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2 de janeiro de 2015

Privatização da TAP

A venda da TAP é uma vergonha, um escândalo e mais um desastre para a nossa economia, que a maioria dos portugueses repudiam. 

O PCP apresentou na Assembleia da República uma proposta para impedir a privatização da TAP. 
Com base na fundamentação da proposta destaca-se o seguinte:

A TAP é o maior exportador nacional, com mais de dois mil milhões de euros em vendas ao exterior, assegurando mais de sete mil postos de trabalho diretos na companhia aérea e, no seu conjunto, mais de doze mil postos de trabalho diretos no Grupo TAP e mais dez mil postos de trabalho indiretos. 
Trata-se de uma empresa que faz entrar anualmente na Segurança Social quase 100 milhões de euros só da TAP SA, e outro tanto no Orçamento de Estado via IRS.
A TAP é uma Empresa que prestigia o país, e que, além disso, é fator de soberania. A TAP está ligada às empresas do grupo, SPdH, Lojas Francas de Portugal, PGA Portugália Airlines, Cateringpor.

A privatização da TAP é um velho objetivo que as multinacionais europeias têm tentado impor ao nosso país, para a concentração monopolista que está a ser imposta aos povos da Europa. Essa é a causa dos problemas nacionais.
As tentativas de privatização da TAP vêm desde 1998 - Governo PS/Guterres. 
Nessa altura era intenção vendê-la à Swissair que entretanto faliu. Se o Governo PS a tivesse vendido, hoje não existiria a TAP. 

A TAP não é uma empresa qualquer. É uma empresa que dá grande contributo para o desenvolvimento e para a sobrevivência das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. O papel da transportadora aérea nacional deve ser valorizado pelo seu caráter estratégico para o desenvolvimento regional e nacional. Privatizar a TAP traria gravíssimas consequências, não só para a empresa e para os seus trabalhadores e suas famílias, mas igualmente para os utentes, que dependem do serviço público essencial prestado pela transportadora aérea nacional. 
O próprio Governo reconhece essa importância a ponto de a referir para justificar a ilegal e antidemocrática requisição civil, contra a Greve dos trabalhadores da TAP, que querem impedir a venda da empresa. 

O PCP propôs recentemente na Assembleia da República, medidas para defender e melhorar o funcionamento da TAP que está a ser estrangulada pelo Governo para facilitar a vida às empresas concorrentes. Se a TAP interessa tanto às empresas internacionais porque é que não interessa a Portugal?

No País tem crescido enormemente o número dos que defendem a TAP, contra a sua privatização. O Governo está cada vez mais isolado e fragilizado. 
A Proposta do PCP termina assim:
Nestes termos, e ao abrigo do disposto na alínea c) do artigo 169.o da Constituição da República Portuguesa e ainda dos artigos 189.o e seguintes do Regimento da Assembleia da República, os Deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PCP, vêm requerer a Apreciação Parlamentar do Decreto-Lei n.o 181-A/2014, de 24 de dezembro, que «aprova o processo de reprivatização indireta do capital social da TAP, Transportes Aéreos Portugueses, S. A.».

31 de dezembro de 2014

UM ZOO HUMANO II - Miguel Urbano

«Os comentadores e politólogos – quase todos políticos reaccionários – competem na tarefa de ocultar a realidade social, política e económica». 

Como foi dito no artigo anterior, o problema da Comunicação Social controlada pelo grande capital, permite manter a política de direita e "alienar" a generalidade da população enganada.

Como diz Miguel Urbano «A chusma dos formadores de opinião mais influentes simula isenção. Criticam o acessório, mas ignoram o fundamental. Falam de tudo, desde as fofocas do governo às falências e roubalheiras, passando pelo futebol, a literatura, a corrupção galopante, o BPN, a situação dos professores, o descalabro da saúde e da Justiça, a prisão de Sócrates, os gastos sumptuários dos ministros e o aquecimento global, mas não põem em causa o sistema». 

A censura discreta
De facto "a censura discreta", inteligente mas cínica, faz com que a quase totalidade do que se diz ou escreve, tenha a ideologia, a marca da política de direita, reaccionária, que vai entrando nos cérebros dos telespectadores, dos ouvintes ou leitores, sem que se apercebam disso. E assim, fingindo ser democráticos por falarem de tudo, na realidade tudo o que falam é distorcido e apresentado na versão da ideologia capitalista, como se fosse a única interpretação das coisas. 

Miguel Urbano acusa essa táctica: «Nas suas intervenções, mesmo quando manifestam discordância de medidas da equipa no poder, abstêm-se de condenar a engrenagem que as gera. A maioria trata aliás com deferência banqueiros como Ricardo Salgado e Ricciardi e outros financistas mafiosos responsáveis por fraudes de milhares de milhões de euros. O capitalismo é, para eles, sagrado».

Mesmo quando permitem que alguém de esquerda diga alguma coisa, o que é transmitido é seleccionado, cortado e por vezes apresentado com comentários ou títulos que distorcem as verdades ou as ideias ditas.  

Uma falsa democracia
«Na selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta - o discurso triunfalista do governo atinge o povo como um pesadelo. Nessa cantoria repulsiva, Passos, Portas & Companhia cultivam um refrão indecoroso: "os portugueses aprovam" os seus desmandos» disse Miguel Urbano. Chamam eles "aprovar" ao facto de terem votado neles. Esta é uma falsidade manhosa, cínica de convencer que o que eles fazem foi a maioria do povo que quis. 

Já no final do seu artigo Miguel Urbano mostra que quem vir com seriedade «programas televisivos como, entre outros, o Opinião Pública da SIC» repara que «o fascismo tenta capitalizar o descontentamento popular [...] Insultos aos sindicatos e à luta de massas, apelos à proibição da greve e a despedimentos colectivos, brados de saudosismo da ditadura, são agora frequentes. Mas isolados, porque o fascismo não encontra em Portugal atmosfera para se impor».

"Informação" - Alienação
«A indignação popular cresce, mas não é ainda torrencial, permanente. A grande maioria desaprova e condena a política do governo, mas o sentimento de revolta que começa a gerar desespero não se expressa num combate organizado». 

Daí o que já foi referido por Miguel Urbano «A definição que Marx nos ofereceu da "alienação" ajusta-se bem à atitude de uma ampla faixa da população que não está ainda preparada para transformar o protesto em luta organizada».

Miguel Urbano termina com a célebre frase: O que fazer então? A resposta foi dada com os exemplos da História de Portugal. «As revoluções, ... não têm data no calendário». Surgem quando surgirem oportunidades para isso como foi referido no artigo anterior.  Para isso é necessário o esforço da elevação da consciência que se adquire na luta, na intervenção do dia a dia, nos locais de trabalho e nas ruas. Miguel Urbano Termina com a sua força habitual:  «A maré da indignação e do protesto sobem a cada dia. Os inimigos do povo que exercem o poder serão varridos!».

Vale a pena ler o artigo completo em : http://www.odiario.info/?p=3505

em 03/01 às 11.30 acrescentados os subtítulos e a imagem


30 de dezembro de 2014

UM ZOO HUMANO - Miguel Urbano

A selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta 

O Diário.info publicou um texto de Miguel Urbano Rodrigues, fundamental para abanar a imobilidade de muitos. 
Miguel Urbano caracteriza a política de direita dando o exemplo da «tentativa de impedimento do direito à greve na TAP» referindo que «a questão já não é apenas a ostensiva ilegalidade. É a utilização, tal como nos tempos do salazarismo, do argumento das "motivações ideológicas" da greve». Concluindo que «Este bando fascizante torna o país irrespirável».

