusão que Sócrates queria fazer passar de que o país está hoje, melhor preparado para resistir à crise.
O PCP, também em 2008 tornou público que, face à grave crise, o governo deve desde já tomar as seguintes medidas:
“No plano interno, intervir junto do sistema bancário para diminuir as taxas de juro; tomar medidas para valorizar, defender e promover a produção nacional, aliviar a tesouraria das empresas acelerando os pagamentos em dívida e de todos os fundos comunitários; aumentar os salários e repor o poder de compra dos trabalhadores; reforçar as prestações sociais designadamente, às famílias mais carenciadas; melhorar a distribuição do Rendimento Nacional”.
“Na União Europeia, intervir junto do BCE para a descida das taxas de juro; a suspensão do Pacto de Estabilidade; o combate às deslocalizações; o reforço dos Fundos Estruturais e outras medidas orçamentais que relancem as actividades económicas e o investimento; aumento dos salários por forma a melhorar o poder de compra e a alargar assim o mercado interno. O Governo deveria tomar a iniciativa junto da EU para acabar com os offshores”.
Em 18 de Outubro de 2008, Bernardino Soares, na Assembleia da República, denuncia que o Governo e, em particular, o Ministro das Finanças desvalorizavam há poucos meses, a crise internacional, declarando a economia portuguesa imune aos seus efeitos. Disse ainda que, antes da crise, “já o desemprego estava nos mais elevados níveis da nossa História democrática; antes da crise, já era profundamente acentuada a nossa dependência externa e a destruição da capacidade produtiva nacional…”. Denunciou ainda que “o Governo não tem respostas de fundo para esta crise…”.
Ouvi hoje na RTP, Sócrates anunciar que “Partimos para uma boa expectativa para o resultado final do nosso défice…” e ainda, depois de várias considerações, justificar que agora vem muita gente dizer o que o governo devia ter feito, no entanto antes da crise ninguém disse nada. Queria ele dizer com isto que ninguém adivinhava que vinha aí uma crise?
Claro que esta ideia não pega. Andou Sócrates, anos a fio, a dizer que o PCP inventava crises, que o País estava imune a crises, e outras coisas que tal e, hoje, certamente esperançado, que as pessoas não tenham memória, pretende dar a entender que a crise foi uma surpresa para todos.
É importante recordar…
Para não ter que procurar arquivos mais antigos, vejamos alguns exemplos:
Já em Agosto de 2003 na Conferência de Análise da Situação Política e Social, o PCP alertava para que “O Portugal com Futuro”, passa por uma nova política, de desenvolvimento económico, de fortalecimento do aparelho produtivo, de aproveitamento dos recursos, de defesa dos interesses nacionais, de rejeição do colete-de-forças do pacto de estabilidade e não de isenções fiscais aos grupos financeiros, da ruinosa política de privatizações que passo a passo vão atolando o país e comprometendo o seu futuro.
Em 2007 antes da Conferência Nacional sobre as Questões Económicas e Sociais, o PCP afirmava que a situação económica do País apresentava sinais de perigo e que há outras soluções «capazes de resolver os problemas nacionais e garantir o desenvolvimento sustentado e equilibrado do País e melhores condições de vida aos portugueses».
Na preparação da Conferência, foi público o estudo de um «modelo de desenvolvimento do País que, decididamente, promova a valorização do trabalho nacional, com uma efectiva redistribuição do rendimento» e de “crescimento económico, vigoroso e sustentado, acima da média europeia, potenciador de emprego”.
O PCP queria definir os grandes eixos de uma política que «rompa com o espartilho do Pacto de Estabilidade e Crescimento e promova o investimento público, dinamize o investimento privado e desenvolva as políticas sociais» e apontar orientações para a valorização da produção e para a defesa do aparelho produtivo nacional.
Dizia ainda o PCP em 2007 que as políticas de direita conduziram Portugal a “uma grave situação económica e social, de estagnação económica, de desemprego, de trabalho precário”, enquanto os “Bancos privados atingiram em 2006 lucros de 1,9 mil milhões de euros, mais 30,5 por cento do que em 2005”.
Rejeitando as afirmações dos «ideólogos do neoliberalismo dominante», o PCP considerou ser “a banca e o grande capital, os responsáveis pelo sufoco das empresas de menor dimensão”.
