O papel da Televisão (e da Comunicação Social) na bipolarização, ou na alternância disfarçada de alternativa.
No texto aqui ontem publicado, o jornalista Presidente da Presidente do Observatório da Imprensa, Joaquim Vieira, ao analisar o que a Comunicação Social tem feito, mostrou:
«Os media preocupam-se sobretudo em perpetuar o statu quo político e estão pouco ou nada abertos à alternativa e à mudança. E perpetuar o statu quo significa dar predominância aos dois partidos que têm assegurado a alternância: PSD e PS (o centrão). A prova é que as televisões (e de certo modo também as rádios) entenderam, do alto da sua potestade, que apenas os líderes desses partidos tinham direito a debate em canais generalistas».
Termina dizendo:
«...isso é uma perversão do acto eleitoral e da própria democracia. Do acto eleitoral, porque as eleições não são para primeiro-ministro, são sim para deputados. Da democracia, porque se deve considerar que, em qualquer eleição democrática, à partida tudo está em aberto. A prova? O actual primeiro-ministro dinamarquês não é o líder de um dos dois partidos mais votados...»
A analise poderia mostrar muitos mais truques que há 39 anos, manipulam as ideias e as consciências (em especial as mais fracas) dos eleitores.
Assim se fabricam ideias erradas e as ideias erradas produzem decisões erradas e as decisões erradas estragam a vida de muita gente. Por isso vem a propósito dizer:
Concatena, filho, concatena...
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
Mostrar mensagens com a etiqueta manipulação. Mostrar todas as mensagens
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2 de outubro de 2015
14 de janeiro de 2015
Atentados terroristas em Paris e manipulação da informação
No meio das campanhas mediáticas e, à parte os sentimentos emotivos justos, precisamos de um espaço de reflexão serena.
Estejamos à defesa com a actuação dos órgãos de comunicação, que jogam com a justa emotividade das pessoas, para impedir a reflexão serena sobre os factos.
O sensacionalismo intencional, tão ao gosto das nossas televisões e jornais é, como tudo o que fazem, para influenciar num determinado sentido. Para isso usam o método de empolar alguns factos e esquecer muitos outros.
É nossa obrigação, apesar dos parcos meios que temos, contrariar essa política de desinformação e raciocinar com mais cuidado.
Vamos aos factos:
O ataque contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo, que provocou 12 mortes e mais de uma dezena de feridos, é de repudiar e por isso, chocou a opinião pública mundial. É um facto!
O terrorismo é uma prática condenável e, mesmo para o que dizem defender não traz resultados que não sejam aumentar a indignação das pessoas e, porventura aumentar o medo.
Por isso seria legítimo que a comunicação social tivesse um papel pedagógico, assinalando estes factos.
Contudo, o que vimos é que, essa condenação do terrorismo internacional, é feita apenas quando convém a uma das partes dos interesses políticos que estão na origem dos acontecimentos.
Então se assim procede a comunicação social, temos que concluir que a intenção não é condenar o terrorismo mas apenas aproveitar alguns actos terroristas para esconder outros.
Vamos novamente a factos:
Que disse a comunicação social sobre actos terroristas tão atrozes como os assassinatos coletivos do grupo fascista Boko Haram? Esses assassinatos foram praticados há poucos dias, provocaram cerca de 2.000 mortos, mas foram esquecidos pelos governos e pela comunicação social. Porquê?
Na marcha "republicana" em Paris, contra o terrorismo, estiveram os governantes que "esqueceram" e até apoiaram outros actos terroristas mais atrozes e que vitimaram muitas mais pessoas. Vamos aos factos:
Na marcha esteve François Hollande que proibiu a manifestação pró-palestina quando do genocídio sionista, Hollande que continua a agredir o povo sírio e do Mali e a enviar armas para a al-Qaeda, Merkel com as mãos sujas de sangue nos Balcãs, o presidente ucraniano Poroshenko, tutor dos nazis que assassinaram milhares de Ucranianos civis, o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, condenado por massacres qualificados internacionalmente de terrorismo de Estado, nomeadamente a exterminação de populações na faixa de Gaza onde recentemente morreram mais de 2 mil homens mulheres e cerca de 500 crianças palestinas, e... muitos mais.
Estes são apenas alguns exemplos.
Reflictamos também sobre a quem interessa que surjam estes atentados para intensificar a campanha do medo, para justificar mais meios para limitar as liberdades, para conter protestos justos de trabalhadores ou populações?
Imediatamente ao atentado de Paris, sugiram exigências nos EUA para reforçar os meios da CIA e da NSA (Agencia Nacional de Segurança) para espiar todas as comunicações de cidadãos de todo o mundo, como vem já acontecendo, retirando mais dos seus direitos à privacidade.
Vejamos agora do outro lado:
O presidente do Hezbollah, movimento de resistência islâmica no Líbano, condenou, de imediato, o ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, dizendo que, para o Islão, foi mais nocivo do que as caricaturas do Charlie.
Disse ainda Hassan Nasrallah:
“Através de seus atos imundos, violentos e desumanos, estes grupos atentaram contra o profeta e os muçulmanos mais do que fizeram seus inimigos (...) mais que os livros, os filmes e as caricaturas que injuriaram o profeta”.
Façamos pois uma reflexão, e procuremos os factos que a comunicação social omite.
Estejamos à defesa com a actuação dos órgãos de comunicação, que jogam com a justa emotividade das pessoas, para impedir a reflexão serena sobre os factos.
O sensacionalismo intencional, tão ao gosto das nossas televisões e jornais é, como tudo o que fazem, para influenciar num determinado sentido. Para isso usam o método de empolar alguns factos e esquecer muitos outros.
É nossa obrigação, apesar dos parcos meios que temos, contrariar essa política de desinformação e raciocinar com mais cuidado.
Vamos aos factos:
O ataque contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo, que provocou 12 mortes e mais de uma dezena de feridos, é de repudiar e por isso, chocou a opinião pública mundial. É um facto!
O terrorismo é uma prática condenável e, mesmo para o que dizem defender não traz resultados que não sejam aumentar a indignação das pessoas e, porventura aumentar o medo.
Por isso seria legítimo que a comunicação social tivesse um papel pedagógico, assinalando estes factos.
Contudo, o que vimos é que, essa condenação do terrorismo internacional, é feita apenas quando convém a uma das partes dos interesses políticos que estão na origem dos acontecimentos.
Então se assim procede a comunicação social, temos que concluir que a intenção não é condenar o terrorismo mas apenas aproveitar alguns actos terroristas para esconder outros.
Vamos novamente a factos:
Que disse a comunicação social sobre actos terroristas tão atrozes como os assassinatos coletivos do grupo fascista Boko Haram? Esses assassinatos foram praticados há poucos dias, provocaram cerca de 2.000 mortos, mas foram esquecidos pelos governos e pela comunicação social. Porquê?
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| Que governantes são estes? Porque estiveram nesta marcha e impediram outras? |
Na marcha "republicana" em Paris, contra o terrorismo, estiveram os governantes que "esqueceram" e até apoiaram outros actos terroristas mais atrozes e que vitimaram muitas mais pessoas. Vamos aos factos:
Na marcha esteve François Hollande que proibiu a manifestação pró-palestina quando do genocídio sionista, Hollande que continua a agredir o povo sírio e do Mali e a enviar armas para a al-Qaeda, Merkel com as mãos sujas de sangue nos Balcãs, o presidente ucraniano Poroshenko, tutor dos nazis que assassinaram milhares de Ucranianos civis, o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, condenado por massacres qualificados internacionalmente de terrorismo de Estado, nomeadamente a exterminação de populações na faixa de Gaza onde recentemente morreram mais de 2 mil homens mulheres e cerca de 500 crianças palestinas, e... muitos mais.
Estes são apenas alguns exemplos.
Reflictamos também sobre a quem interessa que surjam estes atentados para intensificar a campanha do medo, para justificar mais meios para limitar as liberdades, para conter protestos justos de trabalhadores ou populações?
Imediatamente ao atentado de Paris, sugiram exigências nos EUA para reforçar os meios da CIA e da NSA (Agencia Nacional de Segurança) para espiar todas as comunicações de cidadãos de todo o mundo, como vem já acontecendo, retirando mais dos seus direitos à privacidade.
Vejamos agora do outro lado:
O presidente do Hezbollah, movimento de resistência islâmica no Líbano, condenou, de imediato, o ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, dizendo que, para o Islão, foi mais nocivo do que as caricaturas do Charlie.
Disse ainda Hassan Nasrallah:
“Através de seus atos imundos, violentos e desumanos, estes grupos atentaram contra o profeta e os muçulmanos mais do que fizeram seus inimigos (...) mais que os livros, os filmes e as caricaturas que injuriaram o profeta”.
Façamos pois uma reflexão, e procuremos os factos que a comunicação social omite.
6 de janeiro de 2015
O poder económico e a direita intensificam a Censura
Práticas antidemocráticas dos donos dos órgãos de comunicação: Os jornais e a televisão escondem os problemas dos trabalhadores
O Professor Fernando Correia, mais uma vez abordou o problema da "desinformação" feita pelos órgãos de comunicação. O que escreveu foi publicado no jornal Avante e no sítio web o Diário.info. Apresenta-se aqui uma síntese desse importante artigo.
Diz o Prof Fernando Correia que «Se há algum factor que nos últimos anos melhor caracterize a situação dos media de grande audiência em Portugal, é o reforço e consolidação do domínio do poder económico neste sector, devidamente acolitado por um poder político a ele igualmente subordinado». Explica que as diferenças entre os vários órgãos de comunicação social de grande influência, não são ideológicas mas apenas de estratégias comerciais.
Exemplifica o Professor que «As teias da manipulação que pretendem tolher e desacreditar os sindicatos, o sindicalismo e os dirigentes sindicais, menorizar a luta dos trabalhadores e de todas as camadas e sectores vítimas da política de direita, concretizam-se essencialmente, no conteúdo dos media dominantes, por duas formas: naquilo que se aborda e como se aborda, e naquilo que se silencia» e mais adiante mostra que
«Nas páginas de opinião da imprensa ou nos tempos consagrados aos comentários radiofónicos ou televisivos, os dirigentes sindicais, os juristas e economistas especializados em direito do trabalho e outros técnicos que acompanham a vida sindical são praticamente ignorados».
Por outro lado «Os sindicalistas e os sindicatos são, subliminarmente, associados perante a opinião pública à existência de conflitos laborais, à chamada "desestabilização social", para utilizar uma terminologia cara à direita e ao grande capital. A sua presença no espaço público mediatizado só é "autorizada" quando da ocorrência de greves ou outras formas de luta. E os protestos e as greves não são apresentadas enquanto resultantes de políticas antidemocráticas e antipatrióticas, contrárias aos interesses do povo e do País, mas sim como insinuado reflexo de uma ânsia de contestação
- A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, a Interjovem e a Inter-reformados promoveram uma Tribuna Pública sob o lema «Direito a Trabalhar com vida Pessoal e familiar», iniciativa esta realizada no âmbito do «Ano Europeu da Conciliação entre a vida profissional e a vida familiar»...
- A União dos Sindicatos de Lisboa, SPGL, CESP, STAL e SINTAB esteve junto à Cantina da Cidade Universitária dando a conhecer aos estudantes o Manifesto em Defesa das Funções Sociais do Estado, para o qual a CGTP-IN tem vindo a recolher um grande número de assinaturas junto dos trabalhadores, juventude, reformados, pensionistas e população em geral.