Mostra, Miguel Urbano, o ridículo da arrogância, do absurdo, fascizante «Passos, Portas & Companhia ignoram a Constituição e as leis da República e, invocando "o interesse nacional" para imporem ao país «medidas brutais que o empobrecem cada vez mais».

«A destruição do aparelho produtivo e a ofensiva contra a função pública e a classe média é devastadora. Arruinou Portugal sem atingir os objectivos. As dívidas interna e externa subiram brutalmente, excedendo muito o PIB, que caiu. O desemprego atingiu um patamar sem precedentes. Com uma peculiaridade: a "austeridade" que empobreceu o povo trabalhador contribuiu para o enriquecimento daqueles que o exploram» apontando «Soares dos Santos, Amorim, Belmiro, aos banqueiros e outros magnates que são os donos de Portugal» e muitos outros que «exibem com despudor fortunas colossais que amontoaram em tempo mínimo» e como consequência «A miséria alastra pelo país, a fome é já uma realidade em milhares de famílias».

Por outro lado os escândalos, rotineiros, «Envolvem a banca, as privatizações, as chamadas parcerias público-privadas, as escuras negociatas de políticos e empresários, as fraudes de aventureiros instalados pelo governo em postos-chave da Administração Pública. O regabofe asfixia e humilha o país».

Portas «Recolheu das cinzas um partidinho de saudosistas do fascismo e fez dele o apêndice do PSD que lhe garante a maioria no Parlamento». É «um farsante perigoso que tripudia sobre a ética política, envolvido em compromissos escuros, negócios sujos (submarinos) e ligações perigosas (uma universidade fantasmática)».

Caracterizando o Zoo, Miguel Urbano refere «A terceira figura do bando que desgoverna Portugal» a ministra Maria Luís Albuquerque, que «Difere do chefe e dos colegas pela suavidade das falas». 
«O ministro da Economia é o rosto de uma ultra-direita mascarada» referindo as suas declarações sobre a requisição civil imposta pelo governo para neutralizar a greve da TAP «lembram as de alguns ministros de Salazar». Outro membro do Zoo é Montenegro, o líder da bancada parlamentar do PSD, «imagem da direita cavernícola».

Miguel Urbano aborda o papel da Comunicação Social e a desinformação. Diz «O sistema mediático é controlado pelo grande capital. O noticiário nos jornais de "referência" é mau, mas a reflexão sobre a política do Executivo é muito pior».
«Os comentadores e politólogos – quase todos políticos reaccionários – competem na tarefa de ocultar a realidade social politica e económica». Sobre esta questão penso, em breve, fazer uma abordagem mais pormenorizada. Miguel Urbano alarga a sua destemida análise a muitas outras figuras do Zoo que actuam na «selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta»

Como resultado do controlo dos órgãos de comunicação, e em termos de conclusões Miguel Urbano lembra que a «definição que Marx nos ofereceu da "alienação" ajusta-se bem à atitude de uma ampla faixa da população que não está ainda preparada para transformar o protesto em luta organizada, acompanhando a minoria dos trabalhadores que saem às ruas, mobilizados pela CGTP, e desafiam o governo nos locais de trabalho» e por isso não estão ainda reunidas as «condições subjectivas» o que «inviabiliza em tempo previsível rupturas» capazes promer a ruptura com esta política. Mas, diz Miguel Urbano «não sou pessimista» lembrando os momentos da História de Portugal, em que o povo se levantou contra a opressão. Por isso, diz, «Os inimigos do povo que exercem o poder serão varridos!».

Vale a pena ler o artigo na íntegra em http://www.odiario.info/?p=3505

29 de dezembro de 2014

Breve balanço de 2014

Portugal precisa de uma política alternativa.
O Mundo está em mudança

Aproxima-se o final de 2014, fecundo em acontecimentos - para o bem e para o mal. 
Não querendo fazer um balanço, que certamente seria incompleto, aponto assuntos, avulso, mas que me parecem importantes a não esquecer em 2015. 
A nível nacional, 2014 foi mais uma dramática confirmação de que esta política de direita não serve. Não serve o País, os portugueses mas serve - e bem - para alguns.

As desigualdades aumentaram, tal como aumentou a pobreza e a fome.
Apesar dos sacrifícios a dívida não parou de crescer a ponto de ser impagável.
A direita, mais uma vez, anunciou que, agora com a saída da troika, tudo começaria a ser melhor. Mentira! Tal como se previa a situação piora com esta política.

Corruptos!
Pela primeira vez um Primeiro Ministro de Portugal (PS) foi preso.
Muitos iguais ou piores que Sócrates, dos que passaram pelos governos, desde há 38 anos, há muito que deviam estar presos.
Tinha já sido condenado Isaltino (PSD)
Foi também o Duarte Lima (PSD). Condenado e preso. E Dias Loureiro e seus amigos? 

Assinale-se que as leis deveriam ser muito mais duras para os crimes económicos, para quem rouba o país e todos os portugueses. No entanto a direita, ou os chamados partidos do "arco do poder" ou, mais prosaicamente a "troika interna", PS, PSD, e CDS, não deixam que as leis penalizem devidamente os corruptos, sabendo eles que é no seu seio que estão os criminosos. Tudo gente fina.
Este ano foi preso o banqueiro Ricardo Salgado. 

O juiz, Carlos Alexandre, que já tinha deixado passar situações graves, parece estar determinado a corrigir a incapacidade da justiça. Foi figura importante dos casos Monte Branco, das Operações Furacão, Portucale, Processo Face Oculta, Álvaro Sobrinho, Caso BPN, Processo Remédio Santo, Operação Labirinto, Caso Vistos Gold, Ricardo Salgado e Operação Marquês. Pena é que fiquem de fora tantos do BPN, como Dias Loureiro (PSD).
Também Paulo Portas (CDS) apesar da reconhecida corrupção dos Submarinos está em liberdade e no Governo. Klaus Lesker, o administrador da MPC Ferrostaal que vendeu os submarinos, foi preso preso na Alemanha. E cá?
E os vistos Gold?
A extenção de fraudes, roubos, corrupção e outros crimes é enorme e todos envolvem PS, PSD e CDS.

São todos iguais?
Da falência do BES e do GES ainda estão à solta muitos.
Do BPN (banco do PSD) nunca mais se soube nada.
Somam a muitos milhares de milhões de euros as fraudes e os prejuízos para o país e para os portugueses.
A direita, desesperadamente, tenta dizer que são todos iguais.
Por isso, os jornais que nunca falam da Festa do Avante, inventaram que o BES subsidiou a Festa do jornal do PCP! Ridículo mas sintomático. Não! Não são todos iguais!

Durão Barroso saíu da CE e a direita colocou outro igual, o Juncker organizador das fugas fiscais de muitas multinacionais e grandes empresas.
Zeinal Bava, com as trafulhices que fez, pôs a PT nas mãos de interesses estrangeiros. Ele e Durão Barroso foram condecorados pelo "Padrinho" que ocupa o lugar de Presidente da República.  

Continuam as criminosas privatizações e a venda de Portugal a retalho. 
É um escândalo o caso da TAP. A maior empresa exportadora de Portugal.

A Alternativa existe!
Num outro plano convém saber quais as alternativas.
O novo "líder" do PS, António Costa, para o público diz que vai romper com a política de direita mas, na prática, ainda nada se viu. Pelo contrário, o que faz é o mesmo que se fez. 
Propostas, como as que apresentou o PCP, para uma política alternativa, o PS não avança. Que lutas promove o PS para travar as políticas de direita? Serão lutas de gabinete que não se sabe o que tramam? Estaremos atentos no novo ano.

