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11 de novembro de 2015

Caiu o Governo mas a luta continua

A ofensiva ideológica da direita exige resposta acompanhada de maior compreensão da luta de classes que está no centro desta batalha

Há 40 anos no poder, após 48 anos de Salazarismo, a direita tem montada uma máquina poderosa de manipulação, de desinformação que ilude muitos trabalhadores e largas camadas do povo.
Neste momento histórico, com a queda do Governo caíram muitas máscaras, desfizeram-se mitos e abriram-se novos espaços de debate.

Novas vitórias dos trabalhadores e do povo dependem da capacidade dos mais conscientes sensibilizarem os menos conscientes para o que está a acontecer, à luz da luta de classes e sua justificação ideológica. É preciso criar as condições para organizar e trazer à luta os trabalhadores e o povo explorado, focalizando-os na defesa dos seus verdadeiros interesses e direitos.

Os «superiores interesses do País», cassete tão apregoada pela direita, nada têm a ver com os verdadeiros interesses do país que é o povo e os seus trabalhadores, na medida em que os interesses do grande capital, nada têm a ver com os interesses do povo explorado. É com estas e outras deturpações e mistificações que a direita engana os menos conscientes. Foi assim que Cavaco, Passos e Portas centraram a sua política e agora, derrotados, argumentam. Com a falsa justificação de defender os «superiores interesses do país», na realidade, defendem os «superiores interesses do grande capital» o que tem permitido que uma dúzia dos muito ricos sejam cada vez mais ricos à custa dos milhões de pobres cada vez mais pobres.

Estamos no auge de uma luta de classes que só poderá será vencida se os mais conscientes conseguirem alargar a consciência ideológica das massas de forma que possam compreender o que está em jogo. Apesar dos poderosos meios que a direita controla, o momento político que vivemos é-nos favorável e não o podemos desperdiçar.

15 de outubro de 2015

Notas sobre os resultados das eleições (II)

Os contos da carochinha que os eleitores enterraram

Na publicação anterior fez-se um ensaio sobre a expressão dos resultados eleitorais e também da abstenção.

Nestes dias, saudavelmente agitados pelo debate democrático, a direita, que tem a capacidade de dominar a comunicação social privada (quase toda), tem tornado pública uma campanha para amedrontar os portugueses que votaram maioritariamente por políticas de esquerda e, mais expressivamente, contra a política de austeridade desenvolvida pela coligação PSD/CDS.

Ainda no tempo da “outra senhora” se contavam contos que moldaram as consciências. Quase todos contos de terror, do Inferno e seus Diabos, de injecções atrás da orelha, de criancinhas comidas ao pequeno almoço e outros do mesmo estilo. Para muitos esses contos poderiam parecer de atrasados mentais. No entanto a panóplia era muito variada e estava ajustada para entrar nos mais variados cérebros.

Depois da Revolução do 25 de Abril de 1974, muitos desses contos ficaram adormecidos face à dinâmica desses tempos. No entanto a direita, a contra revolução, aguardava a oportunidade de ir ao sótão buscar as velhas arcas dos contos de Salazar, António Ferro (e sua Política do Espírito), e outros Goebbels, mais ou menos modernos.

Com as devidas adaptações, apoiados pelo IV Poder, a Comunicação Social, voltaram esses Goebbels a acordar os medos escondidos nos subconscientes dos vários estratos sociais. A pobreza, cada vez mais acentuada, o desemprego, a instabilidade, o pessimismo quanto ao futuro, foram entre outros o caldo onde seriam refugados os contos antigos, para que fossem bem ingeridos. Aos poucos foram fervendo preconceitos que temperaram a propaganda de papas e bolos destes últimos 40 anos. As recentes eleições foram ricas em exemplos. Nesta ementa a ordem de entrada na panela é arbitrária.

Primeira estória: O “arco da governação”

O que está a acontecer pôs a nu as mentiras e a manipulação que a direita tentou nas eleições, condicionando o voto aos partidos do “arco da governação”, como se para além desta troika PSD, CDS e PS, nada mais houvesse. O avanço da Esquerda colocou em causa o conceito de "arco da governação". Esta estória do “arco da governação” está morta e enterrada.

Segunda estória: A bipolarização ou um jogo a dois

Decorrente do modelo “arco da governação” as eleições seriam para escolher um de dois: PS ou coligação. A Comunicação Social foi ao ponto de só ouvir Passos e Costa e só eles tiveram direito a primeiras páginas. A Televisão no canal generalista, o mais visto, apenas promoveu um debate entre os dois.
A derrota da direita e a ausência duma maioria absoluta, desmascarou a ficção deste conto.

Terceira estória: As eleições para primeiro ministro

É fácil de ver que este contos de fadas envolve a mesma ideia cujos resultados pretendem ser a alternância entre, sempre os mesmos. Apesar de criado o engano das eleições para Primeiro Ministro, ou para o governo, a realidade mostrou que são os deputados eleitos de todos os partidos que vão decidir. Mais um conto que foi arrumado na arca das velharias.

Quarta estória: O voto “útil”

Na continuação da anterior, a comunicação social e comentadores de serviço, apoiados nas “sondagens” estimularam o combate entre os dois principais partidos. Estímulo acompanhado de ingredientes como o “arco da governação” a bipolarização, as eleições para primeiro ministro. Também esta estória foi desmascarada pelos acontecimentos que mostraram as eleições são para eleger deputados e são os deputados que decidem qual o governo a formar.

Quinta estória: Fantasmas e papões

Mais que uma estória da carochinha “Fantasmas e Papões é um livro de contos. … “um entendimento entre PS, Bloco de Esquerda e PCP, seria um absurdo”, uma “batota política”, “um assalto ao poder”, “uma revolução”, “um mergulho no desconhecido”; a “instauração da miséria”, uma “irresponsabilidade antieuropeísta”, um “pandemónio ingovernável”, uma “aberração”, uma “vergonha nacional”, um alvo da “chacota internacional”, “mudar as regras e a tradição”, “uma conspiração”, um “delírio”, a “restauração do gonçalvismo”, “um golpe de Estado” e muitas outras que os jornalistas e comentadores inventaram. Uma evidente chantagem, que ainda não terminou para manter no governo a coligação que foi fortemente condenada pelos eleitores.