- Promoção de uma petição contra o roubo nas pensões e o aumento da idade da reforma, visando esclarecer os trabalhadores e o povo dos novos cortes que o Governo prevê nas pensões da Administração Pública e no Sector Privado.
- No âmbito do Dia Mundial do Livro, o Departamento de Cultura e Tempos Livres da CGTP-IN organizou na sua sede uma Feira do Livro, disponibilizando para venda algumas edições publicadas pela CGTP-IN e outras para oferta, editadas ou não pela Central.
- Organização periódica de acções de formação, iniciativas de convívio e confraternização, provas desportivas em diversas modalidades, nomeadamente atletismo, futsal e cicloturismo.
Nada disto foi noticiado, salvo raras e pequenas referências.
É sintomático que as recentes eleições para o próprio Sindicato dos Jornalistas não tiveram direito, e apenas em alguns casos, a mais do que curtas informações sobre os resultados finais…
São depois dados vários outros exemplos que poderão ser vistos no texto integral.
Denuncia ainda o professor Fernando Correia que os jornais não falam das lutas dos trabalhadores em empresas clientes de anúncios nesses jornais, evidenciando também a subordinação dos jornalistas aos seus patrões. Enfim vale a pena ler o artigo completo em http://avante.pt/pt/2144/temas/133603/
O Professor Fernando Correia, mais uma vez abordou o problema da "desinformação" feita pelos órgãos de comunicação. O que escreveu foi publicado no jornal Avante e no sítio web o Diário.info. Apresenta-se aqui uma síntese desse importante artigo.
Diz o Prof Fernando Correia que «Se há algum factor que nos últimos anos melhor caracterize a situação dos media de grande audiência em Portugal, é o reforço e consolidação do domínio do poder económico neste sector, devidamente acolitado por um poder político a ele igualmente subordinado». Explica que as diferenças entre os vários órgãos de comunicação social de grande influência, não são ideológicas mas apenas de estratégias comerciais.
Exemplifica o Professor que «As teias da manipulação que pretendem tolher e desacreditar os sindicatos, o sindicalismo e os dirigentes sindicais, menorizar a luta dos trabalhadores e de todas as camadas e sectores vítimas da política de direita, concretizam-se essencialmente, no conteúdo dos media dominantes, por duas formas: naquilo que se aborda e como se aborda, e naquilo que se silencia» e mais adiante mostra que
«Nas páginas de opinião da imprensa ou nos tempos consagrados aos comentários radiofónicos ou televisivos, os dirigentes sindicais, os juristas e economistas especializados em direito do trabalho e outros técnicos que acompanham a vida sindical são praticamente ignorados».
Por outro lado «Os sindicalistas e os sindicatos são, subliminarmente, associados perante a opinião pública à existência de conflitos laborais, à chamada "desestabilização social", para utilizar uma terminologia cara à direita e ao grande capital. A sua presença no espaço público mediatizado só é "autorizada" quando da ocorrência de greves ou outras formas de luta. E os protestos e as greves não são apresentadas enquanto resultantes de políticas antidemocráticas e antipatrióticas, contrárias aos interesses do povo e do País, mas sim como insinuado reflexo de uma ânsia de contestação
por parte dos trabalhadores, pretensamente obcecados pela ambição de privilégios corporativos ou ao serviço de obscuras motivações partidárias.» diz o professor Fernando Correia dando inúmeros exemplos das tácticas de manipulação utilizadas, «uma das linhas mais importantes do ataque ao sindicalismo, enquanto instrumento de organização e luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, é a promoção da ideia de que lutar não vale a pena, tentando assim empurrar as pessoas para a passividade e o conformismo».
São apresentados alguns exemplos recentes do que os jornais e a televisão esconderam para dar a ideia que os sindicatos, só fazem greves:
São apresentados alguns exemplos recentes do que os jornais e a televisão esconderam para dar a ideia que os sindicatos, só fazem greves:
- A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, a Interjovem e a Inter-reformados promoveram uma Tribuna Pública sob o lema «Direito a Trabalhar com vida Pessoal e familiar», iniciativa esta realizada no âmbito do «Ano Europeu da Conciliação entre a vida profissional e a vida familiar»...
- A União dos Sindicatos de Lisboa, SPGL, CESP, STAL e SINTAB esteve junto à Cantina da Cidade Universitária dando a conhecer aos estudantes o Manifesto em Defesa das Funções Sociais do Estado, para o qual a CGTP-IN tem vindo a recolher um grande número de assinaturas junto dos trabalhadores, juventude, reformados, pensionistas e população em geral.
- Promoção de uma petição contra o roubo nas pensões e o aumento da idade da reforma, visando esclarecer os trabalhadores e o povo dos novos cortes que o Governo prevê nas pensões da Administração Pública e no Sector Privado.
- No âmbito do Dia Mundial do Livro, o Departamento de Cultura e Tempos Livres da CGTP-IN organizou na sua sede uma Feira do Livro, disponibilizando para venda algumas edições publicadas pela CGTP-IN e outras para oferta, editadas ou não pela Central.
- Organização periódica de acções de formação, iniciativas de convívio e confraternização, provas desportivas em diversas modalidades, nomeadamente atletismo, futsal e cicloturismo.
Nada disto foi noticiado, salvo raras e pequenas referências.
É sintomático que as recentes eleições para o próprio Sindicato dos Jornalistas não tiveram direito, e apenas em alguns casos, a mais do que curtas informações sobre os resultados finais…
São depois dados vários outros exemplos que poderão ser vistos no texto integral.
Denuncia ainda o professor Fernando Correia que os jornais não falam das lutas dos trabalhadores em empresas clientes de anúncios nesses jornais, evidenciando também a subordinação dos jornalistas aos seus patrões. Enfim vale a pena ler o artigo completo em http://avante.pt/pt/2144/temas/133603/
17 de novembro de 2014
A informação pimba
Que critérios usa a comunicação dita “social” para a informação?
Quem queira pensar vê que a "nossa" comunicação dita social, a toda a hora nos impinge informações de qualidade e interesse muito duvidoso.
Será por falta de capacidade dos jornalistas?
Notícias que mostram um incêndio que destrói uma habitação e deixa uma família desalojada, com reportagem e auscultação dos dramas daquela família. Tudo bem, mas então porque pouco falam milhares de famílias sem habitação e das que a estão a perder diariamente por terem que as entregar aos bancos?
Assistimos a folhetins, ou "verdadeiras telenovelas", de dramas individuais de interesse muito duvidoso mas que rendem por terem "mercado" assente na especulação que muita gente gosta. Será esta a função da nossa comunicação?
Vimos manifestações de uma população que não quer o padre, mas pouco se fala das muitas populações que lutam para manter os centros de saúde o posto dos correios ou os tribunais.
A toda a hora vimos festas e festinhas, nos mais variados locais. Algumas enchendo programas inteiros de várias horas, mobilizando caras equipas de reportagem. Certamente é sempre bom haver referências a essas expressões populares. Mas, então porque é que quase não falam de actividades como a Festa do Avante que mobiliza centenas de milhar de pessoas de todas as ideologias e é a maior Festa cultural do país? Para essa o tempo ou o espaço é sempre limitado.
Assistimos a notícias de um cantor que cai da bicicleta e parte o braço. De um baterista que ultrapassa recorde do Guinness na maratona de bateria, de outros que se zangou com a namorada, contudo pouco se fala no Orçamento de Estado que dedica ao apoio da Cultura em Portugal menos de 1%.
Afinal parece que não são apenas os jornais e televisão que não dão importância à cultura. Isto vem de mais fundo. Será "serviço" combinado?
Muitas pessoas, artistas, intelectuais, professores, subscreveram um manifesto exigindo pelo menos 1% para a Cultura. Sim um por cento! O Orçamento pode ter muitos por cento para as Forças Armadas e para participarmos na NATO. Para comprar submarinos e armas de guerra. Mas para a Cultura não há dinheiro. Milhares de pessoas têm-se manifestado nas ruas e em actividades culturais a exigir apenas 1% para a Cultura. Que aparece na nossa comunicação dita social?
Fernando Correia, diz no o Diário, que “os critérios jornalísticos tornaram-se cada vez mais dependentes das «leis do mercado» e da busca do máximo lucro. Lucro este que, no caso da comunicação social, é financeiro mas também político e ideológico.”
De facto isso explica tudo: Interesses de Mercado somados aos interesses políticos e ideológicos.
Razão suficiente para justificar as "lavagens de cérebros" com programações ditas de entretenimento, por vezes de nível verdadeiramente degradante, ou uma informação dirigida não para o aumento do conhecimento da realidade mas para a distracção do que é essencial, alienando com o espectacular e o superficial, em detrimento das causas e dos contextos, numa óptica de melhorar a cultura e a consciência social dos leitores ou espectadores. Enfim jornalismo para estupidificar e desviar do que é importante.
Achei curioso este vídeo: http://youtu.be/DiNPxZdemTg
Quem queira pensar vê que a "nossa" comunicação dita social, a toda a hora nos impinge informações de qualidade e interesse muito duvidoso.
Será por falta de capacidade dos jornalistas?
Notícias que mostram um incêndio que destrói uma habitação e deixa uma família desalojada, com reportagem e auscultação dos dramas daquela família. Tudo bem, mas então porque pouco falam milhares de famílias sem habitação e das que a estão a perder diariamente por terem que as entregar aos bancos?
Assistimos a folhetins, ou "verdadeiras telenovelas", de dramas individuais de interesse muito duvidoso mas que rendem por terem "mercado" assente na especulação que muita gente gosta. Será esta a função da nossa comunicação?
Vimos manifestações de uma população que não quer o padre, mas pouco se fala das muitas populações que lutam para manter os centros de saúde o posto dos correios ou os tribunais.
A toda a hora vimos festas e festinhas, nos mais variados locais. Algumas enchendo programas inteiros de várias horas, mobilizando caras equipas de reportagem. Certamente é sempre bom haver referências a essas expressões populares. Mas, então porque é que quase não falam de actividades como a Festa do Avante que mobiliza centenas de milhar de pessoas de todas as ideologias e é a maior Festa cultural do país? Para essa o tempo ou o espaço é sempre limitado.
Assistimos a notícias de um cantor que cai da bicicleta e parte o braço. De um baterista que ultrapassa recorde do Guinness na maratona de bateria, de outros que se zangou com a namorada, contudo pouco se fala no Orçamento de Estado que dedica ao apoio da Cultura em Portugal menos de 1%.
Afinal parece que não são apenas os jornais e televisão que não dão importância à cultura. Isto vem de mais fundo. Será "serviço" combinado?
Muitas pessoas, artistas, intelectuais, professores, subscreveram um manifesto exigindo pelo menos 1% para a Cultura. Sim um por cento! O Orçamento pode ter muitos por cento para as Forças Armadas e para participarmos na NATO. Para comprar submarinos e armas de guerra. Mas para a Cultura não há dinheiro. Milhares de pessoas têm-se manifestado nas ruas e em actividades culturais a exigir apenas 1% para a Cultura. Que aparece na nossa comunicação dita social?
Fernando Correia, diz no o Diário, que “os critérios jornalísticos tornaram-se cada vez mais dependentes das «leis do mercado» e da busca do máximo lucro. Lucro este que, no caso da comunicação social, é financeiro mas também político e ideológico.”
De facto isso explica tudo: Interesses de Mercado somados aos interesses políticos e ideológicos.