Censura e liberdades? Que liberdades?
Neste blogue muito se tem falado da Censura da Comunicação social e em especial da Televisão. De facto, cada vez mais, o poder financeiro controla os órgãos de comunicação. Governo, políticos de direita, comentadores, jornalistas contratados para o efeito, preenchem todos os espaços não deixando que se conheçam as alternativas e as propostas apresentadas, como soluções patrióticas e de esquerda.
Essa censura atinge não só o conhecimento da realidade portuguesa como da internacional.
O mundo piorou depois da Guerra Fria, da queda do Muro de Berlim e da derrota dos países socialistas, no final da década de 80. As guerras provocadas pelos EUA, NATO e Israel, tem dizimado muitos milhares de pessoas, destruído países e economias. 
O capitalismo em decadência, depois desta crise económica e financeira, a maior de sempre, tenta salvar-se através da força bruta das armas, e do domínio de países e das suas matérias primas, em especial o petróleo.

O capitalismo na sua fase imperialista, tem apoiado governos fascistas (Ucrânia) e ditaduras em África e América do Sul em contrapartida do domínio económico das riquezas desses países.
Os EUA através da CIA treinam e fornecem grandes quantidades de armas modernas e poderosas a terroristas. Essa política tem funcionado como o feitiço contra o feiticeiro. Os grupos terroristas, depois de armados e treinados pela CIA, muitas vezes fogem ao controlo norte americano, como foi o caso da Al-Quaeda e agora com o "Estado Islâmico" para afrontar a Síria.

Nunca o Mundo esteve tão violento, com tantas guerras com tantas vítimas, em especial civis, mulheres, crianças e idosos. Nalgumas regiões assistimos a autênticos genocídios como na faixa de Gaza e Palestina.
A lei internacional e os Direitos Humanos não são respeitados.

Decadência do capitalismo
É evidente o isolamento cada vez maior dos Estados Unidos. Todos os países na ONU condenam sistematicamente acções o bloqueio de Cuba e a invasão da Palestina por Israel. Em todo o mundo os povos fizeram inúmeras manifestações e protestos. A libertação dos Cinco Cubanos foi uma vitória dessas lutas.

O recente relatório sobre as torturas de presos nos Estados Unidos da América, foi escondido e apenas é conhecida uma pequeníssima parte. Mesmo essa pequena parte revela os crimes monstruosos que os Estados Unidos praticam, crimes só comparáveis aos de Hitler e dos ditadores que os Estados Unidos apoiam,

Esse isolamento dos Estados Unidos foi evidenciado ainda nas decisões da ONU, nas eleições no Brasil e Uruguai, pelas Organizações de apoio mútuo criadas pelos países que fogem ao domínio dos Estados Unidos. Caso dos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e ainda das Organizações da América do Sul e Cuba.

Os BRICS estão a estudar moeda alternativa ao Dólar e a formar um Banco Internacional.

A China ultrapassou economicamente, os Estados Unidos em 2014. Está "de olho" nos fundos do tesouro dos EUA, pedra de toque da economia global. Está a redefinir a sua estratégia de investimento no estrangeiro e a promover o Renmimbi como moeda internacional, libertando do domínio do dólar vários países do BRICS e outros com quem está já a negociar nas moedas locais.
O apoio à Rússia é expressivo.  

Só com luta conseguiremos mudar
Nestes países a fome e a pobreza diminuiu fortemente enquanto nos EUA e outros países dominados pelo capitalismo aumenta, como aumentam as desigualdades, o crime, o desemprego, o trabalho escravo. O mundo está mais injusto e violento por acção do capitalismo mas, simultâneamente, está a aprender e a mudar.
Nós em Portugal, também haveremos de aprender com o desastre destes 38 anos de política de direita. 
Nós também haveremos de mudar. Depende dos trabalhadores e do povo. 
A luta continua em 2015.

15 de dezembro de 2014

A Alternativa existe!

Um programa, um projecto para a construção da Alternativa a esta política de direita e de desastre.

É preciso conhecer as propostas que os partidos apresentam para uma política que salve o País e os portugueses do desastre para que estamos a ser conduzidos. Como aqui já tem sido referido, o PCP há muito que tem vindo a discutir linhas de acção e propostas para uma política alternativa e para uma alternativa política. No recente Comunicado do PCP está, mais uma vez, apresentada a proposta daquele partido e que aqui se reproduz a parte que a sintetiza.



«A alternativa de que o País precisa, com toda a urgência, tem na proposta de política patriótica e de esquerda que o PCP apresenta a base essencial para a sua concretização. Assenta: na renegociação da dívida, dos seus montantes, juros e prazos; na promoção e valorização da produção nacional; na recuperação para o controlo público dos sectores e empresas estratégicas, designadamente do sector financeiro; na valorização de salários, pensões e rendimentos dos trabalhadores e do povo; na defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, designadamente dos direitos à educação, à saúde e à protecção social; numa política fiscal que desagrave a carga sobre os rendimentos dos trabalhadores e das micro, pequenas e médias empresas e tribute fortemente os rendimentos e o património do grande capital, os lucros e a especulação financeira; na rejeição da submissão às imposições do Euro e da União Europeia recuperando para o País a sua soberania económica, orçamental e monetária».

Que mais propostas concretas há?

13 de dezembro de 2014

Garantir a derrota da política de direita

Jerónimo de Sousa, encerrou mais uma fase da acção nacional «A força do povo, por um Portugal com futuro - uma política patriótica e de esquerda»

Esta foi mais uma acção do PCP para discutir e aperfeiçoar as suas propostas de Alternativa a esta política.
Na realidade estas discussões muito alargadas estão a ser feitas há vários anos, mas agora mais voltadas para um “programa” que permita estruturar uma “Politica Patriótica e de Esquerda”.
São propostas muito concretas que apontam um caminho bem definido. Não há nelas evasivas e palavras vãs.

Jerónimo de Sousa, na intervenção que fez definiu em poucas palavras o objectivo «É preciso garantir a derrota da política de direita e romper com o ciclo de rotativismo». 

Fez um balanço dos debates feitos em todo o país ao longo deste ano referindo que permitiram «não apenas realizar uma profunda reflexão sobre os problemas do País e sobre os eixos, os objectivos e as prioridades centrais de uma política alternativa à política de direita, mas igualmente constatar a existência de uma forte vontade de contribuir para encontrar na convergência os caminhos da afirmação de uma solução alternativa e romper com décadas de política de direita».

Fez um diagnóstico muito exaustivo dos problemas do país e da política de direita que é a causa da crise e do seu afundamento. Diagnóstico sempre fundamentado em dados objectivos e concretos. 

Política alternativa séria 
Concluindo essa análise afirmou que «não há política séria de resposta aos problemas nacionais que possa omitir as verdadeiras causas da grave situação a que foi conduzido o País» tal como «Não há política verdadeiramente alternativa e de resposta à inversão do rumo de afundamento do país que oculte a origem e razões da crise que o País enfrenta».

Por isso provou a necessidade de «promover múltiplas rupturas com o caminho que vem sendo seguido, como o propõe a política patriótica e de esquerda que o PCP defende».