Sexta estória: O prestígio de Portugal na Europa

Cavaco, o mais desprestigiado presidente que a democracia teve, o máximo expoente do ridículo, invoca que uma maioria de esquerda desprestigia de Portugal. Para Cavaco e Passos, o prestígio de Portugal no estrangeiro é a submissão do país a Merkel, ao Junker, (a Durão Barroso que continua a conspirar) e aos “mercados”. Agora, que tiveram uma derrota estrondosa, com os piores resultados de há muitos anos, mais uma vez, estala o verniz e caem as máscaras dos que se dizem defensores da democracia, do diálogo e concertação. Perante a possibilidade de serem afastados do poder que não largam há quase 40 anos querem amedrontar com ameaças externas. Desprestigio foram as políticas que causaram o desemprego, o aumento da dívida externa, a pobreza, a corrupção dos governantes e de altos cargos políticos. Prestigiar Portugal é corrigir os erros desta política, só possível com um governo de esquerda.

Sétima estória: A estabilidade ameaçada

Novamente uma estória de medo assente nos preconceitos antigos da Política do Espírito de António Ferro. A direita não quer admitir que perdeu e que em Democracia há alternativas que defendem o país e os portugueses. A direita sabe que foi a sua política que acentuou as injustiças sociais e que desestabilizou.
Passos Coelho, agarra-se desesperadamente a Cavaco Silva que há muito perdeu a vergonha e exerce os poderes de Presidente da República para servir interesses partidários. Isso e violar a Constituição, é que desestabiliza. Cavaco que tentou influenciar as eleições com os apelos à maioria absoluta, não a teve por vontade dos portugueses. Ao contrário as eleições geraram uma maioria de esquerda que permite a estabilidade. PSD e CDS, tiveram uma grande derrota e para governar precisam de apoios. Onde estão eles?

Oitava estória: Os exemplos da Europa

Cavaco, agora “esqueceu-se” que a Europa, tem governos formados por partidos minoritários mas que estabeleceram consensos entre si para garantir a estabilidade no Parlamento. Independentemente dos exemplos que Cavaco esquece o nosso sistema político tem o Parlamento como centro. O povo elegeu deputados e é aos partidos que cabe negociar e chegar a um entendimento.

Nona estória: O partido com mais votos é que deve governar

Para além do que já se viu e dos exemplos europeus, quem manda é o povo e a vontade do povo foi a mudança de política expressa maioritariamente pelos votos nos vários partidos de esquerda.
Apesar da direita ter insistido que "a crise e a austeridade" estavam vencidas e ainda que tenham ganho votos com mais essa mentira, perderam mais de 700,000 votos. Ainda assim foram os que isoladamente tiveram mais votos. Por isso a direita, insiste numa outra mentira, de que quem "fica à frente" deve governar. Essa mentira cai pela base face à falta de apoio de um governo minoritário no Parlamento, apesar de ter “ficado à frente.”
O primeiro-ministro será quem tiver mais apoios e quem os deputados que elegemos quiserem.

Décima estória: Os comunistas empurram o PS para a direita

As declarações do BE, do PCP e do PEV mostram que ao contrário do que a direita do PS dizia, não é a esquerda que empurra o PS para a direita. Essa acusação feita principalmente ao PCP é desmentida face ao apoio para que o PS forme governo com uma política de esquerda consensual.

Décima primeira estória: A Europa connosco. A Europa é progresso para Portugal

Cada vez mais cidadãos, estão a descrer das promessas feitas com a entrada para a União Europeia e desejam uma mudança de política também na Europa. As desigualdades na Europa são cada vez maiores e muitos povos de países europeus desejam também mudanças de política.

Ficam muitas mais estórias por desmascarar. A vida se encarregará de trazer a verdade ao de cima.

14 de outubro de 2015

Notas sobre os resultados das eleições (I)

Sobre a derrota que a direita pretende esconder e o estado de espírito do povo

Sem referir a campanha eleitoral que parece já ir longe, os dias do pós eleições têm sido de uma riqueza política como já há muito não víamos.

O que se está a passar dá para dizer tanta coisa que poderia encher páginas e páginas, ou neste caso muitos Megabytes de memória.

Limito-me a retirar algumas conclusões e, ainda que haja o risco de repetição é importante que seja sublinhado, contribuindo para arrumar de vez as mentiras, as atoardas, as deturpações que têm sido feitas ao longo dos tempos, que têm influenciado negativamente o voto dos portugueses e que, agora estão a ser utilizadas para deturpar o resultado das eleições e, ainda mais grave obstaculizar a formação de um governo de esquerda que traduza o sentimento da população que, maioritariamente, votou contra a política de direita.

Na campanha eleitoral o PS, desta vez, assumiu-se como esquerda que pretendia romper com a política de direita, mais identificada com a austeridade.

Os votos do PS são votos de esquerda, de quem confiou nessas promessas. 
Os votos de direita foram para a coligação.

Os votos do BE são indubitavelmente de esquerda.

Os votos do PCP estão bem identificados. São de esquerda como ninguém duvida.

Os votos noutros partidos são de quem não está com a coligação e quer mudanças, para a esquerda ou, eventualmente, para a direita.

Quais os significados das abstenções?

As abstenções, que têm vindo a aumentar, podemos interpretá-las como quisermos mas, certamente não são votos que apoiem a política que tem vindo a ser praticada no país. Política há 39 anos de direita, seja ela liberal ou social democrata. Para quem andou na rua a falar com muitas centenas de pessoas sabe bem o que se ouvia predominantemente:
Eu não vou votar porque:
  • Já não acredito nos políticos
  • São todos iguais, são todos ladrões.
  • Isto não muda e por isso não vale a pena votar
  • etc., etc.,
Não seria ilógico dizer que, se a maioria das abstenções revelam inconsciência cívica e política, sobretudo revelam um desencanto com a política que vem sendo praticada.

A direita, a que está concentrada na coligação PSD e CDS, perdeu mais de 700,000 votos deixando de ter a maioria e passando para uma baixa percentagem como há muito não tinham.

Feito o balanço, não é difícil concluir que a grande maioria dos portugueses não concorda com a política de direita e pretende uma mudança, para a esquerda.

O sentimento instalado no povo

À luz do que foi dito, interpretando o sentimento de grande parte dos abstencionistas, (que totalizaram 4 milhões) poderíamos dizer que, aos que não votaram na coligação (mais de 60% dos votantes) poderíamos juntar, pelo menos, metade dos abstencionistas (2 milhões) para revelar o que é de facto o sentimento de revolta e descrença do povo. Atrevo-me a admitir, sem grande risco, que 80% dos eleitores não concordam com a política que tem vindo a ser praticada.