Razão suficiente para justificar as "lavagens de cérebros" com programações ditas de entretenimento, por vezes de nível verdadeiramente degradante, ou uma informação dirigida não para o aumento do conhecimento da realidade mas para a distracção do que é essencial, alienando com o espectacular e o superficial, em detrimento das causas e dos contextos, numa óptica de melhorar a cultura e a consciência social dos leitores ou espectadores. Enfim jornalismo para estupidificar e desviar do que é importante.
Achei curioso este vídeo: http://youtu.be/DiNPxZdemTg
4 de maio de 2014
A censura e a manipulação discretas
La
guerra mediática y el “golpe suave”
No sítio da Argenpress, foi publicado um interessantíssimo artigo sobre a manipulação da “Comunicação Social”. O estudo, fundamentado em muitas obras de credibilidade, mostra que todos os dias, a toda a hora, somos “bombardeados” através dos poderosos meios de comunicação, que apresentam uma só versão de factos, muitas vezes interpretada de forma parcial e distorcida, com o que se “alimenta” a população. O estudo mostra que as pessoas na generalidade, “não tem tempo” nem se interessa por investigar sobre outras versões dos assuntos descritos. Por isso a maioria das pessoas toma como verdadeira a informação que recebem desses poderosos meios de comunicação. Essa informação, muitas vezes falsa ou distorcida, é repetida de forma mecânica e emocional, sem crítica.
Mostra ainda o artigo que esse “bombardeamento” dos nossos cérebros, não é casual nem devido a caprichos ou erros. É isso sim uma acção de manipulação consciente e programada pelos meios de comunicação e pelas grandes empresas transnacionais que são proprietárias.
Esses meios poderosos ligados ao capital financeiro, têm uma estratégia de combate aos governos que não conseguem controlar e combatem-nos através de uma guerra psicológica, sabotagens e acções de desestabilização, para que se convertam na mente das pessoas em nações “ingovernáveis”, “violadoras” dos direitos humanos, justificando assim a intervenção armada e o derrube de governos legais e constitucionais. Criado o clima propício entram em acção os exércitos dos Estados Unidos, da ONU, da NATO, para “salvar” a esse país das garras da “ditadura” em que vive.
O resultado final são milhares de mortos, a destruição e sofrimento de povos inteiros, que passam a estar dominados pelos exércitos estrangeiros, enquanto as multinacionais roubam as matérias primas e os recursos desse país invadido.
Sugiro a leitura desse interessante estudo que, obviamente, não passa nos meios de comunicação. http://www.argenpress.info/2014/05/la-guerra-mediatica-y-el-golpe-suave.html
31 de janeiro de 2013
Para que servem os deputados?
Os deputados são todos iguais?
Há muito que circulam na Internet e nos mails mensagens e petições que parecem ser muito justas. Penetram em quem não reflete e é conduzido, ou facilmente manipulado pela demagogia populista. Estão na linha da estratégia de diversão, para desviar as atenções do que é fundamental e conduzir a indignação para casos sem grande significado. Ao contrário do que parecem não são mensagens inocentes. Vejamos porquê.
Com base num texto de que desconheço o autor, fiz a seguinte análise:
1. Regalias dos deputados
Exige-se que acabem as regalias dos deputados em nome da "justiça social". Fala-se em regalias e vencimentos em geral para desviar as atenções das regalias realmente injustas e até escandalosas que poucos têm mas que valem mais do que as dos outros todas juntas.
De facto há regalias de deputados que deveriam pura e simplesmente acabar como as pensões vitalícias de Ângelo Correia, Dias Loureiro e outros, que acumulam com vencimentos milionários que ganham.
Há também muitos casos de pensões vitalícias escandalosas, como as dos administradores do Banco de Portugal, obtidas ao fim de pouco tempo de trabalho. Essas somadas ultrapassam em muito as regalias dos deputados. (para ver clique aqui).
2. Vencimentos dos deputados
Exige-se a redução dos deputados para poupar nos vencimentos. Diz-se que ganham demais, tendo em conta a média nacional (cerca de 3.000 euros líquidos na Assembleia da República e um pouco menos na Assembleia Legislativa da Regiao Autónoma dos Açores). Será a melhor forma de fazer justiça social a redução de deputados ou dos seus vencimentos?
Quem pensar um pouco verá que, estas mensagens, visam desviar o descontentamento que alastra, para reduzir a participação e a discussão dos problemas realmente importantes.
Não dizem essas mensagens e petições que só António Mexia (EDP), com os seus 260.000 euros/mês, fora os extras, ganha quase o dobro do que ganham, por mês, TODOS OS 57 DEPUTADOS da Assembleia Legislativa da RAA.
Se somarmos ao vencimento principal deste senhor, os vencimentos principais de Zeinel Bava, da PT (208.333 euros/Mês), de Paulo Azevedo, da SONAE (100.830 euros/mês), de Ricardo Salgado, do BES (100.000 euros/mês), de Alexandre Santos, do Pingo Doce (94.166,67 euros/mês) e de Eduardo Catroga, da EDP (45.000 euros/mês, mais os cerca de 9.000 que recebe de pensão vitalícia da A.R.), teremos que estas 6 PESSOAS ganham juntas um rendimento principal, fora os extras, de cerca de 790.000 euros/mês, ou seja, mais do que ganham juntos TODOS OS 230 DEPUTADOS da Assembleia da República!
A estes rendimentos juntar-se-ão aqueles que outra meia dúzia como estes, aufere por terem simplesmente o nome como membro do Conselho de Administração ou como gestor noutras empresas ou instituições públicas.
3. Atuação dos deputados
Mas, tal como os partidos, e ao contrário da ideia simplista veiculada nas mensagens referidas, os deputados não são todos iguais e resultam da reconversão representativa dos votos dos eleitores em diferentes forças políticas.
Sem representantes/deputados (bons ou maus…) das diferentes opiniões e interesses do país e da região, não há regime democrático.
E se há uns que pouco mais fazem que votar, ou usam o parlamento para tratar de negócios particulares, de mãos dadas com a corrupção, outros há que, pela sua dedicação e seriedade, se esforçam permanentemente pelos interesses do povo, do país ou da região. Desses há os que prescindem de regalias e até votam contra elas, nomeadamente contra aquelas que os textos referem mas, isso não dizem.
Há os deputados que, quando se candidatam, se comprometem, por escrito, a não serem beneficiados pelo exercício do cargo. Disso também não falam os textos que dão a ideia que os deputados são todos iguais.
Há os que se candidatam por forças políticas actualmente maioritárias, para terem oportunidade de negócio ou de uma carreira. Mas também há os que se candidatam para lutar contra esses interesses instalados fazendo da sua luta, muito mais difícil, uma honra e um compromisso político de serviço à comunidade.
4. Responsabilidade e poder dos eleitores
São os eleitores que elegem os deputados.
São os eleitores que deveriam fiscalizar a sua actuação.
Seria conveniente que dessem maior atenção à origem partidária dos deputados que não cumprem a sua missão.
Seria importante que os eleitores exercessem essa fiscalização para que nas próximas eleições não repetir o erro de eleger deputados que não defendem os seus interesses.
Seria importante que os eleitores desiludidos com a actuação dos deputados que não servem, se não abstenham ou não votem. Os desiludidos que não votam estão a tirar a força aos deputados que trabalham e lutam pelos interesses dos eleitores e a deixar que a maioria permaneça a governar mal.
Há muito que circulam na Internet e nos mails mensagens e petições que parecem ser muito justas. Penetram em quem não reflete e é conduzido, ou facilmente manipulado pela demagogia populista. Estão na linha da estratégia de diversão, para desviar as atenções do que é fundamental e conduzir a indignação para casos sem grande significado. Ao contrário do que parecem não são mensagens inocentes. Vejamos porquê.
Com base num texto de que desconheço o autor, fiz a seguinte análise:
1. Regalias dos deputados
Exige-se que acabem as regalias dos deputados em nome da "justiça social". Fala-se em regalias e vencimentos em geral para desviar as atenções das regalias realmente injustas e até escandalosas que poucos têm mas que valem mais do que as dos outros todas juntas.
De facto há regalias de deputados que deveriam pura e simplesmente acabar como as pensões vitalícias de Ângelo Correia, Dias Loureiro e outros, que acumulam com vencimentos milionários que ganham.
Há também muitos casos de pensões vitalícias escandalosas, como as dos administradores do Banco de Portugal, obtidas ao fim de pouco tempo de trabalho. Essas somadas ultrapassam em muito as regalias dos deputados. (para ver clique aqui).
2. Vencimentos dos deputados
Exige-se a redução dos deputados para poupar nos vencimentos. Diz-se que ganham demais, tendo em conta a média nacional (cerca de 3.000 euros líquidos na Assembleia da República e um pouco menos na Assembleia Legislativa da Regiao Autónoma dos Açores). Será a melhor forma de fazer justiça social a redução de deputados ou dos seus vencimentos?
Quem pensar um pouco verá que, estas mensagens, visam desviar o descontentamento que alastra, para reduzir a participação e a discussão dos problemas realmente importantes.
Não dizem essas mensagens e petições que só António Mexia (EDP), com os seus 260.000 euros/mês, fora os extras, ganha quase o dobro do que ganham, por mês, TODOS OS 57 DEPUTADOS da Assembleia Legislativa da RAA.
Se somarmos ao vencimento principal deste senhor, os vencimentos principais de Zeinel Bava, da PT (208.333 euros/Mês), de Paulo Azevedo, da SONAE (100.830 euros/mês), de Ricardo Salgado, do BES (100.000 euros/mês), de Alexandre Santos, do Pingo Doce (94.166,67 euros/mês) e de Eduardo Catroga, da EDP (45.000 euros/mês, mais os cerca de 9.000 que recebe de pensão vitalícia da A.R.), teremos que estas 6 PESSOAS ganham juntas um rendimento principal, fora os extras, de cerca de 790.000 euros/mês, ou seja, mais do que ganham juntos TODOS OS 230 DEPUTADOS da Assembleia da República!
A estes rendimentos juntar-se-ão aqueles que outra meia dúzia como estes, aufere por terem simplesmente o nome como membro do Conselho de Administração ou como gestor noutras empresas ou instituições públicas.
3. Atuação dos deputados
Mas, tal como os partidos, e ao contrário da ideia simplista veiculada nas mensagens referidas, os deputados não são todos iguais e resultam da reconversão representativa dos votos dos eleitores em diferentes forças políticas.
Sem representantes/deputados (bons ou maus…) das diferentes opiniões e interesses do país e da região, não há regime democrático.
E se há uns que pouco mais fazem que votar, ou usam o parlamento para tratar de negócios particulares, de mãos dadas com a corrupção, outros há que, pela sua dedicação e seriedade, se esforçam permanentemente pelos interesses do povo, do país ou da região. Desses há os que prescindem de regalias e até votam contra elas, nomeadamente contra aquelas que os textos referem mas, isso não dizem.
Há os deputados que, quando se candidatam, se comprometem, por escrito, a não serem beneficiados pelo exercício do cargo. Disso também não falam os textos que dão a ideia que os deputados são todos iguais.
Há os que se candidatam por forças políticas actualmente maioritárias, para terem oportunidade de negócio ou de uma carreira. Mas também há os que se candidatam para lutar contra esses interesses instalados fazendo da sua luta, muito mais difícil, uma honra e um compromisso político de serviço à comunidade.
4. Responsabilidade e poder dos eleitores
São os eleitores que elegem os deputados.
São os eleitores que deveriam fiscalizar a sua actuação.
Seria conveniente que dessem maior atenção à origem partidária dos deputados que não cumprem a sua missão.