Respostas concretas
Em clara referência à ausência de propostas do PS e António Costa, Jerónimo de Sousa acentuou que essas rupturas com a política de direita sâo «rupturas com a orientação, a lógica, as opções de classe da política de direita, […] com o domínio do capital monopolista e a sua posição determinante na estrutura e funcionamento da economia portuguesa, [...] ruptura com a política de reconfiguração do Estado […] de liquidação do seu papel nas tarefas do desenvolvimento, […] ruptura com a crescente desvalorização do trabalho e dos trabalhadores e do processo de agravamento da exploração e empobrecimento que está em curso, […] ruptura com a mutilação e subversão das políticas sociais, […] ruptura com o processo europeu de integração capitalista, […] com a dependência e subordinação externa, […] ruptura com a subversão da Constituição e a crescente mutilação do regime democrático».

Tais princípios são a base essencial para permitir uma verdadeira política alternativa.

Mostrou Jerónimo de Sousa que existem «três grandes constrangimentos na superação dos quais se apresentam soluções concretas» e que para além de justas são exequíveis e viáveis.
Soluções que serão articuladas, em síntese, a renegociação da dívida, estudo e preparação do País para se libertar da submissão do euro e ainda a recuperação do controlo público da banca colocando-a ao serviço do país e dos portugueses.

As grandes linhas
Referiu ainda «as grandes linhas de força de uma política orientada para a recuperação pelo Estado Português de elementos centrais da soberania e independência nacional», […] «onde a par da resposta às questões da dívida, do Euro e do controlo Público da Banca, se impõe recuperar para o Estado alavancas de comando económico e decisão estratégica necessárias a uma política económica e financeira para servir o País, mas também para travar e impedir novas perdas de soberania, nomeadamente, que assuma a exigência de revogação do Tratado Orçamental, e do espartilho que ele constitui…».
Paralelamente Jerónimo de Sousa apontou «Uma política para o investimento produtivo e a produção nacional que tem como objectivos centrais: o pleno emprego, o crescimento económico, a dinamização do mercado interno, a promoção das exportações e a substituição de importações, o apoio às micro, pequenas e médias empresas».

Soluções e alternativas
No grande número de debates realizados pelo PCP foram referidas «as soluções alternativas de uma política orçamental e de uma justa política fiscal e ao serviço do País, assegurando o desagravamento da carga sobre os rendimentos dos trabalhadores e dos pequenos e médios empresários e uma forte tributação dos rendimentos do grande capital, os lucros e dividendos, a especulação financeira e garantir a arrecadação fiscal necessária para dar cabal cumprimento às funções sociais do Estado e uma adequada gestão orçamental com o desenvolvimento».
Jerónimo de Sousa informou que «se confirmou como uma das componentes essenciais de uma política patriótica e de esquerda a valorização do trabalho e dos trabalhadores […]», a inversão da «política de fragilização, privatização e encerramento de serviços de públicos…», mostrando detalhadamente as acções a empreender em cada um dos domínios.

As "bases para um programa"
Assim foram definidas umas autênticas bases para uma proposta de Programa de Governo, de um Governo que conte co0m a participação do PCP que «é a grande força política nacional que inequivocamente tem soluções para os problemas do País, que as apresenta com toda a transparência e se disponibiliza, visando a convergência dos democratas, patriotas e das forças em ruptura com a política de direita, […] para a «construção de uma alternativa política capaz de garantir um novo rumo na vida nacional».

Convergência e acção para a alternativa
Jerónimo de Sousa em nome do PCP lançou o repto a patriotas e democratas, trabalhadores e outros portugueses, organizações sociais, que sabem que é possível outro caminho e que estão dispostos a concretizar uma verdadeira alternativa política – a alternativa patriótica e de esquerda!

«Somos dos que pensamos que há condições e é possível ir mais longe na convergência e acção comum dos sectores e personalidades democráticas na base de um diálogo sério e leal, aceitando e respeitando naturais diferenças, […] mas que não emergirá sem o PCP e muito menos contra o PCP». Apontou que para isso é preciso «a remoção de preconceitos, a rejeição de ambições hegemónicas, a recusa de marginalizações». Disse ainda que «essa construção exige acima de tudo clareza de propósitos» e que é no terreno dos conteúdos «e na base de compromissos sérios que se constrói a verdadeira alternativa».

Crítica à política das meias tintas
Numa referência ao discurso de António Costa, alertou para as «falsas soluções da mera alternância dos que acenam com diálogos à esquerda, sem romper com a política de direita».
Jerónimo de Sousa foi muito claro na crítica às políticas que o PS tem desenvolvido, à passividade no combate à política do Governo, à «política das meias-tintas», à espera que sejam os outros a trabalhar para eles colherem os frutos.

A concluir a extensa análise Jerónimo de Sousa, lançou um aviso ao PS! 
Não! Não há soluções à esquerda sem ruptura com a política de direita!
«Os portugueses não podem sair do sal para se enfiarem na salmoura!»

É pois uma clara «política alternativa – que os portugueses anseiam».

7 de dezembro de 2014

BPN conhecido como o Banco do PSD

BPN, por enquanto, o maior escândalo financeiro e político da história de Portugal.

O roubo e a falência custaram directamente aos portugueses 2.400 milhões de euros com a nacionalização dos prejuízos sem que ao menos o Estado tenha beneficiado dos activos de todo o grupo da SLN. A direita tem horror às nacionalizações porque isso prejudica os banqueiros. Nacionalizações só dos prejuízos, que os portugueses aguentam. Se contarmos com os custos indirectos esse valor chegará aos 9.000 milhões.

Os portugueses aguentam
Entretanto os Banqueiros que receberam os Bancos nacionalizados em 1975, esses, dizem "os portugueses aguentam, aguentam. Eles, os banqueiros, os privados, vão colocando o dinheiro que ganham com o que o Estado arranca a cada português, no estrangeiro ou nos paraísos fiscais.


Estamos apenas a falar da oferta que o Governo PS fez ao BPN com a nacionalização. Oferta, pois não exigiu aos banqueiros que ganharam o dinheiro que o fossem buscar onde o puseram. Em Gibraltar, no Brasil, nos offshores de Porto Rico, em Cabo Verde, na Suiça, nas ilhas Caimão e em todas as propriedades que compraram.
Que acontece a um português (que aguenta, aguenta) se não aguentar e falhar na prestação da casa?
Os Bancos, imediatamente os põe na rua e ficam com a casa.
Que aconteceu aos banqueiros que roubaram o Banco e não pagam para que os portugueses paguem o que eles roubaram? Nada!. 

Quem faz as leis

Foram movidos processos judiciais. Mas como foram eles que fizeram a Lei na Assembleia da República, PS, PSD e CDS, todos amigos dos seus amigos Banqueiros, os que lhes deram os Bancos Nacionalizados e os que nacionalizaram os prejuízos para os portugueses pagar, essas Leis tudo permitem a quem tem dinheiro para pagar a bons advogados. Ou seja: pagámos nós os advogados deles. Esses arrastam os processos, escondem as provas e coitado do Ministério Público tem uma falha qualquer, erro numa data, uma vírgula que ficou esquecida e então o Tribunal interpretando as leis do PS, PSD e CDS, marimba-se no apuramento da verdade e determina: Arquive-se o processo. Mas não arquivam o pagamento que os portugueses fazem ao Estado para o Estado pagar aos Bancos. 

Figuras ou figurões
  
Quem são as figuras que, desta forma, mostram que mandam no Governo, no Presidente (?), nos deputados do PS, do PSD e do CDS que lhes fizeram tudo o que eles mandaram fazer? 

O BPN foi criado em 1993 e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas, muitas delas, nebulosas sociedades, sediadas em paraísos fiscais e offshores o que lhes possibilitava as negociatas sem controlo e a fuga aos impostos. 
Não foi por acaso que esse Banco foi fundado. Não foi por acaso que era conhecido como o Banco do PSD.