Tendo a Coligação menos de 2 milhões de votos (em 5 milhões de votantes), e a esquerda cerca de 2,7 milhões, para exprimir o sentimento do povo, que não apoia a política praticada, poderíamos juntar aos 2,7 milhões que expressamente votaram contra a coligação pelo menos 2 milhões de desiludidos que, por não acreditarem nesta democracia, face a esta política, por isso se abstiveram.

É de facto lamentável que existam 4 milhões de abstencionistas. É por isso lamentável que os muitos destes não se tenham manifestado para que a derrota da direita fosse ainda mais expressiva.



1 de outubro de 2015

Sobre a isenção da Comunicação Social


Como se comporta a Comunicação Social relativamente aos vários partidos?
Como influencia as eleições?


A esmagadora maioria da comunicação social tem no seu estatuto editorial a procura da isenção.
É isto que praticam?


O Jornal Público editou um artigo de Joaquim Vieira, jornalista e Presidente do Observatório de Imprensa, com o título "A Comunicação Social deixa transparecer alguma orientação partidária?"
 

Em subtítulo acrescenta:

Os media preocupam-se sobretudo em perpetuar o statu quo político e estão pouco ou nada abertos à alternativa e à mudança.

Começa João Vieira por alertar: «Para se falar de isenção dos media face aos partidos políticos, convém assentar num pressuposto: a isenção total, 100% pura, não existe. Qualquer trabalho jornalístico contém a marca deixada pela subjectividade com que o seu autor olha a realidade. O que existe são princípios de aproximação à isenção, a tentativa permanente de ser o mais imparcial e equilibrado possível (em contraposição com o chamado jornalismo de causas, no qual o jornalista assume claramente as suas opções e relata em função delas)».

Hipocrisia?


Continua João Vieira: «Esse esforço de isenção faz parte do estatuto editorial da esmagadora maioria dos media portugueses, pelo que devemos presumir que está em vigor (o mesmo já não direi de alguns dos seus jornalistas). Os nossos órgãos de informação nem sequer tomam posição editorial a favor de uma das candidaturas a eleições, ao contrário do que acontece em muitas outras democracias. Querem assim convencer-nos de que a independência é mesmo um dos seus apanágios».

O que querem que julguemos e o que são na realidade

Continuando, o Presidente do Observatório de Imprensa, diz-nos: «Uma análise mais fina e detalhada talvez permitisse outras conclusões (acredito, por exemplo, pelo que analisei na altura, que num outro diário de referência existiu mesmo uma "secção laranja", havendo nela quem depois fosse recompensado com confortáveis cargos no aparelho de Estado, tal como já antes tinha verificado a passagem directa de jornalistas para assessores de políticos eleitos cujas campanhas tinham acabado de cobrir). Mas o que quero aqui demonstrar é que, na realidade, essa independência não existe».

A alternância para que tudo fique na mesma

E prossegue: «Os media preocupam-se sobretudo em perpetuar o statu quo político e estão pouco ou nada abertos à alternativa e à mudança. E perpetuar o statu quo significa dar predominância aos dois partidos que têm assegurado a alternância: PSD e PS (o centrão). A prova é que as televisões (e de certo modo também as rádios) entenderam, do alto da sua potestade, que apenas os líderes desses partidos tinham direito a debate em canais generalistas, os únicos a que toda a população tem acesso, ficando o resto, a existir, para o cabo, visto sobretudo pela classe média, mas só entre partidos com assento na legislatura cessante, sem inclusão sequer daqueles que as sondagens – tão acarinhadas pelos media – anunciam que entram no próximo parlamento».

As mentiras que enganam os eleitores

E assim conclui o Jornalista: «Dizem que o critério é "jornalístico", porque só um daqueles dois líderes pode vir a chefiar o Governo. Ora, isso é uma perversão do acto eleitoral e da própria democracia. Do acto eleitoral, porque as eleições não são para primeiro-ministro, são sim para deputados. Da democracia, porque se deve considerar que, em qualquer eleição democrática, à partida tudo está em aberto. A prova? O actual primeiro-ministro dinamarquês não é o líder de um dos dois partidos mais votados nas eleições de junho passado, mas sim do que ficou em terceiro lugar. Pelo critério dos media portugueses, ele não teria participado em nenhum debate pré-eleitoral para toda a audiência».

João Vieira
Presidente do Observatório de Imprensa

29 de setembro de 2015

A arte de bem enganar...

Mentir aldrabando ou mentir omitindo. Que preferem?

Máximos responsáveis do PS, PSD e CDS adquiriram, por mérito próprio, o estatuto de mentirosos por aldrabarem, dizerem antes das eleições uma coisa e depois no Governo fazerem o contrário. Houve até um membro do Governo, João Almeida, secretário de estado da Administração Interna e alto responsável do CDS que justificou no Programa da RTP Prós e Contras, a necessidade de mentir para ganhar eleições.

Se analisarmos com mais profundidade, a palavra mentir, recordamos que significa afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro.
Nestas eleições, os costumeiros mentirosos, por demais desmascarados, resolveram mudar um pouco a sua tática, de enganar. Passaram a mentir mais por omissão e menos descaradamente.
PS e António Costa não falam sobre questões estruturantes para o País, como o Tratado Orçamental, a renegociação da dívida, a submissão ao estrangeiro e ao poder financeiro, ou o «controlo público de sectores primordiais», como a banca, reposição de salários e pensões, política de impostos, etc. etc.
PSD e CDS, através de Passos e Portas, falam do que dizem ser sucesso da sua governação mas esquecem o fundamental, como a dívida, os juros que estamos a pagar, o PIB, o aumento da pobreza, os emigrantes e desemprego, etc. etc.

Tudo isto, mentir aldrabando ou mentir por omissão, é enganar.

Diz o dicionário que enganar é induzir ao erro; fazer cair em erro. Esse é o objectivo de quem mente, mesmo que não afirme o que é falso nem negue o que é verdadeiro. Simplificando não diz NÃO nem diz SIM. Nem sequer diz NIM ou SÃO. Engana muito melhor dizendo apenas ÃO ou IM de forma que os mais distraídos julguem ser Não ou Sim, ou o inverso.

Os mentirosos do costume adquiriram assim um novo estatuto a que correspondem um maior leque de sinónimos: embusteiro burlão caborteiro charlatão falaz impostor intrujão invencioneiro maranhoso pantomimeiro trampolineiro trapaceiro trapalhão velhaco bandoleiro batoteiro vigarista
ardiloso fraudulento farsante hipócrita tartufo tratante falso fingido traiçoeiro safardana malandro meliante traste tunante torpe e muitos mais que a riqueza da lingua portuguesa nos oferece.