A Conferência Económica e Social do PCP
Em 2008, depois da Conferência Económica, Jerónimo de Sousa considerou que “o carácter cada vez mais dependente e vulnerável da economia portuguesa, é consequência da política de direita, que tem como principal objectivo a reconstituição do poder económico pelo grande capital”. Disse ainda que “a concretização de uma política alternativa é indispensável para a recuperação económica e desenvolvimento do país, assente num sustentado crescimento económico e virada para a superação dos nossos défices estruturais, a valorização do nosso aparelho produtivo, o combate ao desemprego, a superação dos graves défices e dívida externa, afinal uma politica alternativa que respeite os princípios fundamentais da organização económica e social que a Constituição preconiza”.
Enquanto o PCP alertava e exigia uma nova política de desenvolvimento da produção o PS e PSD continuavam a destruir as empresas públicas e a acusar os comunistas de dramatizarem a situação.
Em 2008, quando a crise já não se podia esconder, o PS e PSD procuraram desculpabilizar-se dizendo que a crise se deve à ganância de alguns, “como se a crise fosse a violação de normas éticas, e não a evidente especulação financeira em detrimento do apoio à produção”. O PCP denunciou estas desculpas, lembrando os avisos feitos.
O governo insistiu que foi surpreendido, e que a crise era exterior e não nossa. O PCP não se calou e mostrou que era conhecida a bolha especulativa imobiliária, mas PS e PSD, continuaram a desvalorizar a crise e a ocultar as suas consequências.
Propostas de Medidas Urgentes
O PCP ainda em 2008 denunciou a mistificação do governo que defendeu a regulação da economia de mercado. Recordou os casos do BCP e as suas ligações aos off-shores só conhecidas pelo Banco de Portugal porque houve denúncia interna. Denunciou ainda a mistificação e a ilusão que Sócrates queria fazer passar de que o país está hoje, melhor preparado para resistir à crise.
O PCP, também em 2008 tornou público que, face à grave crise, o governo deve desde já tomar as seguintes medidas:
“No plano interno, intervir junto do sistema bancário para diminuir as taxas de juro; tomar medidas para valorizar, defender e promover a produção nacional, aliviar a tesouraria das empresas acelerando os pagamentos em dívida e de todos os fundos comunitários; aumentar os salários e repor o poder de compra dos trabalhadores; reforçar as prestações sociais designadamente, às famílias mais carenciadas; melhorar a distribuição do Rendimento Nacional”.
“Na União Europeia, intervir junto do BCE para a descida das taxas de juro; a suspensão do Pacto de Estabilidade; o combate às deslocalizações; o reforço dos Fundos Estruturais e outras medidas orçamentais que relancem as actividades económicas e o investimento; aumento dos salários por forma a melhorar o poder de compra e a alargar assim o mercado interno. O Governo deveria tomar a iniciativa junto da EU para acabar com os offshores”.
Em 18 de Outubro de 2008, Bernardino Soares, na Assembleia da República, denuncia que o Governo e, em particular, o Ministro das Finanças desvalorizavam há poucos meses, a crise internacional, declarando a economia portuguesa imune aos seus efeitos. Disse ainda que, antes da crise, “já o desemprego estava nos mais elevados níveis da nossa História democrática; antes da crise, já era profundamente acentuada a nossa dependência externa e a destruição da capacidade produtiva nacional…”. Denunciou ainda que “o Governo não tem respostas de fundo para esta crise…”.
10 de janeiro de 2011
Ao estilo da Madeira
Estive numa interessante reunião em Mafra. Estavam presentes eleitos e membros das listas da CDU.
Fez-se um balanço de um ano de mandato autárquico.
Quando ouvi o rol de queixas, julguei estar na Ilha da Madeira. Uma gestão da Câmara caracterizada pela arrogância, autoritarismo e falta de democracia.
Foram mostrados muitos exemplos da gestão ruinosa de uma Câmara endividada muito para além do que é legal.
Ouvi com surpresa que o aumento dos preços na factura da água é de 17% em 2011. Isto num dos primeiros concelhos do país a privatizar a distribuição da água e já com os preços dos mais caros.
A privatização dos serviços tem levado à pior e mais cara água. A Générale des Eaux, (agora Veolia), companhia francesa a quem a Câmara entregou a distribuição, tem reduzido o controlo à qualidade da água e aumenta brutalmente os preços.