Seria importante que os eleitores exercessem essa fiscalização para que nas próximas eleições não repetir o erro de eleger deputados que não defendem os seus interesses.
Seria importante que os eleitores desiludidos com a actuação dos deputados que não servem, se não abstenham ou não votem. Os desiludidos que não votam estão a tirar a força aos deputados que trabalham e lutam pelos interesses dos eleitores e a deixar que a maioria permaneça a governar mal.
23 de janeiro de 2013
A arte de bem enganar (1)
As estratégias do capitalismo para manipular, enganar, iludir
Creio que reparámos que quando surgem graves problemas sociais ou políticos e começam a surgir manifestações ou lutas de trabalhadores a Televisão encontra sempre notícias que distraem as pessoas. Seja o futebol, o caso Maddie. o caso Carlos Castro. No entanto isto acontece permanentemente com os mais variados "Faits divers" que nos desviam as atenções do que é importante e não convem quer se discuta ou que se conheça.
Noam Chomsky, linguista norte-americano, é considerado um dos grandes intelectuais da actualidade. Entre outros estudos, ele investigou o papel dos meios de comunicação no
sistema capitalista.
Os jornais, a rádio, a televisão e muitos outros meios de comunicação todos os dias nos poluem o cérebro, sem o notarmos. São instrumentos de grandes grupos económicos para moldar as nossas consciências no sentido de nos "amolecer" a capacidade crítica.
Sem darmos por isso estamos a ser manipulados.
Do estudo de Chomsky “10
estratégias de manipulação” fiz as seguintes adaptações resumidas:
1 - A estratégica da distração
Creio que reparámos que quando surgem graves problemas sociais ou políticos e começam a surgir manifestações ou lutas de trabalhadores a Televisão encontra sempre notícias que distraem as pessoas. Seja o futebol, o caso Maddie. o caso Carlos Castro. No entanto isto acontece permanentemente com os mais variados "Faits divers" que nos desviam as atenções do que é importante e não convem quer se discuta ou que se conheça.
Assim o
elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção.
Fazem, também, parte desta estratégia, os programas televisivos para entreter, sem qualqur conteúdo, os concursos, as notícias de crimes, de acidentes, que ocupam dias nos telejornais para distrair a atenção do público. É também a técnica de manter o público
ocupado, ocupado e distraído, sem tempo para pensar no que é importante.
Esta técnica aproveita a preguiça das pessoas que dizem estar fartas de coisas sérias e que apenas se querem distrair. E assim de facto conseguem que o público não reaja às políticas que nos roubam, que aumentam as desigualdades e tornam a nossa vida num inferno.
Salazar dizia, o povo precisa é de Fátima, Futebol e Vinho. Assim se evitam as revoluções.
(continua)
Esta técnica aproveita a preguiça das pessoas que dizem estar fartas de coisas sérias e que apenas se querem distrair. E assim de facto conseguem que o público não reaja às políticas que nos roubam, que aumentam as desigualdades e tornam a nossa vida num inferno.
Salazar dizia, o povo precisa é de Fátima, Futebol e Vinho. Assim se evitam as revoluções.
(continua)
15 de janeiro de 2013
Comunicação como meio de ofensiva ideológica
É intenso e "científico" o plano em curso para retirar direitos aos trabalhadores e ao povo para aumentar a exploração do poder capitalista.
Para isso, os partidos de direita e o Governo precisam de acabar com tudo o que o 25 de Abril construiu.
Para conseguirem levar os seus planos por diante, e reduzir a capacidade de luta organizada dos trabalhadores e do povo, apoiam-se na guerra ideológica feita através de todos os meios de comunicação que dominam.
Os eixos principais dessa ofensiva
São objectivos desta política:
- valorizar as virtudes do capitalismo, dos mercados e de uma falsa liberdade individual.
- dar a ideia de que todos podem ser capitalistas ricos se seguirem os exemplos dos grandes exploradores.
- convencer que a sociedade não muda. Sempre foi assim e sempre assim será.
- quando não for possível defender os efeitos do capitalismo, dizer que são todos iguais e portanto todos têm os mesmos defeitos.
- estimular o anticomunismo, de forma a afastar a ideia de que é possível uma sociedade melhor.
- o desacreditar as sociedades que conseguiram libertar-se do capitalismo e imperialismo. Confundir democracia com ditadura de "homens não poderem explorar outros homens".
- esquecer as possibilidades e vitórias da resistência dos povos, da luta dos trabalhadores ou da afirmação de opções de desenvolvimento soberano.
Os meios de comunicação
Os meios utilizados para a "lavagem dos cérebros" para a mentira, para lançar a dúvida e a confusão, para "dividir para reinar", são os meios de comunicação quase todos controlados pelos grandes grupos económicos, a publicidade, o Marketing (comercial e político), actividades ditas "culturais" e de distração, etc.
As formas que utilizam são muito variadas e científicamente estudadas através de Sondagens, de Estudos de Mercado e Marketing, da Internet, de Redes Sociais e são aplicados nos mais variados meios como:
Notícias seleccionadas, notícias deturpadas, informação escondida e subtimente "censurada". Programas de telenovelas que veiculam conteúdos que visam injectar conceitos e preconceitos retrógrados. Concursos televisivos quer iludem as pessoas com o sucesso fácil e "acessível a todos". Comentários políticos e sociais de pessoas "uniformizadas" ou formatadas com o pensamento "oficial" da direita. O controlo e formatação das notícias é feito pelo recurso ao comentário e análise sistemáticamente direccionados, para levar os ouvintes os telespectadores e leitores à ideia errada.
Esta "lavagem" de cérebros, esta ofensiva ideológica, é feita de forma subtil, como referi no texto anterior, com uma simples ausência ou troca de legendas, e pela formatação das notícias.
Formatar jovens para aceitar sem crítica a ideologia do capitalismo
Esta operação de formatação das consciências, é também feita, nas Escolas e Universidades com a seleção de professores e manuais escolares que obedecem ao pensamento único. Assim a produção ideológica nos meios académicos, ajuda a formatar os estudantes, desde o início da escolaridade, para assegurar a prevalência absoluta dos valores do capitalismo, dois conceitos e preconceitos que o servem fazendo esquecer outras alternativas. Essa formatação ideológica é especialmente intensa nas areas da filosofia, da sociologia, da economia e na promoção de uma cultura "pimba" sem conteúdo mas de "fácil" acesso e aceitação acéfala. Assim se formam pessoas dóceis e fácilmente domesticáveis, que aceitam ser exploradas.
28 de dezembro de 2012
Paradigmas e preconceitos
Uma arma secreta,
e bem disfarçada, do poder, para manipular as mentalidades
A cultura e a política de direita domina subtilmente as mentalidades das pessoas. É através de gerações de pais para filhos que se impregnam mentalidades caducas, por vezes, inexplicáveis.
Normalmente essa cultura e mentalidade conservadoras, apoia-se em paradigmas que se apresentam sem que os reconheçamos como tal. Paradigma é aquilo que a sociedade em geral considera verdadeiro sem refletir sobre isso. De uma forma subtil, os paradigmas dominam os nossos pensamentos a partir de tradições que herdamos dos nossos pais, através da educação, da religião e dos preconceitos.
Todos temos os nossos paradigmas que por vezes nos limitam, não nos deixam ver claro, condicionam o nosso raciocínio.
É preciso aprender a identifica-los para nos libertarmos. Por vezes é difícil descobrir os nossos paradigmas porque eles estão nas profundezas do nosso subconsciente e camuflados.
O paradigma ao serviço de uma classe
Porque é que o Marketing utiliza os paradigmas, preconceitos e ideias feitas, completamente irracionais?
Algumas casos:
- A maioria das pessoas compra um produto com embalagem mais bonita sem saber se é melhor.
- A etiqueta de umas calças pode "valer mais" que as calças.
- Muita gente avalia o estatuto social pelo que uma pessoa veste.
- Qual a razão para usar (ou mesmo ser obrigatório) usar gravata?
- A moda que sentido têm?
A moda escraviza as pessoas que sabem ser avaliadas pelo que vestem e não pelo que valem.
A moda avalia não a qualidade do que se usa mas apenas se está de acordo com o estilo "oficial" para essa época.
- Qual a racionalidade desse paradigma?
O Marketing cria paradigmas e utiliza-os a favor de quem vende e não de quem compra.
O capitalismo alimenta paradigmas para impedir que as pessoas defendam os seus interesses.
A sociedade e a civilização avançam quando grandes homens rompem com os preconceitos
Todos os grandes Homens da História, os que revolucionaram a nossa cultura e sociedade, venceram os paradigmas do seu tempo. Jesus rompeu paradigmas. Jesus quebrou as normas e preceitos humanos limitativos. Jesus, perdoou prostitutas, conviveu com pecadores. Jesus lutou contra muitas das regras da sociedade, regras das classes no poder.
Se queremos progredir, inovar, criar, seja na política, na sociedade, na cultura, é preciso alargar horizontes vencendo os paradigmas e preconceitos injustificados, que não servem as pessoas e a sociedade.
É preciso perguntar: PORQUÊ? PARA QUÊ? PARA SERVIR O QUÊ? QUEM?
Há sempre várias formas de ver as coisas. Mesmo em cada época há culturas diferentes que progridem por caminhos diferentes. Precisamos de acutilância na crítica na análise, de perceber o PORQUÊ das coisas.
Sonhar é romper paradigmas e alargar horizontes. É ter a capacidade de sair dos estreitos limites que a cultura conservadora impõe. É preciso quebrar barreiras mentais, furar regras humanas, para que o sonho se torne realidade.
Talvez a propósito, ou talvez não, li um texto de Baptista Bastos de que extraio algumas passagens:
(Baptista Bastos)
Para relembrar:
e bem disfarçada, do poder, para manipular as mentalidades
A cultura e a política de direita domina subtilmente as mentalidades das pessoas. É através de gerações de pais para filhos que se impregnam mentalidades caducas, por vezes, inexplicáveis.
Normalmente essa cultura e mentalidade conservadoras, apoia-se em paradigmas que se apresentam sem que os reconheçamos como tal. Paradigma é aquilo que a sociedade em geral considera verdadeiro sem refletir sobre isso. De uma forma subtil, os paradigmas dominam os nossos pensamentos a partir de tradições que herdamos dos nossos pais, através da educação, da religião e dos preconceitos.
Todos temos os nossos paradigmas que por vezes nos limitam, não nos deixam ver claro, condicionam o nosso raciocínio.
É preciso aprender a identifica-los para nos libertarmos. Por vezes é difícil descobrir os nossos paradigmas porque eles estão nas profundezas do nosso subconsciente e camuflados.
O paradigma ao serviço de uma classe
Porque é que o Marketing utiliza os paradigmas, preconceitos e ideias feitas, completamente irracionais?
Algumas casos:
- A maioria das pessoas compra um produto com embalagem mais bonita sem saber se é melhor.
- A etiqueta de umas calças pode "valer mais" que as calças.
- Muita gente avalia o estatuto social pelo que uma pessoa veste.
- Qual a razão para usar (ou mesmo ser obrigatório) usar gravata?
- A moda que sentido têm?
A moda escraviza as pessoas que sabem ser avaliadas pelo que vestem e não pelo que valem.
A moda avalia não a qualidade do que se usa mas apenas se está de acordo com o estilo "oficial" para essa época.
- Qual a racionalidade desse paradigma?
O Marketing cria paradigmas e utiliza-os a favor de quem vende e não de quem compra.