O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado. Já não sabemos se Oliveira e Costa era o homem de confiança de Cavaco ou se Cavaco era o homem de confiança de Oliveira e Costa. Este assumiu a presidência do BPN em 1998. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos governos de Cavaco Silva, entrou para a política (PSD) com 40 contos e trabalhou tanto, tanto que passou para uma fortuna de 400 milhões. Vem depois o nome de Daniel Sanches, outro ex-ministro (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro. Outro foi Rui Machete, presidente do Congresso do PSD. Outros ainda foram os ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho um presidente Banco Europeu de Investimentos e outro pelo Finibanco.

Outro com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN. Também no Brasile está acusado de assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. 
Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco. 

Negócios com Cavaco
  
Os responsáveis por estas fraudes, tiveram também negócios com Cavaco. Ou seria que Cavaco teve negócios com eles? O que é certo é que Cavaco beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram a 1 euro por acção, preço combinado com Oliveira e Costa, 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros. Os portugueses que tudo aguentam acharam que Cavaco tinha um baixo ordenado e ofereceram-lhe, para além dos votos, mais estes 350.000 euros. Teria sido com esse dinheiro que Cavaco comprou uma casinha de férias na Aldeia da Coelha? Cavaco como não gosta de se afastar dos amigos, comprou a casinha mesmo ao lado da de Oliveira e Costa e de alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor da casinha é apenas 199.469,69 euros, mas fez uma permuta com o construtor Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento. 

Foram tantos os roubos que o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do Cavaco. Este descobriu um prejuízo de 1.800 milhões de euros, que os portugueses que aguentam tanto, aguentam e aguentaram.

Onde está o dinheiro?
  
Para onde foi o dinheiro do BPN? Oliveira e Costa repartiu-o pelos seus amigos e, como quem parte e reparte... ficou com a sua parte. Alguma razão haverá para que o BPN fosse conhecido como o Banco do PSD.
Já no governo de Sócrates, o BPN com o seu chorudo prejuízo, passou para a Caixa Geral de Depósitos, do Estado (paga português). A Caixa era liderada por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, ao lado de Norberto Rosa, ex-secretário de estado também de Cavaco. 

Os portugueses afinal não são piegas
  
Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. Estava previsto a venda ser por 180 milhões mas os portugueses fizeram um desconto e venderam por 40 milhões de euros. 
Os portugueses aguentaram mais 550 milhões de euros para além dos 2.400 milhões que já lá tinham enterrado. Mas como os portugueses afinal não são piegas e tudo aguentam, suportaram também os encargos dos despedimentos de 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é um famoso pensionista de Portugal com reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.

O julgamento do caso BPN já começou, mas pouco se sabe. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal. Parece que dessa lista não consta o nome de Cavaco. Porque será?




às 0.25 foi feito um corte ao texto original que continha incorrecções dos valores a pagar por cada português.







2 de dezembro de 2014

O que António Costa disse e não disse

No Congresso do PS, Costa afirma a ruptura com a política de direita e desafia a esquerda para se juntar às soluções. Mas que soluções? Não disse.

Costa não se definiu.
Não propõe uma política alternativa como fez o PCP. É certo que o PCP começou à muito tempo a debater e a construir uma solução para a Política Alternativa. Costa tem pouco tempo como líder do PS. Contudo apresentou-se como alternativa a Seguro, apresentou-se agora em Congresso e, seria lógico que, para além da pessoa, se conhecesse o seu projecto. Quanto ao Congresso é assunto que não me diz respeito. No entanto as suas palavras extravasaram o Congresso pois dirigiu desafios à esquerda.
Mas que desafios?

Que diz Costa da política fiscal ou da reposição dos salários?
Na Assembleia o PS votou contra soluções apresentadas pelo PCP. E Costa, que pensa disso? 

A direita, com que Costa quer romper, e muito bem, avança com as privatizações de sectores estratégicos para a nossa economia. Costa romperá com essa marca da política de direita? Não disse.

A direita prossegue o desinvestimento público, o atrofiamento do mercado interno, a destruição do papel fomentador de riqueza do Estado. Costa certamente discordará. Mas que propostas apresenta? Os comunistas apresentaram alternativas consistentes elaboradas em imensos debates. Será que Costa, concordará ou fará algo semelhante?

A direita, no passado com a colaboração do PS, destruiu sectores da nossa produção, como as pescas, a agricultura, as grandes indústrias e vendeu o que restou ao capital estrangeiro. Costa não seguirá, certamente, esta política de desastre e anti-patriótica. Mas que apresenta? Fará como o PCP que apresentou propostas para "Pôr Portugal a Produzir", sistematicamente derrotadas na Assembleia da República?

É sabido que, sem aumentar os postos de trabalho, sem criar riqueza, sem a imposição de medidas e políticas que fomentem a produção nacional, sem que o poder de compra seja melhorado, sem que o país produza aquilo que poderia em vez de importar, a economia não cresce e o desemprego aumenta. Costa apresentará medidas no mesmo sentido das que os comunistas têm proposto? Apresentará outras ou mantêm o silêncio sobre como fará para contrariar a política de direita?

Está na ordem do dia a promiscuidade entre poder político e poder económico e a teia de interesses e dependências, a corrupção, as saídas de dinheiro para paraísos fiscais, a lavagem de dinheiros, que corroem a democracia o prestígio das instituições. Os comunistas apresentaram propostas para impedir e penalizar a corrupção. O PS, juntamente com a direita, rejeitou-as. Sendo matéria tão importante e chocante não mereceria uma posição de Costa?

Que sabemos afinal de Costa para além das bonitas palavras, e boas intenções que tem manifestado? Não é que seja desconfiado, nem que esteja a admitir que essas palavras e discursos não sejam sinceros ou bem intencionados. Mas... não seria lógico que Costa desse a conhecer o "Como" vai romper com a política de direita? Sendo certo aquilo que disse, e o PCP já havia dito várias vezes, não se pode pedir o apoio da esquerda, sem dizer para quê, e muito menos para fazer política de direita. 

Nesta matéria teria particular significado um plano para combater a dívida, pública e externa, tal como fez o PCP com o Projecto de Resolução apresentado na Assembleia da República visando uma solução integrada para resgatar o País da dependência e do declínio.
Tal como é importante dizer algo sobre as propostas que os comunistas apresentaram para a política fiscal, o aumento e reposição dos salários, a defesa da saúde e da educação públicas e a proposta de convocação de uma conferência intergovernamental para a revogação e suspensão do Tratado Orçamental e análise do “Tratado Transatlântico de Comércio e Investimentos” que está a ser negociado entre a União Europeia e os EUA sem conhecimento e sem consulta pública.

Costa fala, vagamente, da "Agenda para a Década", de uma “Agenda Europeia” de “defender os interesses de Portugal na Europa”.
Mas o que é isso e o que significa no novo estilo de política do PS de ruptura com a direita? Não sabemos.

A estas questões muitas outras podiam ser acrescentadas.
Tendo Costa desafiado a esquerda para se juntar às soluções. E não tendo avançado com qualquer proposta, ou está a criar suspense ou, então o que disse foi gratuito. Quando saberemos?
Costa não pode desafiar a esquerda para ser parte da solução e ele próprio não apresentar soluções nem dizer "o que" e "como" propõe fazer a para a sua parte.

Actualização às 23.00 horas
Em complemento das referências à Política Alternativa que o PCP propôs pode ser consuldada aquihttp://www.pcp.pt/politica-patriotica-esquerda 

22 de novembro de 2014

No separador "Coisas" foi publicado:

Wikileaks revela relatório secreto americano sobre Portugal. O país que compra “brinquedos caros e inúteis”. (ver aqui)

21 de novembro de 2014

Será uma questão de "bom senso" o que tem faltado?