Fez-se um balanço de um ano de mandato autárquico.
Quando ouvi o rol de queixas, julguei estar na Ilha da Madeira. Uma gestão da Câmara caracterizada pela arrogância, autoritarismo e falta de democracia.
Foram mostrados muitos exemplos da gestão ruinosa de uma Câmara endividada muito para além do que é legal.
Ouvi com surpresa que o aumento dos preços na factura da água é de 17% em 2011. Isto num dos primeiros concelhos do país a privatizar a distribuição da água e já com os preços dos mais caros.
A privatização dos serviços tem levado à pior e mais cara água. A Générale des Eaux, (agora Veolia), companhia francesa a quem a Câmara entregou a distribuição, tem reduzido o controlo à qualidade da água e aumenta brutalmente os preços.
Foi revelado que o Tribunal de Contas, realizou uma Auditoria à Câmara de Mafra e descobriu inúmeras ilegalidades, nomeadamente nas relações com as Empresas Municipais, Pavimafra e Mafratlantico. Para alem de entrega de obras com favorecimentos e sem concursos, a construção da Autoestrada A21, que endividou a autarquia muito acima do permitido, foi ilegal quer na construção quer no pagamento de Portagens, que são das mais elevadas do país.
O Relatório do Tribunal de Contas mostra bem a dimensão das irregularidades - pagamentos, transferências de dinheiros e pedidos de empréstimos - e revela que um dos administradores das empresas municipais é o gestor mais bem pago do país em empresas públicas. Tal como em relação aos preços da água e das portagens, a Câmara de Mafra bate todos os recordes nacionais.
O Relatório do Tribunal de Contas mostra bem a dimensão das irregularidades - pagamentos, transferências de dinheiros e pedidos de empréstimos - e revela que um dos administradores das empresas municipais é o gestor mais bem pago do país em empresas públicas. Tal como em relação aos preços da água e das portagens, a Câmara de Mafra bate todos os recordes nacionais.
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O pior analfabeto
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Não quer ouvir, não fala, não participa dos acontecimentos. Não sabe que, o custo de vida, o preço do feijão, pão, farinha, vestuário calçado, remédios, dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão orgulhoso e burro que diz, com vaidade, que odeia a política. Não sabe que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político corrupto, lacaio do grande capital nacional e multinacional "
(ataptado de Bertolt Brecht).
9 de janeiro de 2011
"Ciência ao serviço de quem?"
A minha mensagem do dia 6, “Ciência ao serviço de quem?” provocou algumas dúvidas a leitores.
As críticas podem resumir-se a não aparecer claramente expresso que, “numa sociedade socialista o desenvolvimento tecnológico será utilizado para promover o bem-estar das pessoas”, e que a "culpa" do desemprego “é da organização económica e social e não do desenvolvimento tecnológico”.
Uma outra crítica tem a ver com a forma como está feito o texto que, numa leitura menos atenta, poderá conduzir a que se pense que “o desenvolvimento tecnológico, ao libertar mão-de-obra” é “responsável pelo desemprego, o que não é o caso”. Isto sobretudo porque “há muita gente que pensa que a culpa do desemprego é dos emigrantes... ou de outra causa, que não a organização económica e social”, explicitando o comentador que é justamente esta organização económica e social capitalista, “que necessita de um exército de mão-de-obra desocupada”.
Nesta coisa de expor ideias, muitas vezes, acontece que, ao fazermos as perguntas, conhecendo as respostas, julgamos que estas são evidentes.
Perguntava eu, logo no início, “Que mundo é este que, apesar do enorme avanço da ciência e da tecnologia que permite que se produza muito mais com muito menos trabalho, aumenta a exploração com o aumento de horas de trabalho e da idade da reforma”.
Para mim, que fiz a pergunta, era claro que se trata de um mundo injusto, em que a classe no poder, capitalista, se apropria da ciência e da tecnologia, - que deveria ser posta ao serviço de todos - para aumentar a exploração. É este mundo, que deveremos transformar.
Em subtítulo, perguntava seguidamente:
“Será o desemprego culpa do avanço tecnológico?”
e, comentei logo de seguida “Como poderíamos todos viver bem ...” e mais adiante: “Há 50 anos pensava-se que um dos grandes objectivos da revolução técnica e científica era o libertar o Homem de grande parte do trabalho podendo aproveitar o tempo sobrante para a sua cultura e lazer”.