27 de setembro de 2015

Para refletirmos IV

As mentiras e os mentirosos
Notas de um artigo de opinião de Henrique Custódio no Avante

«... Portas é um embuste em movimento e, como a esquecida mas buliçosa sex symbol Mamie Van Doren, acha que falarem mal dele é publicidade e «promoção».

Passos Coelho disse em Santarem:
«Nunca tivemos», disse ele, «um Serviço Nacional de Saúde tão capitalizado, tão pronto a responder aos portugueses».

«... nunca tivemos um serviço público de Educação que estivesse tão ao serviço da formação dos jovens portugueses».

28 de agosto de 2015

E esta... hein?!

É preciso mentir para ganhar as eleições
Confessou João Almeida (secretário de estado da Administração Interna)

Que os políticos da direita mentem nas campanhas eleitorais para enganar os eleitores, está mais que comprovado. 
Que políticos de direita, incluindo o PS, defendem entre eles, a mentira ao definirem as suas estratégias, também já sabia por confissão de alguns. 
Agora que, publicamente e na Televisão, defendessem a mentira, ainda não tinha visto. Vi, só agora, num vídeo do programa, já antigo, Prós e Contras. É o pragmatismo da mentira, confessado e defendido. É nestes aldrabões confessos que o povo vota? Até quando?



28 de julho de 2015

30 anos em rodagem

O trampolim do Marketing

0 Expresso publicou, revista-2230, um artigo que considero de grande interesse analisar. É um trabalho importante de Ângela Silva sobre a vida do político Cavaco Silva. “30 anos em rodagem”. Não devemos desconhecê-lo. (Ver aqui) 
Este trabalho de Ângela Silva mostra como se fabrica um político que, defendendo interesses contra o povo, contra o país, consegue que o povo e o país o elevem a Presidente da República e o mantenham nos píncaros da política durante 30 anos.


O bom aluno


Isto deve levar-nos a reflectir no que falta a políticos que defendem o povo e o país para que, não consigam o suficiente para que, este povo e este país, reconheça os erros que têm cometido ao eleger quem não os defende.
Leva-me também a reflectir no poder que, as técnicas da comunicação e outras ciências como o marketing político podem ter para que prevaleça a mentira sobre a verdade.

A transformação da mentira 


Por último fico a pensar que, sendo mais fácil convencer com a verdade do que com a mentira, o que é que nos falta para que não sejamos capazes de mostrar ao povo, tantas vezes enganado, quem, verdadeiramente, defende os interesses que os outros, mentido com habilidade, dizem defender?

Sabemos que a direita têm o controlo da Comunicação dita Social. Sabemos que a cultura "das massas" tem sido adulterada por preconceitos transmitidos ao longo de gerações. Mas também sabemos que a mentira “tem perna curta” e, mesmo com as ajudas de trampolins da Comunicação Social e Marketing, a verdade pode ter muita força se for devidamente transmitida.

Como amantes da verdade, mas também do progresso, da Técnica e da Ciência, utilizemo-las com inteligência, com assertividade e eficácia.  Isso também se aprende. Num combate tão desigual não cultivemos a ignorância nem utilizemos pedras ou fisgas, para combater espingardas.

Ainda mais dois destaques do trabalho de Ângela Silva:

Como tudo começou, sempre as ajudas do PS...
... e como acaba


20 de fevereiro de 2013

Por uma UNIDADE que valha a pena

É preciso ir ao cerne da questão: Unidade para quê?
Produtos da mesma fábrica, com embalagens diferentes, têm efeitos diferentes?

Seguro, Sampaio, Pina Moura, Mário Lino, João Proença e vários outros dirigentes e figuras do PS e BE juntaram-se em unidade, num jantar de homenagem a Carlos Brito, o famigerado dissidente do PCP. 
O PS parece ser o abrigo (ou caixote do lixo), dos que sentem que é nesse partido que melhor podem fazer as negociatas que lhes têm dado altos lucros.  

Que compromissos para uma política de esquerda?

Nesse jantar os discursos mostraram o oportunismo de quem se mascara de esquerda mas não assume uma rutura com a política de direita que o PS tão bem tem servido ao longo dos anos.

Nesse jantar de "amigos" em que a "unidade" se faz com corruptos e responsáveis pela política das Troikas, não se viu nem ouviu uma tomada de posição, um compromisso de luta, contra esta política de direita. 


Imagem "arrastada" do Arrastão http://arrastao.org/1531628.html

Produtos brancos

Queremos uma "unidade" para construir a tábua de salvação do capitalismo, dos bancos e banqueiros, para quando (como disse Seguro, não há pressa) o Governo caír de podre? 
Queremos uma "unidade" mascarada de esquerda para melhor enganar?
Esse jantar mostrou uma "unidade" dos que não se atrevem a por em causa o cerne da política de direita. É como diz o povo, mudar as moscas mas deixar a mesma merda. Ou se preferirem "mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma". 

Disse o poeta popular, António Aleixo:
P'ra a mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
Neste caso "nem a verdade é verdadeira". É apenas a aparência de uma ideia de Marketing que pretende vender mais a quem está menos prevenido. Uma ideia que funciona como a embalagem bonita para esconder um mau produto.

As mesmas ideias em diferentes embalagens

Foi flagrante o "lapso" da coincidência de desta "unidade" à volta de um documento com o mesmo  título da Moção de Passos Coelho. Isto mostra que até os lapsos não aparecem por acaso. São produto de uma "fábrica" que produz as mesmas ideias para defender a mesma política, mas com rótulos diferentes. São os produtos brancos que vendem melhor em tempos de crise.

16 de janeiro de 2013

Mentir, prometer e não cumprir

Quem aprende com quem?

Em 2009 Barack Obama na campanha eleitoral, prometeu encerrar a prisão de Guantanamo, no prazo de um ano. Quatro anos passados a promessa continua por cumprir. 
A técnica de mentir nas campanhas eleitorais é uma característica da direita. Lá como cá. 


Os eleitores americanos têm feito inúmeras manifestações reclamando a libertação imediata dos 166 detidos ou a realização de julgamentos justos. 

Desde 2002 que 779 homens passaram por Guantanamo, muitos dos quais presos durante anos, sem que tenham sido acusados ou julgados. É assim que funciona o país da democracia e da liberdade.
 