O capitalismo alimenta paradigmas para impedir que as pessoas defendam os seus interesses.
A sociedade e a civilização avançam quando grandes homens rompem com os preconceitos
Todos os grandes Homens da História, os que revolucionaram a nossa cultura e sociedade, venceram os paradigmas do seu tempo. Jesus rompeu paradigmas. Jesus quebrou as normas e preceitos humanos limitativos. Jesus, perdoou prostitutas, conviveu com pecadores. Jesus lutou contra muitas das regras da sociedade, regras das classes no poder.
Se queremos progredir, inovar, criar, seja na política, na sociedade, na cultura, é preciso alargar horizontes vencendo os paradigmas e preconceitos injustificados, que não servem as pessoas e a sociedade.
É preciso perguntar: PORQUÊ? PARA QUÊ? PARA SERVIR O QUÊ? QUEM?
Há sempre várias formas de ver as coisas. Mesmo em cada época há culturas diferentes que progridem por caminhos diferentes. Precisamos de acutilância na crítica na análise, de perceber o PORQUÊ das coisas.
Sonhar é romper paradigmas e alargar horizontes. É ter a capacidade de sair dos estreitos limites que a cultura conservadora impõe. É preciso quebrar barreiras mentais, furar regras humanas, para que o sonho se torne realidade.
Talvez a propósito, ou talvez não, li um texto de Baptista Bastos de que extraio algumas passagens:
A mentira,a manipulação e o preconceito
(Baptista Bastos)
"... O capitalismo está mergulhado numa crise que será sangrenta se as forças progressistas se lhe não opuserem. “O PCP e o Bloco de Esquerda cumprem o seu papel [...] de travão aos desmandos do poder. Dir-se-á que pouco podem fazer; talvez. Mas muitas coisas estariam pior não fosse a intervenção deles. E também constituem forças morais e éticas num período da História em que, parece, esses valores e padrões soçobram, ante as investidas actuais. Não é necessário ser comunista ou bloquista para se compreender a natureza de certos partidos. E o preconceito ideológico, sabiamente organizado e dirigido, prejudica, inclusive, o conhecimento dos factos e as verdades históricas. Até quando?”
Para relembrar:
17 de novembro de 2012
O papel dos provocadores e da Televisão
Comunicação social & "Desorganizados"*
*Desorganizados por não integrarem as organizações das manifestações
11 de abril de 2012
Não há vergonha
Sempre que fala aos portugueses, Passos Coelho mente.
Afirma que o seu governo se preocupa mais com os pobres, dando a ideia que os mais penalizados são os ricos.
Na entrevista de ontem à noite à RTP, Passos Coelho fugiu a responder porque é que "para os trabalhadores o governo considera que não há direitos adquiridos, mas para os grandes grupos económicos já esses direitos não podem ser retirados".
O jornalista lembrou o caso das Empresas e Parcerias Público Privadas, mas foi também o caso da antecipação da distribuição de dividendos aos accionistas da Portugal Telecom. Aos trabalhadores, em contrapartida, retirou parte dos subsídios de Natal.
Muitos outros exemplos poderiam ser dados como os reduzidos impostos à banca, a fuga aos impostos para os paraísos fiscais os escandalosos ordenados dos Administradores, os contratos dos boys para os gabinetes dos ministros, e muitos mais. Contudo, para os trabalhadores é a subida de impostos sobre os rendimentos do trabalho e a redução de salários.
Os pobres mais pobres os muito ricos mais ricos
Num dos últimos estudos, o economista Eugénio Rosa, revela com números oficiais que em Portugal a austeridade está a ser aplicada de uma forma desigual, já que os pobres tinham sofrido uma redução de 6% no seu rendimento disponível, enquanto os ricos tinham registado uma diminuição de apenas 3%. Arriscaria a dizer que os muito ricos não tiveram redução de rendimentos havendo muitos exemplos de lucros mais elevados.
Quem está a ganhar com a crise? Os Bancos e os grandes grupos económicos.
Como revela Eugénio Rosa apenas 42,5% dos desempregados recebem um subsídio.
Apesar do desemprego continuar a aumentar, o governo PSD/CDS-PP reduziu a duração do período em que o desempregado tem direito ao subsídio de desemprego.
Cada vez é mais difícil arranjar emprego e o Governo provoca ainda mais desemprego facilitando os despedimentos, recusando reformas antecipadas e facilitando mais horas de trabalho sem pagamento de horas extraordinárias.
Sacrificando os que mais precisam, o governo reduziu o tempo do subsídio em cerca de metade para os desempregados de mais de 50 anos de idade, justamente os que têm maiores dificuldades em arranjar novo emprego.
9 de outubro de 2011
Eleições na maltratada Madeira, pelos bichos que a esburacam
Assim se revelam os campeões da "Democracia"
Vitor Dias no seu blog "o tempo das cerejas" publicou um trecho de uma notícia do Público que diz "O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, considerou “normal” o transporte de eleitores em viaturas de organismo públicos, acompanhados por autarcas sociais-democratas. “Aqui foi sempre assim”, disse AJJ.
Mais adiante informa o mesmo jornal que "funcionários regionais começaram às 22 hs (!!!) de sexta-feira a retirar das ruas toda a propaganda dos partidos alegadamente por causa do «dia de reflexão»".
Diria eu, é por causa desse periodo de reflexão que, à boca das urnas, na hora da votação, militantes sociais democratas que se dispõem a acompanhar os eleitores recolhidos nas suas casas, completam essa reflexão, instruindo os eleitores "de como devem votar". Nobre missão cívica. Eu próprio presenciei a essas cenas no Concelho de Mafra, por coincidência de maioria absoluta do PSD.
Descrevi algumas no meu texto de 6 de junho, neste blog.
Também "em Mafra foi sempre assim" desde que o PSD é maioria, claro.
Vários testemunhos de delegados de partidos, não do PSD, revelaram que a partir das 18 horas (do dia da votação) os membros das mesas de voto, todos do PSD, mostraram um afã e nervosismo a consultar os cadernos eleitorais e fazer listas dos que ainda não tinham votado. Telemóveis em grande actividade e papeis com nomes, eram passados aos condutores de vários carros estacionados à porta da Secção de Voto, que logo partiam para a sua missão. Passados alguns minutos regressavam com os eleitores faltosos e já bem instruídos onde votar.
Alguns, muito idosos e doentes, amparados pelos tais acompanhantes do carro, pediam para que esses acompanhantes os ajudassem a votar na câmara de voto.
Verifiquei que vários, traziam nos bolsos uns papelinhos que consultaram no acto de pôr a cruzinha, pois a indicação passada na igreja, para votar na setinha voltada para o céu, poderia ser insuficiente.
O caso, para mim mais caricato, foi uma senhora de idade avançada que, depois de entregar o cartão de eleitor na mesa e receber o boletim de voto, ficou muito embaraçada pois precisava de votar com o seu cartão de eleitor. A presidente da mesa, devolveu-lhe o cartão e a senhora, de imediato confrontou o cartão com o boletim de voto e devolveu o cartão. Achei estranho mas concluí que, talvez por se terem esgotado os tais papelinhos, alguém lhe desenhou no próprio cartão de eleitor, o símbolo onde deveria votar.
Isto passou-se em várias secções de voto onde havia delegados de outros partidos a fiscalizar.
Que acontecerá em locais onde essa fiscalização é muito difícil?
Outras histórias não repito, pois estão relatadas no texto deste blog que referi.
Comparemos isto com a eficiente "limpeza" da propaganda dos partidos às 22 horas de Sexta-feira anterior.
Vitor Dias no seu blog "o tempo das cerejas" publicou um trecho de uma notícia do Público que diz "O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, considerou “normal” o transporte de eleitores em viaturas de organismo públicos, acompanhados por autarcas sociais-democratas. “Aqui foi sempre assim”, disse AJJ.
Mais adiante informa o mesmo jornal que "funcionários regionais começaram às 22 hs (!!!) de sexta-feira a retirar das ruas toda a propaganda dos partidos alegadamente por causa do «dia de reflexão»".
Diria eu, é por causa desse periodo de reflexão que, à boca das urnas, na hora da votação, militantes sociais democratas que se dispõem a acompanhar os eleitores recolhidos nas suas casas, completam essa reflexão, instruindo os eleitores "de como devem votar". Nobre missão cívica. Eu próprio presenciei a essas cenas no Concelho de Mafra, por coincidência de maioria absoluta do PSD.
Diligentes, os funcionários da Electricidade da Madeira, andam prevenidos nos carros da empresa com as bandeiras do PSD
Também "em Mafra foi sempre assim" desde que o PSD é maioria, claro.
Vários testemunhos de delegados de partidos, não do PSD, revelaram que a partir das 18 horas (do dia da votação) os membros das mesas de voto, todos do PSD, mostraram um afã e nervosismo a consultar os cadernos eleitorais e fazer listas dos que ainda não tinham votado. Telemóveis em grande actividade e papeis com nomes, eram passados aos condutores de vários carros estacionados à porta da Secção de Voto, que logo partiam para a sua missão. Passados alguns minutos regressavam com os eleitores faltosos e já bem instruídos onde votar.
Alguns, muito idosos e doentes, amparados pelos tais acompanhantes do carro, pediam para que esses acompanhantes os ajudassem a votar na câmara de voto.
Verifiquei que vários, traziam nos bolsos uns papelinhos que consultaram no acto de pôr a cruzinha, pois a indicação passada na igreja, para votar na setinha voltada para o céu, poderia ser insuficiente.
O caso, para mim mais caricato, foi uma senhora de idade avançada que, depois de entregar o cartão de eleitor na mesa e receber o boletim de voto, ficou muito embaraçada pois precisava de votar com o seu cartão de eleitor. A presidente da mesa, devolveu-lhe o cartão e a senhora, de imediato confrontou o cartão com o boletim de voto e devolveu o cartão. Achei estranho mas concluí que, talvez por se terem esgotado os tais papelinhos, alguém lhe desenhou no próprio cartão de eleitor, o símbolo onde deveria votar.
Isto passou-se em várias secções de voto onde havia delegados de outros partidos a fiscalizar.
Que acontecerá em locais onde essa fiscalização é muito difícil?
Outras histórias não repito, pois estão relatadas no texto deste blog que referi.
Comparemos isto com a eficiente "limpeza" da propaganda dos partidos às 22 horas de Sexta-feira anterior.
13 de setembro de 2011
A arte de bem manipular os desprevenidos
Dois pesos e duas medidas
Um texto interessante de Aníbal Garzón, mostra como os Governos autoproclamados democráticos, manipulam a opinião pública através da comunicação dita social. Garzón compara as alterações constitucionais em Espanha e na Venezuela.
O Governo espanhol vai alterar a Constituição nos artigos 134, sobre a Dívida Pública, e 135, sobre os Pressupostos Gerais do Estado, em favor de novas medidas de ajuste neoliberal para que o défice não ultrapasse 0,4% – "uma medida que afetará as classes sociais mais desfavorecidas, ao privatizarem-se alguns serviços públicos". Diz então Garzón:
Um texto interessante de Aníbal Garzón, mostra como os Governos autoproclamados democráticos, manipulam a opinião pública através da comunicação dita social. Garzón compara as alterações constitucionais em Espanha e na Venezuela.