Faltou-me dizer que esse objectivo ainda está presente naqueles que lutam por um mundo melhor, por uma sociedade sem classes.
8 de janeiro de 2011
A Alternativa
O Caminho da Alternativa - http://www.odiario.info/?p=1921
"O carácter desumano e opressor do sistema de exploração do homem pelo homem é hoje uma realidade para milhões e milhões de pessoas e está a confirmar como os objectivos e a acção dos comunistas correspondem cada vez mais às aspirações das massas populares. Em 2011 a luta não só vai continuar, como vai tornar-se ainda mais forte e poderosa. Eis o caminho da verdadeira alternativa.”
6 de janeiro de 2011
Ciência ao serviço de quem?
Mais desemprego e mais exploração
A OIT estima em 230 milhões o número de desempregados no mundo.
Será o desemprego culpa do avanço tecnológico?
O desemprego é necessário? Para quem?
A quem serve o desenvolvimento técnico?
A OIT estima em 230 milhões o número de desempregados no mundo.
Que mundo é este que, apesar do enorme avanço da ciência e da tecnologia que permite que se produza muito mais com muito menos trabalho, aumenta a exploração com o aumento de horas de trabalho e da idade da reforma.
Nas minas uma máquina cava e abre túneis substituindo mais de 50 homens.
Na agricultura uma ceifeira debulhadora e enfardadeiras produzem mais que 100 homens.
Na indústria as linhas de montagem, os robôs, as máquinas assistidas por computadores, e todas as máquinas automáticas, podem realizar mais produção que dezenas ou centenas de operários.
Na construção uma vulgar retro escavadora, abre valas e movimenta terras por dezenas de trabalhadores.
O desemprego atinge todos os sectores da economia.
Cada computador realiza mais trabalho que muitas equipas de pessoas. A contabilidade que há 50 anos era feita quase toda à mão, exigia a escrita em livros num trabalho muito minucioso e demorado é hoje feita por uma pessoa com um programa de computador. Trabalho que demorava horas demora hoje minutos.
As movimentações, os transportes, as comunicações, a via verde, os faxes, a internet, a fotografia, a escrita, a consulta de documentos, movimentos bancários, compras e vendas, enfim tudo o que se faz hoje em minutos quase sem intervenção humana, era penoso e caro fazer na geração anterior. No comércio e serviços, modernos equipamentos, terminais de ponto de venda, caixas registadoras electrónicas programadas, ligações on line aos sistemas dos bancos, o código de barras, que permite controlo de stocks, contabilização dos preços, alteração automática dos preços...
Compreende-se que hajam hoje mais de 230 milhões de desempregados em todo o mundo.
Que riqueza poderia ser produzida por 230 milhões de pessoas que não têm trabalho.
Contudo, em vez de se distribuir o trabalho necessário pelas pessoas úteis, agravam-se os horários de trabalho, aos que trabalham, e aumenta-se a idade de reforma, impedindo os jovens do acesso ao emprego.
Como poderíamos todos viver bem ...
Há 50 anos pensava-se que um dos grandes objetivos da revolução técnica e científica era o libertar o Homem de grande parte do trabalho podendo aproveitar o tempo sobrante para a sua cultura e lazer. Na realidade a nossa sociedade, libertou muitos homens do trabalho, os desempregados, enquanto agrava a exploração dos que trabalham, mediante a ameaça permanente do desemprego e de cada trabalhador ser substituido por outro desempregado que aceite trabalhar mais por menos dinheiro.
A quem serve o desenvolvimento técnico?
O objectivo da inovação técnica na sociedade capitalista, portanto, não é tornar o trabalho o mais confortável possível, como poderia aparentar, e sim o aumento da produtividade do trabalho com vistas a uma maior geração de valor.
Nos bancos, os ATM, ou caixas de multibanco, substituem milhares de trabalhadores ao balcão e geram enormes lucros aos banqueiros. Mesmo assim, pretendem ainda mais e começaram já a cobrar o serviço das máquinas aos que, em vez de irem ao balcão, vão ao Multibanco.
Como poderemos aceitar isto? Negoceiam com o nosso dinheiro e ganham o que querem à nossa custa!
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