Esta é a política de classe deste governo e do PS 

Depois de vigorosos protestos, que parte da Comunicação Social escondeu, em especial os protestos do PCP, a proposta da subvenção dos políticos foi retirada.
Fica o registo de mais uma tentativa marcadamente "política de classe" tão constante nos partidos do chamado "arco do poder", PS, PSD e CDS. 
Fica ainda confirmado que vale a pena lutar, pois se nem sempre a luta vence, o que é certo é que sem luta perde-se sempre.
Fica também provado que o que tem faltado é uma política alternativa patriótica e de esquerda.


do Jornal de Notícias de hoje











14 de novembro de 2014

A direita no seu melhor

Corrupção, roubo, fuga ao fisco, lavagem de dinheiro, offshores, etc. Os escândalos sucedem-se a ritmo alucinante.

É assim a direita que sustenta o capitalismo. Capitalismo que, com a voga do neoliberalismo, não olha a meios para atingir o seu fim: o Lucro à custa do que for preciso. É assim o ADN, ou se quiserem de forma mais prosaica, a massa de que são feitos os políticos da direita.  Os políticos do "arco do poder", da troika, dos partidos que nos têm governado há 38 anos. 
38 anos a ser assim governados por responsabilidade de quem vota sem responsabilidade.
Resultado: 38 anos de escândalos, com ricos cada vez mais ricos e pobres, cada vez mais e, mais pobres.



6 de abril de 2013

Uma inovação revolucionária


Governo e a direita, que não cumprem a lei, culpam o Tribunal

O ladrão que rouba, o criminoso que não cumpre a lei, culpa o tribunal pelas penas que lhe foram aplicadas. A justiça da direita é roubar o explorado para dar ao explorador.

Dizia o religioso e filósofo francês Henri Lacordaire no séc. XIX
"Entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o patrão e o operário, é a liberdade que oprime e, a lei que liberta"

O Governo ao serviço da direita que explora, considera que a melhor forma de obter dinheiro não é ir buscá-lo a quem rouba mas, tirá-lo a quem trabalha.
A justiça da direita: Criminosos em liberdade e Juizes na prisão
O Governo está mais preocupado com os 1.300 milhões de euros que não pode roubar aos trabalhadores e pensionistas, do que com o que esbanjou no BPN e que atinge cerca de 9.000 milhões. Para os bancos, para as PPP já foram 10 vezes mais do que o os 1.300 milhões de euros. Para os Bancos estão retidos mais de 7.000 milhões, pagos por todos nós.

A Mafia em acção

Os Governos têm desrespeitado a Constituição, têm impedido a penalização da corrupção das fraudes. Os Governos têm alimentado fortunas e reformas milionárias, têm fechado os olhos às fugas de capitais e aos impostos para os paraísos fiscais e para os Offshores que prejudicam o país em dezenas de milhares de milhões de euros.

Se a tudo isto juntarmos a destruição da nossa economia e o desemprego de mais de um milhão de trabalhadores podemos ver a dimensão dos crimes económicos da direita em Portugal. 

Nada disto tem sido falado. Isto não dizem os jornalistas e comentadores que agora criam uma imagem de culpa ao Tribunal e à Constituição da República, para desculpar os criminosos.

Tribunal Constitucional


Quando a lei não agrada à direita...

Braga de Macedo volta, expressamente, à mentalidade de "antigamente" e diz que o problema não é do Governo é um problema da Nação.
Defende ainda que não pode haver "uma atitude legalista"(defender a Constituição) sem olhar às consequências. 

Não lhe agradam as consequências, certamente para a política da direita, e para o seu governo e, Braga de Macedo, dá a entender que é mais importante respeitar o memorando do que a Constituição.

Bem sabemos que o Tribunal Constitucional tem um "forte pendor" de direita, pois é eleito pela maioria da Assembleia da República, já ela de direita, mas os Juízes mostraram uma grande independência face às pressões da direita. Diz o Tribunal, com muita razão, que são as leis que têm que respeitar a Constituição e não a Constituição que tem que se sujeitar a qualquer lei.

...é preciso defender a Constituição

Espero que muitos dos que defendiam a alteração da Constituição, a pretexto de medidas populistas e sem significado real, percebam que é à direita que não interessa respeitar a Constituição para continuar a fazer o que quer sem olhar a meios.
Desde 1976 que a Constituição da República vem sendo desrespeitada pela direita. Não deixemos quer o continue a ser. 




4 de abril de 2013

A cultura do Pimba e as nódoas

Vou ser politicamente incorrecto. 

Nesta "democracia" políticos correctos não têm "sucesso". E eu, cruzes canhoto, não sou político.

O que está a dar é a cultura Pimba. Na política, "palhaços", Tiriricas, Beppes Grillos, e outros que tais, são a "cultura oficial" desta "democracia". São a bebida que adormece os cérebros para que as pessoas não precisem de pensar. E, não pensando não precisam de agir, de se incomodar. Esquecem os problemas e a falta de dinheiro. Basta-lhes rir que é mais saudável.

Pensar é perigoso para esta "democracia" 

A "comunicação social", alimenta esta cultura. O que é preciso é contentar as audiências. Isto é o que parece ser correto dizer. Mas, como prometi ser politicamente incorrecto, vou dizer a verdade que incomoda alguns:

Os responsáveis da Televisão, os "jornalistas", os "comentadores" lá colocados, de cultura nada percebem. Talvez de futebol. Talvez, ou, provavelmente, nem isso. Mas como foram lá colocados pelos amigos que, quando ouvem falar de cultura, sacam a pistola, são os tipos certos nos lugares certos. Seria perigoso que esses tipos fossem cultos, no sentido progressista da palavra. Não vá o cão morder o dono.

As nódoas e...



Esses (ir)responsáveis, esses que se apelidam de jornalistas, como jornalistas são umas nódoas. Não estão lá para utilizar benzina para limpar o Governo, (como dizia o Eça) mas, ao contrário, estão nesses cargos para espalhar as nódoas, disfarçando assim o contraste que evidencia a nódoa num tecido limpo. 
Segundo a sua teoria, de alimentadores de nódoas, o pano deixa de ser branco para ser uma nódoa pegada. Está então conseguida a sua função. Fica o povo sem perceber que a grande nódoa é nódoa e passa a acreditar que é a cor normal do tecido. Há nódoas como a do Relvas que só cortando o tecido conseguem saír. Mas fica o buraco no tecido já esgarçado.

O mérito de Mário Soares

É esta a "democracia" porque tanto lutou Mário Soares quando conseguiu meter o socialismo na gaveta. Trancou-o bem escondido, para que ninguém mais se lembrasse desses seus maus exemplos de juventude. Assim, com a indispensável ajuda de Kissinger e Carlucci, lançou aos ventos o Socialismo Moderno, o Socialismo "democrático" forma camuflada de espalhar a nódoa para que não se perceba qual a cor original do tecido.

Do povo que engoliu esta "cultura" e comprou como novo o tecido sujo, velho impregnado de nódoas, como sendo uma modernidade, do tal povo que referiu Guerra Junqueiro, espero falar brevemente.

Por agora, mais não digo, pois quero ir ouvir as notícias do Relvas.
Uma nódoa saiu mas deixou um buraco...

1 de abril de 2013

Recordando Guerra Junqueiro


Em 1896 Guerra Junqueiro caracterizava a justiça “ao arbítrio da Política”. 
As suas duras palavras são hoje muito repetidas por atuais. 