Em 2010, Barack Obama informou que 48 detidos não poderiam ser acusados nem libertados e continuam presos por tempo indeterminado sem acusação nem julgamento.

8 de janeiro de 2013

A falsificação do Socialismo

A Propaganda do capitalismo falsifica a história e os conceitos de socialismo
Um exemplo entre muitos:


Corre na Internet uma mensagem feita em nome de um Adrian Rogers dito professor de economia na universidade Texas Tech. Diz ele que nunca reprovou um só aluno mas, uma vez, reprovou uma classe inteira.
Relata então que essa classe tinha insistido que o socialismo funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."


A falsificação dos conceitos

"Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam "justas" pois todos receberiam as mesmas notas".
Depois desta patranha o professor continuou a história: "O que aconteceu foi que ninguém estudou e todos chumbaram". Concluiu esse professor de economia que "No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano" e explicou que "que o experimento socialista tinha falhado porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado". 


O encadeamento das mentiras

E no final, a mensagem chega ao cúmulo de afirmar:
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos PELO ESFORÇO e pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber”.
“O governo não pode dar o que não produz. Apenas, pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém”.
“Quando metade da população assimila a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade percebe que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a metade vadia, então chegamos ao começo do fim de uma nação"
.
Assina: Adrian Rogers


Trabalhar para quem?

Depois desta história bem armadilhada, vamos à sua crítica:
O capitalismo quer criar a ideia de que “o socialismo é não trabalhar e dar a todos o mesmo”, criando a ideia de que uns têm que trabalhar para os outros não fazerem nada.
Esta ideia, apesar de absurda, é assimilada pela propaganda capitalista e cria a divisão entre as pessoas, dando a imagem que os ricos são os que mais trabalham. 

 
É a trabalhar que se fazem os muito ricos?


Vamos então analisar a realidade:
Na verdade é no capitalismo que, os que trabalham, nunca chegam a ser ricos e os ricos não precisam de trabalhar para serem cada vez mais ricos, pois vivem da exploração do trabalho de outros.
 

Quanto teria que trabalhar um rico como Américo Amorim ou Alexandre Soares dos Santos, para acumularem fortunas de 2.500 milhões de euros?
Se um bom professor trabalhar como muitos trabalham, 12 horas por dia todos os dias poderá ganhar por mês, na melhor das hipóteses, 3.000 euros por mês. Mesmo que só gaste um sexto do que ganha, ou seja 500 euros por mês ficaria com 2.500 euros todos os meses. Para chegar aos 2.500 milhões de euros do Américo Amorim precisaria de um milhão de meses de trabalho. Se falássemos de um bom profissional como um pedreiro, muito trabalhador, precisaria de muito mais que um milhão de meses para atingir a fortuna de Américo Amorim ou de Alexandre Soares dos Santos.

  
30.000 anos de trabalho com o ordenado do Presidente
 
Foi a trabalhar que os muito ricos ganharam essas fortunas? Quantos meses de trabalho com o ordenado do Presidente da República (cerca de 7.000 euros mensais) e sem roubar o BPN, seriam precisas para atingir a fortunas dos mais ricos de Portugal?
Mesmo que esses mais ricos não tivessem despesas, com um vencimento de 7.000 euros por mês, precisariam de 357.000 meses para acumular essa fortuna, ou seja 30.000 anos de trabalho com o ordenado do Presidente da República.


No capitalismo só alguns ganham a explorar todos os outros

De onde vem o dinheiro que Américo Amorim ou Alexandre Soares dos Santos ganharam? Vem do seu trabalho? Será que trabalham milhões de vezes mais que um professor ou um bom pedreiro?
Esta é a falsidade da propaganda do capitalismo. "Os muito ricos são os que muito trabalham". No capitalismo não se ganha muito dinheiro a trabalhar.


Socialismo é trabalho e solidariedade

Vejamos as outras falsidades.
"No socialismo os que trabalham recebem o mesmo do que os que não trabalham". Mentira! No socialismo todos têm o dever de trabalhar e, para trabalho igual, há salário igual. No socialismo ninguém vive do trabalho de outros.
O socialismo recompensa o trabalho, mas também apoia quem não pode trabalhar por razões que não são da sua vontade ou por interesse de todos. Apoia na doença, apoia os inválidos, as mulheres que têm filhos a seu cargo, os jovens estudantes e todas as situações de justiça social.


Respeito por quem trabalha

Por isso é também falso que “numa sociedade socialista os que trabalham fiquem desmotivados por ter que apoiar os que não trabalham”. É falso que no socialismo se recompense a preguiça.
Essa mentira também falsifica a História dos países socialistas como a URSS. Antes de 1917 o país estava numa total miséria. Enfrentou a Primeira Grande Guerra que deixou o país na mais profunda miséria, fome e doença. 


O que mostra a História
 
O regime socialista implantado em 1917 começou a fazer renascer das cinzas um país devastado. Os países capitalistas que não queriam que o socialismo vencesse, invadiram a URSS para apoiar os czaristas, capitalistas, a burguesia e aristocracia, na Guerra Civil que se gerou. Foram anos de guerra civil destruidora que, apesar de todos os ataques externos, os socialistas venceram.
Passados poucos anos, veio a Segunda Grande Guerra Mundial, que apanhou os soviéticos a recuperar da miséria em que o país estava. Na guerra entre 1939 e 1945 morreram mais de 20 milhões de soldados e trabalhadores soviéticos que se mobilizaram para vencer os Nazi-Fascistas comandados por Hitler. Foram os homens e mulheres na força da vida que mais sofreram e morreram. A URSS foi o país que maior esforço fez para vencer a guerra e o que mais sofreu. Mais uma vez os socialistas tiveram que começar tudo de novo para reconstruir o país. 

 
Vinte anos para recuperar um país destruído  


Em vinte anos, depois de 1945, a URSS tinha alcançado o país mais rico do mundo, os Estados Unidos da América. As condições sociais dos trabalhadores foram de tal forma avançadas que estimularam os trabalhadores de todo o mundo a reivindicar novas regalias e obrigaram os países capitalistas a conceder mais direitos (o que, agora, sem os países socialistas, o capitalismo está a fazer voltar atrás).
A URSS em vinte anos depois da Guerra, atingiu os primeiros lugares do mundo em muitas áreas, da ciência da tecnologia, do ensino da assistência social, na conquista do espaço.
 