O Governo espanhol vai alterar a Constituição nos artigos 134, sobre a Dívida Pública, e 135, sobre os Pressupostos Gerais do Estado, em favor de novas medidas de ajuste neoliberal para que o défice não ultrapasse 0,4% – "uma medida que afetará as classes sociais mais desfavorecidas, ao privatizarem-se alguns serviços públicos". Diz então Garzón:
"Que a Constituição espanhola seja modificada pelo Presidente Zapatero e os parlamentares da sua formação política, o PSOE, juntamente com os deputados da oposição do PP... sem se realizar nenhum referendo popular, parece que cria uma validade a nível internacional como aprova a própria União Europeia, dado que é uma orientação no sentido da privatização e dos mercados internacionais.
Etiquetas que estamos tão habituados a ouvir nos meios de comunicação social e fazem com que nos pareça que a realidade social e política é tal como o poder a constrói e não tal como é. Da mesma forma que na Líbia os armados são rebeldes, mas, na Colômbia as FARC são terroristas; da mesma forma que o Irão é uma ditadura, mas a Arábia Saudita é uma monarquia tradicional; ou que em Cuba há repressão e em Espanha, Chile ou Inglaterra tentam controlar os antissociais – Zapatero é democrata e Chávez um ditador.
Dialeticamente, as coisas são brancas ou negras, mas o poder simbólico do capitalismo internacional decide de que cores devem ser pintadas. Só faz falta que as lutas populares as repintem".
* Aníbal Garzón é um sociólogo catalão – participa no sítio catalão Kaos en la Red
Porém, se Chávez modificasse a Constituição sem referendo e, além disso, com certos movimentos, para uma economia pública, como nacionalizar entidades produtivas ou pôr barreiras à atividade privada, tanto nacional como internacional, seria um déspota antidemocrático.
Etiquetas que estamos tão habituados a ouvir nos meios de comunicação social e fazem com que nos pareça que a realidade social e política é tal como o poder a constrói e não tal como é. Da mesma forma que na Líbia os armados são rebeldes, mas, na Colômbia as FARC são terroristas; da mesma forma que o Irão é uma ditadura, mas a Arábia Saudita é uma monarquia tradicional; ou que em Cuba há repressão e em Espanha, Chile ou Inglaterra tentam controlar os antissociais – Zapatero é democrata e Chávez um ditador.
Dialeticamente, as coisas são brancas ou negras, mas o poder simbólico do capitalismo internacional decide de que cores devem ser pintadas. Só faz falta que as lutas populares as repintem".
* Aníbal Garzón é um sociólogo catalão – participa no sítio catalão Kaos en la Red
Para ver o artigo completo clique (AQUI)
28 de agosto de 2011
A nova Censura
O papel da Comunicação "social" na formação de carneiros
Num artigo publicado no Avante, Miguel Urbano Rodrigues analisa "O mundo à beira do caos". Dessa análise, bastante vasta, e acutilante, retirei o excerto que publico mais abaixo. Trata do papel miserável, de muitos jornalistas que se vendem aos órgãos da Comunicação dita "Social". Bem sabemos que nesta sociedade capitalista, só aos ricos é permitida muita coisa. Só os grandes grupos económicos podem ter Televisões e outros meios de comunicação que atingem as grandes massas.
Experimente o leitor, o seu Sindicato, a sua Colectividade ou Associação Cultural ter acesso à Televisão, aos Jornais de grandes tiragens e logo verá o que acontece.
Se for para dizer que "temos que trabalhar mais", ainda que haja cada vez mais desemprego, se for dizer que "os ordenados devem diminuir", para ajudar os ricos a resolver a crise (que eles criaram), se prometer dizer que vai apelar ao sacrifício de todos os pobres, que temos que nos conformar com a "crise", talvez tenha direito a uns minutinhos. Se, apesar de prometer dizer isso, quando lhe derem o microfone, disser o contrário verá o que é a Censura.
Dirão alguns. "Se as televisões são deles, eles passam o que quiserem". Tal como esses dizem, "se as empresas são dos patrões eles pagam o que quiserem", ou "despedem quem quiserem".
Então, como estamos num "país livre", talvez possamos formar uma empresa para nós trabalharmos, ou uma Televisão, para dizermos o que precisamos de dizer e alertar quem anda a "dormir". Verá o leitor que esta "Liberdade" só se compra com o dinheiro e só os ricos a podem ter.
Liberdade de falar qualquer um, felizmente, pode ter depois do 25 de Abril. Só que, os ricos e os seus servidores podem falar na Televisão, para milhões de pessoas. Os remediados, como eu, podem falar na Internet (por enquanto), para umas centenas de pessoas, os pobres podem falar na mesa do café ou da taberna, para alguns amigos e os reformados, desempregados muito pobres que não têm dinheiro nem para o café ou copo de vinho, podem falar com os que estiverem no mesmo banco do jardim.
Afinal a "Liberdade" de falar, como a de comer, como a de viajar, como a de ir ao médico, é para todos - desde que tenham dinheiro.
"É assim, sempre foi e sempre será" dizem alguns. Esses, os que dizem isso, que nada fazem para que não seja assim, estão domesticados.
Vamos então ouvir Miguel Urbano Rodrigues, que nos ajuda a compreender porque é que há tantos a dizer que "É assim, sempre foi assim e sempre será assim". Os subtítulos são da minha responsabilidade.
Nos EUA, na Alemanha, na França, na Itália os detentores do poder proclamam que a democracia política atingiu um patamar superior nas sociedades desenvolvidas do Ocidente. Mentem. A censura à moda antiga não existe. Mas foi substituída por um tipo de manipulação das consciências eficaz e perverso. Os factos e as notícias são seleccionados, apresentados, valorizados ou desvalorizados, mutilados e distorcidos, de acordo com as conveniências do grande capital. O objectivo é impedir os cidadãos de compreender os acontecimentos de que são testemunhas e o seu significado.
É preciso é distrair...alienar
Os jornais e as cadeias de televisão nos EUA, na Europa, no Japão, na América Latina dedicam cada vez mais espaço ao "entretenimento" e menos a grandes problemas e lutas sociais e ao entendimento do movimento da História profunda.
Os temas impostos pelos editores e programadores – agentes mais ou menos conscientes do capital – são concursos alienantes, a violência em múltiplas frentes, a droga, o crime, o sexo, a subliteratura, o quotidiano do jet set, a vida amorosa de príncipes e estrelas, a apologia do sucesso material, as férias em lugares paradisíacos, etc.
Formatar as mentalidades, as modas, as ideias para aceitarmos a injustiça
Evitar que os cidadãos, formatados pela engrenagem do poder, pensem, é uma tarefa permanente dos media.
As crónicas de cinema, de televisão, a música, a crítica literária reflectem bem a atmosfera apodrecida do tipo de sociedade definida como civilizada e democrática por aqueles que, colocados na cúpula do sistema de poder, se propõem como aspiração suprema a multiplicar o capital.
"Pensadores" formatados, marionetas, robôs, autómatos sem cérebro
Em Portugal surgiu como inovação grotesca um clube de pensadores; e os debates na televisão e as mesas redondas e entrevistas com dóceis comentadores, mascarados de "analistas", são insuportáveis pela ignorância, hipocrisia e mediocridade da quase totalidade desses serventuários do capital. Contra-revolucionários como Mário Soares, António Barreto, Medina Carreira, Júdice; formadores de opinião como Marcelo Rebelo de Sousa, um intoxicador de mentes influenciáveis que explica o presente e prevê o futuro como se fora o oráculo de Delfos; jornalistas his master's voice, como Nuno Rogeiro e Teresa de Sousa; colunistas arrogantes que odeiam o povo português e a humanidade, como Vasco Pulido Valente, pontificam nos media imitando bruxos medievais, servindo o sistema em exercícios de verborreia que ofendem a inteligência.
Num artigo publicado no Avante, Miguel Urbano Rodrigues analisa "O mundo à beira do caos". Dessa análise, bastante vasta, e acutilante, retirei o excerto que publico mais abaixo. Trata do papel miserável, de muitos jornalistas que se vendem aos órgãos da Comunicação dita "Social". Bem sabemos que nesta sociedade capitalista, só aos ricos é permitida muita coisa. Só os grandes grupos económicos podem ter Televisões e outros meios de comunicação que atingem as grandes massas.
Experimente o leitor, o seu Sindicato, a sua Colectividade ou Associação Cultural ter acesso à Televisão, aos Jornais de grandes tiragens e logo verá o que acontece.
Se for para dizer que "temos que trabalhar mais", ainda que haja cada vez mais desemprego, se for dizer que "os ordenados devem diminuir", para ajudar os ricos a resolver a crise (que eles criaram), se prometer dizer que vai apelar ao sacrifício de todos os pobres, que temos que nos conformar com a "crise", talvez tenha direito a uns minutinhos. Se, apesar de prometer dizer isso, quando lhe derem o microfone, disser o contrário verá o que é a Censura.
Dirão alguns. "Se as televisões são deles, eles passam o que quiserem". Tal como esses dizem, "se as empresas são dos patrões eles pagam o que quiserem", ou "despedem quem quiserem".
Então, como estamos num "país livre", talvez possamos formar uma empresa para nós trabalharmos, ou uma Televisão, para dizermos o que precisamos de dizer e alertar quem anda a "dormir". Verá o leitor que esta "Liberdade" só se compra com o dinheiro e só os ricos a podem ter.
Liberdade de falar qualquer um, felizmente, pode ter depois do 25 de Abril. Só que, os ricos e os seus servidores podem falar na Televisão, para milhões de pessoas. Os remediados, como eu, podem falar na Internet (por enquanto), para umas centenas de pessoas, os pobres podem falar na mesa do café ou da taberna, para alguns amigos e os reformados, desempregados muito pobres que não têm dinheiro nem para o café ou copo de vinho, podem falar com os que estiverem no mesmo banco do jardim.
Afinal a "Liberdade" de falar, como a de comer, como a de viajar, como a de ir ao médico, é para todos - desde que tenham dinheiro.
"É assim, sempre foi e sempre será" dizem alguns. Esses, os que dizem isso, que nada fazem para que não seja assim, estão domesticados.
Vamos então ouvir Miguel Urbano Rodrigues, que nos ajuda a compreender porque é que há tantos a dizer que "É assim, sempre foi assim e sempre será assim". Os subtítulos são da minha responsabilidade.
Nos EUA, na Alemanha, na França, na Itália os detentores do poder proclamam que a democracia política atingiu um patamar superior nas sociedades desenvolvidas do Ocidente. Mentem. A censura à moda antiga não existe. Mas foi substituída por um tipo de manipulação das consciências eficaz e perverso. Os factos e as notícias são seleccionados, apresentados, valorizados ou desvalorizados, mutilados e distorcidos, de acordo com as conveniências do grande capital. O objectivo é impedir os cidadãos de compreender os acontecimentos de que são testemunhas e o seu significado.
É preciso é distrair...alienar
Os jornais e as cadeias de televisão nos EUA, na Europa, no Japão, na América Latina dedicam cada vez mais espaço ao "entretenimento" e menos a grandes problemas e lutas sociais e ao entendimento do movimento da História profunda.
Os temas impostos pelos editores e programadores – agentes mais ou menos conscientes do capital – são concursos alienantes, a violência em múltiplas frentes, a droga, o crime, o sexo, a subliteratura, o quotidiano do jet set, a vida amorosa de príncipes e estrelas, a apologia do sucesso material, as férias em lugares paradisíacos, etc.
Formatar as mentalidades, as modas, as ideias para aceitarmos a injustiça
Evitar que os cidadãos, formatados pela engrenagem do poder, pensem, é uma tarefa permanente dos media.