Nessa altura a burguesia estava no poder há um século.  Passou outro século e a burguesia mantém-se no poder. 
Dois séculos na história não é muito. Contudo na vida das pessoas, é caso para dizer: Basta!

Estamos nós numa democracia? Numa República? onde o poder pertence ao povo? 
Hoje, a burguesia não controla apenas a Justiça como denunciava Guerra Junqueiro. 
A burguesia controla todo o Aparelho de Estado. Controla a Justiça, como então, faz as leis, domina o sistema económico, dirige a informação, forja uma educação que deforma as mentalidades, estimula a anticultura do espetáculo sem conteúdo,  das telenovelas, do “pimba”, dos programas que deformam as mentalidades e mentem naquilo que informam. 

E a Igreja? Será diferente?


A igreja colabora nesta deformação intelectual das gerações. Corrompe. É preciso criar pobres porque é deles o reino dos céus. É preciso que os explorados se deixem explorar mais, sejam humildes e, se receberem uma bofetada, como todos os dias recebem, que deem a outra face para receber outras tantas. Nada de revoltas. 
É preciso que hajam alguns muito ricos para dar esmolas aos muitos, muito pobres. É preciso que os pobres fiquem agradecidos e queiram que os ricos roubem mais para continuarem a dar esmolas. 

Esta é a cultura que vem sendo criada e que levou Guerra Junqueiro a dizer  que temos “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”.

Povo de cobardes?

Numa palavra: teremos um povo de cobardes que finge que não sabe pensar para justificar a cobardia, aceitar as injustiças, em vez de procurar a energia para dar o coice a quem lhes dá as pauladas?

A burguesia no poder, deforma as pessoas, estimula os mais baixos valores, o consumismo, o desperdício, cria necessidades artificiais, as marcas, as etiquetas, as modas, para sujeitar as pessoas a uma pressão que as obriga a gastar, a consumir, a deitar fora, a comprar mais e mais. O capitalismo destrói o planeta, explora todos os recursos naturais sem limites, apenas para os lucros das grandes multinacionais, como tão bem caracterizou Hugo Chaves no seu “discurso silenciado”. 

Alternância sem Alternativa?

Dizia Guerra Junqueiro, que temos um povo imbecilizado que aceita “um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País”, pela estúpida repetição de 37 anos de “erros” dos que dizem não haver alternativa. Desculpa estafada de quem nada quer mudar. Não viveu Guerra Junqueiro nos tempos do capitalismo de hoje. Certamente por isso não disse que  o poder legislativo é cúmplice do Governo e este é criado de quarto dos banqueiros  seus patrões.

Continuará o povo a eleger pantomineiros?

Tal como antes, a burguesia procura criar trabalhadores inconscientes, que sejam explorados e aceitem a exploração de uma “burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, … sem palavra, sem vergonha, sem carácter,… pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro”.

A política de direita com novas caras, novos disfarces

Guerra Junqueiro caracterizava a política de direita e a alternância política exatamente como se passa hoje entre PS e PSD (com ou sem CDS). Dizia ele: “Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar" ou com receio que a comida falte para todos se empanturrarem do mesmo tacho, acrescento eu.




7 de março de 2013

Fugas de impostos

Os grandes capitalistas defendidos pelos governos fantoches roubam o Estado sem ser criminalizados

As denúncias circulam na Internet pois a comunicação social dominada pelos grandes grupos económicos não tem liberdade para o fazer. A Media Capital é uma das empresas que domina a Comunicação Social e também coloca o dinheiro e os lucros no estrangeiro para fugir aos impostos.

Os vários roubos ao Estado são de muitos milhares de milhões de euros. Muitas vezes mais que o montante que o Governo diz que tem que retirar aos apoios sociais, à educação, à saúde, etc. 

O roubo do BPN através dos amigos de Cavaco Silva (PSD) e dos Governos de Sócrates (PS) e Passos Coelho (PSD/CDS), soma mais do dobro do que o Governo rouba aos portugueses nos apoios sociais do Estado (4.000 milhões) para que descontamos os impostos.

Quem são eles

"O conjunto de empresas abaixo indicadas, mudou a sua sede para Holanda, Luxemburgo, San Marino e outros países, para fugir aos seus deveres de cidadania e, assim não entregar nos cofres do Estado Português milhões de euros de impostos, na precisa altura em que homens, mulheres e crianças sangram com o peso dos impostos até mais não.
E ninguém leva presos os accionistas e administradores daquelas empresas.
Contrariamente à informação na Internet que diz que na Assembleia todos votaram a favor das leis, o PCP tem lutado na A.R. contra a maioria (PS, PSD, CDS) pela legislação que permite às grandes empresas fugir aos impostos. Ver por exemplo aqui: http://www.avante.pt/pt/1929/assembleiadarepublica/111321/
ou aqui: http://www.esquerda.net/artigo/psd-e-cds-recusam-propostas-para-combater-fuga-fiscal

Relação das empresas que exploram cá e pagam lá os impostos:

• Cimpor - Empresa de produção de cimentos (Os donos são os nossos irmãos brazucas, não gostam nada de pagar impostos cá no burgo, gostam de entregar a colecta lá no centro da Europa.)
• Cofina - empresa de comunicação social , é dona do “Correio da Manhã, o diário desportivo “Record”, “Jornal de Negócios”, os jornais gratuitos “Destak” e “Metro”, a revista de informação “Sábado” bem como outros títulos, entre os quais “TV , Guia”, “Flash!”, “GQ”, e “Automotor”, bem prega Frei Tomás faz o que ele diz, não faça o que ele faz, é gente patriota, só e quando o magano do dinheiro fica em cima da mesa,é que lá se vai o patriotismo)
• Inapa - empresa de distribuição de papel
• Novabase - empresa de informática
• ParaRede - empresa de informática
• Soares da Costa - Empresa de construção civil
• Altri - Empresa de produção papeleira e energético
• Banco Espírito Santo - Empresa de finanças e investimentos (Capitais do Clã Espírito Santo)
• Banco Português de Investimento - Empresa de finanças e investimentos
• Banif - Empresa de finanças e investimentos
• Brisa - Empresa concessionária de auto-estradas
• EDP - Empresa de produção e distribuição de electricidade ( Capitais Luso/China), até os chineses gostam de não pagar impostos)
• EDP Renováveis - Empresa de produção de energias renováveis (Capitais Luso/China, até os camaradas gostam de fugir aos impostos)
• Galp - Empresa petrolífera e de combustíveis
• Jerónimo Martins -Empresa de grande distribuição maioritariamente distribuição alimentar (Capitais do clâ Soares dos Santos, o homem até comprou por 30 dinheiros o patriota do António Barreto)
• Mota-Engil - Empresa de construção civil (Capitais do clã António da Mota e o CEO é Jorge Coelho, Chief Executive Officer que designa o mais alto cargo executivo, outro grande patriota)
• Portucel - Empresa de comercialização de papeis de alta qualidade
• Portugal Telecom - Empresa de telecomunicações e de multimédia ( Quem manda é o duo Granadeiro/Zeinal Bava, dois grandes portugueses)
• REN - Empresa de geração e de distribuição de electricidade (Luso/Chinesa, quem mandam são os chineses, pessoas de bem, democratas de rija tempera...)
• Semapa - Empresa de produção de cimentos
• Sonae Indústria - Empresa de administração de recursos próprios (Capitais do clã Belmiro de Azevedo, o Miguel Vasconcelos ao pé desta família era um santo homem, e mesmo assim foi morto pela populaça)
• Sonae - Empresa de indústria de matéria-prima, distribuição e venda de alimentos, administração de centros comerciais, turismo construção, telecomunicações, transporte e capitais de risco (Capitais do clã Belmiro de Azevedo, grande apoiante monetário da eleição do actual Presidente da Republica) - diz-me com quem andas, dir-te-ei quem ès!
• Sonaecom - Empresa de comunicação social, telecomunicações, Internet e informática (Capitais do clã Belmiro de Azevedo - é gente com pronuncia do Norte, gente boa, boa gente, em Angola chamam a esta gente os "Bumbas"... )
• ZON - Empresa de distribuição de multimédia (Capitais luso-angolanos do clã José Eduardo dos Santos)
• Media Capital - empresa de comunicação social (Aqui está a TVI , capitais luso/espanhois, bem prega Frei Tomás), detem os seguintes titulos: TVI,TVI24, TVI Internacional, TVI Ficção, TVI, Rádio Comercial, Star FM,Cidade FM,M80.,Best Rock FM,Vodafone FM,Mix FM,Cotonete; Imprensa,Lux,, Lux Woman, Maxmen; Internet, IOL,Portugal Diário,Agência Financeira, MaisFutebol.
etc. etc. 