O fim do capitalismo aproxima-se

Achará o tal professor que chumbou a turma inteira, que foi com trabalhadores desmotivados que a URSS atingiu esses resultados?
O Capitalismo para continuar a explorar precisa de mentir, enganar e de acabar com as experiências socialistas. Para isso usa a falsidade, a mentira, a vigarice e se preciso for a guerra. São estas as características do capitalismo e da política de direita que o apoia. A verdade triunfará.

26 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal do Coelho

Uma mensagem desprezável de um primeiro ministro desprezível

Que interesse pode despertar um aldrabão, um fulano que faz da mentira a sua política, para mascarar a política de direita, essa bem real ?

Mente como mentiram os seus antecessores para ganhar eleições e enganar os eternos "arrependidos" e aqueles que dizem "eu não votei nele", tal é a vergonha que não querem admitir.

Mente como mentem os políticos da direita que dizem defender o país e os portugueses quando a sua política consiste na defesa de uma classe minoritária, uma classe de grandes capitalistas parasitas que ganham o dinheiro à custa de quem trabalha.
Por isso têm quer mentir. Não ganhariam eleições se falassem verdade.

São hoje raros os que se atrevem a defender um tal primeiro ministro fraude. Os raros que o fazem, fazem-no na mira de apanhar algumas migalhas ou rapar o tacho do saque aos portugueses.

Por tão vulgares, as mentiras do Coelho já não são notícia

Não ouvi a mensagem nem tive a mínima ponta de interesse em ouvir. Falei com muitas pessoas que também não a ouviram e manifestaram o mesmo desinteresse em perder tempo a ouvir o que se sabe à partida ser um chorrilho de mentiras. 
 
Pelo que vi nos jornais foi notícia mais interessante, por mais criativa, a entrevista de Artur Baptista da Silva ao Expresso e o programa em que participou no Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias.

Ao que chega um povo e um país que tem um Primeiro Ministro vigarista aldrabão, - ultrapassado por um Artur Baptista da Silva - desprezado por quem o elegeu, que não se atreve a aparecer em público, a sair à rua e, quando o faz, tem que o fazer a fugir das pessoas pelas portas das traseiras.
Que dignidade pode ter um homem que se presta a esta fraude? Será um homem? Nem sequer é um Coelho medroso e acossado por ser apetitoso repasto, mas é um rato que rouba, traz a peste, a doença e a desgraça a um navio à deriva e já sem mantimentos.
E que dizer de um Presidente da República do mesmo bando?

7 de dezembro de 2012

Duas histórias


A política de direita. Os seus valores e moral

Neste blogue tenho relatado  várias situações que considero caracterizarem a política de direita.
Bem sei que a política de direita é fundamentalmente caracterizada pela exploração de quem trabalha (a grande maioria) em benefício de uma pequena minoria. 

Contudo, a política de direita processa-se disfarçadamente em muitos domínios da nossa vida, manipula as consciências, conjugando-se para manter uma ideologia que sustenta a exploração e para amansar os explorados.

Por isso, na tentativa de alertar algumas consciências, sempre que posso, denuncio essas subtilezas que a toda a hora nos anestesiam e retiram a capacidade crítica.


1ª História
Um Presidente de Câmara

Um presidente de Câmara do Partido Socialista, que eu conheci, pessoalmente, bem, uma vez levou à Assembleia Municipal uma proposta que parecia aceitável, mas… vinda de onde vinha fez-me desconfiar. Numa reunião pública fiz-lhe várias perguntas, no sentido de esclarecer as minhas desconfianças. A todas elas me respondeu mostrando as melhores intenções. Fiquei convencido e a proposta foi aprovada.

Poucos meses depois verifiquei que os objetivos declarados não foram os seguidos na prática, mas, exactamente ao contrário, no sentido das minhas desconfianças. 
Numa outra reunião pública confrontei o presidente da Câmara com as informações que tinha prestado na Assembleia que aprovou a sua proposta. 
Fiquei perplexo com a sua resposta, em alto e bom som para todos ouvirem, acompanhada de um riso alarve:

- O que é que o senhor queria que eu dissesse? Se eu tivesse dito a verdade os senhores não aprovavam a minha proposta!





2ª História 
Um dirigente do Partido Socialista

Em conversa com um dirigente do Partido Socialista, que tinha acabado uma formatura em ciências políticas, a dada altura ele disse-me: 
- Vocês [comunistas] são uns utópicos. Até parece que não sabem que o objectivo de qualquer partido é tomar o poder.
Tentei reproduzir as palavras de Álvaro Cunhal no livro “Paredes de Vidro” e disse-lhe:
- A verdade pode no imediato custar caro a quem a respeita. Mas nós temos a consciência que a verdade acaba por triunfar. 

Esse dirigente socialista riu-se e com ar paternalista disse:
- É o que eu digo. Vocês são uns sonhadores. Não é assim que se conquista o poder. 
Perante o meu silêncio e visível tristeza, acrescentou:
- Primeiro conquista-se o poder. Depois então, se houver necessidade, se esclarecem as coisas. 

O problema é que isto não são casos isolados. Não são casos de pessoas, com os seus erros ou defeitos. Isto é a mentalidade que se desenvolve no seio de alguns partidos para sustentar uma política, uma opção de vida.

O problema é que há trabalhadores, explorados que desculpam estas coisas. 

O problema é que ainda há os que dizem que são todos iguais. E, como são todos iguais, continuam a votar nos que nos roubam nos 36 anos de "democracia". Inteligente! não é?



23 de setembro de 2012

Política de desastre nacional

O que os partidos da direita não dizem.

Passos Coelho na tentativa desesperada de apresentar resultados positivos, tem-se agarrado ao aumento das exportações e redução das importações.

Se estes resultados fossem motivados pelo aumento da nossa produção, seriam de louvar. Mas infelizmente não é. O governo sabe-o muito bem.

A redução das importações é o resultado da recessão e não de aumento da produção nacional.

Quase dez por cento do crescimento das exportações é resultado de vendas de ouro.

Nos primeiros sete meses deste ano, segundo o INE, o aumento das exportações foi de 2.193 milhões e as exportações de ouro portuguesas ascenderam a 455,9 milhões de euros. Portugal vendeu mais 201 milhões de euros em ouro, um crescimento superior a 75 por cento.

11 de setembro de 2012

Burla e mentira

Isto é a política da direita
Isto é a política capitalista 
Isto é a política PS, PSD e CDS-PP
36 anos a mentir aos portugueses

Só a luta organizada pode punir os exploradores, os que roubam e agridem os trabalhadores



Nota: Alterado o título às 23.30

Mentira ou burla


Responsabilização e castigo de quem é vigarista

Em 6 de Novembro de 2010, há menos de 2 anos, o líder do PSD defendeu a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos maus resultados da economia portuguesa. Pedro Passos Coelho considera que isso é necessário, para que não continuem "a andar de espinha direita, como se não fosse nada com eles". Disse ainda:
"Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções", referiu Pedro Passos Coelho.