As crónicas de cinema, de televisão, a música, a crítica literária reflectem bem a atmosfera apodrecida do tipo de sociedade definida como civilizada e democrática por aqueles que, colocados na cúpula do sistema de poder, se propõem como aspiração suprema a multiplicar o capital.
"Pensadores" formatados, marionetas, robôs, autómatos sem cérebro
Em Portugal surgiu como inovação grotesca um clube de pensadores; e os debates na televisão e as mesas redondas e entrevistas com dóceis comentadores, mascarados de "analistas", são insuportáveis pela ignorância, hipocrisia e mediocridade da quase totalidade desses serventuários do capital. Contra-revolucionários como Mário Soares, António Barreto, Medina Carreira, Júdice; formadores de opinião como Marcelo Rebelo de Sousa, um intoxicador de mentes influenciáveis que explica o presente e prevê o futuro como se fora o oráculo de Delfos; jornalistas his master's voice, como Nuno Rogeiro e Teresa de Sousa; colunistas arrogantes que odeiam o povo português e a humanidade, como Vasco Pulido Valente, pontificam nos media imitando bruxos medievais, servindo o sistema em exercícios de verborreia que ofendem a inteligência.
27 de agosto de 2011
O controlo da informação e a mentira planeada.
Crimes contra a paz e contra a humanidade
Após a derrota da URSS há 20 anos, os EUA têm vindo numa escalada de acções de guerra, através da NATO, para domínio económico e militar das fontes de matérias primas mundiais e, em especial, do petróleo.
Essas acções criminosas que ferem descaradamente o direito internacional, apoiam-se na prévia intervenção da CIA fabricando conflitos para que a propaganda de guerra os explore para justificar a intervenção militar nos países atingidos.
Esta táctica preparada ao pormenor, envolve acção coordenada de estações de TV por satélite, como vimos hoje no caso da Líbia. A CNN, a France24, a BBC e a rede al-Jazira converteram-se em instrumentos de desinformação e de mentiras fabricadas com a falsificação de acontecimentos.
Já em 2002, os EUA tinham ensaiada esta táctica quando a Globovisión distribuiu imagens fabricadas de uma revolta popular contra o presidente eleito Hugo Chávez. A Globovisión apresentou falsos apoiantes de Chavez a disparar contra manifestantes. A essa encenação seguiu-se o golpe militar preparado pela CIA para derrubar Hugo Chavez.
Foi então que se deu o verdadeiro levantamento popular em apoio de Chavez que fez abortar o golpe e reintegrou o presidente eleito.
Agora, com a guerra à Líbia, os EUA aperfeiçoaram o controlo da comunicação a uma escala mais vasta, seleccionando as imagens a distribuir pelos canais de televisão. O objectivo é fazer crer que é o povo líbio que luta contra Kadafi e a NATO está a "proteger" o povo.
A Resolução nº 110, de 3 de novembro 1947 criou procedimentos a serem adoptados contra a propaganda que incita à guerra ou a actos de agressão.
A Resolução nº 381 de 17 de novembro 1950 reforça aquela condenação e condena explicitamente actos de censura à informação, como parte da propaganda para "justificar" intervenções contra a paz.
A Resolução nº 819 de 11 de dezembro 1954, responsabiliza os governos a remover barreiras que impeçam a livre troca de informação e ideias.
A intoxicação da opinião pública provocada pelas falsas notícias distribuídas pela CNN, France24, BBC e al-Jazira pode ser definida como incitamento à guerra e “crime contra a paz”. Na realidade estes crimes mediáticos são tão graves como os crimes contra a humanidade cometidos pela NATO.
Após a derrota da URSS há 20 anos, os EUA têm vindo numa escalada de acções de guerra, através da NATO, para domínio económico e militar das fontes de matérias primas mundiais e, em especial, do petróleo.
Essas acções criminosas que ferem descaradamente o direito internacional, apoiam-se na prévia intervenção da CIA fabricando conflitos para que a propaganda de guerra os explore para justificar a intervenção militar nos países atingidos.
Esta táctica preparada ao pormenor, envolve acção coordenada de estações de TV por satélite, como vimos hoje no caso da Líbia. A CNN, a France24, a BBC e a rede al-Jazira converteram-se em instrumentos de desinformação e de mentiras fabricadas com a falsificação de acontecimentos.
Já em 2002, os EUA tinham ensaiada esta táctica quando a Globovisión distribuiu imagens fabricadas de uma revolta popular contra o presidente eleito Hugo Chávez. A Globovisión apresentou falsos apoiantes de Chavez a disparar contra manifestantes. A essa encenação seguiu-se o golpe militar preparado pela CIA para derrubar Hugo Chavez.
Foi então que se deu o verdadeiro levantamento popular em apoio de Chavez que fez abortar o golpe e reintegrou o presidente eleito.
Agora, com a guerra à Líbia, os EUA aperfeiçoaram o controlo da comunicação a uma escala mais vasta, seleccionando as imagens a distribuir pelos canais de televisão. O objectivo é fazer crer que é o povo líbio que luta contra Kadafi e a NATO está a "proteger" o povo.
A Resolução nº 110, de 3 de novembro 1947 criou procedimentos a serem adoptados contra a propaganda que incita à guerra ou a actos de agressão.
A Resolução nº 381 de 17 de novembro 1950 reforça aquela condenação e condena explicitamente actos de censura à informação, como parte da propaganda para "justificar" intervenções contra a paz.
A Resolução nº 819 de 11 de dezembro 1954, responsabiliza os governos a remover barreiras que impeçam a livre troca de informação e ideias.
A intoxicação da opinião pública provocada pelas falsas notícias distribuídas pela CNN, France24, BBC e al-Jazira pode ser definida como incitamento à guerra e “crime contra a paz”. Na realidade estes crimes mediáticos são tão graves como os crimes contra a humanidade cometidos pela NATO.
26 de agosto de 2011
A mentira tornada regra
Goebbels se cá voltasse, sentir-se-ia um aprendiz de contra informação
Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler, dizia, "uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade".
Esta guerra, da invasão da Líbia, tem vários objectivos mais ou menos escondidos:
- A posse do Petróleo, numa altura em que escasseia e de grave crise económica dos EUA e paises capitalistas.
- O saque dos depósitos de milhares de milhões de dólares da Líbia.
- A renovação dos stoks de armamento e os lucros da indústia da guerra.
- O ensaio de novas armas de guerra, nomeadamente cibernética (aparelhos telecomandados entre outros).
- A afirmação de poder dos EUA e seus aliados, destruindo as leis internacionais e os valores civilizacionais.
- O ensaio de novas técnicas de manipulação das consciências, da lavagem massiva dos cérebros através de uma rede de difusão de informação de propaganda que vai muito para além do controlo das Televisões e Jornais.
Não é por acaso que o novo "conceito estratégico" da NATO, aprovado em Lisboa, para além do seu alargamento a todo o mundo, contempla o controlo e a "guerra" na Internet.
O controlo da Informação, as mentiras e contradições
Basta estarmos atentos para verificar a sucessão de mentiras transmitidas por todos os meios, televisão, jornais, Internet, comentadores contratados, figuras públicas dos regimes e acções de propaganda e de impacto como o reconhecimento do "governo" dos rebeldes.
Há meses que se diz que Kadafi não tem o apoio popular. Contudo os países da NATO recusaram a sua proposta de fazer referendos ou eleições.
Apesar de a NATO ter afirmado que a "guerra humanitária" seria breve e para criar uma zona de exclusão aéria evitando que a aviação Líbia matasse civis, o facto é que já lá vão 6 meses de contínuos bombardeamentos, não da aviação Líbia mas da NATO.
Bombardeamentos diários para abrir caminho aos "rebeldes"
Apesar dos meios poderosos dos países invasores e da NATO (EUA, Inglaterra, França), apesar de "Kadafi não ter apoio popular" não chegaram 6 meses de ataques, mais de 20.000 surtidas, bombardeamentos pelos navios de guerra dos EUA no Mediterrâneo, ataques com aviões telecomandados, nada disso chega para vencer o "ditador" que nem aviação utiliza.
É também estranho que um "ditador odiado" distribua cerca de 2 milhões de armas pela população. Pelos vistos essas armas não se voltam contra ele, mas contra os invasores, a ponto de permitirem resistir a tão poderosos meios da NATO.
Jornalistas presos em Tripoli
Há dias foi noticiado que, após intensos bombardeamentos da capital para abrir o caminho aos "rebeldes" estes controlam 95% de Tripoli. Foi festejada a vitória (dos "rebeldes", contudo foi a NATO que teve o papel principal). Prepara-se um novo governo.
Tem sido noticiado que, entre outros, continuam presos os jornalistas, Mahdi Darius Nazemroaya e Thierry Meyssan, no centro de imprensa do hotel Rixos (em Trípoli).
A televisão e a imprensa controlada pelos invasores, têm dito que são as tropas de Kadafi que os mantêm presos. Mas afinal quem controla a cidade?
É preciso procurar a verdade
Michel Chossudovsky, director da globalresearch, informou que Mahdi estava a trabalhar em relatos factuais e honestos, preocupando-se com as vidas humanas, homens, mulheres e crianças que perderam a vida em bombardeios em áreas residenciais, escolas e hospitais. Isto não agradou aos invasores (NATO e CIA) e Mahdi acabou por ser ameaçado por dizer a verdade, por expor os crimes de guerra da NATO.
Mahdi, Thierry e vários outros jornalistas independentes estão presos no Hotel Rixos. Afinal quem tem interesse em os manter presos?
Diz Michel Chossudovsky, que "as ameaças eram muito explícitas". Aqueles que dizem a verdade são ameaçados. Os que mentem e aceitam a informação da NATO, estarão protegidos.
A hipocrisia a mentira e a inversão dos valores humanos
Estamos a ser enganados na forma mais desprezível. As vítimas da agressão da NATO são designados como "criminosos de guerra", enquanto os autores de guerra são os libertadores.
A mentira tornou-se a verdade "oficial", Mahdi, não tendo aceitado essa "verdade" tem a vida ameaçada.
De acordo com a NATO, a guerra é paz, os bombardeamentos são para salvar vidas. "Matar é um esforço de pacificação".
As realidades são viradas de cabeça para baixo, dificultando a capacidade de pensar. As pessoas tendem a acreditar no que a maioria e os poderosos dizem.
Regresso à Idade Média.
Segundo Michel Chossudovsky, as técnicas e conceitos da Inquisição voltam a ser aplicados: O carácter "humanitário" e a "Responsabilidade de Proteger", são os argumentos para desencadear uma guerra.
Esta é uma guerra do século XXI, é uma guerra que afirma não ser uma guerra, é uma "ajuda"! Portanto, todos os protocolos e convenções relativas à guerra não se aplicam.
Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler, dizia, "uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade".
Esta guerra, da invasão da Líbia, tem vários objectivos mais ou menos escondidos:
- A posse do Petróleo, numa altura em que escasseia e de grave crise económica dos EUA e paises capitalistas.
- O saque dos depósitos de milhares de milhões de dólares da Líbia.
- A renovação dos stoks de armamento e os lucros da indústia da guerra.
- O ensaio de novas armas de guerra, nomeadamente cibernética (aparelhos telecomandados entre outros).
- A afirmação de poder dos EUA e seus aliados, destruindo as leis internacionais e os valores civilizacionais.
- O ensaio de novas técnicas de manipulação das consciências, da lavagem massiva dos cérebros através de uma rede de difusão de informação de propaganda que vai muito para além do controlo das Televisões e Jornais.