5 de março de 2013

A Censura e o Pluralismo na Televisão

A Comunicação dita Social discrimina o PCP

Circula na net, uma denúncia que por entender ser justa, aqui a reproduzo:

"Três canais de informação e todos se dizem plurais. RTP informação: debate semanal com Ana Gomes (PS), Paulo Rangel (PSD) e costuma participar Joana Amaral Dias (BE). SIC Noticias: debate semanal com Pacheco Pereira (PSD) António Costa (PS) e Lobo Xavier (CDS). TVI 24: debate semanal com Fernando Rosas (BE) Santana Lopes (PSD) e Francisco Assis (PS). No Expresso foram anunciados os novos comentadores da SIC Notícias: Marques Mendes (PSD), Jorge Coelho (PS), Bagão Félix (CDS), António Vitorino (PS) e Francisco Louçã (BE). 


Tudo muito plural, mas não sei porquê, estou com a sensação que um certo Partido político é deliberadamente silenciado, certamente a coberto de justíssimos critérios editoriais, no mais estrito cumprimento do pluralismo e rigor informativo".

É assim a política de direita. Vê-se de quem têm medo!

3 de março de 2013

É tempo de luta. Quem não luta está já derrotado

A História da Humanidade é feita de lutas. Luta de classes. Dos oprimidos contra a opressão. 
Sem luta não há progresso social 

As grandes Manifestações que foram recentemente realizadas em todo o país, da CGTP-IN, sindicais e de organizações diversas de esquerda, partidos e outras como a de ontem "que se lixe(m) a(s) Troika(s)", mostraram a vontade do povo reagir contra esta política de direita que acentua as desigualdades, penaliza quem trabalha e leva o país para o desastre. 

Têm sido grandiosas manifestações, que mostram a imensa onda de combatividade e solidariedade e, a crescente consciência política dos trabalhadores e população em geral. Como diz a CGTP, é preciso defender o país do desastre e acabar com o terrorismo social.



A CGTP-IN exorta "todos os trabalhadores, todos os dirigentes, delegados e activistas sindicais, a intensificar a acção sindical nos locais de trabalho...". (ver aqui).

Manifestações e Comunicação Social (3)

Jornal Público cego e surdo por ordem do patrão?
É a austeridade ou a censura que não permite o Público comprar ou ler os jornais internacionais?


Um importante entre muitos outros:

28 de fevereiro de 2013

Uma peça de teatro bem montada

Troikas, entroikadores e entroikados

Após todo este tempo, ninguém pode estar convencido de que é por estupidez que os nossos ministros, a começar pelo primeiro, permanecem nesta política de desastre.
Não nos podemos deixar levar por esta encenação teatral de tais figurantes e atores.
Eles bem se esforçam por desempenhar o papel de estúpidos, de mentecaptos, de idiotas, de acéfalos, e outros bem representados.

Vítor Gaspar há anos que anuncia políticas, remédios, que os resultados mostram ser contrários ao que afirma querer curar. 
Vítor Gaspar por muito idiota que seja não pode ser tão ignorante que não saiba que tudo o que programa vai ter o resultado contrário do que anuncia como objetivo.
Então como se explica esta peça teatral que representa este governo?


Professores, Doutores, remédios, feiticeiros e feitiços



Se eu estou enfraquecido, a desfalecer por excesso de trabalho e falta de comida e, se o meu patrão se oferecer para me ajudar retirando-me o pouco que ainda comia, desconfio mas, se for crédulo, ainda posso dar o benefício da dúvida. 
Se, nos dias seguintes, estiver pior, apesar do meu “protetor” insistir que não devo comer, mais desconfio. 
Se, passadas umas semanas sem comer e a trabalhar mais, eu estiver quase a morrer sem forças, mas ainda capaz de raciocinar, penso: “Este meu "protetor" ou é estúpido e me leva à morte sem o querer ou, quer mesmo que eu morra para dar o lugar a outro que ainda ganhe menos do que eu”.

Perceber a política, ou deixar andar?

Confesso que, desde o primeiro dia, não acreditei nas receitas deste governo, da troika de cá nem da troika de lá. Mas sei que muita gente acreditou. 
Acreditaram os que dizem nada perceber de economia e que nada querem perceber de política. Esses foram “levados” pela encenação teatral dos senhores Doutores e Professores ajudados por muitos comentadores, jornalistas e politólogos nos jornais e na televisão.
 

Com o passar dos meses, os senhores doutores continuavam a insistir no tratamento do jejum. A fome e fraqueza aumentaram. Mas eles continuaram a dizer que essa é a solução. Os politólogos e comentadores começaram a vacilar e, alguns, envergonhados, já admitiam que o remédio estava errado.

Descobrir a careca. A verdade é como o azeite

Passados anos, toda a gente vê que o remédio é veneno mas os nossos governantes e a troika continuam a insistir nele.
Porquê? São os únicos estúpidos que ainda não viram o erro?

Não! Estúpidos não são, apesar de imitarem bem.

Não tenho dúvidas que, tal como o meu "protetor" que me dizia para eu não comer - e ele comia a minha comida - este governo não pode dizer que nos quer submeter à total dependência dos banqueiros alemães, sem forças, para reagir, como a rã que foi lentamente cozida sem se aperceber, - e quando percebeu já era tarde pois não tinha forças para fugir.
 
A mentira já não pega. Acaba-se o teatro


Este governo, ou melhor, esta política de direita, estes doutores, professores, estas troikas de técnicos que nos cobram fortunas pelos seus estudos e receitas, todos eles, sabem bem que os objetivos que pretendem com esta política não podem ser revelados.
Dizem que é para nosso bem porque não são tão estúpidos que caiam na asneira de dizer que é para entregar o país nas mão dos poderosos banqueiros que tudo ganham à nossa custa. Por isso dizem, com voz mansa e paternal, aos que nada querem perceber de economia e de política: “Nós é que sabemos, deixem a política e confiem nos técnicos que nós somos. Confiem nos nossos "protetores" da europa que nos "ajudam".

Os banqueiros, que retiraram dos bancos todo o dinheiro que podiam, dinheiro nosso, não podem falir. Por isso têm que ganhar os altos juros dos empréstimos que nos fazem com o nosso dinheiro. Os lucros vão para os bancos da Suiça, bem guardados e escondidos. Isso eles não podem dizer. Nem eles nem os atores da política de direita. É assim o capitalismo.