Para o líder do PSD, "não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados "andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles". "Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?", questionou. 

Passos Coelho, PSD/CDS-PP continuam a mentir, a burlar

Como disse Jerónimo de Sousa, "Passos Coelho não disse tudo acerca das medidas que estão a ser congeminadas contra os trabalhadores e contra o povo para o Orçamento que preparam para 2013".

Quem mente, quem engana, quem vigariza,  não algumas pessoas mas a generalidade dos eleitores, para ganhar eleiçoes e, depois, faz o contrário do que disse, deveria ser duplamente penalizado. 
É urgente que a Assembleia da República responsabilize e faça leis que imponham a prisão dos políticos responsaveis. 
Basta de criminosos, de corruptos, de burlões, traidores, vigaristas que roubam o país e andam à solta a gastar o nosso dinheiro continuando a sua política de exploração.

Algumas notas sobre o Código Penal:

“Artigo 217.º

Burla
1 — Quem, com intenção de obter para si ou para terceiro enriquecimento ilegítimo, por meio de erro ou engano sobre factos que astuciosamente provocou, determinar outrem à prática de actos que lhe causem, ou causem a outra pessoa, prejuízo patrimonial é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.

“Artigo 218.º

Burla qualificada
1 — Quem praticar o facto previsto no n.º 1 do artigo anterior é punido, se o prejuízo patrimonial for de valor elevado, com pena de prisão até cinco anos ou com pena de multa até 600 dias.
2 — A pena é a de prisão de dois a oito anos se:
a) O prejuízo patrimonial for de valor consideravelmente elevado;
b) O agente fizer da burla modo de vida;
c) O agente se aproveitar de situação de especial vulnerabilidade da vítima, em razão de idade, deficiência ou doença; ou
d) A pessoa prejudicada ficar em difícil situação económica. 

Para que exista astúcia própria do crime de burla não basta qualquer mentira, é necessário um “especial requinte fraudulento”, ou uma “mentira qualificada”, só assim se garantindo a plena observância do princípio da legalidade, uma vez que «astúcia» significa «manha» ou «ardil»

Nos casos em que não é fácil estabelecer a linha divisória entre a burla e o simples ilícito civil, deve recorrer-se a índices, havendo burla:
- quando há propósito "ab initio" do agente de não prestar o equivalente económico;
- quando se verifica dano social e não puramente individual, com violação do mínimo ético e um perigo social, mediato ou indirecto;
- quando se verifica um violação da ordem jurídica que, por sua intensidade ou gravidade, exige como única sanção adequada a pena;
- quando há fraude capaz de iludir o diligente pai de família, evidente perversidade e impostura, má fé, "mise-en-scène" para iludir;
- quando há uma impossibilidade de se reparar o dano;

18 de maio de 2012

Ainda a Líbia

As mentiras e a manipulação da informação 

Ainda ontem escrevi sobre a Líbia a proposito de uma notícia do "The Telegraph". Hoje, uma notícia do Público inverte as informações e pretende dar uma imagem a favor da intervenção da NATO, escondendo os verdadeiros mercenários. 
(ver: http://www.publico.pt/Mundo/onu-vai-investigar-recrutamento-de-mercenarios-por-khadafi--1546626)

O Público começa por afirmar em título "ONU vai investigar recrutamento de mercenários por Khadafi". A afirmação é perentória. Contudo logo a seguir deixa uma dúvida:"O suposto recrutamento de mercenários durante o conflito na Líbia, que culminou na morte do líder líbio, Muammar Khadafi, vai ser investigado pelas Nações Unidas". Qual suposto?

No corpo da notícia o Jornal Público, volta a baralhar para confundir. Cita os objectivos da investigação: “apurar os factos” e “avaliar as alegações sobre o recurso a mercenários no conflito recente”, assim como “as medidas tomadas pelo Governo para combater esse fenómeno”. Como se verifica não volta a afirmar que se trata de "mercenários  de Khadafi" nem se sabe bem a que Governo se refere, deixando no ar a dúvida. Diz mais adiante o Público: "Para além da questão dos mercenários, o grupo de trabalho pretende obter “informações directas e em primeira mão” sobre “as actividades das empresas privadas que ofereceram assistência militar e serviços de consultoria e de segurança na Líbia” e avaliar o impacto que essas actividades tiveram no gozo dos direitos humanos, adiantou Faiza Patel, que preside ao painel que fará a investigação". Continuamos sem saber a que empresas e a que serviços de consultoria se referem. Fica no ar a curiosidade do leitor.
Seguidamente o Público avança uma informação de há um ano difundida pelos rebeldes "A presença de mercenários de países africanos a combater do lado do ex-líder líbio Muammar Khadafi foi denunciada pela oposição ainda durante o conflito". Esta informação "relembrada agora pretende reforçar o inicialmente dito pelo Público no seu título: "os mercenários são de Khadafi" e iludir o leitor que ficou curioso para saber a que mercenários e serviços de consultoria se refere o Público. Esta pulhice é reforçada por uma afirmação de setembro do ano passado que o Público cita: "Pater disse que os mercenários tinham cometido “graves violações aos direitos humanos”. Afirmação que não atrasa nem adianta. Contudo o Público ligando estas duas informações pretende que os seus leitores concluam que sempre que fala de mercenários estes são pagos por Khadafi. E assim termina a notícia do Público, nunca referindo os mercenários introduzidos pela CIA e pela NATO, nem os consultores e conselheiros de guerra ingleses, americanos e franceses, e cobardemente, sem o afirmar no corpo da notícia, engana os seus leitores com a ideia que introduziu no título.  Os mercenários são de Khadafi.

Vejamos agora uma análise feita pelo Jornal Avante de ontem. (Ver: http://www.avante.pt/pt/2007/internacional/120110/)

Título: "Tortura denunciada na ONU"

Diz a notícia: "O enviado especial das Nações Unidas para a Líbia confirmou, sexta-feira, 11, que a tortura é uma prática disseminada no país após o derrube do anterior regime.
Sete mil pessoas estão em cárceres onde a tortura é frequente".