Não é por acaso que o novo "conceito estratégico" da NATO, aprovado em Lisboa, para além do seu alargamento a todo o mundo, contempla o controlo e a "guerra" na Internet.
O controlo da Informação, as mentiras e contradições
Basta estarmos atentos para verificar a sucessão de mentiras transmitidas por todos os meios, televisão, jornais, Internet, comentadores contratados, figuras públicas dos regimes e acções de propaganda e de impacto como o reconhecimento do "governo" dos rebeldes.
Há meses que se diz que Kadafi não tem o apoio popular. Contudo os países da NATO recusaram a sua proposta de fazer referendos ou eleições.
Apesar de a NATO ter afirmado que a "guerra humanitária" seria breve e para criar uma zona de exclusão aéria evitando que a aviação Líbia matasse civis, o facto é que já lá vão 6 meses de contínuos bombardeamentos, não da aviação Líbia mas da NATO.
Bombardeamentos diários para abrir caminho aos "rebeldes"
Apesar dos meios poderosos dos países invasores e da NATO (EUA, Inglaterra, França), apesar de "Kadafi não ter apoio popular" não chegaram 6 meses de ataques, mais de 20.000 surtidas, bombardeamentos pelos navios de guerra dos EUA no Mediterrâneo, ataques com aviões telecomandados, nada disso chega para vencer o "ditador" que nem aviação utiliza.
É também estranho que um "ditador odiado" distribua cerca de 2 milhões de armas pela população. Pelos vistos essas armas não se voltam contra ele, mas contra os invasores, a ponto de permitirem resistir a tão poderosos meios da NATO.
Jornalistas presos em Tripoli
Há dias foi noticiado que, após intensos bombardeamentos da capital para abrir o caminho aos "rebeldes" estes controlam 95% de Tripoli. Foi festejada a vitória (dos "rebeldes", contudo foi a NATO que teve o papel principal). Prepara-se um novo governo.
Tem sido noticiado que, entre outros, continuam presos os jornalistas, Mahdi Darius Nazemroaya e Thierry Meyssan, no centro de imprensa do hotel Rixos (em Trípoli).
A televisão e a imprensa controlada pelos invasores, têm dito que são as tropas de Kadafi que os mantêm presos. Mas afinal quem controla a cidade?
É preciso procurar a verdade
Michel Chossudovsky, director da globalresearch, informou que Mahdi estava a trabalhar em relatos factuais e honestos, preocupando-se com as vidas humanas, homens, mulheres e crianças que perderam a vida em bombardeios em áreas residenciais, escolas e hospitais. Isto não agradou aos invasores (NATO e CIA) e Mahdi acabou por ser ameaçado por dizer a verdade, por expor os crimes de guerra da NATO.
Mahdi, Thierry e vários outros jornalistas independentes estão presos no Hotel Rixos. Afinal quem tem interesse em os manter presos?
Diz Michel Chossudovsky, que "as ameaças eram muito explícitas". Aqueles que dizem a verdade são ameaçados. Os que mentem e aceitam a informação da NATO, estarão protegidos.
A hipocrisia a mentira e a inversão dos valores humanos
Estamos a ser enganados na forma mais desprezível. As vítimas da agressão da NATO são designados como "criminosos de guerra", enquanto os autores de guerra são os libertadores.
A mentira tornou-se a verdade "oficial", Mahdi, não tendo aceitado essa "verdade" tem a vida ameaçada.
De acordo com a NATO, a guerra é paz, os bombardeamentos são para salvar vidas. "Matar é um esforço de pacificação".
As realidades são viradas de cabeça para baixo, dificultando a capacidade de pensar. As pessoas tendem a acreditar no que a maioria e os poderosos dizem.
Regresso à Idade Média.
Segundo Michel Chossudovsky, as técnicas e conceitos da Inquisição voltam a ser aplicados: O carácter "humanitário" e a "Responsabilidade de Proteger", são os argumentos para desencadear uma guerra.
Esta é uma guerra do século XXI, é uma guerra que afirma não ser uma guerra, é uma "ajuda"! Portanto, todos os protocolos e convenções relativas à guerra não se aplicam.
18 de agosto de 2011
Desmascarar os aldrabões
Hoje saiu o Avante
É jornal que considero de indispensável leitura. Pena é que seja apenas uma vez por semana. De facto nos seis dias de intervalo fico à mercê das informações que os Jornais, rádios e televisão do sistema, despejam. Misturadas com algumas verdades somos permanentemente inundados de mentiras e deturpações da realidade.
Passo a dar um exemplo entre os muitos que todos os dias afrontam as nossas inteligências.
No seu artigo de opinião, Manuel Gouveia mostra uma das táticas da manipulação usada pela comunicação (dita social) dominada pelo poder dos grandes grupos económicos.
Assim, refere Manuel Gouveia que em "8 de Agosto, foram os portugueses «informados» de que tinham os transportes mais baratos da Europa. No mesmo dia, no i, no Jornal de Negócios, no DN, no JN, no Público, no Correio da Manhã e até na Bola, com replicação imediata nas rádios e nas televisões,..."
Desconfiei de tais notícias, mas tive dificuldade em comprovar a aldrabice. A manobra fraudulenta serve-se de comparacões como um passe em Lisboa que não dá acesso ao comboio e apenas a uma parte dos 40 Km da rede de Metro com um de Berlim que dá acesso a 330 Km de linhas ferroviárias além dos 146 Km de linhas de Metro. Compara ainda o passe para uma cidade com 83Km2 com outros que servem cidades com dez vezes mais área. Mostra Manuel Gouveia que a comparação feita é com o L1 quando "a coroa 3 do Passe Social de Lisboa alberga uma área e uma população ainda inferior à das cidades escolhidas para a «demonstração»,..." A esperteza parva, dos que nos querem atirar poeira para os olhos, não resiste à comparação do nosso L3 de 63,25€ com o passe que nas cidades europeias abarcam igual area (33,85 euros). Assim, Manuel Gouveia mostra que, ao contrário do que dizem tal Jornais Rádios e Televisões, "Lisboa é a cidade com os transportes públicos mais caros da Europa...".
Por isso, cada vez mais, confirmo que quem quiser estar bem informado não pode apenas ler os Jornais ou ver a Televisão. Com outras leituras como a do Avante vamos descobrindo as mentiras em que muitos acreditam. É assim que conseguem moldar um povo para que aceite os roubos que, os cada vez mais ricos, continuam a fazer. É por isso que ainda há tanta gente enganada.
Ver o artigo completo (AQUI)
10 de agosto de 2011
A política de direita e as alternativas
Tarde piaste... mas, mais vale tarde que nunca
Andam há anos a querer convencer-nos que as medidas económicas de austeridade, flexibilização do desemprego, ataque à legislação laboral, aumento dos impostos sobre o trabalho, etc., são as medidas necessárias para resolver os problemas que esta mesma política criou.
Dizem eles que não há alternativa.
Os que têm afirmado que é preciso uma ruptura com esta política, que é preciso mudar de rumo, e que as medidas a tomar devem ser exactamente ao contrário do que estão a fazer, esses, têm sido silenciados.
Os Governos há anos que nos dizem que no ano seguinte tudo se irá resolver. Para isso é preciso fazer os trabalhos de casa, então:
Aumentam os impostos.
Sobem os preços dos bens essenciais incluindo a alimentação.
Reduzem os salários... e tudo o mais que bem conhecemos.
Fazer os trabalhos de casa
Veio a troika a Portugal e, sapientemente, impôs "novas" medidas, sempre iguais às que têm sido aplicadas.
A troika portuguesa (PS; PSD e CDS-PP), agora com o apoio da troika estrangeira, confirmou essas medidas como boas e, novamente, garantiu que é preciso continuar a fazer os trabalhos de casa.
Os comentadores, os analistas, os politólogos, pagos pelos interesses dos que lucram com estas medidas, (sim, porque os mais ricos estão cada vez mais ricos) vêm todos os dias à televisão dizer que é preciso mais. Cada vez mais austeridade. Retirar mais dinheiro aos pobres - "porque são muitos e já estão habituados" como dizia Salazar.
Contudo, as medidas aplicam-se, são cada vez mais duras para quem trabalha, (Passos Coelho foi para férias mas avisou: "os sacrifícios exigidos aos portugueses não serão suaves" ). Os trabalhos de casa são feitos mas a economia dos países está cada vez pior.
O que eu ouvi... calculem!
Hoje ouvi pela primeira vez um dos tais comentadores, reconhecer que as mesmas medidas não podem continuar e que os bancos têm que fazer sacrifícios. Admitiu mesmo ter que haver reestruturação das dívidas mesmo que isso implique prejuízos para os bancos.
Eu vou guardando o que foi dito e escrito, os vídeos das raras entrevistas a políticos e economistas de esquerda, (recordo a entrevista de Carlos Carvalhas no Prós e Contras, e muitas das Intervenções de Jerónimo de Sousa, de Bernardino Soares, de António Filipe, de João Ferreira, de Honório Novo, de Agostinho Lopes, e outros deputados do PCP na Assembleia da República).
A Televisão têm escondido essas opiniões, tem silenciado as propostas que não sejam as que defendem os banqueiros e os grandes capitalistas especuladores. No entanto, nem a televisão nem os politólogos, nem os comentadores, poderão esconder por muito mais tempo que esta política não serve, que o sistema capitalista está numa crise que não tem solução, numa crise que interessa a alguns mas que acabará por arruinar todos.
Muitos dos que agora fecham os ouvidos às alternativas de esquerda, dos que sempre foram “educados”, "formatados", para não ouvir os comunistas, vão torcer a orelha e dizer “afinal os comunistas é que tinham razão”.
Ver ainda:
A Alternativa
Avivar a memória dos esquecidos
Etc.
9 de junho de 2011
Submissão cobarde
Diz a RTP
Marcelo Rebelo de Sousa admite que acordo com a `troika` pode implicar revisão constitucional
Porque não diz Marcelo e os vendidos ao capital estrangeiro que:
Cumprimento da Constituição Portuguesa pode implicar revisão do acordo com a troika?
é a total inversão de valores. Ao que chegámos...
29 de maio de 2011
A manipulação da "comunicação social" (3)
A Sic apresenta em grandes parangonas:
Mais adiante a Sic Notícias diz:
CDU cada vez mais distante de PS visita "bastião" de Alpiarça
O que quer dizer, não é o que diz! Isto pode ser lido ao gosto de cada um.
É mais o exemplo de uma informação que não informa. Manipula! Distorce! Este jornalismo não vale nada.
Mais adiante a Sic Notícias diz:
A CDU está hoje em campanha no "bastião" de Alpiarça e em Évora, quando está cada vez mais distante e crítica do PS, que o secretário-geral comunista diz que "abre a porta" do governo à direita.
É só confusão. Pouco se percebe. Parece que, afinal, a distância é relacionada com a abertura que o PS dá à direita. Ou será a de Alpiarça a Évora? Para quem estiver atento, poderá concluir que se trata de um afastamento ideológico, uma vez que foi aqui introduzida a palavra "crítica". Ficamos um pouco mais esclarecidos, ainda que sem qualquer nova informação.
Contudo, como a notícia sugere, "...cada vez mais distante..." revela um movimento, um afastamento. Como aprendi na escola, há uma relatividade nesta distanciação. Ficamos sem saber quem se afasta de quem ou do quê. Qual o ponto de referência? Enfim, pouco ficamos a saber, excepto que há uma intenção deliberada de não esclarecer e de proporcionar o engano. Esse é o objectivo desta notícia. Conta para a estatística, mas como uma "não notícia".
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