"Perante o Conselho de Segurança da ONU (CS), Ian Martin admitiu que os dados recolhidos pela sua equipa indicam que os maus-tratos e a tortura são frequentes nos 31 cárceres administrados pelo autoproclamado Conselho Nacional de Transição (CNT), nos quais se calculam que estejam detidas cerca de três mil pessoas".

"«Persistem os casos de maus-tratos e tortura», disse Martin, para quem a «resposta a estas práticas devia ser uma prioridade do governo no caminho da construção de uma nova cultura de direitos humanos e de Estado de direito no país» (EFE 11.05.2012)".

"O responsável instou ainda as novas autoridades a assumirem o controlo das dezenas de centros de detenção, muitos dos quais ilegais, que permanecem nas mãos dos grupos de mercenários. Calcula-se que nestas prisões estejam outros quatro mil supostos apoiantes do regime derrubado pela agressão imperialista, sujeitos a igual tratamento."

"Martin exemplificou a situação com a morte, a 13 de Abril, de três pessoas num centro de detenção em Misrata, casos sobre os quais a missão da ONU no território diz ter «informações confiáveis»."

"As mesmas provas indicam que «pelo menos outras sete pessoas foram torturadas até à morte no mesmo centro» (Telesur 11.05.2012)".

"O enviado das Nações Unidas notou ainda que os relatos respeitantes aos maus-tratos e às torturas, e os «sérios obstáculos no acesso dos cidadãos à justiça», contrastam com as promessas feitas pelo CNT... (EFE)"...

O leitor deste blogue que veja as notícias e conclua.

Minha conclusão: O Jornal Público, como a generalidade dos Jornais propriedade dos grupos económicos, tentam mostrar-se independentes mas na realidade mentem (com mais ou menos subtileza) e são dependentes dos interesses do poder económico.

O Jornal Avante, assumidamente, defende os interesses dos trabalhadores e para isso não precisa de mentir. Basta que informe o que os outros escondem ou deturpam.
Como disseram grandes revolucionários "Só a verdade é revolucionária".  

19 de abril de 2012

Resultados da política de direita

Da mentira ao silêncio

O governo, depois de desmascarado, por tantas mentiras, parece estar agora, falho de imaginação e prefere não falar. 
Preparam-se às escondidas mais medidas contra os portugueses. Há fortes indícios de manobras do Relvas com dirigentes e eleitos do PSD e do CDS-PP para levarem por diante a Reforma Administrativa para a eliminação de freguesias e alterações da lei eleitoral. Estas conversas, em segredo, só para "amigos", por vezes estendem-se a alguns eleitos do PS a quem são prometidas algumas compensações de cargos.


No mundo do trabalho, também surgem as mesmas táticas como se depreende pela fraude do Relatório sobre as Indemnizações de despedimentos.
Sabe-se que os governos de direita têm que mentir, pois se falassem verdade não seria fácil convencer a maioria dos portugueses (que não defende, mas que diz defender) para ganhar as eleições. Compete aos trabalhadores mais conscientes, denunciar as mentiras e esclarecer os camaradas para que se saibam defender.
Exemplo:



O PCP confrontou o Primeiro-Ministro com a degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, com os lucros escandalosos que o grande capital continua a realizar. 
Jerónimo de Sousa classificou como "colapso da mentira e da propaganda" as sucessivas medidas que vão sendo tomadas contrariando tudo o que o governo prometeu.

11 de abril de 2012

Não há vergonha


Sempre que fala aos portugueses, Passos Coelho mente. 

Afirma que o seu governo se preocupa mais com os pobres, dando a ideia que os mais penalizados são os ricos. 

Na entrevista de ontem à noite à RTP, Passos Coelho fugiu a responder porque é que "para os trabalhadores o governo considera que não há direitos adquiridos, mas para os grandes grupos económicos já esses direitos não podem ser retirados". 
O jornalista lembrou o caso das Empresas e Parcerias Público Privadas, mas foi também o caso da antecipação da distribuição de dividendos aos accionistas da Portugal Telecom. Aos trabalhadores, em contrapartida, retirou parte dos subsídios de Natal. 
Muitos outros exemplos poderiam ser dados como os reduzidos impostos à banca, a fuga aos impostos para os paraísos fiscais os escandalosos ordenados dos Administradores, os contratos dos boys para os gabinetes dos ministros, e muitos mais. Contudo, para os trabalhadores é a subida de impostos sobre os rendimentos do trabalho e a redução de salários.



  
Os pobres mais pobres os muito ricos mais ricos


Num dos últimos estudos, o economista Eugénio Rosa, revela com números oficiais que em Portugal a austeridade está a ser aplicada de uma forma desigual, já que os pobres tinham sofrido uma redução de 6% no seu rendimento disponível, enquanto os ricos tinham registado uma diminuição de apenas 3%. Arriscaria a dizer que os muito ricos não tiveram redução de rendimentos havendo muitos exemplos de lucros mais elevados. 
Quem está a ganhar com a crise? Os Bancos e os grandes grupos económicos.

Como revela Eugénio Rosa apenas 42,5% dos desempregados recebem um subsídio. 
Apesar do desemprego continuar a aumentar, o governo PSD/CDS-PP reduziu a duração do período em que o desempregado tem direito ao subsídio de desemprego.

Cada vez é mais difícil arranjar emprego e o Governo provoca ainda mais desemprego facilitando os despedimentos, recusando reformas antecipadas e facilitando mais horas de trabalho sem pagamento de horas extraordinárias.

Sacrificando os que mais precisam, o governo reduziu o tempo do subsídio em cerca de metade para os desempregados de mais de 50 anos de idade, justamente os que têm maiores dificuldades em arranjar novo emprego. 

9 de fevereiro de 2012

As infâmias da guerra


Líbia: A verdade acabará por ser descoberta

De um artigo de opinião de Jorge Cadima na Crónica Internacional do Avante, acabei de ler:
O New York Times (21.1.12) agora confessa que o linchamento de Kadafi teve a participação dos drones (aviões não tripulados) dos EUA, que estiveram em acção «até ao último dos ataques, que atingiu a caravana do Coronel Kadafi no dia 20 de Outubro e levou à sua morte». A imprensa ocidental confessa agora (só agora) que os «rebeldes» que a NATO colocou no poder torturam sistematicamente. Até a organização Médicos sem Fronteiras se retirou da «livre» cidade líbia de Misrata por achar que «a nossa missão é dar cuidados médicos a feridos de guerra ou presos doentes, e não tratar repetidamente os mesmos doentes por entre sessões de tortura» (Independent, 27.1.12).